segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Desestabilização atlantista na Rússia? Quatro policiais mortos em dois ataques do Cáucaso russo

Pelo menos quatro policiais foram mortos em dois ataques extremistas do Cáucaso russo, informou o Ministério do Interior.



O primeiro ataque ocorreu na Chechênia, na madrugada de segunda-feira quando um suicida explodiu seu carro-bomba ao tentar invadir uma delegacia no distrito de Sunzhenski a oeste da república, matando três pessoas e ferindo quatro policiais.

Mais tarde, houve outro ataque na vizinha Inguchétia quando a polícia interceptou um carro de um suspeito de terrorismo no leste da república caucasiana.

"Os passageiros do carro abriram fogo contra os policiais depois que o carro explodiu", disse um porta-voz do Interior para especificar que um agente foi morto e outro ferido no ataque.

Via Ria Novosti

sábado, 14 de setembro de 2013

Líder dos terroristas sírios rejeita acordo sobre armas químicas


 O líder dos terroristas sírios, Salim Idris, rejeita o acordo entre EUA e Rússia para o controle internacional de armas químicas da Síria.

"Não nos interessamos em nenhuma parte da iniciativa porque não temos armas químicas. Eu e meu adversário continuaremos o combate até a queda do regime", disse Idris à mídia em Istambul, Turquia, acrescentando que "é preciso levar Assad para os tribunais internacionais".

Mas fica a pergunta: por que os terroristas rejeitariam uma busca de armas químicas se com esta busca eles seriam os únicos a ganhar, enquanto é suposto o poder de armas químicas apenas ao exército sírio de Assad? Não seria uma contradição estratégica... ou seria o medo de que se descubra a verdade sobre quem realmente está utilizando as armas químicas?

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Descoberta construção amazônica com mais de 3.000 anos

 Arqueólogos equatorianos e franceses descobriram os restos de uma casa construída há 3.000 anos, a mais antiga da região amazônica.

"Encontramos vestígios de colunas e fogões e um pouco de restos de cerâmica e pedras", conta o arqueólogo Stephen Rostain, diretor da investigação.

Os arqueólogos começaram as escavações em Julho, depois de encontrar ali um fogão há dois anos, explica Rostain. "Os fogões construídos com pedras são em geral muito antigos, do período Formativo (1.800 a 500 a.C). Tiramos amostras que nos remeteram a uma data de 3.000 anos atrás, e este ano abrimos e encontramos todos os vestígios de colunas e um pouco de material, com o qual podemos reconstruir a casa como era", diz.

A casa, encontrada na província de Pastaza, é de 17 metros de largura e 11 de comprimento, com formato oval. "É construída um pouco como a casa atual dos achuar e dos quechua", e a maior diferença é o fogão feito de pedra, salienta Rostain.


Via RT

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cai por terra a versão oficial do 11 de setembro

Muitas teorias, de todas as formas e cores, surgiram sobre o 11 de Setembro. Mas quando um cientista encontra explosivos nos escombros (Nano Thermite) do World Trade Center cai por terra a ideia de que o ataque foi terrorista ou pelo menos o que foi oficialmente dito.



Nesse link se encontra o que é noticiado dentro da comunidade científica.

Uma equipe de 8 investigadores liderados pelo professor Niels Harrit da Universidade de Copenhague (Dinamarca), comprovam a existência de explosivos altamente sofisticados em amostra de escombros das torres gêmeas e do prédio 7.




Essa pesquisa vem a confirmar um trabalho semelhante previamente executado pelo professor Steven Jones nos Estados Unidos. Outras matérias que vêm de encontro são as da equipe de Arquitetos para o 9/11.





Com essa pesquisa fica esclarecida a queda livre dos prédios num processo de implosão controlada. Os aviões não poderiam ter derrubado os prédios, pois o combustível dos mesmos, não eram suficientes para derreter o aço das construções. O impacto não pode ter derrubado os prédios nos níveis defendidos pelo Governo dos Estados Unidos. Os prédios foram construídos para aguentar o impacto de aviões daquele tamanho.

Por três meses fotos infravermelhas de satélites mostraram bolsões de alto calor nas três torres. Larry Silverstein comprou leasing do WTC de 2000 e 2001, dois meses antes do "ataque" ele segurou os prédios em dois bilhões contra ataques terroristas, fato, diga-se, bastante incomum de acontecer.

Para que serviram os ataques de 11/9:

1) criar ódio contra os árabes e fomentar a guerra dos EUA pelo domínio do Petróleo e a  hegemonia israelense no Oriente Médio;

2) desaparecer 1,5 bilhões de dólares a fundo perdido das contas do Pentágono ;

3) Prova documentais contra a Enron que desapareceram na queda do Prédio 7;

4) Auto-pagar os empreiteiros, talvez via Larry Silverstein e a fortuna que ele arrecadou com o seguro. Existem evidências, ainda não confirmadas, de quem agentes do Mossad (serviço secreto de Israel) teriam sido presos no 11/9 carregando explosivos, sendo liberados pelo FBI.



terça-feira, 10 de setembro de 2013

10 Ataques com armas químicas que Washington não quer que você comente

Por Wesley Messamore

Washington não apenas não possui autoridade legal para uma intervenção militar na Síria. Também não possui autoridade moral. Estamos falando de um governo com um histórico de uso de armas químicas contra pessoas inocentes muito mais contaminantes e mortais que essas meras acusações que Assad enfrenta de um complexo militar-industrial ocidental, empenhados em atrapalhar uma investigação mais aprofundada antes de atacar.

Saddam Hussein e Donald Rumsfeld


Aqui está uma lista de 10 ataques químicos realizados pelo governo dos Estados Unidos ou seus aliados contra civis.

1 - O Exército dos EUA despejou 20 milhões de galões de produtos químicos no Vietnã entre 1962 e 71



Durante a Guerra do Vietnã, o exército americano espalhou 20 milhões de litros de produtos químicos, incluindo o super tóxico Agente Laranja, nas florestas e nos campos de cultivo do Vietnã e das nações vizinhas, destruindo deliberadamente fontes de alimento, detonando o ecossistema e ceifando as vidas de centenas de milhares de pessoas inocentes. O Vietnã estima que, como resultado de uma década de ataque químico, 400 mil pessoas foram mortas ou mutiladas, 500 mil bebês nasceram com problemas congênitos e 2 milhões sofreram câncer ou outras doenças. Em 2012, a Cruz Vermelha estimou que 1 milhão de pessoas no Vietnã possuem deficiências ou problemas de saúde relacionados ao Agente laranja.


2 - Israel atacou civis palestinos com Fósforo branco em 2008 e 09




O fósforo branco é uma arma química incendiária horrível que derrete a carne humana até o osso.

Em 2009, vários grupos de direitos humanos, incluindo o Human Rights Watch, a Anistia Internacional e a Cruz Vermelha informaram que o governo israelense atacou civis em seu próprio território com armas químicas. Uma equipe da Anistia Internacional afirmou que encontrou "provas irrefutáveis do uso generalizado de fósforo branco" como arma em áreas civis densamente povoadas. O exército israelense inicialmente negou as acusações, mas acabou admitindo que elas eram verdadeiras.

Após a série de acusações dessas ONG's, o exército israelense ainda atingiu um quartel-general da ONU (!) em um ataque químico em Gaza. Como você acha que toda essa evidência se compara ao caso contra a Síria? Por que Obama não tenta bombardear Israel?


3 - Washington atacou civis iraquianos com fósforo branco em 2004




Em 2004, os jornalistas embarcados com os militares dos EUA no Iraque começaram a relatar o uso de fósforo branco em Fallujah contra insurgentes iraquianos. Primeiro os militares mentiram e disseram que só estavam usando fósforo branco para criar cortinas de fumaça ou iluminar alvos. Então admitiram ter usado a substância química volátil como arma incendiária. Na época, a emissora de televisão italiana RAI exibiu um documentário intitulado "Fallujah, o massacre escondido", incluindo imagens sombrias de vídeo e fotografias, bem como entrevistas com testemunhas residentes de Fallujah e soldados dos EUA revelando como o governo dos EUA indiscriminadamente fez chover fogo químico branco sobre a cidade iraquiana e as mulheres e crianças derretidas até a morte.


4 - CIA ajudou Saddam Hussein a massacrar iranianos e curdos em ataque químico em 1988




Registros da CIA agora comprovam que Washington sabia que Saddam Hussein usava armas químicas (incluindo sarin, VX e gás mostarda) na guerra Irã-Iraque, no entanto, continuou a prover inteligência nas mãos do exército iraquiano, informando Hussein dos movimentos das tropas iranianas sabendo que ele usaria tais informações para lançar ataques químicos. Em algum momento no início de 1988, Washington avisou Hussein de um movimento de tropas iraniano, que teria terminado a guerra em uma derrota decisiva para o governo iraquiano. Em março uma encorajado Hussein com novos amigos em Washington atingiu uma aldeia curda ocupada por tropas iranianas com múltiplos agentes químicos, matando cerca de 5 mil pessoas e ferindo outras 10 mil a mais, a maioria deles civis. Milhares de pessoas morreram nos anos seguintes de complicações, doenças e defeitos congênitos.


5 - O exército testou armas químicas em moradores pobres, bairros negros de St. Louis nos anos 50




No inicio dos anos 50, o exército montou ventiladores motorizados no topo de arranha-céus residenciais de baixa-renda, a maioria nos bairros negros de St. Louis, inclusive áreas onde 70% dos residentes eram crianças abaixo de 12 anos. O governo disse aos moradores que estava experimentando uma cortina de fumaça para proteger a cidade de ataques russos, mas realmente estava bombeando o ar de centenas de quilos de pó fino de zinco sulfeto de cádmio. O governo admite que houve um segundo ingrediente do pó químico, mas se ou não esse ingrediente era radioativo permanece secreto. Claro que ele fez. Desde os testes, um número alarmante de moradores da área têm desenvolvido câncer. Em 1955, Doris Spates nasceu em um dos edifícios do Exército usados ​​para encher o ar com produtos químicos 1953-1954. Seu pai morreu inexplicavelmente, nesse mesmo ano, ela viu quatro irmãos morrem de câncer, e Doris mesma é um sobrevivente de câncer cervical.


6 - A polícia usou gás lacrimogêneo em manifestantes do Occupy em 2011




A violência selvagem da polícia contra manifestantes do Occupy em 2011 foi bem documentada, e incluiu o uso de bombas de gás lacrimogêneo e outros irritantes químicos. O gás lacrimogêneo é proibido para uso contra soldados inimigos na batalha pela Convenção de Armas Químicas. Não pode a polícia dar manifestantes civis em Oakland, Califórnia, a mesma cortesia e proteção que a lei internacional exige para os soldados inimigos em um campo de batalha?


7 - O FBI atacou homens, mulheres e crianças com gás lacrimogêneo em Waco em 1993



No infame cerco de Waco a uma comunidade de protestantes, o FBI bombeou gás lacrimogêneo em edifícios sabendo que mulheres, crianças e bebês que estavam lá dentro. O gás lacrimogêneo é altamente inflamável e explosivo, engolindo os edifícios em chamas e matando 49 homens e mulheres, e 27 crianças, incluindo bebês e crianças. Lembre-se, atacar um soldado inimigo armado em um campo de batalha com bombas de gás lacrimogêneo é um crime de guerra. Que tipo de crime está atacando um bebê com gás lacrimogêneo?

Nota do Blog: Mesmo se tratando de seitas, por vezes radicais, a forma com que o FBI procedeu foi completamente desastrosa e veio a comprovar o seu completo despreparo e falta de frieza ao lidar com possíveis perigos. Aquele delegado a proteger se tornando parte do problema.


8 - O Exército americano espalhou urânio empobrecido pelo Iraque em 2003



No Iraque, os militares dos EUA tem espalhado pelo ambiente milhares de toneladas de munições feitas de urânio empobrecido, um produto de resíduos nucleares tóxicos e radioativos. Como resultado, mais da metade dos bebês nascidos em Fallujah de 2007 a 2010 nasceram com defeitos congênitos. Alguns destes defeitos nunca foram vistos antes fora dos livros com fotos de bebês nascidos perto dos testes nucleares no Pacífico. Câncer e mortalidade infantil também aumentaram dramaticamente no Iraque. De acordo com Christopher Busby, o secretário científico do Comitê Europeu de Risco de Radiação, "São armas que destroem absolutamente a integridade genética da população do Iraque". Depois de autoria de dois dos quatro relatórios publicados em 2012 sobre a crise da saúde no Iraque, Busby descreve Fallujah como tendo "a maior taxa de danos genéticos em uma população já estudada".

9 - O Exército dos EUA matou centenas de milhares de civis japoneses com Napalm entre 1944 - 1945




Napalm é um gel viscoso e altamente inflamável, que foi usado como arma de terror pelos militares dos EUA. Em 1980, as Nações Unidas declararam o uso de Napalm em faixas de população civil, um crime de guerra. É exatamente isso que os militares dos EUA fizeram na Segunda Guerra Mundial, jogando napalm em um bombardeio em Tóquio o suficiente para queimar 100 mil pessoas até a morte, ferir mais um milhão, e deixar um milhão sem casas num único e mais mortífero ataque aéreo da Segunda Guerra Mundial.

10 - O Governo dos estadunidense lançou bombas nucleares em duas cidades japonesas em 1945



Ainda que bombas nucleares não sejam consideradas armas químicas, acredito que nós podemos concordar que pertencem à mesma categoria. Elas certamente dispersam uma enorme quantidade de produtos químicos radioativos mortais. Elas são tão horríveis como armas químicas, se não mais, e por sua própria natureza, adequada para um único propósito: aniquilar uma cidade inteira cheia de civis. Parece estranho que o único regime de sempre usar uma dessas armas de terror sobre outros seres humanos já ocupou-se com a pretensão de manter o mundo a salvo de armas perigosas nas mãos de governos perigosos.


Tradução por Conan Hades

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Alarmante cifra de jovens alemães entre terroristas na Síria


Aumenta de forma alarmante a cifra de jovens alemães que viajam à Síria para integrar as filas dos terroristas que tentam derrubar o governo do presidente Bashar al Assad.

As autoridades da Inteligência alemã se viram obrigadas a outorgar o regresso destes mercenários ao país europeu, visto que a preocupante cifra de seus cidadãos que foram ao território sírio subiu nos últimos seis meses de 60 a 150 pessoas.

Segundo as evidências recolhidas pela rede pública Rádio da Alemanha do Norte (NDR, da sigla em alemão), o mais alarmante é que eles são muito jovens, em alguns casos não têm sequer 18 ou 19 anos de idade.

NDR acrescenta que a maioria destes jovens alemães partem de Hamburgo de carro para Turquia e dali passam para a Síria, território que desde março de 2011 se converteu em cenário de confrontos sangrentos entre o Exército sírio e a oposição de Assad que buscam acabar com seu governo.

De acordo com as investigações, um movimento salafista na Alemanha prepara a maioria destes combatentes que tratam de tomar parte no conflito sangrento no país árabe.

Nota do Blog: a Alemanha do pós-segunda-guerra foi invadida por imigrantes turcos, de modo que a maioria dos seus imigrantes sejam propriamente turcos, e grande parte dos seus "cidadãos". E não por coincidência, a Turquia é ferramenta de grande importância dos EUA para a derrubada dos governos orientais. Lá existem fortes bases dos EUA agindo contra Síria, Líbia, Egito, Sérvia, Rússia, Irã...


Via Hispantv

domingo, 8 de setembro de 2013

Judeus utilizam velho mito do Holocau$to para culpar Síria

 
Apesar das muitas provas de que foram as forças da oposição que usaram armas químicas, tenta-se justificar por todas as maneiras uma invasão contra Síria.

Se não fosse suficiente o incidente anterior com uma congressista judia, rabinos estadounidenses de alto escalão, líderes judeus, o poderoso lobby sionista AIPAC e a Liga Antidifamação, estão usando o Holocausto para pressionar o Congresso para que autorize o presidente Barack Obama a atacar o Estado soberano da Síria por um suposto ataque químico.

Rabinos e líderes judeus realizaram uma petição, feita na véspera do Ano Novo judeu, dirigida aos líderes do Congresso invocando o holocausto com o pretexto de "salvar milhares de vidas" e para impedir futuras atrocidades na "Síria e outros locais".

A petição diz o seguinte: "Escrevemos-lhe como descendentes dos refugiados e sobreviventes do Holocausto, cujos antepassados foram gaseados à morte em campos de concentração. Escrevemos-lhe como pessoas que sofreram perseguição durante muitos séculos, e nos alegramos de ter encontrado um refúgio seguro onde podemos prosperar nos Estados Unidos".

"Como pessoas que enfrentaram os horrores do genocídio e sobreviveram, esperávamos que nunca ao abrir os jornais vessemos imagens de fossas comuns cheias de crianças pequenas sufocadas. Agora que vimos as imagens procedentes da Síria, os clamamos a agir".

"Tememos que se este ataque não receber uma resposta decisiva, poderíamos encontrar em nossos jornais mais imagens de fossas comuns da Síria - e em outros lugares - em um futuro próximo. Aprendemos de nossa própria história que a inação e o silêncio são os maiores facilitadores da atrocidade humana", diz.

E continua: "Por essa razão, fazemos-lhe um chamado com grande urgência para autorizar o presidente a usar a força na Síria 'com relação ao uso de armas químicas e outras armas de destruição massiva', como se inidica no projeto de lei de 31 de Agosto. Através desta lei, o Congresso tem a capacidade de salvar milhares de vidas".

Como se vê, para salvar milhares de vidas os rabinos propõem liquidar milhares de vidas. Por que quem em seu completo juizo acreditará que existe um ataque 'limitado' e 'quirúrgico', sem consequências desastrosas para toda a região?

Por sua vez, AIPAC fez uma declaração pedindo ao Congresso autorizar o presidente Obama um ataque a Síria para "proteger os interesses dos Estados Unidos" e ao mesmo tempo "mandar uma forte mensagem" ao Irã e ao Hezbollah. Assim, a organização mandou 250 ativistas para pressionar o Congresso para este ataque.

Como se observa, o lobby sionista teve cuidado de assegurar que a palavra "Israel" tivesse fora desta declaração, algo peculiar para um grupo que orgulhosamente se declara a si próprio como "pró-israelense". Terá medo que a opinião pública culpe os judeus se ocorresse um desastre militar em caso de uma agressão a Síria?

Quanto à Liga Antidifamação, seu presidente Abraham Foxman relacionou a necessidade dos Estados Unidos de responder à "utilização de armas químicas por parte de Assad" com o "sofrimento dos judeus durante o holocausto", como se vê a seguinte declaração:

"Nosso povo foi exterminado pelo uso de gás. Não podemos permanecer impassíveis sem reagir quando vemos que se usa gás para matar outros".

Se você, leitor, se perguntar onde estiveram estes líderes durante as invasões do Iraque, Afeganistão e Libia, agressões infames nas quais se usaram materiais tóxicos e radioativos... não será o único. A indústria do holocausto não parece ter fim.

Como se não fosse o bastante a mentira sobre o Holocausto ocorrido na Alemanha, realizado, na verdade, pelo batalhão aéreo das forças Aliadas, agora fazem o mesmo contra Síria. Estados Unidos e Israel organizam massacres e utilizam a mídia ocidental para culpar seus inimigos. Esta estratégia maligna é tão antiga quanto o povo judeu.

sábado, 7 de setembro de 2013

Dugin sobre Síria: estamos na maior crise da história geopolítica moderna



Entrevista ao importante intelectual russo Alexander Dugin sobre a crise síria e a posição em que se encontram atualmente Estados Unidos e Rússia, ressaltando que vivemos em um momento histórico no qual se batem muitas coisas com os possíveis cenários futuros: a queda dos Estados Unidos como superpotência ou uma guerra às portas da Rússia.

Manuel Ochsenreiter: Professor Dugin, o mundo enfrenta, nesses momentos, na Síria a maior crise internacional desde a queda do Bloco Oriental em 1989/90. Washington e Moscou se encontram em um confronto através de terceiros no campo de batalha sírio. Esta é uma nova situação?

Dugin: Temos que ver a luta pelo poder político como o velho conflito do poder terrestre, representado pela Rússia, e do poder marítimo, representado pelos Estados Unidos e seus sócios da OTAN. Isto não é um fenômeno novo, mas a continuação da velha luta geopolítica e geoestratégica. A década dos 90 foi a época da grande derrota do poder terrestre representado pela URSS. Michail Gorbachov negou a continuação desta luta. Isto foi uma espécie de traição e resignação diante do mundo unipolar. Mas com o presidente Vladimir Putin, no início da primeira década dos anos 2000, chegou a uma reativação da identidade geopolítica da Rússia como potência terrestre. Este foi o começo de um novo tipo de competência entre o poder marítimo e o terrestre.

Manuel Ochsenreiter: Como começou esta reativação?

Dugin: Tudo começou com a segunda guerra da Chechênia (1999-2009). A Rússia, nesse momento, estava sob pressão pelos ataques terroristas chechenos e pelo possível separatismo do Cáucaso Norte. Putin teve que notar que todo o Ocidente, os EUA e a União Europeia, estavam do lado dos separatistas chechenos e terroristas islâmicos que combatiam contra o exército russo. Este é o mesmo argumento que presenciamos hoje na Síria ou tempos atrás na Líbia. O Ocidente deu apoio à guerrilha chechena, e este foi o momento da revelação do novo conflito entre o poder terrestre e o poder marítimo. Com Putin, o poder terrestre se reafirmoou. O segundo momento da revelação foi em Agosto de 2008, quando o regime pró-ocidental da Geórgia atacou Zchinwali na Ossétia do Sul. A guerra entre a Rússia e a Geórgia foi o segundo momento da revelação.

Ochsenreiter: A crise síria é atualmente o terceiro momento da revelação?

Dugin: Extamanete. Talvez seja até mesmo o último, porque agora tudo está em jogo. Se Washington não intervir e aceitar a posição da Rússia e da China, este seria o final dos Estados Unidos como candidato a superpotência e poder único. Esta é a razão pela qual creio que Obama seguirá adiante na Síria. Mas se a Rússia aceitar a intervenção dos Estados Unidos, e se Moscou finalmente trair Bashar al Assad, isto significaria de imediato um golpe muito dura contra a identidade política russa. Isto significaria a grande derrota do poder terrestre. Depois disto, um ataque contra o Irã seria feito, e ainda mais um no Cáucaso do Norte. Entre os poderes separatistas no Cáucaso Norte existem muitas pessoas que são apoiados pelas potências anglo-americana, Israel e Arábia Saudita. Se a Síria cair, começará imediatamente a guerra na Rússia, no nosso país. Significa que Putin não pode renunciar a Assad, porque isto significaria o suicídio geopolítica da própria Rússia. Talvez estamos neste momento na maior crise da história geopolítica moderna.

Ochsenreiter: Agora que ambas as potências mundiais dominantes, EUA e Rússia, estão em uma luta pela sua existência futura...

Dugin: De fato. No momento não há nenhuma outra solução possível. Não podemos encontrar nenhum tipo de compromisso. Nesta situação não há uma solução que satisfaça ambos os lados. Sabemos por outros conflitos como o armênio-azerbaijano ou o conflito palestino-israelense. É impossível encontrar uma solução para ambas as partes. Somos atualmente testemunhas do mesmo na Síria, mas em uma escala maior. A guerra é a única maneira de fazer uma revisão da realidade.

Ochsenreiter: Por quê?

Dugin: Temos que imaginar este conflito como um tipo de jogo de cartas como o poker. Os jogadores têm a possibilidade de ocultar suas capacidades, para fazer todo tipo de truques psicológicos, mas quando começar a guerra todas as cartas estarão sobre a mesa. Agora estamos presenciando o momento final do jogo de cartas, antes das cartas serem jogadas sobre a mesa. Este é um momento muito sério, porque a posição como potência mundial está em jogo. Se os Estados Unidos tiverem êxito, poderia se impor por algum tempo como posição dominante absoluta. Esta seria a continuação da unipolaridade e do liberalismo mundial estadounidense. Este seria um momento muito importante porque até agora os EUA não foram capazes de implementar seu domínio de forma estável, mas no momento em que ganharem a guerra, o farão. Mas se o Ocidente perder a terceira batalha (a primeira foi a guerra da Chechênia, a segunda a da Geórgia), este seria o final dos EUA e de seu domínio. Vejamos o seguinte: nem EUA nem Rússia podem renunciar a esta situação. Simplesmente, é impossível para ambos não reagir.

Ochsenreiter: Por que Estados Unidos e o presidente Barack Obama vacilam com sua agressão contra a Síria? Ele apela à decisão do Congresso? Por que pedir permissão quando não precisa?

Dugin: Não devemos cometer o erro e começar a fazer análises psicológicos sobre Obama. A guerra principal se dá nesses momentos nos bastidores. E esta guerra está sendo liberada em torno de Vladimir Putin. Ele está sob uma grande pressão dos funcionários liberais, pró-estadounidenses e pró-israelenses que rondam o presidente russo. Eles tratam de convencê-lo a desistir da luta, e o pessoal em torno de Putin são a quinta coluna do Ocidente. Isto significa que Putin é o único. Ele tem a população ao seu lado, mas não a elite política. Assim que temos que ver a decisão da administração de Obama de pedir permissão ao Congresso como uma espécie de espera. Eles tratam de forçar a pressão sobre Putin. Eles usam todas suas redes na elite russa para influenciar na decisão de Putin. Esta é a guerra invisível que está passando nestes momentos.

Ochsenreiter: Este momento é novo?

Dugin: (Risos) Absolutamente não! É a forma moderna das tribos arcaicas tratarem de influenciar o chefe do inimigo com ruídos fortes, gritos e tambores de guerra. Eles se golpeiam no peito para impôr o medo no inimigo. Creio que os esforços dos Estados Unidos para influenciar Putin são uma forma moderna de guerra psicológica anterior à batalha real. A Administração estadounidense tratará de ganhar esta guerra sem o oponente russo no campo de batalha. Para isso tem que convencer Putin de desistir. Eles têm muitos instrumentos para isto.

Ochsenreiter: Mais uma vez, o que acontece com a posição de Barack Obama?

Dugin: Creio que todos estes aspectos pessoais no lado estadounidense são menos importantes que no lado russo. Na Rússia, uma pessoa decide hoje sobre a guerra e a paz. Nos Estados Unidos, Obama é mais um tipo de administrador burocrático. Obama é muito mais previsível. Ele não atua em seu nome, mas se limita a seguir a linha central da política exterior estadounidense. Temos que notar que Obama não decide nada em absoluto. Ele é a figura de um sistema política que faz as verdadeiras decisões importantes. A elite política toma as decisões, Obama segue o plano escrito para ele. Para dizer claramente, Obama não é nada, e Putin é tudo.

Ochsenreiter: Você disse que Vladimir Putin tem a maioria da população russa a seu lado. Mas agora é época de paz. Na guerra síria, também apoiarão ele?

Dugin: Esta é uma pergunta muito boa. Em primeiro lugar, Putin perderia grande parte de seu apoio se não reagir em uma intervenção ocidental na Síria. Sua posição se debilitaria por desistir. As pessoas que apoiam Putin o fazem porque querem apoiar um líder forte. Se não reagir e resolver desistir devido à pressão dos Estados Unidos, seria considerado pela maioria da população como uma derrota pessoal de Putin. Assim que vê, isso é mais a guerra de Putin do que a guerra de Obama. Mas se intervir na Síria enfrentará dois problemas: a sociedade russa quer uma grande potência mundial, mas não está pronta para pagar os custos. Quando o volume destes custos ficarem claros, isso poderia causar uma espécie de choque para a população. O segundo problema é o que eu já disse, que a maioria da elite política é pró-ocidental. Eles se oporiam à guerra de imediato e começariam com sua propaganda para criticar as decisões de Putin. Isto poderia provocar uma crise interior. Creio que Putin seja consciente destes dois problemas.

Ochsenreiter: Você disse que os russos podem ser surpreendidos pelos custos de uma guerra. Não existe o perigo de que não poderão apoiar Putin por esta razão?

Dugin: Não creio. Nosso povo é muito heróico. Volte na história. Nosso povo não estava preparado para entrar em uma guerra, mas quando se viram obrigados a entrar, venceram a guerra, apesar de todos os custos e sacrifícios. Olhe para as guerras napoleônicas ou para a Segunda Guerra Mundial. Nós, os russos, perdemos muitas batalhas, mas no fiinal vencemos estas guerras. Mesmo que não estejamos preparados, sempre venceremos.

Traduzido por Álvaro Hauschild

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Casa Branca propensa a rejeitar guerra na Síria

Notícias recentes indicam que os membros da Câmara dos Representantes dos EUA irão provavelmente recusar a resolução autorizando o ataque à Síria.



Uma contagem rápida por Think Progress mostrou que a maioria esmagadora dos representantes estadunidenses estão indecisos ou podem votar contra um ataque dos EUA ao país do Oriente Médio.

De acordo com os dados do Think Progress, 26 parlamentares votarão "sim" sobre a resolução, 18 provavelmente votarão a favor, 152 ainda estão indecisos, 20 provavelmente votarão "não" e 84 votarão contra a resolução. A pesquisa computou 20 votos como "desconhecido".

Enquanto isso, a líder da minoria Nancy Pelosi (D-Calif.) disse que ela não tem certeza se o presidente Obama poderia obter o apoio da maioria dos democratas da Câmara para o seu plano de guerra.

O New York Times também informou na quarta-feira que os democratas do Congresso são um grande obstáculo ao plano de Obama para um ataque à Síria.

Enquanto isso, uma enquete recente do Washington Post-ABC News revelou grande oposição da opinião pública dos EUA aos ataques militares à Síria. A pesquisa mostrou que cerca de seis em cada 10 americanos são contra o lançamento de mísseis sobre a Síria por causa as acusações de que o governo sírio teria usado armas químicas contra os grupos militantes.

Washington acusou o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad de lançar um ataque químico nos subúrbios de Damasco, em 21 de agosto, matando centenas de pessoas. O governo sírio refutou veementemente a acusação.

O parlamentar republicano texano, deputado Michael Burgess, disse que a evidência que a Casa Branca de Obama mostrou em uma coletiva de classificados no domingo para tais alegações era "muito fraca" e até indicou que militantes estrangeiros apoiados poderiam estar por trás do suposto ataque químico.

O Ex-congressista Ron Paul também disse que o suposto ataque de armas químicas na Síria foi uma "false flag" provavelmente realizada pelos grupos militantes apoiados pelos EUA.

"O grupo que é mais provavelmente irá se beneficiar é a al-Qaeda. Eles jogam um pouco de gás, algumas pessoas morrem e culpam Assad", diz Paul, um representante republicano de longa data do Texas, durante uma entrevista no Fox News filmado na semana passada.

Em meio à oposição da opinião pública e do Congresso a um possível ataque dos EUA contra a Síria, o Pentágono está considerando dobrar sua capacidade para ataques contra o país árabe.

Pentágono está planejando ampliar sua capacidade de ataque usando os meios da Força Aérea dos Estados Unidos, incluindo bombardeiros para apoio.

A administração Obama também está considerando além do uso de aviões estadunidenses os franceses para realizar ataques na Síria como também se dirigiu ao Pentágono para expandir a lista de alvos potenciais de ataque no país.

Via PressTV

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Líbia atravessa crise energética sem precedentes após dois anos da invasão da OTAN

Líbia começou a importar óleo diesel para compensar o aumento no corte de energia, enquanto as filas engrossam frente aos postos de combustível e a vida diária se faz cada vez mais difícil em meio de uma crise sem precedentes.



A maioria das jazidas de gás em sua região oriental, que fornecem os suprimentos para usinas de energia, foram fechadas na pior interrupção do setor energético líbio desde a intervenção militar estrangeira em 2011 na qual participaram os Emirados Árabes, Qatar, Jordânia e a OTAN para derrotar e assassinar Muammar al-Gaddafi.

Grupos armados, guardas privados e trabalhadores petroleiros com lealdades tribais fecharam oleodutos e portos petroleiros em todo o país.

O setor energético está padecendo de um déficit de aproximados 1000 mega-watts devido ao forte consumo no verão, informou um funcionário do setor de eletricidade.

A capital Trípoli sofre cortes de energia regulares que se agravaram nos últimos dias e funcionários afirmam que a Líbia poderá esperar por mais racionamento se a crise se prolongar.

Um importante executivo da Companhia de Petróleo disse que a Líbia importou "pelo menos três vezes a quantidade de combustível líquido" a mais que o normal para manter as usinas operando.

"Todo o gás da região oriental foi detido", disse o executivo, que pediu anonimato.

Ahmad Mustapha Hussein, importante funcionário da Companhia de Eletricidade, disse que as turbinas de gás de ciclo combinado das usinas poderiam demorar semanas para retornar ao gás natural se a crise persistir.

"Houveram muitos problemas como consequência dos ataques e isso está afetando as unidades de produção", disse Hussein, acrescentando que o custo da importação do óleo diesel estava somando pressões fiscais devido à perda das receitas do petróleo.

Autoridades dizem que a capacidade de geração instalada é de aproximadamente 5.600 mega-watts e a demanda atual supera os 6.660 MW, principalmente no consumo residencial.

O executivo aforma que a jazida de gás Wafa que produz aproximadamente 13 milhões de metros cúbicos por dia em um empreendimento conjunto com Eni estava proporcionando algum alívio para as usinas de energia líbias que operam a gás.

Fornecimento de Gasolina

As vendas do petróleo bruto da Líbia baixaram para menos de 10 por cento da capacidade exportadora de menos  de 100 mil barris por dia, segundo a estimativa da Reuters, enquanto o país poupa a produção restante para consumo interno.

A baixa da produção interna também gera filas insuportáveis frente aos postos de combustível na capital, onde vive um quarto da população de seis milhões de habitantes, e por meses sofreu uma forte carência de gasolina "presumivelmente" derivada de um aumento das importações de automóveis. (NdB: não que acreditemos que numa crise energética e em uma situação de conflito bélico os indivíduos se sintam motivados a adquirir e capazes de bancar veículos importados...)

Via Reuters