terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nacionalistas tchecos protestam contra a usura e o saque do regime pós-comunista

Por Manuel Ortiz



Centenas de simpatizantes e militantes do partido nacionalista Partido dos Trabalhadores pela Justiça Social (DSSS) marcharam pelo centro de Praga para se manifestarem contra o atual sistema liberal nacido da queda do regime soviético por continuar e piorar os vícios de seu antecessor.

A manifestação se realizou no contexto de greves estudantis anti-comunistas de 17 de novembro de 1989 que deram início à chamada Revolução de Veludo, sendo aquela uma busca por um sistema com maior justiça social, mas que, nas palavras do líder do DSSS, o novo regime não trouxe democracia, mas apenas "mentiras, hipocrisia, arrogância dos poderosos, corrupção do Estado e saqueio da Nação".

"Os bens do Estado foram roubados e o solo nacional vendido aos estrangeiros, desemprego, pobreza, usura, o sistema político e a sociedade afundados na imundície moral. Essa é a realidade e, 24 anos desde a Revolução de Veludo". Esse seria uma das mensagens principais do protesto, apontando como culpados os ex-presidentes Václav Havel, Václav Klaus e ao presidente atual Miloš Zeman pela situação atual.

Ao final da marcha na capital o líder do DSSS, Tomas Vandas, emitiu um breve discurso no qual chamou os manifestantes como a "única oposição ao regime atual". Um discurso também esteve a cargo de um representante da Jungen Nationaldemokraten, a organização jovem do Partido Democrático Nacional da Alemanha (NPD), onde criticou o capitalismo e a globalização, além de exigir uma Europa forte das nações.

Uma vez terminado o evento, a polícia deixou seus oponentes realizar sua manifestação que queria evitar por primeiro e deixar claro que ninguém exceto eles podem protestar contra o governo com mensagens "O 17 de Novembro não pertence aos nazis".

Via El Ministerio

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A desintegração da Líbia, à beira de uma catástrofe humanitária

Ameaça de fome, incessante guerra interna, colapso econômico e possibilidade de desintegração do país. Tal é o quadro que apresenta hoje a Líbia, país que recebeu uma "lição de democracia" da coalisão ocidental.



Existe a possibilidade de devolver a esse país a via pacífica os quem devem responder pelas gravíssimas consequências da revolução apoiada pelo exterior?

Dois anos após a chamada revolução líbia a situação do país não pode ser denominada mais que crítica. As atuais autoridades nominais e os líderes da nova onda de protestos bloqueiam as relações econômicas elementais da Líbia com o mundo exterior, das quais dependem se não tudo, ao menos muitas coisas.

Alguns não podem pagar as importações de alimentos, porque os outros bloqueiam a exportação de petróleo, tão necessário à entrada de recursos ao orçamento. Além disso, a extracção do óleo é de dez vezes inferior em comparação aos tempos "prerevolucionários".

E tudo isso porque o país se reuniram novamente forças armadas de diferentes grupos, o que praticamente bloqueou os restos do complexo petrolífero. As autoridades tentam controlar o exército, torná-los parte das forças de segurança , mas os esforços são infrutíferos. Não há dinheiro .

Em tal situação, a pergunta "o que fazer?" torna-se uma questão de uma forma muito concreta. Está em risco o destino de todo um povo . A Voz da Rússia perguntou ao orientalista Anatoly Yegorin se os países ocidentais devem assumir a responsabilidade , inclusive financeira , diante do povo da Líbia. Aqui está a resposta :


"Sim, deveriam. Eles forçaram a aprovação da resolução , segundo a qual interviriam como defensores do povo, que supostamente foi oprimido por Gaddafi . Eles lançaram trinta mil ataques aéreos contra a Líbia e onze cidades ficaram em ruínas. Ocidente prometeu dez bilhões de dólares para reconstruir as cidades, mas permanecem em ruínas.


Os países ocidentais, dado que se importam tanto para a paz na Líbia, devem tomar medidas urgentes, realizar uma conferência ou fazer qualquer outra coisa, para que a Líbia seja pelo menos um Estado federal e não se desintegre.


Mas o Ocidente, como sempre, não se apressa em corrigir seus erros dramáticos. Como resultado, o governo totalmente debilitado não tem chance de financiar até mesmo as necessidades básicas, tais como as importações de cereais . Para o país de seis milhões de habitantes, que não tem um complexo agro-industrial básico, isso envolve uma grande catástrofe humanitária.


Deixam de vigorar até mesmo contratos de importação de cereais previamente selados. Aparentemente, os fornecedores estrangeiros, com razão, do ponto de vista empresarial, exigem o cancelamento da dívida. Mas tal inflexibilidade não promete aos líbios nada de bom. Atualmente corre risco a importação de cinqüenta mil toneladas de trigo, o suficiente para alimentar por vários meses apenas a capital e nada mais."


O co-presidente do comitê russo de Solidariedade com os Povos da Líbia e da Síria, Oleg Fomin, argumenta que a comunidade internacional poderia intervir ativamente na situação.


Se a ONU respondeu a sua predestinação , não por coincidência foi criticada por Gadafi em seu famoso discurso em Nova York, deve responsabilizar aqueles que mergulharam o país numa crise, e obrigá-los a pagar para a reconstrução da economia nacional , educação, medicina e outros setores vitais.


Aqueles que arruinaram o país devem responder . Isso é, em seu tempo, tal responsabilidade foi colocada sobre a Alemanha .


Enquanto isso, na sexta-feira em Trípoli se protagonizou confrontos entre diferentes grupos armados que deixaram dezenas de mortos e feridos. E na situação de "todos contra todos", não parece haver nenhum raio de esperança.

via Soberania argentina

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dugin: O Ocidente atual deveria ser aniquilado


Para muitos dos nossos leitores o nome do filósofo, cientista político, tradicioinalista, professor Alexander Dugin, como seus vários livros, são bem conhecidos. É o motivo pelo qual não começamos por Adão e Eva. Vocês podem encontrar mais informações sobre A. Dugin e seus trabalhos nestes sites: http://www.arcto.ru, http://www.4pt.su, http://dugin.ru

O professor Dugin respondeu a algumas das nossas questões. Segue abaixo a entrevista.

Entrevista: Caro professor, poderíamos começar nossa conversa com sua própria e interessante biografia. Antes de tudo, é verdade o que está escrito no Wikipedia e em outros locais? O que é verdade e o que não é? Pai, que trabalhou na GRU, círculo nazista liderado por E. Golovin, muitas perturbações políticas, intimidade com Putin?

Dugin: É tudo pura mentira. Nem Putin, nem nazista, nem pai do GRU e assim por diante. Minha biografia é minha bibliografia (cf. J. Evola). Eu não mexo no Wikipedia por duas razões:

1)     Há um grupo de administradores liberais que imediatamente restauram todas as mentiras para conservar a minha imagem pejorativa (a guerra de rede – é apenas uma democracia, nada pessoa, mas a democracia é sempre uma mentira);
2)     O indivíduo (bem como eu mesmo) não importa para mim; só a missão importa.

Então eu não me inclino a falar de mim mesmo. Leiam meus livros, formem suas opiniões pessoais sobre minhas ideias primeiro, a personalidade do autor, depois é opcional.

E: As principais coisas a se discutir nesta entrevista são suas ideias, as quais eu considero mais interessantes e globalmente importantes, de que o mundo ocidental parece estar entrando em colapso. É isto? O fim da civilização ocidental foi previsto muito antes. Quanto tempo devemos ainda esperar? Há algo que deve acontecer? Terceira Guerra Mundial? Revolução global? Nada (quer dizer, o colapso como processo natural)?

Dugin: Eu mais penso que nada vai acontecer, nada. Isto é o que é realmente terrível. A eternidade é o momento interminável do tédio. Heidegger estudou em seu trabalho, Die Grundbegriffen der Metaphysik o fenômeno do tédio profundo. Quanto ao caráter existencial do Dasein moderno, Gnostic Basilides descreveu o mundo PÓS-fim como completamente balanceado, o mundo sem eventos. Isto não quer dizer que não hajam mais eventos, mas que não vivenciamos mais os eventos como eventos. O colapso permanente é bem analisado pelo escritor inglês Alex Kurtagic.

O problema real surge quando ninguém percebe ele como problema. Eis onde estamos. O Ocidente é o centro do tédio. Ele não explode, mas implode sempre mais profundamente.

Eles estão certos de que isto durará para sempre. O fim do mundo é a impossibilidade do Mundo de terminar. O mundo inacabável não é mais um Mundo, é a agregação dos fragmentos insignificantes da existência como um todo. Estamos vivendo nas 6-9 hipóteses do Parmênides de Platão – há multitudes(πολλά), não há mais unidade (ν). Um mundo assim não pode existir (de acordo com os neoplatônicos). Eu cocordo com eles, não com a mídia de massa e com a cultura prêt-a-porter ou com os hegemônicos intelectuais.

E: Você publicou muitos livros – nem posso conta-los (você pode?). Eu lembro do primeiro que eu li – foi espantoso em 1999, sobre conspiralogia. Você acredita em uma séria conspiração global como os Bilderberg, Maçonaria, Illuminatti, ou outros grupos que REALMENTE estão atuando hoje? Se sim, por favor, explique como isso funciona e o que deveríamos esperar disto.

Dugin: Não me lembro quantos são os meus livros, mas da qualidade deles. A qualidade é muito diferente porque os livros foram escritos para públicos diversos. A conspiralogia é descrita por mim como um tipo de sociologia primitiva. Para a sociologia há um ponto muito importante: o que a sociedade pensa sobre o que está acontecendo não é menos importante que o que realmente está acontecendo ou que o que os especialistas científicos pensam. Então, estudando as teorias de conspiração acabamos por estudar a mente das pessoas, os mitos, a cultura, os medos, as estruturas gnoseológicas e cognitivas. A crença das pessoas nas conspirações. Significa que eles existem ou subsistem (de acordo com a ontologia diferenciada de Alexius Meinong).

É irônico que você menciona os Bilderberg (grupo internacional oficialmente existente) ou os Maçons (organização historicamente documentada) e os Illuminatti, que são produto das teorias de conspiração modernas (houve uma organização assim no fim do século XVIII, mas logo desapareceu). Os Bilderberg planejam? Os Maçons planejam? Penso que sim. O que eles planejam exatamente? Ninguém sabe a não ser os membros. Os membros não falam sobre o que eles planejam. Então não sabemos muito claramente de seus planos. Mas as pessoas imaginam, deduzem, acham, adivinham. É apaixonante estudar, como elas fazem. Elas expressam medos, desejos subconscientes, compreensão oculta da sociedade, da história, das hierarquias, do destino...apaixonante estudar tudo isso.

E: Você é considerado como o pai do Eurasianismo e da Quarta Teoria Política. Você poderia explicar o foco das suas ideias?

Dugin: O Eurasianismo pensa que a Rússia não é um país, mas uma civilização. Então deveria ser comparada não com os países europeus ou asiáticos, mas com as civilizações europeias, islâmicas ou hindus. A Rússia-Eurásia consiste do caráter moderno e pré-moderno, das culturas e etnias do Leste-Europeu. Esta identidade particular deveria ser reconhecida e reafirmada no contexto do novo projeto de integração. O Eurasianismo nega a universalidade da civilização ocidental e a unidimensionalidade do processo histórico (dirigido pelo liberalismo, pela democracia, direitos humanos, economia de mercado e assim por diante). Há culturas diferentes com diferentes antropologias, ontologias, valores, tempos e espaços. O Ocidente não é nada mais que uma província mundial hipertrofiada e insolente com megalomania. É caso abjeto da hybris. A humanidade deveria lutar contra o Ocidente com fim de pôr suas pretensões nos limites legítimos. A província mundial deveria voltar a ser o que é – a província, o histórico caso isolado, a opção – não um fato universal, normativo ou de objetivo comum.

A Quarta Teoria Política é a teoria que afirma:

1)      Três principais ideologias políticas modernas (o liberalismo, o comunismo/socialismo e o fascismo/nazismo) não são mais adequadas – então precisamos descartar todas elas (ou seja, sem mais liberalismo, socialismo e fascismo – notem o fascismo e comparem com o que eles dizem de mim);
2)      Precisamos construir a Quarta Teoria Política além das três descartadas; dessa vez não pode ser moderna (pós-moderna ou pré-moderna);
3)      O sujeito da Quarta Teoria Política é o Dasein segundo o que Heidegger descreveu em seus trabalhos (não o indivíduo como no liberalismo, nem a classe como no marxismo, nem a raça ou o Estado como no fascismo/nazismo) – O Dasein deveria ser libertado do modo inautêntico de existência;
4)      O Dasein é plural e depende da cultura, de modo que o mundo deve ser multipolar (toda cultura, etnia ou religião tem seu própria Dasein – não estão necessariamente em contradição, mas são diferenciadas).
5)      Clamamos pela revolução existencial mundial dos Daseins – Daseins fas sociedades humanas unidas pela luta contra-hegemônica global – contra o globalismo ocidental e contra o universalismo liberal, assim como contra a a dominação dos EUA.

E: A União Eurasiana estabeleceu-se muitos anos atrás. Agora parece estar no esquecimento, apesar de que se pode ver que a parte oriental do mundo (China, Irã, etc.) está se fortalecendo enquanto a parte ocidental se enfraquece. Prossegue? Qual é a situação da União Eurasiana agora e o que você prevê para o futuro dela?

Dugin: A União Eurasiana é nossa ideia tomada pelos burocratas de Putin. Penso que é somente uma forma de assegurar o futuro da Rússia e a condição indispensável para a multipolaridade. A Rússia deveria estar do lado dos poderes não-ocidentais. Há muitos problemas com a União Eurasiana – objetivos e subjetivos. A hegemonia americana e quinta coluna na Rússia danifica ela, e a ineficácia da burocracia russa torna a situação sempre pior. Não obstante será estabelecida, porque deve ser estabelecida.

E: Guerras e revoluções por toda parte agora... Mali, Síria, Palestina, Tunísia... O que você pensa sobre a situação no Magreb/Oriente Médio? Terminará o sangue e outra guerra de mais de dez anos?

Dugin: Não. Nunca terminará. É o projeto do caos financiado pelo Ocidente enfraquecido a fim de controlar as sociedades não-ocidentais por outros meios. O sangue será espalhado mais e mais. Só quando todos os islâmicos voltarem suas armas contra os hegemônicos ocidentalistas e unirem-se à batalha final dos eurasianistas poderá terminar. O Império continua a dividir, mas não pode mais efetivamente controlar. Então começa a dividir e, e é tudo. Não pode dominar, só matar. Então precisamos revidar.

E: Qual é sua opinião sobre o Islã e o Irã?

Dugin: Eu admiro o Irã e admiro o shiismo e o sufismo. É a tradição espiritual que luta contra a modernidade mirando seu centro. Há muitos tipos de Islã. Gosto do Islã tradicional e tenho algumas dúvidas sobre a versão wahhabista. É uma versão modernista e universalista do Islã e parece funcionar sob os interesses dos EUA como um tipo de unidade sub-imperialista. Em suma, eu apoio o tradicionalismo em todas as religiões. Mas o Irã e a tradição shiita eu os amo com meu coração.

E: Que futuro (próximo e distante) gostaria de ver para o mundo? Qual sua visão?

Dugin: No status quo estamos desprovidos de futuro. Compreendo o futuro existencialmente como o horizonte da existência autêntica do Dasein, como Ereignis (evento/em si mesmo), a vinda do último Deus (letzte Gott). Mas este futuro é incompatível com o Logos decadente da história Ocidental. O Ocidente atual (EUA e em parte a Europa) deveriam ser aniquilados e a humanidade deveria ser reconstruída sob fundamentos diferentes – em face da Morte e do Abismo.

Deveria haver um Novo Começo da Filosofia ou...nada mais. O mesmo nada de agora, não perseguido mais como tal. Assim, o futuro não deveria vir por si mesmo. Nós deveríamos fazê-lo. Mas antes precisamos destruir o que é ou parece ser.

E: Como vejo do Facebook e das páginas da internet, há muitas pessoas prontas para alguma revolucionária mudança de paradigma de suas mentes e talvez ainda revoluções físicas. Mudanças reais estão para surgir no nosso mundo? Poderia prever quando e como?

Dugin: A mudança de paradigma é absolutamente necessária. Eu não vejo homens ou mulheres suficientes e prontos para mudar eles próprios e o mundo em torno deles. Mas vejo alguns. É muito pouco para a esperança, mas muito grande para o desespero. Eu gostaria de ver passos mais decisivos e concretos. É bom que alguns começam a despertar. O ódio ao Ocidente, ao globalismo, ao consumismo, à mídia de massas, às mentiras democráticas, ao lixo dos direitos humanos, ao capitalismo, à ditadura tão chamada “sociedade civil” e à dominação americana estão obviamente crescendo. Então deveríamos seguir adiante. Fraqueza significa revolução e guerra. É pouco provável que eles começarão agora. Mas eles deveriam começar exatamente agora porque amanhã será tarde demais.

E: Desejo a você todo o melhor e agradeço pelas respostas – a última questão: quais são as principais ideias nas quais você está trabalhando agora?

Dugin: No manual de Relações Internacionais para as universidades russas, na Teoria do Mundo Multipolar (publicada, mas ainda em desenvolvimento), no desenvolvimento da Quarta Teoria Política, nos estudos heideggerianos no campo da filosofia (tenho escrito já dois livros sobre Heidegger e continuo trabalhando no mesmo projeto), no tradicionalismo (Henry Corbin, círculo Eranos – tenho comprado recentemente todas as edições do Eranos Jahrbuch na Suíça), na sociologia da imaginação (no estilo de G. Duran – fazem dois anos do meu doutorado sobre o assunto), em novos livros sobre geopolítica (geopolítica histórica da Rússia, regiões do mundo e assim por diante), no platonismo e neoplatonismo, eurasianismo (claro), na teologia ortodoxa, antropologia social e etnossociologia, economia (meios alternativos), e em estudos conservadores.

Também: ensino na Universidade Estatal de Moscou (sendo chefe do departamento de sociologia das Relações Internacionais) – RI, geopolítica, etnossociologia, sociologia; conferências (ao redor do mundo); aconselhando o governo russo e o parlamento (enquanto membro oficial dos conselheiros do chefe de Estado Duma S. Naryshkin); e dirijo o Movimento Internacional Eurasiano.

E: Obrigado.

Dugin: De nada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Sem acordo com Irã. Culpa do Ocidente"


Presstv entrevistou Hamidreza Emadi, diretor de redação da Presstv em Teerã, a fim de discutir a negociação entre Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha.

O que segue é uma transcrição aproximada da entrevista.

Presstv: Sua opinião sobre o que o Sr. Kaplan (o outro convidado) disse e que basicamente trouxe plutônio nisto, basicamente dizendo que é Paris que atualmente por alguma razão não quer que este acordo siga em frente.

Emadi: Deixe-me citar algo da revista Arab Magazine, “O ministro de defesa francês recentemente acata uma visita à região pela conclusão do acordo de U$ 1.5 bilhões com Arábia Saudita para todos os navios arábicos”.

Isto mostra que os franceses recentemente estão tendo acordos financeiros com países regionais como Arábia Saudita que, todo mundo sabe, é muito contra o acordo com Teerã.

Ao mesmo tempo sabemos que a França providenciou armas nucleares a Israel e que ambos têm acordos militares muito fortes. Assim, a França está ajudando Israel a obter armas nucleares. A França está ajudando Arábia Saudita a reforçar seu setor militar. Assim é como a França trata com estas duas entidades e estes dois mais ferrenhos críticos do tratado com Irã.

É possível que os Israelitas pediram para que a França sabotasse a conversação para o acordo. Sabemos que nada pode acontecer sem a permissão dos EUA. Talvez os EUA também se envolveram nisto. Mas o que sabemos por enquanto é que a França foi a única que tentou seu melhor para contrariar o acordo com Irã no encontro em Genebra.

Presstv: O que você pensa sobre a sub-secretária de Estado estadounidense, Wendy Sherman, ao viajar para Tel um dia depois que as intensas conversas terminaram?

Parece que ela vai à Tel Aviv basicamente para reportar ou receber ordens de Israel. Sua opinião acerca disso; por que ela deveria ir diretamente de Genebra para Tel Aviv sem retornar a Washington?

Emadi: É muito constrangedor para os estadounidenses, para o povo estadounidense, e até para os europeus, que seus governos recebem ordens de Tel Aviv.

Israel é uma entidade que existe há seis décadas e agora dá ordens a países como EUA, França, Grã-Bretanha, Alemanha e até mesmo Rússia e China, sobre o que fazer e como pensar.

Então, o primeiro ministro israelita disse hoje mais cedo que chamou aqueles líderes e que pediu a eles que esperassem e não fizessem acordo com Irã.

O que isto significa? O que o G5+1 está fazendo agora é apenas gastar o tempo dos iranianos. Apenas gastando o tempo dos europeus. Apenas gastando o tempo dos EUA, se ouvir o que Israel está lhe dizendo.

[Em resposta a Lee Kaplan]: Não se trata de judeus, Sr. Kaplan, não estamos falando de judeus. É Israel. É um regime falso. Não tem que ver com os judeus. Tem tudo que ver com os sionistas. Não se trata de atacar os judeus; não tem nada que ver com ataque aos judeus.

Quem tem armas nucleares? Israel tem armas nucleares, Israel não assinou o Tratado da Não-Proliferação (NPT), Israel está tecnicamente em guerra com todos os países regionais. É assim que é, esta é a realidade.

Presstv: S.r Kaplan disse o que o Sr. Netanyahu disse – que “um acordo ruim é um acordo ruim” – agora que estamos falando sobre uma entidade sobre a qual supõe-se ter muitas armas nucleares e que conseguiram – se for oportuno dizer – criticar Irã, que continuamente disse que é um projeto nuclear pacífico e que não estão buscando armas nucleares nem as possuem.

Então, o que isto significa? Assim como na comunidade internacional e na legislação internacional, onde Israel tenta anular e evitar um acordo entre Irã, que não tem armas nucleares, e os G5+, tem de continuar a tratar com sanções e todas as outras pressões de partes da comunidade internacional?

Emadi: Israel não quer que a crise termine. Israel quer que essa crise fique onde está, porque Israel é um tipo parasita de criatura que vive das crises. Ele quer crise na região. Quer crise no mundo, porque pode contar ao povo que temos um inimigo, que temos de gastar dinheiro em projetos militares, que temos de atacar outros países porque temos inimigos.

Então estes projetos belicistas e de difusão do medo têm de continuar para que Israel sobreviva. De outro modo Israel não poderia sobreviver, porque Israel é um regime falso.

Voltando à conversação do G5+1 com Irã, o fato do problema é o time de negociação iraniano, um monte de pessoas diriam que não era um grupo sério, mas nesse momento em torno do Sr. Zarif, Ministro de Relações Exteriores, e seu time são um grupo sério e ninguém no Irã duvida da sua seriedade.

Se o ministro de relações exteriores não pode chegar a um acordo com o outro partido significa para os iranianos que não é culpa do time de negociação iraniano, que foi a culpa do outro grupo. Assim fica bem claro para os iranianos que o outro partido, o partido ocidental em particular, está perdendo tempo, não está negociando de boa fé, de forma séria. Isso precisa mudar.

Esta dinâmica precisa mudar e o partido ocidental em conversações deve parar de ouvir Israel se desejam pôr um fim a esta crise de uma vez por todas.

[Em resposta a Kaplan]: Nós temos direitos nucleares sob a lei internacional. Não se trata de judeus. Trata-se de Israelitas. Trata-se de sionistas…e o mundo todo sabe o que os sionistas são agora, o que eles estão fazendo ao mundo todo. Os sionistas estão destruindo o mundo inteiro.

Presstv: O sr. Kaplan disse antes de tudo que Israel não tem usado armas nucleares. Eles podem ter, mas claro que nós sabemos que Israel usou armas químicas contra palestinos e outras muitas vezes sem ser condenado na comunidade internacional, como sustenta agora a situação na base. Quão provável que Teerã e o G5+1 será capaz de chegar ou não a um acordo?

Emadi: Irã é muito sério sobre a conversação. Irã diz que estamos prontos a aliviar toda a preocupação dos EUA e outros sobre seu programa nuclear. Irã diz que estamos sendo mais transparentes. Irã diz que estamos prontos a qualquer coisa para mostrar ao mundo inteiro que o nosso programa nuclear é pacífico.


Mas enquanto Israel influenciar a conversação, enquanto o primeiro ministro israelense chamar esses líderes ocidentais e dar ordens a eles para não entrar em acordo com Irã, não sei o que estas conversas repercutem, não sei qualquer ponto na negociação com países que não têm autoridade para negociar. Assim é como é a situação. Eles devem parar de dar ouvidos a Israel se desejam chegar a um acordo.

Via Presstv

Maduro põe limites na ganância do capital em toda economia


O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou no Domingo que se ampliariam as baixas dos preços elevados ilegalmente e se limitará a ganância do sistema de produção, se a Assembleia Nacional outorgar poderes especiais.

Em mensagem televisionada, Maduro sustentou que manterá as inspeções de comércios e pedirá severas penas contra a especulação.

"Vou pedir normas e penas de máximo grau que permitam à Constituição este tipo de delitos (de especulação) porque temos que equilibrar o funcionamento da economia (...) Uma vez aprovada a (lei) que habilita na Assembleia Nacional, vou colocar limites porcentuais à ganância do capital em todos os ramos da economia do sistema de produção venezuelano", segundo mensagem do presidente.

A iniciativa do presidente parte de uma campanha de fiscalização de preços, principalmente de produtos importados, que começou na Sexta com uma rede de eletrodomésticos, na qual se reduziu em até 50% a importação de exemplares, elevado de maneira irregular.

Maduro ordenou na Sexta a "ocupação" da rede de lojas de eletrodoméstico Daka, acusada do aumento excessivo e injustificado dos preços de seus produtos. Esta medida forma parte de sua luta contra os planos desestabilizadores da oposição em matéria econômica e pretende defender os consumidores venezuelanos.

Maduro assegurou que seu Governo seguirá controlando os preços das lojas de eletrodomésticos e avançou que esta semana se realizarão inspeções a comércios dedicados aos setores têxtil, calçados, de jogos, ferragens e automobilísticos.

Em 15 de Outubro Maduro solicitou à Assembleia Nacional que aprovasse a "lei habitante" para governar por decreto durante um ano com o objetivo de combater a corrupção a "guerra econômica" da direita contra seu Governo.


Maduro anunciou na última Quarta um pacote de medidas econômicas para combater a especulação, regular as importações e controlar o empréstimo de dólares a preço oficial.

Via Hispantv

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Alerta sobre a implacável redução dos glaciares argentinos

A NASA detectou a partir do espaço a rápida redução dos glaciares da Patagônia argentina, um processo que vem sendo observado há várias décadas e cujos principais responsáveis são as mudanças climáticas e o atual período geológico.



Em imagens obtidas a partir do espaço e difundidas pela NASA se detecta que o glaciar argentino Upsala sofreu om retrocesso de 3 quilômetros nos últimos 12 anos.

"Há um retrocesso glaciar a nível global que se observa desde o começo do século XX e, particularmente, o glaciar Upsala, que a tempos vem se reduzindo a um ritmo bastante acelerado", disse a EFE Juan Carlos Leiva, investigador do Instituto Argentino de Nivologia, Glaciologia e Ciências Ambientais (IANIGLA).

O cientista assegurou que o IANIGLA tem dados que verificam "um retrocesso contínuo" do Upsala "desde antes de 1967". Além disso, explicou que esse fenômeno se deve ao "aumento da temperatura do gelo, que se torna mais macio e escoa mais rapidamente, e então pode chegar a produzir mais icebergs e perder a âncora no fundo do leito, por isso vai perdendo cada vez mais massa".

"Agora estamos em um período geológico interglaciar pelo que naturalmente os glaciares estão em uma situação que os obriga a perder massa, mas a esse fenômeno se soma a injeção que fez a atividade humana de gases de efeito estufa em grandes proporções na atmosfera, que aumenta e acelera o processo natural", disse Leiva.

Enquanto o derretimento dos glaciares "não tem solução", o cientista argentino explicou que pode-se mitigar o efeito estufa deixando de usar certos gases e combustíveis e mudando os sistemas de produção atuais. "Mas os que já estão, já era. Os gases permanecem na atmosfera por pelo menos um século", assegurou o cientista.

Via RT

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

91% dos franceses quer mudança na política


Uma pesquisa de opinião mostra que 91% do povo francês quer que o presidente François Hollande mude sua política e sua performance antes das próximas eleições.

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP na sigla em francês) e publicada pelo Journal du Dimanche no Domingo.

Dos que estiveram descontentes, 43% rejeita a direção que o governo de Hollande havia tomado, 30% gostaria de mudanças políticas e 18% demanda uma remodelação do Gabinete.

De acordo com a pesquisa, as mudanças deveriam ser feitas antes das eleições municipais de Março do próximo ano.

Além disso, a pesquisa mostrou uma profunda insatisfação entre os apoiadores do partido socialista de Holande, com 85% dos questionados exigindo mudanças.

“Há dúvidas reais sobre o método governamental e é compartilhada igualmente e de modo nunca visto antes entre apoiadores da esquerda, da direita e da extrema-direita”, disse Frederic Dabo, da IFOP.

A pesquisa veio dias depois que uma pesquisa mostrou que Hollande se tornou o recorde de presidente francês mais impopular, visto que o povo francês se enraivece diante das políticas econômicas do país e do recorde de desemprego.

O povo tomou as ruas da cidade francesa Quimper na região de Brittany em 2 de Novembro para protestar contra uma controversa taxa ambiental e exigir emprego.

O protesto terminou quando a polícia lançou bombas de gás lacrimogênio e canhão de água para dispersar mais de 10mil manifestantes, que disseram que o governo de Hollande estava abandonando Brittany, uma região abatida por muitos fechamentos de fábricas desde o ano passado.

Mais de mil fábricas fecharam as portas na França nos últimos três anos desde que as exportações caíram a uma baixa de 20 anos.

Isso vem enquanto o governo de Hollande impõe acréscimo de 30 bilhões de euro (US$ 40,46 bilhões) em impostos este ano em uma tentativa de reduzir seu déficit orçamental, que está em 3% abaixo da EU este ano.

Além disso, o governo falhou em refrear o crescente desemprego, fazendo aumentar os que buscam emprego na segunda maior economia da região euro em 3,29 milhões em Setembro.


Via presstv

domingo, 3 de novembro de 2013

Amanhecer Dourado: "Castigo para os criminosos!"

Passado um dia do grave ataque terrorista contra o partido Amanhecer Dourado, no qual deixou dois militantes mortos e um gravemente ferido, os meios de comunicação começaram a difundir que isto foi um "ajuste de contas" por parte da extrema esquerda, mas o movimento nacionalista tem bem claro o culpado: o governo, de acordo com notícia em El Ministerio.

"Não podemos saber os motivos exatos nestes momentos. Há muitos cenários possíveis", declarou o deputado nacionalista Dimitris Koukoutsis. "Já veremos para onde conduz a investigação. Mas temos dito desde o princípio que temos sido atacados pelos meios de comunicação e pelo governo".

Ilias Kasidiaris fala do crime:
"Amanhecer Dourado foi objeto de ataques por mais de um mês pelo governo e pelos meios de comunicação", comenta o deputado nacionalista Ilias Kasidiaris. "É por este motivo pelo qual estamos pedindo castigo severo não só para os que executaram materialmente o delito, mas também aos instigadores desta execução a sangue frio. Instamos todos os gregos a manter a calma e permanecer unidos nesta hora crítica. Expressamos nosso mais profundo pesar à família dos meninos. Estes meninos pertencem a nossa família".

A deputada Eleni Zaroulia, esposa do líder Nikos Michaliolakos, culpou o Ministro da Ordem Pública, Nikos Dendias, dos assassinatos. Zaroulia e dois deputados nacionalistas mais tiveram que entregar suas licensas de armas de fogo e armas na estação de polícia de Pefki no norte de Atenas. Declaram que haviam recebido a ordem de Nikos Dendias.

Unido a isto, Amanhecer Dourado salientou ontem que tinha requerido com antecipação a proteção policial perante as contínuas ameaças e ataques terroristas, mas que estas foram negadas pelo governo conservador de Antonis Samaras.

"Amanhecer Dourado pediu repetidamente proteção policial para nossos QG, os quais foram objeto de ataques no passado e são alvo contínuo dos terroristas", salienta o movimento nacionalista em outro comunicado. "O governo não só negou, mas também removeu a proteção policial existente a qual temos direito".

Este crime não poderia ter acontecido em um momento mais crítico, com uma Grécia cheia de terríveis protestos pelas contínuas medidas capitalistas de austeridade impostos pelos poderes econômicos que controlam grande parte do Ocidente, e a uns meses das eleições municipais e europeias onde Amanhecer Dourado tem grandes possibilidades de arrasar nelas.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Facebook amplia vigilância


O Facebook, também envolvido no programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional estadounidense (NSA pelas siglas em inglês), prova uma nova tecnologia que ampliaria brutalmente a quantidade de dados que recolhe dos seus usuários.

Segundo Ken Rudin, chefe do Departamento de Analítica da rede social com sede em Estados Unidos, se trata de um novo software que entre outras de suas habilidades pode coletar informação sobre as interações dos usuários e ainda estudar o movimento do cursor sobre a página.

Rudin, que revelou a notícia em uma entrevista concedida à revista estadounidense The Wall Street Journal publicada na Quarta, indica que o Facebook coleta dois tipos de dados: demográficos e de comportamento.

Os dados demográficos: onde vive, estuda ou trabalha o usuário, documentam a vida do usuário além da rede. Enquanto que com os dados de comportamento, Facebook segue os usuários em base aos conteúdos que lê, as atualizações que compartilha ou quantidade e qualidade de pulsações sobre o botão “curtir”.

Por enquanto, a companhia está armazenando toda esta informação em um depósito independente e posteriormente decidirá sua integração final.


Cabe salientar que, segundo revelações de Edward Snowden, o ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA pela sigla em inglês), as grandes tecnológicas, como Google, Microsoft, Facebook, foram usados pela NSA em um programa secreto chamado PRISM, que permite o acesso a mensagens e histórico de buscas de seus usuários.

Maduro denuncia ataque do Twitter contra o governo venezuelano

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou nesta Quinta-Feira um ataque da rede social Twitter contra representantes de seu Governo.

Segundo fontes locais, Maduro declarou que parte dos ministros de seu Gabinete foi objeto de ataques de internet contra suas contas do Twitter.

A ministra de Comunicação e Informação, Delcy Rodríguez, informou que mais de 6 mil seguidores foram retirados da conta do representante.

Pouco depois, Maduro disse, em declarações à televisão estatal, “agarramos os autores deste ataque massivo às contas Twitter, mas não vão nos deter”.

“A direita está ensaiando alguma coisa, por isso começaram este ataque contra as contas Twitter”, afirmou Maduro no momento em que acrescentou que “a oposição que faça o que quiser, mas em 8 de Dezembro haverão eleições”.


Não é a primeira vez que isto ocorre. Há alguns meses a conta do presidente e a do Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela foram hackeadas.