quinta-feira, 19 de abril de 2012

Argentina publica decisão sobre intervenção na YPF Gas

O governo da Argentina tornou oficial a intervenção em outra empresa da Repsol, a YPF Gas S.A, a maior empresa de distribuição e comercialização de gás engarrafado do país. A medida que foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, havia sido anunciada ontem pelo senador governista Aníbal Fernández (Frente pela Vitória).

Ao final do debate de sessão conjunta das comissões do Senado, Fernández informou que a bancada governista incluiria um adendo ao projeto de lei de expropriação de 51% da YPF. Na ocasião, Fernández não soube detalhar o alcance da medida, o nome da empresa de gás da espanhola que seria afetada, o que gerou interpretações no mercado de que poderia ser a Metrogas ou a Gas Natural Ban, nas quais a Repsol detém importante participação acionista.

Segundo a medida, 85% da YPF Gas S.A pertence à Repsol Butano S.A. e 15% são da Pluspetrol S.A. O governo não explicou o que ocorrerá com a participação da Pluspetrol, uma das maiores produtoras de fertilizantes para o setor agrícola, da qual YPF possui 50% das ações. A YPF Gas S.A. possui 30% do mercado de botijões e tubos de gás e 50% do abastecimento a granel.

A Medida Provisória publicada hoje amplia a de segunda-feira passada, pela qual foram nomeados como interventores da YPF o ministro de Planejamento, Julio De Vido, e o vice-ministro de Economia, Axel Kicillof. Os funcionários também assumem a administração da YPF Gas. O texto justifica que a YPF Gas é uma sociedade anônima que "cumpre uma atividade considerada essencial na política de hidrocarbonetos da Argentina".

Também explica que a unidade funcionava de maneira independente da YPF e, por isso, requeria uma norma determinando sua intervenção até que seja legalmente expropriada. Entre os argumentos para a decisão, o governo diz que o objetivo é "garantir as necessidades dos usuários, permitindo abastecer os setores de baixos recursos ou setores comerciais e produtivos que não contam com acesso à rede de gás natural".


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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Greenpeace chumba "ecologia" dos serviços na nuvem

A Greenpeace publicou ontem um relatório em que avalia, de acordo com critérios ecológicos e de impacto ambiental, os servidores que alimentam a nova vaga de serviços alojados na nuvem. Gigantes como a Apple, Amazon ou Microsoft "chumbam" no teste, mas a responsável pelo iCloud já veio contestar os números da associação.

A Apple é destacada como um dos "piores" exemplos no grupo devido à forte dependência de energias poluentes como o carvão, "e carvão que é extraído das montanhas de Appalachia" (nos EUA), escreve Gary Cook, que assina o estudo, entitulado "How Clean is Your Cloud?".

De acordo com a análise 55,1% da energia usada pelos servidores de serviços cloud da empresa provém do carvão. A este valor somam-se 27,8% de energia nuclear, com a fabricante do iPhone a sair da análise com um "nível de energia limpa" de 15,3%.



Em reação às críticas, a empresa de Cupertino contestou os valores apresentados e disse, em entrevista ao Guardian, que os servidores do iCloud gastam um quinto da energia mencionada no estudo.

Um porta-voz da fabricante do iPhone acrescentou ainda que o seu centro de dados na Carolina do Sul será "o centro de dados mais amigo do ambiente alguma vez construído" e que "eventualmente" cerca de 60% da energia usada será proveniente de fontes renováveis.

Mas a Apple não foi a única "castigada" pela avaliação da Greenpeace. Das 14 empresas, consideradas pioneiras na migração para a computação na nuvem, há mais seis que apresentam "níveis de [recurso a] energia limpa" inferiores a 20%: Amazon, HP, IBM, Microsoft, Oracle e Salesforce.

A Oracle, Amazon e a Microsoft destacam-se também pela forte dependência do carvão. A avaliar pela tabela fornecida com o estudo, 48,7% da energia utilizada pela gigante das bases de dados provêm desta fonte altamente poluente e não renovável. No caso da Microsoft a percentagem é de 39,3 e na Amazon de 33,9%.



É também realçado, pela evolução negativa, o caso do Twitter, que surge com um "nível de energia limpa" de 21,3%, mas 35,6% de utilização de carvão. Os números revelam que a empresa se terá "desleixado" nas suas preocupações ambientais, mudando os seus servidores de áreas onde eram usadas energias renováveis para zonas onde é predominante o recurso a energias fósseis, aponta a Greenpeace.

Via Tek