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sábado, 7 de dezembro de 2013

Uma fábrica ocupada e gerida por trabalhadores

Em julho de 2011, os trabalhadores da fábrica Vio.Me. decidiram "ocupar" as instalações em que trabalhavam. A diretoria havia deixado de pagar seus salários.



Os trabalhadores, em fevereiro de 2013, decidiram reabrir por sua própria conta e risco a fábrica e começar de novo a produção. Sua principal produção, detergentes, sabões e outros produtos de limpeza.

Na Grécia, milhares de empresas quebram a cada ano e o desemprego chega a 27% (60% para os jovens), a experiência de Vio.Me., uma fábrica autogerida por seus trabalhadores, se converteu em um símbolo de luta contra a crise. Até quatro anos atrás, Vio.Me. era uma fábrica de Tessalônica como outra qualquer: seus trabalhadores fabricavam produtos químicos e para construção, e cada mês recebiam seus salário; e os lucros eram para o empresário.

Em 2010 os problemas econômicos da Grécia começaram a afetar a Philkeram-Johnson, a maior produtora de azulejos da Grécia e empresa proprietária da Vio.Me. A direção decidiu, primeiro, diminuir os salários e, um ano depois, deixou de pagá-los. Os trabalhadores iniciaram uma série de protestos até que, finalmente, decidiram tomar uma atitude e cobrar os atrasos ocupando a fábrica. Inclusive um tribunal lhes deu a razão.

"O empresário deve nossos salários desde maio de 2011. Os tribunais nos permitiram confiscar as instalações e todo o maquinário em troca dos salários não pagos", explica recentemente um dos operários, Alekos Sideridis.



Se cumprem quatro meses e meio do início da produção autogerida e coincidindo com uma jornada internacional de solidariedade ao Vio.Me. os trabalhadores e agora donos da fábrica apresentaram esta semana sua produção em Tessalônica, a segunda maior cidade da Grécia. A nova produção é similar à antiga (detergentes, sabão e outros produtos de limpeza) mas agora o fazem utilizando "somente produtos naturais", uma petição dos movimentos sociais e ambientais que os apoiaram desde o início da ocupação. A experiência dos 38 trabalhadores de Vio.Me. que decidiram assumir a produção gerou uma grande rede de solidariedade não apenas na Grécia, mas também internacionalmente, e intelectuais como David Harvey e Naomi Klein, que visitou a fábrica no último dia 4, expressaram o seu apoio.

Mas existe um grande obstáculo: as dívidas do empresário.

Os operários formaram uma cooperativa e a organização da produção é, ressaltam os trabalhadores, "totalmente democrática", já que as decisões são tomadas em assembléia. Mas o caminho não está isento de obstáculos, como explica Sideridis. "O problema o grande problema é que o Estado exige que, uma vez que continuamos o funcionamento da empresa, ainda que seja com estatuto de cooperativa, devemos assumir as dívidas deixadas pelo empresário", disse o operário. Entre outros problemas, o edifício em que se encontra Vio.Me. se encontra hipotecado, o que supõe uma dívida que a nova cooperativa não pode assumir. E por isso, não estão autorizados a comercializar os produtos pela via regular. "Então dependemos das redes de solidariedade que estão se desenvolvendo em várias cidades, tanto na Grécia quanto no exterior". Na Grécia da crise, as redes de distribuição alternativa se desenvolveram muito nos ultimos anos, seja através de novas moedas (como o TEM da cidade de Volos), virtuais ou bancos de tempo, o que permitiu a sobrevivência aos trabalhadores da Vio.Me., que de outro modo não seria possível. "Até agora ganhamos muito pouco (reconhece o trabalhador) mas as vendas aumentam rápido e estamos convencidos de que podemos encontrar soluções aos problemas de comercialização e que, graças às pessoas solidárias, podemos produzir como cooperativas oficialmente".

Via Tribuna de Europa

sábado, 4 de maio de 2013

Governo impede Amanhecer Dourado de distribuir alimentos por representar um "ato de ódio"

Por ordens do prefeito de Atenas centenas de policiais de choque impediram o Amanhecer Dourado de fazer a distribuição de alimentos a gregos afetados pela crise capitalista na praça Sintagma por representar um "ato de ódio".



Giorgios Kaminis, prefeito da cidade, celebrou como uma "vitória do estado democrático" a atuação dos agentes anti-choque os quais usaram gás lacrimogênio para impedir os militantes e deputados do Amanhecer Dourado de organizar um ato de solidariedade na simbólica praça ateniense, convocado por ocasião da celebração este fim de semana da Páscoa Ortodoxa. O movimento social nacionalista denunciou que o gás lacrimogênio foi usado contra cidadãos também.

"A praça Sintagma nunca mais será usada por ninguém para entregar alimentos", afirmou o prefeito ateniense, em declarações à rede de televisão Skai. "Essa praça pertence aos residentes da cidade. Só a autoridade local pode decidir como será usada", explicou.

"É alimento destinado a milhares de famílias gregas arruinadas pelas políticas genocidas do memorandum", disse o partido em referência ao contrato de empréstimo que Atenas firmou com credores internacionais. "Se dará prioridade a famílias com três ou mais filhos".

Amanhecer Dourado anunciou que organizaria uma entrega de alimentos em frente ao Parlamento pela próxima celebração da Páscoa Ortodoxa. Kamanis respondeu ao anúncio e assegurou que esse ato era ilegal pois não tinham pedido permissão à Prefeitura de Atenas. O prefeito destacou que não permitiria que um acontecimento "cheio de ódio" tivesse lugar na capital.

"O que ocorreu hoje foi uma vitória do estado democrático", assegurou, depois que a polícia impediu os militantes do Amanhecer Dourado de se instalarem no centro da praça de detido o motorista do caminhão que levava os alimentos. "O vandalismo não prevalecerá nessa cidade enquanto eu for prefeito".

Após a proibição do ato, Amanhecer Dourado anunciou que realizará a doação na sede de treinamento de Atenas. "Os funcionários do estado ilegal e representantes dos usureiros mostraram uma vez mais sua cara de corrupção", afirmou o partido em um comunicado, "os responsáveis pelas atuais misérias terão que prestar contas, não importa quão altas estejam".

Via El Ministerio

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Amanhecer Dourado ajuda a combater incêndios no norte da Grécia

Ontem um incêndio poderoso se alastrou em uma área de floresta em Nova Voutza, Attica. Como parte de seu ativismo social, o Amanhecer Dourado está onde há necessidade, estão sempre apoiando os cidadãos gregos  sem esperar pelas eleições. Os membros do movimento local, no leste da Ática se mobilizaram prara uma área de fogo para ajudar os bombeiros no seu trabalho, que sofreram duas vítimas de ferimentos e queimaduras.


O fogo começou pouco depois do meio-dia de ontem, danificando duas casas. O fogo foi rapidamente controlado com a ajuda de helicópteros, veículos e pessoal de bombeiros. A presença de membros do Amanhecer Dourado foi recebida com entusiasmo e fizeram todo o possível para ajudar os bombeiros.




Via Elministerio