sexta-feira, 5 de abril de 2013

Salehi: Nação iraniana superará qualquer obstáculo

O ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, assegurou essa sexta-feira que a nação persa superará as atuais dificuldades provocadas pelas sanções unilaterais do Ocidente.



"O povo iraniano ultrapassa qualquer obstáculo com sua vontade e determinação apesar dos grandes esforços dos inimigos para frear o avanço do país persa", disse o ministro iraniano.

O chefe da diplomacia iraniana argumentou que embora o Ocidente tente isolar a República Islâmica, Teerã exerceu um papel relevante no estabelecimento da paz e a segurança na região.

Os países ocidentais alegam que o programa de energia nuclear iraniano busca fins bélicos e com esse pretexto impõem duras sanções.

Irã, por sua parte, rechaça tal acusação e afirma que, como membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e signatário do Tratado de Não-Proliferação (TNP), tem direito legítimo a adquirir e desenvolver energia nuclear para fins pacíficos.

Além disso, após várias inspeções por parte da AIEA nas instalações nucleares iranianas, não se encontrou nenhuma evidência que confirme as acusações ocidentais.

Via HispanTV

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Reino Unido possui 220 bombas nucleares com potência 8 vezes maior que a de Hiroshima

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou essa quinta-feira que seu governo manterá seu sistema de armamento nuclear, com o argumento de que "as ameaças aumentaram desde o final da Guerra Fria", em referência aos países anti-imperialistas como a Coreia do Norte e Irã.



O líder direitista explicou que seria "idiotice" abandonar ou abdicar do Trident, o programa de defesa que manipula 220 bombas com capacidade destrutiva oito vezes superior ao massacre de Hiroshima cometido pelos Estados Unidos.

Através desse sistema, Reino Unido mantém quatro submarinos com armas nucleares patrulhando em tempo integral em localidades secretas.

Em uma coluna do jornal The Daily Telegraph, Cameron expressou que esse armamento é necessário já que "as ameaças, em termos de incertezas e riscos potenciais, aumentaram desde o final da Guerra Fria".

"Irã continua desafiando a comunidade internacional com suas intenções de desenvolver seu poderio nuclear, enquanto Coreia do Norte realizou recentemente seu terceiro teste nuclear", justificou.

"A segurança da nossa nação vale o preço", argumentou Cameron, na contra-mão de sua política de cortes em prestações sociais enquanto aumentou também o orçamento da Casa Real.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC

 Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

 Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.

O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

Veto imperial

O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.

“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.

Guinada na política externa

O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.

Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.

Bomba! Bomba!

O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.

A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.

Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.

Desarmamento unilateral

A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.

Intervencionismo crescente

O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.

São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.

Via Pragmatismopolitico

Grupo pederasta absolvido na Holanda

A Organização Martijn, dissolvida por uma ordem judicial em junho do ano passado, mas o tribunal holandês de apelação anulou essa sentença. "O trabalho da associação é contrário à ordem pública, mas não existe ameaça de desintegração da sociedade", publicou o Tribunal de Apelação de Arnhem, Leeuwarden.

Marthijn Uittenboogaard, da associação Martijn


Travestidos de liberdade de expressão

Em 1982 foi fundada a associação Martijn, cujo quartel general estava no distrito judicial de Arnhem, Leeuwarden. Estes degenerados argumentam a favor da aceitação de relações sexuais consentidas entre adultos e crianças, ainda que também afirmem ser contra qualquer forma de abuso sexual. Não é concebível explicar como uma criança decide ter relações sexuais com um adulto sem coerção ou lavagem cerebral, o sexo não está dentro das preocupações infantis.

O tribunal de apelações considerou que os antecedentes criminais de alguns membros podem estar relacionados com a associação, mas nunca haviam cometido algum crime. "O texto e as imagens publicadas no website de Martijn são legais e nunca aconselharam a ter relações sexuais com crianças", decidiu o tribunal.

A associação ultrapassa certos princípios da dita lei holandesa, agregaram os juízes, pois "banaliza os perigos do contato sexual com crianças pequenas, fala bem desses contatos".

O presidente da associação, em sua conta no Twitter, escreveu: "Anidá há juízes sábios, felizmente".

Em 21 de novembro de 2011, o Tribunal Penal de Leeuwerden se negou a perseguir a associação. No entanto, o ex-presidente da associação, Ad van den Berg, foi condenado em 18 de outubro de 2011 em Haarlem a três anos de prisão, seis meses suspenso, por posse de fotografias, filmes e revistas de pornografia infantil.

Via Tribuna de Europa

terça-feira, 2 de abril de 2013

CNN espalha mentiras contra Irã e Síria, diz ex-correspondente

Uma reconhecida jornalista investigativa e ex-correspondente da CNN afirma que a emissora está comprometida em espalhar propaganda ocidental contra Irã e Síria.

A agência síria SANA citou Amber Lyon dizendo que quando ela trabalhava na CNN, ela recebia ordens de mandar notícias falsas ou excluir certas informações que o governo americano não aprovasse, com o objetivo de incitar a opinião pública a favor de uma ofensiva contra Irã e Síria.

Lyon ainda disse que a mídia de massas omite conteúdo intencionalmente para criar propaganda contra o Irã para ganhar o apoio público para uma invasão.
 Ex-CNN reporter Amber Lyon
Ela disse que o mesmo cenário que foi usado antes da invasão ao Iraque em 2003 está sendo preparada para Irã e Síria. Segundo ela, a CNN recebe dinheiro do governo americano e de outros países para alinhar as notícias com estes interesses.

No outubro passado Amber queixou-se que "existe uma constante demonização da Síria, Irã e outros países na mídia mainstream americana". Ela também afirmou que foi subornada pelo regime do Bahrain para censurar um documentário de 2011 sobre a repressão contra protestos populares nesse país.

A repórter produziu um documentário sobre a brutal repressão de protestos no Bahrain. Ainda que tenha sido exibido nos Estados Unidos, não foi transmitido pela CNN Internacional, tendo a suspeita de que a direção da emissora fez isso de maneira proposital.

Lyon, que foi 'demitida' pela CNN em Março de 2012, também revelou que a rede é paga por regimes despóticos para produzir e emitir o que ela chama de 'infomerciais para ditadores', dizendo que o conteúdo exibido na CNN Internacional é pago por regimes e governos.

PressTV

Detroit à beira da falência

Em Detroit foi designado um gestor de crises com amplos poderes. Caso sua missão fracasse a capital automobilística estadunidense será a maior cidade dos EUA a declarar falência. O Déficit orçamentário de Detroit foi de 327 milhões de dólares, enquanto o total da dívida chega a 14 bilhões de dólares. De cidade automobilística Detroit se tornou a capital do crime nos Estados Unidos: o índice de criminalidade é cinco vezes maior que a média nacional.

Além disso, alguns especialistas supõem que o aspecto financeiro do assunto está muito longe de ser o mais importante. O diretor do Centro de Estudos Econômicos do Instituto de Globalização e conquistas Sociais, Vasili Koltashov, diz:

A extinção de cidades e regiões inteiras nos Estados Unidos e Europa obedece o deslocamento da indústria nos últimos quinze anos ao território da China e de países de terceiro mundo, a chamada periferia industrial do sistema econômico global. Esta tendência se manifesta principalmente em países mais desenvolvidos do sistema capitalista mundial. Nos EUA, Europa, Japão se pratica a centralização financeira, a qual não é nada boa, simplesmente porque suas autoridades não podem encontrar uma solução aos problemas econômicos. Então de fato nos últimos anos mantiveram a crise em estado latente. E o único êxito que alcançaram foi restringir deu desencadeamento. Daí o fracasso do sistema financeiro estatal e o sistema de gestão estatal pareça ser bastante lógico. E, em tal situação, a política de austeridade é a única resposta para os gabinetes neo-liberais na Europa e América do Norte.



Além disso, vários especialistas concordam que a causa de surgimento de cidades-fantasma no Ocidente Pós-Industrial não é o translado das indústrias aos países da região Ásia-Pacífico, senão o progresso tecnológico. Uma industria moderna simplesmente não necessita uma quantidade elevada de trabalhadores. Mas, no geral, o problema é muito maior do que parece a primeira vista.

Vale ressaltar que Detroit é a ilustração de maior repercussão da influência sobre a civilização das leis fundamentais da economia de mercado, mas não é a única. Na Europa também ocorrem problemas similares. Por exemplo, na Espanha a crise da dívida afetou dezenas de regiões, que pediram ajuda financeira a Madri. Novamente passamos a palavra a Koltashov:

A queda do padrão de vida continua não apenas no sul da Europa, como também no norte do continente. Está claro que a ameaça social existe e está se materializando de uma forma ou outra contra as altas cúpulas políticas. Por enquanto, pode-se dizer que a crise ativou a migração desde as regiões mais afetadas da eurozona até as economias periféricas, as economias em via de desenvolvimento e as desenvolvidas (Austrália e Nova Zelândia). É registrado um grande número de emigrantes ao Brasil e, diga-se de passagem, à Rússia. Mas, por enquanto, não se pode afirmar que esses fluxos sejam tão intensos quanto os registrados no século XIX, quando milhões de pessoas migraram para novos territórios. O que ocorre e uma migração dos especialistas mais qualificados e adaptáveis, o que é bom para as economias atrasadas. Mas os países periféricos também enfrentam dificuldades, pois não há para onde ir com total segurança de que tudo dê certo.

Em suma, não se deve dramatizar a situação. Mas hoje, quando ao redor do mundo se aplicam vastas reformas políticas e econômicas, cabe esperar um aumento das cidades fantasmas. Cada uma delas tem sua própria história. Mas tudo sempre se baseia na conveniência.

Mas nas encruzilhadas do comércio, nos pontos de transferência em vias aquáticas, nos postos avançados de defesa das cidades surgiam por necessidade prática. E desapareciam tão logo perdiam a utilidade. Reconstruir ou derrubá-las definitivamente não tem tanta importância. Por isso as autoridades não se apressam. A seu lado têm o aliado mais importante, o tempo, que sem ajuda do homem varrerá a cidade fantasma da face da Terra.

Via La Voz de la Russia

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dezenas de milhares de norte-coreanos manifestam apoio para a postura de Kim Jong-Un

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Dezenas de milhares de norte-coreanos sairam para as ruas no domingo para mostrar seu firme apoio para a postura de Pyongyang ante Seúl.
 
Durante as manifestações, que se realizaram em várias cidades do país asiático, os participantes expressaram seu apoio para as políticas do Governo norte-coreano a respeito da Coreia do Sul, em meio da escalada de tensões entre ambos países.

Também na sexta o povo norte-coreano protagonizou marchas em apoio a ameaça do líder Kim Jong-Un de atacar bases americanas.

Depois de saber que a Coreia do Sul e EUA utilizarão bombarderos estratégicos B-52 e submarinos nucleares nas manobras militares conjuntas que se realizarão na região, Kim Jong-un ameaçou com atacar as bases norteamericanas tanto em território sul-coreano, como nos EUA e Oceâno Pacifico.

Coreia do Sul anunciou no domingo que em abril realizará novas manobras militares conjuntas en seu território com a Marinha dos Estados Unidos para mostrar sua capacidade. Washington, por sua parte, enviou aviõess de combate F-22 Raptor para a Coreia do Sul para que participem nos exercicios militares anuais conjuntos.

Coreia do Norte qualifica de "provocação imperdoável" a manobra do Pentágono e de seu aliado Seúl. A península coreana é cenário de uma rápida escalada de tensões desde que o Conselho de Segurança das Nações Unidas votou uma resolução e novas sanções contra o Governo de Pyongyang em represália pelo ensaio nuclear do passado 12 de fevereiro. HispanTV

sexta-feira, 29 de março de 2013

Eurásia acima de tudo

Por Alexandr Dugin

Em nossa sociedade russa - especialmente na esfera social e política - no início do novo milênio a deficiência de ideias é sentida dolorosamente. A maioria das pessoas - incluindo governadores, políticos, cientistas, trabalhadores - são orientados na vida, nas escolhas políticas por um conjunto de fatores momentâneos, preocupações casuais, apelos transitórios e efêmeros. Estamos perdendo rapidamente qualquer representação geral sobre o sentido da vida, sobre a lógica da história, sobre os problemas do homem, sobre o destino do mundo.

Escolhas existenciais e sociais foram substituídas pela publicidade agressiva. No lugar de uma ideologia política significativa e responsável destaca-se alguns eficazes ( ou ineficazes) PR. O resultado da luta de idéias é definido pelo volume de investimentos em entretenimento. Confrontos dramáticos de povos, culturas e religiões se transformam em shows inspirados por companhias transnacionais e petroleiras. Sangue humano, vida humana e espírito humano viram abstração estatística, custos para o consumidor, na melhor das hipóteses - figura demagógica de um discurso nas suaves e ambíguas lamentações humanitárias, ocultando uma dupla medida.

No lugar de uma uniformidade totalitária, chega uma totalitária indiferença. A maioria dos partidos políticos e movimentos sociais formalizados perseguem propósitos táticos. Praticamente em lugar nenhum pode ser encontrado uma ideologia explícita e consequente capaz de captar o homem do estado de sono indiferente, para fazer valer a pena viver.



Americanismo e a necessidade de uma alternativa

O mais rigoroso - e ao mesmo tempo mais nocivo - projeto de cosmovisão foi formulado pelos liberais. Essas forças geopoliticamente orientadas através dos Estados Unidos e o Ocidente, tomando por exemplo copiar a política, a economia, tipo de sociedade, cultura e ideal de civilização americanos. Esse campo tem sua dignidade - seu projeto é lógico e consistente, sua teoria e prática estão conectadas. Mas também é lógico o mal, morte, dissolução e perda da integridade orgânica. Os liberais dizem um decisivo "sim" para esse "mundo uniforme", confuso, vão, individualista, oligarca, vazio de qualquer orientação moral, espiritual e tradicional, que os Estados Unidos - superpotência mundial - se esforça para criar em escala planetária, entendendo sua superioridade tecnológica e econômica como um mandato para uma hegemonia de gerência privada em escala mundial. Essa americanização da Rússia, de todo o mundo, essa submissão servil ao guardião do novo mundo - guardião dos shows - obviamente não é muito agradável para muitas pessoas. Mas essa oposição geralmente aparece apenas emocionalmente, fragmentada, de forma inconsistente. Pessoas e movimentos sócio-políticos inteiros estão inercialmente satisfeitos com as antigas correntes, com resíduos de épocas diferentes, mais harmoniosas e mais nobres, com algo ao menos de alguma forma diferente da tsunami atlantista que arrasta os restos de nossa própria civilização russa. A hostilidade ao estilo de vida americano, à famosa "nova ordem mundial" é uma qualidade totalmente positiva, que deve ser bem recebida em qualquer lugar que a encontremos. Mas isso não é o suficiente. Uma contraproposta ativa, uma alternativa realista, concreta e capaz é indispensável para nós. As condições ao início do milênio são consideravelmente novas. E aqueles que querem um futuro diferente, ao invés desse caos controlado e desintegração de luzes de neon imposta a nós pela América, são compelidos a dizer um "não", mas também formular, propor, demonstrar de defender, um diferente, próprio, plano de civilização.

A visão de mundo mais massiva, mais geral, que oferece tal alternativa à hegemonia Americana, ao mundo unipolar, os triunfo do Ocidente, é o Eurasianismo.

Os pais fundadores do Eurasianismo

Historicamente, o Eurasianismo existiu por 20 anos como tentativa de interpretar o desenvolvimento sócio-político, cultural e geopolítico da Rússia como um processo uniforme e basicamente contínuo desde o Principado de Kiev até a URSS. Os eurasianistas detectaram por trás da dialética do destino nacional do povo russo e do Estado russo uma missão histórica unitária, expressa diferentemente em vários níveis. Uma tese principal dos primeiros eurasianistas (conde N.S. Trubestkoy, P. Savitsky) soava assim: "O Ocidente contra a humanidade", ou seja, as nações do mundo florescendo complexidade de culturas e civilizações contra o padrão ocidental unitário e totalitário, contra a dominação política, econômica e cultural do Ocidente. Rússia (tanto arcaica, monarca-ortodoxa, quanto a Soviética) viu os eurasianistas como um reduto e uma vanguarda de seu processo mundial, uma fortaleza de liberdade contra a hegemonia unidimensional sobre a humanidade de um tumor irreligioso, secularizado, pragmático e egoísta - a civilização ocidental, proclamando supremacia e dominação jurídica, material e espiritual. Com base nisso os eurasianistas aceitaram a União Soviética como uma nova - paradoxal - forma do caminho original da Rússia. Desaprovando ateísmo e materialismo na esfera cultural, eles reconheceram trás a face exterior do comunismo as características nacionais arcaicas, por trás da Rússia Soviética a legítima herança geopolítica da missão russa.

Sendo lógicos e convencidos patriotas russos, os eurasianistas chegaram a conclusão sobre a inadequação das formas tradicionais, nas quais a Ideia Nacional na Rússia foi investida durante os últimos séculos. O lema Romanov - "Ortodoxia, Autocracia, Nacionalidade" - era apenas uma fachada conservadora escondendo por trás de si conteúdos bastante modernos, basicamente copiados da Europa. O patriotismo soviético expressava a ideia nacional em termos de classe, que não capta a essência do problema civilizacional, nem reconhece o significado da missão histórica da Rússia. O nacionalismo secular dos Romanov era apenas uma imitação formal dos regimes europeus. O patriotismo soviético ignorou o elemento nacional, quebrou a conexão com as tradições, deixou de lado a Crença dos pais.

Uma nova abordagem sintética era indispensável. Tal abordagem se desenvolveu também no âmbito da filosofia eurasianista, dentro dos movimentos sociais e políticos dos eurasianistas. os pais-fundadores do Eurasianismo deram pela primeira vez a maior estima à natureza (imperial) multi-nacional do Estado russo. Eles atentaram especialmente ao fator turco. O papel da herança de Gengis Khan, administrador da soberania Tártara assimilada por Moscou no século XVI, foi visto como uma virada decisiva da Rússia para o Oriente, para suas origens, para o seus próprios valores.Na saga ortodoxa é exatamente essa época está ligada com a "Sagrada Rússia", na transformação de Moscou na Terceira Roma (Após a queda de Czargrad e o fim do Império Bizantino). A missão da Sagrada Rússia foi expressa na auto-afirmação de sua própria cultura eurasiana, de um sistema social original, distinta em suas principais características do caminho seguido pelos países do Ocidente Católico Romano e Protestante.

A Rússia foi concebida pelos eurasianistas como uma vanguarda do Oriente contra o Ocidente, como uma linha de defesa avançada da sociedade tradicional contra a sociedade moderna, secular, ordinária e racionalizada. Mas na luta centenária pela preservação de um "ego" cultural, Rússia, diferentemente de outras sociedades orientais, adquiriu ativamente experiência do Ocidente, adotando as técnicas aplicadas, emprestando alguns métodos - mas o tempo todo com o propósito de enfrentar o Ocidente com suas próprias armas. Na linguagem moderna, isso seria "modernização sem ocidentalização". Então a Rússia conseguiu mais que outras sociedades para combater efetivamente a pressão do Ocidente.

A partir disso os eurasianistas chegaram a uma conclusão importante: Rússia necessita não apenas voltar às suas raízes, mas combinar um conservador e revolucionário recomeço. Rússia deve modernizar ativamente, desenvolver, abrir parcialmente para o mundo circundante, mas salvar rigorosamente e cristalizar sua própria identidade. Então alguns chamam os eurasianistas de "Bolcheviques ortodoxos".

Infelizmente, historicamente, este notável movimento não foi apreciado na devida medida. Os sucessos impressionantes da ideologia marxista fez a refinada perspectiva conservadora-revolucionária do eurasianista ineficaz, supérflua. Até ao final dos anos 30, o impulso inicial do movimento eurasianista, tanto na Rússia e entre a emigração russa, havia definitivamente morrido.

A corrida de revezamento da ideia eurasiana foi executado doravante não tanto por políticos e ideólogos, quanto por cientistas (em primeiro lugar o grande historiador russo Lev Gumilyov).

Neo-eurasianismo

Os acontecimentos dramáticos das últimas décadas na Rússia, em todo o mundo, fizeram novamente as idéias Eurasianistas urgentes, essenciais. O Ocidente deteve o seu maior adversário civilizacional - a URSS. A ideologia Marxista subitamente perdeu o seu apelo. Mas uma nova alternativa geral ocidentalismo e o liberalismo (que hoje estão incorporadas em seu pleno desenvolvimento, a civilização dos EUA e América - de que mesmo os europeus, os avós do monstro mundo, começam a sentir nervosos) não apareceu ainda.

E não poderia aparecer de qualquer maneira.

As peças separadas - nacionalismo pré-revolucionário, clericalismo, o sovietismo totalmente inercial ou a imaginação extravagante de ecologismo e esquerdismo - não poderiam se transformar em uma frente unida. Não havia base de visão de mundo comum, sem denominador comum. A aproximação ocasional de posições dos adversários para a globalização e americanização não resultou em uma verdadeira síntese de visões de mundo.

Neste momento em que as mentes mais atentas, os corações mais puros e as almas mais flamejantes se converteram também à herança Eurasiana. Nele eles viram uma força salvadora, o germe dessa doutrina, essa ideologia, que cumpre idealmente as exigências do presente momento histórico.

Neo-eurasianismo começa a ser construído como corrente social, filosófica, científica, geopolítica e cultural desde o fim dos anos 80. Se distanciando do legado dos eurasianistas russos dos anos 20 e 30, incorporando a experiência espiritual da tradição da Ortodoxia russa, se enriquecendo pela crítica social dos populistas e socialistas russos, interpretando de uma nova maneira as conquistas da etapa Soviética na história nacional, ao mesmo tempo dominando a filosofia do tradicionalismo e da revolução conservadora, metodologia geopolítica e doutrinas revolucionárias originais como a "nova esquerda" (ou seja, aquelas correntes intelectuais que foram elaboradas no Ocidente, mas direcionadas contra a lógica dominante em seu desenvolvimento) - os neo-eurasianistas se tornaram a mais séria plataforma de visão de mundo na sociedade russa moderna, adquirindo a forma de escola científica completa, um sistema de iniciativas sociais e culturais.

Os neo-eurasianistas lançaram a base da geopolítica russa moderna, ganhando um forte potencial pessoal de simpatizantes em estruturas e ministérios de gabinetes ligados ao setor militar, baseando-se em projetos eurasianistas operacionais internacionais, militares e econômicos muito sérios.

O neo-eurasianismo influenciou a moderna politologia, sociologia e filosofia internas.

O eurasianismo se tornou gradualmente um relevante instrumento conceitual do monopólio estatal russo exigindo um padrão estratégico para o desenvolvimento de uma estratégia de atividade macroeconômica de longo prazo, dependendo não de processos políticos momentâneos, mas de uma constante histórica, geográfica e civilizacional.

Estabeleceu as bases de todo um conjunto de correntes de vanguarda na cultura jovem, dando um vívido impulso para o desenvolvimento criativo, apaixonado em toda direção na arte.

O neo-eurasianismo teve um forte impacto sobre os partidos políticos e movimentos na Rússia moderna - encontramos grandes empréstimos do arsenal ideológico neo-eurasianista nos documentos programáticos da "Unidade", KPFR (Partido Comunista), OVR (Otetchetsvo-Vsyo Rossiya), LDPR (Partido Liberal Democrata), o movimento "Rússia" uma série de movimentos e partidos menores. Entretanto esses empréstimos permanecem fragmentados, combinados com alguns outros elementos heterogêneos ou até mesmo contraditórios (tudo isso fazem os grandes partidos russos no lugar da tática, formações não-ideologistas criadas para soluções de curto prazo, problemas políticos locais).

O novo tema político e social

Chegou a hora de dar o próximo passo, dar ao eurasianismo dimensão social e política concreta. A ideologia neo-eurasianista ultrapassa gradualmente o nível da pura elaboração teórica. O novo governo da Rússia está seriamente engajado na solução de problemas estratégicos que enfrenta o país, e sua obviamente insatisfação com as fórmulas primitivas e destrutivas impostas pelo Ocidente e os influentes da Rússia: ele precisa de uma visão de mundo e apoio político e social. As autoridades atuais, sua especificidade, sua imagem social, diferem consideravelmente do período pós-Soviético e dos tempos da passividade acrítica do liberalismo irresponsável. Uma nova visão de mundo estatal, um novo padrão de politicamente-correto amadureceu. Isto é comprovado pela essa busca perseverante de uma ideia nacional em que as autoridades estão hoje envolvidas.

Se o sistema político e partidário habitual é adequado para a decisão de problemas momentâneos (embora consideramos como inadequado mesmo em sentido estrito pragmático), em uma perspectiva de médio prazo (e muito menos uma visão estratégica de longo prazo) ele não tem chance, e requer uma reforma radical. O sistema vigente evoluiu durante o processo de demolição do modelo soviético e sua substituição por uma formação liberal-democrata pró-ocidental. Mas hoje nem o primeiro nem o último é aceitável para a Rússia. E além disso, é inadequado frente a difícil situação que o país enfrenta - consequência das políticas ridículas seguidas anteriormente. O que precisamos é de partidos e movimentos com base em uma visão de mundo, refletindo os interesses dos estratos concretos da população, que se fundem com o povo, educando, treinando e defendendo-o, em vez de explorar a confiança (e ingenuidade) das massas para o benefício particular ou de grupo.

Todas as condições que floresceram para o surgimento de um rigoroso movimento eurasianista na nova Rússia. E aqueles que estavam nas origens do Neo-eurasianismo que formaram as premissas teóricas e bases da geopolítica russa, filosofia eurasiana, ciência política conservadora-revolucionária e a sociologia, que passou anos lutando pelos ideais da Eurásia, para o renascimento do povo russo e nosso grande poder - aqueles feitos para decisão de formar o novo movimento social e político "EURASIA".

Quem serão os participantes do movimento "Eurásia"?

Para quem estamos dirigindo o chamado para entrar e fazer o nosso movimento? Para cada russo, educado e não, influente e o último dos humildes, para o trabalhador e para o gerente, para o necessitado e a pessoa bem de vida, para o russo e o tártaro, para os ortodoxos e os judeus, para o conservador e modernista, para o aluno e para o defensor da lei, para o soldado e o tecelão, para o governador e o roqueiro. Mas só para quem ama a Rússia, que não pode pensar em si mesmo sem ela, que percebeu a necessidade de um grande esforço, o que é exigido de todos nós para que nosso país e nosso povo continue no mapa do novo milênio (a partir do qual eles persistentemente tentam nos apagar), para quem quer, apaixonadamente quer, que todos nós, finalmente levantemos em um grande poder, lançaria para fora de nosso organismo comum a sua excrescência parasitária, seria rasgar o véu de neblina mental, , afirmaria acima o país, o continente, o mundo nossos ideais solares russos - os ideais de liberdade, igualdade, a fidelidade às origens.

Centro radical

O movimento "Eurásia" baseia-se nos princípios de centro radical. Nós não somos nem de esquerda nem de direita, não somos nem cegamente aderentes com as autoridades, nem oposicionistas a qualquer custo, latindo sem motivo algum. Estamos cientes de que a autoridade de hoje na Rússia, o presidente Vladimir Vladimirovich Putin requer ajuda, apoio, solidariedade, coesão. Mas, ao mesmo tempo, a submissão cega aos líderes, a conivência acrítica a autoridade só porque é autoridade, não é hoje menos (se não mais) perniciosa do que a rebelião direta. Somos centristas, na medida em que o Presidente e o ato de autoridade para o bem do governo, para o bem do povo. E não de uma forma populista e transitória, mas numa perspectiva de médio e longo prazo. Aqui, novamente, seremos para o presidente fervorosos, radicalmente, até o fim, não prestando atenção aos pequenos erros, aceitando todos os sofrimentos e dificuldades, que irão surgir desde que a Rússia vai se defina pelo serio propósito de resgatar em si e todo o resto o mundo da terrível ameaça insidiosa do Ocidente. Nada mais centrista do que o nosso apoio incondicional e total ao  poder construtivo patriótico da autoridade (mesmo em suas ações mais impopulares) simplesmente não podia ser. Assim, nossos precursores, os eurasianos, apoiaram os odiados regimes fundamentalistas ortodoxos e marxistas porque enfrentaram o Ocidente - o pior dos males. Mas o nosso centrismo radical não é passivo. Nós percebemos claramente que a autoridade presente na Rússia de acordo com a lógica das coisas não tem representação (e não pode ter) clara dos objetivos estratégicos fundamentais, do dramático problema filosófico e espiritual que nasce do novo milênio - terrível, arriscado, ameaçador, problemático, incompreendido durante séculos de batalhas sangrentas e cruéis sofrimentos... Neste sentido, a autoridade hoje está perdida e precisa de ajuda, para orientar pontos, marcos, especificando que é a tarefa das pessoas, seu mais ativo, obstinado, inteligente, lado idealista e patriota (isso também deve se reunir em nosso movimento, para tornar-se seu núcleo).

Aqui os papéis mudam, e agora é a vez da autoridade ouvir a voz da Eurásia. Essa voz não é o servil "sim, senhor?" de partidos condescendentes e artificiais, bom para cadeiras e telas de TV. Deve ser o apelo radical da terra, o voto de gerações, o grito das profundezas do nosso espírito e nosso sangue.

Prioridade do movimento Eurasiano

Nosso movimento espalha os princípios eurasianistas a todos os níveis da vida.

Na esfera religiosa significa diálogo sólido e construtivo entre os credos tradicionais para a Rússia, - Ortodoxia, Islamismo, Judaísmo, Budismo. Os ramos da Eurásia das religiões mundiais têm muitas diferenças dessas formas que tiveram raízes em outras regiões do mundo. Existe um estilo comum de vista espiritual eurasiana, o qual, contudo, não elimina a todas as diferenças e originalidade de princípios. Esta é uma base séria e positiva para a aproximação, o respeito mútuo, a compreensão mútua. Devido à abordagem eurasianista de questões religiosas muitos atritos inter-confessionais podem ser ignorados ou organizados.

Na esfera da política externa, Eurasianismo implica um amplo processo de integração estratégica. Reconstrução na base da CEI [Comunidade dos Estados Independentes] de um sólido União eurasiana (analógico à URSS em uma nova base ideológica, econômica e administrativa).

A integração estratégica dos espaços internos da CEI deve se espalhar gradualmente também para áreas mais amplas - para os países do eixo Moscou-Teerã-Deli-Pequim. Uma política eurasianista é invocada para abrir para a Rússia uma saída para os mares quentes, e não através de guerra e sofrimento, mas através da paz e aberta cooperação amistosa.

Políticas eurasianistas para o Ocidente implicam em relações prioritárias com os países europeus. A Europa moderna - como contra a época em que os pais-fundadores Eurasianismo agiram - não representa mais a origem do "mal mundo". Os eventos rápidos políticos do século XX contribuíram para transferir este registro duvidoso ainda mais para a ala Ocidental - para a América do Norte, para os EUA. Portanto, em um estágio atual Rússia pode encontrar na Europa parceiros estratégicos interessados ​​no renascimento do seu antigo poder político. A Rússia Eurasianista deve desempenhar o papel de distribuidor da Europa, mas desta vez a partir da ocupação americana política, econômica e cultural.

A política eurasianista da Rússia é dirigida a cooperação ativa com os países da região do Pacífico, em primeiro lugar com o Japão. Os gigantes econômicos dessa área devem ver nas políticas eurasianistas da Rússia o ponto de orientação para um sistema político auto-sustentável, e também para um potencial estratégico de recursos e de novos mercados.

Em um nível planetário Eurasianismo significa oposição ativa e universal à globalização, é igual ao "movimento anti-mundialista". Eurasianismo defende o florescimento da complexidade de povos, religiões e nações. Todas as tendências anti-globalistas são intrinsecamente "eurasianas".

Somos partidários consequentes de "federalismo eurasianista". Isso significa uma combinação de unidade estratégica e etno-cultural autônomas (em casos definitivos econômicos). Diferentes modos de vida a nível local em combinação com o centralismo rigoroso nos momentos básicos, ligados aos interesses do Estado.

Devemos reviver as tradições do povo russo, contribuir para a recuperação do crescimento demográfico russo. E o mais importante, despertar nas pessoas a sua espiritualidade intrínseca e orgânica, a moral, ideais elevados, vida e patriotismo fervoroso. Sem o renascimento prioritário da nação russa, o projeto eurasianista não tem chance de se tornar uma realidade. Compreender esse fato é a base de nossa visão de mundo.

Eurasianismo na esfera social significa a prioridade do princípios públicos acima do individual, da subordinação aos padrões econômicos estratégicos, para os problemas sociais. Toda a história econômica da Eurásia prova que o desenvolvimento de mecanismos econômicos aqui acontece de acordo como uma alternativa lógica aos liberal-capitalistas, padrões individualistas de benefício pessoal, que evoluíram no Ocidente sobre a base da ética protestante. A lógica liberal de gestão é alheia a Eurásia, e apesar de enormes esforços, não há maneira de quebrar essa característica profundamente enraizada de nosso povo. O princípio comunitário coletivo de governar a economia, a contribuição do critério de "equidade" no processo de distribuição - tudo isso representa uma característica de nossa história econômica. O eurasianismo insiste em um relato positivo e avaliação de tal circunstância, e sobre esta base dá preferência a padrões econômicos socialmente orientados.

Eurasianismo implica uma reavaliação positiva do arcaico, do antigo. Ele se refere ao passado fervorosamente, para o mundo da Tradição. O desenvolvimento do processo cultural é visto pelo Eurasianismo em uma nova referência para o arcaico, para a inserção de motivos culturais originais na estrutura das formas modernas. A prioridade nesta área é devolvida aos motivos nacionais, para as fontes de criatividade nacional, para a continuação e revitalização de tradições.

Sendo um nova visão de mundo, só agora tendo tomado uma forma definida, Eurasianismo lida principalmente com a juventude, para as pessoas cuja consciência não foi ainda estragada por saltos aleatórios de um padrão inadequado ideológico para outro, ainda menos adequado. O ideal eurasiana é o homem forte, apaixonado saudável e belo (em vez de o bastardo viciado em cocaína de discotecas, o gangster meia-boca ou a puta para venda). Estamos em condições de oferecer diferentes valores positivos, em vez do culto ao feio e ao patológico, ao invés do cinismo e servilismo diante das marionetes de shows mundiais. Nós não devemos permitir que nossos filhos sejam mortos, violados, degradados, pervertidos, vendidos ou acorrentado a uma agulha. Nosso ideal é uma celebração da saúde física e espiritual, força e fé, dignidade e honra.

O movimento "Eurásia" pode se tornar uma realidade apenas se muitas pessoas se reunirem em torno dele. Muito pode ser feito até mesmo por um único homem, mas, como disse Lautréamont, todos devem cuidar de poesia!

Em um âmbito ainda maior - todos devem cuidar da Eurásia!

Agora tudo depende dos nossos esforços. Ninguém está prometendo apenas vitórias, levantar de ações do setor de bem-estar ou de entretenimento. Adiante está um dispendioso trabalho diário, muitas vezes, invisível por fora.

Avante está a dificuldade e a batalha, perdas e labutas, mas avante está também o gozo e o Grande Propósito!

Via The Fourth Political Theory

Tradução por Conan Hades.

terça-feira, 26 de março de 2013

Líderes russos alertam: "Tirem todo o dinheiro dos bancos Ocidentais agora!"


Um “boletim urgente” do Ministério de Relações Exteriores mandado a Embaixadas ao redor do mundo hoje alerta tanto cidadãos, quanto empresas russas a começar a desinvestir seus ativos das instituições bancarias e financeiras do Ocidente “imediatamente”, já que os crescentes  temores do Kremlim [dizem] que a União Europeia e os Estados Unidos estão preparando-se para o maior roube de riquezas privadas na história moderna.

De acordo com esse “boletim urgente”, este aviso está sendo feito em nome do Primeiro Ministro Medvedev, que hoje mais cedo alertou quanto às ações dos bancos Ocidentais contra o membro da União Europeia, Chipre, dizendo:

“Todos os erros possíveis que poderiam ser feitos, foram feitos por eles, a medida proposta é de natureza confiscatória e sem precedente em caráter. Eu não posso compará-la com qualquer além de ... decisões tomadas por autoridades Soviéticas... quando elas não pensaram muito sobre as economias de sua população. Mas nós vivemos no Século XXI, sob as condições de economia de mercado. Todos têm insistido que os direitos à propriedade devem ser respeitados.”

As afirmações de Medvedev se igualam àquelas do Presidente Putin que, do mesmo modo, alertou sobre as tomadas sem precedentes de ativos por parte da União Europeia no Chipre, chamando-as de “injustas, não profissionais e perigosas”.




No nosso informativo de dezessete de março “[A] Europa reage em choque após o Assalto dos bancos, [os] Estados Unidos foram alertados que [serão] os próximos”, nós notamos que as entidades russas têm de €23 a €21 (US$30-US$40) milhões em depósitos nos bancos do Chipre [comparados aos €127 (US$166) bilhões sendo mantidos em circunstâncias similares por 60 das maiores corporações estadounidenses em contas estrangeiras para evitar o pagamento de impostos nos EUA] que correm risco de serem confiscadas por banqueiros da União Europeia.

Não satisfeitos pela miséria que geraram pelo continente todo, no entanto, e sem considerar os alertas russos, os oficiais da União Europeia endureceram suas posições contra o Chipre hoje, anunciando que se o governo do Chipre não autorizasse a tomada de contas privadas de banco até segunda-feira, eles seriam forçados a destruir seus bancos, que permanecem fechados por dezessete dias e não mostram sinais de reabrir em breve.

Estando em acordo com a irritação dos líderes russos contra [as decisões] da União Europeia sobre o Chipre, o “Canada’s Globe” e o “Mail News Service” disseram:
 “O parlamento do Chipre estava certo esta semana ao rejeitar a proposta de confiscar dinheiro das contas de banco medianas. A ideia foi um reductio ad absurdum da política da zona do Euro sobre a dívida soberana de alguns de seus países-membros.

Seria melhor para o governo do Chipre negligenciar totalmente algumas de suas obrigações, do que tomar parte das economias das viúvas e órfãos. Assim como dos aposentados ou aqueles que estão prestes a se aposentar – enquanto pretendem cobrar um imposto. Isto é especialmente verdadeiro em um país que tem seguro de depósito para até cem mil euros, para que se proteja [àqueles que economizam] pequenas quantias.

Até poucos anos atrás, o Chipre – que é, em realidade, a seção etnicamente grega do Chipre, já que a sessão turca é um protetorado de facto da Turquia – tinha um superavit fiscal, mas a sua relação próxima com a Grécia resultou em uma crise quando a Grécia caiu diante de uma recessão severa. A dívida do governo ainda é administrável, mas os bancos do Chipre estão trêmulos por causa de seus empréstimos para a Grécia.”

Em face da massiva injúria popular, os representantes parlamentares votaram excepcionalmente, no começo da semana, contra o plano União Europeia de roubar o dinheiro dos depositantes, deixando a Zona do Euro enrolada em uma situação que foi, de fato, criada pelos banqueiros europeus, que forçaram o bancos do Chipre a emprestar dinheiro para a quase-falida Grécia em primeiro lugar.

Pior talvez seja o que esta em espreita para os estadounidenses que, no dia trinta e um de janeiro, perderam uma garantia sobre US$ 1,5 trilhões de depósitos bancários durante a crise financeira de 2008, que assegurava aos nervosos clientes que seu dinheiro estava a salvo.

De acordo com as fontes do Kremlin, então, a repentina visita do presidente Obama a Israel essa semana, a primeira que ele fez desde que foi eleito em 2008, era para avisar pessoalmente aos chefes israelenses do seu “plano” de começar a confiscar os depósitos bancários de seus cidadãos também.

É interessante notar que o “plano mestre” do regime de Obama para roubar a riqueza de seus cidadãos que não esta mais protegida, foi detalhado pelo gigante administrador internacional e principal conselheiro mundial em estratégias de negócio, o “The Boston Consulting Group (BCG)”, no seu relatório de dezembro de 2011, chamado “ Collateral Damage: Back to Mesopotamia? “O Plano da Reestruturação da Dívida” alertou sobre o plano do governo estadounidense de confiscar até 30% de não somente as contas bancarias dos cidadãos estadunidenses, como também de suas outras riquezas.

O comentário do muito respeitado boletim informativo “Zero Hedge”  sobre este relatório do BCG sombriamente afirmou:


“Negação. [A] negação é segura. Reconfortante. Religiosa e implacavelmente abusada pelos políticos que não querem e não podem encarar a verdade. Uma palavra sinônima a “inverter a ordem”. A sim, essa “inversão de realidade” que tantos economistas ruins e iludidos acreditam ser o status quo para os Estados Unidos e para o mundo, só porque funcionou para o Japão nas últimas três décadas ou, dizendo de outro modo, “só porquê”.

Então, que pena. De acordo com esse absolutamente relevante relatório,  que não vem de algum comerciante ou entrevistado de credibilidade dúbia da BBC, nem mesmo de um apaixonado executivo de um condenado banco italiano, mas de uma consultoria poderosa [como] a Boston Cunsulting Group, [que] confirma que a “inversão de ordem” está morta. E agora é hora de encarar os fatos.

Quais fatos? Os fatos que afirmam que entre as dívidas domésticas, corporativas e governamentais, o mundo desenvolvido possui mais de US$20 trilhões além além do limiar sustentável pela definição de “sustentável” em face do PIB de 180%.

Os fatos que dizem que todas as tentativas de eliminar as dívidas em excesso falharam,  e no momento, até o implacável esforço do Federal Reserve de inflacionar o caminho para sair desse intrasponível montante de dívida, falhou.

Os fatos que afirmam que a única maneira de resolver esta imensa carga de dívidas é através de uma reestruturação global de dívidas (que seria, entre outras coisas, empurrar todos os bancos globais para a falência), na qual, quando tudo estivesse feito, teria que ser financiada pelos detentores de ativos globais: as classes medias e altas, que teriam que pagar, se o BCS está certo, aproximadamente 30% [de sua riqueza] em um imposto único para ansiar para que a grande reversão finalmente chegasse e [para] que o mundo fosse colocado novamente em um caminho viável.

Mas não antes do maior episódio “transitório” de dor, miséria e sofrimento na história da humanidade. Boa sorte políticos e proprietários de ativos financeiros, porque após a Negação, vem a Raiva, e apenas depois disso vem a Aceitação.”

Quanto à evidência de que as massas de cidadãos-medios estadounidenses ou europeus continuarão se protegendo contra este resultado apocalíptico, há pouca evidência, já que a tão dita “mídia de massas” continua a esconder esta catástrofe vindoura. Mas, como a Rússia já alertou, o momento de se proteger está se esgotando e os únicos sobreviventes serão aqueles que deram ouvidos.

Brasil e China eliminam o dólar do seu comércio


Dois dos gigantes econômicos do mundo, Brasil e China, decidiram na Terça-Feira desfazer-se do dólar estadounidense e comercializar com outra divisa a fim de assegurar seus intercâmbios das flutuações da moeda estadounidense.

A troca de divisas "antidólar", com um valor de 30 bilhões de dólares anuais e formulado para um período de três anos, foi firmado por representantes de ambos os países, a margem da cúpula do grupo BRICS (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), celebrada na cidade sul-africana de Durban.

O ministro brasileiro de Finanças, Guido Mantega, anunciou que oferecerá um acordo similar a presidentes dos outros Estados membros do organismo.

Ao adotar esta medida, o grupo BRICS se aproxima a converter-se em um sólido bloco político, econômico e militar a nível mundial, rivalizando, assim, com os interesses do país norte-americano.

Recentemente, muitos atores no comércio internacional e diferentes atividades econômicos aumentaram seu interesse de se separar do dólar; a República Islâmica do Irã e países latino-americanos, como Brasil, Venezuela e Argentina são alguns exemplos deste caso.

Via Hispantv