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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Venezuela lança novo sistema operacional pela soberania


Venezuela dá mais um passo em direção a soberania com o lançamento do sistema operacional e aplicativos de informática para computadores e portáteis, o Canaima 4.0, desenvolvido com talento venezuelano.

Para garantir a soberania tecnológica da Venezuela, desde 04 de Dezembro está disponível o sistema operacional Canaima GNU Linux 4.0 de forma gratuita em todo o país.

A nova versão foi feita totalmente por especialistas venezuelanos e pode ser aplicada tanto a computadores de mesa como a portáteis.

O ato de lançamento oficial foi organizado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Manuel Fernandez, que destacou o simples, que é acessar cada um dos programas através do sistema operacional.

"Seguindo o exemplo dos comandantes Hugo Chávez e Fidel Castro, na Venezuela um grupo de venezuelanos deu-se a tarefa de desenhar um sistema de distribuição, cujo desenvolvimento estava sob domínio das grandes transnacionais e dos países do norte. E hoje podemos dizer que o fizemos".

Duas características salientes no novo sistema operacional 4.0, que dá uma grande vantagem com respeito ao antecessor (3.1) é o tom visual fresco que apresenta a janela e suas aplicações, e internamente o avançado núcleo de operações que permite sua adaptação e funcionamento com todos os computadores presentes no mercado.

Agências de notícias venezuelanas informaram que os usuários que contem com a versão 3.1 poderão migrar à 4.1 facilmente. Só devem ingressar na página www.canaima.softwarelibre.cov.ve.

Seis mil aplicações estão disponíveis na nova versão, em um contorno visual bem diferente, mais chamativo, e tudo com motivos nacionais. Da mesma forma, se pode baixar com esta versão todos os programas livres disponíveis no mundo que "têm o mesmo espírito da Canaima, generoso e em favor de compartilhar conhecimentos livres para todos", assegurou o ministro.

Dois anos demorou o desenvolvimento do sistema operacional, "com provas desde há vários meses que foram permitindo seu aperfeiçoamento", comentou o ministro. Em sua realização, colaboraram 14 destacados especialistas em informática do país que integram o Centro Nacional de Tecnologias e de Informação (CNTI).

Fernandez acrescentou que na Venezuela se está construindo a soberania tecnológica ao ter feito possível que 2,85 milhões Canaimas chegassem nas mãos do povo venezuelano, unidades que se somarão nos seguintes dois anos dois milhões de equipes adicionais, dois milhões de tablets e oito milhões de dispositivos com tecnologia livre.

Ressaltou que o projeto Canaima educativo "é o maior programa do mundo em seu tipo", seguido da Argentina, com seu programa "Conectar Igualdad".

Até a data foram publicados cinco versões de Canaima GNU/Linux.

Em novembro, a Venezuela foi reconhecida diante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), por seus esforços para converter a educação em um direito fundamental, especificamente com projetos como Canaima, encarregado de distribuir mini computadores portáteis.

Via Telesur

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Facebook amplia vigilância


O Facebook, também envolvido no programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional estadounidense (NSA pelas siglas em inglês), prova uma nova tecnologia que ampliaria brutalmente a quantidade de dados que recolhe dos seus usuários.

Segundo Ken Rudin, chefe do Departamento de Analítica da rede social com sede em Estados Unidos, se trata de um novo software que entre outras de suas habilidades pode coletar informação sobre as interações dos usuários e ainda estudar o movimento do cursor sobre a página.

Rudin, que revelou a notícia em uma entrevista concedida à revista estadounidense The Wall Street Journal publicada na Quarta, indica que o Facebook coleta dois tipos de dados: demográficos e de comportamento.

Os dados demográficos: onde vive, estuda ou trabalha o usuário, documentam a vida do usuário além da rede. Enquanto que com os dados de comportamento, Facebook segue os usuários em base aos conteúdos que lê, as atualizações que compartilha ou quantidade e qualidade de pulsações sobre o botão “curtir”.

Por enquanto, a companhia está armazenando toda esta informação em um depósito independente e posteriormente decidirá sua integração final.


Cabe salientar que, segundo revelações de Edward Snowden, o ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA pela sigla em inglês), as grandes tecnológicas, como Google, Microsoft, Facebook, foram usados pela NSA em um programa secreto chamado PRISM, que permite o acesso a mensagens e histórico de buscas de seus usuários.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Parlamento Europeu alerta para a possibilidade de que a ONU controle a Internet

Surgem novos temores sobre o futuro da governança da Internet, uma questão discutida em muitas ocasiões durante os últimos anos. O Parlamento Europeu adverte agora que a ONU não deveria ser encarregada de controlar a rede.



A razão desse aviso é que, em menos de um mês, a comunidade internacional tentará levar adiante um novo tratado sobre comunicações. De fato, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) está organizando uma conferência para redigir o novo tratado, entre 3 e 14 de desembro em Dubai.

Segundo informa a rede BBC, a imprensa russa sugeriu ao Kremlin e outros governos propuseram, entre outras medidas, que o sistema de controle de números e nomes de Internet, atualmente nas mãos da organização americana ICANN, passe para as mãos de uma agência da ONU.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Google divulga relatório 'alarmante' de pedidos de remoção de conteúdo

O Google divulgou nesta segunda-feira (18) seu relatório de transparência, em que nota que houve uma incidência alarmante de pedidos de censura à internet nos últimos seis meses por parte de governos.

A empresa afirma ter recebido mais de mil requisições para retirar conteúdo, como vídeos disponíveis no site YouTube ou resultados de buscas.

Dorothy Chou, analista sênior de política do Google, afirma que a empresa pensava, em 2010, que esses pedidos de censura eram uma aberração. Agora sabemos que não são.

O Google recebeu 461 ordens vindas de tribunais para remover 6.989 itens da internet e consentiu em 68% desses casos. Houve também 546 pedidos informais, 46% dos quais foram atendidos.

O estudo não leva em consideração a censura na China e no Irã, que bloqueiam conteúdo sem notificar a empresa.

Fonte

Post Scriptum: Deve se levar em conta também ações do FBI em relação a determinados sites de compartilhamento de arquivos, agindo de forma menos tolerante que nações ditas "menos democráticas".

sexta-feira, 30 de março de 2012

Relatório aponta condições de trabalho desumanas na Foxconn

Excesso de horas de trabalho e má remuneração são comuns nas fábricas chinesas da maior fornecedora da Apple, aponta relatório. Empresas concordam em implementar série de melhorias.

A Apple e a sua maior fornecedora, a taiwanesa Foxconn Technology Group, acertaram uma série de mudanças nas condições de trabalho em fábricas chinesas da Foxconn, depois de uma investigação ter encontrado vários problemas nos locais. A decisão pode mudar a forma com que empresas ocidentais fazem negócios com os chineses.

A investigação, feita independentemente pela Fair Labor Association (FLA), durou um mês e detectou problemas nas condições de trabalho em três fábricas da Foxconn na cidade de Shenzhen, na China. A associação questionou 35 mil funcionários e encontrou múltiplas violações às leis trabalhistas chinesas, como excesso de horas trabalhadas, problemas com os pagamentos e riscos à saúde e à segurança.

Em alguns casos, funcionários chegam a trabalhar mais de 60 horas por semana. Também foram encontrados casos de pessoas trabalhando mais de sete dias seguidos, sem descanso.

Segundo a FLA, a Apple e a Foxconn concordaram com as mudanças propostas, que afetarão mais de 1,2 milhão de trabalhadores da linha de montagem de iPhones e iPads. A empresa norte-americana teria aceitado as melhorias para conter as críticas de que seus produtos são construídos em condições desumanas de trabalho.

A Foxconn se comprometeu a contratar milhares de novos trabalhadores, eliminar as horas excessivas de trabalho, desenvolver protocolos de segurança, entre outras medidas. A empresa taiwanesa prometeu reduzir a carga horária para o limite legal de 49 horas por semana até julho de 2013.

Mas, para a associação China Labor Watch, o relatório da FLA não conseguiu responder às preocupações primárias dos trabalhadores. "Até que a Apple divida uma parte maior da sua renda com as fábricas de suprimentos, os funcionários continuarão trabalhando contra o relógio e recebendo muito pouco", afirmou Li Qiang, diretor da China Labor Watch.

A mudança e as outras empresas do setor

O presidente da FLA, Auret van Heerden, espera que o acordo entre a Apple e a Foxconn, fornecedora de material para 50% do mercado consumidor de eletrônicos do mundo, tenha longo alcance. "Apple e Foxconn são obviamente as duas maiores companhias do setor. Desde que elas trabalhem juntos para realizar essas mudanças, isso pode realmente afetar outras empresas do ramo", disse.

A mudança pode afetar diversos contratos da empresa taiwanesa com outros clientes, como a Dell, a Hewlett-Packard, a Amazon, a Motorola, a Nokia e a Sony.

O acordo é um sinal de crescimento do poder de negociação dos trabalhadores chineses. "A Foxconn está propondo um acordo melhor. Os concorrentes serão obrigados a oferecer propostas similares para conseguir trabalhadores o suficiente", comentou Van Heerden. As condições de trabalho em várias fábricas chinesas são consideradas inferiores às encontradas na Foxconn, dizem especialistas.

Protestos globais contra a Apple começaram a aparecer depois que, em 2010, se espalhou a notícia de que suicídios aconteciam nas fábricas da Foxconn devido às más condições de trabalho de trabalhadores imigrantes, que muitas vezes vêm de províncias pobres para uma metrópole, como Shenzhen.

Há alguns meses, manifestantes foram a eventos da Apple, como o lançamento do novo iPad e do iPhone 4GS e o encontro anual de acionistas, segurando cartazes pedindo que a empresa avaliada em 500 bilhões de dólares faça aparelhos "éticos".

KR/rtr/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

Fonte