sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Histórico reconhecimento da África à soberania argentina nas Malvinas

A postura dos países africanos se reflete na "Declaração de Malabo", que foi aprovada hoje na II Cúpula America do Sul - África.



A declaração "inclui também a reivindicação argentina contra os fundos oportunistas, e contém medidas para promover programas e projetos de cooperação Sul-Sul entre ambas regiões", conforme o informado.

Do Ministério de Relações Exteriores foi interpretado que "o documento constitui uma vitória diplomática para o nosso país, pois é a primeira vez que toda a África se soma ao nosso continente em declarar os legítimos direitos da República Argentina na disputa da soberania das Ilhas Malvinas".

O documento, além disso, "exorta o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte a retomar as negociações com a República Argentina pra encontrar o quanto antes uma solução justa, pacífica e definitiva para a disputa, em conformidade com as resoluções relevantes das Nações Unidas e outras organizações regionais e internacionais".

O chanceler Timerman agradeceu esta manhã de Guiné Equatorial a solidariedade dos Chefes de Estado e de Governo e Ministros de Relações Exteriores que participaram do plenário da III Cúpula do Foro América do Sul - África (ASA), e observou que "a África é hoje prioridade na nossa política externa".

"Ilustrativo disso é a decisão do governo argentino em reabrir e abrir várias sedes diplomáticas. Estamos nos instalando na Etiópia, em breve em Moçambique e seguiremos com a reabertura de outras representações no continente", assegurou.

Via ANN

Evo Morales: Terrorismo e democracia é pretexto para saquear outras nações

O terrorismo, a democracia e o narcotráfico se converteram em uma desculpa para as potências mundiais que pretendem intervir nos assuntos interior de outras nações, seu objetivo: saquear suas riquezas naturais para "benefícios próprios", assim declarou nesta Sexta o presidente boliviano Evo Morales.
"Alguns impérios e potências com qualquer pretexto nos usam para benefício deles mesmos (...) Usam a democracia, o terrorismo e o narcotráfico para realizar intervenções e se adonar de nossos recursos naturais", sustentou Morales da III Cúpula da América do Sul e África (ASA), que se realiza na Guiné Equatorial.
Segundo suas palavras, o mandatário latinoamericano citou o saque praticado no passado na África e América Latina.
"Depois de tantos anos de saques na Bolívia, por exemplo, começamos a nacionalizar estes recursos naturais", salientou a autoridade para logo acrescentar: "Na Bolívia teve uma longa luta por parte de nossos antepassados pela soberania da Bolívia".

Do mesmo modo, o máximo responsável do Governo no país andino destacou as condições de seu país depois de que ele chegou ao poder no ano de 2006. Morales ressaltou a expulsão do embaixador estadounidense na Bolívia, Philip Goldberg, quem a seu juizo, tentava planejar um golpe de Estado.

"Quando cheguei à Presidência da Bolívia (em 2006) o Estado Maior dos Estados UNidos estava nas Forças Armadas bolivianas e depois de distanciarmo-nos destas instâncias internacionais, militar, política e econômicamente estamos bem e melhor do que antes", enfatizou.

Em outra parte de suas declarações na cúpula, Morales fez referência à capacidade dos países pequenos de organizar grandes eventos internacionais, tal como está fazendo o governo de Guiné Equatorial como organizador da III Cúpula ASA.

A III Cúpula do Foro de Cooperação América do Sul-África (ASA) começou na Quarta com uma reunião de especialistas e ministros e continua nesta Sexta a nível de chefes de Estado e de Governo, sob o lema "Estratégias e Mecanismos para fortalecer a Cooperação Sul-Sul".

O foro estabelecido a iniciativa de Nigéria e Brasil, oficializou sua primeira reunião em 2006, na capital nigeriana, Abuya, e a segunda em Caracas, capital de Venezuela, em 2009.


Via Hispantv

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Apesar da crise, EUA insiste que membros da OTAN aumentem gastos militares

O Secretário-Geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, insistiu quinta-feira com os países da Otan sobre a necessidade de acabar com os cortes na defesa e aumentar a despesa militar.



"Se os cortes na defesa continuarem, haverá um efeito negativo em nossa capacidade militar", disse Rasmussen aos jornalistas.

O dinamarquês, que nesta quinta presidiu uma reunião dos ministros de Defesa aliados, assegurou que voltará a pedir aos governos que "detenham os cortes" e que aumentem os gastos militares o quanto puderem.

Rasmussen disse que o queda generalizada nos gastos de defesa é "um motivo de preocupação."

Nos últimos anos, Washington vem pedindo aos seus parceiros europeus para aumentar o seu investimento em defesa, que a cada ano está mais longe dos EUA.

O ministro da Defesa britânico, Philip Hammond, disse hoje em sua chegada à reunião que o Plano de Londres é a de manter o orçamento de seu departamento de mais de 2 por cento do PIB, conforme as recomendações da OTAN.

Hammond confiou que os outros países possam fazer o mesmo quando as economias melhorem, mas assegurou que o compromisso de muitos países "não está tão claro quanto eu gostaria".

Via ANN

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Rússia e Brasil em busca de criar uma ordem mundial multipolar


Uma colaboração mais estreita em áreas-chave para dois gigantes. Essa é a finalidade da visita do primeiro ministro russo, Dmitri Medvedev, ao Brasil. Seu avanço dá um reflexo positivo em toda a região latinoamericana, segundo destacam os especialistas.

Ambos países têm os olhos postos em aprofundar tanto seus laços econômicos, como estratégicos. A aquisição de nova tecnologia armamentista russa por parte do Brasil é um dos acordos que já tinham sido previamente tratados quando a presidenta Dilma Rousseff visitou Moscou em Dezembro do ano passado. Necessita ser reavaliado durante esta viagem.

"Seu desenvolvimento comercial e financeiro na região transforma em um enclave estratégico quanto ao comércio dos países regionais com essas economias", considera o analista internacional Gustavo Cardozo. Destaca também a grande possibilidade de cooperar em manobras militares e capacitação de todos os setores vinculados com o funcionamento dos exércitos.

Segundo outros especialistas, o peso econômico destes dois gigantes é fundamental para a concreção de uma nova ordem política, multipolar e antihegemônico. Assim, o economista argentino Alejandro Fiorito crê que "Rússia, neste caso, tem um papel central e Brasil também, como país locomotor da região".

Por falta de tempo, Medvedev não pôde cumprir com o convite para assistir ao carnaval do Rio de Janeiro. Mas a viagem de dois dias do chefe do Governo russo ao Brasil se produz de todas maneiras para coroar as relações entre os dois membros do BRICS, que reune os países que mais motorizam a economia do mundo.

Via RT

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Inegociável a soberania do Irã sobre três ilhas persas

A Comissão de Segurança Nacional e Política Externa da Assembleia consultiva do Islâmica do Irã anunciou que a soberania do Irã sobre as três ilhas de Abu Musa, Tonb maior e Tonb menor, situadas no Golfo Pérsico, é inegociável.



Em um comunicado emitido nessa terça-feira em reação às declarações de Emirados Árabes Unidos (EAU) sobre o assunto, a instância legislativa anunciou que a República Islâmica do Irã não negociará sua integridade territorial nem sua soberania sobre tais ilhas.

Igualmente, afirmou que o Irã rechaça veementemente o conteúdo do comunicado emitido recentemente pelos Emirados Árabes e considera uma interferência nos assuntos internos do país persa.

O texto indica que todas as medidas tomadas nas três ilhas iranianas sempre se basearam nos princípios de soberania e integridade territorial do país persa e reitera que Irã constantemente seguiu uma política amistosa e de boa vizinhança.

Em 29 de novembro, o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Mohammad Anwar Gargash, insistiu que as três ilhas iranianas pertencem a EAU.

Ultimamente, o presidente americano Barack Obama, e o príncipe herdeiro dos Emirados, o general Mohamad bin Zayed aç Nahyan, também comandante das Forças Armadas do país árabe, emitiram um comunicado onde, entre outros assuntos, Estados Unidos "respalda" a iniciativa do país árabe para "resolver o assunto (das três ilhas) mediante negociações diretas (com Irã), na Corte Internacional de Justiça (CIJ) ou outro fórum internacional adequado".

De acordo com numerosos documentos históricos, as três ilhas de Tonb maior, Tonb menor e Abu Musa formam parte do território persa desde o século XVIII, dado que o território iraniano abarca as costas do norte e sul do Golfo Pérsico.

O governo de Teerã explicou que as ilhas pertencem historicamente ao Irã, pois, ainda que caíram em 1903 sob controle britânico, foram devolvidas aos seu dono, Irã, segundo um pacto firmado em 1971, pouco antes dos Emirados Árabes Unidos se consolidarem enquanto Estado.

Via HispanTV

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Reeleito Rafael Correia no Equador, diz que o povo não quer mais as elites


 "O povo não quer mais que governem os banqueiros", declarou o reeleito presidente do Equador, Rafael Correa, em uma entrevista concedida à RT.

Em meio às primeiras felicitações com motivo de sua reeleição, o mandatário equatoriano contou ao canal detalhes da campanha presidencial e o rol dos meios de informação no transcurso da mesma. "Por suposto que enfrentamos uma campanha suja, onde há serviços de inteligência nacionais e internacionais".

Ademais, falou sobre o estado de saúde do presidente venezuelan, Hugo Chávez, que regressou nesta Segunda à cidade de Caracas desde La Habana, depois de ter sido submetido a uma nova operação contra o câncer que padece.

Um dos temas que abordou foi o asilo político que outorgou Equador ao fundador do portal Wikileaks, Julian Assange. "Não temos que pedir permissão a nada para exercer nossa soberania. O outorgar um asilo é inerente à soberania de cada país. É uma figura que está estipulada no direito internacionai. Temos exercido essa soberania dentro desse marco do direito internacional e não temos que dar explicações, pedir desculpas, permissão a ninguém".

Com mais de 80% dos votos contados, Rafael Correa obtém uns 56% de apoio popular na primeira rodada, frente aos 24,06% do ex-banqueiro Guillermo Lasso.

Conflito sírio: OTAN conclui implantação de mísseis Patriot na Turquia




A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deu por concluída nesta Segunda a implantação de seis baterias de mísseis antiaéreos Patriot no Território da Turquia.

"A implantação foi concluída e todos os sistemas estão ativados", disse um portavoz da OTAN.

N Sexta passada se fez operativa a segunda das duas baterias de mísseis Patrior enviadas pelos EUA e transportadas para próximo de Gaziantep, no sul da Turquia.

Outras duas, proporcionadas pela Holanda, funcionam nas imediações de Adana, a quarta em importância cidade da Turquia.

As duas restantes, enviadas pela Alemanha, entraram em serviço próximo da cidade de Kahramanmaras.

Oficiais da OTAN estimam que seis baterias antiaéreas poderão proteger de um potencial ataque desde Síria com projéteis Scud a uns 3,5 milhões de turcos, habitantes das regiões fronteiriças.

Turquia albergou vários sistemas Patriot em 1991 e 2003, durante caminhos de guerra do Iraque, mas naquelas ocasiões os mísseis não chegaram a usar.

Moscou considera que esta implantação de mísseis poderia piorar a situação e que a OTAN está se complicando assim no conflito sírio.

Via ANN

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Dívida pública espanhola é a maior desde 1910

 
Dados proporcionados por fontes oficiais mostram que em 2012 a dívida pública aumentou em 146 bilhões de euros até chegar nos 882,339 bilhões de euros no fim do ano passado, o que se considera um récorde desde 1910.
 
Dado que o Instituto Nacional de Estatística (INE) ainda não revelou a cifra do PIB, algumas estimativas públicas e privadas, revelam que os 882,339 bilhões de euros equivalem aproximadamente entre 88,5% e 84% do PIB.
 
O déficit do conjunto da administração, o resgate bancários e o plano de pagamento a provedores são algumas das principais causas desta nefasta cifra.
 
De igual maneira, os planos do Governo de Mariano Rajoy como os duros recortes e aumentos de impostos foram incapazes de controlar a dívida pública.
 
A economia espanhola, com seus milhões de desempregados, previu que a dívida pública chegaria a 85,8% do PIB em Dezembro de 2013, cifra que quase se alcançou já em 2012.
 
Depois do começo da recessão financeira na Espanha, o governo de Madrid, para paliar a crise, baixou os orçamentos dos funcionários, fez recortes em vários setores, especialmente, na saúde e educação, endureceu o acesso aos subsídios por desemprego e barateou a demissão.

Espanha, submersa em uma crise financeira desde 2008, atualmente vive um dos mais difíceis momentos de sua história, ao registrar altras taxas de desemprego e déficit público.


Via Hispantv

Caos Absoluto: 'Democracia' Líbia dois anos após a intervenção da OTAN



Protestos massivos ocorrem por toda Líbia quando o país atravessa o segundo aniversário do começo da guerra civil que derrubou Muammar Gaddafi. Dois anos após o regime de Gaddafi, nenhuma nova constituição foi aprovada.

As novas autoridades obviamente falharam em manter a lei e ordem. O crime se alastra e o descontentamento popular aumenta. O primeiro-ministro Ali Zeidan fechou a fronteira com o Egito e Tunísia de 14 a 18 de fevereiro como medida de segurança.

As principais celebrações da queda de Gaddafi acontecerão no dia 15. Segurança nos aeroportos está sendo intensificada. Enquanto isso, Lufthansa e Austrian Airlines suspenderam todos seus voos para a Líbia até dia 17, citando "tensões". Anteriormente, Alemanha, França, Canadá e outros países pediram para seus cidadãos deixarem Benghazi pela ameaça de ataques terroristas. A segurança foi intensificada na capital Tripoli e também em Benghazi, onde 4 diplomatas americanos foram mortos em um ataque brutal no passado setembro.

Com a anarquia e pilhagem florecendo em áreas de fronteira onde anteriormente a lei reinava sob o governo de Gaddafi, a maioria dos líbios, particularmente no leste, estão furiosos com a inação do governo. Além dos extremistas locais e 'aventureiros', terroristas de todo tipo, incluindo grupos de jihaddistas do Mali, estão entrando. A 'democracia' que o Ocidente impôs na Líbia parece mais com um poder medieval, diz o cientista político egipcio Rifaat Sayed Ahmad.

“Os ataques da OTAN jogaram um país próspero para os padrões africanos de volta para a Idade Média, e pior, o mergulharam em uma guerra civil. O Ocidente usou força militar para instalar um governo obediente mas impopular, incapaz de lidar com as disputas religiosas e tribais que dividem o país. O verdadeiro objetivo da intervenção foi o petróleo e gás líbios"

O infeliz resultado não é surpresa e foi previsto por analistas ainda antes da invasão, diz o cientista político russo Stanislav Tarasov.
libya_militias_terror_400“Não apenas analistas russos mas também ocidentais viram este cenário. A Líbia está fragmentada e pode, em perspectiva, se dividir em dois ou até três estados. Alguns territórios comandados por certos clãs tribais já estabeleceram suas próprias fronteiras. Nesta situação, tentativas do assim chamado governo central de adotar uma lei central, uma constituição aceita por todos, parece estar fadada ao fracasso. O Ocidente que iniciou a 'primavera árabe' na Líbia não pode oferecer nada exceto o uso de força.

Nenhuma melhora deve ser esperada. Boris Dolgov, pesquisador no Centro de Estudos Árabes de Moscou, nota que a Líbia está muito longe da estabilização, sendo atualmente o centro de instabilidade de toda a África do Norte.

“~Estamos testemunhando uma expansão do Islãmismo radical, como no caso do Mali e Argélia. Os eventos no Mali e na Líbia estão intimamente ligados. Gaddafi fez uma guerra contra o extremismo radical e manteve a situação sob controle. Mais de 600 islamistas estavam na cadeia. Depois da queda de Gaddafi, eles ficaram livres e se juntaram a grupos radicais, incluindo aqueles operando no Mali.

A Líbia de hoje é um território absolutamente sem lei, como alguns analistas árabes chamam, ou talvez um barril de pólvora ao qual uma tocha acessa já foi trazida.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Reino Unido endurece sua postura contra Argentina

 
O Reino Unido endurece sua postura contra Argentina, desta vez somando-se aos Estados Unidos para votar contra a Nação do Sul, para a aprovação de créditos internacionais.

O Instituto Nacional de Estatísticas e Censo, conhecido na Argentina como INDEC, aporta as cifras oficiais de inflação e crescimento econômico entre outras. Nesse sentido, organizaçõs sociais, gremiais e políticas, se reuniram nesta Sexta frente a este edifício em rechaço às crifras aportadas nos últimos anos, já que segundo os manifestantes não são reais.

Este é um dos motivos expressados pelo Governo Britânico, para aplicar sanções econômicas a Argentina, votando contra a aprovação de Créditos do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial, ainda que a questão das Malvinas emerge por si mesma.

Desta maneira, o Reino Unido, se soma a Alemanha, Espanha e Estados Unidos, entre os países que tentam bloquear créditos do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial para Argentina.
 
Via Hispantv