quinta-feira, 31 de outubro de 2013

América do Sul culpa EUA por espionagem

Mercosul criticou fortemente os programas de vigilância global dos EUA.

“Condenamos a rede global de espionagem que o governo dos EUA desenvolveu, que incluiu a bisbilhotice sobre a presidente brasileira Dilma Rousseff”, disse nesta Quarta-Feira o Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, em encontro com diplomatas dos países membros do Mercosul na capital Caracas.

“Concordamos em condenar a espionagem mundial feita pelos EUA e discutimos que medidas seriam melhor tomadas pelos governos e sociedades como um todo”, acrescentou Jaua.

O Mercosul é uma união econômica e um acordo político entre Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, fundado em 1991. Seu propósito é promover mercado livre e o fluido movimento de bens, pessoas e dinheiro. Bolívia tornou-se membro em Dezembro de 2012.

O mercado combinado envolve mais de 250 milhões de pessoas e conta com mais de três quartos da atividade econômica no continente, ou um GDP combinado de $1.1 trilhão.

Sua afirmação veio depois de reportado que os EUA andavam bisbilhotando as comunicações da Dilma Rousseff. Os ministros de relações exteriores também discutiram como responder às espionagens massivas dos EUA.

O governo dos EUA ficou sob fogo da comunidade internacional depois das revelações que mostram que andou espionando muitos países, inclusive seus próximos aliados.

Na última semana, Te Guardian reportou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) monitorou as conversações telefônicas de 35 líderes mundiais.

“Um oficial estadounidense proveu a NSA com 200 números telefônicos de 35 líderes...apesar do fato de que a maioria é provavelmente disponível via open source, os PCs (centros de produção de inteligência) notaram 43 telefones anteriormente desconhecidos. Estes números, além de muitos outros, foram requisitados”, de acordo com um documento providenciado pelo denunciante Edward Snowden.

“Esses números providenciaram informações importantes a outros números que também foram logo requisitados”, acrescentou.

Snowden, um ex-empregado da CIA, revelou dois programas secretos de espionagem dos EUA sob o qual a NSA e o Serviço Federal de Investigação (FBI) escutam milhões de telefones estadounidenses e europeus e buscam informações das maiores companhias de internet como Facebook, Yahoo, Google, Apple e Microsoft.

O escândalo da NSA tomou dimensões ainda maiores quando Snowden revelou informação sobre suas atividades de espionagem sobre países aliados.

O presidente da Junta de Chefes dos EUA, o General Martin Dempsey, admitiu em Julho que as exposições de Snowden provocaram danos sérios nas ligações dos EUA com outros países. “Houveram danos. Não penso que nós seremos capazes de calcular o declínio dessa imagem”.

via Presstv/

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ortega y Gasset: A desumanização da arte

Por Lucía Hernández Soria

José Ortega y Gasset, em "A Desumanização da Arte", nos adverte sobre a perda de interesse na arte de buscar a autonomia desta sobre as emoções e sentimentos para encontrar-se no estado puro da estética, onde o raciocínio é o único que há de reafirmar que se trata de uma verdadeira obra artística, em um condicionamento que faz o artista moderno sobre suas criações que passa a quem não lhes agrada, fazendo dos espectadores um componente descartável, que se classifica como ignorante sob o argumento de que não entenderam.

Nesta suposta compreensão convergem pessas cuja execução é sobressaliente, seja pela técnica ou por sua expressividade, mas por sua vez se encontram outras que são supervalorizadas pelo desejo de modernidade e vanguarda, além de que estas criações respondem à necessidade de originalidade ainda que careçam de significado e outras mais apenas são reconhecidas pela assinatura do artista, não existe um parâmetro de estilo, de forma ou de percepção que faça com que se identifique o espectador, não se trata da beleza, mas da figura do próprio humano que paulatinamente desaparece por trás da mediocridade da obra pretensiosa que não possui caráter, presença, e que tende ao consumismo.

Em outros movimentos artísticos, a presença das concepções humanas é uma constante, que vai desde a imagem que se tem sobre uma paisagem, até a ideias complexas que se plasmam na literatura, ainda nos artistas que pertencem ao rigoroso academicismo se pode encontrar a intencionalidade da pessoa com a qual fará que correspondam com alguma emoção, é a arte que provoca interesse.

Ortega y Gasset faz uma crítica à modernidade artística por se tratar de uma "arte burguesa" que menospreza com artifícios aqueles que não a entendem, mas não é por falta de gosto ou de capacidade para compreender, e sim por uma tendência a partir da qual as pessoas são tratadas como massa sem conhecimento que não deve desfrutar da arte, ainda que isso implique a desumanização da própria arte que seja acessível tão apenas para uns "privilegiados".

O homem primitivo em uma das primeiras formas de autodefinição o fez por meio da arte, na qual expressou os acontecimentos do seu cotidiano e de maneira rudimentária com as ferramentas que tinha feito possível a imagem do homem próprio como um dos sucessos de raciocínio, desde que neste movimento a arte significou o encontro com o próprio humano, desde o artista até as crenças, passando pela imaginação e pela superação das representações, não obstante isto terminou pelos princípios aburguesados nos quais a arte passa a ser um objeto manipulável pela ironia e pela intranscendência.
À esquerda, pintura rupestre de 7000 a.c., à direita, pintura expressionista de 1927
Por um lado temos uma pintura rupestre pertencente ao período dos caçadores e pastores do ano 7000 a.c. do parque arqueológico de Tassili-n-Aijer que se encontra na atual Argélia, onde se mostra claramente uma cena com figuras humanas, pelo outro uma pintura do movimento expressionista de 1927 executada com gravura sobre papel Auverge com uma marialuisa do Japão imperial chamada "Les cing arbres" pelo artística gráfico Jean Fautrier.

O artista primitivo expressa a realidade coletiva com certo domínio de entorno enquanto o artista moderno apenas consegue expressar a difusa percepção de sua realidade, arrebatado e alienado.

sábado, 26 de outubro de 2013

Amazônia: índios já sofrem de doenças urbanas


Segundo uma notícia publicada em Msn, os índios da Amazônia já não sofrem tanto com a malária, relativamente sob controle na maior floresta tropical do mundo, mas sim com as doenças comuns das grandes cidades, como a hipertensão arterial e a dislipidemia.

Assim constatou um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) feito com índios da etnia Khisêdjê que vivem no Parque do Xingu, um enorme conjunto de reservas ambientais e indígenas com 27 mil km² no meio da Amazônia do Mato Grosso e longe das grandes cidades.

Os índios, apesar de permanecerem na selva e conservarem parte de suas tradições, não são alheios às chamadas 'doenças da modernidade', disse à Agência Efe Suely Godoy Agostinho Gimeno, coordenadora do estudo que elaborou o 'Perfil Nutricional e Metabólico dos Khisêdjês'.

O estudo, baseado em avaliações médicas feitas em 179 índios em 2011, constatou que a doença de maior incidência atualmente entre os khisêdjês é a hipertensão arterial, ao contrário de 1965, quando as principais causas de morte nesta etnia eram a malária, as doenças respiratórias e a diarreia.

De acordo com a pesquisa, apesar das doenças infecciosas e parasitárias ainda serem uma importante causa de mortalidade entre estes índios, as que mais cresceram nos últimos anos foram as crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, a intolerância à glicose e a dislipidemia, que é um aumento anormal na taxa de lipídios no sangue.

A avaliação mostrou que 10,3% dos índios sofrem de hipertensão arterial. Os casos mais preocupantes atingem 18,7% das mulheres e 53% dos homens.

A intolerância à glicose foi diagnosticada em 30,5% das mulheres e em 17% dos homens, e a dislipidemia em 84,4% dos pacientes avaliados.

Se comparada à população não indígena a prevalência dessas doenças ainda é inferior, mas significativa para um grupo em que os índices de doenças da modernidade eram irrelevantes.

'Nossa hipótese é que essas transformações ocorreram devido a uma maior aproximação dos centros urbanos e à intensidade do contato dos índios com a sociedade não indígena', afirmou Suely Godoy.
A especialista também atribuiu o fenômeno ao fato de alguns índios passarem a ser assalariados e deixar de lado as práticas de subsistência tradicionais.

O problema também pode ser explicado, segundo a pesquisadora, pelo 'maior acesso dos índios a bens de consumo como alimentos industrializados, eletrônicos e barcos a motor, que anula a necessidade de remar'.
Suely Godoy esclareceu que os khisêdjês vivem nas aldeias do Parque do Xingu e estão distantes cerca de cinco horas por terra do centro urbano mais próximo.

'Mas, eventualmente, eles vão até lá e têm acesso aos mercados das cidades', disse ao se referir à presença de alimentos industrializados na dieta de uma etnia que durante séculos viveu da agricultura, da caça e da pesca.

O perfil de saúde da etnia ficou prejudicado devido às mudanças que 'favorecem a incorporação de novos hábitos e costumes, e reduzem os níveis de atividade física tradicional', afirmou.

O estudo constatou que 36% das mulheres estão com sobrepeso ou obesidade, porcentagem que chega a 56,8% no caso dos homens.

A doutora em Saúde Pública admite que é difícil 'generalizar' para outras etnias da Amazônia ou do Brasil o ocorrido com os khisêdjês devido à diversidade existente entre os povos indígenas do país, principalmente pelas diferenças culturais e ambientais.

Mas esse perfil de saúde, que inclui atualmente a presença das chamadas 'doenças da modernidade', já foi relatado em outros povos que vivem tanto no Parque do Xingu como em outras regiões, como é o caso dos Xavantes, assegurou.

N.doB.: A aproximação dos centros urbanos a culturas tradicionais, a despeito de oferecer "conforto" para a população, primeiramente destrói a tradição local, desenraíza sua população da própria visão que tinha do mundo, seja por instituição religiosa ou tradição popular, e assim abre as portas para uma confusão sobre sua situação espiritual e existencial, destruindo barreiras necessárias para a compreensão de si mesmo. Assim, perdem-se não somente as culturas, mas a saúde do próprio povo, a própria vida do povo, que eram garantias da sua tradição religiosa, através da qual conheciam a si mesmos e assim podiam cuidar melhor do próprio corpo.

A urbanização forçada dos povos é uma dissolução deles próprios, feita com preconceitos culturais urbanos (diz a crença urbana e moderna que televisão e produtos industrializados são conforto para todo mundo, e que todo mundo necessita de tais coisas). Se isto não é um nazismo às avessas, então não se sabe o que é.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Brasil e Alemanha buscam ação da ONU contra espionagem



Diplomatas do Brasil e da Alemanha se encontraram com representantes de alguns governos latino-americanos e europeus a fim de discutir um projeto de resolução da ONU que promove o direito de privacidade na internet, diz reportagem.

A reunião extraordinária, feita em Nova Iorque, é vista como “o primeiro esforço internacional para restringir as intromissões da Agência Nacional de Segurança dos EUA nas comunicações de rede de estrangeiros”, reportou a revista Foreign Police nesta Quinta-Feira, citando fontes diplomáticas.

Sobre este projeto de resolução, que busca expansão de direitos de privacidade inclusos na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos para a Internet, pretende-se levar a voto no Comitê de Direitos Humanos da ONU no final de 2013.

O projeto, no entanto, não faz referência direta “a uma agitação de revelações de espionagem estadounidenses que causaram tumulto político ao redor do mundo, particularmente no Brasil e na Alemanha”, de acordo com a reportagem, mas quanto aos vazamentos, acredita-se que impulsionaram o alcance à ONU.

Foreign Police reportou que “o blowback dos vazamentos da NSA continua a agonizar os diplomatas e oficias militares dos EUA com relação a imagem dos EUA no exterior”.

“Isso é um exemplo dos piores aspectos das revelações do [antigo empresário da NSA Edward] Snowden”, um antigo oficial militar estadounidense “com profunda experiência na OTAN” é citado dizendo nesta reportagem.

“Será muito difícil para os EUA desenterrarem isto, embora estamos sem tempo. Os custos do curto prazo na credibilidade en a confiança são enormes”, afirmou o ex-oficial militar.

As revelações sobre os atos de espionagem dos EUA vêm como provisão nas afirmações do  Artigo 17 da Convenção Internacional de Direito Civil e Político, “Ninguém deve ser submetido à interferência arbitrária ou ilegal com sua privacidade, família, casa ou correspondência, nem a ataques ilegais ou sua honra e reputação”.

Também afirma que “todo mundo tem o direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques”.

Via Presstv

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Motins massivos e ondas de crimes são esperados nos EUA

 
Garotinha pagando, com seu cartão eletrônico de benefício, pela comida
47,6 milhões de estadounidenses ficarão sem alimentação, e muitos deles não têm ideia alguma de que isto ocorrerá.

Escusado será dizer, muitos deles ficarão muito bravos quando descobrirem que não podem comprar mais comida para suas famílias. A razão do que vai ocorrer é porque os benefícios estão expirando com a recessão. Mas a maioria das pessoas que terão seus benefícios cortados não vão entender nada.

A maioria deles ficará muito descontente que o governo está “tomando seu dinheiro”. E considerando os motins que testemunhamos no início deste mês quando o sistema que processa benefícios de alimentação caiu por algumas horas, é óbvio que muitos dos beneficiados podem facilmente serem retirados das tabelas. Assim, o que aconteceria se tivéssemos uma outra “crise do teto da dívida” em Washington no início do próximo ano e os benefícios forem temporariamente cortados completamente?

Onde quer que a “austeridade” tenha sido tentada na Europa, resultou em protestos e motins. Poderia acontecer algo do tipo nos EUA?

NBC News está reportando que TODOS os beneficiários estão tendo seus benefícios reduzidos em Novembro. Isso certamente não deixará os pobres contentes...

Milhões de famílias estadounidenses poderiam enfrentar férias forçadas quando os benefícios-alimentação forem reduzidos em Novembro, e isto poderia ser o início de profundos cortes no programa de alimentação nacional.

O plano moderno de benefícios, agora chamado de Programa de Assistência à Nutrição Suplementar, está programado para reduzir benefícios para todos os beneficiários em primeiro de Novembro por causa da recessão.

Infelizmente, a verdade é que os benefícios já não rendem muita alimentação agora. De acordo com USDA, o padrão mensal de benefícios é aproximadamente $272 por família. E agora ficará ainda mais reduzido.

O governo diz que uma em quatro famílias terá 36 dólares a menos por mês já em primeiro de Novembro. Pode não soar tão ruim assim para você, mas para quem está na miséria faz muita diferença.

O que farão as famílias em situação de miséria? Comerão uma dieta que consiste de miojo?

Claro que a solução real seria providenciar bons empregos para estas famílias, mas infelizmente nossos líderes continuam a seguir políticas que estão sistematicamente matando empregos estadounidenses, de modo que isto não pode acontecer.

Enquanto isso, aqueles em miséria continuam a ficar ainda mais instatisfeitos e frustrados.

Temos um vislumbre do início desse mês. A seguir é um breve excerto de um recente artigo postado em offgridsurvival.com...

Ao longo do final de semana, o sistema de débito que permite pessoas em assistência governamental comprar comida está temporariamente fora de serviço. O caos resultante é um pequeno vislumbre no qual eu acredito que irá acontecer, que o governe deve empurrar este país a um colapso econômico.

Um punhado de Walmarts em Lousiana decidiu permitir as pessoas comprarem mesmo que o sistema tenha de benefícios tenha caído e eles não tenham como saber quanto crédito possuem em seus cartões. O caos resultante tem as prateleiras em Springhill e Mansfield, LA, todas vazias, enquanto os beneficiários tentam defraudar os supermercados.

Quando o sistema voltou, as lojas encontraram pessoas que tiveram menos de 49 centavos nos seus cartões de benefício tentando roubar mais de $700 em comida. A polícia local foi chamada quando a multidão começou a se irritar, e carrinhos de supermercado completamente cheios foram abandonados pelos corredores.

Mas isto só está começando. Para termos uma ideia do que está para chegar aos EUA, apenas chequemos o que ocorre agora na Itália...

Manifestantes enfrentaram policiais italianos no Sábado, enquanto dezenas de milhares marcharam em Roma para protestar contra o desemprego, os cortes governamentais e a construção de grandes projetos que dizem tomar dinheiro público.

Protestantes encapuzados reviraram contêineres de lixo na frente do Ministério da Economia e tocaram fogo. Usando bastões e paus, atacaram a polícia num confronto. A polícia avançou e perseguiu manifestantes pelas ruas.

Os encapuzados, que infiltraram um protesto pacífico, jogaram bombas de fumaça, ovos e garrafas no ministério, e quebraram a janela de uma agência bancária local.

Conforme a miséria cresce e os benefícios governamentais continuam sendo cortados, o desespero daqueles em miséria neste país continuará aumentando.

Neste momento, há 6 milhões de estadounidenses em idade de 16 e 24 anos que não estão na escola nem trabalhando. Em verdade, um monte todo da maioria das cidades dos EUA têm mais de 100mil nesta situação...

Só olhemos para algumas das maiores cidades. Chicago, Houston, Dallas, Miami, Filadélfia, Nova Iorque, Los Angeles, Atlanta e Riverside, Calif., todas têm mais de 100mil sem escola e trabalho.

É só uma questão de tempo até que vejamos confrontos massivos e ondas de crimes em muitas dessas cidades.

As condições para uma “tempestade perfeita” estão aí. Tudo de que precisamos é uma faísca.

De acordo com uma nova pesquisa da Pew Research, apenas 19% de todos os estadounidenses confiam no governo. Em 1958, 73% de todos os estadounidenses confiavam no governo.

Agora, apenas 23 de todos os estadounidenses são favoráveis ao Congresso. Em 1985, 67% de todos os estadounidenses eram.

Raiva e frustração estão crescendo e a sociedade está falindo diante dos nossos olhos.

Preparemo-nos enquanto pudermos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O que Líbia perdeu com a morte de Gaddafi

Por Ángel Ramírez

Após dois anos da queda de Gaddafi, recapitulemos o que foi arrebatado, talvez para sempre, do povo líbio a custo da sua "libertação".

Onde quer que o anglosionismo apareça, genocídio, destruição, instabilidade e miséria humana sucedem. A Líbia atual reflete o legado deplorável do atlantismo (O Eixo Washington-Buxelas-Tel Aviv). De ser o país mais desenvolvido do norte africano, agora é uma região anárquica devastada e destruída.

Estas seriam algumas coisas que os líbios perderam com a invasão da OTAN e o posterior assassinato de Muammar Gaddafi:

- Eletricidade gratuita;

- Empréstimos sem juros dos bancos de propriedade estatal;

- Direito humano à habitação;

- 60 mil dinares (50 mil dólares) aos recém casados para começar sua vida matrimonial, comprar uma casa e formar uma família;

- Saúde e educação gratuitas;

- Terras, instalações, equipagens, sementes e gado gratuito para os agricultores da Líbia;

-Educação e assistência médica no estrangeiro, financiada pelo governo, além de 2,3 mil dólares mensais para gastos;

- Subsídio de 50% para compra de automóveis;

- Gasolina a 14 centavos de dólar por litro;

- Liberdade da tirania do Fundo Monetário Internacional e da servidão à dívida externa;

- Apoio de um salário médio para os graduados até que encontrassem emprego;

- Uma porcentagem dos ingressos petroleiros automaticamente depositados nas contas bancárias individuais dos cidadãos;

- 5 mil dólares para as novas mamães;

- Pão praticamente gratuito: 40 pães custavam 15 centavos de dólares;

- 25% dos líbios contavam com títulos universitários, a alfabetização durante o governo de Gaddafi aumentou de 25 para 83%;

- P banco central pertencia a Líbia, que emitia dinheiro sem dívida, distinguindo do bloco ocidental cujos bancos pertencem a uma organização dos Rotschild.

- Líbia comercializava petróleo em dinares africanos apoiados em ouro e não em dólares;

- O monumental projeto Grande Rio Artificial (GMMR), que floresceu no deserto e forneceu água gratuita. Gaddafi o chamou de oitava maravilha do mundo, e com grande razão: desenvolveu um aquífero do tamanho de um oceano por baixo das areias líbias.

Agora não há mais que água contaminada com radiação, graças a que em 2011 a OTAN bombardeou a tubulação de conexão e a infraestrutura com armas de urânio pobre, acabando para sempre com o fornecimento gratuito de água potável.

Devido a este capitalismo destruidor que explora o povo comum com fins de lucro, o país mais desenvolvido do norte da África foi substituído por um território caótico com seus recursos a mercê das grandes corporações e com paramilitares e terroristas controlando grande parte do território líbio.

De forma muito triste, a Líbia forma parte da grande lista de crimes de guerra do anglosionismo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

HSBC, origem do ópio



De Londres a Hong Kong, as belas fachadas dos grandes centros de negócios com frequência escondem a violência de suas origens. Esse é o caso do banco HSBC, cujas raízes mergulham em guerras coloniais e comerciais conduzidas pelo Império Britânico na Ásia
por Jean-Louis Conne



No outono europeu de 2009, quatro letras − H, S, B e C − lideravam as principais manchetes dos jornais quando um antigo funcionário desse célebre banco enviou ao fisco francês uma lista de clientes suspeitos de fraude. A mesma sigla aparece de novo em 2011, dessa vez no contexto da demissão anunciada de cerca de 30 mil pessoas. Mas o que está por trás dessas letras? Geralmente, elas são precedidas da expressão “banco britânico”, mas, na verdade, trata-se da abreviação de Hong Kong & Shanghai Banking Corporation. A trajetória dessa empresa de compradores[comerciantes] na China, com sede londrina com vista para o Rio Tâmisa, começa com uma história de ópio.

No início do século XIX, nasceu em Londres, capital do Império Colonial Britânico, a Companhia Peninsular e Oriental de Navegação a Vapor (P&O − Peninsular and Oriental Steam Navigation Company).1 Seu primeiro navio de carga a vela e a vapor, o San Juan, saiu das docas de Londres em 1° de setembro de 1837 para encalhar em águas rasas. Outros navios da companhia afundaram, entre os quais o Carnatic, cujos destroços foram encontrados nos recifes de Abou Nawas [no Mar Vermelho].

Mas a companhia sobreviveria à má sorte. Em 1839, a P&O assinou os contratos para o transporte do correio para Alexandria (Egito), via Gibraltar e Malta. Depois de se fundir com a Companhia Transatlântica de Navios a Vapor (Transatlantic Steamship Company), ela criou, em 1844, aquilo que se pode chamar de os primeiros cruzeiros de luxo no Mediterrâneo. Dez anos mais tarde, a P&O ligaria seu destino ao da Companhia de Navegação a Vapor das Índias Britânicas (BI − British India Steam Navigation Company), cujos navios transportavam o correio entre Calcutá (Índia) e Rangun (Birmânia). Seu proprietário, James Mackay, um administrador colonial escocês, iria se tornar presidente da P&O, a qual, por fim, absorveria a BI.

O próprio Mackay mantinha relações estreitas com Sheng Xuanhai, ministro dos Transportes da China na dinastia Qing (Manchu), a última a reinar, até a abolição do governo imperial em janeiro de 1912. Favorável à introdução da tecnologia ocidental apesar das tensões político-militares, Sheng se tornou defensor dessa causa especialmente em Xangai – onde fundou a Universidade Jiao Tong, orientada para a mecânica, engenharia e equipamentos militares –, depois em Hong Kong. Desempenhando um papel importante, ele promoveu a cidade como a mais tecnológica da China. Em 1902, Sheng e Mackay fecharam, em nome da China e do Reino Unido, um acordo conhecido como Tratado Mackay, que versava sobre a proteção de marcas e patentes.

Foi nesse contexto que outro escocês, Thomas Sutherland, entrou para a P&O. Ele fez carreira na empresa, colaborou para a construção das docas em Hong Kong e se tornou o superintendente da P&O, mas também o primeiro presidente da Hong Kong e Whampoa Dock, em 1863. Nessa época, 70% do frete marítimo estava relacionado com o ópio vindo das Índias, vendido aos chineses por negociantes britânicos e outros, para desespero das autoridades chinesas, que tentavam, em vão, fazer oposição a esse comércio.

Sutherland entendeu a mensagem: a configuração era ideal para o desenvolvimento de um banco comercial. Com outros, ele fundou em 1865 o Hong Kong & Shanghai Banking Corporation, o famoso HSBC. No conselho de administração, presidido por Francis Chomley, estava igualmente a sociedade comercial Dent & Co., cujo nome vem de seu criador, Thomas Dent. Em 1839, o alto funcionário chinês Lin Zexu, reconhecido por sua competência e rigidez moral, havia lançado contra ele um mandato de prisão com o objetivo de forçá-lo a abandonar seus armazéns de ópio, que violavam a proibição decretada pelas autoridades chinesas. Esse foi um dos elementos que provocaram a Primeira Guerra do Ópio, encerrada em agosto de 1842 pelo primeiro “tratado desigual”, o de Nanquim.

No fim da Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), as potências britânica e francesa imporiam a criação de concessões territoriais sob administração estrangeira, a abertura de vários portos chineses ao comércio estrangeiro e a legalização do comércio de ópio. O conflito terminaria cinco anos antes de Sutherland criar o HSBC. O banco escolheu bem o nome: alguns desses caracteres significam, em chinês, “reunir”, “colheita” e “riqueza”.

De fato, o HSBC reuniu suas primeiras riquezas graças à colheita do ópio das Índias, depois do Yunnan [província do Sudoeste da China]. Desde 1920, filiais se instalaram em Bangcoc e Manila. Depois de 1949, o banco concentrou suas atividades em Hong Kong e, entre 1980 e 1997, instalou-se nos Estados Unidos e na Europa. Só mudou sua sede social de Hong Kong para Londres em 1993, antes da devolução do território à República Popular da China, anunciada em 1997.

Em 1999, as ações do HSBC Holdings foram cotadas em terceiro lugar na Bolsa de Nova York. O grupo adquiriu a Republic New York Corporation (atualmente integrada à HSBC USA Inc.), assim como a empresa irmã Safra Republic Holdings SA (hoje HSBC Republic Holdings SA, em Luxemburgo). Em 2007, o grupo registrou um resultado recorde, descontado o pagamento de impostos, de US$ 24 bilhões, dos quais 60% vêm de mercados emergentes da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. Pela primeira vez, os lucros acumulados na China atingiram US$ 1 bilhão naquele mesmo ano − tanto quanto na França. Segundo resultados publicados em 1º de agosto de 2011, os lucros comerciais bancários do HSBC apresentaram um crescimento de 31%, e seu faturamento bruto se elevou a US$ 11,5 bilhões.

Desde o fim de 2010, é o escocês Douglas Flint quem manda nos destinos do HSBC Holdings. E, desde março de 2011, Laura May Lung Cha é a presidente adjunta, não executiva, do HSBC. Uma ascensão tão notável que a fez delegada de Hong Kong no 11° Congresso da República Popular da China...

Via Fórum anti-nom e Diplomatique

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Michaliolakos: Querem expulsar Amanhecer Dourado das eleições


Nikos Michaliolakos, o líder do partido Amanhecer Dourado, denuncia que uma das razões da perseguição política contra o movimento nacionalista é deixá-lo de fora das próximas eleições municipais, buscando beneficiar o partido do atual primeiro ministro grego, Nova Democracia, assim como para seguir escondendo escândalos dos capitalistas como a Lista Legarde. Em carta divulgada por El Ministerio:

Eleições sem Amanhecer Dourado é o objetivo do partido Nova Democracia. Os meios de comunicação, e por suposto os poderes que governam Samaras e Venizelos têm a infelicidade de afirmar que a perseguição dos deputados do Amanhecer Dourado não é política.

Não obstante, suas próprias declarações que aparecem nos artigos de seus próprios jornais demonstraram serem mentirosos. Até mesmo anunciaram seus planos para expulsar Amanhecer Dourado do Parlamento por adiantamento. Seria coincidência?

Pela primeira vez na história política do nosso país os parlamentários de um partido político estão sendo presos á força, mas ao mesmo tempo os escândalos (A Lista Lagarde, Papandreu, etc.) estão sendo ocultados uma após outra. A perseguição política e o aprisionamento dos membros do Amanhecer Dourado não tiveram o efeito desejado que originalmente esperavam.

Com a pressão dos fantoches políticos trataram de atacar o movimento nacionalista popular política, ética e estatalmente, mas devido a nossa força interior fracassaram. É por isso que idealizaram outros planos. Planos que são obscuros e perigosos para a vida desta terra. Eles desejam e estão tentando converter em maculatura a Constituição com o fim de excluir Amanhecer Dourado das eleições.

Característico da revista grega, Epikairos, seu título dizia "ELEIÇÕES SEM AMANHECER DOURADO - ELES OU NÓS - OS PLANOS DE MÁXIMO PARA ELEIÇÕES SEM AMANHECER DOURADO "Do mesmo modo no jornal Proto Thema na primeira página "MANTER FORA AMANHECER DOURADO DAS URNAS - OS PLANOS FINAIS DO GOVERNO" Depois de tudo isso, existe alguém que ainda duvide que as perseguições dirigidas contra nós sejam políticas?

Estou profundamente comovido e agradeço sinceramente pela postura adotada por centenas de milhares de gregos que se mantêm firmes ao nosso lado, ignorando a campanha suja da imprensa que se está difundindo. Gostaria de dar minha afetuosa saudação aos milhares de nacionalistas que ignoram este clima de terror e que apesar disto mantêm os QGs do Amanhecer Dourado no topo da nossa nação.

Nikos Michaliolakos 

Em uma suposta democracia, impedir um partido de participar das eleições democraticamente não é contraditório? Seria este governo grego capitalista, pertencente à União Europeia, um governo democrático, ou muito antes um governo totalitário e tirano? Aqui percebemos que "democracia" e "direitos humanos" são apenas palavras sem significados reais.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mulheres têm maioria dos empregos criados e continuam insatisfeitas


Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), foram criados, no Brasil, 1,1 milhão de empregos formais no ano passado, e, destes, 754,2 mil (65,6%) foram ocupados por mulheres, em nota divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

“A mulher vem aumentando consistentemente a sua participação no mercado de trabalho formal e o vem fazendo, sobretudo, nos ensinos médio completo e incompleto e superior completo”, informou o Ministério do Trabalho do Brasil.

A reclamação agora vem do fato de que o salário das mulheres ainda não alcançou o dos homens. Segundo os dados, no ano de 2012, o salário masculino se situou em R$ 2,250 mil, enquanto o das mulheres em R$ 1,850 mil.

A mídia, ainda descontente com o resultado, impulsiona as mulheres a pensar que não ganharam o suficiente; as mulheres, por sua vez, concordam - elas querem mais, e mais e mais! Não bastará que terão superado os homens em número de empregos, agora precisam receber melhores salários e, depois, maiores direitos e comissões, auxílios e tudo o mais. Elas nunca estão satisfeitas, e quanto mais recebem, mais desejam e reclamam, influenciadas e manipuladas pela mídia de massa.

E enquanto isso, os homens calam, nas universidades, nas ruas, nos bancos, nos empregos, diante das cotas femininas e da opressão contra a identidade masculina que se impõe em todo o país e Ocidente.

O importante é ter em mente: elas nunca serão satisfeitas. E até que se imponha o respeito social e a honra, enquanto não se pôr limites nas mulheres na base da força estatal, a coisa só vai piorar.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Frente Nacional sobe no ranking e lidera o país nas pesquisas


Pela primeira vez o Frente Nacional supera significativamente os partidos da esquerda e da direita. Uma pesquisa publicada pelo jornal Le Nouvel Observateur mostra que o partido nacionalista lidera a intenção de voto para as eleições ao Parlamento Europeu, que acontecerão em Maio de 2014.
Se os comícios europeus fossem hoje, O Frente Nacional receberia um quarto dos votos: em 24%, dois pontos mais que a União por um Movimento Popular (UMP, direitas), e cinco mais que o Partido Socialista (PS, socialdemocracia), que fica em 19%.

O jornal francês que publicou a pesquisa tratou de acalmar a opinião pública sobre os resultados ao salientar que o estudo não é uma previsão, mas não pôde evitar de admitir que o lugar do Frente Nacional "já não está a margem, mas no centro do jogo político".

Resultados da pesquisa de Le Nouvel Observateur

Esta pesquisa vem um dia depois que o Frente Nacional conseguiu um surpreendente 40.4% dos votos nas eleições parciais em Brignoles, eliminando a esquerda na primeira etapa, para logo enfrentar a UMP na segunda etapa nesta semana.

Pelos resultados, o Partido Socialista entrou em pânico e chamou seus eleitores a votar pelo candidato da direita da UMP para deter o Frente Nacional.