quarta-feira, 1 de maio de 2013

Evo Morales expulsa a agência norte-americana da Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou essa quarta-feira a expulsão do país a representação da Agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento Internacional (USAID), informa AP.

"Decidimos expulsar a USAID da Bolívia, que se vá a USAID", proclamou Morales em um discurso na praça de Armas em La Paz em ocasião do Dia Internacional do Trabalhador.



O presidente boliviano acusou a agência, que operava desde 1964, de interferência em assuntos políticos internos.

"Não faltam algumas instituições da embaixada dos Estados Unidos que seguem conspirando contra esse processo, contra o povo e em especial contra o governo nacional", afirmou Morales.

Motivos semelhantes levaram o Governo de Morales a expulsar em 2008 o embaixador dos EUA ea agência anti-drogas DEA.

"Nunca mais USAID, manipuladora, que utiliza nossos irmãos dirigentes, que usa alguns companheiros de base com esmolas" disse o presidente a milhares de pessoas que participaram da celebração do Dia do Trabalhador.

Em seu discurso, Morales criticou duramente as recentes declarações do secretário de Estado norte-americano John Kerry, quem descreveu a região latino-americana como o "quintal" de seu país.

"Seguramente [os Estados Unidos] pensam que aqui ainda podem manipular politicamente, economicamente: Isso foi em tempos passados", afirmou o presidente boliviano.

Já em fevereiro passado o presidente boliviano comentou em uma entrevista exclusiva a Eva Golinger, apresentadora do programa "Por trás da notícia" do RT, que "se for necessário e a USAID seguir conspirando" ele "não hesitaria em expulsá-la".

"Lamentavelmente essas instituições (...) onde chega suas influências chantageiam as comunidades para nos enfrentarmos com elas. Conheço como as fundações manejam algumas ONGs, a serviço do império", disse.

Em setembro de 2012, a Rússia também pôs fim ao trabalho da USAID em seu território, onde a agência gastou aproximadamente 2,7 bilhões de dólares nas últimas duas décadas.

Via RT

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