sábado, 5 de janeiro de 2013

Correa alerta para interferência da CIA na América Latina

 
 
O presidente do Equador, Rafael Correa, denunciou neste Sábado a interferência da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla do inglês) na América Latina e declarou verossímeis as versões acerca de possíveis atentados da CIA contra sua vida.
 
Uma das mais difundidas foi a do jornalista chilena Mery Bell, quem advertiu na Sexta-Feira sobre um plano da CIA para desestabilizar o Governo equatoriano e os perigos que perseguem o Executivo quanto mais se aproxima à celebração das eleições presidenciais.
 
Assim, o líder equatoriano advertiu sobre os "vínculos (da CIA) com grupos de extrema direita nos países onde operam". Manifestou também que "não descarta nenhum tipo de ato de desetabilização que possa chegar a nível físico porque a direita sabe que não ganhará nas urnas".
 
O líde equatoriano no marco de sua campanha eleitoral leva a cabo um recorrido por todo o país andino, e segundo os dados avaliados leva uns 20 pontos sobre seu principal rival, o banqueiros, Guillermo Lasso.

Esta não é a primeira vez que se fala da interferência de organismos de inteligência estadounidense no Equador.

Fazem 22 anos estes organismos foram acusados da misteriosa morte do presidente Jaime Roldós em um "acidente de helicóptero".
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Londres reiterou que não haverá negociação sobre as Malvinas

Londres reiterou que não haverá negociação sobre as Malvinas. Isto foi relatado por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Inglaterra. "Eles são livres de escolher o seu próprio futuro", disse ele sobre os moradores da ilha.



Um dia após enviar a carta a presidente Cristina Kirchner pediu a Grã-Bretanha para "devolver o Malvinas", o governo britânico disse que não haverá negociação entre os dois países sobre a soberania das ilhas.

A presidente exigiu "um fim ao colonialismo", em uma carta, que também é reproduzida nos meios de comunicação britânicos como The Guardian. Uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores britânico disse hoje que não haverá negociação sobre as Malvinas como os seus habitantes não querem, publicou o jornal La Nación.

"Eles são livres de escolher o seu próprio futuro, tanto política como economicamente, e têm direito à auto-determinação, tal como consagrado na Carta das Nações Unidas", disse a fonte do Ministério das Relações Exteriores sobre a escolha dos habitantes.

"Este é um direito fundamental de todos os povos", enquanto indicando que "há três partes neste debate, não duas, como reivindicado pela Argentina. O moradores não podem ser apagados da história."

Na carta enviada pela chefe de Estado da Argentina, explicou que as ilhas "foram sido tiradas à força" da Argentina "exatamente 180 anos atrás, em 3 de janeiro de 1833", e que as Malvinas estão a 8.700 milhas (14.000 km) de Londres.

Via Perfil 

Economia mundial perde US$ 160 bilhões por calamidades naturais em 2012






La economía mundial perdió $160.000 millones por calamidades naturales en 2012
As calamidades naturais ocasionaram para a aeconomia mundial em 2012 um dano de 160 bilhões de dólares, dos quais 65 bilhões devem ser resarcidos por companhias de seguros, segundo a seguradora alemã Muenchener Rueckversicherung AG (Munich Re).

Pelas calamidades morreram 9500 pessoas, muito menos que em 2011, quando morreram quase 30000 pessoas.

O maior dano econômico, de 25 bilhões de dólares, foi causado pelo furacão Sandy, nos Estados Unidos. Uma seca duradoura custou para a economia desse país mais 20 bilhões, dos que as seguradoras devem compensar de 15 a 17 bilhões. São percas recordes para a agricultura americana.

O dano econômico sofrido em escala mundial resultou ser menor que os 400 bilhões de 2011, dos quais as seguradoras indenizaram 119 bilhões. Mas o número de catástrofes aumentou: 900 em comparação das 820 em 2011.

O tufão Bopha, que atingiu as Filipinas, levou o maior número de vidas, mais de um milhar.

Munich Re, com mais de 47 mil trabalhadores, é um dos líderes do mercado mundial de seguradoreas.

RIANovosti

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Toufan 2: O novo Helicóptero iraniano de fabricação nacional

O Irã apresentou seu último helicóptero de combate Toufan 2 (Tempestade 2) durante uma cerimônia na qual estava presente o Ministro da Defesa Ahmad Vahidi.

Durante o evento, Vahidi declarou que a aeronave pertence a uma nova geração de helicópteros de combate e dispóe de tecnologias modernas e avançadas, incluindo mira de alta precisão. Assinalou que o Toufan 2 emprega as mais novas realizações nacionais iranianas em eletrônica, óptica, laser e armamento.



A aeronave está equipada com sistemas de armas avançadas, incluindo mísseis anti-tanques, lança-foguetes, metralhadora 20 mm e goza de grande mobilidade. Foi elogiado como símbolo da criatividade e auto-suficiência frente às sanções inimigas, aumentando dramaticamente o poder de combate das forças armadas iranianas uma vez que comece sua produção em massa, declarou Vahidi.

Desenvolvido pela Organização de Industrias de Aviação do Irã (IAIO), Toufan 2 estreiou no sexto e último dia dos exercícios navais que ocorrem no estreito de Ormuz até o Oceano Índico.

Irã também deu a conhecer seus primeiros helicópteros de fabricação nacional durante a cerimônia de inauguração da Sexta Exposição da Industria da Aviação em 12 de dezembro de 2012. Os helicópteros Panha 1 e 2 foram desenhados para levar a cabo operações militares e operações logísticas, com capacidade de transportas 14 e 8 passageiros respectivamente. Por último, o Shahriar, helicóptero bimotor com capacidade para 20 passageiros, foi exibido também na cerimônia de 2012 na Ilha de Kish no sul do Irã.

Teerã deu continuidade um programa de desenvolvimento de armas durante a guerra do Iraque de 1980-88 imposta sobre o Irã, para compensar o embargo de armas pelos Estados Unidos. Desde 1992, Irã produziu seus próprios tanques, blindados, míssies e aviões de combate, conquistando grandes êxitos no setor de defesa e alcançando a auto-sufuciência em equipamentos militares essenciais e sistemas.



A República Islâmica deixou claro em várias ocasiões que seu poderio militar se baseia meramente na doutrina da defesa da nação ante a intimidações e não representa nenhuma ameaça a outros países.

Via El Ministerio

sábado, 29 de dezembro de 2012

Unesco alerta para saques de peças arqueológicas na Síria

Se acelera cada vez mais o contrabando de peças arqueológicas na Síria através das fronteiras do país árabe imerso no conflito, advertiu o jornal britanico financial times.



O jornal tembém transmitiu o aviso da Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Ciência (Unesco) a respeito dos saques de bens culturais sírios, e lamenta a destruição de uma parte significativa do bazer histórico de Alepo durante os confrontos do Exército sírio contra terroristas apoiados por alguns países ocidentais e regionais.

De acordo com o Financial Times, desde o início da crise na Síria há 21 meses, houveram relatos de antiguidades roubadas, anteriormente bem guardadas.

Síria, de acordo com o relatório, é extraordinariamente rica em sítios arqueológicos, devido à sua localização estratégica, na fronteira do Império Romano e Parto (Pérsia), e conter vestígios de todas as civilizações que tiveram presença significativa no Oriente Médio, incluindo a primeira culturas encontradas. Ele também tem igrejas e mesquitas que datam dos primórdios do cristianismo e do islamismo.

Objetos arqueológicos são traficados através das fronteiras libanesas e turca, e depois vendidos a clientes em todo o mundo, incluindo os EUA.

É um negócio potencialmente lucrativo. Uma pequena estátua está avaliada em US$ 30.000, enquanto alguns itens passam de US$ 300.000.

Síria conta com lugares declarados como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, que incluem a cidade velha de Damasco, Sítio de Palmira, cidade velha de Bosra, cidade velha de Alepo, qalajat al-Husn e Qal'at Salah el-Din, além das aldeias antigas no norte da Síria.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Índia investiga Coca-Cola e Pepsi por altos níveis de pesticidas em suas bebidas

A Suprema Corte da Índia pediu as multinacionais Coca-Cola e PepsiCo para divulgar os ingredientes e composição química de seus produtos após o Centro de ONGs para a Ciência e o Meio Ambiente (CSE) denunciar a suposta presença de altos níveis de pesticidas em suas bebidas. Até o momento, as duas empresas são caracterizadas por manter fórmula secreta para seus refrigerantes, revelando-a apenas pessoas pequenas de confiança.

Semana passada, essa ONG de Nova Delhi afirmou que havia encontrado restos de pesticida em algumas amostras de Coca-Cola e PepsiCola em quantidades 24 vezes superior ao estabelecido pelos padrões indianos. Em alguns casos, os níveis excediam em 200 vezes o limite.

A organização com sede na capital indiana disse ter analisado 57 amostras retiradas de 11 diferentes tipos de marcas de refrigerantes fabricados pela Coca-Cola e da PepsiCo na Índia, onde encontraram uma mistura de três a cinco pesticidas diferentes, aparentemente presentes na água utilizada para fazer bebidas.



Segundo afirmações da agência indiana de informações "PTI", a ordem da Corte foi dada dias depois de que a citada ONG afirmar que voltou a encontrar resíduos de pesticidas nas garafas de Coca-Cola e de Pepsi que foram vendidas em 25 estados da Índia 3 anos após um escândalo similar.

Naquele momento o CSE levou resultados de suas pesquisas no tribunal e, dois anos mais tarde, o Supremo Tribunal Federal exigiu que os dois gigantes americanos revelassem a composição química da sua famosa bebida em um período máximo de quatro semanas.

O escândalo gerado pelo fabricantes de dois dos maiores vendedores de refrigerantes do mundo levantou indignação no país, que os mesmos membros do Parlamento indiano decidiram, em 2003, remover os refrigeradores dessas bebidas do prédio que abriga a Câmara.

Na semana passada, o principal partido da oposição, o Partido Bharatilla Janata, e os partidos de esquerda e Partido Samajwadi e Rashtriya Janata Dal, pediram ao governo para proibir a venda de Coca-Cola, Pepsi Cola e nove outros refrigerantes, por considerar que o seu consumo é equivalente a "lento envenenamento". Em várias cidades houve protestos e manifestações de consumidores contra as duas marcas.

"Se refrigerantes são a escolha de milhões, o mínimo que pode ser feito é que essas bebidas sejam regulamentadas", disse Sunita Narain, diretor do CSE, em uma conferência de imprensa.

O grupo alertou aos consumidores para não comprar Coca-Cola ou Pepsi ou outras bebidas das duas marcas americanas até "colocar em ordem" no produto. Por sua parte, a Associação Indiana de Produtores de refrigerantes, a qual Pepsi e Coca-Cola são membros, disse que as bebidas são seguras para o consumo.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Síria: Os rebeldes atacaram com armas químicas perto de Damasco

O PressTV informou que armas químicas foram usadas por militantes que lutam contra o governo sírio em Daraya, perto de Damasco. De acordo com um comandante da Guarda Presidencial Síria, pelo menos sete soldado sírios morreram no sábado depois de terem sido atacados por uma arma quimica que produz um gás tóxico de cor amarela. Os soldados morreram uma hora após inalar o gás. PressTV também informou que se lançaram ameaças contra as minorias étnicas da síria de que seus suprimentos de água serão envenenados pelos rebeldes - isso no encalço do aviso da ONU de que uma onda de violência sectária levará a um genocídio.

Containers de armas químicas do deserto líbio


AFP informou que as ameaças dos terroristas apoiados pela OTAN contra os 1,8 milhão de cristãos na Síria foram tão graves que a Organização de Cooperação Islâmica fez um comunicado oficial condenando os rebeldes:

A maior organização muçulmana do mundo condenou no domingo as ameaças de rebeldes islâmicos em duas aldeias cristãs na Síria, alertando para a luta sectária novo no país devastado pela guerra.

O uso de armas químicas, caso seja confirmado, indica uma nova dimensão para na guerra entre os grupos apoiados pela OTAN na Síria - exclusivamente para semear o medo e terror e violência sectária, onde o eixo ocidental falhou tanto taticamente quanto estrategicamente. Com terroristas apoiados pela OTAN ameaçando abertamente um genocídio sectário, existe o temor de que não apenas as armas da OTAN, junto com as de Arábia e Qatar e seus fundos sejam utilizados para a realização, como também um grande arsenal de armas que trouxeram consigo os terroristas da Al Qaeda na Líbia, incluindo seu grande arsenal de armas químicas.

Os meios de comunicação ocidentais e os governos ocidentais têm preparado o público para o uso iminente de armas químicas no conflito sírio, tentando mostrar que o governo sírio é o responsável, não importa de que lado realmente seja usado pela primeira vez.

Em 2007, os governos de os EUA, Arábia Saudita e Israel se prepararam para soltar armados extremistas sectários ligados diretamente à Al-Qaeda, com a intenção de travar uma guerra sectária na região para destruir o Líbano, Síria e Irã. Embora as autoridades dos EUA e libaneses advertissem sobre o "conflito catastrófico" que o Ocidente e seus aliados regionais planejavam, o plano foi totalmente implementado a partir de 2011. Enquanto genocídio sectário prossegue, os meios de comunicação ocidentais, em conjunto com autoridades ocidentais, se fingem de desentendidos e compactuam com o conflito que eles deliberadamente conceberam nos últimos anos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Pesquisa afirma que 53% apoia o separatismo sulista

Pesquisadores ouviram 19.552 eleitores nos 48 maiores municípios da região Sul entre os dias 19 de novembro e 15 de dezembro de 2012. Apenas 30,16% da população é contra a proposta de separação do Sul.





Pesquisa divulgada neste dia 20 de dezembro pelo Gesul (Grupo de Estudos Sul Livre) indica que índices de aprovação da proposta de criação de um novo país, envolvendo os três estados Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tem ampla aprovação por parte da população dos 48 maiores municípios com mais de 100 mil habitantes da região Sul. Segundo os dados divulgados pela entidade, com sede em Brusque, Santa Catarina e coordenada pelo Jornalista e Professor, Celso Deucher, a pesquisa ouviu 19.552 eleitores entre os dias 19 de novembro e 15 de dezembro deste ano e concluiu que 53,85% aprovam a criação de um novo país, contra 30,16% que reprovam a proposta, sendo que 15,99% dos entrevistados confessou-se indeciso.
O Estado com maior aprovação da proposta é o Rio Grande do Sul, onde 60,89% da população posicionou-se favorável, contra apenas 26,60% que reprovam. O Estado tem também o menor índice de indecisos, entre os três estados, 12,51%. Santa Catarina é o segundo estado com maior aprovação. Neste Estado, 54,17% dos entrevistados aprova a criação de um novo país, sendo que 30,30% reprovam a proposta e 15,53% estão indecisos. O Estado com menores índices de aprovação a proposta é o Paraná com 46,85% a favor, 33,49% contra e 19,66% que estão indecisos.
“Nos três Estados a proposta separatista vence com larga margem em relação aos que são contra e mesmo no Paraná, onde os índices são menores, se houvesse um plebiscito, venceria com mais de 13% de margem. Surpreende os números do Rio Grande do Sul, que de acordo com pesquisas sempre manteve-se numa média de aprovação em torno de 55%. Esta última pesquisa mostra que a aprovação a proposta separatista vem num crescendo, chegando em 2012 a mais de 60%”, explica Celso Deucher, que acompanhou a coleta dos dados e divulgou oficialmente os números em nome do Gesul, do qual é Secretário Geral.
Segundo ele, das 48 cidades pesquisadas, a proposta só perderia por pequena margem, em quatro delas. Três no Paraná, Curitiba, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu; e uma em Santa Catarina, Palhoça. Na capital paranaense os números divulgados indicam que 36,90% da população é favorável a proposta, 38,55% é contra e 24,55% encontra-se indecisa. Em São José dos Pinhais, cidade da região metropolitana de Curitiba, a diferença entre os que são favoráveis e os contra, foi de apenas 1,04% reprovando a proposta. Neste município, 35,94% dos entrevistados são favoráveis a separação e 36,98% são contra. Os indecisos somam 27,08, um dos maiores índices da pesquisa.
“Acreditamos que os números de São José dos Pinhais sejam um reflexo de Curitiba, assim como, de certa forma, os números de Palhoça, também refletiram os números da capital catarinense”, analisa Deucher. Em Palhoça a proposta separatista recebeu 37,76% dos votos a favor, contra 38,54% contra, tendo 23,70% de indecisos. No outro município paranaense onde a proposta foi reprovada, Foz do Iguaçu (PR), 38,02% posicionaram-se a favor, 38,54% contra e 23,44% dos entrevistados estavam indecisos. “São diferenças ínfimas em todos os quatro municípios pesquisados que reprovaram a proposta, o que mostra que se houvesse de fato o referido plebiscito, haveria uma polarização bastante acentuada entre as duas partes”, enfatiza o coordenador da pesquisa. No Estado do Rio Grande do Sul, a ideia é vencedora em todas as 18 cidades pesquisadas.
As pesquisas em todos os municípios seguem nos gráficos em anexo, divulgados pelo Gesul na tarde desta quinta-feira, dia 20. Neles aparecem além dos gráficos as bandeiras do Brasil, significando os que são contra a proposta, uma interrogação para os indecisos e uma bandeira em azul Royal com três estrelas (Alfa, Gama e Beta) alinhadas em triângulo no canto superior esquerdo, que segundo Celso Deucher, são os três Estados do Sul. “Esta é a bandeira do Movimento O Sul é o Meu País, principal entidade organizada que defende esta proposta de autodeterminação parcial ou total dos três Estados meridionais”, explica.

Pesquisas sobre a proposta separatista começaram em 1991

Celso Deucher assinala ainda que é a primeira vez na história da região Sul do Brasil que uma pesquisa envolvendo o tema, alcançou tantas pessoas em tantos municípios. O Gesul realiza pesquisas deste tipo desde o ano 2000, quando foi criado em Brusque, SC, mas o monitoramente da proposta através dos números começou em 1991, quando foram divulgados pela Revista “Isto É”, os primeiros levantamentos, feitos pelo IBOPE e pelo Instituto Bonilha. De lá para cá, anualmente são realizados levantamentos e pesquisas, em especial nas três capitais, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre e eventualmente em pequenas cidades do interior. “Acreditamos que a partir destes números, podemos ter uma noção bastante completa do atual estágio desta proposta entre a população Sulista”, diz. Este ano a entidade resolveu ampliar o universo pesquisado e mudou todos os pesquisadores. “Desta vez temos uma equipe que não tem nenhuma ligação com o Movimento O Sul é o Meu País, que contratou a pesquisa. No ano passado as equipes pesquisadoras tinham ligação com a entidade e isso de certa maneira colocava em risco a confiabilidade dos números”, explica Deucher.
Estas pesquisas fazem parte de uma ação bem mais ampla encabeçada pelo Movimento O Sul é o Meu País e que é denominada de “Projeto de Consultas Populares” com previsão de término em 2015. “Estes números projetam com alto grau de precisão, quais são os índices de aprovação e reprovação do projeto separatista Sulino. Eles certamente servirão para que o Movimento O Sul é o Meu País possa focar seu trabalho de conscientização plebiscitária”, diz o professor.
O Movimento O Sul é o Meu País é uma entidade legalmente constituída em 2002, funcionando como uma ONG de defesa do direito de Autodeterminação dos Povos, previsto na Carta de Direitos Humanos da ONU e nos vários documentos oficiais do direito internacional. A entidade está presente, segundo Deucher, em 865 municípios da região Sul e possui hoje representação internacional em mais de 20 países.

Municípios pesquisados

Ao todo foram pesquisados 48 municípios nos três Estados, sendo 18 no Paraná, 18 no Rio Grande do Sul e 12 em Santa Catarina. Os municípios paranaenses foram: Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava, Paranaguá, Apucarana, Toledo, Araucária, Pinhais, Campo Largo, Arapongas, Almirante Tamandaré e Umuarama. Em Santa Catarina, Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Criciúma, Chapecó, Itajaí, Lages, Jaraguá do Sul, Palhoça, Balneário Camboriú e Brusque. No Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Canoas, Santa Maria, Gravataí, Viamão, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rio Grande, Alvorada, Passo Fundo, Sapucaia do Sul, Uruguaiana, Cachoeirinha, Santa Cruz do Sul, Bagé e Bento Gonçalves. Os resultados de cada uma destas cidades, estão nos gráficos em anexo.

Metodologia da pesquisa

Nos municípios com mais de 500 mil habitantes, Curitiba, Londrina, Joinville e Porto Alegre os pesquisadores entrevistaram 664 eleitores. Já nos municípios abaixo de 500 mil foram ouvidos 384 eleitores. Os pesquisadores fizeram ao todo três perguntas para cada entrevistado. A primeira delas foi em relação a idade, visto que a pesquisa tinha como objetivo entrevistar apenas eleitores. A segunda pergunta referia-se a localização residencial, objetivando consultar apenas pessoas residentes naquele município pesquisado. Estando presentes estas duas condições, os pesquisadores indagavam o eleitor com a seguinte pergunta: “Se o governo federal permitisse um plebiscito para separar a região Sul (PR, SC, RS), você votaria?”. Havia apenas três alternativas: a favor, contra, indeciso.
As entrevistas foram feitas através de amostra aleatória simples sobre variáveis categóricas. “Este tipo de amostra aleatória é aquela na qual todos os pesquisados têm a mesma probabilidade de serem selecionados. Ao mesmo tempo, como variável categórica, foram selecionadas as amostras, através das duas perguntas antecedendo a principal, pois precisávamos saber se o cidadão era morador daquele município e se era eleitor”, explica Deucher. “Optamos por usar uma metodologia aprovada pela Associação Brasileira de Pesquisa para que ela tenha uma margem de erro o menor possível. Neste caso específico trabalhamos com uma margem de 5%, para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%”, afirma. A pesquisa usa também os cálculos amostrais do professor Glauber Eduardo de Oliveira Santos, referência em pesquisas nas universidades brasileiras.

O que é o Gesul

O Gesul (Grupo de Estudos Sul Livre) é formado por um grupo de intelectuais dedicados ao estudo do fenômeno separatista na América Portuguesa e em especial do separatismo Sulista. Foi criado no dia 26 de agosto de 2000 em Brusque, SC, e mantém em seu quadro de membros historiadores, filósofos, sociólogos, economistas, constitucionalistas, advogados e outros pesquisadores. Mantém como foco de seus estudos avançados o direito de autodeterminação dos povos na América Portuguesa. Seus membros não necessariamente são da região Sul, pois possuem em seus quadros intelectuais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, entre outros.  

Reúne-se em assembléia geral uma vez por ano, geralmente em setembro e dedicam-se prioritariamente a “avaliar através de pesquisas o processo histórico porque vem passando o povo da região Sul do Brasil em busca de se tornar sujeito do direito de Autodeterminação”. “Não se trata de um Movimento Independentista, mas de uma entidade formada por pessoas que usam da sua experiência intelectual objetivando estudar com maior profundidade o fenômeno do separatismo no continente brasílico e em especial do povo Sulista”, diz Sérgio Alves de Oliveira, um dos mais destacados membros fundadores da entidade. Segundo ele, um outro objetivo do Gesul é contribuir com estudos e pesquisas de campo com o Movimento O Sul é o Meu País, único Movimento na ativa que defende claramente o direito de autodeterminação do povo Sulista. “Nesta parceria nós do Gesul procuramos aprimorar os instrumentos de luta pacifica que este Movimento vem desenvolvendo”, afirma.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Arqueólogos descobrem na Alemanha poços que datam 7 mil anos

Arqueólogos da Universidade de Friburgo, encontraram no lesta da Alemanha os mais antigos poços conhecidos até agora em território europeu, comunicol hoje o portal Local.

São quatro poços com até 7 metros de profundidade, que se encontram perto de Leipzig, Saxônia. Foram abertos entre 5206 - 5098 a.C., supostamente para abastecer de água um pequeno povoado. A madeira de suas paredes se conservou bem sob a terra em um meio sem ar.



A descoberta comprova que o nível de vida e desenvolvimento das pessoas daquela época era muito mais alto do que se acreditava antes, disse Willy Tegel, chefe do grupo que descobriu os poços.



Os historiadores acreditam que o sexto milênio antes da nossa era foi uma época de grandes transformações na vida da humanidade. Teriam surgido os primeiros assentamentos de caçadores e coletores. Dos objetos encontrados foram conservados poucos até os nossos dias, por serem feitos de madeira quase todos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

EUA faz lei de enfrentamento ao Irã com foco na América Latina

 Aprovaram a denominada Lei para contrariar Irã no Hemisfério Ocidental

O Departamento de Estado dos EUA tem 180 dias para desenhar uma estratégia que permita lutar contra a influência do Irã na América Latina. Assim prescreve a chamada Lei para contrariar Irã no Hemisfério ocidental.

Com 386 votos a favor e 6 contra, a Câmara de Representantes deu na Terça-Feira luz verde a esta normativa emendada e aprovada pelo Senado na semana passada. A nova lei insta o Departamento de Segurança Interior a reforçar a vigilância nas fronteiras terrestres dos EUA para "impedir o passo de agentes do Irã".

O mesmo documento dá meio ano ao Departamento de Estado para que apresente uma estratégia que fará possível conhecer as inversões, as atividades e as alianças de Teerã na América Latina, e propor uma forma individual para cada país por separado de como tratar política e diplomaticamente com suas autoridades para diminuir a influência da República Islâmica.

"Temos que fazer tudo o que pudermos para isolar Irã e seus associados das fontes de ajuda financeira na região, e para evitar que entidades da região ajudem Irã a evadir sanções", insiste a chefe do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, a republicana Ileana Ros-Lehtinen.

Hoje em dia Teerã tem 11 embaixadas em países da América Latina (seis delas doram inauguradas nos últimos sete anos) e 17 centros culturais. Tão somente em 2012 o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad realizou duas viagens pela região. Os Estados latino-americanos, contrariamente da União Européia, se opõem às sanções promulgadas pelos EUA contra Teerã com o fim d fazê-lo deter seu programa nuclear. Venezuela, Bolívia e Equador são os países que mais devotamente expressam seu apoio à República Islâmica e defendem seu direito às investigações no setor da energia atômica, que tem um caráter pacífico segundo insiste Irã.

Para que a Lei para contrariar Irã no Hemisfério Ocidental entre em vigor somente falta a afirmação do presidente Barack Obama.


Via RT