sábado, 12 de maio de 2012

Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos

Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de raio X. Assista ao vídeo.
O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.
O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens.
Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.








A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de raios X, montando uma imagem tridimensional.
Com estas imagens, os cientistas conseguiram compreender o mecanismo e suas engrenagens.

Via G1

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Menos Dinheiro, mais pessimismo

Segundo pesquisas recentes, os americanos estão cada vez mais pessimistas sobre o estado da economia e as ações presidenciais, a este respeito.

Uma pesquisa da Associated Press-GfK mostra que, mesmo companheiros de Barack Obama tem uma má opinião sobre o futuro econômico. Enquanto em fevereiro 48% dos democratas classificaram a economia dos EUA como "bom", agora apenas 31% pensam assim.

Americanos em geral, acreditam que o ponto mais fraco do país é evidente nos preços da gasolina. Quase dois terços da população, ou seja, 65% desaprovam  a abordagem de Obama do problema, enquanto fevereiro passado, 58% pensavam assim.

Este descontentamento é apesar de ter registrado uma queda significativa nos preços do petróleo no mês passado: um galão de combustível caiu de US $ 3,94, o pico em 1 de abril, para US $ 3,75.

A maioria dos americanos (52%) também desaprova a movimentação da economia, contra 46% que aprovam tratamento Obama. Três meses atrás, os cidadãos do país é quase igualmente divididos em relação a esta questão.

A situação econômica continua sendo um dos mais graves os EUA. Estados., Que após a crise financeira global enfrentou a recessão mais grave desde a Grande Depressão dos anos 20. Embora a recessão terminou oficialmente em 2009, o país ainda tem dificuldades financeiras, como o tamanho de sua dívida externa (e crescente) e taxa de desemprego, que atualmente é de 8,1%, afetando cerca de 12,5 milhões de americanos.


Via RT

quinta-feira, 10 de maio de 2012

China começa a comprar bancos estado-unidenses


  

A Reserva Federal (FED) dos EUA autorizou pela primeira vez na história um banco chinês comprar uma entidade estado-unidense. O Banco Industrial e Comercial da China adquirirá ações na divisão estado-unidense do Bank of East Asia. Outras duas instituições bancárias chinesas receberam também permissão para ampliar seu negócio nos Estados Unidos.

Os especialistas indicam que é uma grande realização para a China e seus bancos, o que os permitirá desenvolver mais suas empresas nos EUA e Europa.

As negociações para que o maior banco chinês adquira ações estado-unidenses se realizaram em Janeiro de 2011. Sem embargo, para fechar a operação com êxito necessitou-se a aprovação das autoridades reguladoras.

O processo tomou mais tempo do normalmente requerido. O procedimento padrão consiste em um período de 60 dias de revisão de uma solicitação. Neste caso, a Reserva Federal realizou um controle minucioso dos princípios do sistema regulatório da China para o cumprimento das normas internacionais.

"Não se encontraram provas de que os métodos e normas de contabilidade dos principais bancos chineses, como o ICBC não sejam confiáveis". O FED também deu permissão ao Banco Agrícola da China para abrir uma sucursal em Nova Iorque e o Banco da China para fazer seu próprio em Chicago.

Em torno de 70% do Banco Industrial e Comercial da China pertence ao Governo. Em termos de ações, o banco é o maior não somente na China mas também no mundo, com 2,5 Bilhões de dólares. Em termos de comparação, as ações do estado-unidense JP Morgan Chase ascendem a 2,3 bilhões de dólares. Nos EUA o banco chinês tem previsto oferecer aos clientes depósitos em yuan.

Via RT

Eleitores da Grécia e França colocam a zona do euro em xeque

Os eurocéticos se recusam a pagar a dívida grega. François Hollande contraria a Alemanha e quer eurobonds e mais dívidas. Mudanças em Atenas e Paris podem representar séria ameaça à estabilidade da zona do euro. 

Na Grécia, os eleitores deram vazão à sua frustração com as duras medidas de contenção e a recessão. Os dois grandes partidos populares conseguiram pouco mais de 30% dos votos nas eleições parlamentares. Nas últimas décadas, ambos vinham se alternando no poder, e no pleito de 2009 detiveram quase 80% dos votos.

A maioria dos novos parlamentares é contra o curso de contenção imposto pelos países credores. "A maioria é, antes, radicalmente contra pagar dívidas", comenta o especialista Hans-Peter Burghof, da Universidade de Hohenheim. "Eles partem do princípio de que as dívidas são injustas e que não é preciso honrá-las. E é com essa atitude básica – eleita e desejada pelos gregos – que eles se apresentam diante dos mercados de capital."

Hollande em confronto com Berlim

Até agora, o país assolado pelo endividamento tem sido mantido graças à ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Mas isso pode mudar, antecipa o economista-chefe do banco Berenberg Bank, Holger Schmieding,. É possível que a Europa feche a torneira de dinheiro, se no governo da Grécia não houver mais ninguém disposto a implementar as metas de reforma, diz ele. E aí o país poderá ser excluído da zona do euro.


Hans-Peter Burghof , Universidade de Hohenheim

Burghof vai além e diz que os políticos europeus devem considerar a manifestação dos eleitores gregos e agir em conformidade com ela. Isso significa: não arcar mais com a responsabilidade pelas dívidas da Grécia, "nem de forma direta – por mecanismos de resgate ou por ideias malucas, como os eurobonds – nem de forma indireta, através do Banco Central Europeu".

Foi o que integrantes do governo alemão, como os ministro do Exterior, Guido Westerwelle, e das Finanças, Wolfgang Schäuble, ameaçaram fazer nesta quarta-feira (09/05). Se o futuro governo da Grécia não permanecer no rumo das reformas, a ajuda será suspensa. "Está agora nas mãos da Grécia se o país permanece ou não na zona euro", avisou Westerwelle.

É justamente uma "ideia maluca" como os eurobonds, as obrigações europeias comuns, que o novo presidente da França, François Hollande, quer introduzir. Do Banco Central Europeu, ele deseja um papel ainda mais ativo no combate à crise, e quer promover o crescimento através de ainda mais dívidas.

No fundo, o novo líder francês é a favor de tudo que a Alemanha execra. Acima de tudo, como enfatizou repetidamente em sua campanha eleitoral, ele quer renegociar o pacto fiscal. E, no entanto, esse foi o único resultado palpável do trabalho de gestão da crise pelos políticos.

Mas o que agora sugere conflito com a Alemanha, não precisa necessariamente terminar em confronto.

Hollande agirá de forma pragmática, opinou à DW a especialista Ansgar Belke, da Universidade de Duisburg-Essen. "Pois também ele sabe que a Alemanha é o parceiro comercial mais importante e que a França está encurralada."

Estabilidade indesejada

Nos últimos anos, a França vem perdendo cada vez mais terreno na competição com a Alemanha. Enquanto em 2011 o deficit orçamentário de Paris foi de 5,2% do PIB, o de Berlim foi de apenas 1%. A taxa de desemprego da França é quase duas vezes maior do que a alemã. Enquanto na Alemanha a exportação prospera, a parcela francesa nos índices de exportação da UE encolhe. Por isso, a segunda maior economia da zona do euro é observada de perto pelos mercados de finanças. E Hollande sabe disso.


Ansgar Belke, Universidade de Duisburg-Essen

"Os mercados de finanças o punirão, assim que ele quiser pôr em prática qualquer uma das coisas que pretende", afirma Belke. A confiança dos investidores na União Monetária Europeia está abalada, desde as eleições. As cotações das ações afundam em todo o mundo, o euro cai abaixo da marca de 1,30 dólar, fato que não deixa de alegrar muita gente na zona do euro.

"No fundo, a maioria aqui é de gente que não está mais interessada em estabilidade", diagnostica o economista Burghof. Eles querem uma moeda flexível, "que permita governar com maior facilidade e que, acima de tudo, permita explorar melhor os parceiros mais abastados".

Por esse motivo, Burghof não crê que a Alemanha conseguirá manter por muito tempo seu bom rating de crédito. No entanto, se esse país – sua mais forte garantia de estabilidade – fraquejar, então os dias da zona do euro também estarão contados.

Autora: Zhang Danhong (av)
Revisão: Alexandre Schossler

Via Deutsche Welle

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Prisioneiros políticos da Alemanha Oriental teriam produzido para empresas ocidentais

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Até 1989, muitas empresas ocidentais produziam seus artigos na Alemanha de regime comunista. A mão de obra barata, no entanto, muitas vezes era de prisioneiros, submetidos a más condições de trabalho. 

Tudo começou com acusações contra o fabricante de móveis Ikea, segundo as quais os produtos vendidos pelo grupo sueco teriam sido produzidos, durante anos, por trabalhadores forçados. No dia 2 de maio, a rede de televisão sueca SVT transmitiu uma reportagem com depoimentos de antigos prisioneiros da República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha de regime comunista.

Segundo os testemunhos, prisioneiros políticos da RDA teriam fabricado móveis da Ikea em prisões da antiga Alemanha Oriental até a queda do Muro de Berlim, no final de 1989. Este não seria um caso isolado, mas uma prática comum de que muitas empresas da Alemanha Ocidental também teriam tirado proveito, já que todos os prisioneiros na Alemanha Oriental eram obrigados a trabalhar.


A Ikea foi acusada de utilizar trabalho forçado na então Alemanha Oriental  Ikea foi acusada de utilizar trabalho forçado na então Alemanha Oriental

"Os prisioneiros eram obrigados a fazer, sob as piores condições, o trabalho mais pesado e sujo, que mais ninguém queria fazer", diz o pesquisador Steffen Alisch, da Universidade Livre de Berlim, especialista em Alemanha Oriental.

A empresa Ikea quer agora saber se as alegações correspondem à verdade. Para isso, pretende pesquisar nos arquivos da polícia política da Alemanha Oriental, a Stasi. Em 2011, uma reportagem da televisão pública alemã WDR revelou que 65 locais de produção na então Alemanha Oriental haviam trabalhado para a firma sueca. Não se sabe, no entanto, a proporção de trabalho forçado usado para fazer móveis para a Ikea.

O trabalho forçado era planejado


Hildigund Neubert, responsável pelos arquivos da Stasi na Turíngia Hildigund Neubert, responsável pelos arquivos da Stasi na Turíngia

Sabe-se, no entanto, que o trabalho forçado fazia parte da economia da RDA. Em meados dos anos 1980, havia no país 20 mil presos. Os prisioneiros representavam "apenas" 1% da produção industrial, mas o governo "não queria abrir mão deles", disse à DW Hildigund Neubert, responsável pelos arquivos da Stasi no estado da Turíngia. "Quando eram concedidos indultos, havia reclamações dos ministérios. Eles temiam que, sem esses trabalhadores, as metas econômicas não seriam alcançadas".

Pelo seu trabalho, os prisioneiros recebiam um salário miserável. Neubert diz ser difícil apurar as responsabilidades de firmas ocidentais em particular. Para ela, seria um gesto louvável se as empresas que lucraram com o negócio sujo do trabalho forçado fizessem doações a fundações como forma de restituição.
 
Não era segredo, mas era pouco conhecido


Tecidos produzidos na antiga Alemanha Oriental Tecidos produzidos na antiga Alemanha Oriental

Era do conhecimento público que a RDA fabricava produtos para empresas ocidentais, que tiravam proveito dos salários baixos na RDA. A Alemanha Oriental via as exportações para o ocidente como oportunidade para obter divisa forte, que precisava em ritmo crescente.

Neste sentido, a RDA tinha acordos de cooperação com a Suécia e o Japão. "Com a Alemanha [Ocidental] um acordo formal teria sido impossível", diz a economista Maria Haendcke-Hoppe-Arndt, antiga funcionária do arquivo da Stasi. Isto porque, em nível oficial, a Alemanha Oriental queria evitar qualquer ligação com a Alemanha Ocidental. Por outro lado, o governo alemão-ocidental tinha interesse nas relações de comércio e em uma política de "mudança através da aproximação".

Por isso, a "troca" acontecia sob um complicado esquema indireto descrito assim por Haendcke-Hoppe-Arndt: "Se, por exemplo, a empresa de venda por catálogo Quelle precisasse de 10 mil máquinas de lavar, isso era registrado na Comissão Central de Planejamento e, depois, encaminhado para o ministério competente. Daí, o pedido ia para o Departamento de Comércio Exterior, que não produzia nada e era apenas responsável pela venda. Ou seja, as máquinas de lavar acabavam no plano de exportações sem que o nome Quelle aparecesse".

De combustível a aventais


Moda prática do Leste alemão Moda prática do Leste alemão

"Havia acordos sobre quem poderia fornecer o quê e como", ressalta a jornalista Anne Worst, autora de Produtos do Leste para o Ocidente, um documentário abrangente da emissora pública alemã MDR. "Um local de encontro importante era a Feira de Comércio de Leipzig [no leste da Alemanha], por concentrar muitos empresários".

De acordo com Worst, 6 mil empresas da Alemanha Ocidental tinham ligações comerciais com a RDA. Entre elas, as empresas de venda por catálogo Quelle e Neckermann, a fabricante de calçados Salamander e a empresa de cosméticos Beiersdorf, mas também outras empresas menos conhecidas, como a fabricante de pilhas Varta e a Underberg.

Enquanto a então União Soviética fornecia ao país também de regime comunista petróleo a preços baixos, as exportações da Alemanha Oriental de produtos derivados do petróleo eram enormes, tal como as exportações de produtos químicos, de máquinas e de produtos têxteis.

A margem de lucro era grande. Anne Worst ficou particularmente impressionada com um exemplo dos anos 1970. Ao liberar uma grande quantidade de mercadorias de uma só vez, a RDA disponibilizou dez milhões de aventais: "A empresa Quelle comprou estes aventais por alguns centavos, colocou-os em pacotes de três e os vendeu no seu catálogo por 9,99 marcos alemães". Em poucas semanas, havia vendido tudo com um lucro de 30 milhões de marcos.

Interdependência


Produtos nas lojas Intershop normalmente só eram acessíveis aos alemães-ocidentais Produtos nas lojas Intershop normalmente só eram acessíveis aos alemães-ocidentais

Os têxteis eram os produtos de exportação mais conhecidos da Alemanha comunista, mas não eram os mais exportados: "A RDA fornecia um incrível número de alimentos para o oeste. Carne de porco, legumes e vegetais, que, em parte, faltavam aos alemães-orientais. No que diz respeito a alimentos frescos, Berlim Ocidental inteira dependia dos produtos da Alemanha Oriental".

A exportação de produtos era possível através da chamada "produção permitida" [para a Alemanha Ocidental]. Matérias-primas, máquinas e planos eram entregues à RDA, que entregava os produtos já acabados ou processados. Parte da produção permanecia na Alemanha Oriental para incrementar o estoque das lojas Intershop. Estas vendiam produtos mais caros, de alta qualidade. Por não aceitarem o marco da Alemanha Oriental, eram uma forma de o governo arrecadar moeda forte.

Negócios secretos

Para além destas transações bastante burocráticas, havia outra área de relações comerciais que permanece largamente desconhecida. Em 1966, foi criado um departamento especial para a "Coordenação Comercial" no Ministério do Comércio Exterior. O seu diretor era Alexander Schalck-Golodkowski, que se tornou ministro do Comércio Exterior em 1975. Schalck-Golodkowski tornou-se famoso em 1983 por negociar com o então governador da Baviera, Franz Josef Strauss, uma linha de crédito para a RDA de vários bilhões de dólares.

O seu departamento, conhecido por "KoKo", abreviatura do nome em alemão, tinha como função juntar moeda forte de todas as formas possíveis. Em 1976, o departamento foi desmembrado, se tornou autônomo e se transformou em uma das instituições mais fortes no país.

Como o departamento conseguia dinheiro? Essa é uma "extensa área ainda a ser pesquisada", diz a jornalista Anne Worst.

Autor: Günther Birkenstock (gcs)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Via Deutsche Welle

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pouco contato com natureza 'aumenta a incidência de alergias'

Atualizado em  8 de maio, 2012 - 11:29 (Brasília) 14:29 GMT

Foto: Reuters
Bactérias mais abundantes na natureza aumentam resposta imunológica a alergênicos


A falta de exposição à natureza pode estar aumentando a incidência de asma e outras alergias entre moradores de cidades, segundo um estudo finlandês.

Os cientistas dizem que certas bactérias, apontadas em outros estudos como benéficas para a saúde humana, são encontradas em maior abundância em ambientes rurais.
Esses micro-organismos cumprem um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico, explicam os especialistas.

As conclusões do estudo foram divulgadas na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Existem micróbios em todo lugar, inclusive em áreas urbanas, mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós", disse à BBC um dos autores, Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque.

Função 'especial'

Para realizar a pesquisa, a equipe coletou amostras de pele de 118 adolescentes finlandeses e constatou que os que viviam em fazendas ou perto de florestas tinham maior diversidade de bactérias e eram menos sensíveis a alergias.

Hanski explicou que as bactérias são benéficas para nós porque promovem a microbiota - o conjunto de micro-organismos que formam colônias dentro do corpo ou sobre a pele, mas sem provocar doenças.

Segundo ele, estes micro-organismos são importantes "para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico".
O estudo também permitiu que a equipe identificasse um grupo de bactérias, conhecidas como gama proteobactérias, que têm uma "função especial".

Um dos tipos de gama proteobactéria, chamada Acinetobacter, foi "fortemente associado ao desenvolvimento de moléculas anti-inflamatórias".

"Basicamente, nosso estudo revelou que quanto maior a quantidade dessa bactéria em particular você tem na pele, (maiores suas) respostas imunológicas capazes de suprimir reações inflamatórias (ao pólen, a animais, etc)", afirmou Hanski.
"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios."
                                                                               Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque


O cientista explicou ainda que as gama proteobactérias tendem a ser mais prevalentes em ambientes vegetais, como florestas e terras usadas para agricultura, do que em ambientes urbanos e na água.

"A urbanização é um fenômeno relativamente recente, durante a maior parte do nosso tempo (de evolução da espécie humana), temos interagido em uma área que hoje chamamos de ambiente natural."

"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios".

Hanski admite que não é possível reverter a tendência global de urbanização, mas disse que há uma série de opções para aumentar o contato com ambientes naturais.

"Além de preservar áreas naturais fora de áreas urbanas, acho que é importante fazer um planejamento de cidades que inclua espaços verdes, cinturões verdes e infraestrutura verde."

Via BBC Brasil

Sírios votam em eleições legislativas

O povo sírio definiu o rumo do processo reformador na segunda-feira ao votar um novo Parlamento, expressão das mudanças introduzidas pelo governo do presidente Bashar al-Assad, de acordo com autoridades e moradores da região.
 
Após a conclusão do exercício eleitoral no país, 22:00h de segunda-feira, os 14.788.000.644 eleitores aguardam os resultados destas eleições multi-partidárias que, de acordo com o presidente do Comité de Alto Eleitoral, o juiz Khalaf al-Izzawi, serão anunciados em breve. 
Fracassadas as tentativas de boicote e atentados terroristas para dissuadir as pessoas a votar, a arena se tornou "uma oportunidade para ganhar o diálogo nacional e transmitir a verdadeira imagem da Síria no exterior", disse Gregório III Laham, Patriarca Greco-Católico Antioquia, todo o Oriente, Alexandria e Jerusalém.
O governo autorizou um total de 7195 candidatos a concorrem para as 250 cadeiras no Legislativo, que agora representará o amplo espectro da população da Síria, incluindo trabalhadores, camponeses e mulheres.
 A tranquilidade, transparência e boa conduta do processo foi seguido por cerca de 200 representantes da mídia de países árabes e estrangeiros, bem como de 100 personalidades políticas e intelectuais de diferentes países que visitaram as seções eleitorais, onde as pessoas excerceram o direito previsto na constituição aprovada em fevereiro.
As novas regras permitiram até o último momento que os candidatos e seus partidários apresentassem propostas para obter o voto do eleitorado, muitos dos quais esperam que a nova Assembléia Popular trabalhe para combater a corrupção e melhorar o nívelde vida da população.


No interior do país, mais afetadas pelas ações de grupos armados financiados pelo exterior, na maioria dos casos, o acesso dos eleitores às urnas ocorreu em tranqüilidade e transparência, em conformidade com o ocorrido na capital, informaram meios locais.
De acordo com o líder legislativo Mahomud Al-Abrasha , o processo foi usado para aplicar o pluralismo político e partidário consagrado na nova Constituição e avançar ainda mais o processo de reformas introduzidas pelo Governo, apesar da recusa dos opositores e de forças externas.
Quanto ao processo, o ministro da Informação, Adnan Mahmoud, disse que a guerra psicológica e midiática contra o seu povo para minar o progresso, só fizeram com que os sírios participassem mais ativamente das eleições.

 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fortalecimento do Aurora Dourada amedronta globalistas

Aurora Dourada, o mais reconhecido partido nacionalista da Grécia, está causando medo ao redor do mundo com sua vitória nas eleições do dia 6. Sua popularidade cresce rapidamente devido a uma forte mensagem patriótica junto com os problemas econômicos e à imigração ilegal maciça. De 0,29% nas eleições de 2009 o partido passou para 7%  nas atuais, quando apenas quatro meses atrás as pesquisas mostravam o partido com apenas 1,5%.
 Rise of Golden Dawn Terrifies Globalists

Embora a estratégia preferida pelos meios de comunicação tenha sido ignorá-los completamente, sua popularidade está crescendo tão rapidamente que o plano atual é  difamar e caluniar a fim de assustar as massas de ingressar em suas fileiras. Como é feito em toda a Europa e o Ocidente em geral, grupos nacionalistas são rotineiramente retratados como fascistas, nazistas e hooligans. A arma grande final de difamação é comparar o líder do partido com Adolf Hitler. Intimidadas desde a Segunda Guerra Mundial com histórias de horror de um Hitler e seu monstruoso "holocausto", as pessoas estão condicionadas a uma reação instintiva de repulsa a qualquer pessoa retratada como nazista.

Os cerca de dois milhões de estrangeiros ilegais que entraram a Grécia ao longo das duas últimas décadas, principalmente nos últimos cinco anos, são retratados pela mídia como refugiados inocentes, embora a taxa da criminalidade, no passado uma das mais baixas do mundo, tem subido nos últimos anos exclusivamente devido à imigração ilegal. O apoio ao Aurora Dourada das vítimas gregas, sua insistência de que as fronteiras devem ser fechadas e imigrantes ilegais deportados foram retratadas como fascistas e cruéis pela grande mídia, mesmo com a taxa de desemprego de 22% (dobro da média da Eurozona) e a simples sobrevivência está se tornando impossível para os gregos. Na verdade, o Aurora Dourada forneceu alimentos e assistência aos gregos mais necessitados, com sua próprios fundos.

Embora as diretrizes do Aurora Dourada proíbam a violência e buscam apenas soluções políticas para esses problemas, eles são constantemente retratados como bandidos violentos e são rotineiramente provocados em situações de auto-defesa por agentes provocadores, a fim de incriminá-los como criminosos nazistas na grande mídia.

Não são apenas os meios de comunicação gregos e partidos políticos rivais que adotam essa difamação, mas como a popularidade do Aurora Dourada está aumentando, a mídia internacional está se juntando neste esforço. Recentemente, tanto o New York Times quanto o Bloomberg News tem escrito artigos depreciativos sobre eles com constantes referências a Hitler e "passos largos ao nazismo". Seu símbolo grego ancestral tem sido chamado de "suástica desembaraçada" pela Bloomberg. O líder do Aurora Dourada, Nikos Michaloliakos foi acusado de ser um nazista por dar uma saudação com o braço levantado no Conselho de Atenas em protesto a ser chamado de fascista por um adversário. Essa imagem foi jogado várias vezes na grande mídia.

No dia 01/05, em uma entrevista exclusiva do American Free Press com Michaloliakos, este escritor perguntou-lhe sobre as alegações de saudações nazistas e bandeiras com suásticas."Primeiro de tudo não temos qualquer saudação oficial de qualquer espécie. O saudação chamada Heil Hitler! não se originou com os nazistas de qualquer maneira. Os romanos utilizaram-lo e os gregos antigos usavam também. O mesmo se aplica à nossa bandeira. Aqueles que vêem uma suástica em nossas bandeiras precisam verificar seus olhos porque o que temos é o design tradicional grego  que todos reconhecem como grego e está em tantos artefatos antigos gregos. A suástica, a propósito, também não se originou com os nazistas e é novamente encontrada em muitos projetos antigos gregos, assim como egípcios, hindus e até mesmo chineses. Era um símbolo da força vital que emana do sol. Tudo isso é uma tentativa de assustar as pessoas com fantasmas nazistas. "

No sistema parlamentar da Grécia o vencedor não leva tudo, como no bipartidismo americano. Uma vez que um candidato chega a 3% dos votos, o mínimo necessário para entrar no Parlamento, eles são atribuídos a sua participação percentual dos 300 assentos do Parlamento.

Quais temas o Aurora Dourada aborda?
 
"Nossas prioridades são expulsar todos os imigrantes ilegais, repudiar a dívida ilegal e aumentar maciçamente a produtividade, a fim defazer a economia grega se mover novamente. Além disso, temos de restaurar nossos valores nacionais e trazer de volta a justiça. Os criminosos têm de ser punidos. "Curiosamente, Michaloliakos não acha que sair da zona euro e retornar ao dracma seria a decisão certa no momento."Primeiro nós precisamos aumentar a produtividade e, em seguida, podemos falar sobre o retorno ao dracma", disse. "Sem uma economia produtiva seria um erro voltar ao dracma."Uma coisa é certa. O Aurora Dourada está no Parlamento e será uma grande força para os interesses nacionalistas gregos em oposição aos interesses dos banqueiros internacionalistas.

Berezovsky oferece $17 milhões por captura de Putin

Com Vladimir Putin se preparando para assumir o cargo de presidente, o oligarca exilado Boris Berezovsky está oferecendo 16,7 milhões dólares para quem prenda Putin. A soma aumentou 10 vezes desde sua oferta anterior, evidentemente ignorando a crise econômica. 
Apesar de ter sido despojado de bens e contas bancárias na Suíça, Mônaco, França e Ucrânia, Berezovsky tem ainda os fundos para investir no que ele pensa ser uma Russia melhor. No domingo, Berezovsky disse a seus seguidores do Facebook, que concordou que 50 milhões de rublos (1,67 milhões dólares) não foi suficiente para uma ação tão grandiosa como a captura de "Putin e seus capangas."

A nova convocação para capturar o presidente eleito "vivo" surge na véspera da posse de Vladimir Putin no Kremlin, enquanto a polícia de Moscou prendeu centenas de ativistas da oposição protestando contra os resultados das eleições presidenciais de março.

Em seu apelo inicial, emitido em 23 de abril em seu blog, o magnata auto-exilado disse que queria trazer Putin "a uma audiência justa e aberta, como o julgamento de Nuremberg". Para sentir plenamente a comparação, vale lembrar que o Nuremberg foi um tribunal para os oficiais alemães envolvidos no Holocausto e outros crimes de guerra. Como ele se encaixa com a actual situação na Rússia, ao mesmo tempo que é retratado por Berezovsky, permanece incerto.

Em um "gesto de boa vontade", ele diz que está pronto para suportar o mesmo "julgamento aberto e justo" pelo seu alegado apoio a Putin, em 1999-2000.

"Como não posso tomar parte na captura de Putin pessoalmente, tomei a decisão de contribuir para a causa: defini uma recompensa de 50 milhões de rublos para a detenção do perigoso criminoso Vladimir Putin", declarou Berezovsky, em abril. Agora este montante aumentou dez vezes.
Embora Berezovsky esteja tentando incitar os activistas da oposição de Moscou para fazer o trabalho sujo enquanto está sentado em sua casa, em Londres, os tribunais russos querem vê-lo em vários aspectos, incluindo fraude, lavagem de dinheiro e o desvio de $ 2 bilhões a partir de duas empresas estatais importantes.

Moscou emitiu mandados de prisão múltiplas vezes para o magnata auto-exilado e tem repetidamente solicitado a sua extradição da Grã-Bretanha, mas sem efeito. Agora Berezovsky diz que, depois de suas manifestações anti-Putin, a revalidação do pedido de extradição vai somente "provar para a justiça britânica que Putin usurpou o poder".


Eleições na Grécia deixam um parlamento fragmentado

As eleições na Grécia no domingo deixaram um Parlamento mais fragmentado do que nunca, com sete partidos que vão desde a extrema esquerda à direita ultra-nacionalista.

Os dois grandes partidos históricos do país , o socialista PASOK e o conservador Nova Democracia, foram reduzidos a menos de um terço dos votos.O Parlamento da Grécia é composto por 300 deputados, de modo que a maioria absoluta é de 151 lugares que, após a votação de ontem, está fora do alcance de qualquer combinação envolvendo apenas dois partidos. 

A continuação. segue uma descrição de todos os partidos que estarão representados no Parlamento Grego.

- Nova Democracia (ND), conservador. Venceu a eleição de ontem com 18,9% dos votos contra 33,9% obtidos em 2009. Terá 108 assentos, dos quais 50 são devido ao prêmio para o partido mais votado. É um dos dois partidos que haviam apoiado o caminho da austeridade extrema nos últimos meses.
- Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA). Terá 52 assentos, após quadruplicar seu resultado eleitoral de 2009, para os 16,6% obtido ontem. O partido rejeitou as medidas de austeridade, embora dfendam permanecer na eurozona.
- Movimento Socialista Pan-helênico (PASOK), social-democrata. Foi até ontem o maior partido do país, ganhando as eleições de 2009 com 44%, dando-lhe uma maioria absoluta. Agora tem apenas 41 lugares, depois de ganhar 13,4% dos votos. Até agora liderava o governo de coalizão, a favor das medidas de austeridade. Como o ND, os socialistas gregos sofreram o pior resultado eleitoral de sua história.
- Gregos Independentes, direita. É uma divisão do ND, não tendo representação parlamentar até então. É nacionalista e contra as medidas de austeridade. Terá 33 deputados, depois de obter 10,6% do votos.
- Partido Comunista da Grécia (KKE). No novo Parlamento terá 26 cadeiras, depois de obter 8,5% dos votos. De  corte marxista-leninista, é contra qualquer política de austeridade, também defendendo a saída da Grécia do Euro.
- Amanecer Dourado (XA), nacionalista radical. Sem representação parlamentar até agora. Entra no parlamento com 21 deputados, obtendo 6,9% dos votos. Famoso pelo seu discurso extremamente xenófobo, nacionalista e anti-europeu, também defende a nacionalização dos bancos e dos recursos naturais gregos.
- Esquerda Democrática (DIMAR), esquerda moderada. É uma divisão da SYRIZA, que teve 6% dos votos, dando-lhe 19 deputados. Poderia ser o partido articulador para o ND e PASOK para formar um governo.