terça-feira, 7 de maio de 2013

Venezuela ultrapassa Colômbia e é a 4ª economia latino-americana


Venezuela foi reconhecida como a quarta economia mais forte da região, depois de ultrapassar a Colômbia, revelou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu mais recente informe de perspectivas para América Latina.

O informe do FMI salienta que o PIB da Venezuela em 2012 chegou a 382,4 bilhões de dólares, enquanto a Colômbia ficou nos 360 bilhões.

O FMI atribui o crescimento venezuelano a políticas "expansivas". Em 2012 a Venezuela cresceu 5%, enquanto a nação vizinha teve acréscimo de 4,7%.

Brasil se mantém no primeiro lugar como a maior economia da América Latina, com um PIB de 2,396 trilhões, enquanto o México, em segundo lugar, informou que seu PIB de 2012 chegou a 1,177 trilhões; Argentina ocupou a terceira posição com PIB de 475 bilhões.

Via AVN

Putin: A Rússia não irá tolerar mais ataques contra a Síria!


Respostas diplomáticas negativas estão perseguindo Israel após os ataques de sua força aérea na Síria. Em primeiro lugar, eles parecem não ter tido qualquer efeito na bem-sucedida intervenção militar do Hezbollah em prol do regime de Assad, ou na guerra síria como um todo. Em segundo lugar, o Primeiro Ministro Israelense, Benjamin Natenyahu, enquanto em Shanghai, nesta segunda (dia seis), levou uma ríspida reprimenda do Presidente Vladimir Putin; um aviso de que a Rússia não irá tolerar qualquer outro ataque israelense em Damasco e que irá responder.

Putin não disse como, mas ele anunciou que deu a ordem para a aceleração do fornecimento de armamentos russos altamente avançados para a Síria.

As fontes militares do DEBKAfiles’s revelaram que o líder russo se referia ao sistema anti-aéreo S-300, e o míssil de superfície, com capacidade nuclear, 9K720 Iskander (chamado de SS-26 Stone pela OTAN), que são precisos o suficiente para acertar um alvo, em um raio de 5 a 7 metros, a uma distância de 280 km.

Em sua chamada telefônica a Netanyahu, o líder russo não fez rodeios sobre sua determinação a não permitir que os EUA, Israel ou qualquer outra força regional (ou seja, Turquia ou Qatar) derrube o Presidente Bashal al-Assad. Ele aconselhou o primeiro ministro a não esquecer disso.



Nossas fontes dizem ainda: Desde que os times de defesa aérea da Síria já treinaram na Rússia o manuseio das baterias interceptadoras S-300, elas podem começar a operar logo que sejam descarregadas por um dos voos diários de suprimentos russos para a Síria. Oficiais de defesa aérea russos vão supervisionar o seu colocamento e prepará-los para operar.

Moscou está retaliando não apenas pelas operações aéreas israelenses na Síria, mas se antecipando à decisão iminente do governo Obama de mandar o primeiro carregamento de armas estadounidenses aos rebeldes sírios.

Agências de inteligência em Moscou e no Oriente Médio tomam como certo que, quando Washington anunciar publicamente sobre a decisão, algumas das facções rebeldes já estarão munidas de armamento estadounidense.

O fato dessas medidas estarem caminhando foi demonstrado pela introdução na segunda-feira,  por Bob Menendez, diretor do Comitê do Senado para Relações Internacionais, da lei que permite aos EUA prover armas e treinamento militar aos rebeldes sírios.

Instrutores militares estadounidenses têm trabalhado com rebeldes sírios em campos de treinamento na Jordânia e na Turquia há alguns meses. Então, colocar armas em suas mãos apenas aguardou a decisão em Washington.

A mensagem de Putin a Netanyahu pretende chegar a uma audiência maior que Jerusalem, como Barack Obama em Washington e Presidente Xi Jinping em Pequim, antes da conversa de Netanyahu lá, na terça-feira.

Portanto, quando o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, aterrissou em Moscou aquele dia, numa tentativa de “construir uma ponte” entre os governos sobre o conflito sírio, ele foi precedido por uma barreira de condenações russas quanto aos ataques israelenses em Damasco “como uma ameaça para a estabilidade regional”, um firme aviso do ministério de relações exteriores russo, para que o “Ocidente” para de “politizar a situação das armas químicas na Síria”, e a “preocupação de Moscou de que a opinião pública mundial esteja sendo preparada para um possível intervenção militar estrangeira.”

Em outras palavras, o líder russo rejeitou antecipadamente e com as duas mãos, qualquer tentativa dos EUA de usar os ataques aéreos israelenses como alavanca para um acordo com Moscou para terminar a guerra síria. O suprimento de armas dos EUA para os rebeldes seria, ademais, igualada por um aumento do fornecimento de armas para o regime de Assad, o qual Putin está totalmente comprometido a preservar.

Karry planejava encontros cara-a-cara com oficiais russos, na terça-feira, tendo como assunto principal a Síria, mas também para discutir a posição russa sobre as bombas de Boston, e esperava por cooperação quanto às questões nucleares do Irã e da Coréia do Norte.

A frieza do governo chinês para com Israel foi demonstrada menos diretamente do que a de Moscou, mas não menos firmemente. O líder palestino Mahmoud Abbas foi convidado a visitar Pequim e encontrar o Presidente Xi dois dias antes da chegada do primeiro ministro [Netanyahu] à capital chinesa (na terça-feira), para começar a parte oficial de sua visita. O presidente chinês revelou seu plano de paz antes de encontrar o primeiro ministro israelense.

Este plano enfatiza, como chave para um acordo, o direito palestino ao um Estado nas bases de 1967, com a Jerusalem Oriental como sua capital. Ele também adota as condições de Abbas para uma conversa, incluindo o cessar das atividades de colonização, o fim do bloqueio a Gaza e o “tratamento adequado” para a questão dos prisioneiros palestinos.

Claramente, o primeiro ministro Netanyahu teria sido mais sábio em adiar sua visita à China ao invés de ir embora enquanto os ataques da força aérea israelense ainda ressoam em Damasco. Ficando em casa ele teria demonstrado ter uma mão mais firme e estável no leme.

E após deixar o país, ele teria feito bem em não vagar por Pequim por dois dias primeiro. Isso deu a chance ao líder russo de achá-lo despreparado e de passar-lhe uma forte e pública reprimenda, então atrapalhando a agenda de Netanyahu nas próximas conversas com os líderes chineses.

Nascem os primeiros bebês transgênicos do mundo

Foi informado ontem a noite que foram criados os primeiros seres humanos geneticamente modificados.

A revelação de que 30 bebês nasceram depois de uma série de experimentos nos Estados Unidos provocou outro forte debate sobre a ética.

Até o momento, foi comprovado que dois dos bebês contêm genes de três "pais" diferentes.

Quinze crianças geneticamente modificadas nasceram nos últimos três anos como resultado de um produto de um programa experimental no Instituto de Medicina Reprodutiva e Ciência de San Bernabe, em Nova Jersey. Os bebês nasceram de mulheres que tinham problema para conceber. Os genes extra de uma doadora feminina foram inseridos em seus óvulos antes que fossem fertilizados, com a intenção de que pudesse conceber.

Testes digital de amostra genética feitos em duas crianças de um ano da idade confirmam que herdaram o DNA de três adultos - duas mulheres e um homem.

O fato dessas crianças herdarem genes extra, e os terem incorporado à "sua linha genealógica" significa que, por sua vez, podem transmiti-los aos seus próprio filhos.

A alteração da linha genealógica humana - na verdade, alterar a estrutura da nossa espécie - é uma técnica rejeitada pela imensa maioria dos cientistas do mundo.

Os geneticistas temem que um dia esse método possa ser usado para criar novas raças de humanos com características adicionais, como força ou inteligência superior

Escrevendo na revista "Human Reproduction", os investigadores, dirigidos pelo pioneiro em fertilidade, o professor Jacques Cohen, disse que "esse é o primeiro de modificação genética humana que resulta em crianças normais e sãs".

Alguns especialistas criticaram severamente os experimentos. Lord Winston, do Hospital Hammersmith, no oeste de Londres, disse à BBC: "Quanto ao tratamento da infertilidade, não há evidência de que essa técnica vale a pena (fazê-la)... Estou muito surpreso de que mesmo essa fase foi realizada. Sem dúvida, não será permitida na Grã-Bretanha".

John Smeaton, diretor nacional da Sociedade para Proteção de Crianças por nascer, disse: "Um tem grande simpatia pelos casais que sofrem de problemas de fertilidade. Mas isso parece ser um exemplo mais do fato que o processo de fecundação in vitro, como meio de concepção, ruma a se considerar os bebês como objetos de uma linha de produção".



"É mais um passo adiante para a humanidade, além de ser muito preocupante, pelo caminho equivocado". O professor Cohen e seus colegas diagnosticaram que as mulheres eram inférteis pois tinham defeitos nas estruturas minúsculas de seus óvulos, chamadas mitocôndrias.

Eles tomaram os óvulos das doadoras e, com agulha fina, aspiraram parte do material interno - que contém mitocôndrias "saudáveis" - e o injetaram nos óvulos das mulheres que queriam conceber.

Devido a mitocôndria conter genes, os bebês resultantes do tratamento herdaram o DNA das duas mulheres. Estes genes agora podem ser passados pela linha genealógica ao longo da linhagem materna.

Um porta-voz da Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA), que regula a tecnologia de reprodução assistida na Grã-Bretanha, disse que não autorizaria a técnica pois trabalha com modificar a linha genética.

Jacques Cohen é considerado um cientista brilhante porém controverso que empurrou os limites das tecnologias de reprodução assistida. Desenvolveu uma técnica que permite homens inférteis a terem seus próprios filhos, mediante injeção de DNA de esperma diretamente ao óvulo em laboratório.

Antes disso, apenas as mulheres inférteis eram capazes de conceber mediante fertilização in vitro. No ano passado, o professor Cohen disse que sua experiência lhe permitira clonar crianças - uma perspectiva tratada com horror pela comunidade científica dominante.

"Seria o trabalho da tarde para um de meus estudantes", disse, e acrescentou que foi contactado por "pelo menos três pessoas que desejam criar uma criança clonada, mas rejeitou seus pedidos".

Via Cañasanta

domingo, 5 de maio de 2013

"Ataque de Israel contra Síria é uma declaração de guerra"

 
O segundo-ministro de Relações Exteriores, Faisal al-Miqdad, qualificou neste Domingo de "declaração de guerra" o ataque do regime israelita contra o centro de investigação científica de Jamrya, próximo a Damasco, capital da Síria.
 
A recente agressão israelita é uma demonstração da aliança entre o regime de Tel Aviv e os terroristas sírios, assinalou Al-Miqdad ao salientar que a Síria tomará represálias contra o regime de Israel e sua vez e da sua maneira.
 
A chancelaria síria enviou neste Domingo uma carta ao presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), e outra ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, nas que afirmou que a continuação das agressões israelitas poderia aumentar a tensão na região e arrastar a uma guerra regional a grande escala que ameaçaria a paz e a segurança internacionais na região e no mundo.
 
Ademais, asseverou que a Síria ao mesmo tempo em que confirma seu direito de defender-se, de defender seu território e soberania, pede ao Conselho de Segurança que cargue com suas reponsabilidades de cessar a agressão israelita contra Síria, prevenir sua repetição e evitar o agravamento da situação na região e sua saída de controle.

Esta flagrante agressão do regime israelita contra sítios pertencentes às Forças Armadas da Síria confirma a coordenação entre o regime de Tel Aviv e os terroristas pertencentes ao grupo Frente Al-Nusra, destacou a chancelaria síria.

Finalmente, expressou que Síria considera que a insistência de alguns Estados memebros do CSNU em dar cobertura a contínua agressão e sua ocupação dos territórios árabes, acarreta a estes países a plena responsabilidade das consequências que poderiam derivar dos atos agressivos do regime de Tel Aviv.

Por outro lado, o ministro de Informação da Síria, Omran al-Zoabi, advertiu sobre as consequências do assalto do regime israelita contra Síria, ao afirmar que existe uma correlação significativa entre o regime de Tel Aviv e os grupos armados.

"Estamos decididos a proteger a população síria de todas as maneiras possívels", e "nosso povo e nosso Estado não aceitam a humilhação", mas isso não é uma nova agressão por parte do regime de Israel, segundo Al-Zoabi.

O regime de Tel Aviv lançou nesta madrugada deste Domingo um ataque com mísseis contra o centro de investigação científica de Jamrya, próximo de Damasco, capital síria.

Isso se produz dois dias depois de que or egime de Tel Aviv confirmou ter perpetrado na madrugada de Sexta-Feira um ataque aéreo contra Síria, assegurando que seu objetivo era um carregamento de mísseis ultramodernos.

Desde meados de Março de 2011, Síria foi cenário de distúrbios perpetrados por terroristas, financiados e dirigidos desde o estrangeiro, a fim de derrubar o governo do presidente, Bashar al Asad.

sábado, 4 de maio de 2013

Governo impede Amanhecer Dourado de distribuir alimentos por representar um "ato de ódio"

Por ordens do prefeito de Atenas centenas de policiais de choque impediram o Amanhecer Dourado de fazer a distribuição de alimentos a gregos afetados pela crise capitalista na praça Sintagma por representar um "ato de ódio".



Giorgios Kaminis, prefeito da cidade, celebrou como uma "vitória do estado democrático" a atuação dos agentes anti-choque os quais usaram gás lacrimogênio para impedir os militantes e deputados do Amanhecer Dourado de organizar um ato de solidariedade na simbólica praça ateniense, convocado por ocasião da celebração este fim de semana da Páscoa Ortodoxa. O movimento social nacionalista denunciou que o gás lacrimogênio foi usado contra cidadãos também.

"A praça Sintagma nunca mais será usada por ninguém para entregar alimentos", afirmou o prefeito ateniense, em declarações à rede de televisão Skai. "Essa praça pertence aos residentes da cidade. Só a autoridade local pode decidir como será usada", explicou.

"É alimento destinado a milhares de famílias gregas arruinadas pelas políticas genocidas do memorandum", disse o partido em referência ao contrato de empréstimo que Atenas firmou com credores internacionais. "Se dará prioridade a famílias com três ou mais filhos".

Amanhecer Dourado anunciou que organizaria uma entrega de alimentos em frente ao Parlamento pela próxima celebração da Páscoa Ortodoxa. Kamanis respondeu ao anúncio e assegurou que esse ato era ilegal pois não tinham pedido permissão à Prefeitura de Atenas. O prefeito destacou que não permitiria que um acontecimento "cheio de ódio" tivesse lugar na capital.

"O que ocorreu hoje foi uma vitória do estado democrático", assegurou, depois que a polícia impediu os militantes do Amanhecer Dourado de se instalarem no centro da praça de detido o motorista do caminhão que levava os alimentos. "O vandalismo não prevalecerá nessa cidade enquanto eu for prefeito".

Após a proibição do ato, Amanhecer Dourado anunciou que realizará a doação na sede de treinamento de Atenas. "Os funcionários do estado ilegal e representantes dos usureiros mostraram uma vez mais sua cara de corrupção", afirmou o partido em um comunicado, "os responsáveis pelas atuais misérias terão que prestar contas, não importa quão altas estejam".

Via El Ministerio

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ateísmo relacionado a autismo? Estudo aponta que sim.



 Pessoas com formas "suaves" de autismo tendem a ser ateístas, de acordo com um estudo controverso - e mais propensas a evitar religiões organizadas em geral.

O estudo, que mirou os posts autistas em fóruns, focou em pessoas com um alto grau de autismo como Asperger.

O estudo, da Universidade de Boston, especula que o comportamento normal autista que tende 'a preferência por crenças lógicas' e uma descrença em metáforas e figuras de linguagem, poderia ser possível.

Os autores do estudo, Catherine Caldwell-Harris e Patrick MacNamara estudaram discussões de 192 postadores diferentes em um site autista. Eles também olharam um exame de 61 pessoas com alto grau de autismo, e grafaram contra os resultados do teste do Quiciente de Autismo (AQ). 

Os resultados demonstraram que aqueles com alto AQ tendiam mais a serem ateístas. 

No grupo dos indivíduos com alto grau de autismo, 26% foram ateus, comparados com 16% dos indivíduos 'neurotípicos'.

Eles disseram que é o 'primeiro estudo sistemático das crenças religiosas de indivíduos autistas que têm inteligência normal ou quase-normal'.


O papel, 'investiga a proposta que diferenças individuais na crença refletem estilos de processamento cognitivo, com alto grau de autismo sendo um estilo extremo que predispõe à descrença'.

Caroline Hattersley, chefe de informação, propaganda e advocacia na Sociedade Nacional Autista disse: 'o autismo afeta pessoas de todos os setores da sociedade e pessoas com autismo representam a gama completa de crenças religiosas e anti-religiosas.    

'É importante que pessoas autistas tenham liberdade de tomar decisões sobre suas crenças e receber o apoio que precisam', disse Hattersley.

Rajib Khan, escritor na Discover Magazine's 'Gene Expression' blog, escreveu 'Penso que surpreenderá muitas pessoas. Acrescentando, precisamos ser cautelosos em generalizações.'

'Isso não significa que grande proporção de ateus seja autista de alto grau (penso que possam ser uma proporção maior entre a população geral)'.

Via Dailymail

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Quando não importa a autodeterminação - a moral dúbia do Reino Unido dos Grandes Piratas

Por Emilio Cárdenas

Island of Shame ("Ilha da vergonha"), livro de David Vine, é relevante para todos os argentinos com sua conexão direta com a conduta da Grã-Bretanha, a potencia colonial uma vez ocupante da ilha denominada Diego Garcia. Se trata da primeira investigação acadêmica - completa e bem documentada - sobre o que efetivamente ocorreu, há quatro décadas, na ilha localizada no Oceano Índico, entre a África e Indonésia.

Diego Garcia, com sua forma de arco, é na verdade a maior de um conjunto de sessenta e quatro pequenas ilhas que compõem um grande atol de coral.

O interesse no trabalho de Vine aumenta em especial quando acabamos de testemunhar um referendo ilegal de autodeterminação nas Ilhas Malvinas, em função da qual seus habitantes ratificaram que não têm outra identidade senão britânica. Isso significa ter-se auto-excluído como parte que reclama uma individualidade própria, distinta da potência colonial ocupante, nas futuras negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas. O que naturalmente não quer dizer que os habitantes das Malvinas não devam ser levados em conta ao se discutir o futuro das ilhas. O que chegará em algum momento. mas não serão uma terceira "perna", presumivelmente autônoma, nas negociações sobre a soberania das ilhas. Porque se proclamaram o que sempre foram e todos nós sabíamos o que eram: britânicos. (nota do tradutor: colonos postos para o império garantir sua pretensa legitimidade territorial, vide "O Príncipe" de Maquiavel, capítulo V).

A obra de Vine desmascara claramente o cinismo e a incrível "moral dúbia" da Grã-Bretanha que, apesar de ser consciente de que a população de Diego Garcia teria certamente direito à autodeterminação, optou por expulsá-la sem a menor cerimônia da terra em que viviam, para poder construir ali uma gigantesca base militar estadunidense, de importância estratégica e geopolítica. Desde lá, lembremos, foram organizadas recentemente algumas das mais cruciais operações militares estadunidenses, como as que ocorreram no Iraque e Afeganistão.

Grã Bretanha - segundo prova Vine ao longo de sua investigação muito bem documentada, extensa e minuciosa - expulsou com a maior crueldade todos os habitantes de Diego Garcia. Ou seja, aos chamados "ilois", que no idioma crioulo local significa "ilhéu", "insulano" (habitante da ilha). O fez sem hesitar um único instante frente ao enorme custo humano que os "ilois" tiveram que pagar. Manejando, segundo demonstra Vine, o tema de modo sigiloso, ao fazer os britânicos o "trabalho sujo" por exigência dos EUA, para que os feitos não chegassem ao conhecimento do Comitê de Descolonização das Nações Unidas senão logo após que foram consumados.

Os ilois (também chamados de "chagosianos", expressão que vem da palavra "chaga") chegaram em Diego Garcia em 1783. Ali estiveram por um período de tempo de dois séculos, até que os britânicos (sem consultar-los em nada) decidiram sua expulsão massiva. Para o que inventaram o chamado "Território britânico do Oceano Indico" em 1965, estabelecido por "decreto imperial", de modo a não advertir o que acontecia nem mesmo a seu próprio Parlamento.

Quando os ilois começaram a ser deportados, aproximadamente dois mil deles moravam no atol. Trabalhavam em plantações de cocos e levavam uma existência pacífica, tranquila, quase idílica, certamente sem sonhar qual seria, de repente, seu final trágico.

O processo que conduziu à sua deportação massiva por parte da Grã-Bretanha foi realmente duro. Tremendo, aliás. Até seus cachorros foram - relata Vine - assassinados com gás na frente deles. Para que não deixassem rastro algum de sua presença em Diego Garcia e poder assim entregá-la aos EUA "desabitadas", como haviam se comprometido com o presidente John F. Kennedy.


Base militar da OTAN imposta em Diego Garcia


A obra de Vine descreve - precisa e detalhadamente - as várias atrocidades cometidas pelos britânicos para "limpar" de gente Diego Garcia. Primeiro, não deixaram regressar à ilha aqueles que tinham saído - absolutamente desprevenidos - dela para curar no exterior seus problemas de saúde, na vizinha Maurícia ou nas Seychelles, ou para fazer turismo ou visitar amigos e familiares. Jamais puderam regressar.

Logo foram, passo a passo, desabastecendo a ilha de alimentos, medicamentos, e de serviços mais básicos e elementares, de maneira a tornar impossível seguir habitando-as. Por fim, fecharam os hospitais, escolas e clínicas.

Os últimos ilois que, apesar de tudo, permaneceram em Diego Garcia, foram finalmente forçados a embarcar em um navio (o último) com excesso de passageiros, a empurrões e com falsas promessas de compensação. para não retornarem mais à sua terra.

O livro relata uma história de horror, que denuncia a hipocrisia daqueles que, de repente, se declaram diante do mundo como pretensos campeões do princípio de "autodeterminação" quando o invocam a favor dos próprios britânicos, mas o ignoram - e até pisam em cima - quando esse recurso corresponde a terceiros.

Desde a sua expulsão pelos britânicos, os ilois caíram em miséria. São apenas alguns milhares de refugiados, abandonados por todos. Sem qualquer peso geopolítico.

De nada serviu os brevíssimos debates que puderam provocar no Congresso dos Estados Unidos em 1975. Nem as denuncias das ONGs. Nem as ações judiciais até agora arquivadas.

Todas as portas se fecharam para eles. Uma atrás da outra. No entanto, para os ilois, a luta não acabou. Por isso falam de "la lit chagossien" ("a luta chagossiana"), que alimenta suas esperanças de algum dia à sua própria terra.

Ninguém renuncia à sua própria identidade. A deixar de ser o que é. Mesmo que uma potência afirme, falsamente, que os ilois nunca existiram.

Via La Nacion

Tradução por Conan Hades

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Uruguai: perto de reverter lei que liberou aborto


Os uruguaios deram um importante passo rumo à reversão da lei que legalizou o aborto no país, aprovada pelo congresso em setembro do ano passado. Conforme informam as agências internacionais, grupos descontentes com a descriminalização da prática conseguiram 67 mil assinaturas para dar início aos trâmites necessários à realização de um referendo que pode anular a legislação vigente desde dezembro. O site HazteOir destaca que o número de adesões foi, inclusive, muito maior do que a obrigatória por lei, que era a de 52 mil assinaturas.

Agora, a Corte Eleitoral tem 45 dias para convocar uma primeira votação na qual ao menos 25% do total de eleitores devem comparecer voluntariamente às urnas e para dizer se querem ou não que ocorra o referendo. Se o “sim” vencer, em até quatro meses a população será enfim convidada a dizer se querem ou não que a liberação do aborto seja anulada.

A conquista, portanto, é inicial, mas já mostra a força de reação do povo uruguaio ao ser ignorado pelos parlamentares numa votação apertadíssima que rachou a classe política. O aborto foi liberado no Uruguai pela diferença de 50 a 49 votos.

Logo que a lei foi aprovada, médicos, políticos e manifestantes pró-vida já haviam adiantado que fariam tudo que estivesse ao seu alcance para revertê-la, conforme contou o vice-presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, Jaime Ferreira Lopes, em artigo publicado na Gazeta do Povo em 28 de outubro de 2012. Na ocasião ele destacou ainda que “o movimento revisionista de leis liberalizantes da prática do aborto torna-se cada vez mais forte em diversos países, como nos Estados Unidos, na Espanha e em Portugal”.

A campanha pela reversão da lei no Uruguai conta com o importante apoio de centenas de ginecologistas que protestaram nas ruas em janeiro, devido às pressões do governo para limitar a objeção de consciência, obrigando-os a fazer abortos. 

Via Gazeta do Povo

Evo Morales expulsa a agência norte-americana da Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou essa quarta-feira a expulsão do país a representação da Agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento Internacional (USAID), informa AP.

"Decidimos expulsar a USAID da Bolívia, que se vá a USAID", proclamou Morales em um discurso na praça de Armas em La Paz em ocasião do Dia Internacional do Trabalhador.



O presidente boliviano acusou a agência, que operava desde 1964, de interferência em assuntos políticos internos.

"Não faltam algumas instituições da embaixada dos Estados Unidos que seguem conspirando contra esse processo, contra o povo e em especial contra o governo nacional", afirmou Morales.

Motivos semelhantes levaram o Governo de Morales a expulsar em 2008 o embaixador dos EUA ea agência anti-drogas DEA.

"Nunca mais USAID, manipuladora, que utiliza nossos irmãos dirigentes, que usa alguns companheiros de base com esmolas" disse o presidente a milhares de pessoas que participaram da celebração do Dia do Trabalhador.

Em seu discurso, Morales criticou duramente as recentes declarações do secretário de Estado norte-americano John Kerry, quem descreveu a região latino-americana como o "quintal" de seu país.

"Seguramente [os Estados Unidos] pensam que aqui ainda podem manipular politicamente, economicamente: Isso foi em tempos passados", afirmou o presidente boliviano.

Já em fevereiro passado o presidente boliviano comentou em uma entrevista exclusiva a Eva Golinger, apresentadora do programa "Por trás da notícia" do RT, que "se for necessário e a USAID seguir conspirando" ele "não hesitaria em expulsá-la".

"Lamentavelmente essas instituições (...) onde chega suas influências chantageiam as comunidades para nos enfrentarmos com elas. Conheço como as fundações manejam algumas ONGs, a serviço do império", disse.

Em setembro de 2012, a Rússia também pôs fim ao trabalho da USAID em seu território, onde a agência gastou aproximadamente 2,7 bilhões de dólares nas últimas duas décadas.

Via RT

Irã: o mundo inteiro se volta contra o imperialismo

 
O ministro de Defesa da República Islâmica do Irã, o general da brigada Ahmad Vahidi, salientou nesta Quarta que no mundo se está criando um movimento de resistência global contra o imperialismo.
 
Vahidi precisou que estão sendo criadas poderosos e fortes ramos do despertar islâmico e focos de resistência contra os poderes dominantes por todo lugar.

Em alusão ao importante e crucial papel que desempenha a República Islâmica do Irã no Oriente Médio e na Ásia, assim como a resistência de seus povos perante o imperialismo, o titular iraniano considerou que quanto a proporção de poder, as condições atuais do mundo são muito instáveis, e de fato, estão sendo criados novos poderes.

"Oriente Médio, como coração do mundo, está sob a pressão das hostilidades e conspirações dos inimigos. Graças à resistência do povo palestino, sírio e demais países da região, somos testemunhos da formação de um novo movimento de resistência contra o imperialismo", acrescentou.

Da mesma maneira, o ministro de Defesa iraniano sustentou que os problemas que estão padecendo os países ocidentais, como Grécia, Espanha, França e EUA, demonstra que nestes países estão sendo criadas oposições institucionalizadas.

Referindo-se aos complôs dos inimigos imperialistas contra o país persa, Vahidi manifestou que o Irã dará passos firmes em caminho ao desenvolvimento, como amostra de poderio e estabilidade do sistema da República Islâmica.

Via Hispantv