
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Egito: Muçulmanos incendeiam casas e comércios de cristãos ao grito de "Alá é grande".

'Ato de guerra' se Irã fechar Estreito de Ormuz, diz Romney
AMPA, EUA, 24 Jan 2012 (AFP) -O aspirante à indicação republicana para as presidenciais dos Estados Unidos Mitt Romney disse na segunda-feira que consideraria um "ato de guerra" o fechamento pelo Irã do Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito chave para o fornecimento de petróleo mundial.segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
EUA descumprem lei em Guantánamo apesar de promessa de Obama-ONU
Argentina quebrou estratégia inglesa sobre Malvinas, diz chanceler
Petróleo sobe com embargo europeu ao Irã
Os contratos futuros de petróleo quebraram uma sequência de quatro baixas e avançaram nesta segunda-feira, após a União Europeia decretar embargo às exportações de óleo do Irã e congelar ativos do Banco Central do país.
O Conselho Europeu citou "preocupações sérias e crescentes" com o programa nuclear do Irã e disse que o embargo ao petróleo entrará em vigor em 1º de julho, para permitir o cumprimento dos contratos atualmente abertos. O Conselho congelou os ativos do BC iraniano dentro dos limites da UE, "ao mesmo tempo em que assegura que comércio legítimo poderá prosseguir sob condições rígidas".
A cotação do petróleo também foi beneficiada pela valorização do euro frente ao dólar. O mercado acompanhou as negociações entre a Grécia e credores privados para abater a dívida do país e segue de olho no encontro de ministros de Finanças da Europa, que acontece hoje e amanhã.
Em Nova York, o contrato do WTI para entrega em março fechou em alta de US$ 1,25, cotado a US$ 99,58, enquanto o vencimento de abril subiu US$ 1,21, para US$ 99,86. Em Londres, o Brent para março avançou US$ 0,72, para US$ 110,58 e o contrato de abril ganhou US$ 0,71, para US$ 110,42.
Fonte: FOLHA.com
Gaddafistas retomam Bani Walid
Partidários de Muamar Kadafi retomaram hoje o controlo sobre a cidade líbia de Bani Walid, matando o chefe da guarnição local, içando a bandeira verde do regime da Jamahiriya (Poder Popular) sobre o quartel. A cidade encontra-se nas mãos dos kadafistas e o Governo está organizando tropas para enviar de Trípoli à reconquista de Bani Walid. O levante ocorreu quando partidários do novo governo quiseram prender partidários do líder martirizado.
A Agência France Press relata que os kadafistas insurretos estavam "fortemente armados", com metralhadoras e RPG, e, segundo um responsável local, M'Barek al-Fotmani, atreveram-se em pleno dia a atacar "a Brigada 28 de Maio, a mais importante em Bani Walid e a única que depende do Ministério da Defesa". Em seguida tomaram o controlo de toda a cidade.
Segundo o mesmo Fotmani, citado pela AFP, "os combatentes gritavam 'Allah, Kadafi, a Líbia é tudo!' Na véspera tinham distribuído comunicado dizendo: 'Vamos voltar em breve e vamos eliminar os ratos'".
Segundo o site SPIEGEL ONLINE, foram mortos cinco e ferido entre 20 e 30 soldados pró-governamentais. Fotmani afirmou à AFP que não foi possível evacuar os feridos porque franco-atiradores colocados na escola e na mesquita impediam as ambulâncias de se aproximarem. E lançou uma apelo a que os partidários do novo Governo viessem do resto do país apoiar os seus correligionários ainda cercados em Bani Walid.
Uma fonte militar do Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmou que vão enviar tropas a Bani Walid. As autoridades locais do CNT na cidade parecem, contudo, pouco confiantes nestas informações. Mahmud el-Werfeli, porta-voz do conselho local, citado pela AFP, afirma recear "um massacre" e acrescenta: "Pedimos uma intervenção do Exército, mas o Ministério da Defesa e o CNT traíram-nos, deixaram-nos entre o martelo e a bigorna. Há dois meses que lhes pedimos para encontrarem uma solução".
A crise de Bani Walid vem, assim, somar-se à crise do Governo central, com o vice-presidente do CNT, Abdelhafidh Ghoga, a apresentar ontem a sua demissão na sequência de diversas manifestações, incluindo uma de estudantes da Universidade de Bengazi que o agrediram fisicamente. Em Bengasi, a sede do CNT foi saqueada no sábado.
Estes acontecimentos são apenas o início da vingança do povo árabe líbio ao martírio de seu líder, Muamar Kadafi, que tombou heroicamente lutando pela defesa de seus país, diante da maior força militar do planeta, a Otan e as maiores potências imperialistas.
O regime da Jamahiriya (Poder Popular) criado por Muamar Kadafi não será destruído pelas forças invasoras estrangeiras, e em breve a bandeira verde voltará a tremular em todas as cidades líbias, para honrar a memória e os sangue dos mártires – mais de 200.000 líbios foram covardemente assassinados em bombardeios aéreos pela Otan e países imperialistas.
Via Terceira Teoria
Chefe do partido liberal russo é acusado de falsificar candidatura
Segundo fontes da comissão eleitoral, Grigory Yavlinsky cometeu violações na apresentação da sua candidatura. Entretanto, o candidato nega a violação, e acusa o ato de "decisão puramente política" de um regime que tem medo da competição.
Fontes disseram que 23% das assinaturas de apoio ao candidato que ele tinha de apresentar estavam erradas e falsificadas. Qualquer coisa acima de 5% desqualifica o candidato.
Via The Guardian
Tribunal considera sexo de adulto com criança de 12 anos consensual
A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou a absolvição de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos. Os desembargadores entenderam que não se poderia aplicar ao caso o chamado ‘‘estupro de vulnerável’’, como disposto no Código Penal, uma vez que a menor não era mais virgem e que a relação sexual foi consensual e fruto de aliança afetiva.
O caso é da Comarca de Quaraí. O homem, conhecido por ‘‘Careca’’, foi denunciado pelo Ministério Público estadual por ter mantido relações sexuais com a menor, que fugia de casa para se encontrar com ele. Aproveitando-se da ausência dos pais, ele a convencia a praticar sexo vaginal e outros atos libidinosos. Os fatos se deram em 2009, até o mês de setembro, quando ambos foram abordados por policiais militares e por uma conselheira tutelar. O caso gerou um inquérito policial.
A defesa do denunciado sustentou que ele era namorado da vítima, negando que a tenha desvirginado. Foram juntados ao processo os laudos de avaliação psicológica da menor e o exame de corpo de delito.
A juíza de Direito Luciane Inês Morsch Glesse afirmou, na sentença, que não havia dúvidas quanto à materialidade delitiva, em função do Boletim de Ocorrência policial e do exame de corpo de delito. O exame, entretanto, constatou que a vítima não era virgem, pois o hímen apresentava rupturas antigas em todo o seu contorno. Com relação à autoria, disse que o testemunho da vítima foi bastante contraditório, deixando dúvidas quanto à ausência de consentimento.
A magistrada também citou o depoimento da conselheira tutelar que atendeu o caso. Ela confirmou que a menina se encontrava de espontânea vontade com o rapaz, que era rebelde e que se envolvia com meninos desde os 11 anos de idade. Em síntese, era uma menina ‘‘largada’’, que fugia da mãe para se refugiar em outras casas.
‘‘Assim, diante do contexto probatório, resta duvidoso o depoimento da vítima e sua genitora, assim como a alegada violência presumida, pois sabe-se que nos dias atuais os jovens, cada vez mais cedo, têm conhecimento sobre o sexo, o que restou verificado no caso em comento, uma vez que J. já teve vários registros no Conselho Tutelar justamente pelo envolvimento com outros meninos’’, concluiu a juíza.
Assim, como o acusado manteve relações sexuais com a vítima de forma consentida, sem que tenha existido ameaça ou violência, a juíza entendeu que tal consentimento mostrou-se relevante para absolvê-lo.
Insatisfeito com a decisão, o MP entrou com Apelação-Crime no Tribunal de Justiça, pleiteando a reforma da sentença. Em síntese, argumentou que existe conteúdo probatório suficiente para demonstrar autoria e materialidade do crime de estupro de vulnerável. E mais: que a partir da vigência da Lei 12.015/2009, não é mais possível cogitar-se da relativização da presunção de violência.
A relatora do recurso, desembargadora Naele Ochoa Piazzeta, explicou que os fatos ocorreram na vigência da Lei 12.015/2009, que tornou típica a conduta de “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos”, criando a figura do “estupro de vulnerável”, prevista no artigo 217-A do Código Penal. E que tal norma revogou o artigo 224, que tratava da presunção de violência quando a vítima era menor de 14 anos. Assim, ao contrário do entendimento da julgadora de primeiro grau, a perspectiva dos autos não poderia ser examinada sob o prisma da relativização da presunção de violência — o que dá razão ao Ministério Público.
Por outro lado, a desembargadora Naele afirmou que o conceito de vulnerabilidade não pode ser entendido de forma absoluta, simplesmente levando-se em conta o critério etário, o que configuraria hipótese de responsabilidade objetiva. Este deve ser mensurado em cada situação trazidà à apreciação do Poder Judiciário, considerando as particularidades do caso concreto.
A magistrada apoiou seu convencimento em diversos fatos trazidos aos autos: que as relações sexuais aconteceram de forma voluntária, consentida e fruto de aliança afetiva; que a menor não era mais virgem e já contava com certa experiência sexual; que em nenhum momento houve violência ou grave ameaça à vítima; e, por fim, que as condutas sexuais do réu não se amoldavam a nenhuma previsão típica e, por isso, deveria ser absolvido com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal — fundamento diferente do apontado na sentença.
Acompanharam o voto os desembargadores Carlos Alberto Etcheverry e José Conrado Kurtz de Souza.
Via Conjur
União Européia impõe embargo ao Irã
A partir de agora, está proibido qualquer novo contrato petrolífero com Irã e os países mais dependentes de seu petróleo terão seis meses para revogar seus acordos existentes. Para o 1 de Julho, todos os países membros da UE deverão abster-se de comprar óleo e seus derivados do Irã.
Os ministros aprovaram também sanções contra o Banco Central do Irã e oito empresas estatais que não haviam sido afetadas anteriormente.
A Europa convocou Terã a começar de imediato um diálogo construtivo com os países do Ocidente à respeito do seu programa nuclear. Pede garantias de seu uso pacífico e que a nação islâmica deixe de enriquecer urânio em suas usinas de energia, várias vezes assinaladas como locais onde se constrói bombas.
Segundo opina o especialista em relações internacionais Marco Terranova Tenorio, "não são medidas que vão buscar uma solução para a região. E um clima pré-bélico artificial que os Estados Unidos e seus aliados criaram (...), o que desejam é um benefício a curto prazo da Arábia Saudita e Catar, já que embargando o óleo iraniano, o que vão conseguir são os clientes que atualmente compram do Irã. O especialista adverte também sobre uma "repercussão grave a nível mundial, já que podem subir os preços do petróleo e pode acelerar mais a recessão".
Uns 68% das importações de petróleo iraniano recai sobre três países do sul da Europa: Grécia, Itália, e Espanha. O consentimento da Grécia era o único que faltava para impor o embargo que se ventilava em Bruxelas desde há meses. As importações do Irã alcançam 35% de todo o consumo de óleo neste país.
A Espanha também se encontra entre as nações que mais vão sacrificar-se apoiando este embargo. "Entendemos que a segurança da zona é prioritária e portanto estamos dispostos a fazer este sacrifício para conseguir a uninimidade na Europa", afirmou o ministro espanhol de assuntos exteriores, José Manuel García-Margallo.
Via RT


