quinta-feira, 21 de março de 2013

Rússia: As Forças Armadas devem se preparar para a luta global por recursos

"A ameaça de recorrer às forças armadas é um dos fatores mais importantes na solução de problemas políticos ou econômicos globais", disse Dmitri Rogozin, ao intervir em uma conferência sobre a industria militar celebrada em Moscou.



Afirmou que os vestígios da Guerra Fria ainda seguem de pé e enumerou entre eles a OTAN e a russofobia.

Comentou que nas condições de redução de recursos, a civilização ocidental não pensa em renunciar o seu nível de consumo ao qual já se acostumou.

"Isso provocará um novo endurecimento da luta global pelo acesso aos recursos, de maneira que o século XXI não será um passeio pelo parque", apontou Rogozin.

Em seu parecer, para repelir efetivamente todas as ameaças potenciais, a Rússia necessitará quintuplicar suas Forças Armadas, algo que o Estado não pode pagar.

Em vez disso, Rogozin exortou o setor industrial militar a criar armamento capaz de compensar o Exército Russo a escassez de pessoal. Disse que a Rússia aplicará seus esforços na criação de armas desse tipo.

"É urgente criar armas que permitam a um soldado substituir a cinco de seus companheiros, que permitam detectar o inimigo antes que ele faça algo e neutralizá-lo antes que ele reaja", resumiu o vice-premier russo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Coreia do Norte lança alerta de ataque aéreo


 Corea del Norte anuncia una alerta de ataque aéreo
A Coreia do Norte anunciou um alerta de ataque aéreo e ordena suas forças militares a estar preparadas para responder, informou nesta quinta a agência sul-coreana Yonhap.

O alerta, emitido as 00:32 GMT, enviou uma mensagem para as unidades militares para que estejam preparadas.

No entanto, segundo as últimas informações disponíveis, a ação poderia ser parte de um simulacro de ataque aéreo.

"O exercício poderia ser uma resposta à recente implantação de bombardeiros estratégicos americanos B-52 sobre a península coreana" afirmou um funcionário sul-coreano, citado pela agência. O alerta, adicionou, é similar aos simulacros de proteção civil de ataque aéreo que ocorrem na Coreia do Sul.

O anúncio de alerta se produz pouco depois que o líder norte-coreano Kim Jong-un supervisou um ataque de veículos aéreos não-tripulados contra objetivos simulados da Coreia do Sul.

A tensão na peninsula coreana aumentou depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções contra a Coreia do Norte. Pyongyang mostrou sua profunda rejeição contra a resolução, tachando-a de um 'fruto da política hostil dos Estados Unidos' contra a nação norte-coreana. Anteriormente um portafoz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte se reserva o direito de realizar um "ataque nuclear preventivo" em caso de se sentir ameaçado.

RT

Refrigerantes causam mais de 180 mil mortes por ano

Bebidas adocicadas seriam a causa de uma em cada cem mortes.

Essa foi a conclusão de um estudo cujos resultados foram apresentados pelo investigados de Harvard da Saúde Pública, Gitanjali Singh, na Conferência da Associação Americana do Coração (American Heart Association) sobre Epidemiologia, Prevenção/Nutrição e atividade física.

O estudo sustenta que as bebidas adocicadas poderiam provocar 180 mil mortes anuais.



Por quê? Acontece que o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, ou até mesmo ser alguns cânceres, seriam, em grande medida, fruto do sobrepeso.

Especificamente e com base nos dados obtidos em 2010 por Global Burden of Diseases Study, as bebidas artificialmente adocicadas se relacionaram a 133 mil casos de diabetes, 44 mil de doenças cardiovasculares e 6 mil de câncer.

"Os pesquisadores examinaram as mudanças no consumo de Bebidas adocicadas, então sua relação com as mudanças na gordura corporal ou IMC (índice de massa corporal) e as mortes subsequentes de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer", disse a presidente da Comitê de Nutrição da AHA, Rachel Johnson.

O resultado: o excesso de consumir Bebidas adocicadas (como sucos ou energéticos) aumentam as chances de ganhar peso. Então, as chances de morrer também subiriam.

Na América Latina, a taxa de mortalidade por diabetes associada ao consumo de bebidas açucaradas seria a maior das regiões do mundo com 38.000 mortes.

Em uma lista de 35 países, o México ocupa o primeiro lugar em mortes por consumo de bebidas açucaradas. Enquanto isso, os Estados Unidos seguem na terceira posição.

"Só nos EUA se calcula que ocorreram 25 mil mortes/ano relacionadas com bebidas adocicadas", afirma Singh.

Os dados da pesquisa foram delimitadas à população adulta, pois seu foco são as doenças crônicas.

Por sua vez, a Associação de Bebidas dos Estados Unidos desmentiu as conclusões do estudo.

"Não há maneira de provar que o consumo de bebidas adoçadas com açúcar causam doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares ou câncer, as verdadeiras causas de morte entre os temas estudados", disse a associação.

"Os pesquisadores fazem um grande salto quando os cálculos ilógicos e equivocadamente tomam as bebidas em todo o mundo de admissão e afirmam que estas bebidas são a causa das mortes que os próprios autores reconhecem que se devem a doenças crônicas", acrescentou.

Algum tempo atrás, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, apresentou uma moção para proibir a venda em sua cidade de Bebidas adocicadas em recipientes XL. No entanto, um juiz estadual bloqueou a medida.

Via ANN

terça-feira, 19 de março de 2013

Pesticidas em leite materno

Uma investigação do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) detectou níveis tóxicos 15% maior do que o permitido no leite materno das mães na Argentina.



A pesquisa foi realizada por técnicos do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) em maternidades diferentes, e foram detectadas no leite materno de mães esses valores de pesticidas em 15% maiores do que as estabelecidas no Código Alimentar Argentino.

Se trata de resíduos de pesticidas que alteram a qualidade nutricional dos alimentos e pode causar problemas de saúde nos bebês.

Conforme publicou o órgão em seu último boletim, as futuras mães incorporam estes compostos através da ingestão de água, frutas e vegetais na sua dieta.

Pesticidas organoclorados são usados ​​para controlar populações de insetos e pragas, a contaminação do leite materno por agrotóxicos é um fator de risco que podem influenciar a saúde do feto e do recém-nascido causando problemas de desenvolvimento, as condições sobre o intelecto e alterações à imunidade que poderia causar tumores na infância e na idade adulta.

Embora o uso desses pesticidas é proibida, "resíduos permanecem no ambiente e na comida que comemos, porque eles são muito resistentes."

Este não é apenas um problema argentino, isso acontece com todas as mães do mal chamado primeiro mundo.

Há algum tempo saltado alarmes, porque foi demonstrado que a poluição do meio ambiente provoca maior concentração de tóxicos no leite materno, o qual é transmitido para as crianças durante a infância e pode causar uma baixa concentração de espermatozóides no sêmen de homens, de acordo com o estudo realizado pelo Instituto Marquès e CSIC.

A chefe do Instituto de Marquès de Reprodução Assistida, Marisa López-Teijón, disse que o trabalho ", reforça a hipótese de que toxinas ambientais transmitidas de mãe para filho durante a gravidez e lactação podem ser uma das chaves para a infertilidade masculina" .

Na Revista Internacional de Andrologia, pesquisadores do National Research Council (CSIC) mostraram que há concentrações de cerca de 38 substâncias químicas em 68 amostras de leite de 34 mulheres catalãs e 34 Galegas.

"O estudo mostra uma clara diferença entre essas duas populações, que se relacionam com a maior industrialização na Catalunha e com hábitos de vida, como a ingestão de certos alimentos embalados", segundo o vice-diretor do Instituto de Avaliação Ambiental e Pesquisa da Água (IDAEA) do CSIC, Damia Barcelo.

Voltamos a atentar sobre o uso de produtos naturais, cultivados sem pesticidas industriais ou transgênicos, animais criados naturalmente e respeitando a sua vida útil com a maior dignidade, chamamos para voltar às nossas raízes e para a sustentabilidade do planeta, para nós e para os nossos filhos.

Os níveis de toxicidade de muitos alimentos que comemos todos os dias está nos matando, e muitos nem sequer têm consciência disso. O uso de pesticidas em áreas agrícolas, cada vez mais e em maior extensão sua persistência no meio ambiente é um veneno que comemos, respiramos e com a qual vivemos até tornar-se parte de nós mesmos, do nosso DNA. Neste aspecto as mulheres deveriam ser mais conscientes, pois isso afeta a questão materna - que estamos expostos a esses agentes, tentando ficar longe deles e cuidar da nossa dieta extremamente, para não deixar mais do que um triste legado aos nossos filhos. São necessárias políticas ferrenhas na área ambiental, no uso de produtos químicos, na proteção dos seres humanos e a fome da grande indústria, a destruição e exploração do capitalismo global.

Encurtar artificialmente o ciclo natural das coisas pode sair caro, ainda que para as grandes empresas só lhes interesse os lucros, se adoecemos sempre sairão ganhando outras grandes empresas: as farmacêuticas.

Via Tribuna de Europa

segunda-feira, 18 de março de 2013

Casa Pound é alvo de atentado terrorista e ciberataques

A organização social patriota italiana, Casa Pound, foi alvo de ataques essa semana. Na noite entre 12 e 13 de março foi incendiado o carro de Giuseppe Di Silvestre, chefe regional de Prenestino, em um bairro de Roma, além de que seu website está fora do ar por ciberataques do grupo Anonymus.



"Quatro paramilitares atacaram em Livorno gritando 'fascista', o ataque armado do grupo a um militante do Ação Universitária durante a conferência de Sapienza, agora a intimidação a um candidato: Em Roma e em toda a Itália se junta a caça ao 'fascista', mas os meios de comunicação e os políticos fingem não saberem", disse o líder do Casa Pound, Gianluca Iannone, sobre o atentado terrorista contra Di Silvestre. "O que mais tem que acontecer até alguém levantar a voz?".

Casa Pound chamou para fechar grupos e convidou a apoiar a Di Silvestre com uma doação, pois não foi a primeira vez que sofreu ataques, como anteriormente sua casa apareceu pintada com mensagens ameaçando-o de assassinato e em 2005 um projétil atravessou sua janela. Até hoje foram recolhidos 695 euros.



Igualmente, na tarde de segunda-feira, ativistas do Anonymus derrubaram o site do movimento italiano. Além de enviar uma petição a Giorgio Napolitano, Presidente de República, exigindo a dissolução da Casa Pound por "estar contra a constituição".

Anonymus reafirmou seu "repúdio a ideologias totalitárias" e exigiu que se faça cumprir a Lei 645, artigo 4, que proíbe "apologia ao fascismo".

Via El Ministério

domingo, 17 de março de 2013

Venezuela: todos os dias um tiro de canhão em memória a Chávez


Maduro lançou estas declarações durante um ato celebrado no Quartel da Montanha, no oeste da capital, Caracas, desde onde dispararam uma salva às 16:25 (hora local) com tal fim.

"Sentimo-nos satisfeitos de que nosso povo, nossas Forças Armadas estejamos rendendo homenagem permanente" e "todos os dias desde hoje aqui soará um canhão nesta colina" indicou.

Segundo o aspirante à presidência o ato terá lugar todas as tardes na mesma hora, quando o Comandande "passou a uma vida mais elevada".

Com data anterior, o ministro venezuelano de Defesa, Diego Molero, tinha adiantado a notícia.

"Neste recinto sagrado, a partir de amanhã (Sábado 16 de Março) e todos os dias às 14:25 da tarde se explodirá um canhão, uma salva em honra à memória deste gigante da história, como é nosso comandante Hugo Chávez Frías", afirmou na Sexta o titular.

Hugo Chávez faleceu dia 5 do mês em curso em Caracas, aproximadamente três meses depois de submeter-se em La Habana, capital cubana, a uma quarta intervenção quirúrgica para combater o câncer que se detectou em Junho de 2011.

O corpo de Chávez foi transportado ao Museu da Revolução em Caracas, capital da Venezuela, onde permanecerá e estará aberto ao público, depois de que recorreu na Sexta às principais ruas da cidade, acompanhado de centenas de milhares de venezuelanos.

Via Hispantv

Um Papa Argentino: Mamma Mia

 Por Alberto Buela
(Traduzido por Álvaro Hauschild)

Se os argentinos somos famosos no mundo por nossa desmedida auto-valorização, o que não vão dizer agora.

A Maradona, Messi, Fangio, Gardel, Perón, Evita, Ché Guevara, Borges e a Rainha Máxima de Holanda, agora somamos um Papa.

Aliás, é o primeiro Papa americano, ainda que alguns jornalistas grosseiros sustentam que é o primeiro não-europeu, ignorando São Pedro e outros muitos.

Agora bem, tem isto alguma significação primeiro para nosso país, logo para América do Sul e a ecumene ibero-americana e logo para o mundo?

É sabido que é muito difícil realizar uma previsão com certo rigor, pois o conhecimento do futuro nos está vedado desde o momento que tal dom se fechou na Caixa de Pandora.

Com esta prevenção e sabendo que vamos falar mais como filodoxos, como amantes da opinião, é que tentaremos algumas observações.

Para Argentina esta eleição como Papa de um de seus filhos é uma exigência de um maior compromisso católico tanto de seu povo como, sobretudo, de seus governantes. Porque tem que ter uma certa proporcionalidade entre o que somos e o que dizemos que somos. Do contrário, vamos tornar verdade aquela velha piada que diz que o melhor negócio do mundo é comprar um argentino pelo que ele vale e vendê-lo pelo que ele diz que vale. E hoje esta eleição do Papa Francisco está dizendo que os argentinos valemos muito. Bom, se é assim, nós como povo e nossos governantes como tais temos que realizar, todos, ações que nos elevem a essa consideração à que nos arrasta a designação de um Papa de nossa nacionalidade.

Com respeito a América do Sul, o fato potencializa a região. Porque as vivências que da região tem o Papa fazem dele um porta-voz privilegiado de suas necessidades e interesses e porque ademais pois possui um conhecimento direto, não mediado ou midiático da região e seus diferentes países.

Com relação à ecumene ibero-americana em seu conjunto, o Papa Francisco tem uma visão integrada ao estilo de Bolívar, San Martin e mais próximos a nós Perón, Vargas ou o recente falecido Chávez. Isso não quer dizer que Francisco seja peronista, mas sim que tem uma completa compreensão deste fenômeno político.

Finalmente, com respeito ao resto do mundo, estimamos que iniciará uma grande campanha de evangelização tentando recuperar a África e as ex-repúblicas soviéticas para a Igreja. E seguramente reclamará pelos reiterados assassinatos de cristãos, em 2011 teve 105.000 mortos, majoritariamente, em países com governos islâmicos.

Em quando seu perfil cultural é um jesuíta formado na época de plena ebulição do Concílio Vaticano II. Isso é, quando começa a decadência da ordem. Não recebe quase informação teológica, mas sociológica de acordo com as pautas da ordem neste momento. Assim, o sacerdote não tinha que "fazer o sagrado", mas "militar e agir politicamente". Os jesuítas se transformaram em sociólogos ao invés de padres. Daqui que a ordem se esvaziou em tão só uma década. Quando o Padre Bergoglio foi provincial da ordem (1973/79), entregou a administração da UNiversidade jesuíta de Salvador aos protestantes (Pablo Franco, Oclander et alii). Enquanto ele se dedicava a assessorar espiritual e politicamente a agrupação Guarda de Ferro, que viria a ser uma espécie de sucursal argentina do Movimiento Comunione e Liberazione. Uma agrupação político-religiosa bicéfala, que era liberacionista na Argentina e conservadora na Itália.

Sua eleição como Pater inter pares, cujo acróstico forma o termo Papa, trouxe tranquilidade à cúria vaticana porque Francisco é filho de italianos por parte de mãe e pai e é nascido e criado em Buenos Aires, essa mega-cidade que fez exclamar o medievalista Franco Cardini: la piu grande citá italiana del mondo. Quer dizer,, estamos falando de um "primo irmão, irmão" dos italianos. Ao mesmo tempo, sua vinculação simpática (com o mesmo pathos) com a comunidade judia argentina, a mais numerosa depois de Israel, assegura ao Vaticano que não terá nenhum sobressalto, "raigalmente católico", por parte de Francisco. Hoje em Buenos Aires todos os rabinos e judeus sem exceção festejam sua designação como Papa. Salvo o caso do jornalista Horacio Verbitsky, difamador profissional e administrador dos "direitos humanos seletivos" do governo de Kirchner.

Como Arcebispo de Buenos Aires e como cardeal primado mostrou sempre uma preferência pelos pobres na linha de João Paulo II e Ratzinger. Ao mesmo tempo que compartilha com eles uma certa ortodoxia.

E desde este lugar se opôs sempre ao governo neoliberal de Menem e ao social-democrata dos Kirchner. Com estes últimos seu enfrentamente foi e é muito forte, não tanto por razões ideológicas, não esqueçamos que os dois se dizem progressistas, mas que se trata de duas personalidades (uma profana e outra religiosa) que creem ser os autênticos intérpretes do povo.

O que nos está permitido esperar? Que Francisco I siga o caminho marcado pelo Vaticano II, por João Paulo II e por Bento XVI sem maiores sobressaltos. A centralidade da Igreja seguirá sendo Roma mas sua filha predileta deixará de ser Europa para ser Iberoamérica, onde vive a maior massa de católicos do mundo.

Hoje desde todos os centros de poder mundano, e os "analfabetos locuazes" (os jornalistas) como seus agentes, pedem que a Igreja mude em tudo para terminar transformando-se em uma "religião política" mais, como são o liberalismo, a socialdemocracia, o marxismo e os nacionalismos. E o lamentável é que o mundo católico aceita isso como necessidade últiima. Esquecendo que o cristianismo é, antes de tudo, um saber de salvação e não um saber social.

E o sagrado, a sacralidade da Igreja, a actio sacra, a sede de sacralidade do povo, o retiro de Deus, o crepúsculo da transcendência?

Ah, não! Isso é pedir demais a um Papa argentino.

sábado, 16 de março de 2013

Wikileaks revela fúria americana ao legado solidário de Chávez

Dezenas de milhares de haitianos espontaneamente se dirigiram para as ruas da capital Port-au-Prince, na manhã do dia 12 de março de 2007. O presidente venezuelano Hugo Chavez acabara de hegar ao país.

A multidão, cantando e gritando com alegria, se juntou a ele no seu caminho para o Palácio Nacional (destruído no terremoto de 2010).
 
Lá, Chávez anunciou que a Venezuela ajudaria a pobre meia-ilha caribenha construindo usinas elétricas, expandindo redes elétricas, melhorando aeroportos, fornecendo caminhões de lixo e apoiando as equipes médicas cubanas presentes no país.

Mas o centro dos presentes que Chávez trouxe ao Haiti foram 14 mil barris de petróleo ao dia. Um presente divino em um país que sempre sofreu com blackouts e falta de energia.

O petróleo foi parte do acordo PetroCaribe que a Venezuela assinou com o Haiti um ano antes. O Haiti teria que pagar apenas 60% do petróleo recebido. Os 40% restantes poderiam ser pagos ao longo dos próximos 25 anos a uma taxa de 1%.

Sob acordos similares, a Venezuela fornece mais de 250 mil barris de petróleo por dia a bons preços para 17 países da América Central e Caribe.

O custo do programa é estimado em 5 bilhões de dolares anuais. Mas os benefícios e gratidão dos participantes do PetroCaribe são imensas, particularmente durante o atual tempo de crise financeira.

Resumidamente, Caracas está garantindo a estabilidade e segurança energética da maioria das economias centroamericanas e caribenhas, ao mesmo tempo que desafia, pela primeira vez em um século, a hegemonia americana no seu próprio 'quintal'.
 
A fúria e hostilidade americana ao PetroCaribe são expostas em telegramas diplomáticos obtidas pelo Wikileaks.

A então embaixadora americana no Haiti Janet Sanderson repreendeu Preval por "dar a Chávez uma platforma para jorrar slogans anti-americanos" durante sua visita em 2007. Isso foi revelado em um telegrama citado em um artigo lançado em junho de 2011 como parte de uma série baseada na Wikileaks, produzidas por Haiti Liberte e The Nation.

Revendo todos os 250 mil telegrams diplomáticos secretos revela-se que Sanderson não foi a única diplomata americana preocupada pelo PetroCaribe.

"É notável que nesta disputa atual, estamos sendo ultrapassados por dois países pobres: Cuba e Venezuela", observou o embaixador dos EUA no Uruguai Frank Baxter, em um cabo de 2007 divulgado pelo WikiLeaks. "Oferecemos um pequeno programa Fulbright, eles oferecem mil bolsas de estudos médicos. Nós oferecemos uma meia dúzia de programas breves de "futuros líderes", eles oferecem milhares de cirurgias oftalmológicas para as pessoas pobres, nós oferecemos acordos de livre-comércio complexos algum dia, eles oferecem petróleo a preços favoráveis hoje. Talvez não devessemos estar surpresos pelo fato que Chávez ganha amigos e influencia pessoas as nossas custas", disse o embaixador.


GreenLeft

Pátria Socialismo ou Morte: Casapound homenageia Chávez

O grupo CasaPound Italia homenageou, no dia 10 de Março, Chávez e toda a América Latina com cartazes colocados durante a madrugada em 50 cidades italianas.

"Com a morte de Chávez, que se produziu em circunstâncias muito suspeitas, foi-se um vivaz opositor destas mesmas elites que estão pondo a Itália de joelhos", salientou o movimento. "Talvez seja muito a hora para pôr uma análise final da revolução bolivariana, com suas contradições, mas em uma era em que a soberania e a liberdade de todos os povos se põe em juizo, não podemos deixar de celebrar um firme opositor à gobalização que logrou devolver a esperança ao seu povo e para toda América Latina".

Casapound disse que "quem discute a democracia de Chávez demonstra não ser capaz de renunciar a um sentimento de superioridade ocidental quando fala do que ocorre no resto do mundo. O presidente venezuelano sempre triunfou nas eleições, ultracontroladas por observadores internacionais. No momento em que a "civilizada" Europa teoriza o estado de exceção financeira, impõe governos eleitos por nada e mantém cada vez mais suspeitas para a soberania popular, nos parece ofensivo e fora de lugar pôr em dúvida o pedigri democrático de Chávez".

O movimento acrescenta que "não nos importa classificar a revolução bolivariana em algum rótulo político. A forma em que seu socialismo estava unido à nação e á espiritualidade, explicitamente superando o marxismo-leninismo, é o suficiente para honrá-lo. Sentimos como nossas as palavras que Chávez disse repetindo o juramento pronunciado há 200 anos por Bolívar, também aqui em Roma: 'juro pelo Deus dos meus pais. Juro por minha honra e pela de meu país que não descansarei o corpo e a alma até romper as correntes que nos oprimem'. Saudando Chávez, podemos recordar as mesmas palavras que Benito Mussolini reservou ao Libertador: "Com o espírito e o gênio de um líder conduziu seus homens através de cumes considerados insuperáveis, realçou a concepção de um Estado unificado baseado nas grandes forças da nação".

Francisco: "O Papa do Fim do Mundo"

Por Adrian Salbuchi
(Traduzido por Álvaro Hauschild)

Logo de um brvee conclave no Vaticano, na quarta do dia 13, os 115 cardeais reunidos na Capela Sixtina deixaram ver a fumaça branca ao mundo, anunciando 'habemus papam': temos novo papa. Assim, o arcebispo de Buenos Aires Jorge Bergoglio se transformou no novo chefe da Igreja Católica sucedendo Bento XVI depois de sua histórica renúncia no mês passado. Esta eleição revela certos indícios significativos, se bem sutis.

Nem bem Monsenhor Bergoglio foi eleito, na privacidade do Vaticano a primeira pergunta que fez o cardeal Giovanni Battista foi "com que nome desejas ser conhecido?", ao que respondeu "me chamarei Francisco". 

Momentos depois, ao ser apresentado diante do mundo da Basílica de São Pedro, o papa Francisco anunciou ao seu rebanho "vocês sabem que o dever do conclave é dar-lhes um bispo a Roma". Parece que meus irmãos cardeais fora até o fim do mundo para trazê-lo. E aqui estamos...".

É esta uma fase carregada de premonições nestes tempos tão instáveis que vive o mundo, e que muitos percebem como de desordem apocalíptico. Especialmente quem crê nas profecias do santo irlandês Malaquias, o bispo de Armagh, que no século XII enquanto visitava Roma teve uma Visão profética acerca de 112 futuros papas que teria a igreja a partir daqueles tempos.

Malaquias anotou uma breve divisa emblemática para cada um destes futuros papas, que com o tempo resultaram insolitamente precisas.

Segundo essa Visão, Bento XVI foi o 111º papa a quem como penúltimo da lista, lhe dera a divisa de "A Glória do Olivo".

Em verdade, Malaquias bem poderia ter errado por séculos inteiros, se se tem em conta que se teve papas como Pio IX que no século XIX reinou 34 anos enquanto que outro como João Paulo I no século XX apenas reinou 33 dias. E, sem embargo, chegamos a este ano 2013 - apenas meses depois do 2012 com sua aura fatídica do "fim dos tempos" - e repentinamente nos encontramos com um novo (último?) papa.

Muitos "primícias"

E se Francisco terminara não sendo o último papa, de todos modos reune uma lista interessante de primícias dentro da Igreja católica: primeiro papa não europeu, primeiro papa jesuíta, primeiro papa a chamar-se Francisco, primeiro papa em 600 anos que sucede outro renunciante.

Mas, por que tantas expectativas em torno de sua figura?

Porque na lista de São Malaquias, para o 112º papa, que seria o atual, anotou estas palavras ameaçadoras: "Durante a perseguição final da Santa Igreja de Roma reinará Pedro o Romano, quem alimentará seu rebanho entre muitas tribulações; depois do qual, a cidade das sete colinas será destruída e o Juiz Terrível julgará o povo. Fim". Se a visão de Malaquias se cumprir até o final, então Francisco será o último papa da Igreja Romana.

O mesmo dia em que Bento XVI surpreendeu o mundo anunciando sua inesperada renúncia um raio golpeou a cúpula da Basílica de São Pedro, em uma imagem que deu volta ao mundo. "A mão de Deus" pensaram alguns, só que desta vez não em alusão a nenhum jogador de futebol estrela argentino, mas como um sinal dos tempos vindouros para o Vaticano: a chegada de um papa argentino.

Se disse que os monsenhores tomam esta e outras profecias - notavelmente as visões de Fátima - com a devida seriedade, o que pode ajudar a explicar porque outros candidatos papas se chamam Pedro ou que são oriundos de Roma, foram discretamente deixados de lado; quiçá para não tentar ao Destino.

Seja como for, Francisco é, como o mesmo se descrevera, um "papa do fim do mundo", vindo como é seu caso da longínqua República Argentina.

Cardeal opositor na Argentina

Como atrcebispo de Buenos Aires, Bergoglio trabalhou intensamente a favor dos pobres e o fez de uma maneira muito concreta e prática, o que trouxe sérios conflitos com o regime crescentemente esquerdizante de Néstor e Cristina Kirchner.

Dado que Monsenhor Bergoglio foi muito direto em suas críticas aos Kirchner nos Te Deum solenes que marcam o aniversário da Revolução do 25 de Maio 1810 celebrado na Catedral Metropolitana de Buenos Aires, que tradicionalmente conta com a presença do presidente, seu gabinete e família, para evitar suas reprimendas a partir de 2005 os Kirchner deram para celebrar esta data a pátria argentina em outras cidades do país. Em verdade, faz já quase três anos que a presidente Kirchner nem sequer se reúne com o Cardeal Bergoglio. 

Ainda que o novo papa seja um moderado em muitos assuntos - especialmente em seus esforços a favor do ecumenismo e as relações com outros cultos (acaba de ser convidado a visitar Israel) e abraçou as reformas do Concílio Vaticano II com paixão - sem embargo, se opôs sistematicamente ao matrimônio gay transformado em lei em 2011 pelo governo Kirchner, e se opôs terminantemente a toda legislação pró-aborto promovida desde o governo e pela oposição, tanto de esquerda como de direita.

Bergoglio é um ardente devoto da Virgem Maria cuja proteção invocou em sua primeira mensagem urbi et orbi como papa e o primeiro lugar ao que foi a oroar foi a Capela da Virgem de Santa Maria Maggiore.

Limpará o Vaticano?

Como um sinal dos tempos por vir, Francisco é também o primeiro papa da história que elegeu um nome que honra a um dos santos mais importantes da cristandade: São Francisco de Assis, um reformados do século XIII que preicou através do exemplo.

Ainda que provenia de uma família rica Francisco elegeu viver na pobreza e a austeridade, indicando-lhe a seus seguidores que todo cristão tem a obrigação de "predicar o evangélio sempre; de ser necessário, utilizando palavras", significando com isto que os melhores predicadores são os que dão os melhores exemplos, algo que vem estando notoriamente ausente na Igreja em tempos modernos. 

São Francisco fundou a Ordem Franciscana e sua contraparte feminina encomendada a sua irmã espiritual Santa Clara de Assis; ambas ordens fazem votos de pobreza. Sua prédica lhe trouxe muitos problemas com as autoridades seculares e eclesiásticos de seu tempo, constando-lhe inclusive o encarceramento.

Igual que hoje, a Igreja em tempos de São Francisco estava muito necessitada de uma grande limpeza interior. Francisco chegou a reprovar o papa perante de seus cardeais seu excessivo luxo, banalidade e estilo de vida mundano. Finalmente, o papa Inocêncio III aprovaria sua prédica e a fundação da Ordem dos Franciscanos.

A pergunta então é se hoje o papa Francisco fará o mesmo que seu antecedente espiritual e liberará uma batalha em favor de uma maior austeridade dentro da Igreha, exigindo a suas máximas autoridades que dêem os melhores exemplos, tanto dentro como fora da Igreja. 

Por exemplo, tomará Francisco medidas contundentes contra os prelados culpáveis de má conduta sexual, separando-os de maneira total e definitiva da Igreja, em lugar de limitar-se a transferí-los a outros lugares mais discretos esperando que suas imoralidades e perversões desapareçam como por arte de magia?

Fará uma limpeza completa e profunda do Banco Vaticano (o Instituto pela Obra Religiosa) obrigando-o a cancelar operações financeiras obscuras, rechaçar ingressos financeiros provenientes da usura, e por essas riquezas financeiras a serviço dos pobres?

Poderá identificar e arrancar de coalho aos verdadeiros responsáveis de tais crimes e perversões, separando-os - insisto- de maneira total e contundente do seio da Igreja?

Em poucas palavras, fará Francisco o que nenhum de seus antecedentes nos últimos cinquenta anos ousou fazer, que é não varrer toda a sociedade interna sob a almoofada, mas impulsionar uma sã e saudável limpeza a fundo? 

Tudo está por vir.

Centenas de milhões de católicos honestos no mundo todo, incluídos os de sua própria pátria natal, esperam que assim seja.

Outros, sem embargo, muito mais próximos agora ao flamante papa e que residem dentro do Vaticano, tremem e teme que Francisco realmente possa chegar a fazer tudo isto.

Isso representa um claro perigo para Francisco, especialmente quando se recorda como outro papa - João Paulo I - se comprometeu a limpar o Banco Vaticano dos escândalos Banco Ambrosiano e a Maçonaria; mas tristemente, João Paulo I - que na Lista de São Malaquias figura o número 109 sob a divisa "De Medietate Lunae" ("da Meia Lua") - quando foi eleito em agosto de 1978 tinha uma meia lua no céu, mas a seguinte meia-lua já havia morrido... 

Qual Francisco?

Mas tampouco estamos totalmente seguros de que Monsenhor Bergoglio eligira seu nome papal para, efetivamente, honrar o santo de Assis. Pode que o faça pensando em outros Franciscos da Igreja, como São Francisco Xavier ou São Francisco de Borja, ambos jesuítas como ele.

Os Jesuítas - a Companhia de Jesus - são uma ordem do século XVI fundada pelo espanhol Santo Inácio de Loyola para operar como uma milícia em defesa da Igreja contra as forças reformistas e outras ameaças à Fé.

A voluntariosa e forte militância jesuítica fez que as colônias americanas e também na Europa se expulsasse em distintos momentos nos últimos séculos. Inclusive dentro da mesma Igreja foram castigados em diversas ocasiões. Os Jesuítas, sem embargo, têm uma liderança autônoma sob um Superiro Geral ao que muitos chamam de "papa negro", não só pela cor de suas batinas mas pela grande discreta influência que detinham no seio da Igreja. 

Os Jesuítas têm fama de ser intelectuais agudos e astutos, com forte sentido do estratégico no político e social, e uma grande vontade para promover e dinamizar suas metas e objetivos.

Possivelmente, o papa Bergoglio quis honrar a todos estes Franciscos. Mas é São Francisco de Assis p que mais parece ter captado a imaginação dos católicos em todo o mundo, em cujo caso muito se espera do novo papa.

Nenhum papa até agora elegei portar o nome Francisco, que muitos percebem como emblemático de um grande inimigo de certas forças mundanas e destrutivas impregnadas desde há séculos dentro da própria Igreja. 

Claramente, se inicia um novo capítulo dentro da Igreja. O papa Francisco terá que lidar com enormes forças tanto dentro como fora do Vaticano; algumas boas, outras más.

Felizmente, muitas dessas forças pareceram ser de natureza mais espiritual, o que traz certa esperança de que o Todopoderoso derrame Sua proteção sobre a Igreja" como um relâmpago caído do céu".

Outras forças, sem embargo, são de uma natureza muito mais obscura e sinistra, produto de séculos de infiltração maçônica e de outros inimigos. 

Por último, se uma vez mais ficou demonstrado que Malquias tem razão e Francisco terminara sendo efetivamente o papa testemunho do final da Igreja Romana - especialmente nestes momentos em que um manto obscuro parece estar descendo sobre a humanidade - não será então que, como sul-americano, Francisco pudera ser uma figura articulada convocada a construir uma grande ponte que permita à Igreja Católica refundar-se desde América Latina?

Depois de tudo, quase a metade dos católicos do mundo vivem em nosso continente americano.