segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Sem acordo com Irã. Culpa do Ocidente"


Presstv entrevistou Hamidreza Emadi, diretor de redação da Presstv em Teerã, a fim de discutir a negociação entre Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha.

O que segue é uma transcrição aproximada da entrevista.

Presstv: Sua opinião sobre o que o Sr. Kaplan (o outro convidado) disse e que basicamente trouxe plutônio nisto, basicamente dizendo que é Paris que atualmente por alguma razão não quer que este acordo siga em frente.

Emadi: Deixe-me citar algo da revista Arab Magazine, “O ministro de defesa francês recentemente acata uma visita à região pela conclusão do acordo de U$ 1.5 bilhões com Arábia Saudita para todos os navios arábicos”.

Isto mostra que os franceses recentemente estão tendo acordos financeiros com países regionais como Arábia Saudita que, todo mundo sabe, é muito contra o acordo com Teerã.

Ao mesmo tempo sabemos que a França providenciou armas nucleares a Israel e que ambos têm acordos militares muito fortes. Assim, a França está ajudando Israel a obter armas nucleares. A França está ajudando Arábia Saudita a reforçar seu setor militar. Assim é como a França trata com estas duas entidades e estes dois mais ferrenhos críticos do tratado com Irã.

É possível que os Israelitas pediram para que a França sabotasse a conversação para o acordo. Sabemos que nada pode acontecer sem a permissão dos EUA. Talvez os EUA também se envolveram nisto. Mas o que sabemos por enquanto é que a França foi a única que tentou seu melhor para contrariar o acordo com Irã no encontro em Genebra.

Presstv: O que você pensa sobre a sub-secretária de Estado estadounidense, Wendy Sherman, ao viajar para Tel um dia depois que as intensas conversas terminaram?

Parece que ela vai à Tel Aviv basicamente para reportar ou receber ordens de Israel. Sua opinião acerca disso; por que ela deveria ir diretamente de Genebra para Tel Aviv sem retornar a Washington?

Emadi: É muito constrangedor para os estadounidenses, para o povo estadounidense, e até para os europeus, que seus governos recebem ordens de Tel Aviv.

Israel é uma entidade que existe há seis décadas e agora dá ordens a países como EUA, França, Grã-Bretanha, Alemanha e até mesmo Rússia e China, sobre o que fazer e como pensar.

Então, o primeiro ministro israelita disse hoje mais cedo que chamou aqueles líderes e que pediu a eles que esperassem e não fizessem acordo com Irã.

O que isto significa? O que o G5+1 está fazendo agora é apenas gastar o tempo dos iranianos. Apenas gastando o tempo dos europeus. Apenas gastando o tempo dos EUA, se ouvir o que Israel está lhe dizendo.

[Em resposta a Lee Kaplan]: Não se trata de judeus, Sr. Kaplan, não estamos falando de judeus. É Israel. É um regime falso. Não tem que ver com os judeus. Tem tudo que ver com os sionistas. Não se trata de atacar os judeus; não tem nada que ver com ataque aos judeus.

Quem tem armas nucleares? Israel tem armas nucleares, Israel não assinou o Tratado da Não-Proliferação (NPT), Israel está tecnicamente em guerra com todos os países regionais. É assim que é, esta é a realidade.

Presstv: S.r Kaplan disse o que o Sr. Netanyahu disse – que “um acordo ruim é um acordo ruim” – agora que estamos falando sobre uma entidade sobre a qual supõe-se ter muitas armas nucleares e que conseguiram – se for oportuno dizer – criticar Irã, que continuamente disse que é um projeto nuclear pacífico e que não estão buscando armas nucleares nem as possuem.

Então, o que isto significa? Assim como na comunidade internacional e na legislação internacional, onde Israel tenta anular e evitar um acordo entre Irã, que não tem armas nucleares, e os G5+, tem de continuar a tratar com sanções e todas as outras pressões de partes da comunidade internacional?

Emadi: Israel não quer que a crise termine. Israel quer que essa crise fique onde está, porque Israel é um tipo parasita de criatura que vive das crises. Ele quer crise na região. Quer crise no mundo, porque pode contar ao povo que temos um inimigo, que temos de gastar dinheiro em projetos militares, que temos de atacar outros países porque temos inimigos.

Então estes projetos belicistas e de difusão do medo têm de continuar para que Israel sobreviva. De outro modo Israel não poderia sobreviver, porque Israel é um regime falso.

Voltando à conversação do G5+1 com Irã, o fato do problema é o time de negociação iraniano, um monte de pessoas diriam que não era um grupo sério, mas nesse momento em torno do Sr. Zarif, Ministro de Relações Exteriores, e seu time são um grupo sério e ninguém no Irã duvida da sua seriedade.

Se o ministro de relações exteriores não pode chegar a um acordo com o outro partido significa para os iranianos que não é culpa do time de negociação iraniano, que foi a culpa do outro grupo. Assim fica bem claro para os iranianos que o outro partido, o partido ocidental em particular, está perdendo tempo, não está negociando de boa fé, de forma séria. Isso precisa mudar.

Esta dinâmica precisa mudar e o partido ocidental em conversações deve parar de ouvir Israel se desejam pôr um fim a esta crise de uma vez por todas.

[Em resposta a Kaplan]: Nós temos direitos nucleares sob a lei internacional. Não se trata de judeus. Trata-se de Israelitas. Trata-se de sionistas…e o mundo todo sabe o que os sionistas são agora, o que eles estão fazendo ao mundo todo. Os sionistas estão destruindo o mundo inteiro.

Presstv: O sr. Kaplan disse antes de tudo que Israel não tem usado armas nucleares. Eles podem ter, mas claro que nós sabemos que Israel usou armas químicas contra palestinos e outras muitas vezes sem ser condenado na comunidade internacional, como sustenta agora a situação na base. Quão provável que Teerã e o G5+1 será capaz de chegar ou não a um acordo?

Emadi: Irã é muito sério sobre a conversação. Irã diz que estamos prontos a aliviar toda a preocupação dos EUA e outros sobre seu programa nuclear. Irã diz que estamos sendo mais transparentes. Irã diz que estamos prontos a qualquer coisa para mostrar ao mundo inteiro que o nosso programa nuclear é pacífico.


Mas enquanto Israel influenciar a conversação, enquanto o primeiro ministro israelense chamar esses líderes ocidentais e dar ordens a eles para não entrar em acordo com Irã, não sei o que estas conversas repercutem, não sei qualquer ponto na negociação com países que não têm autoridade para negociar. Assim é como é a situação. Eles devem parar de dar ouvidos a Israel se desejam chegar a um acordo.

Via Presstv

Maduro põe limites na ganância do capital em toda economia


O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou no Domingo que se ampliariam as baixas dos preços elevados ilegalmente e se limitará a ganância do sistema de produção, se a Assembleia Nacional outorgar poderes especiais.

Em mensagem televisionada, Maduro sustentou que manterá as inspeções de comércios e pedirá severas penas contra a especulação.

"Vou pedir normas e penas de máximo grau que permitam à Constituição este tipo de delitos (de especulação) porque temos que equilibrar o funcionamento da economia (...) Uma vez aprovada a (lei) que habilita na Assembleia Nacional, vou colocar limites porcentuais à ganância do capital em todos os ramos da economia do sistema de produção venezuelano", segundo mensagem do presidente.

A iniciativa do presidente parte de uma campanha de fiscalização de preços, principalmente de produtos importados, que começou na Sexta com uma rede de eletrodomésticos, na qual se reduziu em até 50% a importação de exemplares, elevado de maneira irregular.

Maduro ordenou na Sexta a "ocupação" da rede de lojas de eletrodoméstico Daka, acusada do aumento excessivo e injustificado dos preços de seus produtos. Esta medida forma parte de sua luta contra os planos desestabilizadores da oposição em matéria econômica e pretende defender os consumidores venezuelanos.

Maduro assegurou que seu Governo seguirá controlando os preços das lojas de eletrodomésticos e avançou que esta semana se realizarão inspeções a comércios dedicados aos setores têxtil, calçados, de jogos, ferragens e automobilísticos.

Em 15 de Outubro Maduro solicitou à Assembleia Nacional que aprovasse a "lei habitante" para governar por decreto durante um ano com o objetivo de combater a corrupção a "guerra econômica" da direita contra seu Governo.


Maduro anunciou na última Quarta um pacote de medidas econômicas para combater a especulação, regular as importações e controlar o empréstimo de dólares a preço oficial.

Via Hispantv

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Alerta sobre a implacável redução dos glaciares argentinos

A NASA detectou a partir do espaço a rápida redução dos glaciares da Patagônia argentina, um processo que vem sendo observado há várias décadas e cujos principais responsáveis são as mudanças climáticas e o atual período geológico.



Em imagens obtidas a partir do espaço e difundidas pela NASA se detecta que o glaciar argentino Upsala sofreu om retrocesso de 3 quilômetros nos últimos 12 anos.

"Há um retrocesso glaciar a nível global que se observa desde o começo do século XX e, particularmente, o glaciar Upsala, que a tempos vem se reduzindo a um ritmo bastante acelerado", disse a EFE Juan Carlos Leiva, investigador do Instituto Argentino de Nivologia, Glaciologia e Ciências Ambientais (IANIGLA).

O cientista assegurou que o IANIGLA tem dados que verificam "um retrocesso contínuo" do Upsala "desde antes de 1967". Além disso, explicou que esse fenômeno se deve ao "aumento da temperatura do gelo, que se torna mais macio e escoa mais rapidamente, e então pode chegar a produzir mais icebergs e perder a âncora no fundo do leito, por isso vai perdendo cada vez mais massa".

"Agora estamos em um período geológico interglaciar pelo que naturalmente os glaciares estão em uma situação que os obriga a perder massa, mas a esse fenômeno se soma a injeção que fez a atividade humana de gases de efeito estufa em grandes proporções na atmosfera, que aumenta e acelera o processo natural", disse Leiva.

Enquanto o derretimento dos glaciares "não tem solução", o cientista argentino explicou que pode-se mitigar o efeito estufa deixando de usar certos gases e combustíveis e mudando os sistemas de produção atuais. "Mas os que já estão, já era. Os gases permanecem na atmosfera por pelo menos um século", assegurou o cientista.

Via RT

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

91% dos franceses quer mudança na política


Uma pesquisa de opinião mostra que 91% do povo francês quer que o presidente François Hollande mude sua política e sua performance antes das próximas eleições.

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP na sigla em francês) e publicada pelo Journal du Dimanche no Domingo.

Dos que estiveram descontentes, 43% rejeita a direção que o governo de Hollande havia tomado, 30% gostaria de mudanças políticas e 18% demanda uma remodelação do Gabinete.

De acordo com a pesquisa, as mudanças deveriam ser feitas antes das eleições municipais de Março do próximo ano.

Além disso, a pesquisa mostrou uma profunda insatisfação entre os apoiadores do partido socialista de Holande, com 85% dos questionados exigindo mudanças.

“Há dúvidas reais sobre o método governamental e é compartilhada igualmente e de modo nunca visto antes entre apoiadores da esquerda, da direita e da extrema-direita”, disse Frederic Dabo, da IFOP.

A pesquisa veio dias depois que uma pesquisa mostrou que Hollande se tornou o recorde de presidente francês mais impopular, visto que o povo francês se enraivece diante das políticas econômicas do país e do recorde de desemprego.

O povo tomou as ruas da cidade francesa Quimper na região de Brittany em 2 de Novembro para protestar contra uma controversa taxa ambiental e exigir emprego.

O protesto terminou quando a polícia lançou bombas de gás lacrimogênio e canhão de água para dispersar mais de 10mil manifestantes, que disseram que o governo de Hollande estava abandonando Brittany, uma região abatida por muitos fechamentos de fábricas desde o ano passado.

Mais de mil fábricas fecharam as portas na França nos últimos três anos desde que as exportações caíram a uma baixa de 20 anos.

Isso vem enquanto o governo de Hollande impõe acréscimo de 30 bilhões de euro (US$ 40,46 bilhões) em impostos este ano em uma tentativa de reduzir seu déficit orçamental, que está em 3% abaixo da EU este ano.

Além disso, o governo falhou em refrear o crescente desemprego, fazendo aumentar os que buscam emprego na segunda maior economia da região euro em 3,29 milhões em Setembro.


Via presstv

domingo, 3 de novembro de 2013

Amanhecer Dourado: "Castigo para os criminosos!"

Passado um dia do grave ataque terrorista contra o partido Amanhecer Dourado, no qual deixou dois militantes mortos e um gravemente ferido, os meios de comunicação começaram a difundir que isto foi um "ajuste de contas" por parte da extrema esquerda, mas o movimento nacionalista tem bem claro o culpado: o governo, de acordo com notícia em El Ministerio.

"Não podemos saber os motivos exatos nestes momentos. Há muitos cenários possíveis", declarou o deputado nacionalista Dimitris Koukoutsis. "Já veremos para onde conduz a investigação. Mas temos dito desde o princípio que temos sido atacados pelos meios de comunicação e pelo governo".

Ilias Kasidiaris fala do crime:
"Amanhecer Dourado foi objeto de ataques por mais de um mês pelo governo e pelos meios de comunicação", comenta o deputado nacionalista Ilias Kasidiaris. "É por este motivo pelo qual estamos pedindo castigo severo não só para os que executaram materialmente o delito, mas também aos instigadores desta execução a sangue frio. Instamos todos os gregos a manter a calma e permanecer unidos nesta hora crítica. Expressamos nosso mais profundo pesar à família dos meninos. Estes meninos pertencem a nossa família".

A deputada Eleni Zaroulia, esposa do líder Nikos Michaliolakos, culpou o Ministro da Ordem Pública, Nikos Dendias, dos assassinatos. Zaroulia e dois deputados nacionalistas mais tiveram que entregar suas licensas de armas de fogo e armas na estação de polícia de Pefki no norte de Atenas. Declaram que haviam recebido a ordem de Nikos Dendias.

Unido a isto, Amanhecer Dourado salientou ontem que tinha requerido com antecipação a proteção policial perante as contínuas ameaças e ataques terroristas, mas que estas foram negadas pelo governo conservador de Antonis Samaras.

"Amanhecer Dourado pediu repetidamente proteção policial para nossos QG, os quais foram objeto de ataques no passado e são alvo contínuo dos terroristas", salienta o movimento nacionalista em outro comunicado. "O governo não só negou, mas também removeu a proteção policial existente a qual temos direito".

Este crime não poderia ter acontecido em um momento mais crítico, com uma Grécia cheia de terríveis protestos pelas contínuas medidas capitalistas de austeridade impostos pelos poderes econômicos que controlam grande parte do Ocidente, e a uns meses das eleições municipais e europeias onde Amanhecer Dourado tem grandes possibilidades de arrasar nelas.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Facebook amplia vigilância


O Facebook, também envolvido no programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional estadounidense (NSA pelas siglas em inglês), prova uma nova tecnologia que ampliaria brutalmente a quantidade de dados que recolhe dos seus usuários.

Segundo Ken Rudin, chefe do Departamento de Analítica da rede social com sede em Estados Unidos, se trata de um novo software que entre outras de suas habilidades pode coletar informação sobre as interações dos usuários e ainda estudar o movimento do cursor sobre a página.

Rudin, que revelou a notícia em uma entrevista concedida à revista estadounidense The Wall Street Journal publicada na Quarta, indica que o Facebook coleta dois tipos de dados: demográficos e de comportamento.

Os dados demográficos: onde vive, estuda ou trabalha o usuário, documentam a vida do usuário além da rede. Enquanto que com os dados de comportamento, Facebook segue os usuários em base aos conteúdos que lê, as atualizações que compartilha ou quantidade e qualidade de pulsações sobre o botão “curtir”.

Por enquanto, a companhia está armazenando toda esta informação em um depósito independente e posteriormente decidirá sua integração final.


Cabe salientar que, segundo revelações de Edward Snowden, o ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA pela sigla em inglês), as grandes tecnológicas, como Google, Microsoft, Facebook, foram usados pela NSA em um programa secreto chamado PRISM, que permite o acesso a mensagens e histórico de buscas de seus usuários.

Maduro denuncia ataque do Twitter contra o governo venezuelano

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou nesta Quinta-Feira um ataque da rede social Twitter contra representantes de seu Governo.

Segundo fontes locais, Maduro declarou que parte dos ministros de seu Gabinete foi objeto de ataques de internet contra suas contas do Twitter.

A ministra de Comunicação e Informação, Delcy Rodríguez, informou que mais de 6 mil seguidores foram retirados da conta do representante.

Pouco depois, Maduro disse, em declarações à televisão estatal, “agarramos os autores deste ataque massivo às contas Twitter, mas não vão nos deter”.

“A direita está ensaiando alguma coisa, por isso começaram este ataque contra as contas Twitter”, afirmou Maduro no momento em que acrescentou que “a oposição que faça o que quiser, mas em 8 de Dezembro haverão eleições”.


Não é a primeira vez que isto ocorre. Há alguns meses a conta do presidente e a do Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela foram hackeadas.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

América do Sul culpa EUA por espionagem

Mercosul criticou fortemente os programas de vigilância global dos EUA.

“Condenamos a rede global de espionagem que o governo dos EUA desenvolveu, que incluiu a bisbilhotice sobre a presidente brasileira Dilma Rousseff”, disse nesta Quarta-Feira o Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, em encontro com diplomatas dos países membros do Mercosul na capital Caracas.

“Concordamos em condenar a espionagem mundial feita pelos EUA e discutimos que medidas seriam melhor tomadas pelos governos e sociedades como um todo”, acrescentou Jaua.

O Mercosul é uma união econômica e um acordo político entre Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, fundado em 1991. Seu propósito é promover mercado livre e o fluido movimento de bens, pessoas e dinheiro. Bolívia tornou-se membro em Dezembro de 2012.

O mercado combinado envolve mais de 250 milhões de pessoas e conta com mais de três quartos da atividade econômica no continente, ou um GDP combinado de $1.1 trilhão.

Sua afirmação veio depois de reportado que os EUA andavam bisbilhotando as comunicações da Dilma Rousseff. Os ministros de relações exteriores também discutiram como responder às espionagens massivas dos EUA.

O governo dos EUA ficou sob fogo da comunidade internacional depois das revelações que mostram que andou espionando muitos países, inclusive seus próximos aliados.

Na última semana, Te Guardian reportou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) monitorou as conversações telefônicas de 35 líderes mundiais.

“Um oficial estadounidense proveu a NSA com 200 números telefônicos de 35 líderes...apesar do fato de que a maioria é provavelmente disponível via open source, os PCs (centros de produção de inteligência) notaram 43 telefones anteriormente desconhecidos. Estes números, além de muitos outros, foram requisitados”, de acordo com um documento providenciado pelo denunciante Edward Snowden.

“Esses números providenciaram informações importantes a outros números que também foram logo requisitados”, acrescentou.

Snowden, um ex-empregado da CIA, revelou dois programas secretos de espionagem dos EUA sob o qual a NSA e o Serviço Federal de Investigação (FBI) escutam milhões de telefones estadounidenses e europeus e buscam informações das maiores companhias de internet como Facebook, Yahoo, Google, Apple e Microsoft.

O escândalo da NSA tomou dimensões ainda maiores quando Snowden revelou informação sobre suas atividades de espionagem sobre países aliados.

O presidente da Junta de Chefes dos EUA, o General Martin Dempsey, admitiu em Julho que as exposições de Snowden provocaram danos sérios nas ligações dos EUA com outros países. “Houveram danos. Não penso que nós seremos capazes de calcular o declínio dessa imagem”.

via Presstv/

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ortega y Gasset: A desumanização da arte

Por Lucía Hernández Soria

José Ortega y Gasset, em "A Desumanização da Arte", nos adverte sobre a perda de interesse na arte de buscar a autonomia desta sobre as emoções e sentimentos para encontrar-se no estado puro da estética, onde o raciocínio é o único que há de reafirmar que se trata de uma verdadeira obra artística, em um condicionamento que faz o artista moderno sobre suas criações que passa a quem não lhes agrada, fazendo dos espectadores um componente descartável, que se classifica como ignorante sob o argumento de que não entenderam.

Nesta suposta compreensão convergem pessas cuja execução é sobressaliente, seja pela técnica ou por sua expressividade, mas por sua vez se encontram outras que são supervalorizadas pelo desejo de modernidade e vanguarda, além de que estas criações respondem à necessidade de originalidade ainda que careçam de significado e outras mais apenas são reconhecidas pela assinatura do artista, não existe um parâmetro de estilo, de forma ou de percepção que faça com que se identifique o espectador, não se trata da beleza, mas da figura do próprio humano que paulatinamente desaparece por trás da mediocridade da obra pretensiosa que não possui caráter, presença, e que tende ao consumismo.

Em outros movimentos artísticos, a presença das concepções humanas é uma constante, que vai desde a imagem que se tem sobre uma paisagem, até a ideias complexas que se plasmam na literatura, ainda nos artistas que pertencem ao rigoroso academicismo se pode encontrar a intencionalidade da pessoa com a qual fará que correspondam com alguma emoção, é a arte que provoca interesse.

Ortega y Gasset faz uma crítica à modernidade artística por se tratar de uma "arte burguesa" que menospreza com artifícios aqueles que não a entendem, mas não é por falta de gosto ou de capacidade para compreender, e sim por uma tendência a partir da qual as pessoas são tratadas como massa sem conhecimento que não deve desfrutar da arte, ainda que isso implique a desumanização da própria arte que seja acessível tão apenas para uns "privilegiados".

O homem primitivo em uma das primeiras formas de autodefinição o fez por meio da arte, na qual expressou os acontecimentos do seu cotidiano e de maneira rudimentária com as ferramentas que tinha feito possível a imagem do homem próprio como um dos sucessos de raciocínio, desde que neste movimento a arte significou o encontro com o próprio humano, desde o artista até as crenças, passando pela imaginação e pela superação das representações, não obstante isto terminou pelos princípios aburguesados nos quais a arte passa a ser um objeto manipulável pela ironia e pela intranscendência.
À esquerda, pintura rupestre de 7000 a.c., à direita, pintura expressionista de 1927
Por um lado temos uma pintura rupestre pertencente ao período dos caçadores e pastores do ano 7000 a.c. do parque arqueológico de Tassili-n-Aijer que se encontra na atual Argélia, onde se mostra claramente uma cena com figuras humanas, pelo outro uma pintura do movimento expressionista de 1927 executada com gravura sobre papel Auverge com uma marialuisa do Japão imperial chamada "Les cing arbres" pelo artística gráfico Jean Fautrier.

O artista primitivo expressa a realidade coletiva com certo domínio de entorno enquanto o artista moderno apenas consegue expressar a difusa percepção de sua realidade, arrebatado e alienado.

sábado, 26 de outubro de 2013

Amazônia: índios já sofrem de doenças urbanas


Segundo uma notícia publicada em Msn, os índios da Amazônia já não sofrem tanto com a malária, relativamente sob controle na maior floresta tropical do mundo, mas sim com as doenças comuns das grandes cidades, como a hipertensão arterial e a dislipidemia.

Assim constatou um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) feito com índios da etnia Khisêdjê que vivem no Parque do Xingu, um enorme conjunto de reservas ambientais e indígenas com 27 mil km² no meio da Amazônia do Mato Grosso e longe das grandes cidades.

Os índios, apesar de permanecerem na selva e conservarem parte de suas tradições, não são alheios às chamadas 'doenças da modernidade', disse à Agência Efe Suely Godoy Agostinho Gimeno, coordenadora do estudo que elaborou o 'Perfil Nutricional e Metabólico dos Khisêdjês'.

O estudo, baseado em avaliações médicas feitas em 179 índios em 2011, constatou que a doença de maior incidência atualmente entre os khisêdjês é a hipertensão arterial, ao contrário de 1965, quando as principais causas de morte nesta etnia eram a malária, as doenças respiratórias e a diarreia.

De acordo com a pesquisa, apesar das doenças infecciosas e parasitárias ainda serem uma importante causa de mortalidade entre estes índios, as que mais cresceram nos últimos anos foram as crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, a intolerância à glicose e a dislipidemia, que é um aumento anormal na taxa de lipídios no sangue.

A avaliação mostrou que 10,3% dos índios sofrem de hipertensão arterial. Os casos mais preocupantes atingem 18,7% das mulheres e 53% dos homens.

A intolerância à glicose foi diagnosticada em 30,5% das mulheres e em 17% dos homens, e a dislipidemia em 84,4% dos pacientes avaliados.

Se comparada à população não indígena a prevalência dessas doenças ainda é inferior, mas significativa para um grupo em que os índices de doenças da modernidade eram irrelevantes.

'Nossa hipótese é que essas transformações ocorreram devido a uma maior aproximação dos centros urbanos e à intensidade do contato dos índios com a sociedade não indígena', afirmou Suely Godoy.
A especialista também atribuiu o fenômeno ao fato de alguns índios passarem a ser assalariados e deixar de lado as práticas de subsistência tradicionais.

O problema também pode ser explicado, segundo a pesquisadora, pelo 'maior acesso dos índios a bens de consumo como alimentos industrializados, eletrônicos e barcos a motor, que anula a necessidade de remar'.
Suely Godoy esclareceu que os khisêdjês vivem nas aldeias do Parque do Xingu e estão distantes cerca de cinco horas por terra do centro urbano mais próximo.

'Mas, eventualmente, eles vão até lá e têm acesso aos mercados das cidades', disse ao se referir à presença de alimentos industrializados na dieta de uma etnia que durante séculos viveu da agricultura, da caça e da pesca.

O perfil de saúde da etnia ficou prejudicado devido às mudanças que 'favorecem a incorporação de novos hábitos e costumes, e reduzem os níveis de atividade física tradicional', afirmou.

O estudo constatou que 36% das mulheres estão com sobrepeso ou obesidade, porcentagem que chega a 56,8% no caso dos homens.

A doutora em Saúde Pública admite que é difícil 'generalizar' para outras etnias da Amazônia ou do Brasil o ocorrido com os khisêdjês devido à diversidade existente entre os povos indígenas do país, principalmente pelas diferenças culturais e ambientais.

Mas esse perfil de saúde, que inclui atualmente a presença das chamadas 'doenças da modernidade', já foi relatado em outros povos que vivem tanto no Parque do Xingu como em outras regiões, como é o caso dos Xavantes, assegurou.

N.doB.: A aproximação dos centros urbanos a culturas tradicionais, a despeito de oferecer "conforto" para a população, primeiramente destrói a tradição local, desenraíza sua população da própria visão que tinha do mundo, seja por instituição religiosa ou tradição popular, e assim abre as portas para uma confusão sobre sua situação espiritual e existencial, destruindo barreiras necessárias para a compreensão de si mesmo. Assim, perdem-se não somente as culturas, mas a saúde do próprio povo, a própria vida do povo, que eram garantias da sua tradição religiosa, através da qual conheciam a si mesmos e assim podiam cuidar melhor do próprio corpo.

A urbanização forçada dos povos é uma dissolução deles próprios, feita com preconceitos culturais urbanos (diz a crença urbana e moderna que televisão e produtos industrializados são conforto para todo mundo, e que todo mundo necessita de tais coisas). Se isto não é um nazismo às avessas, então não se sabe o que é.