segunda-feira, 30 de abril de 2012

Caso Timoshenko: Merkel cogita boicotar Eurocopa

A premiê alemã, Angela Merkel, cogita boicotar a Eurocopa na Ucrânia. Segundo o semanário "Der Spiegel", ela planeja orientar seu gabinete a não comparecer ao torneio, o mais importante do futebol europeu.
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, cogita boicotar a Eurocopa na Ucrânia, segundo reportagem publicada na mais recente edição do semanário Der Spiegel. Merkel planeja orientar seus ministros a não comparecerem ao torneio, a mais importante competição europeia de futebol.
De acordo com a publicação alemã, Merkel recomendará a seus ministros que não participem do evento, caso a líder da oposição Yulia Timoshenko não seja libertada até o início do campeonato, a ser realizado na Polônia e na Ucrânia daqui a seis semanas. Na sexta-feira (27/04), Merkel havia deixado em aberto, através de seu porta-voz, se viajará à Ucrânia para participar da Eurocopa ou não.
A premiê afirmou, segundo o semanário, que só abriria exceção para seu ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, também responsável pela pasta de Esportes. Friedrich declarou na última semana que deseja assistir à partida entre Alemanha e Holanda, e que aproveitaria a viagem para fazer uma visita a Timoshenko.

Ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich
Outros chefes de Estado cancelam ida à Ucrânia
A revista Der Spiegel afirmou, citando fontes governamentais anônimas, que o presidente alemão, Joachim Gauck, não foi o único a cancelar, como forma de protesto, sua presença em uma reunião de chefes de Estado da Europa Central, a ser realizada em meados de maio na Ucrânia. Também teriam rejeitado o convite do governo ucraniano os presidentes da Áustria, Danilo Türk, e da Eslovênia, Heinz Fischer. Os chefes de Estado da Estônia, Toomas Hendrik Ilves, e da Letônia, Andris Berzins, ainda não decidiram se irão ao encontro.
Há dias que políticos alemães discutem sobre um possível boicote à Eurocopa. O líder do Partido Social Democrata (SPD), Sigmar Gabriel, já pediu a todos os políticos que boicotem os jogos na Ucrânia. O presidente do clube alemão Bayern de Munique, Uli Hoeness, pediu que o presidente da UEFA, Michel Platini, proteste em Kiev. E apelou para que os jogadores da seleção alemã se pronunciem criticamente sobre as violações dos direitos humanos na Ucrânia.
Apelo dramático
Em um apelo dramático, Eugenia Timoshenko, a filha da oposicionista ucraniana, de 32 anos, pediu que o governo alemão salve a vida de sua mãe. "O destino da minha mãe e de meu país são agora um só. Se ela morrer, morre também a democracia", disse ela ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung. O ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, afirmou, em entrevista ao mesmo diário, que o governo ucraniano está negando à Timoshenko “um tratamento médico adequado, contrariando todas as obrigações legais e morais”.
Timoschenko mostra hematomas: queixa de maus tratos no presídio
Do ponto de vista da União Europeia, o comportamento da Ucrânia representa um obstáculo no caminho do país a uma possível adesão ao bloco. O tratamento dispensado pelo governo local a Timoshenko é "uma vergonha dolorosa para Kiev", na opinião do comissário europeu para a ampliação da UE, Stefan Füle.
Preocupação com Timoshenko

Fotos recentes mostram Yulia Timoshenko com hematomas, que teriam sido provocados pelos carcereiros da prisão onde ela se encontra. A família da líder da oposição acusa prática de tortura. Timoshenko faz greve de fome desde o dia 20 de abril, como protesto pelas condições na prisão.
Médicos alemães constataram que ela sofre de um grave problema na coluna, mas o governo ucraniano insiste que Timoshenko "está fingindo". A política de 51 anos sofre de uma hérnia de disco e está cumprindo sentença de sete anos de cadeia, por suposto abuso de poder.

Via Deutsche Welle

domingo, 29 de abril de 2012

Ron Paul derrota Romney em votações distritais

Provavelmente ontem foi um dos melhores dias para Ron Paul, se não o melhor, no que se refere as primárias republicanas, já que todas as votações celebradas por diferentes estados resultaram em vitórias.

Assim, no Estado da Virgínia foram realizadas as convenções dos distritos 4 e 9  que terminaram com uma vitória total de Paul no distrito 9 (levando 3 delegados) e uma vitória no distrito 4, somando 4 dos 6 em jogo.

No Alaska, Ron Paul obteve a maioria dos delegados, e o melhor, conseguiu a executiva do Partido Republicano do Alaska para os próximos anos, o que permite enviar 2 super-delegados para a convenção nacional.

Na Lousiana, onde ontem foram escolhidos 23 dos 46 delegados que estarão em Tampa, Ron Paul ganhou em todos os distritos, exceto o 3, ganho por Santorum. Portanto, Paul levou 20 dos 23 delegados disputados ontem, a espera da decisão dos 20 delegados eleitos na primária, ganha por Santorum, e que agora estão livres para votar em quem quiser.

Por último Romney sofreu a mais dolorosa derrota na sua casa, Massachusetts, já que depois das convenções distritais Ron Paul ganhou a totalidade dos delegados nos distritos 2, 3, 5 e 7, uma maioria de 2/3 nos distritos 1 e 6 e uma derrota apertada no distrito 8. Assim que faltando os resultados dos distritos 6, 8 e 9 Paul ganhou ao menos 18 dos 27 delegados eleitos ontem. O dado curioso é que Ron Paul ganhou pelo dobro de votos o distrito 5, no qual se localiza a cidade de Belmont, lar de Romney.

Gaddafi contribuiu com 50 milhões de euros para campanha de Sarkozy em 2008


O ex-líder líbio Muammar Gaddafi concordou em financiar a campanha presidencial do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em 2007, com 50 milhões de euros, de acordo com um relatório recente.

O site de pesquisa baseado em Paris 'Mediapart' publicou "provas documentais" que Gaddafi estava disposto a investir dezenas de milhões de dólares para Sarkozy vencesse a corrida presidencial francesa.

Mediapart diz que o documento de 2006, foi fornecido por "antigos ex-funcionários [líbios] que agora estão na clandestinidade" Eles alegam ainda que o documento  veio "a partir dos arquivos dos serviços secretos", e foi assinado pelo ex-chefe de inteligência de Gaddafi e pelo ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Moussa Koussa.

No documento, Koussa assina um "acordo para apoiar a campanha do candidato à presidência, Nicolas Sarkozy," uma soma equivalente a 50 milhões de euros.

Em março de Sarkozy negou as acusações semelhantes, quando o ex-médico de um negociante de armas francês alegou ter lançado uma doação para sua campanha.
Políticos franceses estão proibidos de receber contribuições de campanha a partir de Estados estrangeiros, e um juiz francês está agora considerando as acusações.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Simon: Brasil vive grande momento em sua história com ratificação das cotas

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) comemorou em Plenário, nesta quinta-feira (26), a manifestação favorável da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) à constitucionalidade do sistema de cotas raciais para ingresso de alunos negros em universidades públicas.
Na avaliação de Simon, a decisão do STF sobre as cotas demonstra não apenas que o Supremo está vivendo um “belo momento” em sua história, mas também a boa fase que passa o Brasil. Para ele a decisão do DEM de atacar a lei de cotas raciais, aprovada no Congresso Nacional foi, no mínimo, infeliz.
— O nosso querido DEM, realmente, está numa fase difícil, mas também, que diabos! Onde o DEM foi buscar conteúdo ético, moral e jurídico para entrar no Supremo dizendo que a decisão do Congresso Nacional era inconstitucional? A resposta está lá – disse.
Criticando a fragilidade do argumento da advogada do partido, Roberta Kaufmann, que considerou difícil se fazer a discriminação no Brasil entre pessoas negras e brancas, Simon ironizou dizendo que no caso dela, loira de olhos azuis, não haveria nenhum risco de ser confundida com pardos e negros.
Simon também parabenizou a presidente Dilma Rousseff por ter se declarado, conforme notícia divulgada na imprensa, disposta a retirar de seu governo quaisquer servidores que venham a ser criminalizados pelas gravações realizadas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo.

Fonte


Limite à imigração se justifica em época de crise, diz Hollande

PARIS, 27 Abr (Reuters) - O candidato que lidera as pesquisas para a eleição presidencial francesa, o socialista François Hollande, declarou nesta sexta-feira que a imposição de um limite no número de estrangeiros que entram no país se justifica durante uma crise econômica.
"Num período de crise, como estamos vivenciando, limitar a imigração por motivos econômicos é necessário e essencial", disse o socialista, em uma tentativa de concessão aos eleitores da extrema direita que serão cruciais no segundo turno da eleição presidencial, em 6 de maio.
O partido de extrema direita Frente Nacional, de Martine Le Pen, obteve quase um quinto dos votos no primeiro curto e o apoio de seus eleitores está sendo buscado tanto por Hollande como por seu rival, o presidente Nicolas Sarkozy.
Hollande declarou à rádio RTL nesta sexta-feira que, se eleito, pedirá ao Parlamento que fixe uma quota anual para a entrada na França de estrangeiros não integrantes da União Europeia que buscam trabalho.
Uma pesquisa de intenção de votos do instituto BVA divulgada nesta sexta-feira mostrou que Hollande avançou mais 1,5 ponto porcentual, passando a 54,5 por cento enquanto Sarkozy estava com 45,5 por cento. Outra sondagem, da CSA, aponta Hollande com 54 por cento - 2 pontos a menos do que na semana passada - e Sarkozy com 46 por cento.

Via Reuters

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Planeta não é sustentável sem controle de consumo e população , diz relatório

O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável.

A conclusão é de um estudo de dois anos de um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas).

Entre as recomendações dos cientistas estão dar a todas as mulheres o acesso a planejamento familiar, deixar de usar o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicativo de saúde econômica e reduzir o desperdício de comida.

O relatório da Royal Society será um dos referenciais para as discussões da Rio+20, cúpula que acontecerá na capital fluminense em junho próximo.

"Este é um período de extrema importância para a população e para o planeta, com mudanças profundas na saúde humana e na natureza", disse John Sulston, presidente do grupo responsável pelo relatório.

Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos".

John Sulston ganhou renome internacional ao liderar a equipe britânica que participou do Human Genome Project, projeto responsável pelo mapeamento do genoma humano.
 
Em 2002, ele foi ganhador, junto com outro cientista, de um prêmio Nobel de Medicina, e hoje é diretor do Institute for Science Ethics and Innovation, na Manchester University, em Manchester.

Discussão retomada

Embora o tamanho da população humana da Terra fosse no passado um importante ponto de discussão em debates sobre o meio ambiente, o assunto saiu da pauta de discussões recentemente.

Em parte, isso aconteceu porque alguns cientistas chegaram à conclusão de que a Terra seria capaz de suportar mais pessoas do que o imaginado. Além disso, países em desenvolvimento passaram a considerar a questão como uma cortina de fumaça criada por nações ocidentais para mascarar o problema do excesso de consumo.

Entretanto, o tema voltou à pauta de discussões após novos estudos terem mostrado que mulheres em países mais pobres, de maneira geral, desejam ter acesso ao planejamento familiar, o que traria benefícios à suas comunidades.

Segundo a projeção "média" da ONU, a população do planeta, atualmente com 7 bilhões de pessoas, atingiria um pico de pouco mais de 10 bilhões no final do século e depois começaria a cair.

"Dos três bilhões extra de pessoas que esperamos ter, a maioria virá dos países menos desenvolvidos", disse Eliya Zulu, diretora execuriva do African Institute for Development Policy, em Nairóbi, no Quênia. "Só na África, a população deve aumentar em 2 bilhões".

"Temos de investir em planejamento familiar nesses países - (desta forma,) damos poder às mulheres, melhoramos a saúde da criança e da mãe e damos maior oportunidade aos países mais pobres de investir em educação".

O relatório recomenda que nações desenvolvidas apoiem o acesso universal ao planejamento familiar - o que, o estudo calcula, custaria US$ 6 bilhões por ano.

Se o índice de fertilidade nos países menos desenvolvidos não cair para os níveis observados no resto do mundo - alerta o documento - a população do planeta em 2100 pode chegar a 22 bilhões, dos quais 17 bilhões seriam africanos.

Ultrapassando fronteiras

O relatório é da opinião de que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias "seguras" em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, sob risco de sérios impactos futuros.

Segundo a Royal Society, além do planejamento familiar e da educação universal, a prioridade deve ser também retirar da pobreza extrema 1,3 bilhão de pessoas.

E se isso significa um aumento no consumo de alimentos, água e outros recursos, é isso mesmo o que deve ser feito, dizem os autores do relatório.

Nesse meio tempo, os mais ricos precisam diminuir a quantidade de recursos materiais que consomem, embora isso talvez não afete o padrão de vida.

Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas recomendam para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.

"Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento", disse Sulston. "A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior".

"Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual".

Países em desenvolvimento, assim como nações de renda média, começam a sentir o impacto do excesso de consumo observado no Ocidente. Um dos sintomas disso é a obesidade.

PIB

A Royal Society diz que é fundamental abandonar o uso do PIB como único indicador da saúde de uma economia.

Em seu lugar, países precisam adotar um medidor que avalie o "capital natural", ou seja, os produtos e serviços que a natureza oferece gratuitamente.

"Temos que ir além do PIB. Ou fazemos isso voluntariamente ou pressionados por um planeta finito", diz Jules Pretty, professor de meio ambiente e sociedade na universidade de Essex.

"O meio ambiente é de certa forma a economia... e você pode discutir gerenciamentos econômicos para melhorar as vidas de pessoas que não prejudique o capital natural, mas sim o melhore", completa.

O encontro do Rio+20 em junho deve gerar um acordo com uma série de "metas de desenvolvimento sustentável", para substituir as atuais metas de desenvolvimento do milênio, que vem ajudando na redução da pobreza e melhoria da saúde e educação em países em desenvolvimento.

Não está claro se as novas metas vão pedir o compromisso de que os países ricos diminuam seus níveis de consumo.

Governos podem ainda concordar durante o encontro no Rio a usar outros indicadores econômicos além do PIB.

Via UOL

Senado argentino aprova expropriação da YPF

O Senado argentino aprovou na madrugada desta quinta-feira o projeto da presidente Cristina Kirchner para expropriar o controle acionário da espanhola Repsol sobre a petroleira YPF, e enviou o texto à Câmara dos Deputados.

Governistas, aliados e as principais forças da oposição votaram a favor do projeto, que obteve 63 votos. Três senadores foram contra e quatro se abstiveram. O texto foi enviado na madrugada desta quinta-feira à Câmara dos Deputados, cujo plenário votará a medida em uma semana, também sob o apoio do peronismo governista, aliados e das principais forças da oposição, incluindo social democratas e socialistas.

O projeto estabelece que o Estado argentino controlará 51% da YPF - divididos entre o governo (26,03%) e as províncias (24,99%). O grupo Petersen mantém 25,46%, a própria Repsol fica com 6,43% e as demais ações (17,09%) permanecem no mercado.

O líder do bloco governista (peronismo kirchnerista), Miguel Pichetto, encerrou o debate no Senado com um discurso no qual assinalou que "ninguém vai derramar uma lágrima pela Repsol na Espanha, porque estão fazendo investimentos fora da Espanha e estão confundindo uma empresa com um país".

A YPF produz 34% do petróleo e 25% do gás da Argentina, e responde por 54% do refino para o mercado, segundo o Instituto Argentino do Petróleo (IAP).

O projeto avança no legislativo em meio a fortes críticas por parte de Espanha, União Europeia, Estados Unidos e alguns organismos internacionais. A Espanha anunciou represálias e deixou de importar quase um bilhão de dólares de biodiesel argentino. Alegando falta de investimentos na Argentina por parte da petroleira espanhola, o governo da presidente Cristina Kirchner anunciou na segunda-feira passada a nacionalização da YPF, após sua privatização em 1999.

O grupo Repsol advertiu no início da semana que processará qualquer empresa que aproveitar a expropriação da YPF para investir na petroleira argentina.

"Nós nos reservamos o direito de empreender ações legais contra qualquer investimento na YPF ou em seus ativos ilegalmente expropriados da Repsol", declarou à AFP o porta-voz da empresa Kristian Rix. O presidente do grupo espanhol, Antonio Brufau, anunciou que exigirá "uma compensação através da arbitragem internacional" que deverá "ser no mínimo igual" ao valor da participação da Repsol na YPF, estimada em 10,5 bilhões de dólares.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Chávez joga bola e cala rumores disseminados pela imprensa conservadora

Presidente da República venezuelana, Hugo Chávez divulgou, nesta terça-feira, fotos dele em momentos de lazer, com a família, nesta capital, onde se recupera da última intervenção cirúrgica, realizada por médicos cubanos, no combate a um câncer na pélvis. Chávez aparece bem disposto nas fotografias quando joga ‘bolas crioullas’ (um tipo de bocha), ao ar livre, na companhia da filha, Rosa, o neto Jorge, que chama carinhosamente de ‘El Gallito’, o irmão Adán, governador do Estado de Barinas, ministros e assessores.
Chávez segue um tratamento médico e, ao divulgar suas atividades, visa calar as suposições de que estaria mal de saúde, como tentam sugerir algumas agências internacionais e jornalistas ligados aos inimigos daquele dirigente socialista. Na véspera, a agência inglesa de notícias British Broadcasting Co. (BBC), divulgou matéria intitulada Silêncio de Chávez inquieta a Venezuela, na qual apontava para a distância do mandatário das câmaras e microfones durante os últimos dias, enquanto descansa em terras cubanas. Na noite passada, ao tomar conhecimento do que estavam dizendo pelos jornais, Chávez falou aos repórteres:
– Lamentavelmente, temos que ir nos acostumando a viver em meio a rumores.
Chávez disse ainda que as notícias sobre uma piora na sua saúde eram parte da estratégia do que chamou de “laboratório de guerra suja” liderado pela oposição. A última aparição pública de Chávez havia sido em um discurso em Caracas, no dia 13 de abril. Na semana passada, ele não compareceu à Cúpula das Américas, na Colômbia, nem às celebrações do Dia da Constituição da Venezuela – eventos nos quais assumiu um papel de detaque no passado.
A ausência prolongada e um silêncio pouco comum do presidente fizeram muitos venezuelanos pensarem que o mandatário estaria passando por uma etapa particularmente difícil de seu tratamento contra o câncer. Desfeito o contratempo, Chávez despachou nesta terça-feira com o chanceler Nicolás Maduro e o ministro da Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza. Ainda nesta manhã, o ministro das Comunicações, Andrés Izarra, divulgou as fotos em sua página no Twitter (@IzarraDeVerdad).
“O presidente Chávez, esta tarde em La Habana com, Maduro, Arreaza e seu hermano Adán. #TenemosChavezPaRato”, escreveu Izarra em uma de suas mensagens. Mais cedo, Chávez manteve um contato por telefone com líderes do Partido Socialista de Venezuela (PSUV), para informar que a nova Lei Orgânica do Trabalho será assinada em 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador.
– Vamos restituir o regime de prestações e muitos outros direitos dos trabalhadores, uma previdência social integral para que o trabalhador volte a ocupar o posto de honra que lhe corresponde na construção da Venezuela socialista – disse Chávez ao telefone, em transmissão ao vivo pela Rede Venezuelana de Televisão.
O líder venezuelano segue na disputa a um novo mandato como líder nas pesquisas de opinião e um conceito elevado junto aos cidadãos daquele país, com um índice de aprovação popular acima dos 60%, de acordo com fontes independentes.

Fonte

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Marine Le Pen consegue apoio sem precedentes nas eleições francesas


A líder nacionalista Marine Le Pen, que ficou em 3° lugar nas eleições presidenciais francesas, se afirma no tabuleiro político depois de reforçar seu partido, o Front National, causando polêmica com seus temas como a imigração, a ineficácia da União Europeia e a crise econômica.

Pouco mais de um ano depois de ser eleita presidente do Front National, Le Pen obteve 18% dos votos, nível jamais alcançado pelo seu partido, e fica no terceiro lugar depois do socialista François Hollande e do presidente liberal Nicolas Sarkozy, que disputarão o segundo turno.

Marine Le Pen conseguiu se impor em temas-chave da campanha nos últimos meses, em particular a imigração, o islamismo e a crise econômica.

Foi ela quem lançou a polêmica sobre a carne halal (animais mortos segundo regras muçulmanas e judaicas) que envenenou a campanha semanas atrás e provocou indignação de organizações representativas dos muçulmanos e judeus na França.

Ela não passou ao segundo turno, mas seu resultado é superior ao do pai, que em 2002 passou ao segundo turno com 16,8% dos votos.


Primeiro-ministro da Holanda apresenta renúncia à rainha Beatriz

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, em foto feita durante uma entrevista coletiva em março, em Haia. Foto: AFP O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, em foto feita durante uma entrevista coletiva em março, em Haia
Foto: AFP

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, apresentou nesta segunda-feira sua renúncia e a de todo o seu gabinete à rainha Beatrix após o fracasso da negociação do plano de cortes para diminuir o déficit público para 3% em 2013. Rutte teve uma reunião de duas horas com a rainha, na qual a informou sobre sua renúncia e a dos ministros e secretários de Estado, por não terem conseguido um acordo sobre os ajustes com o partido antimuçulmano (PVV), informou a agência ANP. O político se comprometeu, no entanto, a continuar envolvido nas questões de interesse para o país.
A convocação de eleições antecipadas será iminente, mas não se sabe a data exata. Após sete semanas negociando com os liberais e democratas-cristãos no governo, os antimuçulmanos liderados por Geert Wilders rejeitaram no sábado passado um pacote de medidas de ajuste para diminuir o déficit publico, desencadeando a crise política no país.
Enquanto não são realizadas eleições, o governo demissionário terá que buscar pactos no Parlamento para aprovar o novo pacote de ajustes econômicos que deve apresentar em Bruxelas até o dia 30 de abril. A Comissão Europeia disse nesta segunda-feira acreditar que, apesar da crise de governo, a Holanda conseguirá realizar as medidas de ajuste para evitar que seu déficit se eleve até 4,6%, como indicam as últimas previsões.

Via Terra