quinta-feira, 18 de abril de 2013

Para Kerry, América Latina é o quintal Norte-americano

Durante o discurso diante a Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara dos Deputados, e seguindo a velha Doutrina Monroe, sem se importar com a soberania dos países latino-americanos, Kerry considerou que esses são seu "quintal" e anunciou que planeja mudar a atitude de algumas destas nações.



Além disso, o chefe de diplomacia dos EUA disse que em um futuro próximo o presidente Barack Obama partirá rumo a alguns países que nem sequer sabia os nomes, após visitar o México.

"O hemisfério ocidental é nosso quintal, é de nossa vital importância. Frequentemente muitos países ocidentais sente que os Estados Unidos não dá a devida atenção a eles e, algumas vezes, isso é verdade. Precisamos nos aproximar vigorosamente, planejamos fazê-lo. O presidente viajará em brava ao México, e depois ao sul, não recordo que países, mas irá para a região", afirmou Kerry.

Além de que o político americano, ao se referir ao tema da Venezuela, demonstrou que não está disposto a reconhecer a vitória de Madura na eleição de domingo, até que haja uma recontagem de votos nesse país.

Quanto a isso, o presidente venezuelano eleito, Nicolás Maduro, se dirigindo aos EUA, assegurou nessa quarta-feira que "Não nos importa o seu reconhecimento".

A Doutrina Monroe estabelece que se um país americano ameaça ou põe em perigo os direitos ou propriedades dos cidadãos ou empresas estadunidenses, então Washington se obriga a intervir nos assuntos do pais para "reordenar" e restabelecer os direitos e patrimônios de seus cidadãos e empresas.

Após a realização das eleições presidenciais em 14 de abril na Venezuela, o CNE declarou Nicolás Maduro presidente do país, com 50,75% dos votos, contra 48,97 alcançado por Caprilles.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Rússia proibe anúncios pró-aborto


 Rússia tomou muito a sério sua luta contra a baixa taxa de natalidade existente no país. Primeiro Rússia se posicionava contra o aborto e anunciava um projeto de lei para desqualificá-lo, posteriormente se aprovou um projeto de lei em que se obrigaria advertir sobre as consequências dos abortos na publicidade relacionada e agora, no parlamento russo se aprovou um novo projeto de lei para proibir os anúncios sobre o aborto.

O novo Projeto de Lei está promovido pelo Ministério da Saúde do país, em que se contempla o veto à interrupção da graviez seja através dos serviços médicos ou outras práticas que perseguem trancar a gravidez. Rússia arrasta desde a época da União Soviética, uma elevada taxa de abortos já que então o aborto era habitual para manter o controle da natalidade. Segundo um informe de alguns anos atrás, a taxa de aborto era a mais elevada do mundo, chegando a nada menos que 1,7 milhões por ano, claro, que eram dados oficiais e não se contabilizavam os abortos clandestinos pelo que a cifra poderia ser ainda bem maior.

Neste Projeto de Lei se pretende aumentar a idade de 14 a 15 anos, dos menores que já não requerem o consentimento paterno para submeter-se aos exames médicos e dar o consentimento para que sejam intervidos. Também se endurecerão as sanções a quem praticar abortos ilegais.

Vladimir Putin anunciou em seu momento um investimento de 1.5 bilhões em rublos em projetos demográficos, muitas pessoas acreditavam logicamente que uma pate deste dinheiro se destinaria a ajudar as famílias para fomentar a natalidade, mas disto não se falou. Parece ser que as campanhas se centram unicamente em proibir e sancionar, não se fala de ajudas, assessoramento e seguimento médico ou outras questões relacionadas com a criança dos filhos. Alguns parlamentários se opuseram a este Projeto de Lei, denunciam que muitas famílias pobres não podem enfrentar os gastos da crianças de um filho e que dever-se-ia brindar-lhes algum tipo de ajuda, não agravar ainda mais a situação ao ter uma boca mais a alimentar, o fomento da natalidade passa pela educação, conscientização e ajudar do Governo.

Comando chavista: Capriles planeja um golpe de Estado


Durante a tarde dessa Segunda, o chefe nacional do comando de campanha Hugo Chávez, Jorge Rodríguez, denunciou que a insistência do candidato perdedor nas eleições deste Domingo, Henrique Capriles, de desconhecer os resultados emitidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), junto ao chamado que fez nesta mesma Segunda a seus seguidores de armar panelaços e confusão em todo o país, não são outra coisa que uma "convocatória a um golpe de Estado".

"Por detrás de suas palavras de hoje há uma convocatória a um golpe contra à institucionalidade democrática deste país, e o denunciou ao mundo inteiro. Quando você chama a ignorar os resultados emitidos pelo CNE e certificados por acompanhantes internacionais de sistemas eleitorais do mundo inteiro, está chamando a um golpe contra o Estado venezuelano", expressou Rodríguez.

Em nome do comando disse que a atitude da oposição "é uma estratégia insurrecional", porque "querem fazer tomar o poder como quer que seja". "Quer voltar às bagunças de 2002 e 2003", porque "não sabe perder".

"Não é pelo fato de que você não gosta de perder que vai decidir desrespeitar a Constituição. Você pode impugnar os resultados das eleições, e estou 100% seguro que qualquer auditoria à que se convoque terminará dando o mesmo resultado da vitória do presidente eleito Nicolás Maduro. Se ontem se contou 54% de todas as urnas de resguardo, e tudo deu perfeitamente", agregou em alusão a Capriles.

Chamou à direita a não incorrer na "aventura golpista" e a "resolver os assuntos em paz", e advertiu que "o povo de Venezuela não vai permitir novos chamados à violência", porque "já há um resultado claro e agora nos toca ver em direção ao futuro". "Todos os que acudimos às urnas o fizemos com voto de paz".

Informou a quem exige seja suspendida a proclamação de Nicolás Maduro para o período constitucional 2013-2019 que "o ato de proclamação é automático, não se pode deixar de proclamar um candidato que resulta eleito. Em seu caso, por exemplo, ainda quando obteve escassos 30mil votos de vantagem foi proclamado essa mesma noite".

A Capriles lhe disse: "Não tenham nenhuma dúvida, nem a você nem ao psicopata Leopoldo López, que nós vamos defender o resultado, a democracia, a Constituição e o legado de Hugo Chávez Frías".

"Teve um grande ganhador na eleição de ontem com uma participação nunca antes vista na IV República e nem sequer, com estas condições, nesta República revolucionária que fundou o gigante Chávez", insistiu o dirigente socialista.

Questionou que "a única forma de que eles (opositores) reconheçam uma eleição é quando ganharem". "Por qual razão quando nós perdemos a reforma constitucional com uma diferença de menos de 30 mil votos aceitamos a derrota?"

E pôs um exemplo mais recente: "No dia 16 de Dezembro do ano de 2012, o senhor Capriles, com as mesmas máquinas de votação, com o mesmo sistema automatizado e Poder Eleitoral, exemplo para o mundo inteiro, obteve uma vitória por menos de 30 mil votos de diferença, quer dizer, 2 pontos percentuais, e apesar desta mínima diferença foi proclamado governador do estado Miranda".

Disse que as irregularidades da jornada do 14-A antes consistiram em ator de provocação e intolerância nas filas da direita: impediram pessoas deficientes de exercer seu direito no Liceo Aplicación e agrediram o artista e esportista Antonio "Potro" Álvarez em seu centro de votação.

"Seja digno e reconheça, você já tem as atas. Vocês reconheceram que Nicolás Maduro ganhou. O fizeram Armando Briquet e Carlos Ocariz. Sejam dignos, honestos e sinceros e continuemos na luta política sem chamad a enfrentamentos entre irmãos", disse.

Via Laiguana

Argentina denuncia que Grã-Bretanha lançará mísseis nas Malvinas

O Ministério de Relações Exteriores Argentino advertiu hoje sobre a "nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas", confirmando que o governo argentino foi informado que, a partir de hoje até 26 de abril, serão realizados novos exercícios militares no território argentino ocupado, incluindo o lançamento de mísseis a partir das Malvinas.



Através de um comunicado, o Ministério advertiu que essa situação "não só constitui uma nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas, que chama ambas partes a retomar as negociações de soberania e absterem-se de introduzir modificações unilaterais na situação enquanto dure a controvérsia, como também uma nova provocação contra a Argentina".

Nesse âmbito, afirmou que "nosso país manifestou sua vocação para encontrar uma solução pacífica e definitiva à disputa mediante negociações bilaterais com o Reino Unido, tendo em conta os interesses dos habitantes das ilhas, em conformidade com o mandato da ONU".

O documento argumenta ainda que ainda que a República Argentina "condene mais uma vez a persistência do Reino Unido na realização de exercícios militares em uma região caracterizada por sua vocação pacifista e que permanece livre de armas nucleares".

Continua que ainda que a Argentina "considere inadmissível essa nova ação unilateral britânica que não faz nada senão confirmar sua força militar justifica sua presença ilegítima no Atlântico Sul, refletindo seu desprezo aos pronunciamentos da comunidade internacional e, em particular, as preocupações manifestadas por toda região, através de vários pronunciamentos do Mercosul e Unasul, assim como a Cúpula Ibero-americana e a Cúpula dos Países Sul-americanos e Países Árabes (ASPA)".

Recorda ainda que, recentemente, a Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, realizada em Montevidéu no último janeiro, se "expressou a grande preocupação diante do reforço da presença militar britânica no Atlântico Sul e o desenvolvimento das atividades ilegítimas de exploração de hidrocarbonetos pelo Reino Unido".

Por outro lado, desde o palácio San Martín se refletiu que "o governo argentino transmitiu ao governo Reino Unido seu mais formal e enérgico protesto diante dos mencionados exercícios e manobras militares, exigindo que se abstenha de realizá-los".

Ao mesmo tempo, relembra que "enviou notas para informar o secretário geral das Nações Unidas, o presidente do Comitê Especial de Descolonização do citado organismo internacional, o secretário geral da Organização Marítima Internacional e as presidências Pro Tempore do Mercosul, da CELAC e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, assim como o secretário geral do Unasul a realização de exercícios militares nas Ilhas Malvinas".

Via Cadena 3

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Argentina interessada em construir quebra-gelos com Rússia


Argentina está interessada em construir junto com a Rússia um quebra-gelo, informou hoje o chefe do Departamento Regional da exportadora de armas russa Rosoboronexport, Serguei Ladiguin.

"Atualmente o tema da compra de três helicópteros Mi-171 é estudado pela Rússia e pela Argentina. Buenos Aires também mostra interesse pela construção de um quebra-gelo com Rússia", disse Ladiguin que encabeça a delegação russa presente na Feria Aeroespacial e de Defesa da América-Latina (LAAD-2013).

Acrescentou que o país sul-americano mostra também interesse pelos sistemas de defesa antiaérea e pelos veículos terrestres como os Ural.

Via Rianovosti

Uruguai e Brasil trabalham para eliminar suas fronteiras a partir de 2014

Enquanto o conflito diplomático entre Argentina e Uruguai pelo último deslize do presidente José Mujica sobre Cristina Kirchner parece se silenciar após o pedido de desculpas de Montevidéu, o pequeno país vizinho avança em passo firme alcançar com o Brasil a eliminação de fronteiras comuns para a livre circulação de bens e pessoas.



Nas últimas horas, Mujica pôs em palavras um acordo firmado com Dilma Rousseff para alcançar esse objetivo.

"Muitos anos atrás o país votou e fizemos o Mercosul, que teve seus altos e baixos, mas nós trabalhamos deliberadamente com o Brasil para que em 2014 não exista mais fronteiras para mercadorias e pessoas", afirmou Mujica em uma conferência aos sindicalistas uruguaios na última quarta-feira.

"É uma política concreta e deliberada, devido a circunstâncias políticas que atravessa o Brasil; não são os documentos que assinaram muito tempo atrás em Assunção", afirmou o presidente ao diferenciar o atual acordo do Tratado de Assunção de 1991, primeiro passo para a criação do Mercosul.

Mujica disse que a iniciativa vai mais além do bloco regional, e que hoje é possível pois há "um vento favorável" ao acordo político que existe com o governo de Rousseff. O presidente confessou que falou com o ex-presidente brasileiro, Lula, dias atrás, quando visitou Montevidéu.

Uma amostra deste tentativa de acordo entre os dois países parece ser a criação de uma Comissão Bilateral de Comércio em 11 de março, sob o acompanhamento da Associação Latino-americana de Integração (Aladi). O corpo vai manter pelo menos uma reunião por semestre a nível de vice-ministros e foi apresentado como objetivos "solucionar dificuldades legais, normativas e operacionais pontuais sobre o acesso a mercados, o estabelecimento de procedimentos de consulta em matéria de origem, defesa comercial, medidas sanitárias e do estabelecimento de um rápido processo de desalfandegamento", conforme publicado pelo site da Presidência uruguaia.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Povo grego pede ajuda ao Amanhecer Dourado diante da onda de insegurança

Impotentes frente ao crescente crime cigano e a indiferença das autoridades, a população de Trapenzoti Laconia, perto de Esparta, pediu auxílio ao Amanhecer Dourado para fazer frente a esse problema.



Líderes comunitários contactaram a divisão regional de Esparta do movimento social nacionalista para que os apoiasse frente ao problema do crime cigano, as agressões sexuais e os roubos com violência, sendo os gregos mais vulneráveis, mulheres idosos e crianças, alvos desses ataques.

A reunião se iniciou com a população local falando dos diversos delitos que eles e seus vizinhos sofreram. Com a implosão econômica, os cidadãos buscam preservar ao menos a beleza de sua cidade, mas os ciganos, afirmam, se negam a colaborar não seguindo nem mesmo as regras mais básicas de higiene, prejudicando não apenas a integridade física da população como também o orgulho da comunidade.



Depois dos discursos, cidadãos de todas as idades fizeram ouvir suas vozes em uma manifestação pacífica mas firme dirigida aos ciganos e à polícia, demonstrando que os gregos se defenderão de seus agressores.

Ao final da marcha a comunidade e o Amanhecer Dourado organizaram um plano de formação de patrulhas comunitárias.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

China moderniza seu arsenal nuclear para responder em caso de ataque

China está levando adiante a modernização do seu arsenal nuclear para aumentar sua capacidade de sobrevivência em caso de um ataque, de acordo com um major general chinês.



"A China está modernizando seu arsenal estratégico para melhorar a penetração, aumentar a sobrevivência e melhorar a segurança", disse o major-general Yunzhu Yao, diretor da Academia de Ciências Militares da Libertação do Exército Popular (PLA) da China, durante a Conferência Internacional Política Nuclear do Fundo Carnegie para a Paz Internacional.

Yunzhu Yao, considerado uma voz essencial da comunidade estratégica chinesa, disse que Pequim tem se concentrado nos últimos anos na manutenção de seu arsenal nuclear seguro que já receia uma possibilidade de um ataque para desarmar-lo.

Com relação às questões sobre o propósito das grandes redes de túneis que a China supostamente usa ​​para esconder uma grande quantidade de mísseis, o Estado-Maior disse que é uma especulação "ridícula".

"A China tem uma política de 'não primeiro uso' e seu arsenal deve atender a três critérios: curto alcance, capacidade de retornar um ataque e dissuasão. Sobrevivência é a chave para isso", enfatizando que a China não pretende ser uma superpotência militar.

No entanto, ele sugeriu que Pequim pode precisar reavaliar sua política estratégica se os EUA implantarem mais sistemas de defesa antimísseis no Leste da Ásia, realçando que a introdução desses sistemas pode ter um impacto negativo no processo de desarmamento.

Via CNA

terça-feira, 9 de abril de 2013

Festejada a Morte de Margaret Thatcher no sul de Londres

"Maggie maggie Maggie, morta morta morta" e "depois de tanto tempo, a bruxa morreu" foram as palavras de ordem ouvidas durante o festejo.

Centenas de pessoas se reuniram ontem à noite no sul de Londres para celebrar a morte de Margaret Thatcher.



Com um lugar improvisado e cervejas, vizinhos de Brixton, um bairro que enfrentou tumultos durante os anos da "Dama de Ferro", mostraram seu júbilo pelo falecimento.

Nas ruas se escutava "Maggie maggie maggie, morta morta morta" e cartazes com lemas contra a ex-primeira ministra eram vistos nas mãos do público.

Clive Barger, um homem de 62 anos de idade, disse que saiu para mostrar que o tempo de Thatcher foi "um dos mais vis e abomináveis da história social e econômica".

Nem todos os participantes se lembrariam dos tempos da "dama de ferro", mas Jed Miller, de 21 anos, disse que sua família "nunca teve nada de bom pra dizer sobre ela".



Algumas pessoas da multidão assistiram a comemoração das vítimas do thatcherismo. "É um dia solene. É importante lembrar que o thatcherismo não está morto, é importante que as pessoas saiam às ruas para que o governo não esconda o que fez", disse Ray Thornton, um estudante de 28 anos.

Mais de 300 pessoas se reuniram no centro da cidade de Glasgow para celebrar uma festa organizada no Twitter.

O grito que se escutou em Glasgow foi "depois de tanto tempo, a bruxa morreu" ao mesmo tempo em que rolhas de garrafas eram estouradas.

Via 24 horas

sábado, 6 de abril de 2013

EUA: pobreza bate recorde desde anos 60


 O número de estadounidenses vivendo na pobreza aumentou a níveis nunca vistos desde meados da década de 60, classificando 20% das crianças do país como pobres.

Isso chega em um moomento em que os recortes do gasto público, de 85 bilhões de dólares, teve efeito depois que democratas e republicanos não conseguiram por-se de acordo sobre um plano melhor para fazer frente ao déficit nacional.

Os recortes afetarão diretamente a 50 milhões de estadounidenses que vivem por debaixo da linha da pobreza em ingressos e reduzirá suas possibilidades de encontrar trabalho e uma vida melhor.

O censo dos EUA coloca o número de estadounidenses na pobreza a níveis nunca vistos desde a década de 60, quando o presidente Lyndon B. Johnson lançou a chamada Guerra contra a Pobreza do Governo Federal.

Alguns temem que a brecha entre ricos e pobres nos EUA seguirá ampliando-se conforme as medidas dos recortes sociais.

Via libered