segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Alarmante cifra de jovens alemães entre terroristas na Síria


Aumenta de forma alarmante a cifra de jovens alemães que viajam à Síria para integrar as filas dos terroristas que tentam derrubar o governo do presidente Bashar al Assad.

As autoridades da Inteligência alemã se viram obrigadas a outorgar o regresso destes mercenários ao país europeu, visto que a preocupante cifra de seus cidadãos que foram ao território sírio subiu nos últimos seis meses de 60 a 150 pessoas.

Segundo as evidências recolhidas pela rede pública Rádio da Alemanha do Norte (NDR, da sigla em alemão), o mais alarmante é que eles são muito jovens, em alguns casos não têm sequer 18 ou 19 anos de idade.

NDR acrescenta que a maioria destes jovens alemães partem de Hamburgo de carro para Turquia e dali passam para a Síria, território que desde março de 2011 se converteu em cenário de confrontos sangrentos entre o Exército sírio e a oposição de Assad que buscam acabar com seu governo.

De acordo com as investigações, um movimento salafista na Alemanha prepara a maioria destes combatentes que tratam de tomar parte no conflito sangrento no país árabe.

Nota do Blog: a Alemanha do pós-segunda-guerra foi invadida por imigrantes turcos, de modo que a maioria dos seus imigrantes sejam propriamente turcos, e grande parte dos seus "cidadãos". E não por coincidência, a Turquia é ferramenta de grande importância dos EUA para a derrubada dos governos orientais. Lá existem fortes bases dos EUA agindo contra Síria, Líbia, Egito, Sérvia, Rússia, Irã...


Via Hispantv

domingo, 8 de setembro de 2013

Judeus utilizam velho mito do Holocau$to para culpar Síria

 
Apesar das muitas provas de que foram as forças da oposição que usaram armas químicas, tenta-se justificar por todas as maneiras uma invasão contra Síria.

Se não fosse suficiente o incidente anterior com uma congressista judia, rabinos estadounidenses de alto escalão, líderes judeus, o poderoso lobby sionista AIPAC e a Liga Antidifamação, estão usando o Holocausto para pressionar o Congresso para que autorize o presidente Barack Obama a atacar o Estado soberano da Síria por um suposto ataque químico.

Rabinos e líderes judeus realizaram uma petição, feita na véspera do Ano Novo judeu, dirigida aos líderes do Congresso invocando o holocausto com o pretexto de "salvar milhares de vidas" e para impedir futuras atrocidades na "Síria e outros locais".

A petição diz o seguinte: "Escrevemos-lhe como descendentes dos refugiados e sobreviventes do Holocausto, cujos antepassados foram gaseados à morte em campos de concentração. Escrevemos-lhe como pessoas que sofreram perseguição durante muitos séculos, e nos alegramos de ter encontrado um refúgio seguro onde podemos prosperar nos Estados Unidos".

"Como pessoas que enfrentaram os horrores do genocídio e sobreviveram, esperávamos que nunca ao abrir os jornais vessemos imagens de fossas comuns cheias de crianças pequenas sufocadas. Agora que vimos as imagens procedentes da Síria, os clamamos a agir".

"Tememos que se este ataque não receber uma resposta decisiva, poderíamos encontrar em nossos jornais mais imagens de fossas comuns da Síria - e em outros lugares - em um futuro próximo. Aprendemos de nossa própria história que a inação e o silêncio são os maiores facilitadores da atrocidade humana", diz.

E continua: "Por essa razão, fazemos-lhe um chamado com grande urgência para autorizar o presidente a usar a força na Síria 'com relação ao uso de armas químicas e outras armas de destruição massiva', como se inidica no projeto de lei de 31 de Agosto. Através desta lei, o Congresso tem a capacidade de salvar milhares de vidas".

Como se vê, para salvar milhares de vidas os rabinos propõem liquidar milhares de vidas. Por que quem em seu completo juizo acreditará que existe um ataque 'limitado' e 'quirúrgico', sem consequências desastrosas para toda a região?

Por sua vez, AIPAC fez uma declaração pedindo ao Congresso autorizar o presidente Obama um ataque a Síria para "proteger os interesses dos Estados Unidos" e ao mesmo tempo "mandar uma forte mensagem" ao Irã e ao Hezbollah. Assim, a organização mandou 250 ativistas para pressionar o Congresso para este ataque.

Como se observa, o lobby sionista teve cuidado de assegurar que a palavra "Israel" tivesse fora desta declaração, algo peculiar para um grupo que orgulhosamente se declara a si próprio como "pró-israelense". Terá medo que a opinião pública culpe os judeus se ocorresse um desastre militar em caso de uma agressão a Síria?

Quanto à Liga Antidifamação, seu presidente Abraham Foxman relacionou a necessidade dos Estados Unidos de responder à "utilização de armas químicas por parte de Assad" com o "sofrimento dos judeus durante o holocausto", como se vê a seguinte declaração:

"Nosso povo foi exterminado pelo uso de gás. Não podemos permanecer impassíveis sem reagir quando vemos que se usa gás para matar outros".

Se você, leitor, se perguntar onde estiveram estes líderes durante as invasões do Iraque, Afeganistão e Libia, agressões infames nas quais se usaram materiais tóxicos e radioativos... não será o único. A indústria do holocausto não parece ter fim.

Como se não fosse o bastante a mentira sobre o Holocausto ocorrido na Alemanha, realizado, na verdade, pelo batalhão aéreo das forças Aliadas, agora fazem o mesmo contra Síria. Estados Unidos e Israel organizam massacres e utilizam a mídia ocidental para culpar seus inimigos. Esta estratégia maligna é tão antiga quanto o povo judeu.

sábado, 7 de setembro de 2013

Dugin sobre Síria: estamos na maior crise da história geopolítica moderna



Entrevista ao importante intelectual russo Alexander Dugin sobre a crise síria e a posição em que se encontram atualmente Estados Unidos e Rússia, ressaltando que vivemos em um momento histórico no qual se batem muitas coisas com os possíveis cenários futuros: a queda dos Estados Unidos como superpotência ou uma guerra às portas da Rússia.

Manuel Ochsenreiter: Professor Dugin, o mundo enfrenta, nesses momentos, na Síria a maior crise internacional desde a queda do Bloco Oriental em 1989/90. Washington e Moscou se encontram em um confronto através de terceiros no campo de batalha sírio. Esta é uma nova situação?

Dugin: Temos que ver a luta pelo poder político como o velho conflito do poder terrestre, representado pela Rússia, e do poder marítimo, representado pelos Estados Unidos e seus sócios da OTAN. Isto não é um fenômeno novo, mas a continuação da velha luta geopolítica e geoestratégica. A década dos 90 foi a época da grande derrota do poder terrestre representado pela URSS. Michail Gorbachov negou a continuação desta luta. Isto foi uma espécie de traição e resignação diante do mundo unipolar. Mas com o presidente Vladimir Putin, no início da primeira década dos anos 2000, chegou a uma reativação da identidade geopolítica da Rússia como potência terrestre. Este foi o começo de um novo tipo de competência entre o poder marítimo e o terrestre.

Manuel Ochsenreiter: Como começou esta reativação?

Dugin: Tudo começou com a segunda guerra da Chechênia (1999-2009). A Rússia, nesse momento, estava sob pressão pelos ataques terroristas chechenos e pelo possível separatismo do Cáucaso Norte. Putin teve que notar que todo o Ocidente, os EUA e a União Europeia, estavam do lado dos separatistas chechenos e terroristas islâmicos que combatiam contra o exército russo. Este é o mesmo argumento que presenciamos hoje na Síria ou tempos atrás na Líbia. O Ocidente deu apoio à guerrilha chechena, e este foi o momento da revelação do novo conflito entre o poder terrestre e o poder marítimo. Com Putin, o poder terrestre se reafirmoou. O segundo momento da revelação foi em Agosto de 2008, quando o regime pró-ocidental da Geórgia atacou Zchinwali na Ossétia do Sul. A guerra entre a Rússia e a Geórgia foi o segundo momento da revelação.

Ochsenreiter: A crise síria é atualmente o terceiro momento da revelação?

Dugin: Extamanete. Talvez seja até mesmo o último, porque agora tudo está em jogo. Se Washington não intervir e aceitar a posição da Rússia e da China, este seria o final dos Estados Unidos como candidato a superpotência e poder único. Esta é a razão pela qual creio que Obama seguirá adiante na Síria. Mas se a Rússia aceitar a intervenção dos Estados Unidos, e se Moscou finalmente trair Bashar al Assad, isto significaria de imediato um golpe muito dura contra a identidade política russa. Isto significaria a grande derrota do poder terrestre. Depois disto, um ataque contra o Irã seria feito, e ainda mais um no Cáucaso do Norte. Entre os poderes separatistas no Cáucaso Norte existem muitas pessoas que são apoiados pelas potências anglo-americana, Israel e Arábia Saudita. Se a Síria cair, começará imediatamente a guerra na Rússia, no nosso país. Significa que Putin não pode renunciar a Assad, porque isto significaria o suicídio geopolítica da própria Rússia. Talvez estamos neste momento na maior crise da história geopolítica moderna.

Ochsenreiter: Agora que ambas as potências mundiais dominantes, EUA e Rússia, estão em uma luta pela sua existência futura...

Dugin: De fato. No momento não há nenhuma outra solução possível. Não podemos encontrar nenhum tipo de compromisso. Nesta situação não há uma solução que satisfaça ambos os lados. Sabemos por outros conflitos como o armênio-azerbaijano ou o conflito palestino-israelense. É impossível encontrar uma solução para ambas as partes. Somos atualmente testemunhas do mesmo na Síria, mas em uma escala maior. A guerra é a única maneira de fazer uma revisão da realidade.

Ochsenreiter: Por quê?

Dugin: Temos que imaginar este conflito como um tipo de jogo de cartas como o poker. Os jogadores têm a possibilidade de ocultar suas capacidades, para fazer todo tipo de truques psicológicos, mas quando começar a guerra todas as cartas estarão sobre a mesa. Agora estamos presenciando o momento final do jogo de cartas, antes das cartas serem jogadas sobre a mesa. Este é um momento muito sério, porque a posição como potência mundial está em jogo. Se os Estados Unidos tiverem êxito, poderia se impor por algum tempo como posição dominante absoluta. Esta seria a continuação da unipolaridade e do liberalismo mundial estadounidense. Este seria um momento muito importante porque até agora os EUA não foram capazes de implementar seu domínio de forma estável, mas no momento em que ganharem a guerra, o farão. Mas se o Ocidente perder a terceira batalha (a primeira foi a guerra da Chechênia, a segunda a da Geórgia), este seria o final dos EUA e de seu domínio. Vejamos o seguinte: nem EUA nem Rússia podem renunciar a esta situação. Simplesmente, é impossível para ambos não reagir.

Ochsenreiter: Por que Estados Unidos e o presidente Barack Obama vacilam com sua agressão contra a Síria? Ele apela à decisão do Congresso? Por que pedir permissão quando não precisa?

Dugin: Não devemos cometer o erro e começar a fazer análises psicológicos sobre Obama. A guerra principal se dá nesses momentos nos bastidores. E esta guerra está sendo liberada em torno de Vladimir Putin. Ele está sob uma grande pressão dos funcionários liberais, pró-estadounidenses e pró-israelenses que rondam o presidente russo. Eles tratam de convencê-lo a desistir da luta, e o pessoal em torno de Putin são a quinta coluna do Ocidente. Isto significa que Putin é o único. Ele tem a população ao seu lado, mas não a elite política. Assim que temos que ver a decisão da administração de Obama de pedir permissão ao Congresso como uma espécie de espera. Eles tratam de forçar a pressão sobre Putin. Eles usam todas suas redes na elite russa para influenciar na decisão de Putin. Esta é a guerra invisível que está passando nestes momentos.

Ochsenreiter: Este momento é novo?

Dugin: (Risos) Absolutamente não! É a forma moderna das tribos arcaicas tratarem de influenciar o chefe do inimigo com ruídos fortes, gritos e tambores de guerra. Eles se golpeiam no peito para impôr o medo no inimigo. Creio que os esforços dos Estados Unidos para influenciar Putin são uma forma moderna de guerra psicológica anterior à batalha real. A Administração estadounidense tratará de ganhar esta guerra sem o oponente russo no campo de batalha. Para isso tem que convencer Putin de desistir. Eles têm muitos instrumentos para isto.

Ochsenreiter: Mais uma vez, o que acontece com a posição de Barack Obama?

Dugin: Creio que todos estes aspectos pessoais no lado estadounidense são menos importantes que no lado russo. Na Rússia, uma pessoa decide hoje sobre a guerra e a paz. Nos Estados Unidos, Obama é mais um tipo de administrador burocrático. Obama é muito mais previsível. Ele não atua em seu nome, mas se limita a seguir a linha central da política exterior estadounidense. Temos que notar que Obama não decide nada em absoluto. Ele é a figura de um sistema política que faz as verdadeiras decisões importantes. A elite política toma as decisões, Obama segue o plano escrito para ele. Para dizer claramente, Obama não é nada, e Putin é tudo.

Ochsenreiter: Você disse que Vladimir Putin tem a maioria da população russa a seu lado. Mas agora é época de paz. Na guerra síria, também apoiarão ele?

Dugin: Esta é uma pergunta muito boa. Em primeiro lugar, Putin perderia grande parte de seu apoio se não reagir em uma intervenção ocidental na Síria. Sua posição se debilitaria por desistir. As pessoas que apoiam Putin o fazem porque querem apoiar um líder forte. Se não reagir e resolver desistir devido à pressão dos Estados Unidos, seria considerado pela maioria da população como uma derrota pessoal de Putin. Assim que vê, isso é mais a guerra de Putin do que a guerra de Obama. Mas se intervir na Síria enfrentará dois problemas: a sociedade russa quer uma grande potência mundial, mas não está pronta para pagar os custos. Quando o volume destes custos ficarem claros, isso poderia causar uma espécie de choque para a população. O segundo problema é o que eu já disse, que a maioria da elite política é pró-ocidental. Eles se oporiam à guerra de imediato e começariam com sua propaganda para criticar as decisões de Putin. Isto poderia provocar uma crise interior. Creio que Putin seja consciente destes dois problemas.

Ochsenreiter: Você disse que os russos podem ser surpreendidos pelos custos de uma guerra. Não existe o perigo de que não poderão apoiar Putin por esta razão?

Dugin: Não creio. Nosso povo é muito heróico. Volte na história. Nosso povo não estava preparado para entrar em uma guerra, mas quando se viram obrigados a entrar, venceram a guerra, apesar de todos os custos e sacrifícios. Olhe para as guerras napoleônicas ou para a Segunda Guerra Mundial. Nós, os russos, perdemos muitas batalhas, mas no fiinal vencemos estas guerras. Mesmo que não estejamos preparados, sempre venceremos.

Traduzido por Álvaro Hauschild

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Casa Branca propensa a rejeitar guerra na Síria

Notícias recentes indicam que os membros da Câmara dos Representantes dos EUA irão provavelmente recusar a resolução autorizando o ataque à Síria.



Uma contagem rápida por Think Progress mostrou que a maioria esmagadora dos representantes estadunidenses estão indecisos ou podem votar contra um ataque dos EUA ao país do Oriente Médio.

De acordo com os dados do Think Progress, 26 parlamentares votarão "sim" sobre a resolução, 18 provavelmente votarão a favor, 152 ainda estão indecisos, 20 provavelmente votarão "não" e 84 votarão contra a resolução. A pesquisa computou 20 votos como "desconhecido".

Enquanto isso, a líder da minoria Nancy Pelosi (D-Calif.) disse que ela não tem certeza se o presidente Obama poderia obter o apoio da maioria dos democratas da Câmara para o seu plano de guerra.

O New York Times também informou na quarta-feira que os democratas do Congresso são um grande obstáculo ao plano de Obama para um ataque à Síria.

Enquanto isso, uma enquete recente do Washington Post-ABC News revelou grande oposição da opinião pública dos EUA aos ataques militares à Síria. A pesquisa mostrou que cerca de seis em cada 10 americanos são contra o lançamento de mísseis sobre a Síria por causa as acusações de que o governo sírio teria usado armas químicas contra os grupos militantes.

Washington acusou o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad de lançar um ataque químico nos subúrbios de Damasco, em 21 de agosto, matando centenas de pessoas. O governo sírio refutou veementemente a acusação.

O parlamentar republicano texano, deputado Michael Burgess, disse que a evidência que a Casa Branca de Obama mostrou em uma coletiva de classificados no domingo para tais alegações era "muito fraca" e até indicou que militantes estrangeiros apoiados poderiam estar por trás do suposto ataque químico.

O Ex-congressista Ron Paul também disse que o suposto ataque de armas químicas na Síria foi uma "false flag" provavelmente realizada pelos grupos militantes apoiados pelos EUA.

"O grupo que é mais provavelmente irá se beneficiar é a al-Qaeda. Eles jogam um pouco de gás, algumas pessoas morrem e culpam Assad", diz Paul, um representante republicano de longa data do Texas, durante uma entrevista no Fox News filmado na semana passada.

Em meio à oposição da opinião pública e do Congresso a um possível ataque dos EUA contra a Síria, o Pentágono está considerando dobrar sua capacidade para ataques contra o país árabe.

Pentágono está planejando ampliar sua capacidade de ataque usando os meios da Força Aérea dos Estados Unidos, incluindo bombardeiros para apoio.

A administração Obama também está considerando além do uso de aviões estadunidenses os franceses para realizar ataques na Síria como também se dirigiu ao Pentágono para expandir a lista de alvos potenciais de ataque no país.

Via PressTV

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Líbia atravessa crise energética sem precedentes após dois anos da invasão da OTAN

Líbia começou a importar óleo diesel para compensar o aumento no corte de energia, enquanto as filas engrossam frente aos postos de combustível e a vida diária se faz cada vez mais difícil em meio de uma crise sem precedentes.



A maioria das jazidas de gás em sua região oriental, que fornecem os suprimentos para usinas de energia, foram fechadas na pior interrupção do setor energético líbio desde a intervenção militar estrangeira em 2011 na qual participaram os Emirados Árabes, Qatar, Jordânia e a OTAN para derrotar e assassinar Muammar al-Gaddafi.

Grupos armados, guardas privados e trabalhadores petroleiros com lealdades tribais fecharam oleodutos e portos petroleiros em todo o país.

O setor energético está padecendo de um déficit de aproximados 1000 mega-watts devido ao forte consumo no verão, informou um funcionário do setor de eletricidade.

A capital Trípoli sofre cortes de energia regulares que se agravaram nos últimos dias e funcionários afirmam que a Líbia poderá esperar por mais racionamento se a crise se prolongar.

Um importante executivo da Companhia de Petróleo disse que a Líbia importou "pelo menos três vezes a quantidade de combustível líquido" a mais que o normal para manter as usinas operando.

"Todo o gás da região oriental foi detido", disse o executivo, que pediu anonimato.

Ahmad Mustapha Hussein, importante funcionário da Companhia de Eletricidade, disse que as turbinas de gás de ciclo combinado das usinas poderiam demorar semanas para retornar ao gás natural se a crise persistir.

"Houveram muitos problemas como consequência dos ataques e isso está afetando as unidades de produção", disse Hussein, acrescentando que o custo da importação do óleo diesel estava somando pressões fiscais devido à perda das receitas do petróleo.

Autoridades dizem que a capacidade de geração instalada é de aproximadamente 5.600 mega-watts e a demanda atual supera os 6.660 MW, principalmente no consumo residencial.

O executivo aforma que a jazida de gás Wafa que produz aproximadamente 13 milhões de metros cúbicos por dia em um empreendimento conjunto com Eni estava proporcionando algum alívio para as usinas de energia líbias que operam a gás.

Fornecimento de Gasolina

As vendas do petróleo bruto da Líbia baixaram para menos de 10 por cento da capacidade exportadora de menos  de 100 mil barris por dia, segundo a estimativa da Reuters, enquanto o país poupa a produção restante para consumo interno.

A baixa da produção interna também gera filas insuportáveis frente aos postos de combustível na capital, onde vive um quarto da população de seis milhões de habitantes, e por meses sofreu uma forte carência de gasolina "presumivelmente" derivada de um aumento das importações de automóveis. (NdB: não que acreditemos que numa crise energética e em uma situação de conflito bélico os indivíduos se sintam motivados a adquirir e capazes de bancar veículos importados...)

Via Reuters

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Israel deportará mais de 50mil imigrantes africanos


Israel planeja deportar mais de 50mil imigrantes eritreus e sudaneses, supostamente para Uganda, ainda que a chancelaria ugandesa negue a existência de um acordo para absorvê-los em troca de ajuda militar.

O Ministério do Interior de Israel anunciou nesta noite que em breve começarão as deportações de imigrantes ilegais provenientes da África. Em sua maioria, são naturais da Eritreia e do Sudão, que chegaram ao território israelense através do Egito nos últimos oito anos.

O titular do Interior israelense, Gideon Saar, disse que tem um acordo com um terceiro país africano para a absorção dos deportados.

A chefe do comitê parlamentário para trabalhadores estrangeiros, Michal Rozin, salientou numa conversação telefônica com Reuters que o país receptor é Uganda. Acrescentou que, segundo os rumores, Kampala aceitou o acordo em troca de dinheiro e armamento.

O jornal israelense Haaretz, por sua vez, recusou especificar o país da acolhida, mas afirmou que obterá em troca morteiros e outros sistemas de artilharia, poderá modernizar a Força Aérea e enviar pilotos militares para que estudem em Israel.

A imprensa israelense escreve que o Governo custearia o transporte aéreo, além de pagar 1.500 dólares por cada imigrante deportado.

O Ministério ugandês de Relações Exteriores manifestou hoje que não está a par de nenhum acordo com Israel para absorver imigrantes eritreus e sudaneses. Uganda jamais fecharia semelhante acordo, sublinhou um portavoz da chancelaria.

Via Rianovosti

Norte-americanos protestam frente à Casa Branca contra invasão militar na Síria

A oposição a uma intervenção militar por parte dos EUA na Síria cresce e os ativistas começaram a sair para as ruas em várias cidades dos Estados Unidos. Uma mobilização foi realizada na frente da Casa Branca, e disseram ao presidente Obama que estão fartos de suas mentiras.



O ativismo que se opõe à guerra se manifestou frente a Casa Branca. A coalizão ANSWER convocou centenas de pessoas a protestar contra as intenções da administração Obama de realizar um ataque contra a Síria.

Com a memória fresca dos argumentos que levaram esse país a entrar em conflitos bélicos no Afeganistão e Iraque, os manifestantes dizem que há o mesmo padrão de justificativas baseados na mentira.

Segundo os ativistas, o propósito da invasão na Síria seria de buscar consolidar o domínio estadunidense no oriente médio.

O protesto se realiza poucos minutos de vir a conhecimento a surpreendente derrota do governo britânico no parlamento.

A pergunta agora é se a administração Obama insistirá em um ataque militar sobre a Síria, sem o apoio de seu principal aliado, David Cameron.



Via HispanTV

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Egito fecha o Canal de Suez para barrar os destróieres de EUA e Inglaterra

O ministro de Defesa e chefe do Exército Egípcio, o general Abdel Fatah al-Sisi, assegurou essa quarta-feira que seu país ira fechar o Canal de Suez aos destróieres estadunidenses e ingleses que navegam rumo à Síria.



Al-Sisi enfatizou que seu país não repetirá os erros da guerra no Iraque, ressaltando o compromisso a cumprir com o acordo de defesa conjunta entre o Egito e a Síria, pelo que não permitirá que as embarcações de guerra atravessem o Canal de Suez para levar adiante uma intervenção militar no país árabe.

Além disso, o chefe da Diplomacia egípcia, Nabil Fahmi, expressou terça-feira sua oposição a uma ofensiva militar na Síria e pediu uma solução política ao conflito.

Fahmi afirmou que uma resposta ao suposto uso de armas químicas na Síria deve estar de acordo nos organismos internacionais, em especial o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Semana passada os terroristas, apoiados por países estrangeiros, acusaram o governo sírio de usar armas químicas em Damasco, alegações que foram rechaçadas veementemente pelas autoridades sírias.

Os países ocidentais, em especial EUA, Reino Unido e França, se valendo de falsas alegações, buscam efetuar uma ofensiva militar contra a Síria.

Por HispanTV

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Espanha disposta a fazer frente conjunta com Argentina para reivindicar Malvinas e Gibraltar

O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, José Manuel García-Margallo, confirmou que estão abertos a apoiar as reivindicações argentinas contra a Grã-Bretanha, se receberem o mesmo.



"Nós sempre estivemos de acordo com a Argentina em três coisas que são as três em que Gibraltar e Malvinas são idênticas", afirmou José Manuel García-Margallo.

Esses pontos coincidentes são que em ambos os casos "se aplica o princípio de integridade territorial e não o princípio da autodeterminação e os dois devem ser resolvidos da negociação das partes", assinalou o ministro espanhol.

"Caso se ponha nesses termos votaremos as resoluções em favor da Argentina como os argentinos votarão a favor da Espanha", assegurou García-Margallo, antes de acrescentar que "outra coisa são medidas que cada país - Argentina ou Espanha - adotem para resolver o litígio, no que podemos estar de acordo ou não".

García-Margallo insistiu que em Madri "se analisa todas as opções para resolver o conflito" criado sobre Gibraltar, incluindo o recurso à Corte Internacional de Justiça de Haya.

"É música para nossos ouvidos escutar ao ministro que Espanha considera levar esse caso a tribunais internacionais", afirmou o ministro principal de Gibraltar, Fabián Picardo, em uma entrevista publicada domingo no El País.

Extraído de infobae

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Putin afirma a falta de provas, sobre o uso de armas químicas


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta Segunda em uma conversação telefônica com o primeiro ministro britânico, David Cameron, que não há evidência qualquer sobre o uso de armas químicas pela Síria.

"Não há provas registradas de um ataque com armas químicas ou de quem tenha sido responsável", disse Putin, segundo uma informação do serviço de imprensa do Kremlin recolhida pela agência RIA Novosti.

De acordo com a fonte, a entrevista telefônica de Putin e Cameron "se firmou essencialmente na situação da Síria em um contexto de informações publicadas por meios de comunicação sobre o eventual uso de armas químicas próximo de Damasco".

No Domingo, o governo sírio aceitou que os especialistas da ONU investigassem o suposto ataque com gás venenoso da última Quarta em um subúrbio perto de Damasco, capital síria, que ao que parece acabou com a vida de centenas de pessoas.

O secretário de defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse em 23 de Agosto que já tinha começado o movimento de forças navais com o fim de se posicionar para um ataque contra a Síria, no caso do presidente estadounidense, Barack Obama, dar luz verde.

Enquanto o governo sírio nega ter lançado um ataque químico, o Exército deste país irrompeu no Sábado em um armazém situado no bairro de Jobar, em Damasco, onde encontrou barris de gás tóxico com etiqueta de fabricação saudita.

Além disso, o presidente sírio, Bashar al Assad, assegurou que os EUA fracassarão no caso de intervirem militarmente no país árabe "tal como em outras guerras que criaram, a começar pelo Vietnã".


Via Hispantv
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