sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A guerra no Mali e a agenda da AFRICOM


Mali, a primeira vista parece um lugar pouco provável para que as potências da OTAN, lideradas por um governo neo-colonialista francês do presidente socialista François Hollande (e silenciosamente apoiado pela administração de Obama), ponham em marcha o que se denomina por alguns de uma nova Guerra dos Trinta Anos contra o Terrorismo.

Mali, com uma população de uns 12 milhões, é um país sem litoral e em grande parte ocupado pelo deserto do Saara, no centro da África ocidental, limita com Argélia ao norte, Mauritânia ao oeste, Senegal, Guiné, Costal do Marfim, Burkina Faso e Niger em sua parte sul. O povo que passou tempo ali antes dos recentes esforços liderados pelos Estados de desestabilização chamou como um dos lugares mais tranquilos e belos da terra. Seus habitantes são em uns 90% muçulmanos de múltiplas opiniões. Conta com uma agricultura de subsistência rural e o analfabetismo adulto é quase 50%. Sem embargo, este país logo é centro de uma nova "guerra global contra o terror".

Em 20 de Janeiro o primeiro ministro britânico David Cameron anunciou a curiosa determinação de seu país em dedicar-se a fazer frente à "ameaça terrorista" em Mali e no norte da África. Cameron declarou "se requerirá uma resposta que se tratará de anos, inclusive décadas, em lugar de meses, e requere uma resposta forte de resolver..." Grã Bretanha em seu apogeu colonial nunca teve uma participação no Mali. Até que conquistou independência em 1960, Mali era uma colônia francesa.

Em 11 de Janeiro, depois de mais de um ano da pressão oculta na vizinha Algéria para enganchá-la em uma invasão da vizinha Mali, Hollande decidiu fazer uma intervenção militar francesa direta com o apoio dos EUA. Seu governo lançou ataques aéreos no levante rebelde norte do Mali contra um grupo fanático salafista de degoladores jihadistas que chamam-se de Al Qaeda no Magreb islâmico (AQIM). O pretexto por uma rápida ação francesa foi uma movimentação militar por um grupinho de jihadistas islâmicos do povo Tuareg, Asnar Dine, afiliado com a maior AQIM. Em 10 de Janeiro Asnar Dine - encobertada por outros grupos islâmicos - atacou a cidade sulista de Konna. Isto marcou a primeira vez da rebelião de Tuareg no início de 2012 que os rebeldes jihadistas saíram do território  tradicional Tuareg no deserto nortenho para espalhar a lei islâmica ao sul do Mali.

De acordo com Thierry Meyssan, forças francesas foram bem preparadas: "O presidente transitório, Dioncounda Traore, declarou um estado de emergência e chamou a França para ajudar. Paris interviu dentro de horas para prevenir a queda da capital, Bamako. Clarividente, o Elysée prontamente preposicionou em Mali tropas da primeira Regimento de Paraquedistas da Infantaria Marinha ("os colonialistas") e o décimo terceiro Regimento de Paraquedas Dragoon, helicópteros da COS (Comando de Operações Especiais), três Mirage 2000D, dois Mirage F-1, três C135, um C130 Hércules e um C160 Transall"[2] Que coincidência conveniente.

Por 21 de Janeiro a aviões de transporte da Força Aérea dos EUA começaram a transportar centenas de soldados de elite franceses e equipamento militar para Mali, ostensivamente para reverter o que foi dito como avanço terrorista descontrolado no sul em direção à capital do Mali.[3]. o Ministro de Defesa francês Jean-Yves Le Drian contou à mídia que o número de 'botas no chão' em Mali chegou a 2.000, acrescentando que "em torno de 4.000 tropas estarão mobilizados para esta operação", em Mali fora das bases[4].

Mas há fortes indicações de que a agenda francesa no Mali é tudo, menos humanitária. Em uma entrevista para France 5 TV, Le Drian cuidadosamente admitiu "o objetivo é a total reconquista do Mali. Não deixaremos nada". E o presidente François Hollande disse que as tropas francesas permaneceriam na região tempo o bastante para "derrotar o terrorismo". Os EUA, Canadá, Reino Unido, Bélgica, Alemanha e Dinamarca todos disseram que apoiariam a operação francesa contra Mali[5].

Mali, como muitos da África é rico em matéria-prima. Tem amplas reservas de ouro, urânio e mais recentemente, embora as companhias ocidentais de petróleo tentam esconder, petróleo, muito petróleo. Os franceses preferiram ignorar os recursos do Mali, mantendo como um país pobre de agricultura de subsistência. Sob o prediente Amadou Toumani Toure, deposto e democraticamente eleito, pela primeira vez o governo iniciou um mapeamento sistemático da vasta riqueza sob seu solo. De acordo com Mamadou Igor Diarra, o anterior ministro de minas, o solo de Mali contém cobre, urânio, fósforo, bauxita, pedras preciosas e, principalmente, alta porcentagem de ouro, óleo e gás. Assim, Mali é um dos países no mundo com a maior parte de matéria-prima. Com suas minas de ouro, o país é já um dos líderes exploradores, logo atrás da África do Sul e Gana[6]. Dois terços da eletricidade francesa é de poder nuclear e recursos de urânio são essenciais. Atualmente, a França extrai significante quantidade de urânio de Niger.

Agora a figura fica um pouco complexa.

De acordo com especialistas confiáveis geralmente ex-militares dos EUA com familiaridade direta na região, que falaram em anonimato, os EUA e as forças especiais da OTAN de fato treinaram os mesmos grupos "terroristas" para justificar uma invasão neo-colonialista francesa apoiada por EUA. A pergunta mais importante é "por que Washington e Paris treinam terroristas que agora estão atuando para destruir em uma "guerra contra o terror"?" Estavam muito surpreeendidos pela falta de lealdade da OTAN de seus alunos? E o que há por trás do respaldo dos EUA da AFRICOM na tomada do Mali pela França?

Leia o artigo completo em Globalresearch

Amanhecer Dourado disponibiliza assistência médica gratuita

Amanhecer Dourado dá cobertura médica gratuita a gregos necessitados, diz Tribuna de Europa

Amanhecer Dourado, formação política grega que nas últimas eleições obteve um resultado de 21 deputados e 7% de votos, entrando pela primeira vez no Parlamento, decidiu criar mais um meio para ajudar seus compatriotas. Foi anunciado na Tribuna de Europa que o salário de seus deputados é praticamente doado para obra social da formação, pois bem, agora se dá mais um passo na ajuda a seu povo. Muitos gregos que não podem frequentar consultas médicas ou comprar medicamentos, ou simplesmente que a deterioração da cobertura médica na Grécia é absurda, agora podem receber prestação médica digna e gratuita graças ao Partido.

Amanhecer Dourado criou "Médicos com Fronteiras" que oferece assistência médica somente a gregos. Foi posto em marcha uma consulta na sede central do partido para gregos que ficaram sem cobertura médica.

"Nossos serviços estão disponíveis só para os gregos de nascimento", explica o responsável do serviço.

O funcionamento é simples: um médico na sede do partido examina os pacientes que os buscam e os manda a um especialista que logo oferece assistência em sua própria consulta. Na rede participam 150 médicos e a atenção é totalmente gratuita.

Muitas são as críticas que recebem por dirigir sua ajuda só a gregos, mas estes críticos nada dizem quando há serviços e coberturas gratuitas só para imigrantes. E também não dizem sobre o fato de que as grandes corporações de capital internacional deixam morrer ao povo se lhes falta dinheiro.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Atlântico Sul: Referendo nas Malvinas é uma perigosa farsa jurídica

Os argentinos enfrentarão nas próximas semanas momentos cruciais nos quais estará em jogo a soberania sobre o arquipélago no Atlântico Sul, que por razões históricas e geográficas pertencem à argentina mas foram usurpadas pela Grã-Bretanha.



O referendo convocado pelo governo britânico permitirá aos habitantes das Ilhas Malvinas decidir se querem ser cidadãos britânicos. Se desconhece qual será a formulação exata da pergunta, como também não é descabido supor que Londres tenha conceba a possibilidade de criar alí uma república associada com o nome de Falklands. Se isso ocorrer, as Nações Unidas reconhecerão esse novo país e os direitos da Argentina serão negligenciados por séculos, isso pra não dizer para sempre.

Nestes dias, as negociações estão centradas nos desejos dos habitantes da ilha. Nosso país, defensor tradicional de auto-determinação, não reconhece a atribuição aos chamados "kelpers" por sólidas razões jurídicas: os habitantes das ilhas não são uma população indígena, mas transplantadas da Grã-Bretanha.

Em 1982, depois da guerra, o governo britânico documentou formalmente o status de cidadãos britânicos de habitantes da ilha. Tem razão o governo Argentino quando não aceita a participação de representante dos kelpers nas negociações.

Os ingleses sabem que seu poder sobre a ilha é factual, baseado em seu poderio militar e econômico.

Em 1833, a Inglaterra era a "rainha dos mares", com sua capacidade bélica inigualável até então. O que hoje é a República Argentina tinha então duas décadas de governo próprio e estava muito longe de ser uma nação juridicamente organizada. De todo modo, as ilhas eram nossas e a coro britânica bem o sabia, como também sabe agora.

Postos a buscar argumentos históricos, os ingleses negam que o descobridor das ilhas seja algum dos quatro navegantes espanhóis que chegaram nos primeiros cinquenta anos após a descoberta da América. Asseguram que o descobridos foi John Davis, um marinheiro cujo navio foi desviado para lá por uma tempestade, em 1592. De tal evento não há documentos nem restou vestígio algum. Nem ao menos se sabe se se travada das Malvinas.

Também citam ao corsário inglês Richard Hawkins, quem em 1594 se dirigia ao Oceano Pacífico para saquear populações disse ter visto uma terra que não constava em nenhum mapa. Recém em 1764, com o estabelecimento dos franceses em Port Louis, começa a colonização das ilhas às quais chamavam Malouines.

Não só seus próprios documentos e a história desacreditam as pretensões inglesas. Essas ilhas, despovoadas e que foram utilizadas ocasionalmente por barcos para se prover de carne de foca e pingüim, se encontram na plataforma continental sul-americana, uma região que Londres nunca pôs os pés antes da invasão de 1833.

Em 1494 as ilhas estavam do lado espanhol do Tratado de Tordesilhas. As províncias Unidas do Sul emancipadas em 1810 correspondiam aos mesmos limites do extinto Vice-reinado do Rio do Prata. Desse modo, a Argentina herdou o arquipélago.

Ninguém discute sobre quem era o dono das ilhas antes de 1833. Até o célebre Duque de Wellington, o vencedor de Napoleão, expressou: "revisei todos os papeis relativos às Falklands. De maneira alguma encontrei que alguma vez fomos titulares da soberania de tais ilhas".

Em 1910, o Ministério das Relações Exteriores admitiu que "... a atitude governo do argentino não é totalmente injustificada e nossa ação tem sido um pouco despótica ". Também documentou: "Nós (Londres), não podemos facilmente fazer uma bia reclamação e astutamente temos feito tudo o que podemos para evitar discutir o tema na Argentina."

A resolução 2065 da ONU, de 1965, ao pedir que se descolonizem as ilhas respeitando os direitos dos habitantes, refletiu com clareza que todo o mundo reconhecia a soberania argentina, menos Grã-Bretanha.

Argentina deverá esgotar os seus recursos para esse referendo de março, sem valor legal, se converta em uma manobra que sepulte ,definitivamente, o exercício de nossos direitos soberanos.

Editorial - El Tribuno Fevereiro 2013


Tradução por Conan Hades

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Israel assassina alto-cargo da Guarda Revolucionária do Irã



O alto-cargo da Guarda Revolucionária do Irã, Hassan Shateri, que presidia a comissão que administrava os projetos de reconstrução no Líbano financiados por Teerã, faleceu nesta Quarta em um atentado no sul do país árabe quando circulava por uma autopista que conecta Beirut e Damasco.

A Embaixada do Irã na capital libanesa, que emitiu um comunicado para anunciar o falecimento, expressou deu "profundo pesar" pelo falecimento, segundo informou a rede de televisão Al Manar, vinculada ao partido-milícia shiíta libanês Hezbollah. 

A rede de televisão iraniana Press TV responsabilizou o atentado a agentes israelenses no Líbano.

O funeral se celebrará durante a jornada de hoje em Teerã, para onde será transportado seu cadáver. Posteriormente, será enterrado nesta Sexta em sua terra natal, Semnan.

Shateri liderava os esforços do Governo iraniano na reconstrução de infraestruturas no país árabe depois da destruição causada pela guerra entre Israel e o braço armado de Hezbollah em 2006, que se extendeu durante 33 dias e causou graves danos materiais no sul do Líbano.

Via Presstv e ANN

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Islamismo vs. Islã, entrevista com Claudio Mutti


- Sr. Mutti, nós gostaríamos de discutir com você sobre o fenômeno do islã político e a atividade em torno disso. Pode esclarecer-nos a definição disto e como funciona?
- O termo "islã político" pode ter sido cunhado pelo francês orientalista Oliver Roy em seu livro L'Echec de L'islam politique (Le Seuil, Paris 1992). Olver Royr nomeia "islã político" o que outra francês orientalista, Gilles Kepel, chama de "islamismo" (Le Prophute et Pharaon. Aux Sources des mouvements islamistes, Le Seuil, Paris 1984, edição revisada 1993; Jihad: espansion et duclin de l'islamisme, Gallimard, Paris 2000, edição revisada 2003) e "islã radical" (The roots of radical islam, Saqi, Londres 2005). "Islã político", "islamismo", "islã radical", simplesmente como "fundamentalismo islã" e "integralismo islã", são termos correspondentes com as tendências modernistas originadas pelos "reformistas islâmicos" e condenados como desvios pelos representantes do islã tradicional. Não obstante a linguagem política ocidental muitas vezes faz um amplo e incorreto uso destes termos, misturando o islamismo com islã e criando conclusões conformes com o padrão de "colapso das civilizações".

- Como isto se manifestou nos EUA e no Oriente Próximo? Qual a diferença dentro deste movimento?

- O assim chamado "islã político" é resultado das teorias Wahhabistas e Salafistas. O wahhabismo ganha seu nome do Muhammad ibn Abd al-Wahhab, que viveu na Península Arábica no século XVIII e, de acordo com Henry Cobin, foi "o pai do movimento salafista através dos séculos". O ancestral ideológico do salafismo foi Jamal ad-din al-Afghani, que em 1883 fundou a sociedade Salafiyyah e que em 1878 entrou para uma loja franco-maçônica no Cairo; seu discípulo e sucessor, Muhammad Abduh, também um franco-maçom, tornou-se o egípcio Mufti em 1899 com a aprovação das autoridades britânicas. A principal dessas escolas de pensamento é o movimento dos Irmãos Muçulmanos, fundada no Egito por Hasan al-Banna em 1928. Atualmente os Irmãos Muçulmanos são um movimento polimórfico representando a variante pragmática, realista e política de toda galáxia originada pela ideologia wahhabista-salafista. Portanto, a apelação de "salafista" é geralmente dada aos movimentos maximalistas e aos grupos extremistas, menos dispostos aos compromissos táticos de praticar atividades paramilitares e terroristas.

- O islamismo como visão radical tratando com violência: como incorporou o islã, o Estado e os atores políticos contemporâneos?

- Lembremos que o agente inglês Joh Philby foi o chefe conselheiro do Rei Ibn Saud, o usurpador da custódia dos Lugares Sagrados, que fez da heresia wahhabista a ideologia oficial da Arábia Saudita. O reinado wahhabista, historicamente aliado dos imperialistas anglo-saxãos, generosamente financiou e apoiou os grupos islâmicos. Agora estes grupos fundaram outro caixa wahhabista, o Qatari Emir; alojando Aljazeera e o assento regional da sede dos EUA, Al-Thani está tentando adotar um papel de líder no mundo árabe e tem se tornado o principal competidor da Arábia Saudita na coalisão pró-americana. Deste modo, quem paga pelos músicos, decide a música, que é depois de tudo, a música americana.

- É possível que seja organizado uma aliança entre os grupos extremistas islâmicos e os Estados? Quero dizer, não somente da Arábia Saudita, mas também com o departamento de Estado dos EUA, em operações encobertas e modernização do islã.

- Samuel Huntington escreve que o verdadeiro problema para os Estados Unidos não é o fundamentalismo islâmico, mas o islã em si. Então, se o islã é o inimigo estratégico dos EUA, o fundamentalismo islâmico pode ser um aliado tático. Essa teoria tem sido aplicada no Afeganistão, nos Bálcãs, na Chechênia, na Líbia, Síria. Conforme o departamento de Estado dos EUA, pode-se ler no CV de Abd al Wahid Pallavicini (A Sufi Master's Message, Milão 2011, p. 11) que organiza cursos para líderes muçulmanos no Insituto de Políticas Migratórias, em Washington. O propósito destes cursos é desenvolver líderes muçulmanos made in USA.

- A inquietação social e os movimentos islâmicos no Oriente Próximo e no norte africano - qual sua análise para isto? Samir Amin pensa que é o antigo "Lunga Manus" do capitalismo que agora trabalha em novas condições de bazar-nets para combater ideias esquerdistas de justiça, etc.

- No mundo muçulmano as ideias de justiça não são esquerdistas, elas são relativas ao Alcorão. Já que o islã é anti-pático ao capitalismo, os liberais precisam de um islã "reformado", que alguém resolveu chamar de "versão árabe da ética calvinista". Os executores deste projeto são os movimentos wahhabistas e todos aqueles que querem "reformas democráticas" no mundo islâmico. Os patrocinadores desta manipulação do islã são os petromonarcas e os petroemirados do Golfo Arábico; eles estão criando um Banco de Desenvolvimento do Oriente Médio, que emprestará aos países árabes para apoiar sua transição à democracia e para fortalecer as correntes de seu débito. Enquanto isso, no Egito os Irmãos Islâmicos pedem ao Fundo Monterário Internacional um empréstimo de 3,2 bilhões de dólares.

- A propósito do islã tradicional - das ordens sufi para a comunidade shia, conectadas com o Irã, Iraque, Líbano, etc. É um antídoto para um islã pós-moderno ou também é grupo alvo de seitas financiadas e do Ocidente?

- Na Península Arábica e na Turquia, sob a ilusão que eles podem enraizar o sufismo, os wahhabistas e os kemalistas baniram as ordens sufi. Na Líbia, na Tunísia, no Mali, os salafistas e outras ordens islâmicas destruíram locais tradicionais e bibliotecas islâmicas, igual como aconteceu em Meca e em Medina sob a ocupação wahhabista. As comunidades Shia são perseguidas pelos regimes wahhabistas, como no Bahrein. Grupos heterodoxos e governos atacam o islã tradicional de todas as formas - Sunitas e shiitas indiferentemente - considerando-os como o maior obstáculo para sua ação subversiva.

- E sobre Israel? A Inteligência Nacional dos EUA prevê que Israel não existirá dentro de 30 anos. Há verdadeira ameaça vinda do islã ou os EUA rearranjarão uma relação com este estado como ponto crítico na região importante?

- A nova e ambígua estratégica americana, que Obama inaugurou com seu discurso no Cairo, quer estabelecer a hegemonia americana no mundo árabe e no Oriente Médio com o consentimento árabe. Para isto, é necessário misturar os poderes regionais em uma ampla afronta contra o Irã, considerado principal inimigo naquela região; portanto os Estados árabes precisam colaborar com o regime sionista. Os anteriores devem empenhar-se em apoiar o regime sionista, que, em troca, deve aceitar o nascimento de uma insignificante entidade palestina.

- Além disso nós também vemos bom exemplo de coexistência de Estado e religião - como a Indonésia com a ideia do movimento dos moderados...você pensa isto (ideias do fundamentalismo com violência como poder externo) depender de região/ethnos, interpretações do Corão ou prosperidade social?

- De acordo com a doutrina islâmica, a política é parte da religião; o Estado é fundamentado na religião e tem um propósito religioso, de modo que, como Imam Khomeiny disse, "governar significa implementar as leis do Corão". Como para as comunidades muçulmanas habitadas em Estados não-islâmicos, o dever dos estudiosos muçulmanos é encontrar aquelas soluções que, enquanto correspondem com as leis islâmicas, podem facilitar a coexistência com povos não-islâmicos. Na Europa, onde a presença de um alto número de povos islâmicos é um fato recente, este trabalho está apenas começando.

- Qual seu prognóstico para o futuro próximo - como o movimento do islã político tratará todos os lados e especialmente com os EUA?

- O fenômeno anti-islâmico chamado islamismo é dependente em grande parte dos regimes wahhabistas aliados aos EUA. Portanto podemos esperar que o "islã político" será usado de acordo com os desejos da estratégia dos EUA; por exemplo na Algéria, que muito provavelmente é o próximo alvo do sub-imperialismo francês que por sua vez depende dos EUA. Com relação à União Europeia, a experiência mostra que os EUA e a inteligência israelense estão esperando a manipulação dos grupos extremistas; portanto não é improvável que os grupos salafistas possam ser postos em ação com fim de extorquir os governos europeus.

Entrevista por Leonid Savin

Tradução por Álvaro Hauschild

Via Geopolitica

Paraguai prevê aumento da inflação de 7% em 2013


O sistema financeiro paraguaio se prepara para afrontar condições econômicas distintas às que caracterizaram 2012. O setor espera que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) chegue a 7% em 2013 e permanesça assim por cima dos 4% com que fechou o exercício anual passado, segundo publicações da Interfisa Financeira.

Esta projeção coincide coom o importante nível de crescimento econômico que se prevê para este ano, como consequência da recuperação do setor agropecuário depois dos embates gerados pela seca e pela febre aftosa. A cifra se encontra ainda levemente por debaixo da faixa de paragem meta de inflação estabelecido pelo Banco Central do Paraguai (BCP), de 7,5%.

Interfisa destaca a incrementação registrada nos últimos meses nos preços da carne, devido à reabertura dos mercados de exportação deste produto.

Depois da detecção do primeiro surto de febre aftosa, em Setembro de 2011, os cortes de carne foram barateados progressivamente no mercado devido à geração de maior estoque nos supermercados de; desde meados de 2012, quando começaram a reabrir os destinos de exportação, este fenômeno começou a se reverter e acumula um aumento de 10% entre Agosto e Janeiro, segundo BCP.

Dentro do cronograma traçado para 2013, se aguarda o retorno da carne paraguaia á União Europeia para meados do ano, depois da restituição do status sanitário de "país livre de aftosa com regime de vacinação" por parte da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), esperado para este mês, acrescenta o material.

Darío Arce, vice-presidente da Interfisa, destacou que os atores do setor privado apresentam elevados níveis de otimismo e que se espera um crescimento econômico do país de 5% para os próximos cinco anos. "Estamos iniciando um período em que as forças produtivas do país recuperarão o terreno perdido em 2012, caracterizado por uma queda econômica de -1,2%. Paraguai está ingressando uma nova fase de auge, impulsionado por maiores investidores nos distintos setores econômicos", expressou.

As estimativas falam de que o Produto Interno Bruto (PIB) experimentará uma expansão de em torno de 10% até Dezembro deste ano; neste panorama econômico, a demanda de produtos e serviços tende a aumentar pelo maior poder aquisitivo que adquirem as pessoas e, por fim, os preços no mercado aumentam ao acelerar-se o ímpeto das compras.

Via Lanacion

Políticas capitalistas aumentam o número de suicídios no Reino Unido

No último ano aproximadamente 6000 pessoas no Reino Unido optarão por dar um fim em suas vidas, sofrendo por diversos problemas, dos quais os de natureza econômica encabeçam a lista dos drásticos motivos.



Enquanto a União Europeia (UE) manda aplicar mais cortes sociais à população, países como o Reino Unido registram um drástico aumento no índice de suicídios. As medidas capitalistas obrigam cada vez mais a população a recorrer aos bancos para pedir empréstimos e estas não rechaçam aos que potencialmente sabem que não devolverão o dinheiro.

Essa situação se agrava ainda mais na hora de pagar já que o banco não hesita em intimidar aqueles que buscaram a ajuda financeira. Os cortes não apenas presumem uma acumulação de dívidas por parte do cidadão comum, senão que essas mudanças fazem com que se percam serviços básicos que têm por objetivo ajudar a população.

"O efeito do duple golpe da recessão consiste em que por um lado a pessoa se preocupa mais, tem mais ansiedade e como consequência corre o risco de se suicidar. Ademais, os cortes nos permitem oferecer menos vagas nos centros psiquiátricos e assim não podemos dar a ajuda adequada", afirma Marjorie Wallace, diretora executiva do Sane, uma organização britânica de saúde mental.

Toby, de 23 anos, foi uma das vítimas da economia. O jovem tirou sua própria vida deixando suas últimas palavras escritas em uma carta do banco, uma entidade que lhe exigia 10 mil euros.

"Não era uma pessoa que tivesse depressões ou doenças mentais, nem sequer teve problemas de saúde em suas últimas semanas ou meses de vida. Parecia um rapaz que não tinha preocupação alguma em seu dia a dia", recorda Ann Thorne, a mãe de Toby.

Agora ela, junto com outros voluntários, está ajudando a prevenir os suicídios entre a população jovem. Seu blog na rede permite dar conselhos de sua experiência sem sair de sua própria casa.

Via LibreRed

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estulin: papa renuncia por luta à morte entre Igreja e Maçonaria


 A renúncia do papa Bento XVI no próximo 28 de Fevereiro é fruto da "luta à morte dentro da igreja, das forças da maçonaria e da fé católica", comenta o jornalista e investigador Daniel Estulin.

"O que estamos vendo em direta, a destruição global da economia mundial não é um acidente e tampouco um erro de cálculo cometido por consequência dos enxertos dos políticos", explica Estulin salientando que "por detrás estão os poderes factícios financeiros, o Vaticano é uma das maiores empresas da história", cujo papel foi "não tanto salvar as almas dos fiéis", mas comportar-se "como uma entidade financeira".

O jornalista salienta que o Vaticano é "um dos principais inimigos de algumas sociedades secretas mais poderosas do mundo", onde radica "esta luta entre o Vaticano e o papa, e a maçonaria", que - afirma - "está muito infiltrada dentro do Vaticano". "Todos estão lutando pelos mesmos interesses, conseguir o controle do mundo", salienta.

Nas últimas décadas - explica Estulin - os postos importantes recaíram em mãos da maçonaria e Bento XVI era um "rival muito incômodo", visto que - explica - tinha forças dentro do Vaticano que queriam afastá-lo.

Estulin esclarece que o papa pensava em renunciar em 21 de Dezembro de 2012, data que não tem nada que ver com o calendário maia, mas com o "fim de uma grande era". Demitir-se nesta data seria "arriscado, dadas as circunstâncias e o simbolismo", explica.

Perguntado sobre se uma pessoa mais jovem à frente do Vaticano poderia mudar a imagem da entidade, Estulin se mostra cético, porque diz que o que deveriam mudar é "a forma de entender, de como funciona o mundo, e isso é uma coisa que dificilmente vão entender porque o eixo está em mãos da maçonaria". Segundo o jornalista, "ou destrói a maçonaria e elimina da igreja, ou o que vai ter de aqui pra frente vai ser ainda pior".

Nesta Segunda o Vaticano confirmou que Bento XVI, de 85 anos, papa número 265 da história, renunciará no próximo 28 de Fevereiro. A última vez em que se produziu uma renúncia ao trono papal doi em 1415.

Via RT

Apesar do "desarmamento", arsenal dos EUA continuaria bastando para destruir o planeta

O analista internacional Txende Rekondo opina que a possível proposta dos EUA de redução de armamento nuclear poderia ter fins ocultos: apesar dos cortes, o arsenal seria o suficiente para destruir o planeta.



"Com o resto do armamento que continuaria intacto tem a capacidade suficiente para responder a qualquer ataque, incluindo manter totalmente segura a estabilidade dos EUA diante de qualquer risco. Mas ao mesmo tempo não esqueçamos essa capacidade dos estadunidenses, apesar do cortes, seria o bastante para destruir o planeta", disse Rekondo ao RT.

"Vão buscar com essa declaração mostrar ao mundo uma suposta predisposição, uma predisposição unilateral condicionada com a política interna dos EUA, e com a crise e com o déficit tão elevado. E com isso acredito que os EUA estão tentando jogar a pedra no telhado da Rússia, tentando obrigar a Rússia a ter que dar os mesmos passos para o bem de um mundo mais seguro", explicou.

"Estamos falando de bem mais de uma declaração de intenções, deve se ler as letras minúsculas, as intenções que estão por trás ou os verdadeiros objetivos que busca Washington com essa medida".

"Seria pressionar as outras Nações do mundo para que sigam seus passos sem saber quais são os passos que os EUA se atreveriam a dar", acrescentou.

Os Estados Unidos têm a intenção de oferecer à Rússia reduções adicionais dos arsenais nucleares, informa o jornal russo "Kommersant".

Segundo uma fonte da Casa Branca citada pelo jornal, essa será uma questão chave durante a visita à Rússia da subsecretária de Estado, Rose Gottemoeller, programada para terça-feira.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"A Argentina tem um direito histórico superior" nas Malvinas


Há dois domingos, abordamos a legitimidade da titularidade britânica das Malvinas através do livro “One Man’s Falklands” do escocês Tam Dalyell e os estudos do historiador inglês Peter Beck, ambos baseados na volumosa e transcendental obra do investigador estadounidense Jules Goeble, “The Struggle for the Falkland Islands”. Nesta oportunidade, traremos a opinão do decano da Universidade de Villanova (EUA), Lowell Gustafson, entrevistado por este autor, tendo como base o seu livro “A disputa da soberanía sobre as Falkland (Malvinas) Islands”. Entre citações de Perón e Scalabrini Ortiz,  Gustafson dedica vários capítulos ao estudo detalhado da titularidade inicial da Argentina e Grã-Bretanha sobre o arquipélago. As bicentenárias aspirações piratas no território das Provincias Unidas são explicadas com referências a autores como Rodolfo e Julio Irazusta, experts na “questão da exploração econômica britânica da Argentina”. Na página 57 de seu livro citado, nos lembra: “Juan Perón listaria as Ilhas Malvinas como ‘as primeiras entre as muiats formas de agressão que a América Latina sofreu. O ataque de 1833 às Malvinas por forças britânicas e sua violenta ocupação foram apoiadas pelos EUA pró-britânico, a mais poderosa nação americana’.”

– Quais são os direitos históricos e os títulos legais da Argentina sobre as Ilhas Malvinas?

- A resposta a esta pergunta é complexa. No meu livro as resumo entre as páginas 34 e 36. O título que a Argentina herdou, seja através da herança espanhola ou por própria criação, não pôde perder-se de maneira repentina pela agressão britânica. Tampouco pôde ter-se perdido gradualmente pelo assentamento britânico, em razão de que a Argentina nunca aceitou a usurpação britânica. Em 16 e 22 de janeiro de 1833, a Argentina protestou pelo uso de força britânico. Logo veio o protesto do ministro plenipotenciario argentino, don Manuel Moreno, em Londres, em 24 de abril de 1833, e mais um segundo em 29 de dezembro de 1834. [Os protestos] continuaram, protagonizados por outros funcionários, os protestos de 1841, 1849, 1888, 1908, 1927, 1933 e 1946. Daí em diante e mais praticamente de forma anual, a Argentina continuou suas queixas a nível de Nações Unidas.

– Os britânicos alegam que o período 1849 – 1884 sem protestos formais por parte da Argentina tiram força (total ou parcial) de suas reivindicações.

– A Argentina esteve 35 anos sem objeções, de fato, mas sua última queixa, a de 1849, assinalou especificamente que a ausência de futuros protestos não significa que o país abandone suas reivindicações. A maioria dos principais autores em Direito Internacional, incluindo Hugo Grotius e L. Oppenheim, argumentam que um período de interrupção de 50 a 100 anos é codnição fundamental para a prescrição de um titulo de legaliadde. Neste sentido, o silêncio argentino de 35 anos nãoo é importante, sobretudo desde que a Argentina não subscreveu nenhum tratadoque implique um reconhecimento da reivindicação britânica. De fato, a ausência britânica entre 1774 e 1833 totalizou uns 50 anos e isto não implicou, segundo sua conformidade, na perda da titularidade durante aquele período.

– Pode nos relatar brevemente como começou e por quem a colonização das Malvinas?

– A ocupação britânica data de meados do século XVIII; a espanhola começou nos fins desse século. Houve uma tentativa francesa de restaurar seu impérioo. Antoine Louis de Bougainville funda  Porto St. Louis em Les Malouines (As Malvinas) em 31 de janeiro de 1764. França paga a Bougainville pelo assentamento e Porto St. Louis é cedido à Espanha em 1767. Por sua parte, John Byron funda Porto Egmont em 4 de janeiro de 1765, depois da fundação do assentamento francês. A Espanha desaloja os britânicos a força em 1769. Alguns britânicos, como Lord Chatam, propiciam o uso da força para restaurar o controle britânico em Porto Egmont, caso fosse necessário. O desalojamento britânico finalmente sucede em 1774; deixaram uma placa afirmando a reivindicação da Grã-Bretanha sobre as ilhas.

–O que aconteceu a partir de 1810?

– Em 1810 se estabelece no Cabildo a Primeira Junta, que diz reconhecer Fernando VII. A Grã-Bretanha segue interessada em penetrar no Império Espanhol, ainda que mudada a estratégia: do antiquado enfoque militar de Lord Beresford a respeito do colonialismo, à incitação à independência política da América Latina (neoconialismo econômico). Enquanto isso, a Espanha, preocupada com os movimentos independentistas no continete, abandonou as Ilhas Malvinas em 1811. Surge então o princípio de uti possidetis (aceitação das fronteiras coloniais) frente à fragmentação política causa pela independência: que territórios do antigo Vice-reinado formaram parte das nações recém-independentes? Caçadores e pescadores de diversas nacionalidades utilizam formalmente as Malvinas. A Argentina tenta estabelecer o controle de jure e de facto sobre elas. Na década de 20 acontecem importantes fatos. Em 1825, se assina o tratado de amizade, comércio e navegação entre a Argentina e a Grã-Bretanha. Em 10 de junho de 1829, os britânicos protestam pela concessão e renovam suas reivindicações sobre as Ilhas Malvinas. Vernet se apodera de dois navios dos EUA que foram achadas violando sua concessão exclusiva. Os Estados Unidos envia o U.S.S. Lexington, cujo capitão declarou as ilhas res nullius (propriedade de ninguém). É então que a Argentina nomeia um novo governador. A Grã-Bretanha responde enviando dois navios de guerra, o Clio e o Tyne, que tomam Porto Louis em 2 de janeiro de 1833. A ocupação britânica prossegue desde então e até o presente.

–Você afirmas na página 12 de seu livro: “A Argentina tem um direito histórico superior... sobre a Grã-Bretanha”. Por quê?

– A Argentina tem um direito histórico superior devido a que herdou a soberania da Espanha sobre as ilhas, sob o princípio de uti possidetis, pelo qual as nações recém-independentes da América Latina reivindicavam a substituição das fronteiras administrativas espanholas pelas nacionais, ou seja, estabelecer seu próprio título sobre as ilhas que haviam sido declaradas res nullius, ou propriedade de ninguém. Espanha tinha um título legal sobre as ilhas porque comprou a primeira colônia, que havia sido fundada pelos franceses, e a manteve até 1811. A Grã-Bretanha fundou uma colônia nas ilhas depois dos franceses, mas a abandonou em 1774. Os britânicos deixaram uma placa afirmando sua intenção de manter o título legal, mas não fizeram objeções durante quase 60 anos, enquanto a Espanha e a Argentina reivindicavam publicamente a soberania sobre o conjunto de ilhas. Quando a Argentina declarou formalmente sua independência em 1816, a colônia espanhola havia sido evacuado durante alguns anos. Dado que nenhuma outra nação havia reclamado habitar as ilhas em sua totalidade, a Argentina tomou posse das mesmas, seja em virtude do Vice-reinado ou em virtude de tratar-se de ilhas que não haviam sido reivindicadas por ninguém. Enquanto os Estados Unidos declararam as ilhas res nullius em 1831, a Argentina impugnou esta afirmação e atuou como se houvesse mantido a soberania sobre elas. Deste modo, quando a grã-Bretanha invadiu a pequena colônica argentina em 1833, o fez sem tener nenhuma reivindicação suficientemente fundamentada sobre as ilhas.

– Na página 56 o senhor afirma que “o princípio de auto-determinação não respaldaria os títulos da Grã-Bretanha sobre as ilhas se os os moradores não tivessem se atribuido este direito, dado que eles foram importados por uma potência colonial”. Deste modo, o princípio da auto-determinação é aplicável às Malvinas?

– A ONU tem pensado detalhadamente sobre a auto-determinação de povos nativos, mas não dos povos coloniais. Os colonos europeus haviam vivida na África durante séculos, mas raramento se pensou que pudessem reclamar território sob o princípio da auto-determinação.