segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Objetivo final, a Antártida

Na ultima semana de 2012 conhecemos a difusão publicada de mais de 3500 documentos relativos à Guerra das Malvinas que foram "desclassificados" por Londres: Tatcher, afundamento do Belgrano, o apoio dos EUA, a pressão à França pelos Exocets, em fim, muitos temas.

Só se conheceu o que permitiram

Antes destas informações de 2012, há uma bagagem de documentos que explicam o porque da guerra de 1982, e explica a firme determinação britânica da defesa ao extremo de seu posicionamento no topo do mundo.






História e geografia - Referências à Antártida existiram sempre.

É o mais velho dos continentes com 14.000.000 km² (quatro vezes os EUA), o mais elevado do planeta, abriga de mais de 80% da água doce, tem a menor umidade média do planeta.

Desde Platão no Timeu, até as comprovações deste século XXI, encontramos um continente rodeado de mistérios e de informação zelosamente guardada.

Constatamos que há mais de 12 vulcões com seus rios de lava que perfuram túneis ou galerias levando água quente às profundidades do oceano, ou o Erebus (descoberto em 1841) que conta com um dos cinco lagos de lava do mundo. Existem mais de 140 lagos subglaciais interconectados, entre os quais se destaca o Vostok (descoberto em 1996 por uma expedição russo-americana), com 250 km de largura totalizando 15.590 km², com temperatura de 18ºC (acima de zero) e uma abóboda ar quente.

É extremamente enigmático que no Google Maps e referências, que nos mostra características microscópicas dos planetas mais distantes, não nos mostrem nada do pólo sul. Apenas um ponto branco grande, o que torna impossível acessar qualquer representação do continente.

É também curioso que o escudo da ONU não figure a Antártida, apesar de incluir todos os continentes e o polo norte.



Expedições e conflitos

Houveram muitas expedições que viajaram e se estabeleceram no Sexto Continente. Merecem especial referência as alemãs que remontam ao ano de 1873, em que Eduard Dallmann a bordo do Gronland descobriu regiões e passagens ao longo das ilhas Bicoue, marcando o início das incursões dos outros países. Enquanto na Europa começava a guerra mundial, alemães e ingleses protagonizaram grandes batalhas navais na altura do paralelo 60. O Professor de Ciências Políticas da Universidade Católica de Córdoba, don Antonio Riesco, relata um pormenorizado detalhe das batalhas da baía Coronel e Malvinas, que começaram em 1 de novembro de 1914. Na primeira o Almirante Maximilian Reichgraf von Spee derrota o Almirante Christofer Cradock, mas desacertadamente permitiu um rearme inglês que em um segundo enfrentamento ocasionou a morte de von Spee, seus dois filhos e deixou a frota destroçada.

Podemos dizer que em 1914 começa o intento inglês do definitivo controle estratégico da posição sul, que só foi alterado em ocasiões esporádicas e reafirmado com eficiência e crueldade, como será demonstrado nos próximos artigos dessa coluna sem perder de vista o conceito de "processos", ao nos referir aos feitos e fatos históricos.

A divulgada dramatização de disputas verbais entre o governo inglês e o argentino sobre "sentar em uma mesa de negociações" pelas Malvinas, omite ostensivamente o tema da soberania do Estado Argentino sobre o território insular, e o setor do continente Antártico de nossa legal propriedade.

Se a soberania não é tema a ser tratado, o que a Argentina pretende negociar?

O resultado do plebiscito insular do próximo 11 de março indubitavelmente será usado pelo Império Britânico como salvo-conduto de sua permanência para sempre na America do Sul.

Como outra face desse inócua e barulhenta tagarelice, invariavelmente um misterioso manto de silêncio encobre o continente Antártico de toda informação inconveniente.



Fendas informativas

Silêncio, não obstante guardado com zelo, teve fendas de informação em diferentes tempos que rapidamente foram neutralizadas de diferentes maneiras: ridicularizando, desacreditando com suspeitas conspiranóicas, acusando seus geradores de deficiência mental, ou diretamente suprimindo fisicamente seus protagonistas.

Conhecê-las vai nos ajudar a entender um pouco mais, as razões que o Império Britânico nunca devolverem os territórios que invadem.

Para garantir a segurança, refiro-me aos acessíveis publicamente e que ocorreram nos últimos 100 anos.

Nesta oportunidade vou discutir o acontecimento mais notável e que ainda hoje não há respostas para o que aconteceu, nem foi verificado se o seu objetivo era científico ou militar, ou de ambos.

A Operação High Jump (Salto Grande)

Assim que terminou a II GM, os EUA convocaram o almirante Richard Byrd, Grande Chanceler da Ordem Lafayette e da Cruz de Mérito, secretário perpétuo da Academia Federal da Marinha Americana e das Ciências, perito absoluto em temas antárticos, expedicionário em várias campanhas em ambos os polos, colocando-o ao comando da Task Force 68 composta por mais de 4000 homens, a fim de invadir a zona antártida no maior destacamento militar que houve logo após terminada a II Guerra Mundial.

O equipamento consistia em mais de 13 navios, incluindo navios quebra-gelo, destróiers, porta-aviões, cargueiros, petroleiros de abastecimento, embarcação de comunicações e submarinos.

O destacamento começou no Mar de Ross dividido em três grupos convergentes, a fim de realizar um completo e exaustivo rastreio do continente branco.

Instalaram uma pista continental em que se deslocavam aviões DC3 para vôos de longo alcance aerofotográfico. Em apenas duas semanas cobriram mais de 500.000 km² e tiraram mais de 70 mil fotografias.


Final antecipado

A Operação High Jump, prevista para um período de oito meses, terminou abruptamente em 2 semanas em um desastre total. Em 5 de março de 1947, o Almirante Byrd afirmou no jornal Mercurio do Chile: "A maior ameaça aos EUA e seus aliados, o Pólo Sul é agora, porque encontramos aeronaves de alta tecnologia estranha e velocidades muito altas."

Declarações foram questionados por seus detratores, mas, de qualquer maneira:

O que ou quem enfrentou o almirante?

O nome britânico de Queen Elizabeth Land (Terra da Rainha Isabel) que o Reino Unido decidiu impor aos territórios compreendidos no setor antártico, não obedece a nenhuma casualidade geográfica ou temporal, senão que tal setor constitui um prolongamento da plataforma das Malvinas em poder efetivo do Império.

O que a Inglaterra fez foi "batizar pelo nome e sobrenome o que o Tratado de Lisboa, de 13/12/2007  chama de Setor Antártico Britânico" (Edward M. Lualdi). Portanto, mantem a si mesmo e à aliança militar da Otan passagem de controle entre Atlântico Sul - Pacífico Sul, o controle da rota transpolar, o domínio de todos os recursos naturais que abundam na vastidão dos 5.000.000 km² usurpados e o melhor: a projeção Antártida.

O Reino Unido nunca restituirá os territórios que nos roubaram.

Eles instalaram a força necessário para enfrentar qualquer tentativa de qualquer possível interessado em uma aventura militar. A tal ponto  as forças armadas são um dos principais pilares do Império Britânico, que na primeira mensagem feita pela rainha Elizabeth II com a mais recente tecnologia 3D na ocasião do natal passado, prestou homenagem solene às Forças Armadas "cujo dever separa de famílias e amigos ", expressando sua emocionada gratidão.


A extensão armada

O atual Estados Unidos constitui o "músculo que aciona o cérebro britânico".

A força pretoriana da Aliança se encontra a serviço de Sua Majestade, a qual tem muito em conta caso seja necessária sua utilização no hemisfério sul.

Os base instalada Cocón (Chile) o demonstra.

No mundo de hoje da globalização, em que se encontram cada vez mais difusos os estados nacionais, territórios dependem absolutamente da capacidade militar daqueles que possuem (efetivamente ou alianças dependentes).


Portanto:

Pela primeira vez na história, um presidente dos EUA dirigiu a ambas as casas do Parlamento britânico.

Obama em 25 de maio de 2011, em Londres Westanimster Hall disse: "Eu vim aqui para reafirmar uma das mais antigas, uma das mais fortes alianças que o mundo já conheceu". "Desde a muito tempo, EUA e reino Unido compartilham uma relação especial e dado que compartilhamos uma imprensa crítica, essa relação é freqüentemente analisada e reanalisada com um pouco de nervosismo ou tensão". "É claro que todos os relacionamentos têm seus altos e baixos, você tem que admitir que o nosso começou com o pé esquerdo, com um pequeno problema sobre o chá e impostos (risos)". "Houve alguns sentimentos feridos quando queimaram a Casa Branca durante a Guerra de 1812 (risos)".

"Mas, felizmente, tudo evoluiu desde então".

A tal ponto foi o progresso que, protegidos pelo guarda-chuva territorial inglês sobre os paralelos circundantes, EUA instalou suas bases no topo do mundo: a central McMurdo, a mais próxima do polo geográfico Scott-Amundsen, Palmer, Eights, Acampamento Byrd, a Siple.

Não os preocupa as encenações do Chanceler Argentino.

Os a China com cinco bases, e a Rússia com a base Vostok no centro magnético.




Dr. Javier Cornejo, Advogado, especialista em Direito Internacional.

El Tribuno - Fevereiro de 2013

Via Soberania Argentina

Milhares de venezuelanos marcham no 21º aniversário da rev. bolivariana


Milhares de pessoas marcham em Caracas a 21 anos da rebelião cívico-militar, liderada, entre outros, pelo então tenente coronel Hugo Chávez, que marcou o começo da revolução bolivariana. O povo também reiterou seu apoio ao presidente.

"É dia da dignidade do povo e da Força Armada", disse o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, ao anunciar que o 21º aniversário da tentativa será recordado com "atividades e marchas cívico-militares em Caracas".

O vice-presidente a cargo do Executivo, Nicolás Maduro, também chamou os venezuelanos a assistir a marcha na qual terá "uma surpresa cívico-militar".

Em 2012, Cháves festejou a data com um desfile cívico-militar em Caracas presenciado por governantes de sete países da Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA), o que esta vez não se repetirá por estar hospitalizado em Cuba desde Dezembro.

Em 4 de Fevereiro de 1992 é considerado por Chávez como o início da revolução bolivariana. Neste dia o então tenente coronel e líder do Movimento Revolucionário Bolivariano dirigiu uma tentativa de golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez.

Ao fracassar, Chávez concordou a depor armas para evitar o derramamento de sangue. Depois permaneceu em prisão durante dois anos e, depois de ser anistiado, deixou a luta armada para voltar à atividade política legal.

Graças a sua crescente popularidade e à unidade quase toda a esquerda venezuelana em torno a sua figura, Chávez se impôs nos comícios presidenciais de 1999. Em 7 de Outubro de 2012, Chávez foi reeleito pela quarta vez como chefe de Estado para o período 2013-2019, com 55,14% dos votos a favor.

O 4-F "marca um antes e um depois" para Venezuela, salienta o jornalista e historiador Ingo Niebel. "Hugo Chávez assumiu a responsabilidade por aqueles fatos e não fugiu do país e se manteve fiel a suas convicções" e conseguiu "ganhar o poder nas urnas". A partir de então "tudo o que vemos hoje em dia, UNASUR, CELAC, a cooperação com Rússia e China, demonstra que Chávez [...] é um lutador, um combatente e que pôs em marcha o que já idealizou em 1992", conclui Niebel.

Via RT

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Argentina acusa o FMI de tratamento desigual a países

 O governo argentino afirmou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) outorga um "trato desigual e de duplo padrão", ao responder à nação de cenrusa com que o organismo sancionou Buenos Aires por seus questionados sistemas estatísticos.

"O ânimo que está por trás do informe tem que ver com sancionar quem não faz as coisas como o FMI quer", assegurou hoje o ministro de Economia argentino, Hernán Lorenzino, resenhou DPA.

"Nos anos 90 a Argentina era apresentada como um modelo para o mundo", salientou o ministro, que afirmou que "quando o país buscou um modelo próprio de desenvolvimento inclusivo se converteu em um mal exemplo".

"O objetivo é dizer que os que fazem as coisas de modo diferente não são um bom exemplo", sublinhou Lorenzino.

O FMI sancionou nesta Sexta-Feira com um inédito movimento de censura à Argentina pelas questionadas medidas de inflação do Intituto Nacional de Estatística e Censo (INDEC), que perderam fiabilidade e que o organismo pôs-se a corrigir antes de 29 de Setembro.

"O Diretório Executivo do FMI considerou que os avanços da Argentina na implementação dos corretivos desde o encontro do Diretório em 17 de Setembro não foram suficientes", disse o organismo. "Como resultado, o Fundo emitiu uma declaração de censura contra Argentina em relação com sua ruptura da obrigação com o Fundo sob os artigos de acordo", agregou.

O FMI urgiu a Argentina a "adotar as medidas corretivas" sobre suas medidas de inflação da Grande Buenos Aires, que geralmente deixam resultados até um terço mais baixos que os cálculos de entidades privadas ou provinciais, "sem novas delações".

O ministro da Economia considerou que "parece paradoxal que estejam preocupados pelas medidas que aplica Argentina neste contexto internacional em que muitos países europeus têm problemas importantes e seguiram as receitas do Fundo".

O organismo multilateral, segundo opinoou o funcionário argentina, se baseou "em dois dogmas de fé: no dogma segundo o qual as consultoras privadas medem bem a inflação e o INDEC não o faz; e no dogma de que os índices provinciais a partir de 2007 divergem dos índices do INDEC, ambas falsidades".

Lorenzino anunciou no entando que o governo "está trabalhando fortemente no processo do IPC (índice de preços ao consumidor) com alcance nacional".

"É um dos trabalhos que estamos encarregados e sobre o qual o FMI está absolutamente lado a lado e que, em definitivo, vai atender a substituição do OPC GBA que somente tem alcance na cidade de Buenos Aires e alguns partidos do conurbano e que estamos pensando em pôr em marcha este ano", informou. 

Na respostas oficial do governo à sanção, o Ministério da Economia afirmou que "um posicionamento de tal natureza com respeito à Argentina constitui não só um novo erro do FMI, mas também um claro exemplo de tratamento desigual e de duplo padrão deste organismo em sua relação com certos países membros".

"Este é o mesmo Fundo que se mostra complacente com declarações inexatas de dados e com falidas políticas que consuziram à crise global. Um FMI que incluso sendo consciente que suas receitas não funcionam não se arrepende de suas prescrições", sustentou em um comunicado.

Pediu, além disso, a concretização de "uma reunião extraordinária da Junta de Governadores do FMI que examine a política do organismo ao nosso país e sua atuação na origem da crise econômica e financeira mundial".

A medida do Fundo, ainda que mais que nada constitui um forte puxão de orelha posto que suas consequências últimas, incluída a suspensão do país do FMI, são ainda mais distantes, tem a gravidade de ser uma decisão inédita.

Uma "censura" é o primeiro passo que - com novos prazos, isto se - abre o processo de sanções pelas quais o país sob a lipa, de seguir não cumprindo as recomendações do FMI, pode acabar sendo declarado "não elegível" para usar os recursos gerais do Fundo.

Ainda mais, a rede de sanções que poderia provocar esta declaração prevê ainda que o diretor gerente, Lagarde neste caso, decida "recomendar" que o organismo "suspenda o direito ao voto e outros direitos relacionados" do país sancionado, segundo as normas internas do FMI.

Contudo, o organismo voltou a declarar sua disposição ao "diálogo" com as autoridades argentinas para "melhoras a qualidade" de seus dados estatísticos e para, em termos mais amplos, "reforçar a relação entre Argentina e o FMI".

Via ANN

Grécia: 50.000 marcham com Amanhecer Dourado em homenagem a heróis

Amanhecer Dourado junto com dezenas de milhares de patriotas gregos de todos os rincões da nação grega se reuniram no monumento Imia, a alguns metros do Parlamento, em honra aos heróis caídos em combate Christodoulos Karathanassi, Vlahakis Panagiotis e Hector Gialopso.

A crise de Imia de 1996 foi um conflito territorial que quase levou a Grécia e a Turquia à guerra. Durante os eventos, 3 oficiais gregos morreram quando seu helicóptero caiu de maneira misteriosa em uma das ilhotas de Imia. Ainda que ambos os governos estiveram de acordo que foi um acidente, nunca se deixou de especular a hipótese de que foi derrubado por forças turcas. Naquele momento, só alguns poucos gregos manifestaram seu repúdio pela debilidade mostrada pelo governo. Entre a noite de 30 de Janeiro e a madrugada do dia 31, cem membros do Amanhecer Dourado se reuniram espontaneamente do lado de fora do Parlamento e conceberam a consigna considerada como um de seus lemas mais conhecidos: "Pobres diabos, traidores políticos!".

Com 50.000 gregos, o evento comemorativo aos heróis de Imia foi convertido na maior concentração nacionalista dos últimos anos.

A homenagem contou com a presença de todo grupo parlamentário do movimento social-nacionalista assim como de seu líder, Nicholas G. Michaloliakos. O ambiente estava cheio de bandeiras gregas e estandartes do Amanhecer Dourado, assim como de símbolos vibrantes. O ânimo foi forte entre os participantes e constantemente tinha aplausos contínuos dos transeuntes.

O evento concluiu com uma impressionante marcha do monumento até o centro de Atenas, logo de uma oferenda floral na tumba dos heróis que foi acompanhada do hino nacional grego e do hino do Amanhecer Dourado.
Via Elministerio

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Vocês sabia? Venezuela doa óleo para calefação aos pobres dos EUA desde 2005

Retirado de Ocupa a Rede Globo

Você sabia... que além de ajudar diversos países (como Cuba, Haiti, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai, República Dominicana, etc.) com combustíveis a baixo custo ou trocados por produtos e serviços, a Venezuela fornece solidariamente combustível para calefação que aquece o frio de mais de 100 mil famílias estadunidenses pobres todo inverno? Isso é praticamente um segredo proibido no Brasil, que muitos desconhecem. Mas o fato é que, desde 2005, o governo venezuelano, através de sua empresa CITGO (subsidiária da PDVSA no EUA), já doou (em oito anos) mais de 200 milhões de galões de óleo (de 757 litros cada) que aqueceram os lares no inverno de mais de 1,7 milhão de pessoas pobres no EUA. Neste inverno de 2013, por exemplo, o programa deverá atender mais de 100 mil famílias em 25 estados diferentes, incluindo 240 comunidades indígenas e 200 abrigos de indigentes. O programa é hoje um dos mais importantes de assistência energética do EUA e atende, sobretudo, a população mais idosa e as famílias mais carentes, residentes nos bairros pobres e periferias marginalizadas do país. Mesmo nos momentos de maior tensão, e apesar de ambos os países terem retirado seus embaixadores desde 2010, a cooperação venezuelana aos pobres estadunidenses nunca foi suspensa. Apoiado por amplos setores da esquerda norte-americana (incluindo personalidades como o ex-presidente Jimmy Carter, o congressista Joe Kennedy, o diretor Oliver Stone, e atores ativistas como Sean Penn, Danny Glover e Susan Sarandon), Hugo Chávez foi o idealizador do programa. Em seus discursos, é comum vê-lo ressaltar que suas duras críticas são ao governo estadunidense, não à sociedade “americana”,

Em seu antológico discurso no Fórum Social Mundial de Caracas, em 2006, por exemplo, foi enfático ao tratar desta diferença: “Nunca houve um império mais perverso e cínico que este, porque o Império Romano admitia que era um império, enquanto o Mr. Danger fala em ‘democracia’ e ‘direitos humanos’... As tropas estadunidenses deveriam se dedicar era a combater a pobreza e a miséria crescente no país. Todo dia aumenta a pobreza nos EUA, já são 40 milhões de pobres. Imagine se o governo do EUA declarassem a paz mundial! Que retornasse todas suas tropas, submarinos e armas nucleares dispersos por todo o planeta. Imagine se os 400 bilhões de dólares que eles investem a cada ano em gastos militares fossem investidos em educação, saúde, produção de medicamentos, de alimentos... Acreditamos que isso vai acontecer! Mas vai depender do povo americano, do despertar do gigante adormecido na alma das pessoas no território do EUA para a união na luta pela igualdade e a liberdade. Li recentemente num livro do filósofo húngaro István Mészáros que podemos salvar o mundo, mas essencial nessa fórmula será o povo do EUA, sua consciência, sua ressurreição. Viva o povo dos EUA! Contamos com vocês, companheiros”, disse Hugo Chávez para a plateia que lotava o Poliedro de Caracas, pedindo um longo aplauso ao povo estadunidense. Um momento antológico transmitido ao vivo pela televisão em dezenas de países no mundo, sobre o qual a sociedade brasileira mal tomou conhecimento.

O apoio venezuelano aos pobres do EUA, no entanto, não se resume ao programa de calefação. A mesma CITGO, através de seu programa de solidariedade chamado “Fueling Good”, já doou milhões de dólares para centenas de projetos, incluindo descontos em combustíveis para organizações sociais e apoio direto a iniciativas locais como hortas urbanas de agricultura orgânica (“Green Workers Cooperative”), transporte de estudantes em áreas carentes, bibliotecas ambulantes (“book bus”), combate ao câncer, diabetes e obesidade, conservação ambiental, etc. Tudo começou em 2005, durante o furacão Katrina, quando Hugo Chávez foi o primeiro presidente estrangeiro a oferecer ajuda humanitária aos desabrigados de New Orleans, enviando 120 especialistas em primeiros socorros, 50 toneladas de alimentos, 10 estações de purificação de água, 18 centrais termoelétricas e 20 toneladas de água mineral. Além do governo de Bush recusar a ajuda, canais de TV como a FOX ainda realizaram uma forte campanha de boicote à CITGO acusando Chávez de se envolver em assuntos internos americanos e de ser um “terrorista internacional”. Postura muito semelhante à adotada pela grande mídia empresarial brasileira (Reportagem de Antonio Lisboa, para: Ocupa a Rede Globo - ORG).

Fontes:
Policymic
Newsbusters
Upsidedownworld
Fuelinggood
Guardian

Petroleiras britânicas: 'cavalo de Tróia' para militarizar Malvinas?

O jornalista Alberto Rabilotta considera que Reino Unido está criando tensões na disputa com Argentina sobre as Malvinas, que tenta militarizar enquanto as companhias petroleiras britânicas se prestam ao jogo.

Nesta semana a exploradora britânica de petróleo Borders declarou que a exploração de seu descobrimento de gás condensado no arquipélago é comercialmente viável. O achado foi feito em Abril do ano passado e a empresa aclara que o projeto custará entre 1.600 e 3.800 milhões de dólares.

"Reino Unido provoca Argentina"

O jornalista Alberto Rabilotta considera que o fato de que Reino Unido está outorgando licitações para buscar gás e petróleo nas águas territoriais das Malvinas é já uma provocação em si frente à reclamação da presidenta Cristina Fernández e ao direito internacional, tendo em conta -afirma- que o território é argentino.

"O governo britânico está tratando criar uma situação de tensão com o governo argentino, isto é indubitável", argumenta em uma entrevista com RT o analista, que lamenta que Reino Unido esteja militarizando as ilhas e que as companhias petroleiras estejam se prestando a este jogo com interesses comerciais porque - disse - é totalmente ilegal que busquem hidrocarbonetos enquanto há uma disputa territorial.

"Cameron busca controlar os recursos"

O jornalista opina que o primeiro Ministro britânico, David Cameron, não está atuando em benefício dos 5.000 habitantes da ilha que povoam as Malvinas, mas busca "controlar os recursos petroleiros e gás dessa região para benefício do monopólio financeiro e para as empresas petroleiras britânicas".

Por outro lado, Rabilotta recorda que se bem Argentina utiliza todos os meios diplomáticos possívels para levar a cabo negociações, as Nações Unidas não fazem o possível para aplicar as disposições legais para obrigar Reino Unido a negociar.

Argentina busca o diálogo bilateral

Nesta Sexta-Feira, o chanceler argentino Héctor Timerman rechaçou totalmente a proposta de seu homólogo britânico, William Hague, de celebrar uma reunião em Londres com a presença de uma delegação de representantes das Ilhas Malvinas.

O funcionário lamenta que a parte inglesa não possa reunir-se sem a supervisão dos colonos dos territórios em disputa. Yimerman planeja visitar Londres na próxima semana para assistir a uma reunião convocada pela embaixada argentina na que participarão 18 grupos europeus que apoiam a ideia de que se trave um diálogo sobre as ilhas. 

Via RT

Alemanha: 2.000 pessoas protestam contra intervenção da OTAN

Em torno de 2.000 pessoas se reuniram no Sábado na praça central Marianplatz, no centro de Munique, para protestar contra o que consideram uma agressiva política intervencionista da OTAN. Os protestos estavam relacionadas com a Conferência de Segurança celebrada nesta cidade alemã desde Sexta.

Reino Unido aprovou mais de US$ 250 bilhões para gastos militares

 Em meio a crise econômica, Reino Unido aprovou em torno de 55,250 bilhões de dólares para operar sete submarinos nucleares e desenvolver novos. 28,4 bilhões para adquirir aviões-caça enquanto que 27,460 bilhões mais se destinam à construção de dois porta-aviões entre outros gastos bélicos

O Ministério de Defesa do Reino Unido deu a conhecer um programa de gastos para a defesa até o período de 2021-2022 que estima destinar 252,4 bilhões de dólares para a compra  e mantimento de armas e material bélico. O volumoso orçamento é publicado em meio a uma crise econômica que afeta toda Europa e dois meses depois de que milhares de jojvens protestaram pela falta de emprego e a privatização das universidades.

De acordo com o portal Defense Aerospace, este programa do departamento de Estado do Reino Unido inclui vários projetos importantes que "absorverão" a maior parte dos fundos.

O documento aprovado detalha que 55,240 bilhões de dólares serão assinados para operar sete submarinos nucleares Estyut (Astuto) e desenvolver novos submarinos dotados de mísseis balísticos.
 
Estes novos submarinos substituirão os atuais, que são classe Vanguard, além de que se vai financiar a patrulha permanente dos mares por parte destes novos submergíveis nucleares.
 
No informe também se aprovou um montão de 28,410 bilhões de dólares que serão gastos para a aquisição de aviões caças multifuncionais F-35 Lightning II e a finalização das compras de caças Eurofighter Typhoon.
 
Outros elementos que destacam no documento é a construção de dois porta-aviões classe Queen Elizabeth, seis destrutores tipo 45 e o desenvolvimento de avançadas fragatas do projeto 26 por 27,460 bilhões de dólares.
 
Assim, o Ministério de Defesa britânico prevê gastar 56,5 bilhões de dólares para a compra, manutenção e modernização de distintos helicótperos, incluindo o Chinock, Apache, Puma e o Wildcat, veículos blindados, em particular o Warrior e o Scout, assim como em armas e munições.

O gasto total destes projetos somará 191,610 bilhões de dólares, o que representará mais de 76% do custo total do programa.

Via Telesur

Porque a Rússia quer esmagar a parada gay



(Por Robert Bridge, RT)

Em um tempo em que metade de Hollywood, para não mencionar o exército americano, está saindo do armário – a atriz Jodi Foster, por exemplo, acabou de usar seu discurso de aceitação na premiação do Golden Globe para anunciar sua orientação sexual – e nove estados dos EUA legalizaram o casamento entre o mesmo sexo, a polícia cultural está condenando a Rússia pelo seu estilo-de-vida “anti-gay”.

Mas quanta verdade há nos ataques? A Rússia pode realmente ser taxada de “anti-gay”?

A polícia, com cassetete em punho, está chutando a porta de parceiros homossexuais, forçando-os a sair da cama e entrar em uma cela acolchoada? A polícia do pensamento esta monitorando o telefone e os e-mails para encontrar nuances incriminatórias? A legislação ‘anti-gay’ da Rússia fará com que as cinzas e deprimentes prisões do interior se tornem coloridas de arco-íris e estilosas do dia para a noite?

A resposta para esta pergunta é não, não e absolutamente não.

No entanto, a Rússia está tentando proteger sua juventude contra a “influência ocidental” que ela condena como extremamente liberal no seu panorama. Parece haver alguma verdade nessas alegações. Atualmente, crianças e adolescentes estão sendo forçados a considerar matérias – em grande parte graças à internet onipresente e à indústria do entretenimento – que a maioria de nós nunca teve que pensar até muito mais tarde na vida (nos nossos dias, até crianças de 8 anos são mestres em surfar na internet e são expectadores contínuos de toda forma de entretenimento; as gerações mais antigas tinham que esperar para achar as últimas edições da playboy jogadas fora para se entreter). Quem poderia negar que há uma super-exposição de absolutamente tudo hoje em dia; uma prateleira de revistas eletrônicas para todo estilo de vida possível? Seria ingênuo pensar que isso não apresenta às nossas crianças saturadas-de-informação com um monte de confusão desnecessária em um período que elas menos precisam. A puberdade é complexa o suficiente para adolescentes sem que eles também tenham que declarar uma aliança prematura a bissexuais, homossexuais, transsexuais, metrossexuais, ou mesmo, “que os céus os livrem”, aos heterossexuais.

À luz dessa avalanche de mensagens sexualmente-carregadas, muitas das que são apresentadas de maneira pura e juvenil, pode-se argumentar que a legislação “draconiana” da Rússia, na verdade serve para apoiar a liberdade de uma jovem pessoa (um estudo apresentado pela Televisão do Conselho de Pais mostrou que, em 171 horas de programação do Spring Break da MTV, houveram 1.548 cenas sexuais, contendo 3.056 representações de sexo e várias formas de nudez e 2.881 referências sexuais verbais. Não tenho certeza se há uma conexão, mas tiraram o plug da MTV da tomada em 2013 na Rússia).

Afinal de contas, crianças e adolescentes menores de 18 anos não são legalmente adultos, portanto, eles devem estar “livres” de ser expostos a mensagens “perturbantes” que nenhum deles esta preparado e nem se espera que entendam. De fato, os legisladores russos por trás da lei dizem que menores precisam ser protegidos da “propaganda homossexual” porque eles são incapazes de avaliar criticamente a informação.
Após a mágica idade de 18, no entanto, as pessoas devem ser permitidas de adotar qualquer estilo-de-vida que eles achem corretos, [pois] estão no seu direito, e eles devem fazê-lo sem medo de retaliação. A legislação “anti-propaganda-gay” da rússia, que é fortemente apoiada pela Igreja Ortodoxa Russa, imporia uma proibição nacional de entretenimento e informação que é definida como “propaganda de sodomia, lesbianismo, bissexualismo a transgenerismo”. A legislação proposta também proibiria qualquer evento público que promovas os estilos-de-vida gay que poderiam influenciar crianças em qualquer forma.

São Petersburgo e muitas outras cidades russas já têm leis similares em seus livros.

Sob o risco de soar como um puritano de meia idade, eu levaria a lei proposta pela Rússia um passo adiante e proibir todas as mensagens e imagens exageradamente sexuais – heterossexual, homossexual e tudo no meio- de todos os canais de mídia (depois das 23:00 horas, no entanto, quando as crianças estão repousando pela noite, tudo seria permitido). Vamos fazer com que artistas e diretores propaguem suas mensagens de maneiras mais sutis e criativas.

Indo tão longe quanto legalizar “paradas gays”, o que aconteceria em áreas urbanas se toda pessoa, de qualquer orientação sexual, fosse permitida marchar pela Rua Principal balançando sua própria bandeira? Nossas cidades iriam se moer em um impasse sob um mar metálico de engarrafamento e caos geral. Além disso, é realmente necessário inflamar as paixões públicas em um assunto tão seriamente divisivo colocando nossas escolhas pessoais em uma parada chocante? Pessoalmente, eu realmente não vejo para que serve tal estratégia, especialmente porque tantas pessoas não têm a cabeça-aberta sobre o assunto em primeiro lugar.
Contrariamente à crescente e notável propagação de materiais explicitamente sexuais no ocidente, a legislação russa parece indicar uma consciência de que as crianças não estão sendo protegidas contra os meios tecnológicos de distribuir as mensagens. Como de costume, a democracia está ficando muito para trás dos passos-relâmpago da tecnologia. Em uma idade quando as crianças mais novas podem carregar um mundo inteiro de informações no seu bolso, nós precisamos garantir que eles não sejam expostos a matérias que vão além do seu nível de possibilidade. Como fazer isso sem que os advogados da privacidade saiam gritando censura ou repressão, é outra história.

De qualquer forma, é revigorante ver que a Rússia está ao menos tentando manter o passo dos tempestuosos ventos da mudança tecnológica em um esforço para manter a mente das crianças focadas em problemas mais importantes, como completar seus estudos e seguir uma carreira.

Escolher um modo de vida sexual não deve ser a prioridade principal de uma criança pequena.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

OTAN abre fogo contra civis afegãos

Pelo menos três agricultores afegãos foram feridos nesta Quinta-Feira depois que as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) abriram fogo contra eles.
 
O incidente ocorreu na cidade oriental de Kunar quando os agricultores afegãos trabalhavam em seus campos.
 
De acordo com os reporteres, os soldados da OTAN, liderados pelos EUA, pediram desculpas pelo tiroteio.
 
Fazem duas semanas, duas crianças e duas mulheres mortas foram resultados dos disparos de forças estadounidenses contra um grupo de civis afegãos no distrito de Shindand, situado no sul da província ocidental de Herat.
 
A cifra das vítimas civis por disparos indiscriminados das forças estrangeiras provocou um sentimento antiestadounidense entre os afegãos. Ademais, é o principal motivo porque aumento a tensão nas relações entre Kabul e Washington.
 
Apesar da presença das tropas estrangeiras no Afeganistão, a violência continua neste país devastado pela guerra, que lançaram em 2001 EUA e seus aliados sob pretexto de lutar contra o terrorismo e restabelecer a segurança.

Via Hispantv