sábado, 25 de fevereiro de 2012

Rebeldes sírios confirmam receber ajuda militar estrangeira

"Rebeldes" sírios confirmaram que países estrangeiros, incluindo ocidentais, estão ajudando a oposição com armas para combater contra o governo de Bashar Al Assad.

Falando em uma conferência internacional em Túnis sobre a Síria, uma fonte da oposição disse na sexta-feira que vários países estão fornecendo armas a grupos armados na Síria, que estão sendo contrabandeadas para o país.

Enquanto isso, o ministro de Relações Exteriores da Arabia Saudita, Saud bin Faisal bin Abdul-Aziz Al Saud, abertamente apoiou armar os opositores de Assad.

Os Estados Unidos disseram anteriormente que considerarão a assistência militar para grupos armados que combatem o governo. Os candidatos republicanos pró-Israel, Mitt Romney e Newt Gingrich, também apoiaram armar os grupos sírios com a ajuda de Turquia e Arábia Saudita.

A conferência pró-oposição "Amigos da Síria", organizada por vários países ocidentais e da Liga Árabe começou em Tunis na sexta-feira, para discutir o conflito na Síria.

Rússia, China e Líbano rejeitaram participar da conferência, descrevendo-a como tendenciosa. O líder do partido de oposição da Síria, Frente Popular de Mudança e Libertação, também criticou a conferência.

Enquanto isso, centenas de simpatizantes de Assad se concentraram fora do local da conferência para condenar a reunião.

EUA se arma "até os dentes" no Golfo Pérsico

Estados Unidos está reforçando suas posições maritimas e terrestres no Golfo Pérsico para confrontar um possível fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã.

Os altos cargos militares informaram ao Congresso sobre os planos de preparar novos meios de detecção e neutralização de minas, e melhorar as capacidades de vigilância na região, segundo o diário de negócios 'The Wall Street Journal'.

Os militares também buscam modernizar os sistemas de armamento instalados nas naves para fazer frente às lanchas rápidas de ataque, assim como aos mísseis de cruzeiro.

"Quando o inimigo envia cada vez mais sinais de seu poder, nos perguntamos quê podemos fazer para lhe dar xeque-mate", o jornal citou uma fonte militar. "Devem saber que estamos tomando passos para assegurarnos que estamos preparados", acrescentou.

A situação no Golfo Pérsico se agravou nos finais do ano passado, quando os EUA e seus aliados endureceram as sanções contra o Irã por sua negativa de frear seu programa nuclear. Teerã respondeu com ameaças de bloquear o Estreito de Ormuz, uma rota que conta com 20% de trânsito de petróleo mundial.

As tensões aumentaram com as acusações de Israel de que o Irã está implicado em uma série de ataques contra seus diplomatas em vários países, algo que Teerã rechaça. Por sua parte, Irã acusou Israel e EUA de assassinato de seus cientistas empregados nos projetos nucleares. Washington negou, enquanto que Tel Aviv nao comentou as acusações.

Ao mesmo tempo Israel emitiu ameaças de um ataque militar contra as instalações nucleares iranianas, que, segundo Teerã, estão destinadas para fins pacíficos de geração elétrica.

EUA, que oficialmente toma uma atitude mais moderada em relação ao Irã que seu aliado, aumentou, não obstante, sua presença militar na região, como fizeram seus aliados. Irã também mostra uma atividade militar elevada.

A pressão que exerce EUA sobre Irã se deve ao lobby israelita, segundo opina Farit Kahhat, professor da Universidade Católica do Perú.

"O que acredito que ocorre aqui é que o lobby israelita é consciente de que sua capacidade em influir decisões de política externa cresce em conjunturas pré-eleitorais".

O acadêmico explicou que neste sentido há mais possibilidades de lograr uma decisão favorável antes das eleições de Novembro que depois destas.

"Creio que é um pouco a razão pela qual a pressão se exerce agora", concluiu.

Via RT

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Irã não quer construir bomba nuclear, segundo inteligência norte-americana

Embora a inteligência dos EUA acredite que o Irã não está tentando construir uma bomba nuclear, o país islâmico ainda está sendo ameaçado pelos Estados Unidos e Israel.

Um relatório confidencial, preparado no início de 2011, confirmou que Teerã suspendeu os seus esforços para construir uma bomba nuclear em 2003, relata o jornal Los Angeles Times.

O documento é o resultado de um consenso de 16 agências de inteligência dos EUA e está disponível para os altos cargos governamentais desde um ano atrás. Segundo o relatório, embora o Irã conduz uma investigação que pode levar a níveis suficientes para adquirir armas nucleares, a República Islâmica não persegue este objetivo.

As fontes, incluindo funcionários dos EUA, dizem que Israel não nega a dados ou a análise da inteligência americana. No entanto, foram feitas várias ameaças como o lançamento de uma operação militar para deter o programa nuclear iraniano, que Teerã diz ser para fins pacíficos de geração de energia.

Esta semana o Irã impediu que inspetores da ONU visitassem o complexo militar de Parchin para averiguar se os testes explosivos não estavam relacionados com tecnologias nucleares.

Em novembro do ano passado, a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) divulgou um relatório sobre o programa nuclear do Irã em que admitiu a possibilidade de suas "dimensões militares", mas sem conclusões definitivas ou provas.

É esperado que a AIEA finalize seu novo relatório sobre o problema na sexta-feira e divulgue-o dia 5 de março, na próxima reunião do conselho executivo da instituição, de acordo com a organização.

Via RT

Marrocos proíbe 29 publicações estrangeiras em 14 meses



O Ministério da Comunicação marroquino proibiu a entrada de 29 jornais e revistas estrangeiros no país desde janeiro de 2011 até fevereiro de 2012, principalmente por atentar "contra a moral pública e os símbolos religiosos".

De acordo com dados oficiais desse ministério, divulgados pelo jornal islâmico Al Taydid, órgão do Partido Justiça e Desenvolvimento, que dirige o atual governo, as publicações francesas lideram a lista de proibições, devido ao peso da população francófona marroquina, com um total de 22 revistas e jornais.

Dez das obras impressas francesas foram proibidas por atentar contra a ética pública, enquanto nove foram banidas por publicar charges do profeta Maomé ou de Deus, algo proibido no Islã.

O restante foi proibido por divulgar caricaturas do rei Muhammad VI ou por atentar contra "a integridade territorial" do país, em suposta alusão à consideração do Saara Ocidental como território do Marrocos.

Após as publicações francesas estão as alemãs, com três obras impressas proibidas por divulgar caricaturas de Deus, do profeta Maomé e "fotos escandalosas", cujo conteúdo não foi informado.

No mesmo período, dois exemplares do jornal espanhol "El País" foram vetados no país por publicarem imagens religiosas ou conteúdos referentes ao Saara Ocidental e à monarquia.

Na última sexta-feira, a entrada da publicação espanhola foi novamente proibida por conter uma caricatura do rei do Marrocos. Um veículo chinês também foi banido em outra ocasião por "atentar contra a integridade territorial".

Apesar de no passado a proibição de publicações estrangeiras não ter sido reconhecida publicamente, o novo governo marroquino admite abertamente sua posição, que nunca chama de "censura", e a defende em diferentes meios de comunicação impressos.

Fonte

Ocidente provoca sua própria ruína com sanções contra o Irã

O embargo ao petróleo do Irã deu resultado não-produtivo. O aumento de tensão entre a república islâmica e a comunidade internacional leva semanas epurrando o preço do óleo até o ponto máximo dos últimos meses. Oestados Unidos e a União Europeia cavaram sua própria fossa?

O valor do barril já superou os 124 dólares e os especialistas previnem que pode alcançar os 200. E tudo no meio da crise financeira que, em primeiro lugar, castiga o bolso da classe média européia e estadunidense. Não obstante, os políticos preferem seguir empurrando outros Estados a que rechacem as importações do Irã. Os países asiáticos, por sua vez, se negam, pela alta necessidade do óleo iraniano.

"Se as sanções funcionam ou não é um assunto que não corresponde a julgar a índia. Estas são sanções importas pelos EUA e pela UE, eles não nos consultaram quando as impuseram, assim que é um problema deles, não nosso. Nosso dever é somente velar pelo bem-estar de nosso povo e suas necessidades de energia", indicou Gopalapuram Parthasarathy do Centro de Investigação Política (Centre for Policy Research).

índia e Irã, fundamentados pelo petróleo para sempre?

Ultimamente, a índia se converteu em um dos principais importadores do petróleo iraniano, o que minimiza o impacto da redução de abastecimento provocada pela imposição das sanções. Ademais, as autoridade indianas e iranianas estão discutindo a possibilidade de realizar pagamentos em uma divisa nacional ou até em ouro para não depender do dólar. Por isso, muitos analistas consideram que as sanções contra o Irã não serão totalmente efetivas se os gigantes asiáticos não jogarem sua parte.

"Os países que estarão na palestra no futuro são China e Índia. As sanções não afetarão o suficiente o Irã para alcançar os objetivos dos países do Ocidente, se é que China e Índia não fizerem também", disse a professora Navnita Behera da Universidade de Delhi.

Um ex-representante do Departamento de Estado declarou que o feito de que a Índia não apoiou o Ocidente no embargo petroleiro é uma bofetada nos EUA. Mas, apesar dessa pressão, as autoridades indianas não querem participar deste plano.

"É impossível para a Índia tomar uma decisão drástica para reduzir as importações vindas do Irã, porque é um país importante entre as nações que podem prover os requerimentos necessários para as economias emergentes", destacou o ministro de Finanças da Índia, Pranab Kumar Mukherjee.

EUA e seus aliados podem elaborar milhares de planos para sancionar e isolar o Irã. Mas enquanto há países que se opõem a essa política unipolar, parece que todas as medidas estão condenadas ao fracasso. Ademais, a subida dos preços do óleo beneficiaria a república islâmica. E resulta que os únicos que sofrem as sanções são os mesmos Estados que as impuseram e seus cidadãos.

Via RT

Patriarca Maronita teme pela segurança dos cristãos na Primavera Árabe


O chefe da Igreja Maronita do Líbano disse temer pelo destino dos cristãos no Oriente Médio se a Primavera Árabe trouxer "grupos radicais" ao poder para substituir os líderes autocráticos. O Patriarca Beshara al-Rai, falando em Bagdá durante a primeira visita de patriarca maronita ao país, exortou os cristãos a não deixarem o Oriente Médio.

"Eu apoio a primavera, quando se trata de uma primavera, e não quando se trata de um inverno", disse ele aos jornalistas. Durante sua visita, ele participou de uma cerimônia que marcou o primeiro aniversário de um ataque da Al Qaeda, que matou 52 pessoas em uma igreja de Bagdá. "Não deve haver mudanças em todos os países árabes. Ditaduras não podem sobreviver hoje, precisamos de democracia, liberdade de expressão e liberdade de crença e culto ... (Mas) eu temo que grupos radicais poderiam tomar o poder e (trazer) leis extremistas. "

Ele acrescentou: "Estamos com mudanças na Síria ... e com as reformas e os direitos humanos, mas esperamos que as consequências não sejam as mesmas que acontececeram no Iraque."
Centenas de milhares de cristãos iraquianos fugiram do país após anos de conflito sectário.

Os ataques a cristãos no Egito após os protestos que derrubaram Hosni Mubarak, também destacam os perigos que muitos cristãos na Síria temem que enfrentarão se o presidente Bashar Al Assad for deposto. Os líderes da Igreja na Síria dizem apoiar as reformas, mas não as exigências de uma "mudança de regime" que dizem que poderia fragmentar a Síria e dar o poder, possivelmente, a grupos islâmicos que lhes negam a liberdade religiosa.

Maronitas, que estão presentes no Líbano, Síria e Chipre, seguem um rito oriental da Igreja Católica Romana, chegando a cerca de 900.000 praticantes no Líbano. Muitos mais, possivelmente até três milhões, vivem fora do país. "Somos contra qualquer migração (Cristã)", disse Rai. "Sabemos que todos os extremistas, grupos terroristas e interferêcias estrangeiras tem esse objetivo, mas temos que permanecer firmes".

Os cristãos do Iraque, que antes eram 1,5 milhões em uma população de 30 milhões, tem sido frequentemente atacados por militantes desde a invasão americana de 2003, com igrejas bombardeadas e padres assasinados.

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Putin deve vencer eleição presidencial russa, aponta pesquisa

Vladimir Putin conquistará em torno de dois terços dos votos nas eleições presidenciais da Rússia, evitando um humilhante segundo turno em sua tentativa de estender sua permanência no poder por mais seis anos, mostrou a última grande pesquisa de opinião antes das eleições, na sexta-feira.

O primeiro-ministro Putin espera vencer de forma convincente as eleições no dia 4 de março para atenuar o crescente movimento de protestos urbanos que o classifica como um líder autoritário que governa em um sistema político corrupto e rigidamente controlado.

A pesquisa do Levada Center, a maior empresa independente de pesquisas da Rússia, mostrou que Putin vencerá com entre 63% a 66% dos votos no dia 4 de março, bem à frente de seu rival mais próximo.

A vitória nas eleições dará a Putin, que governou a Rússia como presidente e primeiro-ministro desde que chegou ao poder no final de 1999, um mandato de seis anos como chefe do Kremlin.

Em 2000, Putin conquistou 53% dos votos e, em 2004, 71%, de acordo com os resultados oficiais. O seu protegido, Dmitri Medvedev, venceu com 70 por cento dos votos, em 2008, quando Putin foi impedido de disputar devido a limites constitucionais.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Oposição síria viola direitos humanos, segundo relatório da ONU

Comisión de la ONU: "La oposición siria viola los derechos humanos"

Há evidências de que grupos associados com o chamado Exército Livre Sírio (ELS), oponentes do governo de Bashar al Assad, estão envolvidos em "graves abusos dos direitos humanos." Essa é a conclusão de uma comissão especial da ONU sobre a situação na Síria, que leva quase um ano imersa em tumultos e confrontos entre a oposição e os militares fiéis ao atual regime.

Entre os fatos que revelam a barbárie dos grupos armados de oposição, refletidos no relatório da comissão divulgado nesta quinta, estão tortura e execução de militares e membros das forças de segurança leais ao presidente, e seqüestros deles e de suas famílias. Muitos desses crimes ocorreram na cidade de Homs, um dos pontos mais conflitivos do território sírio.

Os próprios membros do ELS não duvidam em confirmar que assasinam aos que são leais ao governo. Assim, nesta quinta, Mlaek al Kurdi, considerado o 'número 2' do ELS, declarou que assaltaram uma sede das forças de segurança perto da fronteira da Turquia, matando 35 pessoas.

O documento do Comitê, composto por três membros, foi compilado a partir de entrevistas com jornalistas, desertores do exército e refugiados que estão fora da Síria, bem como conversas telefônicas com os sírios que estão no país.

Os membros da comissão entregaram ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos um envelope lacrado com uma lista de pessoas que, de acordo com os pesquisadores, são responsáveis ​​por violações dos direitos humanos na Síria. A lista inclui nomes de pessoas de ambos os lados do conflito.

Via RT


2011, ano com maior quantidade de guerras

Soldados vigilan las calles de Kabul. En Afganistán se disputa la guerra más violenta, dice el análisis. Foto Archivo/ShutterstockO mundo experimentou em 2011 um recorde de guerras, com um total de 20, relatou o "Barômetro dosConflitos 2011" do Instituto Alemão de Heidelberg para a Investigação de Conflitos (HIIK).

O HIIK mencionou em seu relatório anual que no ano passado se registraram 388 conflitos, 38 deles extremamente violentos, e destes, 20 chegaram ao mais alto nível de violência que é a guerra. O recorde anterior foi em 1993, com 16 guerras.

Com o cenário de crescimento quase explosivo em guerras ao redor do mundo, não se vislumbrou em 2011 uma tendência para a paz. Ao contrário, conflitos na África, Oriente Médio e Próximo apresetaram a perspectiva de uma escalada de violência em 2012.

A guerra mais violenta ocorre no Afeganistão, onde o governo combate o Movimento Talibã. Essa guerra custou a vida de 4200 pessoas no ano passado, estabeleceu o barômetro que se elabora desde 1991.

No Iraque, a guerra entre grupos militantes sunitas causou a morte de quatro mil pessoas em 2011, disse o HIIK.

Na Somália, a guerra entre as forças governamentais e os grupos Al-Shabaab e Hizbul Islam se agravou pela fome no Chifre da África, de modo que o número de refugiados aumentou em 2011 para 330.000 dentro do país e 286000 somalis fugiram para nações vizinhas.

Na região sudanesa de Darfur fugiram cerca de 180000 pessoas entre Dezembro de 2010 e Abril de 2011, pelos combates entre tropas do governo e vários grupos rebeldes.

Como parte dos protestos conhecidos como a Primavera Árabe, foram três novos conflitos no primeiro ano e subiram para o nível da guerra a situação no Iêmen, Líbia e Síria. Nesses países se intensificaram os protestos para exigir uma mudança de governo.

O HIIK incluiu também a luta contra os cartéis de drogas mexicanos promovidas pelo governo do país.

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Inacreditável: jovem com síndrome de down é acusado de 'racismo' na Escócia

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"Como pode o meu filho ser racista?" perguntou a mãe de Jamie, um menino com síndrome de Down e idade mental de uma criança de cinco anos incapaz de compreender plenamente as acusações de "racismo" e "ataque racista" atribuídas a ele, muito menos compreender as suas consequências .

Para Fiona, que vive em Cumbernauld, Lanarkshire (Escócia), com o marido James, 46, um empreiteiro de telecomunicações, e sua filha Stephanie, 17 - a palavra "pesadelo" é pouco para descrever o martírio que aconteceu durante os sete meses de 2008, em um processo judicial mídiatico e burocraico que nunca teriam imaginado. A situação é tão absurda que seria risível se não fosse pelos danos graves que a família sofreu. Sua história também serve como um exemplo preocupante de como correção política e institucional anti-racista extremista delirante pode perverter o conceito de justiça, e transformar pequenos incidentes em montanhas.

O que começou como um simples acidente entre Jamie e uma menina paquistanesa enquanto jogavam em uma área adequada para os indivíduos com síndrome de Down, logo tornou-se uma investigação criminal de sete meses em que o filho de Fiona estava prestes a ser preso.

Jamie tem 18 anos, mas não pode nem amarrar os sapatos, precisa de ajuda no banheiro, não pode sair de casa sozinho, e dorme todas as noites à espera de que sua mãe o cubra na cama. Os eventos que levaram à angústia desta família tiveram seu início em uma briga com uma garota da mesma idade, também estudante do departamento de aulas especiais em Lanarkshire Motherwell, onde ambos recebem aulas.

Os fatos

As duas crianças com síndrome de Down estavam birnando, se zangaram um com o outro, houve uma discussão, e o menino empurrou a menina falando para que ficasse fora do seu 'lado'. Os dois foram separados e os pais informados sobre o incidente. Considerando a idade mental de ambos os fatos são de nenhuma conseqüência, como qualquer briga entre duas crianças de cinco anos em um parque infantil. E assim deveria ser resolvido o assunto.

No entanto, a família da menina entrou em contato com a polícia e abriu um inquérito. Uma semana depois, Jamie foi acusado de racismo e de "ataque racista".

"Nossa família tem estado sob uma tremenda pressão por nada", diz Fiona. "É completamente ridículo que as autoridades acusem contra o nosso filho, que não é apenas inocente, mas incapaz de compreender este problema. Quando a polícia chegou para conversar com Jamie, ele os recebeu com um grande sorriso e um aperto de mão. Ao lerem seus direitos e fazer-lhe as perguntas, ele agradeceu-lhes por terem vindo para vê-lo, e balançou a cabeça em tudo o que eles disseram. "As pessoas com síndrome de Down, muitas vezes concrdam apenas para agradar outras pessoas. "Vocês percebem que ele não entende o que está acontecendo?" Fiona perguntou a polícia, os policiais se sentiram desconfortáveis ​​e admitiram que não tinham formação no tratamento de pessoas com necessidades especiais, "mas o processo formal já tinha em ação. A partir desse momento, parecia que não havia nada o meu marido ou eu poderia fazer para pará-lo. "“pero el proceso oficial para entonces ya había entrado en acción. A partir de ese momento, parecía que no había nada que mi marido o yo pudiéramos hacer para detenerlo.”

A notificação

É claro que Fiona ama seu filho. Quando lembra desses sete meses, os olhos enchem de lágrimas, mas ela se considera uma lutadora que deixou o salão de beleza que trabalhava para dedicar mais tempo a cuidar de seus filhos. Foi, diz ela, a única coisa que podia fazer naquelas circunstâncias.

Em duas ocasiões, quando Jamie tinha dez meses e quando tinha quatro anos passou por graves problemas médicos que apontavam o pior. "Os hospitais tornaram-se uma segunda casa para mim ao longo dos anos", diz Fiona. "Eu passei semanas, até meses, na cama de Jamie, mas eu não me importo o que dizem os médicos, eu sempre soube que iria trazer meu filho de volta para casa. Felizmente, tudo deu certo, mesmo quando os médicos disseram que não havia esperança."

Desde a adolescência, sua saúde é muito melhor e Fiona viu seu filho crescer, frequentando um curso de habilidades no Motherwell College, "o que me deixa orgulhoso dele. Ele tem amigos, é sociável e falante e ama a sua irmã. Ele não tem histórico de violência ou conflito, pelo contrário, é muito calmo e sempre de bom humor. " Então Fiona, portanto, ficou surpresa quando seu filho foi acusado de um incidente na escola: "Em 4 de setembro, recebi um telefonema dizendo que ele tinha tido uma briga. Eu conversei com ele e ele disseque não bateu na menina, mas a empurrou. Fiquei calma e castiguei-o cortando os video-games por uns dias".

"Eu acreditei nele quando ele disse que não bateu nela", diz James, o pai do menino, "mas eu não sou um pai negligente, que faz concessões pela sua deficiência. Então, fiquei firme e falei que ele deve se dar bem com os colegas, e que não é bom discutir".

O assunto foi deixado para trás, mas depois de alguns dias os pais foram notificados pela escola que a família da menina entrou em contato com a polícia, e que tinham feito perguntas aos outros alunos e funcionários da universidade.

“Mamãe, nao deixe que me levem para longe”

"Eu conversei com Jamie sobre as acusações de "ataque racista". No início, a coisa toda era tão ridícula que eu não podia acreditar. Jamie está longe de ser racista. Não consegue distinguir as diferenças na cor da pele. Mas a escola disse que a polícia viria entrevistar Jamie, e eu aceitei, pensando que nada iria acontecer. Eu queria que Jamie entendesse que não era bom ter discussões com outros estudantes, e eu pensei que a visita da polícia ia ajudálo a entender isso. No entanto, após a entrevista polícial alguns dias depois, Jamie foi acusado de racismo e agressão.

"Entrei em pânico e pensei que era uma loucura, Jamie nem mesmo entende coisas como em cima e embaixo, ou se uma porta está aberta ou fechada. Meu marido disse que deveria ter insistido sobre o retorno dos oficiais com uma pessoa que especializada no tratamento de pessoas com necessidades especiais e, talvez, talvez pudéssemos ter parado o caso na hora".

Os próprios policiais disseram que o caso provavelmente não chegaria a lugar nenhum e que avisaria a justiça de que Jamie tinha síndrome de Down. No entanto, logo após a visita, a família recebeu uma carta do procurador fiscal dizendo que as autoridades tinham provas suficientes para acusar Jamie. Foi quando o mundo desabou para esta família: "Eu li a carta com as mãos trêmulas, estava chorando sem parar", diz Fiona, "Eu liguei para o Ministério Público cinco vezes, mas ninguém falou sobre o meu caso. Eu fui à polícia, e ninguém parecia saber o que estava acontecendo. Teria sido capaz de rir de tanto caos e incompetência, não fosse o fato de que eu sabia que, aos 18 anos, Jamie é tecnicamente um adulto. Eu estava com medo de que ele poderia realmente acabar no banco dos réus por algo que ele não fez. "

"Foram meses em que vivemos com muita pressão. O ponto mais baixo veio quando estávamos assistindo TV e Jamie começou a chorar. Quebrou meu coração porque me fez sentir como se eu tivesse falhado". A tela mostrava a cena de uma prisão, e Jamie disse entre soluços: "Eu não vou ir para a cadeia, mamãe, por favor não deixe que eles me levem embora". Fiona, infelizmente, descobriu que seu filho não estava totalmente inconsciente do que estava acontecendo, apesar das tentativas do seus pais para distraí-lo. "Durante todo este pesadelo tenho me esforçado para colocar um sorriso e agir normal em torno de Jamie, para protegê-lo do que estava acontecendo. Mas naquela noite, enquanto ela soluçava em meus braços, eu não podia deixar de chorar. Temia que Jamie pensasse que não poderiamos protegê-lo, eu disse que ele não iria para a cadeia, nós estaríamos bem, mas até eu tinha medo que tudo desse errado. Meu instinto natural, como mãe, especialmente para uma criança com necessidades especiais, foi tentar proteger tudo em volta dele".

Não foi até sete meses após o incidente inicial, quando a família recebeu uma breve carta do Procurador Fiscal, onde se retiravam as acusações no indiciamento.

Depois de meses de tensão e medo, o Ministério Público emitiu um pedido formal de desculpas por qualquer inconveniente causado durante este tempo. Todas as acusações foram retiradas, mas isso, diz Fiona, não é suficiente, e teve que contar para a mídia para que estas situações não voltem a ocorrer.

Esta família não só recebeu frieza burocrática, confusão e mal-entendidos em suas relações com o sistema legal enquanto eram torturados durante esses sete meses, mas também o medo de que Jamie terá sempre uma mancha em sua reputação como um resultado de ter sido acusado por nada.

Via Alerta Digital