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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Conheça as meninas por trás das fotos de Nabi Saleh


"As fotos se tornaram virais. Isso é importante", disse Ahed Tamimi, 14 anos, "assim o mundo pode ver o que acontece". Ahed é a garota loura à esquerda na foto amplamente publicada de um violento confronto entre mulheres e crianças palestinas contra um soldado israelense na vila Nabi Saleh, Cisjordânia. No quadro Ahed está mordendo no soldado depois que ele a espancou no rosto. Desde que agora imagens não famosas foram primeiramente publicadas, Tamimis, e Ahed em particular, foram visitadas por multidões de jornalistas querendo saber como a família palestina se sentiu ao ver o pequeno Mohammed Tamimi, de 12 anos, também conhecido como Abu Yazan, despencou no chão.

Nas fotografias as garotas e as mulheres palestinas olham em pânico, e a expressão do soldado israelita é frenética. Abaixo dele está Abu Yazan, que olha como se gemesse de dor, amassado e empurrado pelo solado, seu braço amassado como se estivesse pressionado contra uma pedra. As quatro mulheres Tamimis - Nariman e Nawal, mães de meia-idade, e as garotas, Ahed e Nour, adolescentes - enfrentaram o soldado que tentava deter Abu Yazan por ter jogado pedra durante um protesto semanal contra os confiscos de terras.

"Quando você vê alguém da sua família em perigo, você não tem tempo para pensar", disse Nour Tamimi, 16 anos, quando sentamos no pátio da casa de Ahed. Ela é prima de Ahed e aparece na extrema direita, vestindo um top preto nas imagens virais.

"Ele estava me batendo e eu vi sua mão no meu rosto, então eu o mordi", disse Ahed com sua voz suave.

Ahed e Nour pareceram dolorosamente envergonhadas quando conversamos, Ahed mais que Nour. Ambas vestidas em seus jeans e camisetas, Ahed com uma estampa de Lola Bunny, interesse amoroso de Bugs Bunny. Ahed gosta de jogar futebol e dançar. Ela estuda inglês na escola, mas se envergonha de falar. Quando crescer, ela quer ser juíza. As duas foram a sofás ao ar livre, então se mudaram para uma cozinha para fazer um lanche da tarde, sanduíches com lebane, um iogurte típico do Oriente Médio, e shata, um tempero vermelho apimentado. Quando preparavam o lanche, elas fofocaram como meninas fazem. A noite estava fresca e agradável , um agradável mudança com relação à onda de calor que recentemente cobriu a região. O risto das duas, e a chegada de dúzias de visitantes das cidades ao redor da Cisjordânia deram um tom festivo à noite. Estava bem diferente do tumulto que passaram quatro dias atrás.

Ainda assim, os militares de Israel empoleiraram-se num checkpoint aéreo, procurando carros que entravam e saíam de Nabi Saleh. Alguns residentes foram proibidos de deixar a vila, inclusive os parentes de Ahed na terça-feira pela manhã. As duas foram detidas por uma hora e meia, antes que as forças israelitas as mandassem de volta para dentro da sua cidade.

Quando as fotos explodiram nas redes, a mídia internacional legendou o uso da força contra uma criança com um braço quebrado como o conto de "Davi e Golias", enquanto a mídia israelita ficou consternada que um grupo de mulheres botou um soldado pra correr. As mulheres morderam, arranharam, estapearam e socaram o soldado. Então elas tiraram a balaclava do rosto dele. Embora não tenha sido fotografado, e não incluso em um vídeo que também capturou a cena do fim de semana, foi Bassem Tamimi (marido de Nariman e pai de Mohammed e Ahed) e seu filho mais novo de nove anos, Salam Tamimi, quem também foram golpeados pelos soldados.

Em seguida o ministro da cultura e de esportes de Israel, Miri Regev, clamou por regulamentações perdidas no uso de fogo vivo por soldados, caluniando a "humilhação" que as fotos trouxeram ao exército israelita.

Agora para a família de Tamimi o incidente que se tornou um espetáculo na internet foi tão somente em uma outra sexta-feira vivendo na ocupação, nem mais nem menos. Começou com uma demonstração e terminou com cinco membros da sua família no hospital. Nariman tem asma e usa muletas, depois ela foi baleada por soldados israelitas meses atrás na rótula do joelho. Ela precisou de tratamento. Bassem, Ahed e Abu Yazan também sofreram estilhaços nos seus corpos. Como foi com Salam, ele foi baleado com uma bala de borracha, deixando seu dedo quebrado.

Uniformemente toda a família Tamimi ficou surpresa que tanta gente da mídia estrangeira tenha chegado para seguir as fotos icônicas. Além disso, que o protesto chamou atenção do governo israelita.

"Eles fizeram um grande estardalhaço com a 'humilhação' do soldado, mas estão matando o povo palestino", disse Nour, fazendo referência ao que disse Regev. Às adolescentes de Nabi Saleh, o exército israelita já é visto como belicoso. Em 2013, quando o jornalista e autor Ben Ehrenreich escreveu uma característica sobre Nabi Saleh para o The New York Times Magazine, Nariman estimou que umas 100 pessoas da vila tinham sido presas, e em torno de 500 violadas durante as demonstrações. Recentemente, dois dos membros da cidade - também parte do clã Tamimi - foram mortos por soldados israelitas. Mustafa Tamimi, 27, foi espancado na cabeça com uma bomba de gás lacrimogênio em 2011 e Rudshi Tamimi, 31, foi morto com tiro à queima-roupa no ano seguinte.

Para jovens em Nabi Salah, a morte de Mustafa e Rudshi causaram uma última impressão e as dificuldades a pioraram. "Depois de seis anos começaram a saber como lidar", disse Nour, indicando o tempo que os residentes de Nabi Saleh protestaram, que começaram em 2009 depois do fechamento do acesso ao povo à paisagem natural.

"Três anos e meio atrás meu amigo foi morto por soldados israelitas, então eu me tornei mais forte. Assim eu disse pra mim mesma 'por que não ser uma jornalista' que manda mensagem de todas as crianças, para todas as pessoas no mundo?" disse Janna Jihad, 9 anos, prima e amiga de Ahed. "Mustafa", Jihad continuou, "ele foi um amigo para todas as crianças em Nabi Saleh".

Jihad, uma irada e confidente garota que cresceu entre Nabi Saleh e West Palm Beach, na Flórida, então disse "sou a menor jornalista do mundo!" Ela tem uma página no facebook com em torno de 20.000 seguidores que leem suas postagens e veem suas fotos dos protestos de Nabi Saleh. Sua linha do tempo é cheia de imagens de seus parentes e colegas correndo do gás lacrimogênio tipicamente lançados em protestos durante as marchas semanais. Quando ela crescer, Jihad disse que quer reportar à CNN ou Fox, para ter uma plataforma a fim de alcançar pessoas divulgando sobre os modos com que as crianças sofrem com a ocupação. A morte de Mustafa, o baleamento de Nariman, o de Salam, o de outro parente três semanas antes que foi fuzilado com cinco balas no peito, deixou Jihad com a impressão de que sua vila está no caos "todo dia, todo dia, todo dia. Não é vida". Como falamos Ahed se uniu ao grupo de crianças que se reuniram em uma colina para ver Halamish, construída sobre as terras de Nabi Saleh. A construção foi feita por linhas-duras de Gush Emunim nos anos 1970 e desdeentão se tornou um subúrbio equipado com piscinas, caminhadas e guardas armados nos portões. Em Nabi Saleh, a maioria das ruas não são pavilhadas. A disparidade na riqueza é radicalmente aparente.

Voltando a Bassem, o pai de Ahed quando jovem costumava brincar nas encostas que agora estão cobertas por casinhas Halamish. O baixo vale era coberto por campos e jardins floridos.

"Há uma relação entre nós e esta terra", ele disse, entre conversas com vizinhos sobre um futuro Estado único ou dois Estados em Israel e no território palestino e sobre quão se ampliaram os conflitos não-violentos das demonstrações semanais. Bassem apoia o Estado único, o que ele vê como um fim lógico à ocupação que começou quando era criança. Sua esperança é que as demonstrações como Nabi Saleh se espalhem furiosamente e inaugurem condições, urgentemente, para o fim de uma ocupação sobre a qual comentadores estão dizendo que mudou de temporária para permanente. Até então ele continuará protestando toda sexta-feira - venha o que vier.

via mondoweiss

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Israelitas atacam palestinos que homenageavam mandela


As forças do regime israelita agrediram nesta segunda-feira os cidadãos palestinos que participavam nas cerimônias para render homenagem ao falecido líder sul-africano, Nelson Mandela, na ocupada Cisjordânia.

Os oficiais israelitas atacaram e feriram dezenas de palestinos congregados em diferentes pontos da Cisjordânia, que homenageavam Mandela, herói da luta contra o apartheid no continente africano.

Durante o evento os palestinos, também, cantaram lemas condenando as agressões impiedosas do regime de Tel Aviv contra a nação palestina, especialmente na assediada Faixa de Gaza.

O primeiro presidente negro da África do Sul, que dedicou sua vida à luta em defesa da igualdade de direitos de raça, se considera um dos partidários mais importantes da causa do povo palestino.

"O direito palestino nunca esquecerá seu histórico discurso no qual afirmou que a revolução na África do Sul nunca alcançaria seus objetivos até que os palestinos fossem libertados", disse na sexta passada o presidente do Estado palestino, Mahmud Abas, ao elogiar o compromisso do falecido Mandela com a causa palestina.

É de mencionar que o primeiro ministro do regime de Israel, Benjamin Netanyahu, decidiu não participar nos funerais de Mandela alegando o alto custo que implicaria sua viagem à África.

Sem embargo, os especialistas políticos asseveram que Netanyahu não viajou ao país africano porque os pensamentos do líder africano não caíam bem ao premier do regime israelita.

O funeral de Estado e enterro do Mandela vão se realizar no domingo, 15 de dezembro, em Qunu, seu povo natal e onde passou o melhor período de sua vida.

Via Hispantv

OCDE: Pobreza acima do limite em Israel


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) adverte que o nível de pobreza em Israel é o mais alto entre os 35 membros deste organismo.

Em Israel, o nível de vida se mantém muito abaixo dos outros membros da OCDE e registra a taxa de pobreza relativa mais alta, segundo o último informe da organização econômica, elaborado pelo ministro de finanças do regime israelita, Yair Lapid, e pelo secretário geral da instituição internacional, Ángel Gurria.

De acordo com a reportagem, os ingressos de uma a cada cinco famílias se encontram abaixo da linha relativa de pobreza e o desemprego entre os homens ultra ortodoxos é um ponto muito preocupante.

O regime israelita, aliás, mantém as conexões sociais, moradia, educação e habilidades, equilíbrio entre trabalho e vida, segurança pessoal, qualidade ambiental e participação cidadã abaixo do padrão da OCDE, destaca o estudo.

A OCDE solicita às autoridades do regime de Tel Aviv uma rápida atuação para lançar um programa geral destinado a melhorar o bem-estar social mediante a aplicação de várias reformas em diversos âmbitos.

Sem embargo, a má situação econômica e desigualdade social nos territórios ocupados palestinos ocasionaram o aumento da insatisfação social entre os israelitas, o que causou o crescente número de pessoas que tentam se suicidar ou imolar.

N.doB.: Enquanto Israel fecha os olhos para os assuntos internos de pobreza, gasta todo dinheiro em guerras externas, levando seus próprios problemas para os povos estrangeiros que possuem excelente estabilidade, como no caso do Irã, da Síria antes da intervenção e da Líbia antes da intervenção. Hoje, com a intervenção israelita, os palestinos, os sírios e os líbios enfrentam um caos incalculável, e já clamam pela volta de um Gaddafi, presidente líbio morto, e pela resistência de Assad, presidente sírio.

Via Hispantv

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Em breve: Terceira Intifada. Vem o Plano Andinia?


A extensão da violência e dos crimes do regime de Tel Aviv contra os palestinos mostram a proximidade de uma Terceira Intifada contra os israelitas.

Assim indicou na noite desta quinta Husam Badran, um alto membro do Movimento de Resistência Islâmica Palestina (HAMAS), que assegurou que se pode produzir um levantamento massivo contra o regime de Israel na Cisjordânia.

Segundo o dirigente palestino exilado no Qatar, os esforços do regime usurpador de Tel Aviv para reprimir os palestinos, através das conversações de paz, não poderão deter a nação palestina em sua luta, resistência e caminho para a liberdade.

Assim, Badran criticou a cooperação do Estado Palestino com o regime de Tel Aviv no âmbito de segurança.

Há meses, uma delegação israelita composta por líderes do partido direitista Likud, alguns membros dos assentamentos judeus e vários rabinos e assessores políticos se reuniram com as autoridades do Estado da Palestina na cidade cisjordana de Ramalá.

Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, advertiu na semana passada o regime israelita de uma terceira intifada, além da extensão da violência na região, se fracassarem os chamados diálogos de paz palestino-israelitas.

A primeira intifada contra a ocupação israelita ocorreu entre 1987 e 1993 e a segunda no ano de 2000. Durante ambas as mobilizações morreram pelo menos 6200 palestinos.

N.doB.: Sabe-se que faz parte do plano do judaísmo internacional (que acreditam que o Estado de Israel é anti-judaico, visto que para sua religião YHWH fez o mundo para que dominassem por completo, e não restringir-se a apenas uma parte) uma terceira intifada e uma terceira guerra mundial. Este é o motivo que terão para um novo êxodo judeu e para a tomada de mais um posto avançado que, sendo já desenvolvido, supõem-se que seja na região onde hoje se encontra a Patagônia, região de grandes investimentos do capital internacional e área de controle estrangeiro (EUA, Reino Unido e Israel). Na dianteira da guerra das Malvinas está o Plano Andinia, que é como se nomeia a tomada da América do Sul para um novo Estado judaico.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Israel constrói mais colônias em território palestino


O regime israelita, indiferente às preocupações e condenações internacionais, aprova a construção de mais assentamentos ilegais nos territórios ocupados dos palestinos.

A notícia foi dada nesta Segunda pela organização israelita não governamental La Paz Ahora, contrária à colonização deste regime.

"Uma comissão da administração militar israelita encarregada da Cisjordânia aprovou recentemente a construção de 829 assentamentos", informa Lior Amihai, responsável pela ONG.

O jornal israelita 'Haaretz' confirma a informação e precisa que os novos assentamentos serão construídos nas colônias de Givat Zeev, ao norte de Al-Quds (Jerusalém Leste), Nofei Prat, Givat Salit e Nokdim.

Não obstante, a construção de novos assentamentos por parte do regime de Tel Aviv tinha parado por um tempo por medo de irritar ainda mais a comunidade internacional, que as considera ilegais porque estão situadas nos territórios ocupados.

Neste contexto, muitos acreditam que esta decisão é uma espécie de represália do primeiro ministro israelita, Benyamin Netanyahu, pelo acordo que foi feito na madrugada de Domingo entre Irã e o Grupo 5+1 sobre o programa de energia nuclear do país persa.

Quando o mundo saudava este importante acordo, Netanyahu não pôde conter sua ira e disse que "o que se conseguiu em Genebra não é um acordo histórico, mas um erro histórico".

O regime israelita utiliza a construção de novos assentamentos ilegais em territórios ocupados palestinos como uma ferramenta para ameaçar o mundo quando algo não lhe convém. Se bem que não necessita desculpas para continuar suas políticas expansionistas e violar sistematicamente a normativa internacional.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Forças israelenses atacam palestinos em Al-Bireh

 
Forças israelenses invadem a cidade palestina  de al-Bireh na Cisjordânia, espalhando gás lacrimogênio e balas de borracha nos cidadãos palestinos.

Os soldados israelenses que foram mandados em 30 carros nesta Segunda renderam pelo menos um homem palestino.

As tensões foram crescendo depois que uma criança israelense levou um tiro na noite de Sábado no assentamento israelense de Psagot localizado próximo de al-Bireh.

A polícia israelense diz que o ataque foi provavelmente executado por uma pessoa mentalmente instável.

Os colonizadores israelenses, a maioria armados, regularmente atacam vilarejos e fazendas palestino e tocam fogo nas mesquitas, nas olivas e nas outras propriedades da Cisjordânia sob a política do "preço". No entanto, o regime de Tel Aviv raramente detém os assaltantes.
 
Mais de meio milhão de israelenses vivem nos 120 assentamentos ilegais construídos desde a ocupação israelense dos territórios palestinos da Cisjordânia e do East al-Quds em 1967.

A ONU e a maioria dos países consideram os assentamentos israelenses ilegais porque os territórios foram capturados por Israel em uma guerra em 1967 e por isso estão sujeitas às Convenções de Genebra, que proibiu a construção em terras ocupadas.

Via Presstv

sábado, 23 de março de 2013

Obama mostrou sua moral dúbia frente ao conflito palestino-israelense

O presidente dos EUA, Barack Obama mostrou mais uma vez sua moral dúbia sobre o conflito entre israelenses e palestinos, depois de dizer quinta-feira na Cisjordânia, que "a ocupação israelense deve terminar", poucas horas depois de ter reafirmado seu apoio "total "o Estado de Israel e seu governo neo-colonial.



Por um lado, Obama o chamou de "injusta" a ocupação israelense, dizendo que "os palestinos merecem um Estado independente e soberano", um objetivo pelo qual parecia "profundamente comprometido" e considerado uma "prioridade" para seu governo.

Ele afirmou isso durante uma conferência de imprensa após encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na cidade cisjordana de Ramallah (centro).

Além disso, o presidente dos norte-americano disse que "os palestinos merecem ter esperança e que seus direitos sejam respeitados."

Essas declarações de Obama ocorreram poucas horas depois de visitar Tel Aviv, onde reafirmou o pleno apoio de Washington para o Estado de Israel, enfatizando que "sempre que houver os Estados Unidos da América, você não estará sozinho."

Durante um encontro com estudantes, Obama disse que "os Estados Unidos são o melhor amigo de Israel e seu aliado mais importante". Em seguida, ele acrescentou que "Washington manterá seu compromisso com a proteção do regime israelense".

Assim, ele pediu que a comunidade internacional inclua o Movimento de Resistência Islâmica, o Hezbollah na lista negra de "organizações terroristas". No entanto, ele não mencionou que o Hezbollah é a única organização armada que defende os direitos dos palestinos quando eles são bombardeados por Tel Aviv.

Quanto aos direitos palestinos que disse defender, Obama não se referiu ao bloqueio desumano que sofrem os habitantes da Faixa de Gaza, vítimas de um Estado sionista que lhes nega direitos elementares para a vida como boa assistência médica, alimentação balanceada e educação de qualidade.

Obama tampouco mencionou a situação de presos palestinos em prisões israelense, os quais vivem em condições sub-humanas denunciadas em repetidas ocasiões por organizações defensoras dos direitos humanos.

Em vista da mensagem dupla do chefe de Estado, desde a segunda-feira passada centenas de palestinos saíram às ruas de Ramalla e demais localidades da Cisjordânia para rechaçar sua visita.

Os palestinos afirmam que Obama não faz o bastante para deter as atividades do assentamento israelense e a detenção arbitrária de palestinos.

Em Ramallah, cerca de 300 manifestantes palestinos se reuniram quinta-feira em uma praça central, se descalçaram, sapato na mão, como de costume na região, gritavam palavras de ordem contra Obama como "Obama, você não é bem-vindo aqui" e "Obama fora de Ramallah ".

Via TeleSur TV

quarta-feira, 13 de março de 2013

Israelense solicita asilo político ao Estado Palestino

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Um israelense pediu asilo político nas áreas controladas pelo Estado da Palestina na Cisjordânia.

Andre Beniron, de 23 anos de idade, anunciou nesta quarta à agência palestina de notícias 'Maan' em Tulkarem, uma das principais cidades palestinas da Cisjordânia, ao norte das montanhas de Samaria, que solicitou asilo político temporário e proteção durante o tempo que busca as maneiras pertinentes para abandonar Israel.

Falou com a citada agência de notícias sobre sua imigração para Israel, vindo da Russia há 20 anos, onde viveu com sua mãe em Haifa. Assim mesmo, se queixou de suas difíceis condições financeiras durante sua estadia em Israel.

Nos últimos anos, e devido a má situação econômica, os israelenses sairam para as ruas em v´rias cidades com o fim de mostrar seu desacordo com as decisões adotadas pelas autoridades israelenses.

Neste mesmo contexto, vários israelenses atearam fogo em si mesmo pela difícil situação e pela impotência do regime de Tel Aviv para controlá-la, atos que já deixaram vários mortos.

HispanTV

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Liga de Defesa Israelense e Palestinos se enfrentam após funeral de prisioneiro


 Palestinos carregam o corpo de Arafat Jaradat enquanto ele chega em sua casa antes do funeral na vila da Cisjordânia de Se’eer, perto de Hebron – 25 de fevereiro de 2013 (Reuters / Darren Whiteside)


Milhares de palestinos de luto atenderam ao funeral de Arafat Jaradat na Cisjordânia, de quem a morte em uma prisão israelense causou violentos confrontos. O Líder palestino Mahmoud Abbas acusou Israel de incitar o “caos” enquanto mais motins seguiam o enterro.

Até 25.000 palestinos apareceram para o funeral de Jaradat na vila de Sair na segunda-feira, informou o Jerusalem Post.

Soldados israelenses estavam em peso nas periferias de Sair, com militantes mascarados vestidos para a batalha, o que sublinhou a atmosfera tensa.

Meia dúzia de atiradores das Brigadas de Mártires Al-Aqsa atiraram rajadas de munição de seus [rifles] automáticos para o ar depois que a procissão massiva carregou o corpo de Jaradat de um hospital ao sul da cidade de Hebron, na Cisjordânia, para sua casa na vila.

 “Nós sacrificamos nossas almas e sangue para você, nosso mártir!”, gritavam os pranteadores.

Centenas de palestinos arremessaram pedras nas forças de segurança israelenses na Cisjordânia após o funeral, incitando-os a usar gás lacrimogênio e granadas de efeito moral.

Cerca de cem pessoas também enfrentaram as Forças de Defesa Israelenses (IDF) do lado de for a da prisão onde Jaradat morreu.

Os palestinos disseram que 10 pessoas foram feridas pelos tiros do IDF na cidade de Beituna, na Cisjordânia – ao lado do complexo militar Ofer – informou o Haaretz.

O IDF confirmou que meia dúzia de palestinos foram feridos, mas negou o uso de munição letal, dizendo que os ferimentos foram causados por tiros de borracha.

Um protestante palestino atirador de pedra usa um graveto para tirar um pneu em chamas durante o confronto com soldados israelenses do lado de fora da prisão militar de Ofer, perto da cidade de Ramallah na Cisjordânia – 25 de fevereiro de 2013 (Reuters / Mohamad Torokman)


Jaradat, 30 anos, foi preso na última segunda-feira por seu suposto envolvimento em um incidente com arremesso de pedras em novembro último, no qual um soldado do IDF foi ferido. Durante sua detenção, Jaradat foi interrogado pelos serviço interno de inteligência de Israel – Shin Bet – e morreria depois, no Sábado, na prisão Megiddo.

Seguindo uma autópsia no sábado, oficiais palestinos disseram que Jaradat morreu após ser torturado. Israel disse que o resultado da autópsia foi inconclusivo e que os ferimentos de Jaradat, como costelas quebradas, talvez tenham ocorrido enquanto ele recebia os primeiros-socorros.

O policial de fronteira israelense segura uma granada de efeito moral enquanto ele corre durante os conflitos com os protestantes palestinos arremessadores de pedra na cidade de Hebron, na Cisjordânia. – 25 de fevereiro de 2013 (Reuters / Ammar Awad)

Um protestante palestino corre por entre o gás lacrimogênio lançado por soldados israelenses durante os conflitos na cidade da Cisjordânia de Hebron. – 25 de fevereiro de 2013 (Reuters / Ammar Awad)

  

                                                                   Colha o que plantou


O Presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas culpou Israel pelo recente crescimento da violência, acusando-os de deliberadamente matar crianças palestinas para “semear a raiva” entre eles.

“Os israelenses querem o caos… Nós não permitiremos que eles nos arrastem para dentro disso e que se metam com as vidas de nossas crianças e nossa juventude”, Abbas disse aos repórteres em seu escritório na cidade de Ramallah, nas Cisjordânia, nesta segunda-feira.

Abbas demandou um inquérito sobre a morte de Jaradat e colocou em cheque a detenção israelense de cerca de 4.700 palestinos.

“Nós não deixaremos que nossos prisioneiros fiquem atrás das grades pela vida toda por causa de acusações infundadas”, ele disse.

A acusação de Abbas de que Israel estaria fomentando o caos na Cisjordânia vem em resposta ao Primeiro Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por sua “demanda inequívoca” de domingo, dizendo que a liderança palestina tem que “acalmar o território”.

Abbas disse que ele não permitirá uma terceira Intifada armada como a segunda (2000-2005), que clamou a vida de 3.000 palestinos e 1.000 israelenses.

Mas a continua greve de fome de quarto palestinos, que inspirou uma onda de protestos violentos semana passada, reviveu os medos de que um crescimento dramático de hostilidades pode estar por vir.

No domingo, líderes palestinos alertaram que a morte de qualquer um dos quarto grevistas pode desencadear uma onda de tumultos que estaria além do seu poder de controle.


Um jovem palestino mascarado joga uma bomba de chamas na direção dos forças israelenses durante os confrontos do lado de fora da prisão israelense de Ofer, perto de Ramallah. – 25 de fevereiro de 2013 (AFP Photo / Abbas Momani)


Um policial de fronteira israelense joga uma granada de efeito moral durante os conflitos com jovens palestinos do lado de fora do prisão israelense de Ofer, perto da cidade de Ramallah. – 25 de fevereiro de 2013 (AFP Photo / Abbas Momani)




domingo, 2 de dezembro de 2012

Israel confisca milhões de dólares da Palestina

 
 O governo israelense decidiu reter cerca de 120 milhões de dólares dos fundos da Autoridade Palestina. Se trata dos impostos arrecadados por Israel para a AP, que são destinados a pagar os salários dos funcionários da Autoridade.
O primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu decidiu usar o dinheiro para compensar a dívida que a Autoridade Palestina tem com a Companhia Elétrica de Israel, diz o jornal 'Haaretz'.

Segund o portal Ynet, a medida tem como objetivo responder a resolução da ONU de conceder para a Palestina o status de Estado observador não membro. A iniciativa de elevar o status palestino foi apoiada por 138 países, com 9 contra e 41 abstenções.

“Esta foi uma provocação palestina e uma tentativa de avançar seu estado sem reconhecer Israel" disse o ministro de finanças israelese Yuval Steinitz. "Falamos aos americanos que se os palestinos entrassem na ONU, isso teria consequências" completou.

Cada mês Israel entrega para a Palestina milhões de dólares por direitos de aduana, aplicados nas mercadorias transportadas através de portos israelenses e destinadas aos mercados palestinos. Estes impostos formam grande parte do orçamento palestino.

As transferências estão reguladas pelo Protocolo de Paris de 1994. Mas Israel frequentemente bloqueia estes fundos como resposta a acontecimentos políticos considerados prejudiciais.

Anteriormente as autoridades israelenses aprovaram a construção de mais 3 mil casas nos assentamentos judeus em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, territórios ocupados por Israel.
CIN

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Palestina se torna estado observador da ONU

A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou por maioria absoluta uma resolução que reconhece a Autoridade Nacional Palestina (ANP) como um estado observador não-membro.

Em uma votação direta no plenário da Assembléia Geral, a resolução promovida pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, recebeu 138 cotos a favor, 9 contra e 41 abstenções.



Israel perdeu desta vez até mesmo alguns de seus aliados europeus. Embora se contasse dizer "não" igual a se abster, vários membros da União Européia evitaram o rechaço mais agressivo do voto contra. A Alemanha era o europau mais decidido a votar com Israel e no final preferiu se abster como o Reino Unido, Holanda e Bulgária. A Itália, que iria votar contra, secolheu "sim". Assim Israel se viu quase sozinho em seu voto contrário, junto com Estados Unidos, Canadá, República Tcheca, Panamá, Nauru, Paulau, Micronésia e Ilhas Marshall.

Desde 1988, a missão palestina senta na Assembléia Geral como "entidade" observadora e a mudança não deu mais poderes práticos em Nova York, mas pode entrar outras agências da ONU, como o Tribunal Penal Internacional. Qualquer movimento para processar Israel, poderia desencadear sanções econômicas. Enquanto Israel moderou sua posição e não tem planos para agora de bloquear o retorno dos impostos que coleta dos palestinos, a ajuda externa dos EUA pode ser bloqueada no Congresso.



Via El Mundo

domingo, 14 de outubro de 2012

Israel adverte a Finlândia que usará da força contra embarcação humanitária para Gaza

Israel advertiu a Finlândia que estará disposto a usar da força para impedir a chegada de um barco com bandeira finlandesa com ajuda humanitária para os palestinos de Gaza, informou no sábado um porta-voz da chancelaria finlandesa à televisão pública.

"O Ministério das Relações Exteriores da Finlândia foi informado por Israel de haveria uma intervenção se a embarcação "Estelle ", com bandeira finlandesa, tentar quebrar o bloqueio marítimo de Gaza", disse o porta-voz do ministério, Risto Piipponen, à emissora YLE.

"Nós respondemos a Israel que" Estelle um navio civil e sua tripulação é composta de civis. Pedimos a Israel que modere suas ações nesse sentido", acrescentou Piipponen.



O navio, que transporta 16 pessoas, estre elas um cidadão israelense, saiu de Nápoles em 6 de Outubro e no sábado se encontrava no sul da Grécia, transportando material escolar, medicamentos e materiais de construção, que espera entregar em Gaza entre 20 e 23 de Outubro.

A associação canadense que apoia a embarcação, Gaza Ark (Arca de Gaza), anunciou no sábado ter recebido uma mensagem da chancelaria filnandesa.

"No caso do "Estelle" tratar de romper o bloqueio a Gaza (de 20 milhas nauticas), Israel irá intervir por meio da força. caso isso ocorra, a segurança das pessoas a bordo estará em risco", afirma a mensagem da chancelaria finlandesa divulgado no site Gaza Ark.

Via AFP

sábado, 4 de agosto de 2012

Colonos israelenses destroem oliveiras de palestinos

Ao se aproximar do assentamento israelense de Nachliel, as oliveiras pertencentes aos palestinos, arrancadas por colonos judeus, vão se sucedendo na beira da estrada, uma prática denunciada como expansionista.
Sur cette photo d’archives une Palestinienne se promène entre des oliviers arrachés.    Abbas Momani/AFP
Tanto na opinião dos habitantes como das agências da ONU e ONGs, a violência mostrada por uma fração extremista de colonos reflete, ademais de fricções entre populações antagônicas, uma evidente vontade de expansão. 

"A primeira vez, foi em 2005", conta uma habitante, Maysam Abdallah, de 50 anos. "Estavamos cultivando quando disseram 'se não forem embora imediatamente, amanhã já não haverão árvores'. No dia seguinte mais de 60 oliveiras foram cortadas".

"Esse ano, os colonos arrancaram mais de 300 árvores, quantas vezes já o fizeram?" suspira essa habitante de Beitilu, ao noroeste de Ramalá, na Cisjordânia ocupada, que também afirma ter sido agredida pelos colonos.

En julho, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU, a UNICEF, as ONGS isralenses e palestinas B'tselem e Al-Haq e o Programa Ecumênico de Acompanhamento da Palestina e Israel (EAPPI), alertaram sobre os ataques dos colonos.

Estes ataques contra os palestinos e suas posses aumentaram mais de um terço entre 2010 e 2011 e cerca de 150% entre 2009 e 2011 (167 em 2009, 312 em 2010 e 411 em 2011, segundo a ONU).

Os habitantes descobrem também, penduradas nas árvores, ameaças em árabe, algumas delas sacadas de versos do Corão.

Saleh Darwich, um agricultor de 60 anos, que pessoalmente perdeu 18 oliveiras, acusa os estudantes do seminário talmúdico da colônia judia. No 1 de maio, arrancaram 102 árvores em um dia, é necessário muitos colonos para fazer isso"

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vírus Flame: Fabricado em Israel?

Vice Primeiro-Ministro israelense, Moshe Yaalon, sugeriu que o país hebreu poderia estar por trás da criação de vírus esplião Flame, detectado recentemente pelo laboratório de segurança informática russo Kaspersky.

"Qualquer um que veja a ameaça iraniana como ameaça poderia dar diferentes passos, incluindo est, para causar-lhe dano (ao Irã)" declarou o político a uma emissora de rádio israelense.

Yaalon também disse que Israel "é um país rico em tecnologia de ponta", acrescentando que "estas ferramentas abrem um leque de possibilidades." 

Algumas das particularidades do vírus Flame publicadas pelo website da Kapersky permitem considerá-lo como uma arma para ciberguerra.

Especificamente, pode fazer screenshot, ativar microfones para gravar conversações sem que o usuário se dê conta, enviar registros de tráfico e redirecionar mensagens instantâneas.

O laboratório não conseguiu identificar os responsáveis pela propagação do Flame, mas destacou em uma mensagem suas similariedades comprogramas como Stuxnet e Duqu, atribuidos por vários especialistas aos serviços de inteligência israelenses. Ambos supostamente aproveitavam uma falha de segurança do sistema operacional Windows para interceptar dados sobre o programa nuclear iraniano.

Esta nova ameaça digital foi detectada no Irã e também em equipamentos palestinos, sudaneses, sírios e norte-americanos.

Entretanto, as autoridades iranianas afirmaram que eles têm um mecanismo para detectar e destruir o vírus. Segundo Teerã, "o antivírus está disponível para órgãos e autoridades que o solicitem." 


Via RT

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Exército israelense detém deputado palestino do Hamas, diz agência

DA FRANCE PRESSE, EM RAMALLAH


Um deputado do Hamas foi detido pelo Exército israelense na noite de segunda-feira na Cisjordânia, o que eleva para cinco o número de autoridades do movimento islamita palestino presas em menos de uma semana, anunciou o Hamas.

"O Exército israelense deteve Abdeljabar al-Fuqaha em sua casa em Ramallah", na Cisjordânia, indicou um alto funcionário do Hamas que pediu para não ser identificado, citado pela agência de notícias France Presse.

Enquanto isso, um tribunal militar israelense pediu que o presidente do Conselho Legislativo (Parlamento) palestino, Aziz Dweik, seja mantido em detenção administrativa por seis meses.

Dweik também é membro do Hamas, e foi detido no dia 19 de janeiro em um posto de controle israelense na Cisjordânia ocupada, indicou nesta terça-feira à AFP seu chefe de gabinete Bahaa Yusef.

O Exército israelense não quis comentar a prisão.

A polícia israelense deteve na segunda-feira um ex-ministro e um deputado do Hamas de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, que tinham se refugiado nos escritórios do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).

Outro deputado do movimento islamita, Khaled Tafech, tinha sido detido pelo Exército israelense em 20 de janeiro em sua casa em Belém, no sul da Cisjordânia.

O Hamas tem 74 deputados dos 132 do Conselho Legislativo, 24 dos quais estão detidos em Israel.

Dois deputados do Fatah e um da FPLP (Frente Popular de Libertação da Palestina) também estão detidos.

Fonte: FOLHA.com