sábado, 16 de março de 2013

A foto que todos esperavam: o mate já circula pelo Vaticano

 Se arregalaram durante a audiência com jornalistas nesta manhã. Francisco se mostrou feliz da vida.

A foto que todos esperavam já faz furor nas redes sociais: o mate argentino chegou ao Vaticano para ficar.

Esta manhã, durante a audiência que manteve o Papa Francisco com jornalistas, um correspondente da área de imprensa do Arcebispo, se arregalou que o mate deu a volta ao mundo.

Perante 6 mil representantes de meios estrangeiros, aos que contou porque eligiu chamar-se como São Francisco de Assis, o Papa se mostrou feliz com o presente e prometeu usá-lo, como geralmente o fazia ao recorrer aos bairros de Buenos Aires.

Via Losandes

quarta-feira, 13 de março de 2013

Israelense solicita asilo político ao Estado Palestino

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Um israelense pediu asilo político nas áreas controladas pelo Estado da Palestina na Cisjordânia.

Andre Beniron, de 23 anos de idade, anunciou nesta quarta à agência palestina de notícias 'Maan' em Tulkarem, uma das principais cidades palestinas da Cisjordânia, ao norte das montanhas de Samaria, que solicitou asilo político temporário e proteção durante o tempo que busca as maneiras pertinentes para abandonar Israel.

Falou com a citada agência de notícias sobre sua imigração para Israel, vindo da Russia há 20 anos, onde viveu com sua mãe em Haifa. Assim mesmo, se queixou de suas difíceis condições financeiras durante sua estadia em Israel.

Nos últimos anos, e devido a má situação econômica, os israelenses sairam para as ruas em v´rias cidades com o fim de mostrar seu desacordo com as decisões adotadas pelas autoridades israelenses.

Neste mesmo contexto, vários israelenses atearam fogo em si mesmo pela difícil situação e pela impotência do regime de Tel Aviv para controlá-la, atos que já deixaram vários mortos.

HispanTV

"Hugo Chávez influenciou Cristo para que houvesse um Papa Sul-Americano"



                O presidente encarregado da Venezuela assegurou que “em qualquer momento [Chávez] convoca uma constituinte no céu para mudar a Igreja no mundo, e que seja o puro povo de Cristo o que governe”.

                Nicolás Maduro, presidente interino da Venezuela, segue dando o que falar com suas controversas declarações. Esta vez disse que Hugo Chávez influenciou em Cristo para que o novo Papa seja sul-americano, em referência à eleição do Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, Francisco I [somente Francisco, de acordo com a denominação oficial do Vaticano NdT].

                “Nós sabemos que nossos comandante ascendeu a essas alturas e esta frente a Cristo, [em] alguma coisa influenciou para que se convoque a um Papa sul-americano, alguma mão nova chegou e Cristo lhe disse ‘bem, chegou a hora da América do Sul’, assim nos parece”, assinalou Maduro.

                O presidente interino, que ofereceu um discurso durante a inauguração da décima Feira Internacional do Livro na Venezuela celebrou a “notícia importante” da eleição do Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio como Papa, agora chamado Francisco I [Francisco, como já citado].

 “A qualquer momento [Chávez] convocou uma constituinte no céu para mudar a Igreja no mundo, e que seja o puro povo de Cristo que governe”, afirmou Maduro entre aplausos.

                O Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, jesuíta e Arcebispo de Buenos Aires, se converteu hoje no Pontífice número 266 da Igreja Católica, substituindo o Papa Emérito Bento XVI, que fez efetiva sua renúncia no último 28 de fevereiro.

La Republica

terça-feira, 12 de março de 2013

Venezuela irá se aprofundar na conspiração sobre a morte de Chávez


A Venezuela irá investigar formalmente as suspeitas de que o falecido presidente, Hugo Chávez, foi atingido por um câncer após ser envenenado por inimigos estrangeiros, disse o governo.

O presidente interino, Nicolas Maduro, prometeu montar um inquérito sobre a alegação, que foi primeiramente apontada por Chávez, após ser diagnosticado com câncer em 2011. Cientistas estrangeiros também serão convidados para se juntar à comissão governamental para investigar a alegação.

 “Nós buscaremos a verdade”, Reuters cita Maduro ao falar com a rede de TV regional Telesur na noite de segunda-feira. “Nós temos a intuição que o nosso comandante, Chavez, foi envenenado por forças obscuras que o queriam fora do caminho.”


Maduro disse que ainda é muito cedo para determinar exatamente a raiz do câncer que foi descoberto na região pélvica de Chavez em junho de 2011, mas disparou que os Estados Unidos têm laboratórios experientes em manufaturar doenças.

 “Ele tinha um câncer que quebrava todas as normas”, a agência cita Maduro dizendo. “Tudo parece indicar que eles afetaram sua saúde usando das técnicas mais avançadas... Ele teve essa impressão desde o início.”

Informa-se que Chavez passou por quatro cirurgias em Cuba, antes de morrer de falência respiratória após o câncer criar metástases em seus pulmões.

Maduro comparou a conspiração acerca da morte de Chavez com as alegações de que agentes israelenses teriam envenenado o líder palestino Yasser Arafat, que morreu em 2004.

Em dezembro de 2011, Chavez especulou que os Estados Unidos poderiam estar infectando os líderes regionais com câncer, após a presidente Cristina Fernandez de Kirchner ser diagnosticada com câncer na tireoide.

 “Não quero fazer nenhuma acusação imprudente”, Chavez disse antes de perguntar:

 “Não seria estranho se [os Estados Unidos] tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir câncer e que ninguém soubesse disso?” Maduro repetiu a acusação na semana passada, na véspera da morte de Chavez.

 “Por trás de todas [as tramas], estão os inimigos da pátria”, disse ele na televisão estatal antes de anunciar a expulsão de dois oficiais da Força Aérea America por espionagem militar e conspirarem para desestabilizar o país.

A oposição na Venezuela criticou as afirmações como mais uma teoria-da-conspiração-ao-estilo-Chavez, direcionada para distrair as pessoas do real problema que assola o país nesta corrida para a eleição presidencial marcada para 14 de abril.

Terça-feira é o último dia oficial de luto por Chavez, [e] é provável que as cerimônias continuem, o que alimenta as afirmações que a oposição faz de que o governo está explorando a morte de Chavez para segurar o poder.

Enquanto lançava sua candidatura na segunda-feira, Maduro começou seu discurso com uma gravação de Chavez cantando o hino nacional, fazendo muitos seguidores caír em prantos.

O governador favorável ao estado-mercantil, Henrique Capriles, que está concorrendo pela coalizão de oposição União Democrática, foi rápido em lembrar tanto seus adeptos quanto seus detratores que o o carismático reformador socialista Chavez, não era seu oponente.

 “[Maduro] não é Chavez e vocês todos sabem,”  o ‘The Christian Science Monitor’ afirma que ele disse enquanto anunciava sua candidatura no Domingo.

 “O Presidente Chavez não está mais aqui”. Maduro, um antigo motorista de ônibus e o sucessor de Chavez escolhido a dedo, tenta desviar as críticas de que ele não tem o faro retórico do antigo presidente, colocando-se como um herói da classe trabalhadora.

Eu sou um homem das ruas… Eu não sou Chávez”, disse ele no domingo.

 “Eu sou o presidente interino, comandante das forces armadas e candidate presidencial porque foi isso que Chávez decidiu e eu estou seguindo suas ordens”. Pesquisas feitas antes da morte de Chavez davam a Maduro uma liderança de 10 pontos sobre Capriles, que perdeu para Chavez nas eleições presidenciais de outubro último.

Israel apela à Liga Árabe intervir militarmente na Síria

O presidente israelense, Shimon Peres, pediu hoje à Liga Árabe que envie forças para intervir na Síria para "deter o massacre".



Em um histórico discurso, o primeiro de um chefe de Estado diante de um Parlamento Europeu em quase três décadas, Peres disse que para por fim à violência na Síria "as Nações Unidas deveriam apoiar a Liga Árabe na criação de uma força árabe de capacetes azuis".

"O mundo livre não pode se manter à parte quando o presidente sírio leva a cabo uma matança contra seu próprio povo e seus próprios filhos" assinalou Peres, " Isso rompe nossos corações".

O líder israelense, que se encontra em viagem pela Europa participando de reuniões de instituições da UE, falou ao Parlamento, cujos 754 deputados se levantaram e aplaudiram.

Depois de afirmar que o presidente sírio, Bashar al-Assad é uma ameaça para toda a região "e até mesmo para a Europa", porque teria um arsenal químico, Peres apostou em uma intervenção da Liga Árabe como a melhor "solução" para evitar que as supostas armas químicas "caiam nas mãos erradas".

"Qualquer intervenção de forças ocidentais seria percebida como uma interferência externa", continuou o presidente.

"A Liga Árabe pode e deve formar um governo provisório na Síria para parar a matança, para evitar que a Síria se despedace", disse Peres.

Via ANN

Post Spriptum: Acusações infundadas sobre o inimigo possuir certas "armas" não são novidade nas relações internacionais, vide o caso Sadam Hussein e programas nucleares.

domingo, 10 de março de 2013

Os BRICS criam banco próprio para desfazer-se do Dólar e do Euro


Os países do BRICS têm previsto criar seu próprio Banco de Desenvolvimento nos fins de Março com o objetivo de intervir em projetos de infraestruturas e desenvolvimento sustentável para seus integrantes sem o uso da moeda nacional dos EUA, o dólar.

O capital inicial do banco do grupo conformado por Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul se estima no equivalente a um total de 50 milhões de dólares. Se prevê que a criação do Banco de Desenvolvimento do BRICS se anuncie oficialmente na cúpula que se celebrará na África do Sul nos próximos 26 e 27 de Março.

Os BRICS planejam aumentar os fluxos de investimento, dado que a necessidade de financiamento dos projetos internos da organização poderia alcançar os 15 bilhões de dólares nas duas próximas décadas. Assim, a aliança espera reduzir sua dependência das principais economias do mundo, eliminando por completo a necessidade do uso do dólar e do euro nas transações internacionais.

Um dos principais argumentos a favor da criação do novo banco foi precisamente a reduzida porcentagem de apoio aos países em desenvolvimento por parte das maiores instituições financeiras controladas pelos EUA e pela União Europeia.

No último mês de Janeiro, um diplomata sul-africano ecarregou-se de organizar a reunião da aliança, anuunciou que os países integrantes do BRICS já estão a poonto de chegar a um acordo para criar uma entidade bancária conjunta. Com essa decisão, segundo concluem alguns analistas, China aspira ampliar o território do uso de sua moeda nacional, e o yuan, Índia pretende atrair ivestidores estrangeiros, enquanto que a Rússia busca fortalecer sua influência geopolítica devido ao crescimento de seus índices econômicos.

Via RT

sábado, 9 de março de 2013

Maduro se compromete a ser leal ao líder bolivariano

 
O presidente encarregado da Venezuela, Nicolás Maduro, se comprometeu nesta Sexta a ser leal ao falecido líder bolivariano, Hugo Chávez, perante o caixão do falecido comandante, depois de seu juramento perante a Assembleia Nacional.

"Juramos desde nosso coração de patriotas que seremos leais ao comandante Hugo Chávez e faremos valer suas palavras e suas ordens, que seremos fiéis a seu legado político, que daremos nossa vida inteira para construir a pátria socialista e independente", expressou Maduro perante os restos mortais de Chávez.

Assim, jurou perante o "comandante supremo Hugo Chávez" unir seu povo, a Força Armada e "vencer pelo caminho da Constituição", ao chamar a garantir a paz.

Nicolás Maduro jurou na jornada de sexta perante o Parlamento venezuelano como presidente encarregado do país sul-americano, depois de declarar-se a falta absoluta do chefe do Executivo depois do falecimento do presidente, Hugo Chávez, na última Terça-Feira, depois de dois anos de estar lutando contra o câncer que lhe afligia.

Em outras declarações feitas na Sexta, o novo presidente interino revelou que o comandante soube que sua enfermidade ia ser 'pior" do que acreditavam os médicos.

"Isso vai ser pior, vocês vão tomar consciência de mim", afirmou Maduro, citando Chávez quando lhe agnosticaram um tumor cancerígeno na região pélvica em 2011.
 

EUA estudou técnicas de assassinato discreto a líderes mundiais

 
 Não cessam as suspeitas de que os EUA tiveram um papel-chave na morte de Chávez. Enquanto líderes e especialistas creem que o "império" o envenenou, documentos desclassificados recordam que o país estudou como matar líderes da Guerra Fria.

O comandante da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste Sábado que Chávez pôde ter sido envenenado pelo "império" como parte de uma estratégia para "derrotar governos que estão contra o capitalismo".

"O império tem todos os instrumentos para planificar ações, para derrotar governos e líderes de movimentos sociais que estão contra o capitalismo", salientou Morales, o último político a deixar manifestado que os EUA poderia estar por trás do falecimento do líder venezuelano.

Também nesta semana a advogada e escritora Eva Golinger insistiu na RT que existem evidências concretas de que os EUA contam com a tecnologia necessária para ter podido atentar contra a vida de Chávez.

Incluso grupos de direitos civis nos EUA apresentaram alguns dias atrás uma solicitação, amparando-se na Lei de Liberdade de Informação, demandando dados vinculados com os planos de envenenar ou assassinar o líder recentemente falecido.

Os EUA, por detrás de uma arma de ataque "subversivo"

De acordo com informação desclassificada obtida pela agência AP em 2007, o Exército dos EUA esudou a possibilidade de utilizar venenos radioativos para assassinar "pessoas importantes" da Guerra Fria, como líderes militares ou civis.

Entre seus planos se incluía o de trabalhar na criação de uma "arma de ataque subversivo de indivíduos ou grupos pequenos".

Um dos textos publicados então, que datava de 1948, destacava ademais que um ataque letal contra uma pessoa utilizando material radioativo se deveria fazer discretamente, quer dizer, de modo que fosse impossível rastrear a participação do governo dos EUA. "A origem da munição, o fato de que um ataque foi feito, e o tipo de ataque não deve ser determinante, se for possível", afirmava o documento. "A munição deve ser discreta e facilmente transportável", acrescentava.

"Esta classe de munições se proporia para o uso de agentes secretos ou unidades subversivas em ataques letais contra grupos pequenos de indivíduos importantes, por exemplo, durante as reuniões de líderes civis ou militares", asseguravam os documentos.

Em 1976, o presidente Gerald F. Ford firmou uma ordem executiva para proibir explicitamente o assassinato de personalidades estrangeiras por parte de agentes do governo dos EUA. O fez em resposta às revelações de que a CIA tinha planejado na década de 1960 o assassinato do presidente cubano Fidel Castro, incluso por envenenamento.

Os documentos não apontam provas sobre se os EUA realmente usou uma arma radiológica para assassinar indivíduos de alto cargo oi inclusive de o fato a chegaram a criar. Sem embargo, os especialistas insistem que os EUA poderiam estar por trás do câncer que acabou com a vida de Chávez.

Por sua vez, o governo venezuelano também pediu uma investigação sobre as circunstãncias da enfermidade de Chávez e especificamente sobre se foi envenenado ou deliberadamente exposto aos elementos causantes do câncer.

 "Seria estranho que tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir o câncer e ninguém soubesse até agora e se descubra dentro de 50 anos?" disse o próprio Chávez em 2011.

Via RT

quinta-feira, 7 de março de 2013

Um patrimônio estratégico na America do Sul, o Aquífero Guarani

Desde 4 bilhões de anos atrás não muda a quantidade de água que temos na Terra. O ciclo da água ilustra maravilhosamente a frase de Lavoisier: Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

O Aquífero Guarani, conhecido como a terceira maior reserva de água doce subterrânea do planeta, abarca quatro países sul-americanos (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina) e é capaz de abastecer todo o planeta por 200 anos de água potável.

O Aquífero Guarani, devido a suas potencialidades sócio-econômicas estratégicas, é considerada a "menina dos olhos" pelos países a ele sobrepostos, de muitas empresas internacionais que veem um grande negócio do qual podem tirar proveito e de alguns países desenvolvidos interessados nos usos dessas águas.

Pela inexistência de uma lei específica quanto a utilização das águas subterrâneas, ocorre a falta de controle e fiscalização fazendo com que este seja utilizado de forma irracional podendo ser degradado pelas atividades humanas que se encontram acima do aquífero ou para uso excessivo de poços clandestinos. Com isso aumentam os riscos de contaminação do aquífero.



Cabe lembrar que a água é um bem público, direito humano, patrimônio de todos os seres vivos. Tratar de controlar a água é tentar controlar a vida, pois nenhum ser vivo consegue viver sem esta.

Torna-se imprescindível estimular políticas educacionais que permitam uma maior participação da sociedade civil, das ONGs e das universidades para estimular a construção da consciência a fim de uma preservação mais efetiva desse imenso manancial de águas subterrâneas e na implementação de políticas públicas mais adequadas à proteção das águas subterrâneas, pois estas se encontram insuficientemente protegidas.

Se calcula que para os 6,25 bilhões de habitantes do planeta se necessitaria de 20% a mais de água. A água brota como maior conflito geopolítico do século XXI já que hoje é um bem escasso na Europa e EUA, e se espera que em 2025, a demanda por esse elemento seja 56% maior que o fornecido e os que possuam água possam se tornar alvos de saques forçados.

Nesse contexto, de todos os cenários possíveis, os especialistas elegem dois. Primeiro, a apropriação territorial através de compras de terras com recursos naturais. Segundo, no futuro e na pior das hipóteses não se descarta uma invasão militar.

Essa hipótese traça um paralelo com a última guerra no Iraque e a atual apropriação pelas grandes petroleiras americanas da riqueza iraquiana. O escritor norte-americano Norman Mailer acrescentou algo mais: "A administração de George W. Bush não foi ao Iraque apenas pelo seu petróleo, como também pelo Tigre e Eufrates, dois rios caudalosos em uma das zonas mais áridas do planeta".

A luta é entre os que acreditam que a água deve ser considerada um bem comercializável e aqueles que afirmam que é um bem social relacionado ao direito à vida.

Desde Novembro de 2001, o Banco Mundial, através do GEF (um de seus braços, especializado em questões de meio ambiente) financia o pertinente a investigação e a trabalhos que visam alcançar o "desenvolvimento sustentável" do aquífero. A partir desse momento os governos que compartilham o depósito puseram em mãos extra-nacionais o estudo do recurso, o que, para um olhar mais desconfiado, é como ter servido de bandeja o tesouro. Organismos alemães, holandeses e programas da ONU participaram do projeto.

A base jurídica

O direito internacional nos permite reconhecer que não há um vazio jurídico na matéria e que existem normas jurídicas aplicáveis à gestão dos recursos naturais compartilhados e o SAG é um desses recursos. É certo que não temos normas específicas criadas ad hoc para o Sistema Aquífero Guarani. A consequência disso, não é que não tenhamos norma jurídica alguma aplicável a este sistema de águas subterrâneas, mas ainda não temos regras aplicáveis a esse sistema em particular, são aplicáveis as normas gerais do direito internacional consuetudinário e as normas convencionais que sejam aplicáveis entre os Estados nos quais se encontra o aquífero.

O fato de que o recurso pertença aos quatro Estados não quer dizer que haja condomínio sobre o recurso. Este é um recurso nacional sujeito a um regime de aproveitamento e de gestão de caráter multilateral restrito aos titulares. Não se trata de um regime de co-titularidade, mas de co-gestão.

Em agosto de 2010 os quatro países assinaram em San Juan, Argentina, o "Acordo Sobre o Aquífero Guarani", levando em conta a resolução 1803 da Assembléia Geral das Nações Unidas referente à soberania permanente dos recursos naturais, resolução 63/124 do mesmo organismo sobre o "Direito dos Aquíferos Transfronteiriços" e outros mencionados no acordo.

Desenvolvimento e Conteúdo
Lic. Manoela Carvalho de Andrade

Via Equilibrium Global

Post scriptum: o número de 6,25 bilhões para a população se encontra desatualizado, conforme o último levantamento. Provavelmente já ultrapassou a marca dos 7 bi.

Putin aposta na continuidade das relações com Venezuela


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou hoje a esperança de que a cooperação entre Caracas e Moscou siga em frente apesar da morte de Hugo Chávez.

"A futura relação com Venezuela dependerá antes de tudo do povo venezuelano, do próximo presidente e do seu Governo. Confiamos que haja continuidade", declarou Putin de visita na cidade de Vologda, no norte da Rússia.

Ressaltou que Chávez "procurava construir boas relações de amizade com todos os países, sem exceção alguma, mas jamais fez a dispensa dos interesses nacionais nem tratou de ser agradável para todos". O definiu como "grande amigo da Rússia", "homem de caráter valente e consequente".

"Se falamos de (sua) política no econômico, muitas coisas são discutíveis, mas é totalmente evidente que ele buscava desenvolver sua nação sem aceitar em nenhum momento que as dificuldades e as penúrias de tal desenvolvimento recaíssem no povo. Se esforçava por libertar da miséria centenas de milhares ou até milhões de venezuelanos", relembrou.

Segundo o presidente russo, Chávez será lembrado sempre ao lado de personagens tão ilustres da América Latina como Simón Bolívar, Ernesto "Che" Guevara e Fidel Castro.

A véspera, ao apresentar suas condolênscias ao povo venezuelano, Putin qualificou ao falecido líder venezuelano de homem extraordinário, graças a cujas qualidades pessoais foi possível sentar uma base sólida para a cooperação russo-venezuelana, impulsionar os contatos políticos entre Caracas e Moscou e pôr em marcha importantes projetos economicos e humanitários.

A morte de Hugo Chávez joga certa incertidão sobre o futiro de importantes contratos energéticos e de armas que a Rússia empregou na Venezuela nos últimos anos. Empresas petroleiras da Rússia participam em vários projetos de produção em território venezuelano, em primeiro termo, o Bloque Junin 6 da Faixa Petroleira de Orinoco onde os investimentos poderiam ascender aos 20 bilhões de dólares. Até 2015, Venezuela se convertirá também na segunda compradora de armas russas depois da Índia, com um volume estimado em 3,2 bilhões de dólares.

Via rianovosti