quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Explorações petrolíferas nas Malvinas decepcionam Reino Unido

Exploraciones petrolíferas en las islas Malvinas 'decepcionan' a Reino Unido

O ministro britânico de Energia, Chris Huhne, afirmou que os resultados das primeiras explorações de petróleo nas águas das Ilhas Malvinas foram "decepcionantes", mas indicou que a situação pode mudar no futuro.

Durante um debate na Câmara dos Comuns sobre assuntos energéticos, Huhne explicou que "existe uma exploração em curso. A exploração inicial que foram feitas nas águas territoriais das Falkland é decepcionante, mas isso pode mudar", disse.

Há alguns meses, algumas empresas britânicas do setor petrolífero executam a explroação de petróleo cru nas ilhas, o que causou um grande mal-estar na Argentina, que reclama a soberania das ilhas.

“Estão depredando nossos recursos naturais, nosso petróleo, nossa pesca", disse a presidente argentina Cristina Kirchner, que retornou as suas funções depois de uma cirurgia.

Aemais, Kirchner afirmou que seu governo seguirá "com muita rigorosidade política, jurídica e diplomática", em sua reivindicação de soberania, e renovou os pedidos ao Reino Unido para que este aceite negociar.

Em resposta as declarações do Primeiro-Ministro britânico David Cameron, que acusou a Argentina de "colonialismo", Kirchner disse que "não tem razões nem argumento (..) tentam nos apresentar como vilões, o que não somos".

Via RT

Islândia se declara independente dos bancos internacionais



A Islândia é livre. E seguirá sendo, sempre e quando a gente desejar manter autonomia da dominação estrangeira dos que aspiram a ser seus amos - neste caso, os banqueiros iinternacioais.

O 9 de Abril de 2011, o povo feroz e independente da IlhaÑação derrotou em um referendum que havia resgatado o Reino Unido e os Países Baixos cobrindo os depósitos que os investidores britânicos e holandeses haviam perdido nos fundos do banco Icesave em 2008.

No momento do fracasso do banco, a Islândia se negou a cobrir suas perdas. Sem embargo, o Reino Unido e os Países Baixos, exigiram que a Islândia pague pelo "empréstimo" como condição para a admição na União Européia.

Em resposta, os islandeses disseram para a Europa que se fodesse. A votação fiinal foi de 103.207 contra 69.462, ou 58,9% contra 39,7%. "Os contribuintes não deveriam ser responsáveis a pagar as dívidas de ua entidade privada", disse Sigriur Andersen, um porta-voz do grupo de assessoramento que se opôs ao resgate.

Um referendum similar em 2009 sobre o tema, ainda que com duras condições, encontra 93,2% de eleitorado islandês rechaçando uma proposta para garantir os depósitos dos investidores estrangeiros que haviam no banco islandês. O referendum se invoca quando o presidente Olafur Grimmson Ragnur vetou a legislaçãi de Althingi, o parlamento da Islândia, que havia passado a pagar aos britânicos e holandeses.

Sob fins de acordo, Islândia teria que pagar 2350.000.000 ao Reino Unido, e 1320.000.000 à Holanda, até 2046 a uma taxa de interesse de 3%. O rechaço pela segunda vez por parte da Islândia é uma vontade do seu povo, que sente que não deve assumir nenhuma responsabilidade pelas perdas que os estrangeiros sofreram na crise financeira.

A oposição aos resgates levou a decisão da Islândia de permitir que o banco caia em 2008. Sem que os contribuintes paguem por isso. Como assinalado pelo Bloomberg News, no momento em que a crise se instalou em 2008, "os bancos teriam dívidas igual a 10 vezes o PIB da Islândia de 12.000.000 de dólares".

"Estes eram bancos privados e não se injetou dinheiro neles para mantê-los em funcionamento, o Estado não assumiu a responsabilidade dos bancos privados em falência", disse o presidente da Islândia, Olafur Grimmson ao Bloomberg Television.

O rechaço dos eleitores de produziu pelas ameaças para isolar a Islândia da financiação das instituições financeiras internacionais. A dívida nacional da Islândia já tem sido degradada pelas agências classificadoas de crédito, e agora estes mesmos organismos se comprometeram a fazê-lo ua vez mais como castigo por desafiar a vontade dos banqueiros internacionais.

Este é o último no drama desde o ano de 2008 em que as intituições globais se negam a assumir suas perdas na crise financeira. Ameaças sobre uma depressão econômica mundial e demandas por ser "demasiado grandes para acreditar" se equipararam a uma arma carregada na cabeça dos chefes de Estados representativos nos Estados Unidos e Europa. A Islândia é de interesse particular, porque não resgata seus bancos como Irlanda o fez, ou estrangeiros como Estados Unidos.

Se esse fervor se populariza entre osw contribuintes de todo o mundo, como ocorreu na Islândia e com o movimento de protesto nos Estados UNidos, os bancos tem é que temer, quer dizer, a impossibilidade de sacar quantidades ilimitadas de fincanciamento dos funcionários crentes do governo e bancos centrais. Parece que a raiz do problema são as garantias do governo, já sejam explícitas ou implícitas, na assunção de riscos pelos bancos.

Em última instância, essas garantias não são necessárias para manter o pleno emprego, ou inclusive sustentar uma economia em crescimento, simplesmente estão desenhadas para permitir que estas instituições internacionais super-influenciem e aumentem suas margens de benefícios nos bons tempos - e para evitar perdas catastróficas aos maus tempos.

A lição aqui é intrutiva desde o outro lado do mundo, mas misterioso. Se os Estados UNidos - ou qualquer outro soberano, para o caso - tenta reestruturas suas dívidas, ou obrigas aos investidores privados a cortarem-se o pelo em suas próprias apostas tontas, estas intituições internacionais tem prometido, em resposta, o equivalente a guerra econômica. Sem embargo, a alternativa é que os governos representativos sacrifiquem sua independência a um grupo de banqueiros sem rosto que não compartilham nenhuma lealdade a nenhuma nação.

É o conflito que já se tem definido o priincípio do século XXI. A resposta é se os povos livres optam por permanecer livres, como a Islândia, ou submeterem-se.

Via Te Atreves a Despertar

Brasil é o país que mostra pior retorno para o cidadão no uso de impostos, diz pesquisa

Estudo analisou a aplicação de recursos em 30 países


De 30 países observados durante estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o Brasil está na última posição no ranking sobre aproveitamento dos recursos arrecadados. O primeiro colocado é a Austrália, depois vêm os Estados Unidos, a Coreia do Sul, o Japão e a Irlanda.

O estudo analisou o comportamento dos consumidores e a aplicação dos recursos nos países selecionados. Pela ordem, os piores colocados no ranking são o Brasil, a Itália, a Bélgica, a Hungria e a França. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores consideraram a carga tributária de cada país e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), resultando na elaboração do que foi chamado de Índice de Retorno de Bem Estar da Sociedade (Irbes).

O presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, defendeu a redução da quantidade de impostos cobrados no País e o melhor aperfeiçoamento na utilização dos recursos, em benefício da população. Durante entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele disse que o resultado da pesquisa mostra que é necessário agir rapidamente.

“O Brasil, como potência que é hoje, economicamente, vem sendo o sexto maior em termos de PIB (Produto Interno Bruto) e em termos de crescimento econômico. Mas, ao mesmo tempo, não transforma isso em qualidade de vida para a população, o que é bastante lamentável”, afirmou.

De acordo com o IBPT, em 2011, o País arrecadou cerca de R$ 1,5 trilhão em pagamentos de tributos. “Esse valor deveria voltar mais significativamente para a população”, ressaltou Olenike. Segundo ele, um dos aspectos considerados graves pela pesquisa é que não há retorno em investimentos básicos para as pessoas.

Olenike citou como exemplo serviços relativos à educação, saúde e segurança. De acordo com ele, a classe média se vê obrigada a complementar o que o poder público deveria arcar. “As pessoas são obrigadas a pagar uma tributação indireta e complementar, por exemplo, pagando o plano de saúde privado”, disse ele, citando também escolas particulares e pedágios nas estradas.


Fonte: Correio do Povo



Novo site do Megaupload ameaçava o monopólio das gravadoras

Sexta-feira passada Kim Dotcom foi detido junto com 3 pessoas, acusado de criar uma rede de cópia e reprodução ilegal de arquivos sujeitos a direitos autorais. Com essa atividade, teria ganho mais de 135 milhões de dólares em alguns anos. A operação, ademais, teve outra consquência: Megaupload, serviço fundado por Dotcom, foi fechado.

Cinco dias depois da detenção de Dotcom pelo FBI, não param de surgir dados sobre a detenção, seu nível de vida, as ações desse serviço online e os projetos que Dotcom tinha para o Megaupload. Através de um fórum de debate em reffit.com onde os usuários opinam sobre qual foi a verdadeira razão do fechamento do Megaupload, um usário lembrou de um dos últimos projetos nos que trabalhava Dotcom, segundo informa a Europa Press.

Se trata de Megabox, um modelo de negócio pelo qual se oferece aos usuários a venda de músicas, e no qual os artistas sairiam ganhando. Este modelo de negócio prescinde de inermediários, ou seja, de todos os agentes da cadeia de distribuição, pelo que os artistas receberiam 90% das vendas e Megaupload os 10% restantes.

Sobre o projeto Megabox, Dotcom falou no passado mês de dezembro ao site TorrentFreak, depois da polêmica causada pelo vídeo de apoio ao Megaupload por parte de artistas como Alicia Keys ou Pudd Daddy. O chefe do Megaupload assegura que esse projeto estaria financiado por um programa publicitário chamado Megakey, que funcionaria bloqueando parte dos anuncios da rede e substituindo-os por anuncios próprios.

Dotcom assegurou que se tratava de um serviço que "pode se converter em um dos maiores clientes da indústria de conteúdos" e que desta maneira se conseguiria um meio para que "os criadores de conteúdo sejam pagos".

Ademais, durante a entrevista o fundador do Megaupload assegurou não estar preocupado com a Lei SOPA e defendia seu serviço como "um provedor de serviços legal online há sete anos". Um mês depois, as coisas mudaram. Megaupload já não existe e Dotcom está preso depois de ser negada sua liberdade sob fiança, por risco de fuga.

Via Libertad Digital

Canibal preso nos Estados Unidos


Um homem foi detido na Florida, EUA, após ter sido acusado de matar uma pessoa e de comer um olho e parte do cérebro da vítima, indica um relatório da polícia divulgado esta quinta-feira.

Tyree Lincoln Smith, de 35 anos, foi preso após ter chegado ao estado norte-americano da Florida, procedente de Bridgeport (Connecticut), onde o próprio confessou a um familiar seu ter, de facto, atacado um homem, identificado como Ángel González.

O corpo da vítima, de 43 anos, foi encontrado já em estado de decomposição dentro de um prédio, noticia o «The Huffington Post».

Segundo o relatório da polícia, Smith matou González com um machado e confessou o crime a uma prima, Nicole Rabb.

«Os golpes na cabeça de González foram tão graves, que consegui remover um olho, juntamente com pedaços de massa encefálica e um pedaço de cérebro», confessou Smith à sua prima.

De acordo com o relatório, Smith levou os órgãos de González para um cemitério e «comeu um olho, que tinha um sabor a ostra, e parte do cérebro».

Smith foi detido pela polícia nesta terça-feira num apartamento em Haven Lynn.

Via TVI24.

Protestos em Davos exigem devolver ao Homem o poder do dinheiro


Uma onda de protestos contra a desigualdade econômica chegou a Davos, onde se realiza o Fórum Econômico Mundial. Os ativistas exigem que se substitua o princípio de "um dolar - um voto" por "uma pessoa - um voto".

Sua primeira ação do Fórum foi o lançamento de balões gigantes com cartazes: "Ei Fórum Econômico Mundial, onde estão ou outros 6,999 bilões de líderes?".



"Acreditamos que os líderes do Fórum estão tratando de impor um novo sistema unicamente com o fim de maximizar seus lucros, não para ajudar o mundo", disse um dos líderes do grupo, Amadeus Thiemann, um engenheiro de Zurique.

"O 1%, os mais influentes nessas reuniões, onde não se aceita aos demais membros da sociedade, discute e decide o destino de 99% da população", disse outro organizador da ação, David Roth.

"A concentração de recursos econômicos e financeiros em mãos de uma minoria privilegiada conduz a uma ditadura sobre o resto. Agora funciona o slogan "um dólar um voto" no lugar de "um homem um voto". Queremos que tudo seja diferente", agregou.

A polícia não interveio na ação dos manifestantes, que estão planejando toda uma série de ações.

Os protestos se enquadram no movimento conhecido como "Occupy Wall Street", que nasceu em Nova Iorque em 17 de Setembro. Desde então, manifestações similares foram realizadas em quase todas as principais cidades dos EUA, assim como na Europa, Austrália e Nova Zelândia. Manifestantes se opõem ao desemprego, as instituições financeiras e as políticas governamentais que favorecem as camadas mais ricas da sociedade e que qualificam de "terrorismo finenceiro"

Fonte

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Imigração tira empregos de britânicos, admite o Governo

A imigração significou que 160 mil trabalhadores britânicos perderam seus empregos nos últimos cinco anos, revelou um especialista em imigração do governo britânico.


Um britânico é "deslocado" do mercado de trabalho a cada 4 imigrantes de fora da União Europeia que chegam no Reino Unido, concluiu o Migration Advisory Committee (Mac).

O relatório é o primeiro exame oficial do impacto da imigração e mostra que ela mantém trabalhadores locais fora dos trabalhos.

O Professor David Metcalf, presidente do Mac, também criticou o uso do PIB para medir os efeitos do fluxo de estrangeiros como "pró-imigração", pois mais imigrantes vão logicamente expandir a economia.

Via Telegraph

Acordo mundial para controle da internet ganha novos apoiadores

Uma ameaça real para a liberdade na internet ficou fora da atenção pública enquanto o ceiberespaço está em alerta pelos projetos de lei SOPA e PIPA nos Estados Unidos.

O ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement) é um acordo que propõe fixar a proteção da propriedade intelectual a nivel internacional e supõe multas e até prisão pelas infrações.

O acordo, negociado desde 2008 já foi assinado por Estados Unidos, Austrália, Canadá, Japão, Marrocos, Nova Zelândia, Cingapura e Coréia do Sul.

Todas as negociações sobre o tema foram realizadas secretamente, com a infromação sendo filtrada graças aos esforços de vários grupos de ativistas virtuais, como o Anonymous.

A pouco o Anonymous alertou sobre os acontecimentos na Polônia, cujas autoridades anunciaram assinar o acordo no dia 26 de janeiro. Essa noticia provocou uma série de ataques que deixaram paralisadas durante dois dias vários sites do governo. Alguns portais declararam greve, seguindo o exemplo da versão inglesa da Wikipedia.

inda assim, as autoridades polonesas reiteraram sua intenção de apoiar o documento. "O acordo ACTA de nenhum modo infringe as leis polonesas nem os direitos dos internautas", disse Michal Boni, ministro de Administração e Digitalização.

No entanto, o acordo obrigará aos provedores de serviçõs da internet a vigiar todo o fluxo de dados que manejam e serão responsáveis pelo que os seus clientes façam. Por exemplo, se um usuário viola algum direito autoral (por exemplo, fazer uma tatuagem com uma marca, tirar uma foto e postá-la) pode ser desconectado da internet, multado e inclusive preso.

Isso representa um golpe na ideia fundamental da internet, o intercâmbio livre de informação. Mas o ACTA não se limita somente a isso. Vai lém do âmbito da internet. Se aprovado, a lei pode impôr um padrão mundial para as patentes de cereais, que acabaria com os agricultores independentes e levaria a uma dependência total aos proprietários de patentes, ou seja, as grandes corporações.

O convênio estabelece que deve ser assinado e ratificado em 2013. Levando em conta o segredo guardado sobre essa ferramente até pouco tempo atrás, o documento pode entrar em vigor sem que ninguém note.

Via RT

Greve dos caminhoneiros provoca paralisação da Fiat na Itália

por Túlio Moreira
MotorDream


Uma greve dos caminhoneiros contra o aumento do preço do combustível na Itália provocou a paralisação das fábricas da Fiat desde o início desta semana. Os trabalhadores protestam contra um novo imposto que torna mais caro o preço dos combustíveis e estão causando problemas na cadeia logística italiana. Também há dificuldade no trânsito, em decorrência de bloqueios à passagem de carros em diversas rodovias da região.


De acordo com a agência de notícias AFP, a Fiat se viu obrigada a suspender as atividades de suas fábricas de Pomigliano, Cassino, Melfi, Mirafiori (na foto, linha de montagem do Alfa Romeo MiTo) e Sevel Val di Sangro. A greve dos caminhoneiros impede a chegada de peças e componentes necessários para o funcionamento destas unidades. À AFP, um porta-voz da Fiat não adiantou quando as operações serão retomadas normalmente.

A fábrica de Sevel, responsável pela produção de vans, funciona em parceria com a PSA Peugeot Citroën. Ontem (24), a polícia italiana dissipou um bloqueio próximo a Nápoles, mas não foi suficiente para garantir o funcionamento das unidades. Os caminhoneiros reclamam do alto custo operacional da atividade na Itália. O sindicato da categoria, responsável pela greve, afirma que os caminhoneiros de outros países europeus conseguem ser mais competitivos.

Fonte

Irã: o que está por detrás do embargo europeu

Não só as vastas reservas de energia e recursos naturais do Irã atiçam a cobiça dos dirigentes dos países economicamente impotentes da união européia assim como do líder delas todos os Estados Unidos. Sabemos que sempre foi essa cobiça de mãos dadas com a debilidade econômica que esteve por detrás das guerras ilegais dos últimos vinte anos, a última das quais a da Líbia.

Agora temos que os caminhos que levam à Moscou e a Pequim passam por Teerã, capitais essas localizadas respectivamente na Rússia, China e Irã. O que se tem passado em relação às atitudes ocidentais agressivas dos últimos anos em relação à Síria e ao Irã enquadra-se também num ramo de maiores considerações políticas geo-estratégicas. [1]

No estudo apresentado em [1] considera-se que os caminhos que levam à Moscou e à Pequim passam por Teerã do mesmo modo que os caminhos que levam à Teerã passam por Damasco na Síria, Bagdá no Iraque e Beirute no Líbano.

Ressalta-se que os Estados Unidos querem controlar o Irã por razões políticas e econômicas assim como para satisfazer as suas próprias necessidades de energia. Eles querem também poder controlar a forma de pagamento da

exportação do petróleo do país. Querem que o pagamento das exportações de petróleo do Irã seja feita em dólares.

Isso é para que o uso global e contínuo do dólar nas transações internacionais seja mantido e não dilapidado, como tem sido nos últimos tempos. Lembramo-nos que o uso do dólar como moeda de pagamento internacional é uma das duas pernas em que o controle americano sobre o mundo se sustenta, apesar dos pesares. Digo apesar dos pesares porque o dólar não tem valor nenhum por si mesmo. Poderia e deveria ser trocado por sistemas de pagamento mais condizentes com a realidade de 2012 e não condizente com a realidade de 1945, como é o caso. A outra perna em que o poder americano sobre o mundo se sustenta é a força militar.

Controlando o Irã através de um regime de marionetes posto no poder através de uma guerra dirigida pelos Estados Unidos e executada pelos seus aliados (como foi o caso na Líbia e como estão ameaçando a fazer na Síria) Washington também estaria a pôr uma corda no pescoço da China.

Essa corda deveria ser apertada ou afrouxada de acordo com os interesses norte americanos, dando a eles o controle da segurança energética da China. Se a China não se comportasse de acordo com os interesses americanos lá estariam eles a estripá-la através do estripamento do fornecimento do petróleo. Estripamento esse que seria garantido pelas marionetes estabelecidas no Irã ao custo do sangue de muitos milhares e milhares de inocentes no Irã e no Oriente Médio, assim como à custo de uma destabilização econômica no mundo inteiro, se não por uma catástrofe global.

É fato de conhecimento geral que a ameaça de guerra aberta que vemos hoje é uma continuação dos acontecimentos desencadeados por ações encobertas há já uns anos. Essas ações encobertas incluem serviços de informação específica, ataques e vírus cibernéticos, grupos militares secretos, espiões, assassinos, agentes de provocação e sabotadores agindo contra o Irã em favor dos interesses ocidentais.

O seqüestro e assassinato de cientistas iranianos e de comandantes militares é de conhecimento público. Sabe-se de diplomatas iranianos seqüestrados no Iraque e de iranianos visitando a Arábia Saudita e Turquia que foram detidos e seqüestrados. Sabe-se de oficiais sírios, assim como vários palestinos e representantes de Hezbolah que também foram assassinados. Ressalta-se que esses foram assassinados e não detidos e colocados perante um tribunal de justiça.

Pressupõe-se que Israel tenha atacado o Líbano não só para exterminar ou pelo menos enfraquecer Hezbolah, mas também para estrategicamente ferir a Síria. É como dito, os caminhos que ferem a Síria vão através do Líbano. Os caminhos que estrategicamente ferem Irã vão através da Síria. Os caminhos que estrategicamente ferem ou afetam a Rússia e a China vão através da Síria e do Irã.

Síria é o apoio e o eixo do bloco da resistência contra os abusos ocidentais na região. Essa resistência é apoiada pelo Irã. Há já cinco ou seis anos que os Estados Unidos seguido dos seus irmãos em armas tentam desligar a Síria do Irã. Essa tentativa vinha sido feita por esforços de seduzir a Síria. Sendo que a Síria não se deixou seduzir pelas ofertas ocidentais as tentativas de sedução já se transformaram em ameaças e preparações de guerra.

Combater a Síria é combater o Irã. Esse é um ponto central a se ter em conta no contexto atual. A balança do poder e da influência política hoje na região tende a favor do Irã, mas nada enfraqueceria mais o Irã do que a perda da Síria.

Há aqui cenários potenciais e devastadores. Iria o Irã manter-se passivo frente a um ataque à Síria, ataque esse liderado pelos interesses ocidentais? Podemos pressupor que não. Os Estados Unidos não desejam que esse potencial cenário veja a luz do dia. O que eles querem é atacar a Síria e depois atacar o Irã, não os dois juntos. Seria demais até mesmo para os EUA-EU-OTAN. Isso já para nem se mencionar a cadeia de acontecimentos a serem desencadeados imprevisivelmente.

A marcha para uma guerra total e devastadora continua enquanto os Estados Unidos intensificam a guerra política e econômica da qual a decisão de embargo da União Européia só é um passo a mais. É uma marcha fúnebre dirigida por loucos falidos e letalmente armados.

REFERÊNCIAS E NOTAS:

[1] Mahdi Darius Nazemroaya, é sociólogo e autor consagrado especializado em questões do Oriente Médio e da Ásia Central. Tendo estudado e analisado em extenso a situação atual ele argumentou em favor do núcleo das idéias que aqui retransmitimos. Originalmente o núcleo sequencional das idéias e conclusões aqui apresentadas foram publicadas em "News"- "Obama´s Secret Letter to Tehran: Is the war against Irã on Hold? Em www.strategic-culture.org - Strategic Culture Foundation, Moscou.
www.iranews.com.br

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