sábado, 30 de novembro de 2013

Rússia proibe a difusão do aborto



Para frear a perda de população por baixa taxa de natalidade, o presidente russo Vladimir Putin afirmou uma lei nesta semana com fim de proibir a difusão do aborto, prática que se tornou epidêmica na nação eurasiática.

Para combater a epidemia do aborto, propôs também proibir abortos gratuitos nos centros de saúde administrados pelo governo, exigir prescrições para a pilula do dia seguinte; exigir o consentimento dos pais para os adolescentes e o consentimento do marido para as mulheres casadas, e exigir uma semana de período de espera antes de realizar um aborto. Outras propostas incluem o aumento da ajuda pública de 2.000 rublos (70 dólares) às mulheres grávidas.

Os abortos são legais na Rússia e o foram desde a era soviética, mas alguns legisladores querem limitar ou proibir estas práticas dizendo que é em parte responsável pela diminuição da população do país.

No início de Outubro um representante oficial da Igreja Ortodoxa Russa criticou os abortos e a sub-rogação como "rebelião contra Deus" e menos de um mês depois, o chefe do comitê da Câmara Baixa para a família e as crianças, Yelena Mizulina, disse em um discurso que a comunidade deve deixar de tolerar os abortos e a sub-rogação, já que ameaçam acabar com a população russa, e o mundo em seu conjunto.

Sem setembro deste ano a vice-ministra de saúde Tatyana Yakovleva anunciou que o número de abortos na Rússia tinha reduzido a um quarto nos últimos cinco anos, mas continua sendo muito alto, em torno de um milhão por ano, enquanto que outras fontes falam de vários milhões.

Steven Mosher, presidente do Population Research Institute, salientou que a Rússia deve mudar sua atitude em relação ao aborto se quiser novas gerações saudáveis.

"Enquanto a sociedade não reconhecer o valor da vida humana e arbitrariamente destruí-la em grande quantidade, será difícil estabelecer uma nova norma de trê filhos. O aborto deve deixar de ser uma forma de vida na Rússia, se é que seu povo queira sobreviver", disse em 2012.


As reformas incluem também a proibição de campanhas de publicidade que incluam mostras gratuitas de medicamentos se estas mostras contiverem narcóticos ou substâncias psicotrópicas, elevar a idade de consentimento voluntário para as provas de drogas ilegais de 16 a 18 anos e infracionar a prática ilegal de medicina popular com multas de até 4.000 rublos (130 dólares).

N.doB.: lembramos ademais que a Rússia de Putin defende a tradição e a religiosidade no país e no mundo, em detrimento das influências estrangeiras e globalistas em todos os países e nações.

Via RT e ANN

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Em breve: Terceira Intifada. Vem o Plano Andinia?


A extensão da violência e dos crimes do regime de Tel Aviv contra os palestinos mostram a proximidade de uma Terceira Intifada contra os israelitas.

Assim indicou na noite desta quinta Husam Badran, um alto membro do Movimento de Resistência Islâmica Palestina (HAMAS), que assegurou que se pode produzir um levantamento massivo contra o regime de Israel na Cisjordânia.

Segundo o dirigente palestino exilado no Qatar, os esforços do regime usurpador de Tel Aviv para reprimir os palestinos, através das conversações de paz, não poderão deter a nação palestina em sua luta, resistência e caminho para a liberdade.

Assim, Badran criticou a cooperação do Estado Palestino com o regime de Tel Aviv no âmbito de segurança.

Há meses, uma delegação israelita composta por líderes do partido direitista Likud, alguns membros dos assentamentos judeus e vários rabinos e assessores políticos se reuniram com as autoridades do Estado da Palestina na cidade cisjordana de Ramalá.

Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, advertiu na semana passada o regime israelita de uma terceira intifada, além da extensão da violência na região, se fracassarem os chamados diálogos de paz palestino-israelitas.

A primeira intifada contra a ocupação israelita ocorreu entre 1987 e 1993 e a segunda no ano de 2000. Durante ambas as mobilizações morreram pelo menos 6200 palestinos.

N.doB.: Sabe-se que faz parte do plano do judaísmo internacional (que acreditam que o Estado de Israel é anti-judaico, visto que para sua religião YHWH fez o mundo para que dominassem por completo, e não restringir-se a apenas uma parte) uma terceira intifada e uma terceira guerra mundial. Este é o motivo que terão para um novo êxodo judeu e para a tomada de mais um posto avançado que, sendo já desenvolvido, supõem-se que seja na região onde hoje se encontra a Patagônia, região de grandes investimentos do capital internacional e área de controle estrangeiro (EUA, Reino Unido e Israel). Na dianteira da guerra das Malvinas está o Plano Andinia, que é como se nomeia a tomada da América do Sul para um novo Estado judaico.

Brasil: mulheres lideram número de inadimplentes


As mulheres continuam representando a maioria dos inadimplentes, apontou um estudo do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Em outubro, 55,39% dos negativados eram do sexo feminino, ao passo que os homens representaram 44,61%.

De acordo com os especialistas do SPC Brasil, é natural que as mulheres sejam ligeiramente mais inadimplentes do que os homens, porque elas também são as que mais consomem a prazo. Segundo dados da entidade, 59,24% das compras a prazo no mês se outubro foram realizadas com CPFs cujos titulares eram do sexo feminino, enquanto que as demais compras (40,76%) foram feitas por homens.

Já por faixa etária, a maior parte dos cadastros negativos concentra-se em CPFs de consumidores entre 30 e 39 anos de idade (27,98%), seguido pelos que têm entre 40 e 49 anos (19,60%) e pelos que têm entre 50 e 64 anos (16,02%). No mês de outubro em relação a setembro, houve um aumento da participação de consumidores mais jovens entre os inadimplentes. 

Valor da dívida
As dívidas de valores intermediários (acima de R$ 100 e abaixo de R$ 2,5 mil) representavam 65,6% dos registros em setembro de 2013 e passaram a representar 66,24% no mês de outubro, informou o estudo.

Os economistas da entidade explicam que o aumento da concentração de valores intermediários se deve à redução da participação de títulos com valores até R$ 100 (14,95% em out/2013 contra 15,54% em set/2013) e pela queda no número de títulos com valores superiores a R$ 17,5 mil (3,74% em out/2013 contra 3,91% em set/2013).

N.doB.: isto mostra a incapacidade da mulher de se controlar e a necessidade que elas têm de ser dominadas, pela segurança familiar, social, nacional, e pelo desenvolvimento normal da espécie humana. As mulheres não compreendem limites materiais na liberdade porque para elas a liberdade apenas se restringe ao fator material. Pelo menos é assim na modernidade e na pós-modernidade. Se permitirmos crédito e direitos ilimitados a elas, a que caos financeiro e social (humano) chegaremos?

Via MSN

Brasil constrói satélite em vistas de soberania nacional


Depois do escândalo de espionagem dos EUA, o governo brasileiro decidiu ter seu próprio satélite, de cuja fabricação se encarregará a companhia de telefonia estatal brasileira Telebras.

Um acordo de associação por 560 milhões de dólares entre a Telebras e a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) busca a construção do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC) que garanta comunicações seguras.

Conforme a Embraer, o satélite será frabricado para 2016 e reforçaria a "soberania do Brasil para as comunicações estratégicas, tanto na área militar como civil".

"O SGDC não só satisfará as necessidades do Programa Nacional de Banda Larga da Telebras (PNBL) e as comunicações estratégicas das Forças Armadas brasileiras, mas também será uma oportunidade para reforçar a soberania de suas comunicações estratégicas, tanto na área civil como militar", explicou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.

Embraer denunciou que os satélites que, atualmente, proveem serviços ao Brasil são controlados por postos localizados fora do país ou por companhias dominadas pelo capital estrangeiro.

O ex-empregado de Inteligência estadounidense, Edward Snowden, revelou, entre outras filtros, que a Agência de Segurança Nacional (NSA) interveio nas comunicações pessoais da presidenta brasileira, Dilma Rousseff, assim como as de milhões de cidadãos do país latinoamericano.

Em reação, Rousseff suspendeu uma visita a Washington, prevista para 23 de Outubro, e declarou que a espionagem internacional dos serviços de inteligência norteamericanos constituem uma "grave violação dos direitos humanos".

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Dugin: Uma Europa livre precisa de uma Alemanha livre dos EUA


Com a derrota militar do Reich III, a Alemanha foi ocupada pelas superpotências vitoriosas: Estados Unidos e União Soviética, tendo como consequência um processo de reeducação através da qual se negou ao povo alemão uma identidade nacional e o direito à soberania. Com a queda do império soviético, sua situação não melhorou. A reunificação" da Alemanha não foi mais que a anexação da parte oriental ao território controlado por Washington. Assim considera o importante politólogo e filósofo russo Alexander Dugin, que nesta entrevista acrescenta ademais que para que haja uma Europa soberana, uma Alemanha independente deve existir como requisito prévio.

Manuel Ochsenreiter: Professor Dugin, o escândalo de espionagem da NSA causou um profundo impacto nas relações germano-estadounidense. Aos alemães nos foi dito por décadas que Washington é nosso "amigo" e "sócio". Agora muitos alemães se deram conta de que os Estados Unidos se comportam até hoje mais ou menos como uma força de ocupação. Por que demoraram tanto tempo para se darem conta?

Dugin: Não podemos responder a esta importante pergunta sem precisões históricas. Em primeiro lugar, a Alemanha perdeu a Segunda Guerra Mundial. Em maio de 1945 se produziu a rendição incondicional das forças armadas alemãs. A resposta à derrota total da guerra foi a ocupação total das duas principais potências: Estados Unidos e União Soviética. Washington e Moscou não foram apenas as forças principais ao final da guerra, também representaram os dois campos ideológicos da era posterior à guerra. As províncias do Leste da Alemanha, eventualmente anexadas pela Polônia e União Soviética, e o centro da Alemanha foram ocupados pelo exército soviético, Alemanha Ocidental pelo exército estadounidense e seus aliados ocidentais do Reino Unido0 e França. A Alemanha foi dividida por suas forças de ocupação. Nenhuma parte da Alemanha estava livre. Falando com sinceridade, ocupação é ocupação. Não há níveis de ocupação.

Com a ideologia da Guerra Fria em ambos os lados da Alemanha ocupada, o rosto da ocupação mudou. Os alemães da República Democrática Alemã (RDA) foram educados de uma maneira que a União Soviética os livrou do nazismo e que agora são "livres". A ocupação soviética foi interpretada nas escolas e a educação como garantia da "liberdade e independência". O mesmo podemos ver na República Federal da Alemanha (RFA), onde os poderes anglosaxões da ocupação reeducaram a população. Ali foi dito aos alemães que as forças ocidentais os livraram em 1945 e protegeram sua "liberdade e democracia" contra a "ameaça comunista" no Oriente. Mas nem os alemães da RDA nem os da RFA eram livres e soberanos, mas seguiam invadidos.

M.O.: Este era o passado. Mas com a reunificação da Alemanha em 1990, a Guerra Fria terminou oficialmente. Isso foi o que os líderes políticos de todas as forças de ocupação e o chanceler alemão Helmut Kohl afirmaram...

Dugin: Este é talvez um dos maiores erros de interpretação da recente história alemã. Esta não foi a reunificação de uma Alemanha livre, independente e soberana - foi a absorção de uma parte da Alemanha ocupada pela outra parte da Alemanha ocupada.

A parte anglosaxã da Alemanha simplesmente "anexou" a antiga parte soviética da Alemanha. Este passo tem que ver com o final da guerra fria: a frente socialista tinha capitulado diante a frente capitalista. Agora toda a Alemanha está ocupada pelo Ocidente. Política, econômica, estratégica e intelectualmente, a Alemanha é um país ocupado. Ao mesmo tempo, a antiga propaganda ocidental da Guerra Fria se converteu em um tipo de filosofia importante para o conceito do mundo unipolar com um só polo de decisões - o Ocidente.

M.O.: Assim não havia oportunidade de ter obtido verdadeira liberdade em 1990?

Dugin: Havia uma possibilidade. Depois da queda do bloco comunista não havia mais nenhuma razão para a ocupação ocidental da Alemanha. A Alemanha não necessitava mais militares estadounidenses para defendê-la, porque a ameaça tinha desaparecido. A Rússia pós-soviética era muito débil para apresentar qualquer tipo de desafio ou perigo para a Alemanha. Não tinha nenhuma necessidade em absoluto da presença de militares estadounidenses em solo alemão.

O puro fato de que não abandonaram a Alemanha depois de 1990 mostra que segue sendo um país ocupado. O escândalo de espionagem contra a população, a economia e os líderes políticos da Alemanha só expõe este fato de novo.

M.O: Quando se negociou o "Tratado sobre o acordo final com respeito a Alemanha" em 1990, o líder soviético Mikhail Gorbachov aceitou uma Alemanha pertencente à OTAN e a retirada dos soldados soviéticos, enquanto que os soldados estadounidenses e armas nucleares continuam aqui até o dia de hoje. Por que Gorbachov não realizou uma campanha em favor de uma Alemanha livre, neutra e indeepndente?

Dugin: Em termos gerais, todo o período da década de 1990 é considerado na Rússia moderna como a época da "grande traição" de nossos interesses nacionais. Tudo o que foi feito na política interna e externa por Gorbachov, e mais tarde por Boris Yeltsin, é julgado como um completo fracasso. Consideramos sua política como uma absoluta estupidez e incompetência. A rendição perante o Ocidente em 1990, o abandono da RDA, não para uma nova Alemanha mas para uma RFA maior, se considera hoje na Rússia como uma das vergonhas desta grande traição. Além disso, Gorbachov e Yeltsin sacrificaram nossa Rússia!
Zbigniev Brzezinski e Alexandr Dugin

M.O.: ... te refere à União Soviética?

Dugin: Não, me refiro à Rússia! A Grande Rússia não foi criada pelos bolcheviques, eles só a tomaram e chamaram de União Soviética. O Estado existia desde centenas de anos antes dos bolcheviques.

M.O.: Voltando à Alemanha em 1990: a independência e a neutralidade da Alemanha foi discutida até mesmo em Washington...

Dugin: Falei com o politólogo, geoesrategista e estadista polaco-estadounidense, que serviu como assessor de Segurança Nacional para os Estados Unidos, Zbigniew Brzezinski. Perguntei-lhe por que os estadounidenses prometeram a Gorbachov neutralidade nas primeiras negociações. Brzezinski é uma pessoa muito valente e sincera. Ele me respondeu com sinceridade: "Enganamos Gorbachov!" Creio que Brzezinski me disse a verdade.

M. O.: Gorbachov era tão ingênuo, ou também um malicioso?

Dugin: Gorbachov não só é ingênuo, mas também um criminoso. Ele estava entregando todas nossas posições estratégicas ao oponente sem obter nada em troca. E neste sistema a reunificação alemã entra perfeitamente. Não foi um evento nacional alemão, mas simplesmente o intercâmbio de um regime de ocupação por outro na entidade da RDA. Não houve liberação ou obtenção da soberania alemã, apenas uma ampliação da parte ocupada pelos anglosaxões de seu país.

Para Washington, este foi um passo muito bom e inteligente, a potência hegemônica liberal ocidental obteve poder não só na parte alemã ocupada pelos soviéticos, mas também tiveram no Leste europeu, sem sacrificar uma só gota de sangue.

Podemos dizer hoje: a debilidade da União Soviética em 1990 foi desgraça da Alemanha. Com uma Moscou forte, a Alemanha poderia ter se convertido em um Estado independente, livre e soberano.

M. O.: Os políticos estadounidenses, assim como os políticos alemães, utilizam os termos "amizade" e "associação"...

Dugin: Não há nenhuma possibilidade em absoluto de chamar a ocupação como amizade ou associação. Associação e ocupação se contradizem. Estados Unidos não pode ser um verdadeiro aliado enquanto ocupar a Alemanha.

M. O.: Alguns jornalistas tradicionalistas alemães defendem a presença das instalações militares dos Estados Unidos na Alemanha. Dizem: a Alemanha tem que ser "vigiada" pelos aliados ocidentais porque nos comportamos de forma "pouco fiável" no passado...

Dugin: (Risos) Sério? Façamos uma vistoria na Alemanha atual. Seu país é completamente liberal, democrático e absolutamente inocente em sua política interna e externa. Mais uma vez: não há uma só razão para a ocupação - mas a ocupação continua. E este é o verdadeiro escândalo - não a espionagem e as atividades de inteligência dos Estados Unidos sobre a Alemanha. Esta situação status quo se converte agora óbvia para a sociedade alemã. Cada vez mais alemães se perguntam por que a ocupação continua, e para quê?

M. O.: Estes políticos e jornalistas respondem muito claramente: por causa causa da "vergonha do passado"...

Dugin: Esta "vergonha do passado" foi há muito tempo. Se torna mais e mais difícil justificar a ocupação pelos acontecimentos que aconteceram há 70 anos. Para a Alemanha é um desafio hoje em dia, devido ao fato da classe política em Berlim ter se acostumado com a situação da ocupação, mas isso não pode continuar para sempre. Assim hoje só há uma opção: ou acabar com a ocupação, ou aceitar como um tipo de situação eterna na Alemanha.

M. O.: Quanto mais tempo passa da rendição incondicional das forças armadas alemãs em 1945, maior é nossa celebração aos estadounidenses e seu exército como "libertadores"...

Dugin: Nada pode continuar com esta demagogia para sempre. Não há nenhuma razão para que a Alemanha seja membro da OTAN, não há razão para que as tropas estadounidenses continuem em solo alemão, não há razão para considerar Washington como "aliado", não há razão para considerar como iguais os interesses nacionais dos Estados Unidos e da Alemanha.

Em todos os aspectos a Alemanha tem sua própria agenda. Assim em longo prazo, só pode haver uma solução: a Alemanha deveria se reafirmar como entidade política independente, livre e soberana. Qualquer coisa que digam os políticos americanos ou alemães, a verdade é muito simples: não há liberdade com a ocupação. Se os alemães querem liberdade, independência e soberania, devem se rebelar contra a ocupação. Não se rebelar contra ela significa aceitá-la.

M. O.: Isso soa demasiado fácil...

Dugin: (Risos) Certamente não é fácil em absoluto. Falemos de um passo político e histórico muito importante e decisivo. Mas é inevitável, porque a lógica da ocupação se volta agora mais e mais transparente. Já não é possível ocultar esta situação. A ocupação estadounidense na Alemanha se baseia em puro poder político e militar e não em razões estratégicas da Alemanha. Agora fica claro para todos na Alemanha - mas o reconhecimento deste fato é muito difícil.

M. O.: Assim como o escândalo da NSA não é outra coisa senão um sintoma do verdadeiro problema - a ocupação?

Dugin: Exato! Não há que confundir-se ao converter um sintoma no problema real. O que fazem os estadounidenses na Alemanha, o fazem no contexto de uma força de ocupação. Por certo: Washington não "espia" na Alemanha - Washington simplesmente controla seu território.

Depois da Segunda Guerra Mundial os EUA foram donos da metade da Europa - agora são donos de toda Europa. A intervenção de Washington nos assuntos políticos internos dos Estados europeus não é "política externa" - é visto como uma forma de política interna.

M. O.: Nos principais meios de comunicação da Alemanha, assim como nos comunicados da imprensa dos políticos alemães, podemos ler a seguinte interpretação do escândalo da NSA: "Deveríamos estar contentes de que são os nossos amigos que nos espiam e não os Estados autoritários como a Rússia! Isto seria muito pior!" Isso é o surgimento da retórica da Guerra Fria ou simplesmente uma manobra de distração?

Dugin: Sim, também li esta estranha argumentação. Mas temos que entender o que significa "guerra de redes". Se trata de um tipo de guerra de informação e de inteligência. Um dos princípios desta guerra não é só controlar os inimigos, mas também os aliados. O sócio de hoje pode converter-se no rival de amanhã. Precisamente a Alemanha está sob ataque. Que os grandes meios de comunicação e os políticos da Alemanha defendem os interesses dos Estados Unidos é um aspecto desta guerra, assim como "vacinar" o povo alemão contra a Rússia. Estou convencido de que aquelas pessoas que estão por detrás da defesa dos interesses dos Estados Unidos e por detrás das campanhas anti-russas são armas estratégicas de informação dos EUA na Alemanha.

M. O.: Os críticos responderam agora: "Hein professor Dugin, você é um teórico da conspiração!"

Dugin: (Risos) Claro, o fariam. Mas o conceito de "guerra de redes" foi declarado abertamente na década de 1990 pelo governo dos Estados Unidos.

M. O.: A classe política em Berlim, especialmente nossa chanceler Angela Merkel e seu partido CDU, é pró-estadounidense. Durante o escândalo de PRISM em Junho de 2013, defenderam os interesses de Washington. Agora, depois se soube que a NSA estava espiando o telefone celular da chanceler, não puderam evitar mais uma reação. Mas simplesmente discutiram sobre os direitos de privacidade em todo o mundo, nunca sobre a ocupação ou sobre a soberania nacional. Por acaso o governo alemão pró-estadounidense nos distrai do verdadeiro problema?

Dugin: Não estou seguro disto. Podemos considerar esta situação como a primeira etapa da aparição na superfície do verdadeiro e mais importante problema. Falemos com franqueza: não podemos esperar da atual classe política alemã qualquer declaração dos direitos de soberania. Isto é muito pouco realista, ou não?

M. O.: Seria um tipo de milagre...

Dugin: Então não esperemos milagre na política. A atual classe política alemã faz o que pode. Os políticos alemães tentam protestar de uma forma suave e aceitável para as forças de ocupação. É uma espécie de "crítica de baixo". Vem junto como: o pequeno cidadão privado está um pouco irritado pela vigilância do governo em seus assuntos privados. É a reação dos débeis, dos completamente submissos, a reação servil do escravo perante o senhor.

M. O.: Claro, não é a reação entre sócios iguais...

Dugin: Não, em absoluto. Mas não sejamos tão pessimistas.

M. O.: Por que não?

Dugin: Acredito que esta reação mostra uma espécie de compreensão da situação. Se reconhece que não pode seguir assim sem nenhuma mudança. A sociedade está cada vez mais insatisfeita com a situação. A Alemanha está economicamente bem, socialmente mais ou menos, enquanto que os Estados europeus que a rodeiam enfrentam problemas muito difíceis. A Alemanha é o motor da Europa.

Nesta situação, a dominação estadounidense contradiz os interesses nacionais da Alemanha cada vez mais, assim como os interesses comuns europeus. Estou convencido de que a classe política alemã encontrou por ora a maneira mais inocente de reagir porque precisam, queiram ou não. Por certo, é muito lógico que o governo alemão não proteste contra a violação dos direitos de soberania alemã.

M. O.: Por quê?

Dugin: Porque a Alemanha não é um Estado soberano. Se não tem direitos de soberania, não podem ser violados por outros. Se a Alemanha quer se converter num Estado soberano, deve se rebelar contra a ocupação. A liberação vem primeiro, depois a soberania. Não se pode querer ser soberano e livre enquanto se está ocupado.

M. O.: "Rebelião" soa violento!

Dugin: (Risos) Não, em absoluto, isso é um clichê. Rebelião seria que um chanceler alemão exigisse abertamente ao governo dos EUA a retirada de suas tropas do solo alemão.

M. O.: Agora falamos realmente de milagres!

Dugin: A reunificação alemã não foi considerada um milagre muito pouco provável, até mesmo no verão de 1989?

M. O.: Disse uma coisa importante! Mas de todos os modos: agora mesmo Berlim parece ser mais fiel a Washington que a outros países ocidentais.

Dugin: Acredito que a Alemanha é um país muito disciplinado. O liderado alemão se sente contratado por seus senhores de Washington. Na relação germano-estadounidense somos testemunhas de um possível relançamento trágico da velha proclamação alemã das Waffen SS "Meine Ehre Heisst Treue" ("Minha honra se chama lealdade"). Desta vez, a lealdade aos Estados Unidos.

M. O.: Que interessante interpretação das relações germano-estadounidenses...

Dugin: (Risos) Sim, é uma espécie de fidelidade. Mas acredito que só uma parte da sociedade alemã compartilha esta atitude com a elite política de seu país.

M. O.: Nosso governo diz que não há alternativa à política transatlantista e à "associação" com os Estados Unidos...

Dugin: A independência alemã é um passo futuro inevitável completamente calculada racionalmente que tem que vir algum dia. É o interesse da sociedade alemã, assim como da economia.

Façamos uma vistoria à sociedade alemã de hoje: é liberal e democrática. Atualmente não há mais influência nacionalista ou revanchista. Quando falamos da soberania alemã, estas coisas não têm nenhum papel. Existem razões sociais, racionais e econômicas puras para que a Alemanha rompa as estratégias ditadas por Washington.

A razão é que todos estes aspectos entram em conflito mais e mais com os Estados Unidos, o qual quer organizar e controlar seu espaço europeu, assim como de outras regiões do mundo. Temos que esperar o ressurgimento alemão não da parte nacionalista ou tradicionalista da sociedade alemã, que está débil e completamente saturada pela "vergonha do passado". Mas até o aspecto liberal e democrático da sociedade alemã tem um vivo interesse na independência perante os Estados Unidos. Economistas alemães têm atualmente um profundo interesse contra o controle dos Estados Unidos. Encontramos a sociedade alemã atual em profundo conflito com Washington; não se trata só de espionagem da NSA.

M. O.: Você fala de economia, de aspectos sociais e da sociedade liberal da Alemanha. Que papel desempenha coisas como "a identidade nacional alemã" no conflito com os Estados Unidos?

Dugin: Eu sabia que esta pergunta chegaria...

M. O.: ...já que é um aspecto importante?

Dugin: É, mas não terá papel nenhum no conflito futuro com Wahington. Tais aspectos estão totalmente proibidos atualmente. Sejamos realistas: na Alemanha temas como "a identidade nacional alemã" não se discutem.

Quando não tem nenhum papel na própria Alemanha, como será isto um ponto importante no conflito com Washington? Os conflitos de interesses econômicos e sociais entre Washington e Berlim são atualmente muito mais perigosos para a presença dos Estados Unidos na Alemanha e Europa do que qualquer agenda identitária ou nacional-cultural.

M. O.: Então, na sua opinião, nossa identidade nacional não terá nenhum papel hoje ou no futuro na "questão alemã"?

Dugin: Eu não disse isso! Certamente não terá papel nenhum em um futuro próximo e na questão da emancipação alemã da potência ocupante estadounidense. Agora temos razões completamente racionais para tal emancipação que preocupam muito mais Washington do que qualquer aspecto tradicional anti-estadounidense na Alemanha.
Alexandr Dugin e Manuel Ochsenreiter em Freiburg, Alemanha
M. O.: Faz um par de semanas teve uma situação irônica em um programa de entrevistas alemão. O ex-embaixador dos EUA na Alemanha, John Kornblum, deu uma conferência a políticos e jornalistas alemães. Disse que Washington e Berlim são "sócios", não "amigos". Otto von Bismarck disse uma vez que a política externa está próxima de interesses, não de amizade. Como é que chega um diplomata dos EUA a nos dar sermão na forma de pensar de Bismarck atualmente?

Dugin: Essas coisas realmente não me surpreendem. Depois da Segunda Guerra Mundial o pensamento livre, especialmente sobre as relações com as forças de ocupação, foi absolutamente proibido na Alemanha.

Antes de 1945 fomos testemunhas do pensamento nação-centrista sobre o destino da Alemanha em todos os campos políticos de seu país. Comunistas, social-democratas, centristas, nacional conservadores e nacionalsocialistas tinham a nação alemã no centro de seus pensamentos.

O patriotismo alemão não foi em absoluto uma invenção dos nacionalsocialistas como muitos alemães acreditam hoje em dia. O pensamento nação-centrista na política se encontra também em outros países como França, Estados Unidos, Reino Unido ou Rússia. É completamente normal pensar assim. E foi até 1945 uma tradição alemã. Depois de 1945, esta forma de pensar foi proibida e difamada na Alemanha. Os alemães se viram obrigados de repente a penas pela "humanidade", pela "comunidade internacional", "nos valores ocidentais" ou de qualquer outra forma cosmopolita.

A reeducação no período pós-guerra buscou assegurar que a nova elite alemã não trabalhasse para estabelecer uma Alemanha livre e independente. A ausência completa de qualquer possibilidade de uma forma de pensar nação-centrista na política alemã foi lograda pelo poder soviético na RDA e pelos EUA na RFA.

Os alemães foram educados no pensamento anti-alemão. Não podemos esperar da elite ou da inteligência alemã, claro que com algumas exceções, pensamento centrado na Alemanha.

Assim não devemos nos surpreender que os políticos e intelectuais alemães falem em termos de "amizade" e não de "interesses" quando se trata das relações com as forças de ocupação.

Quando um político alemão deixa sua esfera, será substituído imediatamente pelos alemães que defendem exatamente esta esfera anti-alemã. É uma espécie de "Gulag" ou "campo de concentração" intelectual ou mental. Mas desta vez os norteamericanos são os comandantes e capitães deste campo e a elite alemã interpreta o papel da "Kapo", a polícia do campo.

Você deve aceitar isto ou se rebelar. Para a rebelião é cedo, mas chegará com segurança. Uma Alemanha livre e independente é uma grande oportunidade para toda a Europa. A Europa só pode se emancipar da dominação estadounidense com uma Alemanha emancipada.

Traduzido por Álvaro Hauschild, via Elministerio

Eleições chilenas têm embate teológico


No Chile, frente a segunda etapa das eleições presidenciais, as candidatas se desafiam no domínio teológico.
Em resposta às declarações de Evelyn Matthei, candidata da direita, Michelle Bachelet, da Nova Maioria, recordou na quarta-feira que Chile é um país laico, desde sua separação da igreja em 1925.

"Nem o Estado nem esta candidata vão obrigar qualquer igreja nem pessoa que faça nada que vá contra sua consciência", adiantou a candidata centro-esquerda à La Moneda.

Não obstante, depois de se reunir com um grupo de profissionais evangélicos, Bachelet salientou que o Estado é o ente que aproxima o caminho para que todas as igrejas levem adiante o exercício de sua espiritualidade e religião.

Durante a cerimônia celebrada no domingo pelos 100 anos da Catedral Evangélica do Chile, Mattheu se comprometeu diante do mundo evangélico a não fazer nada que contradiga a Bíblia se no próximo 15 de dezembro for eleita nova presidenta, além de lutar contra o laicismo promovido por sua rival.

Da mesma forma, a ex-ministra do Trabalho direitista sublinhou o vínculo matrimonial entre um homem e uma mulher, e que a vida se cuida desde o momento da concepção até a morte natural. "Não ao aborto, não à eutanásia".

Assim, Matthei advertiu a nação chilena que não chore por um Chile absolutamente laico, quando não tratou de parar este movimento mediante as urnas.

No último 17 de novembro, a expresidenta alcançou 46,67% das intenções contra 25,01% de Matthei. Como nenhuma conseguiu maioria absoluta, se realizará a segunda etapa no próximo 15 de dezembro, em um momento em que as pesquisas dão vitória à Bachelet, exgovernante socialista (2006-2010).

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E se televisores pudessem espionar? É o que acontece...


Em que outro lugar você pode se sentir mais seguro que em sua própria casa? Mas hoje até em nossa cama podemos estar sob o controle do ‘olho onipresente’. O culpado é um dispositivo que se encontra em quase todos os lugares: o televisor.

Pode soar mais como o argumento de um filme de ficção científica, mas estas cenas já acontecem todos os dias em povos e cidades de todo o mundo e na maioria dos casos as vítimas não têm nem ideia de que alguém possa estar observando que roupa levam no corpo, que alimentos comem, que programa de TV assistem e cada passo que dão. Estes ‘vigias’ podem ser delinquentes ou trabalhar para grandes corporações e agora sabem seus segredos mais íntimos.

Em poucas palavras, nossas televisões começaram a nos espiar e isso está comprovado.

Na semana passada, um consultor de tecnologia da informação, Jason Huntley, residente no povoado próximo à cidade de Hull, no condado cerimonial de Yorkshire do Leste, Reino Unido, descobriu que sua televisão inteligente de tela plana, colocada na sua sala de estar deste verão, estava invadindo a privacidade de sua família, informa Daily Mail.

Huntley começou a investigar o dispositivo de marca LG que lhe custou 400 libras esterlinas (em torno de 649 dólares) depois de se dar conta de que sua tela de início estava lhe mostrando anúncios baseados nos programas que estava assistindo.

Foi então quando o britânico decidiu controlar a informação que a televisão inteligente que se conecta a internet estava enviando e recebendo. O fez mediante o uso de um computador portátil como ponte entre sua televisão e o receptor de internet, através do que o portátil era capaz de mostrar todas as informações que eram obtidas pelo ‘dispositivo espião’.

Logo Huntley descobriu que não apenas todos os detalhes de cada programa que estava assistindo, mas também cada botão que pulsava em sua mão, estavam sendo anviados de novo à sede corporativa da LG na Coreia do Sul (aliada importante dos EUA, Reino Unido, Israel, Arábia Saudita, Japão, etc.).

Ali, a empresa de eletrônica parecia estar utilizando as informações pessoais de seus clientes para ganhar mais dinheiro, enviando vídeos promocionais de produtos que potencialmente poderiam lhe parecer mais interessantes.

O LG de Huntley tinha enviado à sede da companhia também o conteúdo de sua coleção privada de vídeos digitais que estava assistindo na televisão, incluindo filmagens de celebrações familiares que continham imagens de sua esposa e seus dois filhos pequenos.

Mas o que é mais preocupante é que o dispositivo continuou o envio de tais informações a Coreia, ainda mesmo depois que Huntley tinha ajustado a configuração predeterminada para desativar o intercâmbio de dados.

O britânico escreveu sobre sua experiência em seu blog, depois do que o caso chamou a atenção dos principais meios de imprensa do país, o que obrigou a gigante LG a abrir uma investigação.

“A privacidade do cliente é uma prioridade”, afirmaram os representantes da companhia. “Estamos investigando informações de que certa informação de visualização em televisões inteligentes LG era compartilhada sem seu consentimento”, acrescentaram.

Não obstante, especialistas em informática destacam que a investigação de Huntley provavelmente é só a ponta do iceberg. Segundo eles, as novas televisões inteligentes que se conectam a internet cada dia entram em mais lugares por todo o mundo e cada uma delas pode ser facilmente hackeada, já que a diferença dos computadores, é impossível instalar nela um antivírus pela falta de software necessário.

Assim, por exemplo, um delinquente que em mínimos conhecimentos de informática poderia obter os detalhes das contas de crédito que os usuários sobem à tela para realizar o pagamento de filmes que descarregam o uso de aplicações comerciais.


Outro descobrimento inquietante que recentemente fizeram os especialistas foi que é possível acessar de forma remota as câmeras de vídeo integradas em milhares de televisores inteligentes e receber as imagens de cada passo que dão os usuários em sua própria casa, sempre que estejam ao alcance do objetivo deste dispositivo.

NdoB: lembramos o leitor que as câmeras de computadores seguem a mesma lógica, a partir das quais a tecnologia dos televisores é melhorada e ocultada. Quem nunca se deparou com uma evidência do funcionamento da sua câmera webcam, mesmo enquanto o computador estava desligado?

Via RT

Exército sírio confisca armas israelitas usadas pelos terroristas


As forças do Exército sírio confiscaram nesta Terça uma grande quantidade de armas e munições israelitas de tipo LAW dos terroristas em torno da cidade de Damasco, capital síria.

As tropas sírias confiscaram estas armas em um esconderijo dos terroristas, onde assim encontraram artefatos explosivos improvisados, IED (por sua sigla em inglês), foguetes (RPG, por sigla em inglês), bombas e mapas, entre outras coisas.

Por outro lado, as forças sírias aniquilaram 46 homens armados, de nacionalidade jordana, líbia, egípcia, iraquiana e chechena, durante as operações de limpeza em diversas partes do país árabe.

Os soldados do Exército sírio, além disto, eliminaram um grande número de terroristas e desmantelaram armazéns de armas e munições de terroristas nas cidades de Homs (Oeste) e Idiib (Noroeste).

Há mais de dois anos, a Síria é cenário de uma onda de violência perpetrada por terroristas, financiados e dirigidos por alguns países ocidentais e vários regionais, como Arábia Saudita, Qatar e Turquia, que têm como fim acabar com o governo do presidente sírio, Bashar al Assad.

Os grupos armados que lutam contra o governo sírio confessaram em várias ocasiões que receberam armamentos de países estrangeiros.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Exército israelita engrossa com mercenários europeus

Milhares de mercenários europeus estão nas filas do exército do regime israelita, de acordo com as revelações da organização de direitos humanos, Euromid (Organização para a Cooperação dos Países Mediterrâneos). A entidade salientou que estes mercenários procedem de diferentes países do mundo, entre eles Alemanha, Noruega, Dinamarca e Holanda.
Vídeo de Hispantv

Universidades alemãs recebem fundos do Pentágono


Uma reportagem mostra que universidades alemãs têm recebido milhões de euros dos militares dos EUA para projetos de pesquisas em munições e programas de drones.

Na segunda-feira, o jornal alemão Suuddeutsche Zeitung reportou que pelo menos 22 universidades e institutos de pesquisa confirmaram receber mais de 10 milhões em euros de benefícios do Pentágono dos EUA desde 2000.

Além disso, a reportagem mostrou que o Pentágono ainda pagou às universidades cujas regras excluem a indústria armamentista.

De acordo com o jornal, a Universidade Ludwig-Maximilian de Munique (LMU) pagou mais de 470 mil euros do Ministério de Defesa dos EUA para pesquisa em explosivos militares.

Mais, os fundos do Pentágono foram dados à Universidade de Marburg, que está pesquisando sistemas de navegação para drones e "munições de aço" e à Fraunhofer Society, uma rede de amplitude nacional de instituições de pesquisa, para pesquisar vidro a prova de bala e explosivos.

A oposição política alemã imediatamente criticou a cooperação entre as universidades nacionais e o Pentágono, clamando por mais transparência das universidades do país com relação aos seus projetos de terceiros.

"É inacreditável que esta cooperação não tenha sido publicada e que algumas universidades recusam dar informação sobre estes contratos", disse o parlamentar Nicole Gohlke, membro de um partido de esquerda.

Outros críticos disseram que essas universidades alemãs estão violando regras étnicas conforme estes projetos têm fins bélicos.

"É problemático quando a ciência foca na guerra, especialmente quando é pelos EUA. Depois de tudo, os EUA impulsionam guerras de agressão, e sem autorização do Conselho de Segurança da ONU", disse Jurgen Altmann, físico e pesquisador pacífico na Universidade de Dortmund.

NdoB: lembramos que em qualquer parte do mundo as universidades são utilizadas para projetos privados que, de uma ou de outra maneira, servem para objetivos antinacionais. Uma pesquisa feita para qualquer área da engenharia pode ser utilizada para fins bélicos. E não apenas pode, como é de fato utilizada. Uma pesquisa da sociologia, por sua vez, é utilizada na manipulação midiática e no manejo público em geral em prol de objetivos privados. O perigo não está, portanto, nos investimentos com fins bélicos, mas na privatização das pesquisas, que colocam os resultados em mãos particulares (e assim estrangeiras).

via Presstv