sexta-feira, 29 de junho de 2012

Procuradoria diz no STJ que bancos acobertam crimes e convertem o país em paraíso fiscal

Em petição protocolada no Superior Tribunal de Justiça, a Procuradoria Geral da República pede providências contra bancos que descumprem ordens judiciais de quebra do sigilo bancário de investigados em operações de combate à corrupção. Acusa as casas bancárias de “acobertarem a prática de crimes”, passando “a impressão de que o sistema financeiro nacional não se submete ao ordenamento jurídico nem ao Poder Judiciário.” Algo que “converte o Brasil, na prática, num paraíso fiscal.”


Assinado pelo subprocurador-geral da República Carlos Eduardo Vasconcelos, o documento critica também o Banco Central, que assiste às transgressões sem coibi-las. A peça foi anexada a um processo que corre no STJ. Envolve um caso de corrupção. Como os autos tramitam em “segredo de Justiça”, a Procuradoria noticiou o fato sem informar a natureza do caso e os nomes dos envolvidos.
De acordo com o subprocurador, o STJ ordenara aos bancos que os dados bancários dos investigados no inquérito fossem fornecidos em 30 dias. Algumas instituições atenderam à ordem. Outras demoraram a fornecer as informações. Pressionadas, repassaram-nas incompletas.

Carlos Eduardo menciona em seu texto duas logomarcas: Itaú-Unibanco e o Santander. Informa que, embora a ordem de quebra dos sigilos tenha sido expedida há dez meses, esses bancos ainda não se dignaram a fornecer os dados. Tudo isso “sem que o Banco Central exerça seu poder fiscalizatório sobre eles.”

Carlos Eduardo acrescenta que uma das instituições que repassaram cifras incompletas ao Ministério Público, depois de pressionada, complementou as informações. Curiosamente, a segunda fornada de dados registrou a “movimentação de somas elevadas” numa conta anteriormente apresentada como “sem movimentação.”

Segundo o subprocurador, os presidentes dos bancos e os prepostos que “sonegam as informações cometem o crime de desobedicência, previsto no artigo 330 do Código Penal, “além de acorbertarem a prática de crimes financeiros.”

Quanto ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o subprocurador sustenta que, ao assistir passivamente à desobediência dos bancos, ele se converte, “na melhor das hipóteses”, em testemunha-chave dos crimes praticados pelas instituições que deveria supervisionar.

O autor da petição pede ao STJ que oficie aos presidentes dos bancos para que obedeçam às ordens judiciais “no prazo improrrogável de 10 dias”, sob pena de fixação de multa diária. Requer que seja enviado ofício também ao presidente do BC.

Deseja que, no mesmo prazo de dez dias, Tombini informe que “medidas coercitivas” o Banco Central planeja adotar no caso específico e em outros processos análogos em que se verifica a mesma “recalcitrância” dos bancos em cumprir as ordens de quebra do sigilo da clientela encrencada com a Justiça.

O texto do subprocurador menciona vários inquéritos em que instituições financeiras desrespeitam decisões judiciais. Anota que o fenômeno, por recorrente, “sugere uma ação organizada de obstrução da Justiça.” Coisa destinada a “dificultar ao máximo o atendimento às requisições de quebra de sigilo bancário.”

Sustenta que a teimosia dos bancos e a inação do BC, além de afrontar a lei, desrespeitam compromissos assumidos pelo Brasil com a comunidade internacional por meio de tratados. Menciona, de resto, a existência de mecanismos que deveriam simplificar a quebra dos sigilos em operações de combate à corrupção.

Cita uma ferramenta batizada de Simba (Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias). Trata-se de um banco de dados gerido pela Assessoria de Pesquisa e Análise da Procuradoria Geral da República. Deveria tornar o processamento das informações bancárias mais “eficiente” e “ágil”.
O sistema foi aprovado no âmbito de um acordo chamado ENCCLA (Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro). Participaram dos entendimentos, entre outros, a CGU, o Ministério da Justiça, o BC, o Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça e as próprias instituições financeiras, representadas pela Febraban.

Considerando-se o acerto entre as partes e a legislação vigente, escreve o subprocurador Carlos Eduardo, “não há respaldo para que o cumprimento da ordem judicial no prazo estabelecido […] se subordine à conveniência, ao arbítrio, capricho ou às prioridades logísticas dos diretores das instituições financeiras.”

No documento levado ao STJ, o doutor sustenta que o tribunal precisa acabar com “esse sistêmico desdém” que leva o Estado a “se ajoelhar perante o sistema financeiro” para implorar os dados necessários à repressão de crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas.

A CPI do Cachoeira vive um drama semelhante ao retratado pelo subprocurador. A comissão quebrou os sigilos das contas de várias pessoas e empresas. Entre elas a Delta Construções. Alguns bancos ainda não enviaram os dados. Outros forneceram informações incompletas e despadronizadas. Em contato com as instituições financeiras, técnicos da CPI “se ajoelham” para pedir aquilo que a lei manda entregar.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ilha de Jersey se prepara para declarar independência

As autoridades da Ilha de Jersey, que está sob a soberania do Reino Unido, indicaram que podem declarar sua independência. A decisão chega como consequência das tentativas do governo britânico em introduzir restrições ao sistema financeiro das Ilhas do Canal, entre as quais se encontra Jersey. 
 http://actualidad.rt.com/actualidad/public_images/033/033df6937a7f2b0f5bbacba020aaae41_article.png
“As tensas relações com o Reino Unido demonstram que os interesses de Jersey nem sempre coincidem com os britânicos. Se o melhor para a ilha é separar-se, estamos preparados para fazê-lo" disse o vice-premier de Jersey, Philip Beylhach. 

 Jersey é um dos 'offshores' mais populares. Seu sistema fiscal e jurídico está construído de maneira favorável, o que atrai os ativos de corporações transnacionais e estrangeiros ricos, graças a suas isenções fiscais especiais. 

A ilha de Jersey, que conta com uma população de 68000 habitantes, se encontra no Canal da Mancha, ao norte das costas da França, formando parte do arquipelago das ilhas do Canal. Ainda que esteja formalmente sob a soberania britânica, que administra seus assuntos exteriores, Jersey não é parte do país, contando com parlamente, justiça, moeda e idioma próprios.

Via RT

domingo, 24 de junho de 2012

Presidente uruguaio critica sociedade de consumo na Rio+20

O presidente do Uruguai, José Mujica, criticou a cultura do consumo como mecanismo para estimular a economia e alertou que é o Estado quem deve controlar o mercado, e não o contrário, ao realizar seu discurso na abertura da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O mandatário uruguaio afirmou que "a crise da agressão ao meio ambiente não é uma causa", porque "a causa é o modelo de civilização, no qual temos que revisar nossa forma de viver", defendeu.

Ele alertou que, em uma sociedade de consumo, "é preciso fabricar coisas que durem pouco para ter mercado, um círculo vicioso". "Não se trata de voltar às cavernas, mas não podemos ser governados pelo mercado", argumentou.

Para Mujica, o debate que está sendo feito é "filha do mercado e da competência", e é preciso "ter outro tipo de discussão".

A abertura da fase de alto nível da Rio+20, com presença de chefes de Estado e de Governo e representantes, ocorreu ontem à tarde, no Rio de Janeiro.

Venezuela retira embaixador e interrompe fornecimento de petróleo ao Paraguai

Seguindo os passos de Argentina e Brasil, a Venezuela retira seu embaixador do Paraguai. Além do mais, Chávez anunciou que seu país vai interromper o fornecimento de petróleo ao Paraguai.




"Ordenei a retirada de nosso embaixador de Assunção (...) e também interrompemos o envio de petróleo. Sentimos muito, mas não vamos apoiar esse Golpe de Estado de maneira nenhuma", disse o presidente Chávez em Caracas. "Para nós, o presidente do Paraguai continua sendo Fernando Lugo”, disse o presidente, que tachou o ocorrido no Paraguai de "golpe de estado ilegal e inconstitucional" já que "sempre que governam a burguesia e a direita estas coisas ocorrem".

 Nenhum país da América Latina reconhece o governo do agora presidente Federico Franco. Não em vão, uma grande maioria dos estados vizinhos qualificaram o ocorrido de "golpe de estado". 

sábado, 23 de junho de 2012

América Latina está com Lugo

Os presidentes de países latino-americanos apoiam o ex-presidente do Paraguai e são hostis ao novo governo do Paraguai, país ao qual propõem expulsar dos blocos regionais.  

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff disse que o Paraguai poderia ser expulso de grupos internacionais, como Mercosul e Unasul, e propôs que os países membros dos blocos para implementar esta medida. Fontes de Exteriores da Argentina ministério no país disseram que também apóiam a expulsão. 

A presidente Cristina Fernandez anunciou que seu país "não irá validar o golpe de Estado no Paraguai." A presidente da Argentina descreveu como "inaceitável" o que aconteceu em Assunção, e confirmou que seu país não vai reconhecer o novo governo do Paraguai, hoje chefiado pelo vice-presidente, Federico Franco. "Sem dúvida houve um golpe de Estado", disse Fernandez. 

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que Caracas "não reconhece esse vazio e governo ilegal e ilegítimo que foi instalado em Assunção." Com estas palavras, Chávez se juntou a sua voz com o seu homólogo equatoriano, Rafael Correa, que atingiu a demissão de Lugo pelo parlamento de "greve ilegal" e disse que não reconheceria qualquer outro presidente do Paraguai.  

"Independentemente da sessão Fernando, independentemente da decisão da Unasul, a decisão do governo equatoriano não é reconhecer qualquer presidente paraguaio que o presidente legitimamente eleito, Fernando Lugo", garantiu Correa.  

O líder equatoriano da Unasul insistiu em "aplicar a cláusula democrática" do grupo regional, que afirma "não reconhecer governos e fechar as fronteiras" com países que não podem ser considerados democráticos.  

O presidente boliviano, Evo Morales, disse que não reconhece "um governo que não surge das urnas e o mandato do povo" e condenou o "golpe parlamentar" no Paraguai". Morales acrescentou que Lugo "estava destruindo as lojas, com proprietários de terras e grupos de poder", que, segundo ele, "sempre tem um custo."  

O bloco regional Unasul também emitiu um comunicado observando que a demissão de Lugo é "fora de qualquer constituição e fora de qualquer ordem estabelecida."  

Novo presidente do Paraguai, o ex-vice-presidente Federico Franco, pediu aos países vizinhos para "entender" a situação e disse que está empenhado em "fazer todos os esforços para normalizá-lo." O impeachment de Fernando Lugo começou após a morte de 17 pessoas durante a expulsão dos camponeses da terra, segundo as autoridades, tinha ocupado ilegalmente. Entre os mortos 17, 11 eram agricultores e 6 representantes das forças de segurança.  

A câmara baixa do parlamento votou a favor da destituição de Lugo com apenas um voto contrário. Um dia depois, o Senado aprovou a renúncia do presidente com o voto negativo de apenas 4 parlamentares.  

A demissão reuniu cerca de 5.000 pessoas na Praça de Armas de Assunção, capital paraguaia. Os mais ativos tentaram invadir o edifício do parlamento, mas foram dispersados ​​com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Um pouco mais tarde, Fernando Lugo chamou seus partidários a protestar de forma pacífica. Após os combates cessaram declaração.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez (esq.) conversa com Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, a respeito da crise política no Paraguai, em Caracas, Venezuela. Nesta sexta-feira, o presidente paraguaio Fernando Lugo sofreu impeachment e teve de deixar o poder. Em seu lugar assumiu o vice-presidente,


Via RT

Presidente liberal assume após impeachment de Lugo

Menos de duas horas depois do julgamento político que destituiu o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, nesta sexta-feira (22), por “mau desempenho de suas funções”, o vice-presidente Federico Franco assumiu o cargo, que deverá exercer pelos próximos nove meses, até a próxima eleição presidencial.
 
 Franco tomou posse em uma sessão conjunta do Congresso, em meio a aplausos, pouco mais de 90 minutos depois do impeachment de Lugo, que foi encarado como um golpe pelo presidente afastado, por seus partidários e pela comunidade de países sulamericanos. 

Venezuela, Bolívia e Equador já anunciaram que não reconhecem Franco como presidente. Chile e Argentina. 

Após prestar juramento, Franco recebeu a faixa e o bastão presidenciais. Em seu discurso de posse, Franco fez referência à morte de policiais no confronto armado com sem-terra em Curaguaty, um dos motivos alegados pela oposição para afastar Lugo. "A melhor maneira de honrar nossos policiais mortos é iniciar verdadeiro desenvolvimento rural sustentável", disse.

“Este compromisso só será possível com a ajuda e colaboração de todos vocês. A única maneira de levar adiante é entendendo que o Paraguai deve ser comandado por liberais e colorados, católicos e não católicos, e integrantes de todos os movimentos sociais", disse.

Entenda o caso

Eleito presidente do Paraguai em 2008, interrompendo uma hegemonia de seis décadas do Partido Colorado no poder, Fernando Lugo foi derrubado nesta sexta-feira em um conturbado processo "relâmpago" de impeachment.
 
Conhecido como o "bispo dos pobres" por seu histórico de liderança de movimentos sociais quando era bispo da Igreja Católica, Lugo assumiu a Presidência com uma ampla aliança. Porém, acabou governando sem maioria na Câmara dos Deputados e no Senado. 

Setores da oposição já tinham tentado, no passado, iniciar um processo político contra o presidente quando ele assumiu a paternidade de crianças geradas na época em que ainda era bispo, mas a iniciativa não prosperou devido à discordância de forças políticas da própria oposição. 

Desta vez, o apoio do partido de seu vice-presidente, Federico Franco, do PLRA (Partido Liberal Radical Autentico), foi decisivo para que o processo de impeachment fosse iniciado. Lugo e Franco haviam rompido sua aliança recentemente.

"Sem o apoio do PLRA Lugo ficou politicamente isolado", disse à BBC Brasil o analista político Francisco Capli, da consultoria First Análisis y Estudos. Para o analista político Alfredo Boccia, colunista de política dos jornais paraguaios e médico particular de Lugo, "há muito tempo a oposição buscava esse momento".

O que detonou a crise que levou à queda de Lugo?
Parlamentares da oposição acusam Lugo de ser responsável pelas mortes de 11 camponeses e sete policiais em um confronto, na última sexta-feira, na fazenda de Curuguaty, no Departamento (Estado) de Canindeyú, próximo à fronteira com o Paraná. A propriedade pertence ao empresário e político paraguaio Blas Riquelme. 
Conflito em Curuguaty deixou 18 mortos e vários feridos
Opositores sugeriram que o grupo armado EPP (Exército do Povo Paraguaio) estaria envolvido na reação contra os policiais e teria recebido apoio "disfarçado" de Lugo, segundo Boccia. Não existem, porém, comprovações sobre a participação do EPP. A ocupação das terras foi liderada pela Liga Nacional de Carperos (Liga Nacional de Acampados, em tradução livre). 

A disputa por terras se intensificou nos últimos meses com líderes dos sem-terra pedindo uma revisão dos títulos de propriedade dos fazendeiros - em muitos casos brasiguaios - sob argumento de que os latifúndios foram distribuídos de forma ilegal durante o regime militar liderado por Alfredo Stroessner (1954-1989). 

A Constituição do país estabelece que o presidente pode ser processado por "mau desempenho de suas funções, por delitos cometidos no exercício de seus cargos ou por delitos comuns", daí o processo de impeachment.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ahmadinejad acusa "colonialismo" de críticos do programa nuclear

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, criticou nesta terça-feira, na Bolívia, os países "colonialistas" que se opõem ao desenvolvimento das nações, coincidindo com o diálogo sem consenso realizado em Moscou entre o Grupo 5+1 e Teerã sobre o polêmico programa nuclear do Irã. "O longo período de colonialismo é o resultado da atitude e das ações de governos e Estados (...) que são avarentos e se opõem ao desenvolvimento e à liberdade dos outros", afirmou o mandatário iraniano em declarações à imprensa em La Paz.

Ahmadinejad assinou nesta terça-feira, em La Paz, acordos de cooperação com o colega boliviano, Evo Morales, em uma visita relâmpago antes de sua participação na cúpula Rio+20. Ahmadinejad e Morales viajam juntos ao Rio de Janeiro, onde é realizada a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, anunciou o presidente boliviano, após assinar um acordo de combate às drogas com o colega iraniano em La Paz.

A viagem do mandatário pela América Latina, onde depois da Rio+20 deve visitar o presidente venezuelano Hugo Chávez, ocorre em um momento em que negociações complexas são realizadas em Moscou entre os países do chamado Grupo 5+1 e Irã sobre seu plano nuclear, onde há "divergências significativas", segundo os últimos informes.

Em Moscou, o chefe dos negociadores da questão nuclear iraniana, Said Jalili, considerou nesta terça-feira que os dois dias de negociações com as grandes potências em Moscou tinham sido "mais sérios e realistas" do que antes e pediu a estas qua ajam para "por fim ao impasse". "Nós insistimos no fato de que o enriquecimento de urânio com um objetivo pacífico em todos os níveis é um direito da República Islâmica", acrescentou Jalili.

O Irã propôs quatro eixos de cooperação: a confiança, a cooperação pela transparência, a luta contra a proliferação das armas nucleares e a cooperação nuclear, ressaltou Jalili. "Insistimos no fato de que a cooperação pode ser realizada com gestos feitos por uma parte e pela outra, gestos que não são contrários aos direitos do Irã, principalmente o enriquecimento de urânio, incluindo o enriquecimento a 20%", insistiu.
 Evo Morales e Mahmoud Ahmadinejad acenam da sacada do palácio presidencial de Laz Paz, na Bolívia. Foto: AP
No entanto, a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, considerou ainda existem "divergências significativas" entre a República Islâmica e as grandes potências nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã. "Há divergências significativas sobre aspectos fundamentais", afirmou Ashton à imprensa, após uma série de encontros "duros e francos" na capital russa. Uma reunião de especialistas será realizada no dia 3 de julho em Istambul, e será seguida por uma outras de líderes de alto nível em uma data ainda não estabelecida, acrescentou Ashton.

Durante as negociações em Moscou entre o grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) e o Irã, as grandes potências reafirmaram o seu pedido a Teerã para que cesse as suas atividades de enriquecimento de urânio a 20%, como é o caso atualmente, e feche a sua usina subterrânea de Fordo, ressaltou a chefe da diplomacia europeia.

Os presidentes de Estados Unidos e Rússia, Barack Obama e Vladimir Putin, disseram nesta segunda-feira que o Irã "deve empreender sérios esforços para recuperar a confiança internacional sobre a natureza exclusivamente pacífica de seu programa nuclear". Washington e Moscou advertiram que "para isso, Teerã deve cumprir seus compromissos completamente (...) e cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para solucionar rapidamente todos os assuntos pendentes".

Terra

terça-feira, 19 de junho de 2012

ONU Exige que Estados Unidos esclareça quem decide a quem matar com seus drones

Um investigador da ONU exigiu que a Casa Branca explique como a decide matar supostos membros da Al Qaeda ou do Talibã, em vez de capturá-los. A exigência é devido a um número crescente de mortes civis no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Somália e Iêmen causadas pelos drones Norte-Americanos.
 
O relator das Nações Unidas sobre execuções arbitrárias, Heyns Christof, exortou Washington a esclarecer como a decisão de "matar em vez de captura" aos que considera criminosos e se o Governo do país onde o ataque ocorreu deu o seu consentimento.


Citando dados da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, o superior relatou que os EUA mataram pelo menos 957 pessoas no país apenas em 2010. Milhares de pessoas morreram no país em 300 ataques aéreos desde 2004, acredita-se que 20% deles são civis.


A Exigência de Heyns é a reiteração das recomendações feitas anteriormente pelo relator, que fez uma visita para os EUA em 2008.


Também Christof Heyns manifestou preocupação com o precedente que pode definir esta prática, o que permitiria que qualquer governo, sob o pretexto de combater o terrorismo assassinato, um indivíduo em outro país, se considerada uma ameaça à sua segurança.


Drones desempenham um papel fundamental em operações de contraterrorismo muitos dos Estados Unidos. No início deste mês, como resultado de um ataque aéreo no Paquistão foi morto um líder da Al Qaeda, Abu Yahya al-Libi. O embaixador dos EUA em Islamabad foi convidado para o Ministério do Exterior paquistanês, onde ele expressa um forte protesto contra as operações aéreas.


No Paquistão, ao contrário do Afeganistão, não há conflito de renome internacional, mas os militares dos EUA. Estados. continuar a atacar suspeitos da Al-Qaeda no Paquistão santuários. "Temos claro que vamos nos defender", disse em 06 de junho, o chefe do Pentágono, Leon Panetta. Segundo o alto funcionário no Paquistão estão escondidos os terroristas que organizaram o 11-S. Islamabad pede a realização de tais operações em violação do direito internacional e a soberania do Paquistão.




Via RT

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Google divulga relatório 'alarmante' de pedidos de remoção de conteúdo

O Google divulgou nesta segunda-feira (18) seu relatório de transparência, em que nota que houve uma incidência alarmante de pedidos de censura à internet nos últimos seis meses por parte de governos.

A empresa afirma ter recebido mais de mil requisições para retirar conteúdo, como vídeos disponíveis no site YouTube ou resultados de buscas.

Dorothy Chou, analista sênior de política do Google, afirma que a empresa pensava, em 2010, que esses pedidos de censura eram uma aberração. Agora sabemos que não são.

O Google recebeu 461 ordens vindas de tribunais para remover 6.989 itens da internet e consentiu em 68% desses casos. Houve também 546 pedidos informais, 46% dos quais foram atendidos.

O estudo não leva em consideração a censura na China e no Irã, que bloqueiam conteúdo sem notificar a empresa.

Fonte

Post Scriptum: Deve se levar em conta também ações do FBI em relação a determinados sites de compartilhamento de arquivos, agindo de forma menos tolerante que nações ditas "menos democráticas".

Rússia planeja enviar navios à base síria; Obama e Putin debatem conflito no G20

Em seu primeiro encontro desde que Vladimir Putin assumiu seu terceiro mandato como presidente russo em maio, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os dois concordaram nesta segunda-feira sobre a necessidade de um processo político na Síria para evitar a guerra civil em todo o país, afirmando que quaisquer tensões entre os EUA e a Rússia podem ser trabalhadas. O presidente russo, por sua vez, afirmou que ele Obama encontraram muitos "pontos comuns" em conversas sobre a crise síria e continuarão as discussões.

Os presidentes de EUA e Rússia prometeram trabalhar com outros agentes internacionais, incluindo o enviado especial para a Síria, Kofi Annan, para encontrar uma solução para a crise no país árabe.

O encontro ocorreu no mesmo dia em que a agência de notícias russa Interfax anunciou que dois navios navais com marines (fuzileiros navais) - Nikolai Filchenkov e Caesar Kunikov - estão prontos para dirigir-se à Síria para proteger os cidadãos russos e uma base naval no país árabe, no que pode ser o primeiro reforço conhecido de presença militar de Moscou desde o início do levante para depor o presidente sírio, Bashar al-Assad, há 15 meses.

Citando uma autoridade da Marinha russa, a Interfaz afirmou que dois navios de assalto anfíbios se encaminhariam ao porto Mediterrâneo de Tartus, onde a Rússia tem sua única base naval na região do Oriente Médio.

O oficial não deu uma data precisa para o envio das embarcações nem anunciou quantos marines serão posicionados na base. Cada navio tem capacidade para levar 300 marines e uma dezena de tanques, de acordo com informações da mídia russa.

A Rússia tem sido o aliado mais forte de Assad desde o início do levante, protegendo o regime de Damasco de medidas internacionais para retirá-lo do poder.

 Moscou também é o maior fornecedor de armas da Síria, em relação que oferece à Rússia um papel de peso na diplomacia do Oriente Médio. De acordo com a autoridade cidade pela Interfax,  os navios estão "prontos para garantir a segurança dos cidadãos russos e a infraestrutura da base naval russa" em Tartus.

A autoridade afirmou que os tripulantes "se uniram a unidades de marines que são capazes de proteger a segurança dos cidadãos russos e retirar uma parte da propriedade da base logística". O envio das embarcações e dos militares parece refletir a preocupação crescente de Moscou com o futuro de Assad e com a escalada do conflito.

Questionado se o Pentágono estava preocupado com o plano russo, autoridades em Washington responderam que dependia da missão. Eles disseram não ter nenhum comentário sobre o objetivo declarado de proteger cidadãos russos e a posição militar russa no país, algo que os EUA fariam em um país estrangeiro em uma situação similar.

O que preocuparia os EUA, disse o porta-voz John Kirby, é se os navios russos estivessem levando armas ou pessoas para apoiar o regime de Assad na repressão. "O secretário de Defesa (Leon Panetta) continua preocupado com quaisquer esforços de países ou organizações externas de fornecer armas letais ao regime sírio para que possam matar seu próprio povo", disse Kirby.




Via Ultimo Segundo