quarta-feira, 28 de março de 2012

Exilado tibetano que se autoimolou morre na Índia

Um exilado tibetano que ateou fogo ao próprio corpo na Índia, em protesto contra a visita do presidente da China ao país, morreu nesta quarta-feira. Jamphel Yeshi, de 27 anos, se autoimolou durante uma manifestação em Nova Délhi na segunda-feira. Ele saiu correndo aos gritos em meio aos manifestantes e jornalistas antes de cair no chão, com o corpo coberto pelas chamas.

"O sacrifício do mártir Jamphel Yeshi será escrito em letras douradas nos anais de nossa luta pela liberdade", disse Dhondup Lhadar, ativista do Congresso Jovem Tibetano. "Ele vai permanecer em nossa memória e encorajar futuras gerações de tibetanos."

Cerca de 30 pessoas atearam fogo ao próprio corpo no último ano em áreas tibetanas da China em protesto contra as duras ações de Pequim no Tibete. Ativistas dizem que a repressão chinesa é tão opressiva nessas áreas que os tibetanos não têm outra forma para se manifestar.

Na terça-feira, um painel do Senado norte-americano aprovou uma resolução não vinculativa lamentando as mortes e pedindo à China que encerre o que descreveu como políticas repressivas contra os tibetanos.

Pequim acusa o líder espiritual tibetano dalai-lama por incitar as autoimolações e considera as manifestações uma forma de terrorismo. O dalai-lama viva exilado na Índia há décadas.


Centenas de ativistas tibetanos foram detidos, dentre elas o poeta Tenzin Tsundue, que havia acabado de discursar na Associação de Mulheres Tibetanas quando foi detido na noite de terça-feira.

Muitos ativistas conseguiram fugir da polícia e tentam realizar protestos em outros pontos de Nova Délhi. Pelo menos dez deles foram presos na manhã desta quarta-feira quanto tentavam chegar ao escritório das Nações Unidas, onde pretendiam fazer um protestos.



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Apenas 1% segue sete hábitos para coração saudável nos EUA

As autoridades sanitárias de todo o mundo recomendam sete práticas que melhoram a saúde cardiovascular e aumentam a expectativa de vida, evitando infartos ou acidentes cardiovasculares. No entanto, uma pesquisa recente nos Estados Unidos afirma que apenas 1,2% dos 45 mil adultos consultados seguem estas sete dicas.

Os sete hábitos para um coração saudável são: não fumar, fazer exercícios, controlar quatro fatores -- pressão arterial, glicose, colesterol e peso corporal -- e adotar uma dieta balanceada.

Mas segundo o estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, este foi o grupo que justamente apresentou menor risco de morte por AVC.

Os problemas cardiovasculares já são a principal causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. A OMS estima que a cada ano, 17 milhões de pessoas morrem devido a este tipo de problema. Mais de 80% das mortes acontecem em países de baixa renda.

Apesar de estas mudanças de hábitos poderem salvar vidas, a pesquisa publicada pela revista científica 'Journal of the American Medical Society' diz que poucas pessoas realmente levam as recomendações a sério.

Condutas 'opostas'
Os cientistas usaram dados de uma sondagem nacional com quase 45 mil pessoas com mais de 20 anos em três períodos distintos: de 1988 a 1994, de 1999 a 2004 e de 2005 a 2010.

Nestes três intervalos, foi revelado que apenas 1,2% das pessoas seguiam as recomendações.

A incidência de fumantes diminuiu entre 23% e 28% desde 1988, mas não houve nenhuma alteração nos níveis médios de pressão arterial, colesterol ou massa corporal.

Quando os pesquisadores analisaram as taxas de mortalidade, descobriram que quem seguia pelo menos seis das sete recomendações tinha 51% menos chances de morrer por qualquer outra causa, em comparação com aqueles que seguiam apenas um dos hábitos. Além disso, o risco de transtornos cardiovasculares caiu em até 76%.

Segundo as estatísticas, os grupos de pessoas que seguiam mais fielmente as recomendações eram mulheres, jovens, indivíduos brancos não-hispânicos e pessoas com maior escolaridade.

Para o professor Donald Lloyd-Jones, da universidade americana de Northwestern, o retrato da pessoa com coração saudável nos Estados Unidos é 'uma mulher jovem, branca e com bom nível escolar'.

'A saúde cardiovascular ideal é perdida rapidamente após a infância, adolescência e juventude, devido à adoção de condutas adversas de saúde vinculadas à dieta, ao peso e ao estilo de vida sedentário, particularmente em camadas da população de piores níveis socioeconômicos.'

Para Lloyd-Jones, o problema já extrapola os serviços de saúde pública, que sofrem com as consequências dos maus hábitos da população.


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terça-feira, 27 de março de 2012

Aquecimento está perto de ser irreversível, dizem cientistas

Foto: Getty Images

Pesquisas afirmam que degelo das camadas polares e perda das florestas se tornariam irrecuperáveis

O aquecimento global está próximo de se tornar irreversível, o que torna esta década crítica nos esforços para preveni-lo, disseram cientistas nesta segunda-feira (26).

As estimativas científicas diferem, mas é provável que a temperatura mundial suba até 6ºC até 2100, caso as emissões de gases do efeito estufa continuem aumentando de forma descontrolada. Mas, antes disso, haveria um ponto em que os estragos decorrentes do aquecimento -como o degelo das camadas polares e a perda das florestas- se tornariam irrecuperáveis.

"Essa é uma década crítica. Se não revertermos as curvas nesta década, vamos ultrapassar esses limites", disse Will Steffen, diretor-executivo do instituto para a mudança climática da Universidade Nacional Australiana, falando em uma conferência em Londres.

Apesar dessa urgência, um novo tratado climático obrigando grandes poluidores como EUA e China a reduzirem suas emissões só deve ser definido até 2015, para entrar em vigor em 2020.

"Estamos no limiar de algumas grandes mudanças", disse Steffen. "Podemos... limitar o aumento das temperaturas a 2ºC, ou cruzar o limite além do qual o sistema passa para um estado bem mais quente."

No caso das camadas de gelo, cruciais para desacelerar o aquecimento, esse limiar provavelmente já foi ultrapassado, segundo Steffen. A capa de gelo da Antártida ocidental já encolheu na última década, e a região da Groenlândia perde 200 quilômetros cúbicos de cobertura por ano desde a década de 1990.

A maioria dos especialistas prevê também que a Amazônia se tornará mais seca em decorrência do aquecimento. Uma estiagem que tem matado muitas árvores motiva temores de que a floresta também poderia estar perto de um ponto irreversível, a partir do qual deixará de absorver emissões de carbono e passará a contribuir com elas.

Cerca de 1,6 bilhão de toneladas de carbono foram perdidas em 2005 na floresta tropical, e 2,2 bilhões de toneladas em 2010, o que reverte cerca de dez anos de atividade como "ralo" de carbono, disse Steffen.

Um dos limites mais preocupantes e desconhecidos é do "permafrost" (solo congelado) siberiano, que armazena carbono no chão, longe da atmosfera.

"Há cerca de 1,6 trihão de toneladas de carbono por lá -cerca do dobro do que existe hoje na atmosfera-, e as latitudes setentrionais elevadas estão experimentando a mudança de temperatura mais severa em qualquer parte do planeta", disse ele.

No pior cenário, 30 a 63 bilhões de toneladas de carbono por ano seriam liberadas até 2040, chegando a 232 a 380 bilhões de toneladas por ano até 2100. Isso é um volume bem mais expressivo do que os cerca de 10 bilhões de toneladas de CO2 liberadas por ano pela queima de combustíveis fósseis.


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segunda-feira, 26 de março de 2012

Sudão expulsa os cristãos de seu território

Cerca de 700.000 cristãos do Sudão têm três semanas para deixar o país "estritamente islâmico", que os privou da cidadania. Caso contrário, serão tratados estrangeiros, uma situação perigosa, "sob o regime atual, que é extremamente hostil para com os não-muçulmanos e não-árabes".

Segundo destaca o site da organização Barnabas Fund, existe uma grande preocupação de que os cristãos remanescentes depois de 8 de abril, eles enfrentem perseguição ou repatriação forçada. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que um êxodo em massa causaria uma catástrofe humanitária, como a situação tanto no Sudão e no recém-formado Sudão do Sul está muito complicada.

"Apesar do fato de que a longa guerra civil tenha terminado com a independência do Sudão do Sul, os cristãos ainda estão sofrendo em ambos os países", disse o diretor de Relações Internacionais do Barnabass Fund, Patrick Sookhdeo.

"No Sul do Sudão continua a aumentar a tensão, porque continua recebendo centenas de milhares de pessoas que fogem do Sudão, onde o regime de Omar al-Bashir, que procura islamizar e arabizar totalmente o país, continua a cometer atrocidades", disse ele.

Muitos dos cristãos foram deslocadas para o norte do Sudão durante a longa guerra civil que paralisou o país e levou à divisão do seu território e o estabelecimento da República do Sudão do Sul, proclamada em julho do ano passado.

Este jovem Estado sofre uma crise alimentar agravada por uma seca que destruiu todas as suas colheitas. Segundo a ONU, cerca de 6 milhões de pessoas poderiam ser afetadas pela escassez de alimentos no Sudão do Sul.

Via RT

União Africana enviará 5 mil soldados para capturar Joseph Kony

A União Africano vai enviar 5.000 soldados para Juba, no Sudão do Sul, para capturar o chefe militar ugandense Joseph Kony, como foi anunciado após uma reunião conjunta de oficiais da ONU, UA e Uganda.

As forças são implantadas nas áreas em que supostamente Kony e seus gerrilheiros estariam escondidos, chamado de Exército de Resistência do Senhor (LRA, por sua sigla em Inglês) e permanecerá até o momento em que "Kony se entregue ou seja neutralizado, de alguma forma ", disse o enviado especial da União Africana, Francisco Madeira. O contingente será composto por soldados de Uganda, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e República Centro-Africana.

Embora o Tribunal Penal Internacional queira capturar Kony desde 2005, o líder do LRA expulso da Uganda em 2006 e acusado de seqüestrar milhares de crianças e transformá-las em soldados, tornou-se mundialmente conhecido a partir de Março passado, depois da Organização Crianças Invisíveis lançar a campanha 'Stop Kony'.

O documentário viral Kony 2012, que já registrou cerca de 100 milhões de visualizações em todo o mundo, recebeu algumas críticas. Muitos perguntam qual a razão de mostrar agora um vídeo que mostra eventos de 2006.

Alguns acreditam que os ativistas americanos conheceram apenas recentemente o caso, enquanto outros pensam que por trás deste movimento existem fins comerciais. Ainda outros acreditam que os recursos petrolíferos recém-descobertos na Uganda é o que motivou esta campanha.

Via RT


Tibetano ateia fogo no corpo contra visita de presidente chinês à Índia

Um exilado tibetano ateou fogo ao corpo nesta segunda-feira (26) em Nova Délhi durante uma manifestação de protesto contra a visita que o presidente chinês, Hu Jintao, fará em breve à Índia. O protesto ocorre dias antes da Quarta Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorrerá entre 28 e 29 de março, em Nova Délhi, e terá a presença da presidente Dilma Rousseff.

O homem, de 27 anos, identificado como Janphel Yeshi, colocou fogo no corpo em pleno centro da capital indiana, segundo fontes policiais. Ele foi levado para um hospital e não há informações sobre seu estado de saúde. Ao menos 30 tibetanos já atearam fogo contra o corpo no último ano, a maioria no sudoeste chinês - 20 deles morreram.


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domingo, 25 de março de 2012

Angolanos incetivam assasinato de portugueses na internet


"Morte aos tugas", "Parabéns aos assassinos" e "Vamos matar cinco portugueses por semana, até se irem embora" são alguns dos comentários deixados na imprensa online angolana, a incentivar o assassínio de portugueses. As afirmações, no site Club K, são um hino à violência – e deixam os amigos do empresário morto na quarta-feira em Luanda a temer represálias.

"É dos sites mais conhecidos no país. Para além de ser pura maldade o que têm escrito, deixa-nos com medo", desabafou um amigo do empresário assassinado – o quarto em menos de cinco meses, todos na capital do país.

Quanto aos assaltantes que dispararam sobre Rui Pinto, para lhe roubar o carro, continuam a monte. Seis inspectores da Polícia Judiciária – dos homicídios e do tráfico de droga – estão em Angola a auxiliar na investigação.

Há também um técnico do Laboratório de Polícia Científica que estava a dar formação à polícia angolana e que agora tenta ajudar na detenção dos autores do homicídio.

PEDIRAM TRÊS MIL EUROS AO HOSPITAL

"Assim que entrou no hospital, a morrer, a primeira coisa que lhe pediram foram três mil euros", contou ao nosso jornal fonte próxima da vítima em Luanda, indignada com a forma como Rui Pinto foi tratado à chegada ao hospital. O homem acabou por falecer no bloco operatório, devido a uma hemorragia interna. De acordo com a mesma fonte, "o corpo será transladado na segunda ou terça-feira para Portugal", onde se realizará o funeral do empresário. A transladação custa cerca de 15 mil euros.

Via CmJornal