sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amanhecer Dourado ganha apoio de gregos na Alemanha


 Nacionalistas alemães e gregos reforçam contato na Alemanha na tentativa de fortalecer sua influência na Europa, de acordo com oficiais alemães.

Segundo o The Guardian, membros do partido Amanhecer Dourado criaram uma célula em Nuremberg com o objetivo de recrutar gregos jovens que migraram para o país em busca de trabalho.

O partido Amanhecer Dourado falaram sobre a ação em seu sítio-web: "uma resposta dos gregos aos sujos hippies e ao regime ditatorial democrático em nossa terra".

De acordo com The Guardian, o partido mantém uma rede de contatos internacionais na qual inclui organização neonazista da Bavária, e que estes contatos consistem em "mútuas visitas e encontros em eventos da extrema direita na Europa". Porém, o partido nega que mantém relações com grupos neonazistas: "Toda essa falação de neonazistas é sem sentido", disse o porta-voz do partido, Ilias Kasidiaris.

Os gregos expatriados, insiste Kasidiaris, demonstram "apoio massivo aos esforços do Amanhecer Dourado, não apenas na Alemanha, mas em todos os lugares nos quais há gregos da diáspora".

Entretanto, na tentativa de barrar o desenvolvimento do partido, incita o líder da Federação das Comunidades Gregas na Alemnha, Sigrid Skarpelis-Sperk que "as autoridades alemãs deveriam se alarmar quanto a esse desenvolvimento e deveriam muito bem monitorá-los, mantê-los em cheque". A organização anti-nazi Nuremberg Union Nazi Stop já foi acionada pelo sistema e afirmou que monitoraria as atividades do partido na Alemanha.

No entanto, apesar da inicial censura às atividades do partido na Grécia feita pela mídia ocidental, o partido conquista diariamente adeptos e ações na Europa inteira, e simpatizantes no mundo todo. E agora a mídia se vê obrigada a contra-atacar.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Frente Nacional é cada vez mais aceitável entre os franceses

Um ano após Marine Le Pen surpreender o mundo ao obter 17,9 por cento dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais maio passado, a influência do Frente Nacional (FN) na cena nacional se mantém forte.



Segundo o indicador anual de TNS Sofre, encarregado pelos jornais Le Monde, France Info e Canal Plus, 32 por cento dos franceses dizem que estão "absolutamente" (6%) ou "bastante" (26%) de acordo com as idéias do partido.

Essa cifra representa um aumento de 14 pontos percentuais desde 2010. A última vez que a enquete mostrou tais níveis de apoio ao partido foi em outubro de 1991.

"Acredita que o Frente Nacional representa um perigo para a democracia?" 47 % responderam que não.

"O que surpreende é que não houve uma queda após as eleições, como o visto após as eleições presidenciais de 1995 e 2002", assinala Emmanuel Riviere, chefe de opinião do TNS-Sofre à AFP.

As propostas defendidas pelo Frente Nacional as quais mais compartilham os cidadãos são, em primeiro lugar, que "não se defende suficientemente os valores nacionais franceses" (72%), que "a justiça não é severa o bastante com pequenos delinquentes" (65%), que "há muitos imigrantes na França" (54%), que "se deve dar mais poder à polícia" (54%), e que "se dá direitos demais ao Islã ou aos muçulmanos" (54%).

A pesquisa também revelou que 35 por cento dos franceses acreditam que o FN, que ganhou dois assentos nas eleições parlamentares no ano passado, "tem a capacidade para participar do governo". Em outro registro, 47% dos entrevistados acreditam que o partido não representa um perigo para a democracia, um mínimo histórico na pesquisa.


"O que pensa sobre Marine Le Pen hoje?" 44% acredita que ela representa uma direita patriótica unida aos valores tradicionais.

A pesquisa do TNS-Sofre foi feita duas semanas após uma outra pesquisa de opinião que revelou que a maioria dos franceses acreditam que "há estrangeiros demais na França" e 74 % deles acreditam que o fundamentalismo islâmico "não é compatível com os valores franceses".

A líder do partido nacionalista, Marine Le Pen considerou hoje em algumas declarações à emissora France Info que esses resultados demonstram "que temos razão, sozinhos contra todos, em defender uma série de propostas que eram demonizadas pelo conjunto da classe política".

"Cada vez mais os franceses se dão conta que o FN se ocupa de suas preocupações cotidianas", em particular o emprego e as dificuldades das famílias ao chegar o fim do mês, comentou Le Pen em algumas declarações à emissora.

"Essas são as verdadeiras preocupações dos franceses, para as quais nem Governo socialista nem a UMP (o principal partido da oposição de direita) apontam alguma resposta pois levam meses se enfrentando sobre um projeto de matrimônio homossexual e continuarão três meses mais com essa piada."

Via El Ministerio

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Assange: no Brasil, seis famílias controlam 70% da informação


Refugiado na embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador do Wikileaks, recebeu o jornalista Jamil Chade, correspondente do Estado de S. Paulo, para falar sobre sei livro Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet, que está sendo lançado no Brasil pela Boitempo Editorial. Na entrevista, ele disse que um dos principais problemas da América Latina é a concentração da mídia. “No Brasil, seis famílias controlam 70% da informação”.

Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:

A web como arma

Tecnologia produz poder, a ponto de a história da civilização humana ser a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos. Por exemplo, quando rifles eram as armas dominantes ou navios de guerra ou bombas atômicas. Desde 1945, a relação entre as superpotências era definida por quem tinha acesso a armas atômicas. Hoje, a internet redefiniu as relações de força antes definidas pelas armas. Todas as sociedades que têm qualquer desenvolvimento tecnológico, que são as sociedades influentes, se fundiram com a internet. Portanto, não há uma separação entre sociedade, indivíduos, Estados e internet. A internet é hoje o alicerce da sociedade e conecta os Estados além das fronteiras. Conhecimento é poder.

Vigilância global

A comunicação entre indivíduos ocorre pela internet. Sistemas de telefone estão na internet, bancos e transações usam a internet. Colocamos nossos pensamentos mais íntimos na internet, detalhes, como diálogos entre marido e mulher e até nossa posição geográfica. Enfim, tudo é exposto na internet. Isso significa que grupos envolvidos na vigilância em massa realizam uma apropriação enorme de conhecimento. Esse é o maior roubo da história.

Google e Facebook

O Google sabe o que você estava pensando. E sabe o que você pensou no passado, porque quando você quer saber algum detalhe, busca no Google. Sites que têm Google Adds, ou seja, todos os sites, registram sua visita. O Google sabe todos os sites que você visitou, tudo o que você buscou. Ele te conhece melhor que você. Você sabe o que você buscou há dois dias? Não. Mas o Google sabe. Alguém pode dizer: o Google só quer vender publicidade. Mas, na realidade, todas as agências de inteligência dos EUA têm acesso ao material do Google. Eles acessaram isso em nosso caso.(…) Países como a Islândia têm uma penetração no Facebook de 88%. Mesmo que você não esteja no Facebook, seu irmão está e está relatando sobre você.

Uso pela CIA

Pessoas querem compartilhar algo com meus amigos e amigos de meus amigos, mas não com meus amigos e com a CIA. As pessoas estão sendo enganadas.

Concentração de mídia

[Rafael Correa, presidente do Equador] deveria atacar mais. A primeira responsabilidade da imprensa é a precisão e a verdade. O grande problema na América Latina é a concentração na mídia. Há seis famílias que controlam 70% da imprensa no Brasil, mas o problema é muito pior em vários países. Na Suécia, 60% da imprensa é controlada por uma editora. Na Austrália, 60% da imprensa escrita é controlada por (Rupert) Murdoch. Portanto, quando falamos em liberdade de expressão, temos de incluir a liberdade de distribuição, uma das coisas mais importantes que a internet nos deu.

Revelações sobre o Brasil

Sim. Publicaremos muito sobre o Brasil neste ano.

Via Folhademaringa

"Os fantasmas arrogantes de Perón sobrevivem"


 "Não deixem que Argentina se convirta em potência. Arrastará com ela toda a América Latina" (Winston Churchill, Yalta, 1945).

"A queda do tirano Perón na Argentina é a melhor reparação ao orgulho do Império e tem para mim tanta importância como a vitória da segunda guerra mundial, e as forças do Império Inglês não lhe darão trégua, quartel nem descanso na vida, nem tampouco depois de morto" (Winston Churchill, Discurso na Câmara dos Comuns, 1955)

"Que te passas, pirara/ Não te esqueças do escárnio/ quando Mansilla e Rosas te deram/ lá em Obligado/ Que te passas, pirata?/ Acorda-te da água fervente/ quando aqui, em Buenos Aires, te sacamos correndo".

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Os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón

Por Enrique Oliva

O fantasma do retorno do peronismo aterrorizava boa parte da Europa colonialista e particularmente Inglaterra. O apoio do povo à recuperação das ilhas o entendia como uma ação da ditadura para perpetuar-se, mas sua derrota levaria à Argentina a mãos peronistas. Dali o apuro de François Mitterand, presidente da França, o principal país colonialista do velho mundo, para ser o primeiro em oferecer solidariedade e colaboração à senhora Tatcher, segundo reconhecera esta. As manifestações populares em Buenos Aires e no resto do território, eram uma preocupação permanente, culpando delas "comunistas e peronistas". Nada se escutou na Grã Bretanha que frente à Casa Rosada, um dos lemas mais repetidos era "as Malvinas são Argentina e a praça é de Perón". Vejamos como se traduzia esta situação na imprensa britânica. Os jornais do domingo 04 de Abril de 1982, já confirmada a ação argentina, repetem numerosas fotos do General Galtieri, mapas das ilhas e tomas de manifestações na Plaza de Mayo. "Por que o povo de Evita volta a alegrar-se?", se pergunta o Sunday Telegraph, e como outros meios, falam de "Galtieri no balcão de Evita". Na Segunda de 5 de Abril, uma das fotos difundidas apresentavam o general Perón e Evita com um epígrafe dizendo: "os fantasmas arrogantes nacionalistas de Perón sobrevivem" (Express). Andrés Graham-Yool, que em nada defende a Junta, no Guardian do 6 de Abril, aporta novos pontos de vista para interpretar os sentimentos argentinos. Insinua que "o golpe de efeito de Galtieri pode convertê-lo em um novo Perón". Também temos visto o caso do perseguido diretor de Buenos Aires Herald, Robert Cox, escrevendo em diversos meios, a favor de uma mais correta valorização das demandas argentinas sobre Malvinas. A Tribuna Herald de 7 de Abril publica uma foto em primeira página do presidente de fato, e seu principal título disse: "Galtieri triunfante e com certos ecos de Perón". Como lema da campanha psicológica, os meios insistem na frequente comparação de Galtieri a Perón. Uma repetida caricatura mostra uma rua de Puerto Argentino cujo noome foi tachado e substituido por outro pintado que disse: "Boulevar Evita". Uma nota vinda de Buenos Aires, escrita por Amit Roy para o Daily Mail, o 8 de Maio traz um título chamativo: "Os peronistas voltam a chorar a sua deusa Evita". Ali disse: "Os peronistas se encontraram com a oportunidade perfeita no aniversário da lendária María Eva Perón, cuja magia se mantém incólume entre os pobres a quem ela amou e explorou" (!). "A terra da mentira virtuosa". É um insólito artigo firmado por V. S. Naipaul, em Daily Mail do 19 de Maio entrando por nossa história recente e utilizando os termos mais grosseiros e insultantes imagináveis. A nota mostra três fotos com um epígrafo único: "Maus governantes de um povo bom? De esquerda a direita os ditadores Rosas, Eva e Juan Perón e o general Galtieri". Disse que os argentinos afirmam: "Somos boa gente, mas temos maus governantes... Em 1972, quase todos os argentinos eram peronistas".

"O peronismo seria pior que a Junta"

Inquieta Washington a mudança da realidade na Argentina, consciente de que "logo do sangue derramado e da calamitosa situação econômica interna e sua enorme dívida externa, será muito difícil evitar desestabilizações se eo governo não ceder a dar lugar a democratização do país". Esta opinião corresponde ao chanceler paralelo Denis Healey e vai acoompanhada pelo termos já manifestado repetidas vezes nos Comuns por membros dos principais partidos políticos: "o peronismo seria pior que a Junta". Então se chega a uma situação muito curiosa. A maioria governante, conservadora, está coincidindo nestes momentos com o general Haig, sem consultar o povo argentino, sugerindo um plano tipo Brasil, onde elegiriam presidentes entre os partidos "democráticos", presididos por um militar. Estas ideias se sustentam a gritos em todos os meios e dizem que se consideram também Buenos Aires, segundo se escreve em 13 de Junho no The Sunday Mail, um tal Toki Theodorocopulos, especialista em chismes sociais, que cita opiniões de seus amigos ali, "entre jogadores de polo". Seu pensamento, que disse compartilhar, o resume assim: "Multipartidária com militares como cães de guarda". Não descarta a inclusão de alguns peronistas, mas "sem Perón nem Evita" (?). A maior inquietude se centra agora na necessidade de que "os militares voltem aos quartéis em desgraça" porque abririam o caminho ao poder ao peronismo, coisa que supõe fará muito mal ao país, "porque com nacionalizações e expropriações de propriedades privadas isolarão a Argentina". Ainda que pareça estranho, Londres e Washington, que dizem lutar pela democracia, liberdade e autodeterminação dos moradores da ilha, estão preparando um governo para Argentina, acomodado a seus interesses. Para eles tudo seria questão de "estilo", disse Theodorocopulos, pois "os argentinos preferem estilo a substância". A tudo isto se agregam as persistentes ideias dos falcões apoiadores de Margaret Tatcher sobre "a necessidade de humilhar Argentina", segundo disse em 13 de Junho um de seus principais oradores, Woodrow Wyatt, em Daily Mirror. Este coincide com Parkinson e também com Winston Churchill. O neto do ex-primeiro ministro foi chamado à discreção por sua mãe Pamela, ex-esposa de Randolhp Churchill e logo casada com o ancião miltimilhonário e político Averell Harriman. Esta senhora vivia a 50 quilômetros de Washington em uma residência onde concorriam poderosos norte-americanos e estrangeiros. em cujos salões se decidiam questões públicas de importância nacional e internacional. Uma destas foi pedir a seu filho, por sugestão da Casa Branca, que fechasse a boca. A ideia repetida por Wyatt, era falar, não de humilhar determinado setor, mas a Argentina toda. Tende a lograr que "até as crianças não voltem a pensar mais nas Falklands, impondo-lhes o pagamento dos danos dessa louca aventura". Não obstante o chamado de atenção materno, Winston Churchill não se cala e declarou aos peronistas, logo da decisão dos conservadores de pedir à Comunidade Europeia o mantimento das sanções econômicas contra Argentina, e disse: "A Comunidade Europeia já deve ter compreendido que a Junta era um trio de pequenos ratos que enfrentou um leão de verdade e a coletividade internacional. Demonstraram que não entendem outra língua que o da força. A causa da liberdade e da justiça deve consolidar-se agora com consições que garantem o acato e uma ordem internacional sem agressões. A prolongação de sanções por parte da comunidade contribuirá para esse fim, para concluir o iniciado em forma segura e definitiva. Este caso prpecisa ser instrutivo, fazendo compartilhar ao povo uma cota de responsabilidade ao respaldar uma ditadura fascista".

Londres e Washington se preocupam com Galtieri

Em 15 de Junho, já confirmada a capitulação do general Ménendez, os temores expressados em Londres tendiam à conveniência de preservar o governo de Galtieri pois "as hordas peronistas nas ruas" podiam desestabilizá-lo. Esta inquietude era compartilhada pelos conservadores da senhora Tatcher, como de boa parte da oposição trabalhadora. Um conservador chegou a recomendar à Junta que "devia impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Quer dizer, que os efendosres da liberdade e da democracia agora desejam apoiar "a ditadura apodrecida". Este é um dos qualificativos mais suaves que vieram adjucando-lhe, até chamar o presidente como "pior que Hitler". Naturalmente, se estão mobilizando "cavaleiros razoáveis" amigos da Grã Bretanha para que influam nas Forças Armadas e ofereçam sua colaboração para integrar um "governo confiável". O "Financial Times", porta-voz da City, disse que até hoje (2006) o muito influente trabalhador escocês Tam Dalyell "prognosticou que quando os argentinos tiverem sido repatriados, haveria uma declaração por parte da metade do mundo que reconhecem os reclames argentinos pela soberania. Inspirador por esta declaração os argentinos seguirão combatendo. As vezes não serão mais que escaramuças, mas eventualmente a luta de incrementará. Assim como os norte-americanos se e aproveitaram em Vietnã e a opinião pública norte-americana se opôs ao ponto de que tiveram que trazer de volta seus homens, assim nos veremos forçados a enfrentar o imenso custo em sangue e dinheiro da aventura Malvinas". "O povo nas ruas", disseram em 16 de Junho os correspondentes ingleses de Buenos Aires como um chamado de atenção. A ITV, televisão privada, recomendou como fizera dias atrás, que "o governo deve impor a lei marcial para evitar o transbordar das massas fascistas". Isto demonstra as duas grandes preocupações dos britânicos e de seus aliados ocidentais. Primeiro, que Argentina não se descontrole politicamente como se corresse perigo de cair na "democracia", e segundo que abandonem a guerra e a deem por definitivamente perdida em Puerto Argentino.

Ontem e hoje a mídia inglesa e de seus aliados europeus, Le Monde de Paris entre eles, se inquietaram pelo futuro governo da Argentina. Não preferindo um imediato chamado a eleições democráticas, sugerem entregar o mando "a figuras prestigiosas radicais como o ex-presidente Arturo Illia ou Raúl Alfonsin". Assim destacou como uma boa solução, especialmente em Londres e Washington, o secretário geral da OEA, Alexandro Orfila, que segundo The Guardian, está "disposto a agir como presidente interino da Argentina".

"Perigo de democracia na Argentina"

Sem embargo, a maioria da mídia não oculta sua preocupação pelos massivos distúrbios em Buenos Aires, que se extendem a todo o país, e fazem cambalear o regime militar da Junta. The Daily Telegraph, citando um editorial da New York Times entitulado "Um erro fatal nos cálculos da Junta", disse: "Galtieri pensou que poderia salvara sua cambaleante Junta das turbas peronistas". Ali, no "perigo de democracia na Argentina", se centra a maior preocupação da Grã Bretanha, Estados Unidos e seus aliados. Eles estão acostumados a dominar muitos países impondo e manejando ditadores mutáveis, de cujos delitos contra os direitos humanos não se sabe pela grande imprensa. The Times se opõe em 18 de Junho a "um governo descontrolado pela demagogia". Hoje persiste em sugerir "um presidente de transição". Assim como antes falou de Alejandro Orfila ("disposto a assumir a presidência interina", segundo suas próprias declarações em Washington), se volta a falar de outros civis, incluindo o chanceler Costa Méndez. Agora mais bem se despejam suas preferências por Martínez Raimonda, "muito respeitado nos círculos políticos por sua moderação e homem para o caminho da democracia". Se trata do embaixador na Itália da Junta, "fundador e líder do pequeno Partido Democrático Progressista" (sic). O outro candidato civil é Nicanor Costa Méndez, "um ex diplomata, que não tem base de poder efetivo e a pouca autoridade que tinha se perdeu por seu desempenho nas negociações da disputa das Malvinas". Destas considerações, pode supor-se que em Martínez Raimona pensa o governo britânico, quando disse The Times. Daily Express traz uma nota sobre "Como os machos devem humilhar-se". Uma segunda é entitulada: "A queda de um belicista". Disse: "Implacável até o final...". "Vão e arrogante, Galtieri se via a si mesmo como o novo Juan Perón".

Traduzido por Álvaro Hauschild

Via Pensamientonacional

Rothschild pretendem deslocar reservas de ouro para o mercado chinês

Jacob Rothschild

 A lendária casa de banqueiros Rotschild está tentando redistribuir as reservas de ouro mundiais para o mercado chinês, opinam os especialistas analizando as recentes atividades da família

Um recente acordo dos Rotschild como assessor financeiro da junta diretiva da empresa de exportação de ouro Spanish Mountain Gold é, junto com os outros dados, uma mostra inequívoca do interesse da dinastia em aumentar seu controle estratégico sobre o ouro, movendo-o aos mercados emergentes e aos bancos centrais por todo o mundo.

Em princípios do século XXI Jacob Rotschild anunciou que sua companhia inversora, RIT Capital Partners, organizaou "carreiras" de preços de ouro, mas ia deixando de fazê-lo para reduzir os preços.

Sem embargo, estas manobras poderiam ser somente parte do plano dos Rotschild para comprar grandes quantidades de ouro quando alcançaram seu preço mínimo. Atualmente, com as principais moedas mundiais muito instáveis, a demanda de ouro vai crescendo e os Rotschild não querem perder sua influência no mundo financeiro.

Ao mesmo tempo, a própria família demonstra assim seu claro interesse nos mercados emergentes orientais e em primeiro lugar a China. O plano chinês de desenvolvimento para os anos 2011-2015 "oferece grandes oportunidades para inversores tanto chineses como nacionais" e "RIT Capital Partners planeja se aproveitar delas", declarou Jacob Rothschild durante uma viagem à China.

O governo chinês aposta em sete ramos da indústria como biotecnologia, energia alternativa, materiais inovadores e novas IT. Atualmente as companhias destes setores aportam uns 3% ao PIB do país, mas para 2020 sua contribuição deve alcançar uns 15%. Por isso a dinastia banqueira de origem alemã poderia utilizar suas reservas de ouro para investir na China.

Via ANN

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Argentina diz que tomará Malvinas em menos de 20 anos

  
As Malvinas estarão sob controle da Argentina em menos de 20 anos, disse o presidente de relações exteriores argentino, à imprensa britânica, falando que o Reino Unido "nunca perdeu uma oportunidade de perder uma oportunidade para encontrar uma solução".

Falando aos repórteses do The Guardian e The INdependent, Hector Timerman expressou que "nenhum único país no mundo" apoia a reivindicação britânica pelo direito de controlar as "Falklands", as Malvinas.

"Eu não acho que levará 20 anos" ele disse, falando sobre a conquista do controle sobre as ilhas. "Eu acho que o mundo está rumando a um processo de compreensão maior e maior que este problema colonialista, um problema de colinialismo, e que o povo habitanye lá foi transferido às ilhas".

Na entrevista, o ministro das relações exteriores argentino excluiu a ação militar para resolver o problema, acusando o governo britânico de militarizar o Atlântico Sul com fim de roubar óleo e recursos naturais.

"Onde quer que cheire óleo, grandes poderes começam a buscá-lo e encontram uma razão para manter-se ali. Eu acho que provavelmente o óleo complicará a solução pacífica que pede as Nações Unidas. Penso na história que a Bretanha tem tido tendência de ficar em lugares onde há recursos naturais pertencendo a outros povos".

Timerman expressou sua pretensão de discutir o assunto com o secretário de relações exteriores britânico William Hague, que recusou encontrar-se com o argentino em Londres. A secretaria de relações exteriores insiste que tal encontro não acontecerá sem os representantes das Malvinas.

Enquanto isso Timerman salientou que "de acordo com as Nações Unidas, há somente duas partes no conflito - o Reino Unido e a República da Argentina", e que por insistir na introdução de uma terceira parte, os habitantes da ilha, Londres está ignorando mais que 40 resoluções da ONU que chamam as duas partes para negociar. 

"Penso que os fanáticos não estejam em Buenos Aires, [mas] no Reino Unido, porque eles estão à 14.000 quilômetros longe das ilhas. E penso que estejam usando o povo da ilha por [razões] políticas e ter acesso a óleo e recursos naturais que pertencem ao povo argentino", disse o diplomata argentino, citado por The Guardian.

Via RT

Não há onde se esconder! Relatório diz que novo app do Facebook rastreará usuários offline.



Os preocupados sobre as controversas políticas de privacidade do Facebook talvez tenham ainda uma outra razão para se preocupar. A rede social esta declaradamente desenvolvendo uma aplicação de smartphone que localizará seus usuários – mesmo quando o app não estiver ligado.

O app está agendado para ser liberado no meio de Março, duas fontes anônimas disseram ao Bloomberg.
Alega-se que ele foi inventado para ajudar usuários a achar amigos que estejam próximos, revelando a localização destes amigos. Mas diferentemente do atual app do Facebook, que permite aos usuários dizerem sua localização ao usarem a opção “cheking in” em um lugar, o novo app seguiria continuamente o usuário uma vez que o programa fosse ativado.

O app localizaria o usuário em segundo plano do sistema operacional da Apple – mesmo quando o app não estiver aberto no telefone, afirmou uma fonte. Ainda não está claro se o app rodará em outras plataformas.
É uma técnica que iria certamente requerer que o site da rede social pedisse permissão do usuário. Mas há uma brecha – o Facebook talvez já tenha conseguido o consentimento dos usuários para rodar o programa.

O app pode ser colocado sob o política de dados do Facebook – que diz aos usuários que uma companhia pode usar informações de localização “para falar para você e seus amigos sobre pessoas ou eventos próximos, ou para oferecer ofertas que possam lhe interessar”.

 “Quando nós conseguimos sua localização de GPS, nós a colocamos junto de outros informações de localização que nós temos sobre você (como sua cidade atual)... mas nós só a mantemos enquanto não for mais útil para lhe prestar serviços, como manter suas últimas coordenadas de GPS para enviar-lhe notificações relevantes,” a política de uso de dados diz.

O app não é drasticamente diferente das aplicações atuais, como o “Find My Friends” da Apple, e o “Highlight” da Math Camp Inc., que constantemente rastreia a localização do usuário para ajudar pessoas a acharem amigos ou lugares de interesse.

Quando contactado pela Bloomberg para falar sobre a aplicação de rastreamento, o porta-voz do Facebook, Derick Mains se negou a comentar.

Baseado nos fatos anteriores, o novo app está fadado a levantar preocupações de usuários que prezam por sua privacidade.

O Facebook não é iniciante em controvérsias sobre suas configurações de privacidade. O site já esteve sob fogo de reguladores dos EUA e Europa, que dizem que [o Facebook] não faz o bastante para manter privados os dados do usuário.

No começo de janeiro, a União Europeia pressionou gigantes da internet como o Facebook a melhorarem os controles de segurança e limitar a coleta de dados se o consentimento do usuário.
Em setembro ultimo, o site foi forçado a parar de usar seus programas de reconhecimentos facial na Europa, seguindo uma investigação do Escritório do Comissário de Proteção de Dados da Irlanda.

E agora, o sistema de “Busca Gráfica” da rede social – que espera para ser testado – está levantando bandeiras vermelhas.

O sistema foi desenvolvido para buscar no Facebook por informações muito específicas, como “Amigos que gostam de Star Wars e Harry Potter”, e “Linguas que meu amigo fala”.

Mas após usar o sistema, o programador e “Gadget Geek” Tom Scott descobriu que o programa pode conduzir buscar muito mais apuradas.

Por exemplo, ele achará facilmente “Pessoas casadas que gostam de prostitutas” ou “Atuais empregados de pessoas que gostam de racismo”, Scott revelou em um blogspot.

As notícias sobre o app de rastreamento da localização vêm menos de uma semana após o Chefe Executivo, Marck Zuckerberg enfatizar a necessidade de novos produtos para celular, durante a Fourth Quarter Earnings Conference Call do Facebook, que foi transmitida na internet.

“Muito do que nós tivemos que fazer ano passado foi simplesmente melhorar nosso processo de desenvolvimento para telefones móveis... a próxima coisa que vamos fazer é nos tornarmos muito bons em construir experiências pioneiras em telefones móveis”, Zuckerberg falou durante a conferência.

E enquanto isto seja, de fato, uma “experiência pioneira em telefones móveis”, continua obscuro se esta é uma experiência que os usuários do Facebook verdadeiramente querem ter.

França: nacional-revolucionários marcham contra o imperialismo estadounidense


Centenas de pessoas convocadas pelo movimento francês "Troisième Voie" se manifestaram no Sábado passado em Paris 'unidos contra o imperialismo' e a favor do povo sírio. À chamada nacional revolucionária se uniram dezenas de partidários de Bashar al Assad.

Os manifestantes, muitos deles vestidos de preto, caminhavam por trás dos retratos dos presidentes Bashar Al Assad, Alexander Lukashenko (Bielorrússia), Vladimir Putin (Rússia), Hugo Chávez (Venezuela) e Draza Mihailovic, com a bandeira "Os Heróis do Povo são imortais".

Apoiando os nacional-revolucionários se encontravam representantes da União de Patriotas Sírios que apoiam o regime de Assad.  "Somos vítimas do imperialismo na Síria. O responsável é o Ocidente, por financiar os terroristas. O dever do govenro é defender seu povo", disse um deles. Os patriotas salientam que os sírios são vítimas dos salafistas. Uma ameaça que, segundo eles, estará muito logo às portas de Paris.


Via ANN 

Argentina: conferência do Proyecto Sur busca expulsar Monsanto da América Latina


No marco de uma crescente mobilização nacional contra monsanto, com fortes repercussões nas Malvinas Argentinas, província de Córdoba, e também em Buenos Aires e ante a iminente apresentação de um projeto de lei de patenteamento de sementes anunciado por parte do Governo Nacional, se realizou a conferência "Resistindo a Monsanto: cidadãos e chacareiros do norte e do sul", organizada pela equipe legislativa VerdealSur, coordenado pelo deputado da CABA Pablo Bergel (Projeto Sul).

Da atividade participaram Percy Schmeiser, Granjeiro canadense e María Godoy, uma das Mães do Bairro Ituaingó Anexo de Córdoba; ambos ganharam cada um julgamentos, um contra Monsanto por cobrança de sementes patenteadas, os outros pelos desastres sanitários das fumigações. Participaram, além deles, os deputados nacionais Fernando "Pino" Solanas e Jorge Cardelli (Projeto Sul), Mario Cafiero, presidente do Projeto Sul Província de Buenos Aires e pedro Peretti, da Federação Agrária Argentina (FAA).

"O patenteamento de sementes que impulsiona a corporação Monsanto e seus lobbistas no Estado, encabeçados pela própria presidenta Cristina Fernández e seu Ministro Yauhar constitui um novo estatuto legal e seminal de colonização", denunciou o deputado Pablo Bergel na abertura da conferência.

"As primeiras vítimas serão os agricultores familiares e os chacareiros pequenos e médios que como servos medievais, terão que pagar anualmente sua gabela ao senhor dos transgênicos. Imediatamente depois, os cidadãos do campo e das cidades, vítimas crescentes de enfermidades e mortes provocadas pelas fumigações dos agroquímicos Monsanto, e em terceiro lugar, todos os cidadãos consumidores só encontramos nas gôndolas que 80% dos alimentos contêm transgênicos daninhos para nossa saúde, sem que nenhuma etiquta nos advirta nem nenhum governo nos proteja", agregou.

Por sua vez, Percy Schmeiser, chacareiro de Bruno, Canadá, que se converteu em um símbolo internacional dos direitos dos agricultores independentes por sua batalha legal de mais de dez anos com a corporação de agroquímicos Monsanto, expressou: "Se algo nos vai levar a ter mais fome no mundo são os transgênicos, nós do Canadá temos tido transgênicos durante 16 anos e o dano já se fez. Façam tudo que seja possível na Argentina para que não se incorporem, senão os granjeiros vão perder sua liberdade e independência. Hoje têm a chance de eleger, mantenham os transgênicos fora da Argentina. Ponham-se de pé e lutem por seus direitos e liberdades, não se entreguem a uma corporação".

Maria Godoy, uma das pioneiras em reclamar às autoridades e a difundir a problemática do uso de agrotóxicos e suas consequências para a saúde de Córdoba salientou: "A luta contra a Monsanto tem que seguir, temos uma tarefa em comum, salvando todas as diferenças, unidos com um mesmo objetivo, que é tirar a Monsanto das Malvinas Argentina, Córdoba e de toda América Latina. Se tiramos a Monsanto, vamos ter uma Lei de Sementes como quer o povo, vamos conseguir que as sementes sejam nossas e isto é soberania alimentícia, se perdemos nossa soberania alimentícia, perdemos nossa soberania como país".

Da conferência participou também Fernando "Pino" Solanas, Deputado Nacional, que anunciou que "a Monsanto inverteu milhões de dólares para adquirir empresas de sementes em todo o mundo, e terminou controlando a química e a agricultura. O destino final é tomar a alimentação mundial e através dos OGM (organismos genéticamente modificados) e de sistemas de patentes que lhe outorgariam a propriedade das sementes".

Por sua vez, Pedro Peretti, da Federação Agrária Argentina (FAA) salientou: "Necessitamos de uma lei que ponha limites às multinacionais, e não que beneficie o modelo de 'sojização', de monocultivo e de concentração de terras, é uma tarefa do Estado, ele tem de regular. São grupos e interesses muito poderosos, e para derrotar precisamos nos unir e não nos dividir artificialmente".

Mario Cafiero, Presidente do Projeto Sul Província de Buenos Aires, manifestou que "Argentina leva aprovados 27 eventos de transgênicos dos quais os Kirchner aprovaram 20. A contaminação não termina no campo, mas na mesa de cada um dos argentinos, hoje como país somos um contraexemplo. A questão ambiental não é só a megamineria, também é comida os grãos, ainda que os sócios econômicos que estão atrás de todos estes empreendimentos são os mesmos".

Em coincidência com Cafiero, Jorge Cardelli, Deputado Nacional e autor de um projeto alternativo da Lei de Sementes, expressou: "O Estado tem uma grande responsabilidade na preservação da biodiversidade e das culturas originárias. Hoje isto não se defende e a ideia do projeto é ver se podemos gerar uma lei neste sentido. Temos que dar-lhe força a um planejamento político e estatal neste tema. Se seguimos com a velha lei, Monsanto nos destrói".

Via Infosur

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Inglaterra não desejaria acordo com Malvinas por riquezas na Antártida


Reino Unido e EUA não estão interessados em uma solução real com Argentina quanto ao conflito das ilhas Malvinas porque estão interessados na Antártida, asseguram especialistas.

"EUA nunca vai estar interessado em que haja uma resolução real, porque como aliado do Reino Unido ambos estão interessados na projeção estratégica da ocupação da Antártida", considera o presidente do Instituto de Estudos Estratégicos Malvinas, Patagônia e Ilhas do Atlântico Sul, Francisco Pestanha.

Seguno o especialista, "se bem as ilhas são pequenas em extensão, são grandes em projeção, porque permitiriam Inglaterra logo reclamar um setor do território antártico".

No entanto, o ministro argentino de Assuntos Exteriores, Héctor Timerman, que chegou a Londres para reunir-se com grupos europeus que apoiam a soberania de Buenos Aires sobre o arquipélafo, disse que "sem Malvinas, Argentina é um país que não está completo".

"Falta uma grande parte de seu território, por isso é tão importante esta luta pela recuperação que fará da Argentina um país íntegro", asseverou.

Timerman reiterou que está disposto a reunir-se com seu homólogo britânico, William Hague, em uma reunião bilateral e "sem condicionamentos", rechaçando assim que representantes do arquipélago das Malvinas possam participar. "Viemos a Inglaterra para demonstrar que Argentina é um país pacífico e democrático", assegurou o chefe da diplomacia argentina.

Por sua vez, Pestanha considera que "desde a ocupação das Malvinas em 1833 jamais teve uma predisposição britânica de assentar as bases para o diálogo com Buenos Aires. Londres "segue a tática dissuasiva", agregou.

Esta viagem de Timerman à capital britânica se produz um mês antes do referendo aprovado por Londres para que os malvinenses decidam sobre seu futuro.

Via RT