sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cúpula militar dos EUA envergonhada por abusos sexuais

 
 Os líderes militares dos Estados Unidos estão "envergonhados" de sua incapacidade para acabar com as agressões sexuais que ultimamente aumentaram dentro das forças armadas deste país, refletiu  nesta Quinta o presidente do país norteamericano Barack Obama.

"A questão dos abusos sexuais socava a confiança nos corpos militares. Não só é um crime, não só é vergonhoso e desonroso, mas além disso faz com que nossas tropas sejam menos eficazes", afirmou Obama perante os jornalistas depois de uma reunião com os chefes militares na Casa Branca.

O líder estadounidense lançou estas declarações depois de que se registrara uma considerada cifra dos escândalos sexuais entre as FA dos EUA, uma situação que preocupa o Congresso do país norteamericano.

Obama aceitou que este problema não tem uma solução a curto prazo, disse que vai se "requerir um esforço sustentado durante um longo período de tempo".

Agregou que pediu ao secretário de Defesa, Chuck Hagel, e ao chefe do Estado Maior Conjunto, o general Martin Dempsey, liderar um processo para acabar com as agressões sexuais dentro do exército.

"Eles se preocupam e estão molestados por isso", disse Obama na Casa Branca, depois de manter uma reunião com os líderes mais importantes de Defesa para abordar este problema.

A reunião teve lugar em raiz de um informe emitido pelo Pentágono, segundo o qual, ao menos 26.000 militares podem ter sido objeto de assalto sexual durante o ano passado.

O informe revela que em 2010 foram registrados 19.100 casos de escândalos sexuais, enquanto que em 2012 está cifra chegou a 26.000.


Via Hispantv

Rússia envia navios de guerra em apoio à Síria


Mísseis de cruzeiro antinavais Yakhont poderiam dificultar que os EUA e seus aliados impusessem embargo naval ou lançassem ataques aéreos em apoio aos rebeldes sírios

DefesaNet


A Rússia enviou avançados mísseis antinavais de cruzeiro para a Síria, uma medida que ilustra a profundidade de seu apoio ao governo liderado pelo presidente Bashar al-Assad, disseram funcionários dos EUA na quinta-feira.

Previamente a Rússia já havia fornecido os mísseis Yakhont, como a arma é conhecida, à Síria. Mas os mísseis recentemente entregues contêm um radar avançado que os torna ainda mais eficientes, de acordo com funcionários americanos familiarizados com informações confidenciais de inteligência que falaram sob condição de anonimato.

O fornecimento dos mísseis Yakhont “contribui para as capacidades militares gerais da Síria, mas especificamente isso pressionaria a atividade naval Ocidental ou de seus aliados para mais longe da costa", disse Jeffrey White, membro do Instituto de Washington para a Política do Oriente Médio e ex-funcionário graduado de inteligência dos EUA. O fornecimento, acrescentou, também era "um sinal do compromisso russo com o governo sírio".

A informação sobre o fornecimento surge enquanto EUA e a Rússia planejam reunir uma conferência internacional com o objetivo de pôr fim ao brutal conflito sírio , que deixou mais de 70 mil mortos. Espera-se que essa conferência ocorra no início de junho e inclua representantes do governo Assad e da oposição síria.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, repetidamente disse que esse encontro é a esperança de Washington de mudar os "cálculos" de Assad sobre sua habilidade de manter-se no poder, abrindo caminho para que possam ser negociados os passos para que um governo transitório governe a Síria no período pós-Assad.

Mas o fluxo de armas iranianas e russas à Síria, disseram funcionários americanos, estimulou a aparente crença de Assad de que pode vencer militarmente.

A Rússia vem apoiando o governo de Assad diplomaticamente e tem interesses antigos na Síria, incluindo uma base naval em Tartus. Na ONU, os russos recentemente bloquearam propostas para que o Conselho de Segurança montasse uma viagem de verificação de fatos a Jordânia , Turquia e Líbano para investigar a onda de refugiados, de acordo com diplomatas ocidentais.

A Jordânia solicitou a visita da ONU para reforçar o argumento de que a situação dos refugiados era uma ameaça à estabilidade na região, mas a Rússia disse que a viagem estava além do mandato do Conselho de Segurança, afirmaram diplomatas.

Quando alegações de que o regime de Assad usou armas químicas surgiram, a Rússia também apoiou a recusa do governo sírio de permitir que a ONU lançasse uma ampla investigação no país, com o chanceler russo, Serguei V. Lavrov, afirmando que isso era uma tentativa de "politizar" a questão e impor o "cenário iraquiano na Síria".

A Rússia também forneceu apoio militar à Síria. Autoridades russas repetidamente disseram que estão meramente respeitando seus contratos. Mas funcionários dos EUA temem que os suprimentos têm a intenção de limitar as opções dos EUA se decidir intervir em apoio dos rebeldes.

A Rússia, por exemplo, previamente enviou mísseis terra-ar SA-17 para a Síria. Israel lançou um ataque aéreo que atingiu caminhões que transportavam essas armas perto de Damasco em janeiro. Israel não reconheceu a ação oficialmente, mas afirmou estar preparado militarmente para evitar que armamento estratégico seja enviado ao grupo militante libanês Hezbollah .

Mais recentemente, autoridades israelenses e dos EUA conclamaram a Rússia a não prosseguir com a venda de avançadas armas de defesa aérea S-300. O Kremlin acatou o pedido dos EUA de não fornecer as S-300s ao Irã, mas a negativa a essa venda, disseram analistas, aumentou a pressão dentro do Exército russo para manter a venda para a Síria.

Diferentemente do arsenal sírio de Scuds ou de outros mísseis terra-terra que o governo Assad disparou contra as forças de oposição, os mísseis antinavais Yakhont poderiam providenciar para o Exército sírio uma arma formidável para conter as forças internacionais que buscam reforçar os rebeldes da oposição por meio da imposição de um embargo naval, do estabelecimento de uma zona de exclusão aérea ou do lançamento de ataques aéreos limitados.

“Permite ao regime deter as forças estrangeiras que avaliam enviar suprimentos à oposição pelo mar ou adotar um papel mais ativo se uma zona de exclusão aérea ou um embargo naval forem declarados em algum momento", afirmou Nick Brown, editor-chefe na Revisão de Defesa Internacional do IHS Jane. “Os mísseis realmente são matadores de navios."

Enquanto a crise síria entrava em uma escalada, a Rússia gradualmente aumentou sua presença naval na região. Em janeiro, dezenas de navios foram para os mares Negro e Mediterrâneo para participar no que o Ministério da Defesa disse ser o maior exercício naval do país em décadas, testando a habilidade das embarcações de se posicionar fora das águas russas.

Um mês mais tarde, quando os exercícios acabaram, a agência de notícias do ministério disse que quatro grandes navios estavam a caminho de operações na costa síria. "Com base nos resultados dos exercícios navais", disse o ministério na época, "tomamos a decisão de manter a atividade de combate dos navios de guerra russos no Mediterrâneo".

Via Noticiasmilitares

Tropas especiais israelenses invadem Síria

Efetivos de forças especiais israelenses violaram a fronteira síria, segundo a rede estadounidense Fox News.

Uma equipe do canal que está trabalhando nos Altos do Golán, ocupados por Israel, captaram as imagens de militares israelenses regressando do território sírio.

se desconhece o objetivo da missão dos militares hebreus.

Ademais, na reportagem da Fox News se vê tanques israelenses e artilharia pesada dispostos nos Altos do Golán, nas imediações do território sírio.

A presença de armas pesadas no território em disputa é uma violação flagrante das condições da trégua de 1973. Sem embargo, os observadores da ONU em Damasco realizaram ainda uma declaração a respeito.

Na semana passada o líder do partido libanês Hezbolá, Sayed Hasan Nasralá, declarou que apoiará os esforços sírios de recuperar os Altos de Golán. Ademais, mencionou que a Síria vai fornecer a seu movimento armas especiais, que Hesbolá ainda não tem.

Enquanto Síria sangra no conflito militar que já dura mais de dois anos, a aviação israelense também entrou em cena e lançou vários ataques contra o território sírio, algo que Israel nem confirme nem desmente. Segundo fontes israelenses, os bombardeios apontavam aos comboios ou arsenais com armas destinadas ao Hezbolá.

Em resposta ao vice-primeiro ministro sírio, Qadri Jamil, informou que seu governo iniciou o recrutamento de voluntários estrangeiros para participar em operações contra Israel nos Altos de Golán.

O conflito sírio, que dura já mais de dois anos, cobrou a vida de mais de 70.000 pessoas, e quase quatro milhões foram desabrigados, segundo as cifras da ONU.

Via Terceraguerramundialsionista

NASA: Último "grande achado" em Marte seria um capacete nazista


Uma nova fotografia, difundida pela NASA, mostra um misterioso objeto, que parece um capacete nazista entre as rochas de Marte, assegura o sítio-web WhatsUpIntTheSky.

Este portal está especializado em analisar fotografias da NASA e interpretá-las.

A imagem parece mostrar um capacete do exército nazista que projeta sombra sobre a rochosa superfície marciana, dizem os especialistas do sítio web. A NASA todavia não fez nenhum comentário oficial acerca do "achado".

O vídeo subido no Youtube, uma montagem a partir de uma só imagem, provocou um grande interesse entre os usuários da Internet. Os especialistas dizem que se trata de um jogo de luzes e sombras que envolveu uma pedra no misterioso objeto.

A fotografia foi achada em Abril pelo robô explorador Curiosity, mas este não é o primeiro suposto achado incomum registrado pela sonda. Em fevereiro fotografou um objeto muito similar a um esqueleto fossilizado de lagarto e em janeiro captou a chamada 'flor de Marte', que resultou ser uma pedra de plástico da nave espacial.


Via RT

quarta-feira, 15 de maio de 2013

EUA se encontra em 74 guerras diferentes e muitas mais de maneira encoberta

Um informe publicado recentemente afirma que atualmente os Estados Unidos participam de diferentes maneiras em conflitos armados em 74 países.



"Em quantas guerras participam hoje em dia os Estados Unidos?" essa foi a pergunta levantada por Linda J. Bilmes e Michael D. Intriligator, autores do informe.

A publicação destaca que os estadunidenses contam com uma importante presença militar No Bahrein, Djibuti, Turquia, Qatar, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Afeganistão, Kosovo e Quirguistão.

Assim como tem bases militares instaladas há muitos anos na Alemanha, Japão, Coréia do Sul, Itália e o Reino Unido.

De acordo com o relatório, algumas dessas instalações são realmente vastas. É o caso, por exemplo, da base aérea de Al Udeid, que serve de posto avançado para o comando central dos EUA (Centcom) e que recentemente foi ampliada para abrigar 10000 soldados e 120 aviões.

Base na Alemanha


Enquanto a Centcom opera em 20 países em todo o Oriente Médio e participa ativamente no reforço militar, programas de luta "antiterrorista", apoio logístico e financiamento militar em vários países, o comando dos EUA para a África supervisiona as relações militares com 54 países do continente.

O site Global Research afirma que a presença de forças de operações especiais aumentaram em 60 países durante o mandato de Obama.

Segundo o jornalista Jeremy Scahill, autor de 'Dirty Wars' ('guerra suja') sobre a guerra global disfarçada do governo de Obama, estas operações militares poderiam aumentar o número de áreas do mundo onde existem áreas de conflito.

Via ANN

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Síria: terrorista arranca e come coração de soldado sírio


Um vídeo terrível que circula na rede mostra um integrante dos grupos terroristas na Síria tirando e mordendo o coração de um soldado sírio.


No vídeo publicado no domingo na internet, se vê um homem com traje militar e uma faca na mão cortando o torso de um soldado morto, que mais tarde dá a volta até a câmera para mostrar o coração arrancado do peito do soldado caído.
"Juro por Deus que vamos comer seus corações e fígados..." disse o homem referindo-se aos soldados do governo sírio.

Peter Bouckaert, da organização 'Human Rights Watch' (Obersvatório de Direitos Humanos), com sede em Nova Iorque, disse que o homem que protagoniza o terrível ato inhumano foi identificado como Abu Sakkar, um dos fundadores da Brigada Faruk.

A identidade de Abu Sakkar foi confirmada por fontes militares na cidade de Homs, oeste da Síria, e por outras imagens dele em outros vídeos onde levava posto a mesma jaqueta negra e se via com os mesmos anéis na mão, como é o caso do último clipe em que aparece.

"A mutilação dos corpos dos inimigos é um crime de guerra. Mas o problema ainda mais grave é a rápida diminuição na retórica sectária e violência", agregou Bouckaert.

O pertencente à organização não-governamental de direitos humanos também acrescentou que na versão não-editada do vídeo se vê Sakkar descendo aos seus homens que massacram os soldados sírios, para comer seus corações depois de arrancá-los.

O citado material causou uma grande indignação tanto entre os partidários do presidente sírio, Bashar al Asad, como os opositores.

Desde meados de março de 2011, a Síria enfrenta uma onda de violência organizada por alguns países do Ocidente e da região, cujo objetivo é culpar o governo de Damasco da crise, e possibilitar assim uma intervenção militar estrangeira.

Até o momento diversas organizações internacionais de direitos humanos acusaram os terroristas que tratam de derrubar o legítimo presidente do governo sírio de cometerem crimes de guerra.

Vídeo (Aviso, cenas fortes)

Via Hispantv

domingo, 12 de maio de 2013

Dois ministros britânicos propõem a saída da UE

Pela manhã foi o Ministro da Educação, Michael Gove, um homem da máxima confiança do Premier David Cameron. Pela tarde, o Ministro da Defesa, Philip Hammond. Os dois declararam em público que votariam pela saída do Reino Unido da União Européia de houver um referendo. Ainda que os dois deixaram claro que antes dessa consulta deve se dar a oportunidade de negociação com a UE que defende o Premier, o qual prometeu essa consulta para 2017, suas declarações são uma constatação que o crescente êxito eleitoral do UKIP não só dividiu os conservadores, como também levaram essa divisão ao interior do gabinete.



Cameron enfrentou quarta-feira na Câmara dos Comuns uma rebelião de cinquenta de seus deputados que apresentaram uma emenda ao programa legislativo anual apresentado esta mesma semana, exigindo que o Governo aprove agora uma lei sobre o referendo. Gove disse que se absterá, uma opção permitida pelo primeiro ministro aos membros do gabinete.

O que parecia uma quimera, a saída britânica da UE, cada dia parece mais real. Graças ao UKIP e seu líder, Nigel Farage, que se situou no epicentro de Westminster sem ter nenhum deputado entre os Comuns. O segredo de seu êxito foi ligar o desencanto europeu com o medo da imigração e imputar muito populismo. Isso lhe deu um de quatro votos nas eleições municipais de 2 de maio e levou ao pânico o Partido Conservador.

A mensagem do UKIP entrou com especial força no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, onde passou de ter um vereador para 17. Mo Eleanor, de idade inconfessável e e presidenta do UKIP em Kent, vê a mão de Bruxelas por trás de quase todos os males britânicos e é uma ardente partidária do abandono da UE. Está no UKIP "porque quero que me devolvam o meu país", proclama. "85% das leis com as quais temos que viver foram feitas pela União Européia", se queixa. Antiga votante do Tory, começou a se afastar do partido faz alguns anos, principalmente quando o primeiro ministro John Major aceitou o Tratado de Maastricht.

Ver mais em El País

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Rafael Correa conselha a embaixador dos EUA a não interferir na política de seu país

As autoridades equatorianas se indignaram após saberem que o embaixador dos EUA em Quito interveio em um ato político interino. Vários analistas opinaram que essa atitude indica que "Washington trata de recuperar um terreno que já perdeu".



"Se continuar preocupado, o mandaremos a Washington para que se preocupe lá", anunciou o presidente equatoriano Rafael Correa, dirigindo sua mensagem ao embaixador estadunidense, Adam Naam.

Correa qualificou de grosseira a participação do diplomata estadunidense no Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, organizado por alguns jornalistas opositores do governo. O diplomata comentou que estava preocupado com a liberdade de expressão no país. Correa respondeu que o enviado deveria fazer o seu trabalho, ao invés de participar de ações políticas antigovernamentais.

O analista internacional Luis Bilbao opina que as declarações do embaixador mostram o desespero dos EUA para recuperar a influência na América Latina que perdeu.

"Os grandes meios de comunicação controlados pelo grande capital e pelos EUA não têm a capacidade, a influência sobre a população que, em troca, se volta aos meios alternativos ou meios de menor envergadura em termos econômicos mas de um amplo alcance. Definitivamente está mudando o curso da situação da América Latina, e Estados Unidos está perdendo terreno", disse o analista ao RT.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, por sua vez, se reuniu com o diplomata norte-americano para expressar o incômodo por sua conduta. "O senhor Naam tem todo o direito de fazer as reuniões que considere como embaixador, ter informação de nosso país, informação política, econômica, social, de cooperação, de todo tipo, tem todo o direito, mas não tem o direito de intervir em atividades políticas como a atividade que interveio", afirmou Patiño durante o encontro.

Via RT

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Putin: CIA está por trás das privatizações da Rússia

Por Alfredo Jalife Rahme
(Tradução por Álvaro Hauschild)

Desde sua fundação, a Agência Central de Inteligência (CIA na sigla em inglês) esteve sempre hiperativa e no olho do furacão devido a suas atividades clandestinas extracurriculares.

A lendária agência de espionagem global foi posta no pelourinho com maior intensidade pela revelação de suas práticas pouco ortodoxas, como acaba de acontecer no Afeganistão com seus obscenos subornos ao governo de Karzai (The Guardian, 30/04/2013).

De forma estrujante, Thierry Meyssan, diretor da Rede Voltaire (28/04/2013), acusa a CIA de estar por trás do polêmico atentado da maratona de Boston, cuja montagem hollywoodense apenas começa a exibir sua ponta do iceberg.

Nada deseja entorpecer a notável melhoria das relações entre Washington e Moscou, que tomaram um rumo diferente em sua colaboração frutífera tanto na desativação da escalada na península coreana - em uníssono do desmantelamento da quarta fase do polêmico desenvolvimento do escudo de mísseis antibalístico dos EUA nas fronteiras russas - como no áspero assunto do bombardeio da maratona de Boston que implicou dois jóvens chechenos radicados nos EUA - com efeitos geopolíticos no Cáucaso-Norte: primordialmente, na Ingushetia, Chechênia e Daguestão (principal faixa costeira da Rússia no mar Cáspio: uma das principais reservas de hidrocarbonetos do planeta).

No meio do degelo das relações Rússia-EUA, salpicadas de conversas telefônicas entre seus líderes em pleno romance reconciliatório, o tsar enérgico Vladimir Putin - durante sua sessão anual televisiva Perguntas e Respostas de quase cinco horas com os cidadãos - lançou uma bomba retórica na que falou abertamente que as selvagens privatizações dos 90 - que, por certo, estiveram a ponto de sepultar Rússia - foram dirigidas por conselheiros que, como se sabe agora, trabalharam como funcionários (supersic!) de carreira da CIA (Ria Novosti, 25/04/2013). Super uf!

Putin fulminou que os funcionários da CIA operaram como consultores de Anatoly Chubais, o vice-ministro, que supervisionou a privatização da Rússia em princípios da década de 90 - em semelhança, no México com Joseph-Marie Córdoba e Jacques Rogozinski, cujo resultado foi simplesmente cataclísmico.

Repórteres generosos dos multimídia na Rússia - ocultados por seus homólogos ocidentais - acusaram pontualmente dois membros da enteléquia vilipendiada USAID - que aconselharam ao governo russo sobre sua transição da economia soviética ao capitalismo - de serem os indiciados funcionários da CIA: Andrei Shleifer, professor de economia (sic) de Harvard (supersic!) e protegido do ex-secretário polêmico de Tesoro Larry Summers (anterior diretor da insígne universidade da que teve que renunciar por misoginia), e Johnathan Hay, advogado egresso também de Harvard a cargo do programa patrocinado por USAID para transformar a Rússia em uma economia de mercado pós-URSS.

Perturba a imprescindível cobertura acadêmica (sic) que requerem certo tipo de privatizações estratégicas, como foi o caso de Harvard na Rússia e do ITAM no México (documento infame Novos Horizontes, de Setembro de 2001;http://csis.org/files/media/csis/pubs/newhorizons%5B1%5D.pdf) para encobrir seus crimes.

A propósito, Harvard foi multada na corte dos EUA com 26.5 milhões de dólares por seu enriquecimento ilegal com as privatizações na Rússia. Quanto conseguirá sem multas o ITAM por seu aval à privatização dos hidrocarbonetos do México?

Com justo equilíbrio dialético, Carl Schreck, correspondente de Ria Novosti em Washington, expõe que os especialistas, (sic) sobre o escandaloso caso Harvard nos tribunais, são céticos quanto a que os conselheiros universitários de USAID do vice-primeiro ministro russo Chubais tenham sido operadores da CIA, como denunciou Putin.

Uma especialista do impúdico caso Harvard, Janine Wedel, da Universidade George Mason em Virgínia (curiosamente onde tem sua sede, a CIA) - autora de dois livros a respeito que parecem antes redenção de culpa -, argumenta que não existe evidência da vinculação com a CIA dos dois professores de Harvard, Shleifer e Hay, que operaram o programa de Harvard para as privatizações na Rússia financiadas por USAID. Por que tanto interesse monetário e ontológico da USAID na privatização da Rússia?

Shleifer e Hay foram acusados de ter desfalcado 40 milhões de dólares (nota: hão de referir aos fundos da USAID e não aos extraídos da Rússia infinitamente superiores) para seu benefício pessoal, de suas esposas, amantes (supersic!) e sócios empresariais". Haja promiscuidade financeira!

David Marsh, jornalista e autor veterano em economia, defendeu os acadêmicos Shleifer e Hay e considerou que não necessitavam ser espiões da CIA para ter linha direta com Summers. Que argumento mais estranho!

O relevante radica em que a severa acusação não foi formulada por um qualquer, mas pelo presidente da Rússia, que conhece muito bem os expedientes globais de espionagem da CIA.

Até mesmo Chubais admite que sempre tratou tais acusações como rumores (sic), mas que se o presidente o disse, isso deve ser muito sério (RIA Novosti, 26/04/2013).

Despertou, Chubais, de sua seletiva simplicidade ou simplesmente mudou de bando? Por certo, sempre evidenciei Chibais como o cavalo de Tróia das privatizações e privações da Rússia.

Como era de se esperar, os hipercorruptos acadêmicos espiões Shleifer e Hay, e a própria CIA, evitaram ser interrogados pelo rotativo russo.

O sarcasmo de Putin é infinito: "o mais divertido (sic) é que depois de terem voltado aos EUA (nota: os funcionários da CIA que nunca os identificou por seus nomes) foram desculpados nos tribunais por terem quebrado as leis e terem enriquecido com as privatizações da Federação Russa quando não tinham direito de terem feito como espiões ativos". Uf!

Interessante: Putin os identifica como espiões da CIA ao invés de acadêmicos de Harvard. Como contaminaram as universidades dos EUA e de outros lares certos tipos de crápulas com travestismo acadêmico!

Enquanto as privatizações na Rússia elevaram a uma pleiade de políticos e empresários muito bem conectados, conhecidos como oligarcas (vários deles fugiram para Israel), que enriqueceram com as joias da coroa do império soviético desmantelado, o país desapareceu na miséria e em uma era de turbulência que Putin denomina a selvagem década de 90.

A bomba Putin fará derramar muita tinta em referência a toda a epistemologia das forçadas privatizações estratégicas no mundo, que não poucas vezes estão vinculadas ao controle e aos interesses geopolíticos dos EUA e da OTAN e não têm nada que ver com artificiais supostos de pseudoeficiência econômico-financeira que promovem seus retorcidos centros acadêmicos, como Harvard e ITAM, nas negociações crapulosas do desmantelamento das estruturas estatais, como Rússia, em detrimento da ultrajada soberania e do bem comum degradado.

Via ANN

Fraude nos alimentos: adulteração de leite no RS causa tumulto

Mais uma confusão feita por fraude no leite, desta vez no Rio Grande do Sul. Empresas, produtores e transportadores acrescentam produtos cancerígenos no alimento básico com fim de aumentar o volume e, consequentemente, o lucro na venda.

Os estados do sul do Brasil sofrem de inúmeras fraudes no setor econômico, que cresceram desproporcionalmente além do crescimento da economia. O leite é apenas uma das fraudes que foram postas em público. A grande maioria das fraudes empresariais ficam cobertos pelo sistema político do país, que tende a dar liberdade a investimentos estrangeiros.

Podemos citar um caso muito próximo do setor alimentício e que abrange grande parte da economia e influencia também a política, que é a Monsanto, que provocou um golpe de Estado no Paraguai e escraviza milhares de agricultores na América do Sul, tanto na agricultura quanto na pecuária e laticínios. Muitas destas redes de fraudes circulam na região sul do país, em que o investimento econômico tende a ser foco de globalização com fim de sufocar a liberdade dos povos do Cone Sul.

Com estas fraudes, também acompanham as imigrações ilegais que abundam tanto nas capitais como no interior do país. Tudo para o controle do sistema liberal. As redes de fraudes são internacionais, e atacam os setores mais fundamentais da sociedade, que são o alimentício e o farmacêutico. Abaixo, reportagem com Rachel Sheherazade: