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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Soros para "terrorista" arrecada 140mil assinaturas


Uma petição feita à Casa Branca para declarar o bilionário húngaro-americano George Soros como terrorista arrecadou mais de 140.000 assinaturas, muito além do exigido 100.000 para ser considerada pela administração.

A petição, que também pede o confisco de todos os ativos de Soros, argumenta que o bilionário "voluntariamente age com o fim de desestabilizar e comete atos de sedição" contra os Estados Unidos. Também que "ele desenvolveu uma influência doentia e indevida sobre todo o Partido Democrata e uma larga porção do governo federal dos EUA".

A Influência Indevida

Está mais do que certo que Soros mantém uma influência doentia sobre o Partido Democrata, bem como sobre os sistemas políticos ao redor do mundo (tráfico de drogas, ONGs e Fóruns dissolvedores de tradições, financiamento de ativismo feminista como o FEMEN, tráfico de órgãos, de pessoas, envolvimento com prostituição massiva, pedofilia e rituais de sacrifício; além disso, o golpe contra Yanukovitch e o massacre na Ucrânia sob Poroshenko, por exemplo, jamais teria acontecido sem o esforço de Soros).

Soros foi o maior doador à campanha de Hillary Clinton nas eleições de 2016, superando as doações milionárias da Arábia Saudita, e por décadas usou sua vasta riqueza para influenciar a política, provocar descontentamento generalizado e financiar o caos em países ao redor do mundo sob o disfarce de filantropia e humanitarianismo. Mas Soros (e muitos dos seus beneficiários) representa uma hipocrisia alarmante. Sob a desculpa de apoiar e promover a democracia ao redor do mundo, as ações de Soros consistentemente a destroem. Ou, como um escritor para o The Observer afirmou: "não há nada de filantrópico em afogar uma democracia em dinheiro".

Afogar uma democracia em dinheiro é exatamente o Soros faz -- e isso tem pouco que ver com filantropia, justiça ou consciência social. Os Democratas financiados por Soros rotineiramente atacam qualquer um que realmente ousa enfrentar o sistema que permite um bilionário manter um controle sobre as "democracias" que supera os povos legais que vivem e votam nelas. Observemos os ataques viciosos deles sobre Bernie Sanders -- um candidato que ao menos teve a integridade de evitar os Super PACS que ele acreditava estarem infectando a democracia estadunidense.

Mesmo depois da derrota para Doland Trump, Clinton ainda continua mirando em Sanders -- um homem que a aprovou, apesar das revelações de que o suposto neutro Comitê Democrático Nacional trabalhava secretamente para minar sua campanha popular.

Soros foi elogiado pela esquerda e satanizado pela direita. Como tal, muitas das críticas contra ele são encontradas em websites e blogs de direita, enquanto o mainstream liberal permanece inerte -- um contraste distintivo em relação ao qual eles tratam bilionários como os irmãos Koch, que enchem os bolsos dos Republicanos.

Dois Pesos, Duas Medidas

Os estadunidenses assinantes da petição estão descontentes com o financiamento de Soros de movimentos como Black Lives Matter (que se espalha pelo Brasil através de programas universitários, que sempre dão preferência a LGBTs e meninas mimadas e egoístas com sede de sucesso, mostrando o baixíssimo nível da nossa academia brasileira, sempre subserviente ao que manda o american-way-of-live) e suas ligações com os grupos de esquerda. Há ainda aqueles que acreditam que Soros está por trás de ambos os lados que lutaram entre si nos protestos violentos de Charlottesville mês passado, o que não é de modo algum absurdo, quando se tem que o mesmo ocorreu na Ucrânia, na Líbia, na Síria, na Venezuela, e em 2013 no Brasil, em suma, todo lugar onde Soros põe a mão.

Muitos críticos de Soros acabam atacando-o muito agressivamente, motivo que lhe dá para acusá-los de antissemitas, uma vez que Soros é judeu ashkenazi. Além disso, Soros culpa o presidente russo Vladimir Putin por todos os males do mundo, o que, não obstante, parece ser um tipo de retórica muito comum entre judeus, que adoram culpar os outros por aquilo que eles fazem (Holodomor e Holocausto são apenas alguns exemplos: os próprios termos vêm de tradições judaicas de sacrifício sanguinário, completamente estranhas aos povos pagãos indo-europeus e sobretudo eslavo-germânicos).

Mas há, realmente, uma hipocrisia evidente por parte dos estadunidenses que acusam Soros. Por um lado, estão de pleno direito de se ofender com os esforços de Soros para influenciar a política nos EUA, mas não têm direito de permanecer calados quando isto acontece no estrangeiro, que é o que fazem. Eles sequer estão interessados em saber o que seu governo faz (através de Soros, em grande parte das vezes) para promover a "revolução" e minar governos estrangeiros.

Na verdade, quando Washington se empenha neste tipo de comportamento, os críticos de Soros até mesmo o apoiam aqui. Acusar Soros de financiar "notícias falsas" nazistas em Charlottesville é uma coisa, mas quando ele ajuda o governo dos EUA a instalar nazistas de verdade na Ucrânia em 2014, pouquíssimos estadunidenses, tanto da esquerda quanto da direita, se sentem incomodados. Eles certamente não assinaram as petições para considerar seu próprio governo como terrorista, de modo algum. É estranho como "atos de sedição" são tomados a sério apenas quando pensam estar minando a si e sua agenda política.

Mas Soros, famoso por sua política liberal, não tem escrúpulos em usar $25 bilhões (+- R$85 bilhões) de sua fortuna para financiar conservadores também. Tomemos como exemplo os $100.000 (R$350.000,00) que ele doou à fundação do ultra-belicista senador John MacCain, que também aceitou $1 milhão (R$3,5 milhões) da Arábia Saudita. Uma coleção interessante de filantropistas amantes da democracia!

Um cético pode conjecturar de que Soros não é realmente um liberal de coração sanguinário, mas um altruísta de algum modo. Contudo, não se pode negar que um bilionário usa seu dinheiro para preservar os meios que mantêm ele rico.

A Resposta de Trump

As chances da Casa Branca levar esta petição a sério são basicamente zero. Esquerda e direita, progressistas e conservadores são todos liberais. A imensa esmagadora maioria deles (além da totalidade do Estado Profundo, isto é, o Pentágono, quem controla todo o sistema estadunidense) está totalmente afundada na mesma lama. Soros e Trump podem se odiar naquilo que seus projetos superficiais diferem, mas o que importa para eles acima de tudo é o dinheiro.

Confrontos públicos mascaram os tapinhas nas costas feitos em privado. Soros se uniu a Ivanka Trump e seu marido Jared Kushner em uma recepção dos Hamptons feita por um editor da Washington Post. Kushner, por sua vez, fundou uma start-up imobiliário que recebeu $250 milhões de linha de crédito de Soros. O bilionário e financiador dos Republicanos David Koch estava presente. O mesmo acontece entre Trump e Clinton.

Quanto às petições em geral, há uma extensa história de petições requisitando ações implausíveis que alcançam os números de assinaturas necessários para um parecer oficial. Em 2012, a Casa Branca recebeu petições de secessão de 50 estados através do "We The People", uma iniciativa fundada pela própria administração Obama.

A iniciativa requeria inicialmente que uma petição recebesse apenas 25.000 assinaturas para uma resposta oficial da Casa Branca -- uma subestimação infantil de quantas pessoas assinam petições como brincadeira. Da mesma maneira, por exemplo, foi uma sugerindo que a sexta-feira fosse considerada final de semana, outra pedindo que o governo trouxesse de volta Doritos 3D.

Engraçado ou não, Trump não é um fã de petições. Desde que ele tomou seu posto em janeiro, em torno de uma dúzia de petições alcançou a assinatura de 100.000 e permaneceu sem resposta. Na verdade, Trump está até considerando acabar com a operação em geral. Talvez por causa dos "custos de manutenção", mas talvez também porque a maior das petições, com mais de 1.1 milhão de assinaturas, requisita um retorno dos impostos, ou quem sabe porque ele não gosta mesmo da transparência da Casa Branca.

Contudo, o caso de Trump é mais complicado do que parece. Sua campanha e seu discurso na tomada de posse tiveram grande influência de Steve Bannon, que manteve uma direção explicitamente populista e socialista. No primeiro mês de serviço de Trump, foi Kushner e o próprio John McCain quem pressionaram Trump a abandonar sua linha anterior. O resultado foi imediato: a amizade com os russos e as promessas de paz com iranianos, sírios e norte-coreanos desfaleceu e Bannon foi despedido. A partir de então, Trump apenas segue os mandamentos do Pentágono, que é a mesma de Soros, de Clinton, McCain etc.

Olavo de Carvalho

Sabe-se que as ligações de Soros são com quem menos se espera. Financia ambos os lados de uma guerra para desestabilizar países, continentes ou partidos políticos. O objetivo é claro: aumentar a potencialidade de arrecadar poder, isto é, dinheiro.

Assim, tanto esquerda quanto direita, também no Brasil, só brigam nas redes sociais. Olavo faz o papel da desinformação generalizada, do emburrecimento massivo da população brasileira, tanto quanto qualquer formador de opinião em vloggers que abundam no país, inspirados no Mephstre e nos doutorzinhos da esquerda.

Olavo com Soros, Rockefeller, Luciano Huck, FHC, ONGs feministas e muito mais, confiram neste links:



domingo, 1 de novembro de 2015

Dos verdadeiros mecanismos da economia liberal: um caso brasileiro



por Maurício Oltramari

Assim como a grande maioria dos países do Ocidente, nas últimas décadas o Brasil tem sido cada vez mais consoante com a abertura de seus mercados a empresas multinacionais e com a integração de suas transações econômicas à dinâmica de negociação dos mercados globalizados. Essa postura trouxe ao país investimentos em setores importantes da indústria, do comércio e da prestação de serviços, e com eles, a chegada -ou a formação- de novos oligopólios e monopólios, fenômeno ao qual estão suscetíveis todas as economias regionais integradas aos seus respectivos mercados nacionais e ao mercado global.



As mesmas estruturas e poderes reguladores do liberalismo econômico -o sistema capitalista- que permitem a formação desses monopólios e oligopólios a nível internacional, também permitem, mutatis mutandis, a sua formação na esfera nacional. Isso significa, em termos econômicos, que há setores da prestação de serviços, do comércio e da indústria nacional que são dominados por uma empresa ou um seleto (e pequeno) grupo de empresas. Fato que dificulta e prejudica gravemente a existência e a manutenção dos pequenos e micro negócios em geral, nos quais se incluem, evidentemente, as empresas e os ofícios familiares.



Distante da obsoleta teoria econômica da “mão invisível”, -proposta por Adam Smith em “A Riqueza das Nações”- que postula a existência de uma determinada ordem de interesses coordenando a economia como uma entidade autônoma, as transações econômicas dos mercados globalizados movimentam-se por “mecanismos” muito diferentes, que nada tem a ver com a “oferta e demanda” que descreve a figura metafórica do filósofo inglês.



A nível nacional e internacional, esses “mecanismos” são os verdadeiros reguladores dos preços e de outras variáveis que estão diretamente relacionadas com a produção e venda de determinados bens e serviços. Nesse caso específico, estamos falando dos cartéis ou dos acordos informais -para definição de preços e quantidade de produção de bens- que os grandes empresários estabelecem entre si para garantir a maximização dos seus lucros. No caso brasileiro há alguns exemplos que podem ser utilizados para echar luz sobre essa realidade nefasta que passa despercebida pela grande maioria da população. Nesse texto, relataremos o caso de uma empresa que foi confrontada pela realidade dos oligopólios em um setor da indústria brasileira, e decidiu levar até as últimas consequências a determinação de não cooperar com a formação desses verdadeiros cartéis. Tratam-se dos fatos que levaram ao fechamento das empresas do empresário argentino Ramiro Vasena. O relato que segue é uma reprodução resumida de sua entrevista dada ao canal argentino Toda La Verdad Primero, no programa Producción Nacional, apresentado e comandado por Juan Manuel Soaje Pinto.



O caso do empresário e hoje dirigente político, aconteceu no Rio de Janeiro nos anos 90 e ganhou notoriedade na mídia nacional, tendo matérias publicadas nos principais veículos de comunicação do país. Ramiro Vasena foi proprietário de um grupo de empresas fabricante de peças para automóveis e caminhões, que registrava um crescimento expressivo nesse setor da indústria em meados da década de 90. A primeira empresa do grupo foi fundada por seu pai na zona oeste do Rio de Janeiro, e na época que Ramiro assumiu, contava com cerca de 50 funcionários. A empresa foi constituída com o intuito de suprir a necessidade de mercadorias daquele setor, já que existia uma grande demanda por esses produtos e os mecânicos e industriais -os principais consumidores- reclamavam dos preços altos e abusivos cobrados pelos fabricantes. Depois de cinco anos à frente do comando das empresas -que contavam já com mais de 550 funcionários no total- e alavancando seus negócios a patamares cada vez mais altos o empresário viu de súbito sua empresa ser subjugada pelos interesses de um oligopólio que manejava os preços das mercadorias segundo seus próprios interesses econômicos.



Quando as empresas do seu grupo abarcavam já uma fatia expressiva no mercado consumidor brasileiro do ramo de autopeças, o empresário foi procurado pelos maiores industriais do ramo e convidado a fazer parte de uma associação informal que estabelece preços e regras específicas para a produção e venda dessas peças. Em definitivo: uma associação ilícita; um cartel. Como nos relata Ramiro, as regras propostas pelo cartel foram as seguintes: elevar os preços dos bens e reduzir a produção, com o intuito de maximizar o lucro e reduzir os custos. E assim, alinhar-se aos preços praticados pelo mercado, ou seja, os preços definidos arbitrariamente por um seleto grupo de empresários, proprietários das maiores empresas do ramo em questão.  



Ramiro afirma que se negou a atender a essas exigências dos outros industriais, entendendo as consequências que essa decisão poderia trazer: iria prejudicar tanto aos seus consumidores quanto ao povo brasileiro como um todo, já que estaria infringindo as leis que vigoravam no país naquele momento. Como Ramiro enfatiza, periodicamente as novas exigências e regras decididas pelo cartel eram transmitidas ao empresário. Confrontado e ameaçado caso não aceitasse os termos impostos, manteve a decisão de não fazer parte da associação e ele salienta o que lhe diziam os empresários que o intimaram: “o Brasil é nosso”.



Inicialmente, a empresa de Ramiro foi alvo de um conhecido “mecanismo” regulador do mercado, o dumping. Resumidamente, essa prática comercial consiste na venda -por parte de uma ou mais empresas- de produtos por um preço considerado abaixo ou muito abaixo de seu valor justo ou do preço praticado em um determinado país. O intuito dessa técnica é prejudicar ou eliminar os concorrentes, fato que se verificou nas empresas do empresário argentino, quando seus concorrentes reduziram os preços de determinados produtos para valores que estavam abaixo do preço de custo desses bens. Além do dumping, Ramiro afirma que muitos de seus produtos eram sabotados e danificados nas lojas de revenda de autopeças. Nessa época, a empresa já enfrentava dificuldades para a realização e entrega de pedidos dos clientes.



Com o faturamento prejudicado e reduzido frente às condições impostas pelas regras ocultas do mercado, as empresas do grupo de Ramiro começaram a enfrentar dificuldades financeiras. Mas essas dificuldades não afetaram somente a Ramiro e sua família, mas a todos os seus trabalhadores e suas famílias. Mais uma vez estavam se repetindo a sina da desigualdade e injustiça impostas por um sistema econômico que favorece a ganância de poucos e prejudica os mais necessitados: os trabalhadores e suas famílias.  Por fim, ele decidiu levar a questão à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, apresentando uma denúncia formal, relatando a situação atual de sua empresa e apontando as práticas ilegais levadas a cabo pelos industriais do ramo de autopeças. As denúncias foram por abuso de poder econômico, tentativa de formação de cartel e práticas ilegais de comércio, segundo o empresário, que chegou a conversar com cinco ministros de justiça durante todo o período em que tentava desmantelar o cartel e dar fim às injustiças que lhe eram impostas.



Ele aponta a existência de uma “máfia” por detrás das empresas e dos órgãos de justiça no Brasil. Segundo as gravações que ele fez de suas conversas com participantes do cartel, como Roberto Kasinski*, ficou comprovada a ligação que eles mantinham com Salomon Rotenberg, diretor da Secretaria de Direito Econômico na época em que as denúncias foram feitas. O diretor era amigo pessoal de Kasinski, e segundo o que este último havia dito em tom claro ao próprio Ramiro, nada aconteceria se as denúncias fossem levadas à frente. De forma concomitante, os veículos de comunicação que inicialmente haviam dado grande atenção ao seu caso, agora silenciavam.



Ramiro relata também como organizou protestos nas ruas do Rio de Janeiro para tornar público o que acontecia com suas empresas, quando era auxiliado pela polícia e muitos voluntários, sendo esta a única forma que ele conseguia para que o processo na justiça fosse levado adiante. Enquanto toda essa epopeia às avessas se desdobrava, eram as famílias dos trabalhadores que sofriam as consequências mais nefastas dessa verdadeira conspiração, que não é uma exceção no mundo empresarial dos mercados liberais.



Não será difícil para o leitor imaginar qual é o fim dessa história. Com suas empresas severamente prejudicadas pela ação desse cartel e acumulando um número cada vez maior de dívidas Ramiro teve que retirar-se do ramo da venda de autopeças e sua empresa acabou vendida para uma multinacional estrangeira. Na esfera econômica, viu a sina dos negócios familiares repetir-se: os grandes oligarcas engoliram sua empresa e continuaram tornando-se ainda mais ricos e projetando suas garras país afora. Na esfera social, viu seus trabalhadores e a comunidade prejudicados e sem possibilidade de reação, engolindo as injustiças e as dificuldades, sempre esperando por dias melhores. A cartilha liberal foi seguida à risca.



É evidente pelo relato da experiência de Ramiro -e como o próprio industrial afirma- a existência de uma “máfia”; um cartel estabelecido no ramo de autopeças do Brasil, mas não apenas isso. É possível estender essa experiência para que possamos analisar outros grandes setores da indústria e do comércio no Brasil e no mundo, e entender quais são os verdadeiros “mecanismos” e agentes ocultos que orientam a economia das nações. Cujas únicas preocupações são o próprio enriquecimento e a perpetuação de seu status de elite mundial, à custa, obviamente, da exploração dos povos e de suas culturas.



Estabelecidas e sustentadas pelas estruturas de poder das democracias do Ocidente, as elites ocultas que determinam o rumo das economias nacionais e dos mercados globais continuam a exercer seu poder, fundado nos princípios do liberalismo econômico. Sem o ataque direto ao aparato militar e econômico dos centros de poder será impossível reverter a situação que recai sobre nossas cabeças e afeta a todos, principalmente aos trabalhadores e aos empresários familiares, que estão à base da comunidade. E são esses trabalhadores e empresários -o povo brasileiro- os responsáveis diretos pela tarefa de desmantelar essa teia liberal, infiltrada -através da economia- em todos os aspectos da vida cotidiana, e assim restaurar ao trabalho e ao comércio o lugar e a dignidade que lhes pertence dentro da sociedade.



*Filho de Abraham Kasinski, fundador e dono de uma das maiores empresas de autopeças do Brasil nos anos 90, a COFAP.

Entrevista (em espanhol)

domingo, 26 de julho de 2015

Os 'Quatro Grandes' Bancos de Wall Street e as 'Oito Famílias'

por Alfredo Jalife-Rahme
 
A mídia russa expurgou e apontou em forma específica os quatro oligopólios financeiristas - os "quatro grandes megabancos" -que "controlam o mundo", como é o caso de uma perturbadora investigação de Russia Today: Black Rock, State Street Corp., FMR (Fidelity), Vanguard Group.


Resulta também que a "privatização da água" é realizada pelos mesmos "megabancos" de Wall Street, em uníssono do Banco Mundial, que beneficia em seu conjunto o nepotismo dinástico dos "Bush" que buscam controlar o Aquífero Guarani na América do Sul, um dos maiores de "água doce" do planeta.

Já desde 2012 o anterior legislador texano Ron Paul - pai do candidato presidencial Rand; um dos criadores do apóstata "Partido do Chá (Tea Party)", mas um dos melhores fiscalistas dos EUA - tinha salientado que "os Rotschild possuem ações das principais 500 transnacionais da revista Fortune" que são controladas pelos "quatro grandes (The Big Four)": Black Rock, State Street, FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

Agora, Lisa Karpova, de Pravda.ru, entra no labirinto das finanças globais e comenta que se trata de "seis, oito ou talvez 12 famílias que realmente dominam o mundo, sabendo que é um mistério (supersic!) difícil de decifrar".

Como pode existir no século XXI ultratecnificado e transparentemente democrático, como pregam seus turiferários também e tão bem controlados, tanta opacidade para conhecer quem são os plutocratas megabanqueiros oligopólios/oligarcas que controlam as finanças do planeta?

Karpova salienta que as oito (supersic!) reduzidas "famílias", que foram amplamente citadas na literatura, não se encontram longe da realidade: Goldman Sachs, Rockefeller, Loeb Kuhn e Lehman (em Nova Iorque), os Rothschild (de Paris/Londres), os Warburg (de Hamburgo), os Lazard (de Paris), e Israel Moses Seifs (de Roma). Haja lista polêmica onde, a meu ver, nem são todos os que estão, nem estão todos os que são!

Karpova empreendeu o "inventário dos maiores bancos do mundo" e percebeu-se da identidade de seus principais acionistas, assim como de quem "toma as decisões". Alguém poderá criticar, não sem razão, que o inventário de Karpova não alcança a sofisticação de Andy Coghlan e Debora MacKenzie, da revista New Scientist, que develam a plutocracia bancária e suas redes financeiristas - o um por centro que governo o mundo -, baseados em uma investigação de três teóricos dos "sistemas complexos", mas que no final das contas coincide de forma surpreendente, apesar de sua simplicidade interrogatória.

Karpova descobriu que os sete megabancos de Wall Street controladores das principais transnacionais globais são: Bank of America, JP Morgan, Citigroup/Banamex, Wells Fargo, Goldman Sachs, Bank of New York Mellon e Morgan Stanley. Karpova descobre que os megabancos de outrora são controlados por sua vez pelo "núcleo" de "quatro grandes" (The Big Four)": Black Rock, State Street Corp., FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

Estes são os achados dos controladores de cada um dos sete megabancos: 1) Bank of America: State Street Corp., Vanguard Group, Black Rock, FMR (Fidelity), Paulson, JP Morgan, T. Rowe, Capital World Investors, AXA, Bank of NY Mellon; 2) JP Morgan State Corp., Vanguard Group, FMR (Fidelity), Black Rock , T. Rowe, AXA, Capital World Investor, Capital Research Global Investor, Northern Trust Corp., e Bank of Mellon; 3) Citigroup/Banamex: State Street Corp., Vanguard Group, Black Rock, Paulson, FMR (Fidelity), Capital World Investor, JP Morgan, Northern Trust Corporation, Fairhome Capital Mgmt e Bank of NY Mellon; 4) Wells Fargo: Berkshire Hathaway, FMR (Fidelity), State Street, Vanguard Group, Capital World Investors, Black Rock, Wellington Mgmt, AXA, T. Rowe e Davis Selected Advisers; 5) Goldman Sachs: os quatro grandes, Wellington, Capital World Investors, AXA, Massachusetts Financial Service e T. Rowe; 6) Morgan Stanley: os quatro grandes, Mitsubishi UFJ, Franklin Resources, AXA, T. Rowe, Bank of NY Mellon e Jennison Associates, e 7) Bank of NY Mellon: Davis Selected, Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Dodge, Cox, Southeatern Asset Mgmt. e os cuatro grandes.

Os "quatro grandes" que dominam os sete megabancos e gozam de sobreposição e interações apenas destróem quem controlam State Street e Black Rock. 

A) State Street: Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Barrow Hanley, GE, Putnam Investment e … os quatro grandes (eles mesmos são acionistas!), e B) Black Rock: PNC, Barclays e CIC.

Dá o exemplo de sobreposições/interações , como PNC, que é controlado por três dos "quatro grandes": Black Rock, State Street e FMR (Fidelity).

Em seu livro Guerra de Câmbios, o autor chinês Song Hongbing no momento catalogava os Rothschild como a família mais rica do planeta, com um descomunal capitão de 5 bilhões de dólares.

Se os Rothschild fossem um país, teriam então o quinto (supersic!) lugar do Ranking global, atrás do PIB de 7,3 bilhões de dólares da Índia (quarto lugar) e maior que Japão de 4,8 bilhões de dólares (quinto) e antes que a Alemanha (sexto), Rússia (sétimo), Brasil (oitavo) e França (nono).

Já havia citado um artigo do mesmo The Economist - também propriedade, como The Financial Times, do grupo Pearson -: todos controlados pela matriz Black Rock, um dos "quatro grandes" - em que se demonstrava as transnacionais que Black Rock controla: principal acionista de Apple, Exxon Mobil, Microsoft, GE, Chevron, JP Morgan, P&G, Nestlé, sem contar os 9 por cento de ações da Televisa.

Segundo Karpova, "os quatro grandes" controlam além disso as maiores transnacionais anglosaxões: Alcoa; Altria; AIG; AT&T; Boeing; Caterpillar; Coca-Cola; DuPont; GM; G-P; Home Depot; Honeywell; Intel; IBVM; Johnson&Johnson; McDonald's; Merck; 3M; Pfizer; United Technologies; Verizon; Wal-Mart; Time Warner; Walt Disney; Viacom; Rupert Murdoch' News; CBS; NBC Universal. Os donos do mundo!

Como se o anterior fosse pouco, Karpova comenta que a "Reserva Federal (a FED) compreende 12 bancos, representados por um conselho de sete pessoas e representantes dos quatro grandes".

No fim do dia a FED está controlada pelos "quatro grandes" privados: Black Rock, State Street, FMR (Fidelity) e Vanguard Group.

A meu ver, é muito provável que existam imprecisões que seriam produto da própria opacidade dos megabanqueiros.

Na fase da "guerra geofinanceira", o que conta é a percepção dos analistas financeiros da China e da Rússia que acusam a existência de "quatro grandes" e oito famílias, entre as quais se destacam os banqueiros escravistas Rothschild: controladores em seu conjunto de outro tanto de megabancos e da FED.

Os donos do universo!

domingo, 7 de junho de 2015

O Riso do Idiota

por Manuel Ochsenreiter

Muitos políticos e jornalistas europeus do sistema hoje choram lágrimas de crocodilo sobre a antiga Palmira síria sob controle terrorista. Expressam sua preocupação porque os militantes armados do "Estado Islâmico" destruíram a Palmyra, que alberga as ruínas de uma grande cidade que uma vez foi um dos centros culturais mais importantes do mundo. Não seria a primeira vez que o "Estado Islâmico" destrói o patrimônio cultural.

Mas essas preocupações são profundamente hipócritas: porque muitos dos que agora estão "preocupados" são em verdade os spin doctors [1] ideológicos do "Estado Islâmico" e outros grupos terroristas na Síria e no Iraque. Com seu apoio à chamada "Revolução Síria" eles alimentaram estes grupos.

O "Estado Islâmico", hoje em dia simplesmente executa seu trabalho: destruindo a civilização, desintegrando uma nação inteira, matando tudo o que representa a "ordem" da maneira mais brutal possível. Eles atomizam a Síria, o obstáculo geopolítico aos olhos de Washington e Bruxelas.

Esse padrão não é de forma alguma novo:

- Em Kosovo, extremistas albaneses não só atacam os sérvios, atacam e destróem igrejas servio-ortodoxas e cemitérios. Eles não só querem se desfazer da população sérvia, querem desfazer-se da presença história da Sérvia. Os albano-kosovares profanam tumbas sérvias pondo nelas cadáveres de animais.

- No Cáucaso Sul, as igrejas e monastérios armênios foram objetos das forças de Azerbaijão durante a guerra de Nagorno-Karabaj. A catedral armênia de Sushi foi profanada e convertida em um arsenal de armas pelas forças azeris.

Não é uma coincidência que esta guerra bárbara e anti-cultural fora apoiada por "voluntários" (como johadistas chechenos e afegãos) em ambos os casos, da ex Iugoslávia e do sul do Cáucaso.

A destruição do patrimônio cultural, histórico, religioso e nacional é uma forma eficaz de criar um "fato consumado" nos campos de batalha geopolíticos. O propósito dessas "medidas de guerra" é tirar à força a população inimiga de suas identidades e vínculos coletivos históricos, culturais e religiosos.

E este é exatamente o conceito ideológico do Ocidente pós-modernista e liberal. Eles fazem o mesmo na Europa - por suposto com outros meios, com o "poder brando". Aqui nossas elites políticas e culturais negam a existência e a importância das identidades coletivas, fantaseiam em nossas universidades sobre holografias intelectuais como "identidades híbridas", e assim sucessivamente. Lutam contra a religião, "desconstróem" a família, inclusive criaram incontáveis gêneros para negar a existência do "macho" e da "fêmea". Eles convertem igrejas em grandes armazéns ou edifícios de apartamentos. Adoram o "indivíduo", que é "livre" para atuar em uma "sociedade aberta", que em verdade significa: "mercado livre".

O filósofo e politólogo russo Professor Alexandr Dugin descreveu uma vez este processo como uma maneira de difundir um "idiotismo" moderno. Na antiga Grécia o termo "idiota" faz alusão a um "cidadão particular, que não tem conhecimento profissional, um profano". "Idiota" foi utilizado na antiga Atenas para se referir a quem recusava tomar parte na vida pública, alguém sem vínculos coletivos.

O "Estado Islâmico" é hoje o bulldozer desse tipo de guerra para destruir qualquer vínculo coletivo no Oriente Médio. Não é outra coisa que a ala militante do liberalismo ocidental.

[1] Spin doctors: manipuladores de informação. Normalmente são os assessores de imprensa ou de imagem dos políticos.

via paginatransversal

domingo, 1 de março de 2015

O Terceiro Totalitarismo (crítica desde a Quarta Teoria Política)

Por Alexandr Dugin

Na ciência política, o conceito de totalitarismo está implícito nas ideologias comunistas e fascistas que proclamam abertamente a superioridade da totalidade (a classe e a sociedade no comunismo e o socialismo; o estado, no fascismo; a raça no nacional-socialismo) sobre o particular (indivíduo).

Se opõem à ideologia liberal que situa, do outro lado, o particular (indivíduo) sobre o todo (como se essa totalidade não pudesse ser compreendida enquanto tal no poderia ser plenamente entendida como tal). O liberalismo combate portanto o totalitarismo em geral, incluindo o do comunismo e o do fascismo. Mas, ao fazê-lo, o próprio termo "totalitarismo" revela muito sua conexão com a ideologia liberal - e nem os comunistas nem os fascistas estariam de acordo com o termo. Portanto, todos os que usam a palavra "totalitarismo" são liberais, independentemente de sua consciência a respeito.

À primeira vista, a imagem é perfeitamente clara e não dá lugar à ambiguidade - o comunismo é o primeiro totalitarismo, o fascismo é o segundo. E o liberalismo é sua antítese enquanto tal, negando a totalidade e situando o privado por cima dela. Se nos determos aqui, reconheceremos que a era moderna desenvolveu só duas ideologias totalitárias - o comunismo e o fascismo, com suas variações e matizes. Mas o liberalismo, como teoria política que aparece antes das outras e as supera, não poderia ser chamado de totalitarismo. portanto, a expressão "terceiro totalitarismo", que sugere uma ampliação da nomenclatura das ideologias totalitárias, para incluir o liberalismo, não têm sentido.

Mas o assunto do "terceiro totalitarismo" bem pode surgir no contexto da sociologia clássica francesa (escola de Durkheim) e da filosofia pós-moderna. A sociologia de Durkheim sustenta que os conteúdos da consciência individual se formam em sua totalidade sobre as bases da consciência coletiva. Em outras palavras, a natureza totalitária de qualquer sociedade, incluindo uma sociedade individualista e liberal, não se pode excluir. Portanto, o próprio fato de declarar o indivíduo como o valor mais alto e a medida de todas as coisas (liberalismo) é em si mesmo uma projeção da sociedade, quer dizer, uma forma de influência totalitárias e de indução ideológica. O indivíduo é um conceito social - sem a sociedade, o ser humano mesmo não sabe se é ou não é um indivíduo, e se o individualismo é ou não o valor mais alto. O indivíduo aprende que ele é um indivíduo, uma pessoa particular, só em uma sociedade na qual domina a ideologia liberal, que realiza a função de meio ambiente na operação. Assim, aquele que nega a realidade social e afirma a individual também possui em si mesmo uma natureza social. Em consequência, o liberalismo é uma ideologia totalitária que insiste, por métodos clássicos de propaganda totalitária, que o indivíduo é a instância suprema.

Este é o começo de uma crítica sociológica da sociedade burguesa, não de uma crítica social, mas desde uma perspectiva sociológica, ainda que normalmente na França e no Ocidente o socialismo e a sociologia foram se aproximando até o ponto de uma total identificação (por exemplo, ao modo de Pierre Bordeau). Nesse sentido, o caráter totalitário do liberalismo foi demonstrado cientificamente, e o termo "terceiro totalitarismo" adquire lógica e coerência, em vez de ser um paradoxo surpreendente. Desde então, aparece uma série de conceitos sociológicos, tais como "a multidão solitária" (la foule solitaire, David Riesman) e outros.

A sociedade liberal, opondo-se às sociedades de massas do socialismo e do fascismo, se converteu em uma sociedade massificada, padronizada e estereotipada. Quanto mais aspira o ser humano a ser extraordinário no contexto do paradigma liberal, tão mais se assemelha a todos os demais. O que o liberalismo traz consigo é precisamente a estereotipação e a a uniformização do mundo, destruindo a diversidade e a diferenciação.

Por outro lado está a filosofia pós-moderna. No espírito da busca da imanência radical - característica da modernidade - os pós-modernistas implantam a questão da figura do indivíduo. De acordo com seu ponto de vista, o indivíduo é um sinônimo do totalitarismo, mas transposto a nível micro. O indivíduo é um micrototalitarismo que projeta um aparato de supressão sobre o qual o totalitarismo normal é construído nos níveis individualista e subindividualista. Em seu espírito freudiano, os pós-modernistas, explicando a razão como ferramenta de repressão, substituição e também de projeção, a identificam com o Estado totalitário, que reprime a liberdade dos cidadãos impondo sobre eles sua própria perspectiva. O indivíduo é, pois, um conceito, uma projeção de obliteração e violência de uma sociedade totalitária em seus níveis mais baixos.

Os desejos e o poder criativo do indivíduo são constante obliterados. Por cima de tudo, os pós-modernos fazem a comparação com o totalitarismo social - o fascismo e o comunismo - como consequências da estrita estrutura hierárquica do indivíduo racional. Portanto, o conceito de totalitarismo liberal como um "terceiro totalitarismo" adquire pleno sentido e se situa sobre uma base legítima.

Assim, o liberalismo é uma ideologia totalitária e violenta, um meio para a repressão política direta e indireta, para a pressão educativa e a propaganda feroz, que se autoproclama como não-totalitária, ocultando sua própria natureza. Este é um fato científico. O terceiro totalitarismo é totalmente coerente com todas as perspectivas de sua concepção política.

A Quarta Teoria Política aceita completamente esta ideia, uma vez que a mesma permite compreender a imagem completa que unifica as três teorias politicas clássicas da modernidade - a) o liberalismo; b)o comunismo; c) o nacionalismo (e o fascismo). Todas elas são totalitárias, ainda que de maneira diferente. Precisamente, em outro contexto, a Quarta Teoria Política revela o caráter racista das três teorias: o racismo biológico dos nazistas, o racismo de classe de Marx (o progressismo e o evolucionismo universais), e o racismo colonial e cultural-civilizacional dos liberais (que era explícito até meados do século XX e depois se tornou subliminar - ver "A concepção eurocêntrica da política mundial" de John Hobson). A Quarta Teoria Política rechaça todo tipo de totalitarismo - comunista, fascista e liberais. O terceiro totalitarismo hoje é mais perigoso, já que é o dominante. Lutar contra ele é uma tarefa fundamental.

A Quarta Teoria Política propõe uma nova compreensão tanto do todo como de suas partes, para além das três ideologias políticas da modernidade. Esta compreensão pode ser chamado de Mit-sein (Ser-com) existencial. Mas esta compreensão existencial da presença (Dasein), não há nenhum átomo (partes, indivíduo), nem soma de indivíduos (totalitarismo). Na Quarta Teoria Política, "ser-com" significa existir, constituir uma presença - uma presença viva que enfrenta a morte. Estamos juntos só quando enfrentamos nossa própria morte. A morte é sempre profundamente pessoal e, simultaneamente, é algo comum, algo que afeta a cada um de nós. Portanto, é necessário falar não sobre o totalitarismo (uma concepção mecânica conectando as partes e o todo), mas sobre um holismo existencial orgânico. E seu nome é Narod (Povo). Dasein existiert völkisch [O Dasein existe através do povo]. Em clara oposição a um "terceiro totalitarismo". Por um Ser-para-a-morte. Mit-sein. Nós somos o povo.

via 4tpes