terça-feira, 22 de maio de 2012

Desemprego entre jovens no mundo deve se manter em alta até 2016, diz OIT

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou um novo relatório nesta terça-feira (22/05) em relação ao desemprego de jovens pelo mundo e a situação não é das mais otimistas. Segundo a organização, a tendência para os próximos quatro anos é que a taxa mundial de jovens desempregados continue alta.

Somente em 2012, segundo o relatório da organização, a estimativa é que aproximadamente 75 milhões de jovens, entre 15 e 24 anos, fiquem desempregados.

“A crise de desemprego entre os jovens pode ser vencida desde que a criação de emprego para eles se torne uma prioridade no processo político e que os investimentos no setor privado acelerem radicalmente", disse o diretor executivo da OIT para o Emprego, José Manuel Salazar-Xirinachs.

Ainda de acordo com o relatório, em comparação com os dados apresentados em 2007, neste ano haverá 4 milhões de jovens desempregados a mais. Segundo o estudo, intitulado como Tendências Mundiais do Emprego dos Jovens, 12,7% dos jovens devem ficar desempregados nesse ano.

O índice é idêntico àquele apresentado no auge da crise econômica de 2009, mas é superior aos números referentes ao ano passado, quando o desemprego atingia 12,6% dos jovens entre 15 e 24 anos no mundo.

“[O que deve ser feito] passa por medidas como alívios fiscais e incentivos para as empresas que contratam jovens, esforços para reduzir a diferença de competências entre os jovens, programas de empreendedorismo que integrem formação qualificada, e acesso aos capitais, bem como uma melhoria da proteção social dos jovens", disse Salazar-Xirinachs.

A alta nos índices de desemprego, aliada à crise econômica que atinge o continente, é o que mais tem provocado protestos de jovens pela Europa, em especial na Espanha, Itália, Inglaterra e Portugal.


 Via Opera Mundi

Quase 2 mil peças falsificadas chinesas encontradas em aviões militares dos EUA

Um grande número de aparelhos eletrônicos chineses falsificados está sendo usados em equipamentos militares americanos. A informação foi divulgada em um relatório do Senado americano.

O documento trata de uma investigação realizada ao longo de um ano. Durante esse período, o Comitê do Senado das Forças Armadas descobriu que um total de 1.800 peças falsificadas foram usadas em aeronaves militares americanas.

Das mais de 1 milhão de peças tidas como suspeitas, cerca de 70% teriam vindo da China, de acordo com o relatório.

O problema foi atribuído às limitações da rede de abastecimento de peças existente nos Estados Unidos e ao fracasso chinês em conter seu mercado ilegal.

Segundo o comitê, a falha em uma peça importante pode ocasionar riscos e ameaçar a segurança nacional americana, e, além disso, acarretar custos elevados para o Departamento de Defesa.

O documento afirma que os militares americanos dependem de uma série de ''pequenos e incrivelmente sofisticados componentes'' encontrados em sistemas de visão noturna, rádios e aparelhos de GPS. A falha de uma única peça poderia colocar um soldado em risco, disse o relatório.

O comitê do Senado afirmou ainda que peças falsas foram achadas em helicópteros SH-60B utilizados pela Marinha, em aviões de carga C-130J e C-27J e no avião Poseidon P-8A da Marinha.

Depois da China, as maiores fontes de peças falsificadas para aviões militares são a Grã-Bretanha, segundo o documento.

Críticas à China

O comitê fez críticas à China por fracassar em conter fabricantes de peças ilegais. Os senadores disseram ainda que a China não concedeu vistos para os políticos do comitê que pretendiam realizar investigações no país.

''Em vez de reconhecer o problema e de tentar de forma agressiva interromper a ação dos falsificadores, o governo chinês tenta evitar o escrutínio'', afirmou.

Mas os senadores concluíram ainda que programas do Departamento de Defesa, como o Programa de Intercâmbio de Dados de Indústrias e o Governo (Gidep, na sigla em inglês), que visa rastrear peças falsificadas, vem ''deixando a desejar''.

Entre 2009 e 2010, o Gidep recebeu apenas 217 relatos relativos a supostas peças falsificadas, a maioria delas vieram de apenas seis companhias. Somente 13 relatos foram fornecidos por agentes governamentais.
O documento elogia, no entanto, o Ato de Autorização de Defesa Nacional, promulgado pelo presidente Barack Obama no final do ano passado para combater a entrada de peças falsificadas no país e reduzir a terceirização de componentes de fornecedores desconhecidos.

A divulgação do relatório sobre a China se dá em um momento em que os Estados Unidos estão procurando intensificar sua estratégia de defesa para a região Ásia-Pacífico.

O Departamento de Defesa também está se preparando para cortar cerca de US$ 450 bilhões (R$ 912 bilhões) de seu orçamento ao longo da próxima década.

 

 Via BBC

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Europa faz planos para possível saída grega do euro

Por Sebastian Moffett e Mike Peacock


BRUXELAS/LONDRES, 18 Mai (Reuters) - As autoridades europeias estão trabalhando em planos de contingência no caso de a Grécia sair da zona do euro, afirmou nesta sexta-feira o comissário comercial da União Europeia (UE), Karel De Gucht, enquanto Berlim disse estar preparada para todas as eventualidades.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, um dos críticos mais ferrenhos da Grécia, disse que a turbulência do mercado, alimentada pela crise da dívida da zona do euro, pode durar um ano ou dois.
"Quanto à crise de confiança no euro ... em 12 a 24 meses, vamos ver uma calmaria nos mercados financeiros", afirmou.

Os formuladores de políticas insistem que querem que a Grécia permaneça na zona do euro, mas o comissário de Comércio da União Europeia, Karel De Gucht, disse que a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu estavam trabalhando em cenários caso o país tenha que sair.
"Um ano e meio atrás, talvez houvesse o risco de um efeito dominó", disse De Gucht ao jornal belga em língua holandesa De Standaard.

"Mas hoje há no Banco Central Europeu, bem como na Comissão, serviços que trabalham em cenários de emergência se a Grécia não conseguir. A saída grega não significa o fim do euro, como alguns dizem."
Especulações sobre tal planejamento têm sido abundantes, mas os comentários de Gucht, que foram confirmados por uma pessoa próxima a ele, pareciam ser a primeira vez que um oficial da UE reconheceu a existência de contingências sendo elaboradas.

Um porta-voz do Ministério das Finanças alemão, questionado sobre os planos para uma possível saída grega, disse sem dar mais detalhes: "O governo alemão tem, naturalmente, a responsabilidade com seus cidadãos de estar preparado para qualquer eventualidade".

Mas um porta-voz da Comissão Europeia, o braço executivo da UE, escreveu no Twitter que não havia planejamento ativo.


"A Comissão Europeia nega firmemente (que) está trabalhando em um cenário de saída para a Grécia", escreveu Oliver Bailly. "A Comissão quer que a Grécia permaneça na zona do euro."
As ações no mundo caíram e os custos de empréstimos na Alemanha atingiram recordes de baixa conforme incerteza sobre o futuro da Grécia na zona do euro e o aprofundamento da crise bancária espanhola reforçaram a busca por ativos seguros.

Os investidores foram abalados por um rebaixamento nos ratings de 16 bancos espanhóis pela Moody's Investors Service, embora a ação já fosse esperada.

O sentimento azedou a tal ponto que uma pesquisa de opinião mostrando que os gregos estão voltando a apoiar os partidos que apoiam o resgate do país teve pouco impacto.

Se eles votarem dessa forma nas eleições de 17 de junho, o lugar da Grécia na zona do euro ficaria mais garantido e a ameaça de contágio para países como a Espanha iria diminuir.

A pesquisa, a primeira realizada desde que as negociações para formar um governo fracassaram e uma nova eleição foi convocada, mostrou o partido conservador Nova Democracia em primeiro lugar, vários pontos à frente do radical de esquerda Syriza, que prometeu rasgar o programa de resgate de 130 bilhões de euros.

"Cabe aos políticos gregos explicar a realidade a seu povo e não fazer falsas promessas", disse Schaeuble à rádio francesa Europe 1. "Queremos que a Grécia fique no euro, mas cumpra os seus compromissos, e isso é uma decisão que cabe aos gregos."

Via Reuters

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Espanha proporá ao Brasil acordo UE-Mercosul sem a Argentina

O ministro de Relações Exteriores espanhol, José Manuel García-Margallo, afirmou nesta segunda-feira que abordará com as autoridades brasileiras, na viagem que fará ao país nesta quarta-feira, a possibilidade de seguir negociando um acordo de associação entre a União Europeia (UE) e o Mercosul sem a Argentina devido ao polêmico caso da petrolífera YPF.

"O Brasil é uma potência emergente de um interesse enorme para nós. Quem tem que contemplar se quer uma negociação de uma maneira ou de outra é o Brasil", declarou García-Margallo ao término de um Conselho de Ministros de Exteriores da UE em Bruxelas.

"O que digo é que, para alcançar um acordo de associação, que tem que estar ratificado pelo Parlamento Europeu e por todos os Parlamentos nacionais, é preciso cumprir as regras do jogo. E é evidente que neste momento a Argentina não parece cumpri-las", continuou o ministro, que propôs a seus colegas europeus em abril a possibilidade de seguir negociando com o Mercosul, mas sem os argentinos.

O Executivo espanhol considera que a decisão do governo de Cristina Kirchner de expropriar da YPF a companhia petrolífera espanhola Repsol impede a negociação de um convênio comercial entre a UE e os países que integram o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), se as autoridades de Buenos Aires não aceitam oferecer à empresa uma compensação justa.

Na opinião de García-Margallo, tanto os 27 membros do bloco europeu como os países do Mercosul devem refletir agora sobre se devem continuar a negociação com a Argentina, um país que, assinalou, "não segue as regras do jogo" nem em nível comercial nem no campo dos investimentos.

O ministro lembrou que a Argentina tem "casos pendentes" no organismo internacional encarregado de dirimir disputas por investimentos (Ciadi) e que o Senado americano "se propôs a considerar a expulsão da Argentina do G20 como consequência do que fez com a Repsol".

Além disso, apontou que a Comissão Europeia deve descartar a Argentina de seu sistema de vantagens tarifárias (o Sistema Geral de Preferências, SGP), a partir de 2014, por considerar que o país sul-americano alcançou um nível de renda médio-alto.

"O que têm que fazer (as autoridades argentinas) é que, se expropriam, têm que pagar. Me parece razoável. E se não, se expõem a sérias consequências. No Banco Mundial está sendo considerada a possibilidade de que um país que descumprir um laudo, que tem uma sentença que não executa, tenha seu financiamento cortado", assinalou.

O ministro espanhol insistiu que a decisão sobre a desapropriação da companhia petrolífera "causa dano a uma empresa espanhola, mas, no final, prejudica à economia argentina. É preciso buscar uma solução que evite esses danos".

"Acho que o caminho tomado pela Argentina é um mau caminho, e me preocupa muito a Espanha, mas me preocupa enormemente a Argentina também", concluiu.

A UE e o Mercosul negociam desde o ano 2000 um amplo acordo de associação que inclui um tratado de livre-comércio.

Após as negociações permanecerem bloqueadas desde 2004, foram retomadas em 2010, mas, desde então, não avançaram no importante capítulo do acesso dos produtos aos respectivos mercados.

Fonte