terça-feira, 30 de abril de 2013

Perigo da fragmentação do território Argentino

Por Horacio Ricciardelli

Ainda não chegou o pior. Os anglo-saxões ainda não nos aplicaram tudo o que usaram na construção de seu império. Todavia faltam as "guerras sociais", guerras não convencionais que arrastam às grandes massas sociais a uma guerra de pobres e como consequência da miséria e necessidade de sobrevivência. A miséria será o terreno fértil onde o narcotráfico poderá, a baixo custo, ter seu próprio território.



Um Estado tem território, população, forças armadas e de lei própria. Em muitos países existe uma soma de narco-estados que, ainda que não reconhecido em lei, são de fato Estados. Eles são o tipo de estados que estão olhando para Argentina. A hipocrisia e a desinformação mundial encobrirão todo o resto.

As guerras serão de secessão territorial, onde províncias de menor miséria se separarão do resto. Primeiro promoverão a descentralização em regiões, algumas delas serão as províncias patagônicas, logo que o governo regional promova a secessão, a ONU reconhecerá a "República Patagônia-Andina" e sua "soberania" sobre a Antártida como prolongamento geopolítico.

Para a Nova Ordem Mundial são necessários os pequenos Estados para controlar o Atlântico Sul - Mar Antártico, como Djibuti, Iêmen, ou Omã o são para controlar as entradas do Mar Vermelho ou o Golfo Pérsico.

Via Soberania Argentina

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pobre Itália!


Não dizemos isso somente para solidarizar-nos ao saber da nomeação de Enrico Letta como novo primeiro ministro italiano. Também dizemos para sublinhar o sofrimento do povo italiano que esta cada dia mais pobre graças as políticos que administram seu país. Nesta porta giratória de primeiros ministros italianos: sai o presidente para a Europa da Comissão Trilateral, Mario Monti e entre o membro desta mesma Comissão Trilateral, Enrico Letta. Vida longa à Comissão Trilateral!




A mesma gente segue administrando tudo

Parece que não há nada que possa fazer nenhum país ocidental para liberar-se das cadeias dos Donos do Poder Mundial e seus Megabanqueiros.

Não importam as eleições que se levem a cabo; não importam as manifestações que façam os cidadãos nas ruas; não importam os milhões de carteis que vez ou outra acusam os Megabanqueiros de serem os piores ladrões. A triste realidade se impõe diariamente: os Donos do Poder Global sequestraram os governos, país após país, escravizando todas as nações sob a palmatória dos banqueiros.

Os grandes meios de notícias mostram diariamente; a imprensa alternativa enfatiza a cruel desumanidade de tudo isso até na União Europeia, onde o desemprego chegou a níveis intoleráveis; os bancos são sistematicamente salvos pelos governos ou roubando as poupanças de seus clientes, como vimos recentemente no Chipre; e milhões de hipotecas de cidadãos são executadas. Parece que ninguém em lugar nenhum pode fazer nada a respeito.

Na verdade, a vasta maioria dos trabalhadores em quase todos os países do mundo, hoje sofrem a mais atroz e perversa descriminação que pode imaginar-se: quando minorias não-eleitas por ninguém, minúsculas, ilegítimas e extremamente poderosas descriminam a vasta maioria dos cidadãos ainda desorganizados e não totalmente atentos a esta realidade.

Não se trata de nenhuma ‘teoria da conspiração’ imbecil. Trata-se de algo que todos podemos palpar simplesmente sabendo para onde olhar para ver quem são os que realmente administram este dantesco espetáculo planetário. Logo, cabe a cada um de nós aplicar o sentido comum para entender as coisas como realmente são e não como a CNN ou Rupert Murdoch querem nos fazer crer.
Como primeiro ministro, Silvio Berlusconi afundou a Itália em uma larga decadência em que os trabalhadores estão sendo engolidos por um buraco negro econômico criado pela burocracia da União Europeia. Isso finalmente o obrigou a renunciar em novembro de 2011, oportunidade na qual os megabanqueiros consideraram como a chegada do momento de tomar a frente da Itália de maneira mais direta.

Assim conseguiram que Berlusconi fosse substituído como primeiro ministro por Mario Monti, da Comissão Trilateral, segundo explicamos recentemente no RT.

Agora, logo das recentes eleições italianas, víamos o seu presidente ancião, Giorgio Napolitano, mais uma vez colocar no poder um dos Rockefeller/Rothschild Boys; porque Enrico Letta também é membro da Comissão Trilateral. E para assegurar-se que os robôs dos megabanqueiros vejam-se devidamente consolidados pela tradicional mafia política italiana, o brilhante governo de Letta inclui membros do próprio partido de Berlusconi.

Isso não é surpresa, já que, afinal, seu tio Gianni Letta foi/é a mão direita de Berlusconi.

Então, com efeito: Pobre Itália!

 
Quem são essas pessoas?

A Comissão Trilateral é um dos corpos de planejamento e tomada de decisões chave dentro da complexa matriz global dos Donos do Poder, que opera conjuntamente com a Conferência Bilderberg, o Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign Relations, CFR) e diversas entidades do tipo ‘bancos de cérebros’.

Reúne os interesses bancários globais de Rockefeller, Morgan, Warburg, Rothschild, Lazard, Goldamn Sachs e Soros sob o planejamento estratégico geopolítico de poderosos mentores como Sir Henry Kissinger, Zbigniew Brzezinski, Dominique Moïsi, Richard Perle, Philip Zelikow e Paul Wolfowitz, entre muitos outros.


Tanto o primeiro ministro que sai, Mario Monti, como o que entra, Enrico Letta, servem aos interesses trilateralistas , já que dentro da Trilateral operam ombro-a-ombro com os máximos diretores de megabancos globais como CitiCorp, HSBC, Barclays, Nomura, Banco Santander, BBVA Bank, UBS, NM Rothschild, Deutsche Bank, BNP, Commerzbank, Goldman Sachs, Lazard, Mediobanca, Morgan Stanley, Warburg Pincus, Bank of Nova Scotia, Bank of New York Mellon, Bank of Tokyo-Mitsubishi, e de entidades públicas operativas como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a Reserva Federal, o Banco da Inglaterra, o Banco Central Europeu os bancos centrais grego, holandês e japonês. Apenas um exemplo que nos lembra que se trata de um grupo sumamente poderoso.

Com seus 70 anos, Monti é um senhor maior, com seus 46, Letta é um jovem político com um grande futuro. Na política italiana, quando mais as coisas mudam, mais permanecem iguais...

 
O que se pode esperar para a Itália?

No ano passado, Enrico Letta também participou da mui exclusiva Conferência Bilderberg realizada em Chantiilly, no estado da Virgina nos Estados Unidos, junto a personalidades como o atual secretário de Estado, John Kerry, o príncipe Philippe da Bélgica e a Rainha Beatrix da Holanda, junto com, mais uma vez, os máximos empresários executivos dos maiores bancos globais, grandes grupos industriais, empresas petroleiras, impérios midiáticos e poderosos ‘lobistas’.

 
A pergunta chave que novamente deve estar na mente dos italiano é se Enrico Letta governará para melhorar a situação muito difícil dos italianos, ou se irá dedicar-se a promover os interesses dos megabancos.

O ex presidente argentino, Juan Domingo Perón, disse alguma vez que todo presidente e primeiro ministro tem que tomar uma decisão crucial em primeiríssima instância: ou governará para promover e proteger os interesses do povo sobre os interesses dos megabancos globais, ou limitar-se a ser meros peões desses banqueiros, de modo que acabarão governando contra o interesse do povo.

Se trata de uma ‘moeda política’ que vem sendo jogada por líderes e chefes desde os tempos de Jesus Cristo. Aqueles que tomam a decisão correta de defender seus povos frequentemente acabam sendo violentamente derrubados, assassinados e, certamente, satanizados pelas mídias massivas e pela historiografia oficial.
Basta apenas contemplar a lista e as ações dos trilateralistas que têm sido catapultados aos máximos níveis de poder em diversos governos – Papademos na Grécia, Monti na Itália, Cavallo na Argentina, Bill Clinton e George H. W. Bush nos EUA, Horst Kohler na Alemanha, Toomas Ilves na Estônia, Condoleeza e Susan Rice (sim: as duas!) nos EUA – para comprovar que existe um patrão que faz com que vez ou outra se alinhem  a favor dos Donos do Poder Global, seja com respeito a economia, política externa ou assuntos internos.

De maneira que se torna claro que a Comissão Trilateral definitivamente tem enorme poder e influencia para impor sua agenda globalista sobre o interesse nacional de todos os países do mundo.

 
Quem decide?

A ascensão meteórica de Letta ao cargo de primeiro ministro da Itália nos obriga a questionar quem decidiu isso.

Foi o povo italiano que, livre e democraticamente escolheu colocar um burocrata do círculo da elite bancaria internacional para administrar seu pais ou – como vemos na Grécia, França, Reino Unido, Espanha – se trata de uma mão oculta que discretamente catapulta aos próprios operadores às máximas instâncias do poder público e privado?

E mais: deve-se perguntar se os povos alguma vez decidem sobre temas vitais em absoluto ou se as decisões chave são tomadas em outras instâncias para logo fazer com que o povo as ‘legitime’ através encenações eleitorais de alto perfil midiático.

Será que os povos não têm outra opção além de eleger entre dois – quiçá três – candidatos previamente aprovados pelos Donos do Poder Global? Se nos impõem um tipo de eleição entre ‘coca e pepsi’, a verdade é que [isso] não significa eleição alguma?

Se este fenômeno só ocorresse na Itália, então poderíamos dizer que se trata de um “problema italiano”. Mas não: existe um claro patrão mediante o qual os operadores do poder global, parece que primeiro discretamente, promovem os seus operadores, os inserindo nas entidades como a Comissão Trilateral, Bilderberg, o CFR e estes análogos, para logo prepara-los, posiciona-los, treina-los e financia-los para “fazerem cargo” do país que ocasionalmente tenha emitido seu passaporte.

Porque tais indivíduos têm pouca ou nenhuma lealdade para com seus países de nascimento e seus concidadãos, senão que geralmente aliam-se prioritariamente com a agende e interesses dos globalistas, os quais têm planos muito distintos para todos nós.

As vezes até podemos vislumbrar como vão planificando com muita antecedência! Um informe pró-Bush da FoxTV dos EUA, transmitido em 27 de abril passado parece indicar que os poderosos já estão jogando com a ideia de promover Jeb Bush – irmãos de George W. – como possível candidato presidencial pelo Partido Republicano para as eleições presidenciais de 2016 naquele país.

Ao mesmo tempo, alguns conspícuos líderes do ‘opositor’ Partido Democrata já trabalham para posicionar Hilarry Clinton como sua candidata para essas mesmas eleições presidenciais.

Materialmente, isso significaria que em 2016 o povo estadounidense bem poderia ter que eleger como próximo presidente entre Jeb Bush (filho do trilateralista George H. W. Bush) e Hillary Clinton (esposa do trilateralista Bill Clinton). Sim, já sei, já sei... “uma mera coincidência”.

Pensando bem, talvez o título desse artigo não deveria ser “Pobre Itália”, senão, melhor, ‘Pobre Itália e Grécia e Argentina e Alemanha e Estados Unidos e Estônia e...’

Benjamin Disraeli – primeiro ministro britânico da Rainha Vitória no século XIX – disse alguma vez: “O mundo é governado por personagens muito distintos dos quais imaginam aqueles que não enxergam por trás do palco”.

Claramente, essa é uma visão lúcida de alguém que estava em condições de saber sobre essas coisas. Se agregarmos a esta realidade os bilhões de dólares que “por trás do palco” aceita a política nos países ocidentais, então uma vez mais comprovaremos que o dinheiro, efetivamente, faz o mundo girar...

 

Adrian Salbuchi para RT

Adrian Salbuchi é analista político, autor, conferencista e comentarista de rádio e televisão na Argentina -  www.proyectosegundarepublica.comwww.asabuchi.com.ar 

domingo, 28 de abril de 2013

Restauração da Monarquia Ganha o Apoio de Jovens Alemães


Um em cada cinco alemães gostaria de ver a monarquia restaurada, de acordo com uma pesquisa realizada na quinta-feira. Os jovens alemães foram ainda mais simpáticos sobre [a ideia de] substituir o presidente com um novo Kaiser.

Com um jubileu britânico, uma abdicação holandesa e um nascimento real sueco, a nobreza europeia tem feito menchetes frequentemente. Mais da metade dos 1.012 alemães questionados pela companhia de enquetes YouGov para a agência de notícias DPA, disseram estar interessados nas monarquias de outros países.

Na verdade, 19% disseram que gostariam de ver um dos seus ser reinstalado. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, esta figura pulou para mais de um terço. Enquanto apenas um sexto dos maiores de 55 anos estavam em favor de ter uma monarquia.



O ultimo Imperador alemão, Kaiser Wilhelm II, abdicou em 1918, no velar da Primeira Guerra Mundial. Ano passado o Príncipe Kiril da Prússia, o tataraneto do Kaiser, fez manchetes ao sugerir a restauração da monarquia.

Apesar do grande apoio entre os jovens, a maioria dos alemães ainda se opõe à ideia. 51% de todos os entrevistados disseram que ter um rei ou rainha custaria muito dinheiro. 69% disseram ser completamente contra a ideia.

Um terço disseram achar que ter uma família real ainda era relevante no mundo moderno. Um pouco menos da metade disseram ser ultrapassado.

Uma resposta em comum entre os entrevistados foi [o fato] de que as pessoas disseram sentir uma conexão mais próxima com membros da família real do que com um presidente.

O ultimo, Christian Wulff, resignou em desgraça após falhar em responder uma série de questões sobre uma possível corrupção.

sábado, 27 de abril de 2013

Mulher criada por homossexuais pede que governo proteja verdadeiro matrimônio

Uma mulher canadense que foi criada em família homossexual se dedica agora a auxiliar outras pessoas que atravessam a mesma situação e a pedir aos governos do mundo que protejam o matrimônio entre homem e mulher.

Segundo informa ForumLibertas.ogr, Dawn Stefanowicz vive em Ontario, Canadá, com seu marido de toda a vida e seus dois filhos, aos que educou em casa. Atualmente prepara sua autobiografia e desenvolve um ministério especial desde o sítio web (em inglês) http:/www.dawnstefanowicz.com/:

Brinda ajuda a outras pessoas que como ela cresceram a cargo de um pai homossexual e foram expostas a este estilo de vida.

Stefanowicz explica no sítio web “como em sua infância esteve exposta a intercâmbios de parelhas gays, jogos nudistas e falta de afirmação em sua feminindade, como lhe feriu o estilo de vida em que cresceu, e oferece ajuda, conselho e informação para outras pessoas que cresceram feridas em torno da 'família' gay, um estilo de 'família' que ela não deseja a ninguém e que crê que as leis não deveriam apoiar”.

Seu testemunho:

Em seu relato, Stefanowicz explica que devido a uma enfermidade grave de sua mãe teve de ficar ao cuidado de seu pai homossexual quando ainda era uma criança. “Estive exposta um alto risco de enfermidades de transmissão sexual devido ao abuso sexual, aos comportamentos de alto risco de meu pai e a numerosas parelhas”, relata.

“Incluso quando meu pai estava no que pareciam relações monogâmicas, continuava fazendo 'cruising' buscando sexo anônimo. Cheguei a me preocupar profundamente, a amar e entender com compaixão meu pai. Compartilhava comigo o que lamentava da vida. Infelizmente, quando crianças uns adultos abusaram sexual e fisicamente dele. Devido a isto, vivei com depressão, problemas de controle, estalidos de raiva, tendências suicidas e compulsão sexual. Tentava satisfazes sua necessidade pelo afeto de seu pai, por sua afirmação e atenção, com relações promíscuas e transitórias. As (ex) parelhas de meu pai, com os que tratei e cheguei a apreciar com sentimentos profundos, viram suas vidas drasticamente encurtadas pela AIDS e pelo suicídio. Tristemente, meu pai morreu de AIDS em 1991”, recorda.

Segundo Stefanowicz, as “experiências pessoais, profissionais e sociais com meu pai não me ensinaram o respeito pela moralidade, pela autoridade, pelo matrimônio e pelo amor paterno. Me sentia temerosamente silenciada porque meu pai não me permitia falar dele, seus companheiros de casa, seu estilo de vida e seus encontros nessa subcultura. Enquanto vivi em casa, tive que viver segundo suas regras”.

“Sim, amava meu pai. Mas me sentia abandonada e desprezada porque meu pai me deixava sozinha para ficar vários dias com seus parceiros. Suas parelhas realmente não se interessavam por mim. Fui machucada por maltrato doméstico homossexual, as tentativas sexuais com menores e a perdida de parelhas sexuais como se as pessoas fossem só coisas para se usar. Busquei consolo, busquei o amor de meu pai em diversos namorados a partir dos 12 anos”, sustenta.

Stefanowicz recorda que “desde cedo, me expôs a conversas sexualmente explícitas, estilos de vida hedonistas, subculturas GLBT e lugares de férias gay. O sexo me parecia gratuito quando crianças. Me expus a manifestações de sexualidade de todo tipo inclusive sexo em casas de banho, travestismo, sodomia, pornografia, nudismo gay, lesbianismo, bissexualidade, voyeurismo e exibicionismo. Se aludi ao sadomasoquismo e se mostravam alguns aspectos. As drogas e o álcool contribuiam a baixar as inibições nas relações de meu pai”.

“Meu pai apreciava o vestir unisex, os aspectos de gênero neutro, e o intercâmbio de roupas quando tive 8 anos. Eu não via o valor das diferenças biologicamente complementárias entre homem e mulher. Nem pensava acerca do matrimônio. Fiz votos de não ter nunca filhos, porque não cresci em um ambiente seguro, sacrificial, centrado nas crianças”, assinala.

As consequências:

“Mais de duas décadas de exposição direta a estas experiências estressantes me causaram insegurança, depressão, pensamentos suicidas, medo, ansiedade, baixa autoestima, insônia e confusão sexual. Minha consciência e minha inocência foram seriamente danificadas. Fui testemunha de que todos os outros membros da família também sofriam”, sustenta Stefanowicz.

Ela assegura que só depois de ter tomado as decisões mais importantes de sua vida, começou a dar-se conta de como a tinha afetado crescer neste ambiente.

“Minha cura implicou em mirar de frente a realidade, aceitar as consequências a longo prazo e oferecer perdão. Podem imaginar ser forçados a aceitar relações instáveis e práticas sexuais diversas desde muito pequena e como afetou meu desenvolvimento? Infelizmente, até que meu pai, suas parelhas sexuais e minha mãe morreram, não pude falar publicamente de minhas experiências”, explica.

“Afinal, as crianças serão as vítimas reais e os perdedores do matrimônio legal do mesmo sexo. Que esperança posso oferecer a crianças inocentes sem voz? Governos e juizes devem defender o matrimônio entre homem e mulher e excluir todos os outros, pelo bem de nossas crianças”, conlui.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Síria adverte EUA sobre apoio a terroristas na Síria


O segundo ministro de Relações Exteriores, Faisal al-Miqdad, advertiu aos Estados Unidos sobre o apoio que brinda aos terroristas na Síria.

Durante uma entrevista concedida na Sexta-Feira à agência de notícias Reuters, o segundo chanceler sírio declarou que a ajuda de Washington a homens armados pode ser contraproducente e provocar ataques em solo estadounidense como os de 11 de Setembro de 2001.

"Uma vez que o fogo do terrorismo se propaga na Síria, irá por todas as partes do mundo", sublinhou Faisal al-Miqdad.

Ademais, expressou sua esperança em que o Governo estadounidense recorde do ataque do 11 de Setembro de 2001 para não repetir as políticas que excite o terrorismo.

Ao condenar o apoio do Ocidente e vários países regionais como Arábia Saudita, Qatar e Turquia aos terroristas sírios, o segundo chanceler sírio destacou que o Governo de Damasco desfruta de um amplo apoio internacional.

Por outra parte, rechaçou as alegações dos países ocidentais sobre o uso de armas químicas contra os grupos armados por parte do Governo sírio.

Desde há mais de dois anos, a Síria foi cenário de distúrbios perpetrados por terroristas, financiados e dirigidos desde o estrangeiro, a fim de derrubar o governo do presidente sírio Bashar al-Asad.

Via Hispantv

Ativista homossexual admite que o verdadeiro propósito da batalha é destruir o casamento

Mesmo sabendo que há radicais em todos os movimentos, isso não diminui a chocante admissão recentemente pela jornalista lésbica Masha Gessen. Em um programa de rádio ela realmente admite que os ativistas homossexuais estão mentindo sobre sua agenda política radical. Ela diz que não almeja a instituição do casamento, pois eles querem redefini-la radicalmente e, eventualmente, eliminá-la.

Masha Gessen

Eis o que ela disse recentemente em uma entrevista de rádio:

"É uma acefalia que (os ativistas homossexuais) deveriam ter o direito de se casar, mas eu também acho igualmente acéfalo que a instituição do casamento não deveria existir. ... lutar pelo o casamento gay geralmente envolve mentir sobre o que vamos fazer com o casamento quando chegarmos lá - porque mentimos que a instituição do casamento não vai mudar, e isso é uma mentira.

A instituição do casamento vai mudar, e isso deve mudar. E, novamente, eu não acho que deveria existir. E eu não gosto de tomar parte na criação de ficções sobre a minha vida. Isso é mais ou menos o que eu tinha em mente quando eu entrei nessa trinta anos atrás.

Tenho três crianças que têm cinco pais, mais ou menos, e eu não vejo por que eles não deveriam ter cinco pais legalmente ... Eu conheci o minha nova parceira, e ela tinha acabado de ter um bebê, e seu pai biológico é meu irmão, e o pai biológico da minha filha é um homem que vive na Rússia, e meu filho adotado também o considera seu pai. Assim, os cinco pais se dividem em dois grupos de três ... E realmente, eu gostaria de viver em um sistema legal que é capaz de refletir a realidade, e eu não acho que seja compatível com a instituição do casamento."


Por algum tempo, os defensores do casamento natural tentaram apontar que a verdadeira agenda por trás das organizações homossexuais não é a igualdade do casamento, é o desmoronamento total de casamento e arrancar os valores tradicionais da sociedade. (Isto inclui esforços para silenciar e punir algumas igrejas que se apegam publicamente a seus ensinamentos religiosos sobre o casamento e moralidade sexual.)

Enquanto poucos falem tão abertamente quanto a ativista lésbica da entrevista, temos exemplos numéricos provando o que ela disse. Quando dada a oportunidade de se casar, depois das leis serem derrubadas percentuais relativamente baixos de homossexuais realmente se preocuparam em casar se comparado com suas contrapartes heterossexuais. Isso levanta a questão sobre a verdadeira necessidade de desfazer o casamento para a "justa" extensão de quem se beneficiaria. Apenas 12 porcento dos homossexuais na Holanda se casam em comparação com 86 porcento dos heterossexuais. Menos de 20 porcento dos casais de mesmo sexo que vivem juntos na Califórnia se casaram quando lhes foi dada a oportunidade em 2008. Em contraste, 91 porcento dos casais héteros na Califórnia que vivem juntos são casados.

É evidente que esta é uma mudança cultural sobre e derrubar a ética tradicional da família, uma vez que parece que a maioria dos homossexuais que vivem juntos não necessitam nem desejam se casar, embora eles desejam mudar radicalmente o casamento.

Via Illinois Family

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Tumores cerebrais em crianças e pesticidas: Estudo mostra sua relação

Um estudo publicado este mês sobre a aplicação de pesticidas de cupins revela que as mulheres que são expostas durante o ano da gravidez têm quase o dobro de chance de ter um filho que desenvolva tumor cerebral.



A pesquisa foi conduzida pela professora Elizabeth Milne, PhD., chefe do grupo de epidemiologia do câncer  do Instituto Telethon de Pesquisa Infantil.

Publicado em "Cancer Causes and Control", o artigo "A exposição aos agrotóxicos e o risco de tumores cerebrais infantis", estudou se a exposição aos pesticidas ao ano antes da concepção, durante a gravidez e na infância teriam probabilidades de aumentar o risco de tumores cerebrais. Em vez de examinar as aplicações das famílias nas casas, o estudo se concentra no papel dos pesticidas aplicados por profissionais de controle de pragas, em particular no extermínio de cupins, aranhas e insetos.

"Os resultados confirmam o que foi encontrado em estudos anteriores, mas fomos capazes de ir um pouco mais além", disse a Professora Milne. Curiosamente, "O aumento do risco associado com tratamentos de cupins pode ser tão elevado quanto o dobro, enquanto que o aumento do risco com outros pesticidas podem ser cerca de 30 por cento".

O estudo representou 303 casos que foram expostos a pesticidas e 941 famílias que não foram expostas. Os dados vieram de toda a Austrália para se ter em conta os diferentes riscos e predisposições ambientais.

Os resultados reforçam estudos anteriores que indicam que a exposição materna a pesticidas pode desempenhar um papel na leucemia infantil. A exposição pré-natal aos pesticidas tem sido associada com a leucemia, em crianças mais velhas.

Estudo

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os Tsarnaev são produto dos EUA


 (Entrevista com Mark Sleboda)



- Avaliando as informações existentes na mídia, podemos dizer que a culpa dos Tsarnaev em cometer o ato terrorista de Boston é óbvia?

Mark Sleboda: Enquanto que a culpa dos irmãos Tsarnaev pelas bombas da Maratona de Boston possa parecer auto-evidente para a maioria das pessoas, dado à narrativa dos eventos colocada pelo governo e pela mídia de massas, os EUA, como a maioria dos países, operam no princípio legal de inocente até que se prove culpado. Até que a culpa desses crimes seja provada em um tribunal de justiça (esperançosamente, em um tribunal de justiça civil e não em julgamento militar de espetáculo) com a apresentação de evidências suficientes, eles são presumidamente inocentes. Pessoalmente, eu acho que há muitos buracos e inconsistências na narrativa dos eventos apresentada pelas autoridades e pela mídia de massas que devam ser levados em conta e respondidos.

Como mandaria a legalidade, ainda não se leu os Direitos de Miranda de Dzhokar Tsarnaev, um cidadão estadounidense naturalizado, e ele ainda não foi acusado formalmente de nenhum crime sob a legalmente duvidosa exceção da “segurança pública”, que foi expandida e abusada pela administração de Obama sob a lógica de interrogar suspeitos para [conseguir] “informações cruciais”. Alguns políticos neo-conservadores estão clamando para que Dzhokar Tsarnaev seja declarado um “inimigo combatente” para que ele não receba o devido processo legal, e alguns outros abertamente pediram que ele fosse torturado. Isso tudo é extremamente perturbador para qualquer um preocupado com a legalidade jurídica nos Estados Unidos.

- No geral, nos EUA há uma difundida percepção de que os Chechenos são vítimas que sofreram [nas mãos] dos russos nas duas guerras da Chechênia. Há pessoas simpáticas a eles até no meio acadêmico. Por exemplo, Bryan Williams, um professor da Universidade de Massachussetts, enviou a Dzhokar Tsarnaev material de, como ele chama, “A guerra genocida russa contra o povo checheno”. Neste caso, por que os Tsarnaev viraram sua raiva contra os EUA? Dado o forte sentimento patriótico dos Tsarnaev, devemos considerar, primeiramente, como muçulmanos radicais ou como nacionalistas chechenos, como aplicado ao ato terrorista de Boston.

M.S.: É parte da normalidade dos políticos e acadêmicos ocidentais tomar uma visão extremamente crítica e não objetiva da Rússia e do governo russo, dado à latente russofobia e farisaico etnocentrismo, enquanto que, ao mesmo tempo, se mantêm hipocritamente silenciosos e deliberadamente ignorantes dos crimes muito maiores e mais numerosos dos seus países [no que concerne] a violação de direitos humanos, tanto os históricos quanto os atuais.  Se ultrajam quanto às ações russas nas duas guerras da Chechênia, enquanto simultaneamente reabilitam e não vêm equivalentes nos permanentes crimes ocidentais nas invasões e ocupações do Iraque e Afeganistão, nas operações de troca de regime na Líbia e na Síria e na contínua chamada ‘Guerra Global ao Terror’, o que é um exemplo primário desse seletivo e subjetivo ‘apontar o dedo’. Tal [situação] é extremamente danosa para os esforços internacionais de genuinamente lidar com as causas raízes do terrorismo e do extremismo. Schadenfreude….

Se os Tsarnaev são culpados dos crimes dos quais são suspeitos, como apresentado pelas autoridades, parece que uma leitura estrita da sua etnia chechena teria apenas uma influência marginal nas suas neuroses e motivações. Como o líder checheno Ramzan Kadyrov notou acertadamente, “Eles cresceram e estudaram nos Estados Unidos e suas atitudes e crenças se formaram lá. Qualquer tentativa em traçar conexões entre a Chechênia e os Tsarnaev, é em vão.” Os irmãos Tsarnaev viveram a maior parte de suas vidas no Quirguistão e nos Estados Unidos. Se o seus estilos de vida [servem] de qualquer indicação, eles obviamente têm conexões emocionais apenas desvanecentes e vagas de suas raízes étnicas. Se eles são culpados do que alegadamente fizeram, parece que a motivação mais provável seria um fundamentalismo islâmico e a radicalização de uma perniciosa variedade de Wahhabismo, que ocorreram, primariamente, na internet. Tamerlan esteve recentemente na Rússia, mas ele não agiu violentamente lá contra os russos. Ele cometeu um ato de terror contra os Estados Unidos e contra os estadounidenses, pelos quais ele obviamente tinha sentimentos conflituosos. Como a ‘Guerra Global ao Terror’ dos EUA é comumente percebida tanto por estadounidenses quanto pelo resto do mundo como uma guerra hegemônica contra o Islã, tal ato é facilmente entendido, senão aceito. Ele está longe de ser o primeiro a fazer isso e ele não será o último. A sangrenta ‘Guerra Global ao Terror’ dos EUA é auto-perpetuante, criando seus próprios terroristas. Os Tsarnaev são um produto dos EUA e, então, descontaram suas frustrações políticas e religiosas nos EUA.

- Os Republicanos estão pedindo as autoridades para tratarem Tsarnaev como um terrorista e não apenas um criminoso. Nesse contexto, o que você pensa da prisão de Guantânamo? A sua existência contribui para a erradicação do terrorismo ou exatamente o contrário?

M.S.: O Gulag da Bahia de Guantânamo é uma fossa sangrenta de crimes contra a humanidade e escandalosas violações das leis internacionais e domésticas. Nós podemos apenas esperar que um dia os líderes políticos e militares dos EUA, tanto dos regimes de Bush quanto de Obama, sejam responsabilizados e que a justiça seja feita. É uma vergonha para a nação, o que já manchou a reputação internacional dos EUA e seu já questionável posicionamento moral. Isso só causa mais ódio e ressentimento contra os EUA, estimulando mais violência e atos de terror.

- Recentemente nos EUA, não muito antes da tragédia de Boston, houve uma série de tiroteios, onde pessoas inocentes, incluindo crianças, foram mortas. Então poderíamos dizer que os Tsarnaevs foram um tipo de produto da sociedade ou sua origem nos Cáucasos foi um fator decisivo?

M.S.: Os EUA tem, de fato, uma terrível “cultura” de violência, glamourizada e normalizada por Hollywood, video games e o Império militar global dos EUA. É perfeitamente razoável acreditar que isso teve tanto quanto, senão mais influência do que os restos de sua etnia, quanto à motivação dos alegados crimes dos Tsarnaev, considerando que eles passaram a maior parte de suas vidas no chamado ‘melting pot’ dos EUA e muito pouco nos Cáucasos.

- Qual é a sua atitude quanto ao direito de portar e usar armas? Após os tiroteios alguns políticos estadounidenses começaram a demandar crescentemente uma limitação. No entanto, pessoas foram mortas em Boston com o uso de uma bomba caseira. Deveríamos nos focar tanto nos meios que se cometem os crimes?

M.S.: Eu não acredito que haja qualquer direito inerente de portar ou usar armas para além dos limites da caça e de propósitos esportivos. A segunda emenda da constituição dos EUA sobre milícias reguladas ou forças armadas tem sido muito abusada e mal interpretada por lobbies especiais, como a National Rifle Association (NRA). Pelo contrário, eu diria que Hobbes estava certo. Nós demos ao Leviatã, nossos estados, um monopólio da violência, porque, sem ele, a vida é de fato ‘vil, brutal e curta’. É entendível temer o poder do Estado. Mas eu tenho muito mais medo e sou muito mais desconfiado de armas letais nas mãos dos meus concidadãos irracionais, emocionais, mal-ajustados e frequentemente embriagados. Eu temo as pessoas mais do que o Estado e os irmãos Tsarnaev, se culpados pelos crimes que supostamente cometeram, são uma ilustração perfeita do porque. O resto do mundo olha horrorizado o constante fluxo de sangrentas manchetes sobre estadounidenses se matando com armas.

A Rússia é uma aberração estatística e social, já que tem níveis extremamente altos de homicídios, suicídios e violência doméstica, mesmo sem [a legalização] do porte de arma. Eu tremo de pensar qual seria o resultado de adicionar armas de fogo a essa mistura.
   
- O que as autoridades podem fazer para evitar tais atos de terrorismo? O que deve ser feito primeiro: leis imigratórias mais severas, controle mais rígido de lugares públicos ou alguma outra coisa?

 M.S.: Não há uma única solução mágica para acabar com o ‘terrorismo’. O terrorismo é apenas uma tática. Atos de terror muito frequentemente têm motivações e raízes políticas, étnicas, religiosas e econômicas que devem ser levadas em consideração. O contexto é tudo.

A Rússia, por exemplo, tem visto um notável sucesso durante a última década em reduzir a violência e o terrorismo na Republica Chechena, sob a liderança de Ramzan Kadyrov, através da combinação de um governo autônomo e autonomia na República étnica da Chechênia, um pulso firme, um considerável influxo de fundos federais trazendo empregos e reconstrução, reformando a educação e as universidades e promovendo as instituições e um guia moral do tradicional e moderado Islamismo Sufi. Este modelo precisa ser repetido e expandido através do Cáucaso do Norte.

A maior coisa que os Estados Unidos pode fazer para dar fim ao terrorismo é acabar com a sua hegemonia militar global, parar com a sua ‘Guerra Global ao Terror’, fechar as centenas de bases militares no Oriente Médio e levar suas tropas para casa, parar de apoiar, armar e financiar ditaduras brutais, incluindo a Arábia Saudita, o Qatar e o Bahrain, e parar de interferir generalizadamente no mundo Islâmico e tentar impor seus valores e modo de vida ao povo que lá vive.

Resumindo, nas palavras do grande pensador político e filósofo estadounidense, Noam Chomsky: “Todos estão preocupados em parar o terrorismo. Bom, há uma maneira bem fácil: parem de participar dele”.

 - Na mídia estadounidense, os chechenos são frequentemente chamado de “os russos”. No entanto, na Rússia é crucial enfatizar que essas são duas nações diferentes. Pela parte da mídia dos EUA, isso é apenas um erro ou talvez esteja sendo feito deliberadamente?

M.S.: A grande etnia russa e os chechenos são duas etnias diferentes. No entanto, assim como as outras 185 etnias na rica tapeçaria que forma a Federação Russa, as suas vidas, histórias, culturas e sangue têm sido entremeados há séculos. A Rússia é um país multi-étnico e multi-confessional e tem sido – desde o tempo da Horda Dourada, passando ao início do Império Russo, ao Império Romanov, através da União Soviética e na atual Federação Russa. Nós não seríamos os mesmos sem eles e seriam muito menos com a sua perda. A vasta maioria dos chechenos e povos do Cáucaso são pessoas normais e pacíficas com uma rica tradição, religião e cultura – preocupados primariamente com sua situação econômica pessoal, famélia e comunidades – assim como nós. Nós não podemos cair na armadilha de estereotipar um culpar o todo pelas desprezíveis ações de uma minoria extremista, frequentemente motivados à violência pelo Wahhabismo forâneo promovito pela [Arábia] Saudita. Isso levaria à desintegração da Rússia.

Os estadounidenses são, como via de regra, ignorantes sobre outros países, culturas, religiões e povos. O resto do mundo não existe para eles. Eles não entendem a diferença entre Russos (Russkii) e Russos (Rossisski) e não o quanto as várias etnias russas são importantes para quem e o que somos. Nós não devemos nos tornar como eles. Não não podemos afirmar que a Chechênia ou qualquer outra república étnica seja parte da Rússia, mas depois tentar renegá-los e manter distância deles quando for inconveniente. Chechenos são russos (rossisski) e russos são chechenos. E nós devemos ter orgulho disso. Os russos  são muitos e um.

 “Quantas pessoas há na Rússia que não têm sangue Khazar ou Polovtsian, Tatar ou Bashkir, Mordin ou Chuvash nas suas veias” [Isso se aplica a sangue russo ou checheno também]- P.N Savitsky, Povorot k Vostoku (Virada ao Leste), 1921

terça-feira, 23 de abril de 2013

Estados Unidos pretende controlar a América Latina

A analista internacional argentina Stella Calloni advertiu nessa terça que os incidentes ocorridos em Caracas, capital da Venezuela, e o fato dos EUA ainda não reconhecer a vitória de Nicolás Maduro, o candidato vencedor das eleições venezuelanas de 14 de abril, demonstram que a America do Norte tenta seguir controlando as democracias da América Latina.



Segundo esta jornalista e escritora, Nicolás Maduro, com sua vitória nas eleições presidenciais, são só venceu seu rival Henrique Capriles como também a maior potência, os Estados Unidos.

Calloni alerta da situação, considerando as recentes declarações do Secretário de Estado, John Kerry, nas quais se referiu à América Latina como quintal de seu país, e a proposta que esse fez para a Câmara de Deputados de Washington para avançar em uma "aproximação vigorosa", aludindo à Doutrina Monroe do ano 1823, a qual deve sacudir a sonolência intelectual e política do continente.

A jornalista vincula a "aproximação vigorosa" à doutrina proposta por Theodore Roosevelt, presidente americano de 1901 a 1909, sobre "falar suavemente mas carrega um grande porrete e vai longe", aplicável especialmente na política exterior, e cujo fim é nesse caso, segundo a analista, avançar na eterna política de expansão e controle sobre os países latino-americanos.

O regime do Grande Porrete (Big Stick) também foi fundamental, sob o posterior esquema da Doutrina Monroe, na Guerra Fria, em que "nossa região ficou atrelada à intervenções militares, ingerências que perduram até hoje e ditaduras que ao longo do século XX configuraram um genocídio latino-americano", acrescenta Calloni.

A seu ver, Estados Unidos não está nada satisfeito com a unidade dos países latino-americanos, pois a considera um perigo para sua segurança e seus interesses.

Via HispanTV

domingo, 21 de abril de 2013

Os Imortais: o novo nacionalismo alemão


Depois da especulada proibição e afogamento financeiro que sofre o NPD na Alemanha -por culpa do governo- os patriotas ficam sem presença nacionalista nas eleições. Isso fez com que a base mais idealista e autônoma do socialismo-nacional no país germânico se organizasse para converter-se nos "Imortais". Utilizam frases como "Tu, vida curta, converte em Imortal" ou "Os democratas nos traíram em favor da morte nacional".

O novo coletivo, que está em pleno apogeu na Alemanha, considera que devem deixar um legado imortal de tudo que desejam: um país em que se defenda as tradições e a cultura; um país que não seja destruído pela democracia, e a defesa dos cidadãos nativos para não estarem "em uma segunda posição como cidadãos alemães, atrás dos estrangeiros".

O grupo sempre que se manifestou o fez com máscaras, dificultando à polícia a identificação dos manifestantes. Isso faz com que suas reivindicações sejam multitudinárias, já que nunca os manifestantes serão reconhecidos. "Os Imortais" se organizam de forma rápida, realizando manifestações espontâneas pelas cidades, destacando as cidades universitárias, onde mais apoio têm. Só duram quinze minutos nas ruas, mas suas máscaras brancas, sua roupa negra e suas tochas não passam desapercebidas.

"Os manifestantes são tímidos frente ao público. Tudo se faz muito silenciosamente. Nunca se pode imaginar quem é a pessoa que se manifesta junto a nós, pessoas que podem renegar em público sua ideologia, mas que na hora de se manifestar o faz com máscara. Eles também são grande parte de nossa cena", declarou um de seus integrantes à BBC.

No último primeiro de Maio, Os Imortais se manifestaram em Bauzten sob o lema "Contra a morte nacional!", consideram que os democratas foram um câncer para sua sociedade e que o sistema deveria mudar por completo. A manifestação se anunciou através do Youtube e o vídeo alcançou uma quantidade abismal de visitas.

Os nacionalistas alemães encontraram uma nova via para fazer política, já que enquanto a repressão policial aumenta, o Estado lhes segue asfixiando legalmente desde a Segunda Guerra Mundial, depois da vitória dos "Aliados". Este tipo de ação lhes está resultando muito eficaz já que em vez de lutar desde uma via parlamentária, lutam, criticam e se defendem onde se manejam melhor, em pé nas ruas "pelos seus, para os seus".