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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

EUA assumem agora o lado fascista na história


Em uma celebração em Pequim na quinta-feira, dia 3 de setembro de 2015, marcando o aniversário de 70 anos da liberdade chinesa do agressor Japão logo do final da Segunda Guerra Mundial na China, os Estados Unidos conspicuamente evitaram de se posicionar ao lado de seu antigo aliado da Segunda Guerra, a China, que foi um dos aliados pró-democracia durante a guerra, e ao invés disso retrospectivamente mudou de lado, para o lado do antigo eixo dos poderes fascistas, entre eles Japão e Alemanha.

A diplomacia internacional está duramente focada no simbolismo historico, algo que qualquer um que está envolvido em diplomacia internacional entende. A diplomacia internacional é constantemente sobre história, e sobre fazer historia; esta é a natureza dessa profissão; e o simbolismo histórico neste evento diplomático em particular foi claro: os EUA retrospectivamente deixaram o lado anti-fascista dos Aliados, e mudaram para o lado do Eixo; os EUA agora se identificam com as nações do Eixo da Segunda Guerra - os agressores. Os EUA não mais se identifica com o lado das nações que foram agredidas.

A BBC, reportando as preparações da China para o evento, referiu-se à "notável ausência dos líderes ocidentais" da lista de pessoas que aceitaram os convites. "A parada serve a um papel duplo: uma reflexão sobre o passado e um sinal para o futuro. Os discursos dos oficiais chineses sobre os horrores do passado chinês - humilhação histórica nas mãos de poderes coloniais - estão diretamente ligados aos atuais interesses chineses sobre soberania e integridade territorial, incluindo os Mares Oriental e Sul chineses. Em um nível visceral dentro da sociedade chinesa, é impossível separar o passado do presente". A reportagem ainda fechou reconhecendo a resolução do presidente chinês, Xi Jinping, de "proteger os interesses essenciais da China". Esta é uma referência simpática e não de todo hostil, no fim de um artigo. A captação da BBC de uma foto que era similarmente honesta, e sem qualquer coloração propagandística do então planejado evento: "A parada comemora o que a China chama de 'Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa'". É de fato como a China a chama, e como de fato foi; e a BBC estava honestamente apresentando a perspectiva chinesa sobre uma parte momentânea da história chinesa. Os comuns noticiários anti-chineses e anti-russos do Ocidente não estavam presentes nesta admirável reportagem da BBC.

Então, na quinta, 3 de setembro, o dia do evento, a agência de notícias oficial da China, Xinhua (agora chamada "Nova Agência de Notícias da China", a fim de enfatizar o rompimento da China com relação à posição marxista-leninista dos tempos da Guerra Fria) manifestaram que "Xi chama os países a lembrar da história e perseguir o desenvolvimento pacificamente", e suas notícias abriram:

O presidente chinês Xi Jinping disse na quinta que todos os países deveriam tomar lições da história da Segunda Guerra e buscar um desenvolvimento pacífico.

Xi fez as observações enquanto saudava uma grande parada militar para comemorar o aniversário de 70 anos da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês Contra a Agressão Japonesa e a Guerra do Mundo Anti-Fascista.

"É nossa sincera esperança que todos os países adquiram sabedoria e força da história, persigam pacificamente o desenvolvimento e trabalhem juntos para abrir um futuro promissor de paz mundial", disse ele a mais de 800 convidados chineses e estrangeiros.

A vitória da China na guerra foi um grande triunfo vencido pelo povo chinês em luta, ombro a ombro, com seus aliados anti-fascistas e com os povos em todo o mundo, disse ele.

"Como o principal cenário oriental da guerra anti-fascista, a guerra chinesa de resistência fez uma crítica contribuição para a vitória de todo o mundo", acrescentou Xi.

"Nenhuma força é maior que as que trabalham juntas em uma mente" ele disse, notando que durante a guerra, pessoas de todos os aliados anti-fascistas e outras forças em torno do mundo uniram mãos na luta contra seu inimigo comum.

"Nós os chineses nunca esqueceremos o incalculável apoio dado pelos países amantes de paz e justiça, pessoas e organizações internacionais, à nossa luta contra os japoneses agressores."


A reportagem descreveu a visão de Xi para o futuro da China:

Com uma memória dolorosa do passado, disse Xi, que o povo chinês têm persistentemente se comprometido em um caminho de pacífico desenvolvimento e uma estratégia de abertura em que todos ganham.

"Uma China mais forte e mais desenvolvida significará uma força mais forte para a paz mundial", disse o presidente.

O Jornal de Notícias Econômicas Alemão, em reportagem, notou:

Muitos líderes se abstiveram de participar na parada militar - a fim de não ofender os EUA entre outros aliados do Japão. A Alemanha e os EUA enviaram apenas seus embaixadores. O único líder da União Europeia lá era o presidente da República Tcheca, Milos Zeman. O muito criticado na China, conservador de direita, primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, negou o convite para o memorial à vitória da resistência chinesa.

Então, quem esteve lá? Quem de fato aceitou o convite?

Entre os aproximadamente 30 convidados estatais foram Vladimir Putin, os Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, o Presidente Park Geun-hye da Coreia do Sul, que também sofreu com as agressões japonesas. Na parada também marcharam em torno de 1000 soldados de 17 países como Rússia, Cuba, Kazaquistão, México, Paquistão e Sérvia.

Em outras palavras, este evento, que foi sobre Segunda Guerra, teve uma lista atendida que refletiu, ao invés da Segunda Guerra, a Guerra Fria - guerra entre o capitalismo e o comunismo - embora o comunismo esteja hoje completamente morto e só deixou vestígios na simbologia geopolítica, que já se apagam. A ideologia contra a qual os EUA travou a Guerra Fria deveria, portanto, agora ser ignorada, não mais tratada como se a Guerra Fria estivesse ainda viva e fosse ainda o foco central da política externa dos EUA. O foco desta Guerra Fria dos EUA sobre o evento da Segunda Guerra é doente, especialmente na era das ameaças reais dos jihadistas islâmicos ao redor do mundo, uma ameaça real tanto para o Oriente quanto para o Ocidente. Essa Segunda Guerra Fria pode produzir uma Terceira Guerra Mundial, uma guerra nuclear global. Para quê? Sobre o quê? Não sobre terrorismo islâmico. Mas isto é, apesar de tudo, o que os líderes dos EUA estão procurando: restaurar a Guerra Fria, depois de todo senso decente para uma coisa dessas foi deixada de lado. Um artigo de Xinhua foi mancheteado "Poucos no Ocidente se lembram do papel da China na Segunda Guerra: especialista de Oxford", e abriu: "Poucos no Ocidente se lembram do fato de que a China foi o primeiro país a entrar no que se tornou a Segunda Guerra, e foi um aliado dos Estados Unidos e da Grã Bretanha logo depois de Pearl Harbor até a rendição do Japão em 1945, disse um especialista de Oxford".

CCTV America mancheteou em 25 de agosto "China divulga lista de líderes mundiais a atender a parada do Dia da Vitória", e notou: "repórteres na conferência mostraram interesse sobre os líderes que não atenderão ao convite da celebração".

O BRICS Post reportou que, "Com exceção da presidente brasileira, Dilma Rousseff, que está lutando contra a oposição doméstica, os líderes dos Estados do BRICS são esperados a atender a parada chinesa no próximo mês para fortificar laços".

O Portal Matutino do Sul da China, na mais minuciosa de todas as reportagens sobre a lista dos que atenderão, mancheteou "Apenas os 'amigos verdadeiros' da China atenderão à parada de aniversário ao passo que os líderes-chave ocidentais e Kim Jong Un não estarão lá". A reportagem afirmou: "O único chefe de Estado ou governo da União Europeia é o presidente Milos Zeman da República Tcheca. O primeiro ministro Shinzo Abe do Japão não atenderá, embora o antigo primeiro ministro japonês Tomiichi Murayama atenderá. Pyongyang [Coreia do Norte] mandará seu membro Politburo, Choe Ryong-hae. Os EUA, o Canadá e a Alemanha enviarão representantes das suas missões diplomáticas na China [alguém da embaixada], enquanto a França e a Itália enviarão ministros estrangeiros". No entanto, o antigo primeiro ministro britânico, Tony Blair, também atendeu, como fez o presidente Vladimir Putin da Rússia e Park Geun-hye da Coreia do Sul.

Em outras palavras: os EUA, Canadá, Alemanha e Coreia do Norte enviarão os representantes de níveis mais baixos; a República Tcheca, a Coreia do Sul e a Rússia enviaram o de maior nível; e França, Itália, Bretanha e Japão ficaram no meio. China é um dos países do BRICS, assim é natural que os BRICS enviem representantes de nível maior. A Coreia do Norte enviou apenas um membro da Politburo, isto indica que Pyongyang está profundamente insatisfeita com o grau de apoio que a China alcançou recentemente. Japão enviou um antigo primeiro ministro, isto mostra que o governo japonês realmente não quer outra guerra entre dois gigantes econômicos da Ásia: é uma concessão extraordinária do país cuja derrota foi celebrada no evento.

A lista de convidados é um livro completo de informação sobre onde as coisas realmente estão na estrutura das relações internacionais. É um estatuto histórico, sobre o presidente, bem como sobre o passado. O simbolismo pode não ser tão descaradamente claro como palavras, mas é tão mais significativo, porque é a realidade crua, que palavras podem representar apenas (ou talvez até confundir). Claramente, a administração de Obama fez de tudo que pôde para apoiar as potências antigamente fascistas, Japão e Alemanha, contra a China, retrospectivamente, nesta ocasião. Japão é menos disposto que a Alemanha para andar junto ao esforço da Alemanha para reconstruir relações mundiais sobre a fundação da Segunda Guerra com os EUA tendo mudado 180 graus para se tornar agora o poder líder fascista (substituindo o que a Alemanha foi). A Itália também não tende a abraçar inteiramente o papel dos EUA como líder fascista mundial. Assim, também, o Reino Unido não tende inteiramente a aceitar (a aliança EUA-RU está se esgaçando). A Coreia do Norte está aparentemente junto dos EUA apenas por causa da sua relação com a China. Coreia do Sul é mais interessada em não ofender a China do que contribuir a fortalecer a relação de vassalo que tem com o fascista EUA. É extraordinário, mas isto se fortalece enquanto a Coreia do Norte enfraquece os laços com a China.

No entanto, ao passo que os EUA adota uma liberdade simbólica do nazismo, como faz com o financiamento do Praviy Sektor na Ucrânia e de grupos neonazistas por todo o mundo, sua ideologia continua liberal. EUA precisam desesperadoramente de homens fortes que lutem por seus interesses, e não há nada de mais inteligente do que apoiar grupos neonazistas para que façam o trabalho sujo e manter o controle à distância. Na Ucrânia, todavia, estes grupos, que caíram na armadilha de George Soros e outros, estão gradativamente percebendo o erro, e se voltando contra o governo de Kiev em favor do qual lutavam, passando para o lado anti-EUA, dos separatistas pró-russos.

parte deste artigo foi retirado de estrategicculture

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Acordo nuclear iraniano e luta por influência na Eurásia

por Yusuf Fernández – 

Desde a Revolução Islâmica no Irã que derrubou a ditadura de Shah Reza Pahlavi, apoiado pelos EUA, em 1979, uma constante na política externa estadunidense foi uma implacável hostilidade contra o Irã. Washington apoiou a guerra de Saddam Hussein contra esse país (1980-1988) e em 2003 a Administração de Bush preparou planos para a guerra contra ele. Desde 2011, EUA e seus aliados da União Europeia submeteram o Irã ao regime de sanções econômicas mais duro da história.

Não obstante, a estratégia norteamericana mudou nos últimos anos. Depois do fracasso das guerras dos EUA no Afeganistão e no Iraque, onde Washington foi incapaz de derrotar as respectivas insurgências ou convencer os governos desses países a se submeter a seus ditados, a opinião pública e o establishment político dos EUA não querem ver o país arrastado em novos conflitos no Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, Washington desconfia da ascensão da China na região da Ásia, no Pacífico e no mundo em geral. Obama aprovou a nova estratégia do "giro para a Ásia", que busca opor-se ao crescente papel da China na região, onde os EUA estão tratando de construir uma nova aliança anti-Pequim. O executivo pró-estadunidense da Austrália e o governo de Shinzo Abe no Japão, que está determinado a executar um papel mais agressivo na Ásia e busca eliminar a assim chamada "cláusula pacifista" na constituição japonesa, foi convertido nos aliados naturais dos EUA nesta estratégia.

A crise da Ucrânia empurrou também o EUA e seus aliados da OTAN a um confronto político e estratégico contra Rússia. Moscou tomou medidas com o fim de reforçar seu poder militar, incluindo o desenvolvimento de novos barcos, aviões e mísseis nucleares. Também está promovendo a União Eurasiana com alguns estreitos aliados, como Bielorrússia, Cazaquistão, Armênia e outros Estados.

Irã é um ator central neste jogo. Além de ser um grande e populoso país, Irã possui as segundas reservas de gás e as terceiras de petróleo no mundo. Sua posição geoestratégica é única. O país une a Ásia Central com o Oriente Médio e o Golfo Pérsico, e construiu uma sólida aliança com alguns países da região, incluindo Síria, Iraque e o Líbano. Milhões de muçulmanos no mundo seguem também o Imam Ali Jamenei e os líderes religiosos iranianos. Suas relações com a África, Ásia e América Latina estão se tornando cada vez mais importantes.

Durante mais de uma década, os EUA, que sempre souberam que Irã não tem intenção de construir armas nucleares como numerosas evidências mostra, utilizou desse tema com o fim de pressionar este último país a obstaculizar seu desenvolvimento tecnológico e econômico. Agora, a situação no mundo mudou e os EUA estão tentando levar o assunto para sua perspectiva real. A crise nuclear com Irã se converteu em um fardo para Washington porque lhe impede de pôr em prática sua estratégica anti-chinesa e anti-russa e, desse modo, teria que ser resolvida.

Irã se converteu em um baluarte na luta contra o terrorismo no Oriente Médio. Teerã apoia Iraque, Síria e o Líbano contra a agressão terrorista, que estão sendo alimentada pela Arábia Saudita, pelo Qatar e pela Turquia. Os EUA e seus aliados europeus apoiaram durante anos o esforço destes países para utilizar os terroristas como instrumentos na região contra os governos amigos de Irã, mas agora eles temem a crescente ameaça destes grupos, que estão determinados a atacar também as nações ocidentais. Alguns governos e mídias ocidentais estão mudando sua posição com relação ao Irã e Síria e começando a advogar por uma cooperação com tais países nesta luta.

Ao mesmo tempo, as companhias norteamericanas estão ansiosas por entrar no mercado iraniano. Elas vêem o Irã como um novo El Dorado, onde podem lograr enormes benefícios. Até agora, as companhias russas e chinesas, e em menor escala europeias, estão muito melhor posicionadas para se aproveitar do levantamento das sanções sobre o Irã. As empresas estadunidenses estão tratando de mudar essa situação e voltar ao Irã, mas necessitam que Washington elimine as sanções unilaterais com o fim de alcançar este objetivo.

A influência israelense e a pressão do lobby sionista sobre o Congresso se converteram em um obstáculo principal para a implementação desta nova estratégia. Eles têm uma grande influência sobre a política externa norteamericana, mas desta vez seus interesses chocam com os de uma parte importante do establishment político e militar e com das grandes corporações estadunidenses. Isso poderia fazê-los perder sua batalha contra o acordo sobre o Irã. Em um desafio aberto ao lobby sionista, as mídias corporativas, tais como New York Times ou Washington Post, mostraram seu apoio ao acordo nuclear e dizem abertamente que uma acomodação com Irã reforçaria a mão dos EUA contra suas mais importantes e formidáveis rivais geo-estratégicas: Rússia e China.

Um recente artigo no New York Times, escrito por Michael Godeon e David Sanger, ambos autores com estreitos vínculos com o establishment militar e de inteligência dos EUA, mostrou um apoio ao acordo nuclear. Os autores salientaram que um entendimento com Irã reforçaria a posição mundial dos EUA frente a Rússia e China em múltiplas formas.

China é agora o maior sócio econômico do Irã e o mais importante investidor. Rússia foi durante muito tempo seu principal provedor de armamento. Não obstante, esta associação sofreu um revés em 2010 quando Moscou negou implementar um contrato de provisão de mísseis terra-ar S-300 ao Irã citando as sanções da ONU. Washington espera que um acordo nuclear e a necessidade de cooperar contra o terrorismo lhe permitirão competir pela influência geopolítica e econômica no Irã com o objetivo de neutralizar a influência russa e chinesa nesse país.

EUA, no entanto, necessita da Rússia e da China como mediadores em suas comunicações com Teerã, mas está convertendo-se em algo cada vez mais problemático para Washington o fato de depender de Moscou e Pequim neste esforço em um momento em que as relações estão piorando.

A reposta da Rússia e da China

Não há dúvida de que a China e a Rússia compreendem este perigo e tomaram medidas para manter sua influência sobre o Irã.

Em Janeiro, durante uma visita do ministro de defesa russo, Serguei Shoigu, em Terrã, os dois lados firmaram um novo acordo de cooperação. Em uma conferência de imprensa onde explicou o mesmo, o ministro de defesa do Irã, Hossein Dehqan, disse que seu país e Rússia "compartilham uma análise da estratégia global dos EUA e sua ingerência nos assuntos regionais e internacionais" e eles puseram assim mesmo de relevo a necessidade de cooperar na luta contra o terrorismo".

Algumas horas depois do anúncio do acordo de Lausana, Igor Korotchenko, que lidera o think tank Centro de Análise do Comércio Global de Armas de Moscou, disse a Sputnik que "o levantamento de sanções ao Irã, incluindo o embargo de armas, seria o mais absolutamente lógico". "De grande importância para nós é a entrega de mísseis atualizados S-300 ao Irã. Um contrato nesse sentido poderia ser renovado em termos aceitáveis para Moscou e Teerã", acrescentou.

Rússia salienta que está também disposta a vender automóveis, aviões e barcos ao Irã depois da eliminação das sanções contra a República Islâmica. "Estamos interessados nas provisões a este país. Isso inclui os automóveis, aviões, construção de barcos e outras indústrias", disse o ministro de Indústria e Comércio Denis Manturov na cidade de Javarovsk, no leste da Rússia, salienta Interfax. "Estamos preparados para trabalhar juntos para incrementar a cooperação e os projetos conjuntos", salientou.

Por sua vez, o ministro de relações internacionais, Wang Yi, visitou Teerã em fevereiro com o fim de incrementar os vínculos políticos e econômicos entre os dois países. As importações chinesas de petróleo do Irã aumentaram quase 30% no ano passado e Wang disse que "existe aliás um enorme espaço para a cooperação no terreno da energia e nos parques industriais de acordo com as necessidades de desenvolvimento do Irã e as capacidades da China", disse o ministro citado pela agência Reuters.

Wang visitará Moscou em abril e os dois países analisarão a situação criada depois do alcance do acordo com Irã e as medidas dirigidas a impedir que os EUA incrementem sua influência na Eurásia.

Rússia e China podem agora abrir a porta para a adesão do Irã à Organização de Cooperação de Shangai. Esta grande organização busca garantir a estabilidade, promover a unidade da Eurásia e contrabalancear a influência norteamericana neste grande espaço.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Sem acordo com Irã. Culpa do Ocidente"


Presstv entrevistou Hamidreza Emadi, diretor de redação da Presstv em Teerã, a fim de discutir a negociação entre Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha.

O que segue é uma transcrição aproximada da entrevista.

Presstv: Sua opinião sobre o que o Sr. Kaplan (o outro convidado) disse e que basicamente trouxe plutônio nisto, basicamente dizendo que é Paris que atualmente por alguma razão não quer que este acordo siga em frente.

Emadi: Deixe-me citar algo da revista Arab Magazine, “O ministro de defesa francês recentemente acata uma visita à região pela conclusão do acordo de U$ 1.5 bilhões com Arábia Saudita para todos os navios arábicos”.

Isto mostra que os franceses recentemente estão tendo acordos financeiros com países regionais como Arábia Saudita que, todo mundo sabe, é muito contra o acordo com Teerã.

Ao mesmo tempo sabemos que a França providenciou armas nucleares a Israel e que ambos têm acordos militares muito fortes. Assim, a França está ajudando Israel a obter armas nucleares. A França está ajudando Arábia Saudita a reforçar seu setor militar. Assim é como a França trata com estas duas entidades e estes dois mais ferrenhos críticos do tratado com Irã.

É possível que os Israelitas pediram para que a França sabotasse a conversação para o acordo. Sabemos que nada pode acontecer sem a permissão dos EUA. Talvez os EUA também se envolveram nisto. Mas o que sabemos por enquanto é que a França foi a única que tentou seu melhor para contrariar o acordo com Irã no encontro em Genebra.

Presstv: O que você pensa sobre a sub-secretária de Estado estadounidense, Wendy Sherman, ao viajar para Tel um dia depois que as intensas conversas terminaram?

Parece que ela vai à Tel Aviv basicamente para reportar ou receber ordens de Israel. Sua opinião acerca disso; por que ela deveria ir diretamente de Genebra para Tel Aviv sem retornar a Washington?

Emadi: É muito constrangedor para os estadounidenses, para o povo estadounidense, e até para os europeus, que seus governos recebem ordens de Tel Aviv.

Israel é uma entidade que existe há seis décadas e agora dá ordens a países como EUA, França, Grã-Bretanha, Alemanha e até mesmo Rússia e China, sobre o que fazer e como pensar.

Então, o primeiro ministro israelita disse hoje mais cedo que chamou aqueles líderes e que pediu a eles que esperassem e não fizessem acordo com Irã.

O que isto significa? O que o G5+1 está fazendo agora é apenas gastar o tempo dos iranianos. Apenas gastando o tempo dos europeus. Apenas gastando o tempo dos EUA, se ouvir o que Israel está lhe dizendo.

[Em resposta a Lee Kaplan]: Não se trata de judeus, Sr. Kaplan, não estamos falando de judeus. É Israel. É um regime falso. Não tem que ver com os judeus. Tem tudo que ver com os sionistas. Não se trata de atacar os judeus; não tem nada que ver com ataque aos judeus.

Quem tem armas nucleares? Israel tem armas nucleares, Israel não assinou o Tratado da Não-Proliferação (NPT), Israel está tecnicamente em guerra com todos os países regionais. É assim que é, esta é a realidade.

Presstv: S.r Kaplan disse o que o Sr. Netanyahu disse – que “um acordo ruim é um acordo ruim” – agora que estamos falando sobre uma entidade sobre a qual supõe-se ter muitas armas nucleares e que conseguiram – se for oportuno dizer – criticar Irã, que continuamente disse que é um projeto nuclear pacífico e que não estão buscando armas nucleares nem as possuem.

Então, o que isto significa? Assim como na comunidade internacional e na legislação internacional, onde Israel tenta anular e evitar um acordo entre Irã, que não tem armas nucleares, e os G5+, tem de continuar a tratar com sanções e todas as outras pressões de partes da comunidade internacional?

Emadi: Israel não quer que a crise termine. Israel quer que essa crise fique onde está, porque Israel é um tipo parasita de criatura que vive das crises. Ele quer crise na região. Quer crise no mundo, porque pode contar ao povo que temos um inimigo, que temos de gastar dinheiro em projetos militares, que temos de atacar outros países porque temos inimigos.

Então estes projetos belicistas e de difusão do medo têm de continuar para que Israel sobreviva. De outro modo Israel não poderia sobreviver, porque Israel é um regime falso.

Voltando à conversação do G5+1 com Irã, o fato do problema é o time de negociação iraniano, um monte de pessoas diriam que não era um grupo sério, mas nesse momento em torno do Sr. Zarif, Ministro de Relações Exteriores, e seu time são um grupo sério e ninguém no Irã duvida da sua seriedade.

Se o ministro de relações exteriores não pode chegar a um acordo com o outro partido significa para os iranianos que não é culpa do time de negociação iraniano, que foi a culpa do outro grupo. Assim fica bem claro para os iranianos que o outro partido, o partido ocidental em particular, está perdendo tempo, não está negociando de boa fé, de forma séria. Isso precisa mudar.

Esta dinâmica precisa mudar e o partido ocidental em conversações deve parar de ouvir Israel se desejam pôr um fim a esta crise de uma vez por todas.

[Em resposta a Kaplan]: Nós temos direitos nucleares sob a lei internacional. Não se trata de judeus. Trata-se de Israelitas. Trata-se de sionistas…e o mundo todo sabe o que os sionistas são agora, o que eles estão fazendo ao mundo todo. Os sionistas estão destruindo o mundo inteiro.

Presstv: O sr. Kaplan disse antes de tudo que Israel não tem usado armas nucleares. Eles podem ter, mas claro que nós sabemos que Israel usou armas químicas contra palestinos e outras muitas vezes sem ser condenado na comunidade internacional, como sustenta agora a situação na base. Quão provável que Teerã e o G5+1 será capaz de chegar ou não a um acordo?

Emadi: Irã é muito sério sobre a conversação. Irã diz que estamos prontos a aliviar toda a preocupação dos EUA e outros sobre seu programa nuclear. Irã diz que estamos sendo mais transparentes. Irã diz que estamos prontos a qualquer coisa para mostrar ao mundo inteiro que o nosso programa nuclear é pacífico.


Mas enquanto Israel influenciar a conversação, enquanto o primeiro ministro israelense chamar esses líderes ocidentais e dar ordens a eles para não entrar em acordo com Irã, não sei o que estas conversas repercutem, não sei qualquer ponto na negociação com países que não têm autoridade para negociar. Assim é como é a situação. Eles devem parar de dar ouvidos a Israel se desejam chegar a um acordo.

Via Presstv

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

HSBC, origem do ópio



De Londres a Hong Kong, as belas fachadas dos grandes centros de negócios com frequência escondem a violência de suas origens. Esse é o caso do banco HSBC, cujas raízes mergulham em guerras coloniais e comerciais conduzidas pelo Império Britânico na Ásia
por Jean-Louis Conne



No outono europeu de 2009, quatro letras − H, S, B e C − lideravam as principais manchetes dos jornais quando um antigo funcionário desse célebre banco enviou ao fisco francês uma lista de clientes suspeitos de fraude. A mesma sigla aparece de novo em 2011, dessa vez no contexto da demissão anunciada de cerca de 30 mil pessoas. Mas o que está por trás dessas letras? Geralmente, elas são precedidas da expressão “banco britânico”, mas, na verdade, trata-se da abreviação de Hong Kong & Shanghai Banking Corporation. A trajetória dessa empresa de compradores[comerciantes] na China, com sede londrina com vista para o Rio Tâmisa, começa com uma história de ópio.

No início do século XIX, nasceu em Londres, capital do Império Colonial Britânico, a Companhia Peninsular e Oriental de Navegação a Vapor (P&O − Peninsular and Oriental Steam Navigation Company).1 Seu primeiro navio de carga a vela e a vapor, o San Juan, saiu das docas de Londres em 1° de setembro de 1837 para encalhar em águas rasas. Outros navios da companhia afundaram, entre os quais o Carnatic, cujos destroços foram encontrados nos recifes de Abou Nawas [no Mar Vermelho].

Mas a companhia sobreviveria à má sorte. Em 1839, a P&O assinou os contratos para o transporte do correio para Alexandria (Egito), via Gibraltar e Malta. Depois de se fundir com a Companhia Transatlântica de Navios a Vapor (Transatlantic Steamship Company), ela criou, em 1844, aquilo que se pode chamar de os primeiros cruzeiros de luxo no Mediterrâneo. Dez anos mais tarde, a P&O ligaria seu destino ao da Companhia de Navegação a Vapor das Índias Britânicas (BI − British India Steam Navigation Company), cujos navios transportavam o correio entre Calcutá (Índia) e Rangun (Birmânia). Seu proprietário, James Mackay, um administrador colonial escocês, iria se tornar presidente da P&O, a qual, por fim, absorveria a BI.

O próprio Mackay mantinha relações estreitas com Sheng Xuanhai, ministro dos Transportes da China na dinastia Qing (Manchu), a última a reinar, até a abolição do governo imperial em janeiro de 1912. Favorável à introdução da tecnologia ocidental apesar das tensões político-militares, Sheng se tornou defensor dessa causa especialmente em Xangai – onde fundou a Universidade Jiao Tong, orientada para a mecânica, engenharia e equipamentos militares –, depois em Hong Kong. Desempenhando um papel importante, ele promoveu a cidade como a mais tecnológica da China. Em 1902, Sheng e Mackay fecharam, em nome da China e do Reino Unido, um acordo conhecido como Tratado Mackay, que versava sobre a proteção de marcas e patentes.

Foi nesse contexto que outro escocês, Thomas Sutherland, entrou para a P&O. Ele fez carreira na empresa, colaborou para a construção das docas em Hong Kong e se tornou o superintendente da P&O, mas também o primeiro presidente da Hong Kong e Whampoa Dock, em 1863. Nessa época, 70% do frete marítimo estava relacionado com o ópio vindo das Índias, vendido aos chineses por negociantes britânicos e outros, para desespero das autoridades chinesas, que tentavam, em vão, fazer oposição a esse comércio.

Sutherland entendeu a mensagem: a configuração era ideal para o desenvolvimento de um banco comercial. Com outros, ele fundou em 1865 o Hong Kong & Shanghai Banking Corporation, o famoso HSBC. No conselho de administração, presidido por Francis Chomley, estava igualmente a sociedade comercial Dent & Co., cujo nome vem de seu criador, Thomas Dent. Em 1839, o alto funcionário chinês Lin Zexu, reconhecido por sua competência e rigidez moral, havia lançado contra ele um mandato de prisão com o objetivo de forçá-lo a abandonar seus armazéns de ópio, que violavam a proibição decretada pelas autoridades chinesas. Esse foi um dos elementos que provocaram a Primeira Guerra do Ópio, encerrada em agosto de 1842 pelo primeiro “tratado desigual”, o de Nanquim.

No fim da Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), as potências britânica e francesa imporiam a criação de concessões territoriais sob administração estrangeira, a abertura de vários portos chineses ao comércio estrangeiro e a legalização do comércio de ópio. O conflito terminaria cinco anos antes de Sutherland criar o HSBC. O banco escolheu bem o nome: alguns desses caracteres significam, em chinês, “reunir”, “colheita” e “riqueza”.

De fato, o HSBC reuniu suas primeiras riquezas graças à colheita do ópio das Índias, depois do Yunnan [província do Sudoeste da China]. Desde 1920, filiais se instalaram em Bangcoc e Manila. Depois de 1949, o banco concentrou suas atividades em Hong Kong e, entre 1980 e 1997, instalou-se nos Estados Unidos e na Europa. Só mudou sua sede social de Hong Kong para Londres em 1993, antes da devolução do território à República Popular da China, anunciada em 1997.

Em 1999, as ações do HSBC Holdings foram cotadas em terceiro lugar na Bolsa de Nova York. O grupo adquiriu a Republic New York Corporation (atualmente integrada à HSBC USA Inc.), assim como a empresa irmã Safra Republic Holdings SA (hoje HSBC Republic Holdings SA, em Luxemburgo). Em 2007, o grupo registrou um resultado recorde, descontado o pagamento de impostos, de US$ 24 bilhões, dos quais 60% vêm de mercados emergentes da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. Pela primeira vez, os lucros acumulados na China atingiram US$ 1 bilhão naquele mesmo ano − tanto quanto na França. Segundo resultados publicados em 1º de agosto de 2011, os lucros comerciais bancários do HSBC apresentaram um crescimento de 31%, e seu faturamento bruto se elevou a US$ 11,5 bilhões.

Desde o fim de 2010, é o escocês Douglas Flint quem manda nos destinos do HSBC Holdings. E, desde março de 2011, Laura May Lung Cha é a presidente adjunta, não executiva, do HSBC. Uma ascensão tão notável que a fez delegada de Hong Kong no 11° Congresso da República Popular da China...

Via Fórum anti-nom e Diplomatique

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Rússia, China e Irã ajudam a economia Síria

Em junho passado, o vice-primeiro-ministro sírio, Qadri Jamil, explicou ao Financial Times o mecanismo de sobrevivência da economia e do Estado sírio, no contexto da guerra. Estas infirmações permitem extrair várias constantes sobre a natureza do conflito sírio.



Jamil disse que a Rússia, China e Irã lançaram um programa para ajudar a economia da Síria e fornecer todos ao país os meios necessários para continuar a guerra: produtos derivados do petróleo, alimentos e fundos.

Os intercâmbios com esses países são realizadas através de suas moedas nacionais, evitando, assim, possíveis sanções por parte dos EUA. "O apoio dos russos, chineses e iranianos é sempre algo bom", disse Jamil.

As entregas são garantidas por navios russos, o que explica a necessidade de uma presença continua da Marinha russa perto da costa da Síria, e mostra o significado das declarações dos líderes militares russos sobre a necessidade de uma presença permanente dos navios russos no Mediterrâneo. Fornecimento de petróleo alcançam, só eles, 500 milhões de dólares por mês.



Se as ações do Irã no conflito sírio - este último outorgou a Damasco ilimitado crédito - são importantes, as contribuições da Rússia e da China não são menos. Este pode ser o início de uma nova etapa na cooperação de ambos os países a nível internacional.

Face a tentativa dos EUA de derrubar um regime amigável pela força, Moscou e Pequim têm nenhum desejo de se limitar, como fizeram anteriormente, a simples protestos na ONU. Eles lançaram um programa coordenado a longo prazo que visa prestar assistência financeira para a Síria, política, militar e técnica. E tudo isso apesar da crescente pressão dos Estados Unidos.

A Rússia enviou, portanto, seus navios para a zona de conflito, a fim de assegurar a realização deste programa, e é possível que a China desempenhe um papel mais importante nos esforços econômicos destinados a apoiar a Síria.

No momento, parece que esta primeira tentativa de resistir à interferência ocidental contra um terceiro país funciona. As tropas de Bashar al-Assad conseguiram um número de sucessos militares nos últimos tempos. Esta resistência mostra que a Rússia e a China podem apoiar de forma eficaz os seus amigos que estão sob pressão do Ocidente.

Moscou e Pequim consideram provável que as ações dos Estados Unidos na Síria são parte do plano estratégico de Washington que é necessário alvejar a todo custo.

Via Almanar

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A Índia se torna a terceira maior economia do mundo

Índia superou o Japão se tornando a terceira maior economia do mundo, atrás os EUA e China, informou quinta-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).



"A China provavelmente vai ultrapassar os Estados Unidos como a maior economia nos próximos anos, a Índia recentemente ultrapassou o Japão, por isso ocupa o terceiro lugar", disse em seu relatório anual, a organização econômica internacional, com sede em Paris.

A OCDE revelou esta informação, embora, em sua especulação, reduziu previsão de crescimento econômico da Índia para 2013 a 5,3%.

Segundo a OCDE, até meados de 2020, a China terá a maior taxa de crescimento, entre outros poderes econômicos, mas a partir daí poderá ser ultrapassado pela Índia.

A economia emergente da Índia, atualmente, é o terceira na Ásia e quinto no mundo em termos de paridade do poder de compra e teve um crescimento de 6,7% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.

Via HispanTV

terça-feira, 7 de maio de 2013

Putin: A Rússia não irá tolerar mais ataques contra a Síria!


Respostas diplomáticas negativas estão perseguindo Israel após os ataques de sua força aérea na Síria. Em primeiro lugar, eles parecem não ter tido qualquer efeito na bem-sucedida intervenção militar do Hezbollah em prol do regime de Assad, ou na guerra síria como um todo. Em segundo lugar, o Primeiro Ministro Israelense, Benjamin Natenyahu, enquanto em Shanghai, nesta segunda (dia seis), levou uma ríspida reprimenda do Presidente Vladimir Putin; um aviso de que a Rússia não irá tolerar qualquer outro ataque israelense em Damasco e que irá responder.

Putin não disse como, mas ele anunciou que deu a ordem para a aceleração do fornecimento de armamentos russos altamente avançados para a Síria.

As fontes militares do DEBKAfiles’s revelaram que o líder russo se referia ao sistema anti-aéreo S-300, e o míssil de superfície, com capacidade nuclear, 9K720 Iskander (chamado de SS-26 Stone pela OTAN), que são precisos o suficiente para acertar um alvo, em um raio de 5 a 7 metros, a uma distância de 280 km.

Em sua chamada telefônica a Netanyahu, o líder russo não fez rodeios sobre sua determinação a não permitir que os EUA, Israel ou qualquer outra força regional (ou seja, Turquia ou Qatar) derrube o Presidente Bashal al-Assad. Ele aconselhou o primeiro ministro a não esquecer disso.



Nossas fontes dizem ainda: Desde que os times de defesa aérea da Síria já treinaram na Rússia o manuseio das baterias interceptadoras S-300, elas podem começar a operar logo que sejam descarregadas por um dos voos diários de suprimentos russos para a Síria. Oficiais de defesa aérea russos vão supervisionar o seu colocamento e prepará-los para operar.

Moscou está retaliando não apenas pelas operações aéreas israelenses na Síria, mas se antecipando à decisão iminente do governo Obama de mandar o primeiro carregamento de armas estadounidenses aos rebeldes sírios.

Agências de inteligência em Moscou e no Oriente Médio tomam como certo que, quando Washington anunciar publicamente sobre a decisão, algumas das facções rebeldes já estarão munidas de armamento estadounidense.

O fato dessas medidas estarem caminhando foi demonstrado pela introdução na segunda-feira,  por Bob Menendez, diretor do Comitê do Senado para Relações Internacionais, da lei que permite aos EUA prover armas e treinamento militar aos rebeldes sírios.

Instrutores militares estadounidenses têm trabalhado com rebeldes sírios em campos de treinamento na Jordânia e na Turquia há alguns meses. Então, colocar armas em suas mãos apenas aguardou a decisão em Washington.

A mensagem de Putin a Netanyahu pretende chegar a uma audiência maior que Jerusalem, como Barack Obama em Washington e Presidente Xi Jinping em Pequim, antes da conversa de Netanyahu lá, na terça-feira.

Portanto, quando o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, aterrissou em Moscou aquele dia, numa tentativa de “construir uma ponte” entre os governos sobre o conflito sírio, ele foi precedido por uma barreira de condenações russas quanto aos ataques israelenses em Damasco “como uma ameaça para a estabilidade regional”, um firme aviso do ministério de relações exteriores russo, para que o “Ocidente” para de “politizar a situação das armas químicas na Síria”, e a “preocupação de Moscou de que a opinião pública mundial esteja sendo preparada para um possível intervenção militar estrangeira.”

Em outras palavras, o líder russo rejeitou antecipadamente e com as duas mãos, qualquer tentativa dos EUA de usar os ataques aéreos israelenses como alavanca para um acordo com Moscou para terminar a guerra síria. O suprimento de armas dos EUA para os rebeldes seria, ademais, igualada por um aumento do fornecimento de armas para o regime de Assad, o qual Putin está totalmente comprometido a preservar.

Karry planejava encontros cara-a-cara com oficiais russos, na terça-feira, tendo como assunto principal a Síria, mas também para discutir a posição russa sobre as bombas de Boston, e esperava por cooperação quanto às questões nucleares do Irã e da Coréia do Norte.

A frieza do governo chinês para com Israel foi demonstrada menos diretamente do que a de Moscou, mas não menos firmemente. O líder palestino Mahmoud Abbas foi convidado a visitar Pequim e encontrar o Presidente Xi dois dias antes da chegada do primeiro ministro [Netanyahu] à capital chinesa (na terça-feira), para começar a parte oficial de sua visita. O presidente chinês revelou seu plano de paz antes de encontrar o primeiro ministro israelense.

Este plano enfatiza, como chave para um acordo, o direito palestino ao um Estado nas bases de 1967, com a Jerusalem Oriental como sua capital. Ele também adota as condições de Abbas para uma conversa, incluindo o cessar das atividades de colonização, o fim do bloqueio a Gaza e o “tratamento adequado” para a questão dos prisioneiros palestinos.

Claramente, o primeiro ministro Netanyahu teria sido mais sábio em adiar sua visita à China ao invés de ir embora enquanto os ataques da força aérea israelense ainda ressoam em Damasco. Ficando em casa ele teria demonstrado ter uma mão mais firme e estável no leme.

E após deixar o país, ele teria feito bem em não vagar por Pequim por dois dias primeiro. Isso deu a chance ao líder russo de achá-lo despreparado e de passar-lhe uma forte e pública reprimenda, então atrapalhando a agenda de Netanyahu nas próximas conversas com os líderes chineses.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

China moderniza seu arsenal nuclear para responder em caso de ataque

China está levando adiante a modernização do seu arsenal nuclear para aumentar sua capacidade de sobrevivência em caso de um ataque, de acordo com um major general chinês.



"A China está modernizando seu arsenal estratégico para melhorar a penetração, aumentar a sobrevivência e melhorar a segurança", disse o major-general Yunzhu Yao, diretor da Academia de Ciências Militares da Libertação do Exército Popular (PLA) da China, durante a Conferência Internacional Política Nuclear do Fundo Carnegie para a Paz Internacional.

Yunzhu Yao, considerado uma voz essencial da comunidade estratégica chinesa, disse que Pequim tem se concentrado nos últimos anos na manutenção de seu arsenal nuclear seguro que já receia uma possibilidade de um ataque para desarmar-lo.

Com relação às questões sobre o propósito das grandes redes de túneis que a China supostamente usa ​​para esconder uma grande quantidade de mísseis, o Estado-Maior disse que é uma especulação "ridícula".

"A China tem uma política de 'não primeiro uso' e seu arsenal deve atender a três critérios: curto alcance, capacidade de retornar um ataque e dissuasão. Sobrevivência é a chave para isso", enfatizando que a China não pretende ser uma superpotência militar.

No entanto, ele sugeriu que Pequim pode precisar reavaliar sua política estratégica se os EUA implantarem mais sistemas de defesa antimísseis no Leste da Ásia, realçando que a introdução desses sistemas pode ter um impacto negativo no processo de desarmamento.

Via CNA

terça-feira, 26 de março de 2013

Brasil e China eliminam o dólar do seu comércio


Dois dos gigantes econômicos do mundo, Brasil e China, decidiram na Terça-Feira desfazer-se do dólar estadounidense e comercializar com outra divisa a fim de assegurar seus intercâmbios das flutuações da moeda estadounidense.

A troca de divisas "antidólar", com um valor de 30 bilhões de dólares anuais e formulado para um período de três anos, foi firmado por representantes de ambos os países, a margem da cúpula do grupo BRICS (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), celebrada na cidade sul-africana de Durban.

O ministro brasileiro de Finanças, Guido Mantega, anunciou que oferecerá um acordo similar a presidentes dos outros Estados membros do organismo.

Ao adotar esta medida, o grupo BRICS se aproxima a converter-se em um sólido bloco político, econômico e militar a nível mundial, rivalizando, assim, com os interesses do país norte-americano.

Recentemente, muitos atores no comércio internacional e diferentes atividades econômicos aumentaram seu interesse de se separar do dólar; a República Islâmica do Irã e países latino-americanos, como Brasil, Venezuela e Argentina são alguns exemplos deste caso.

Via Hispantv

domingo, 10 de março de 2013

Os BRICS criam banco próprio para desfazer-se do Dólar e do Euro


Os países do BRICS têm previsto criar seu próprio Banco de Desenvolvimento nos fins de Março com o objetivo de intervir em projetos de infraestruturas e desenvolvimento sustentável para seus integrantes sem o uso da moeda nacional dos EUA, o dólar.

O capital inicial do banco do grupo conformado por Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul se estima no equivalente a um total de 50 milhões de dólares. Se prevê que a criação do Banco de Desenvolvimento do BRICS se anuncie oficialmente na cúpula que se celebrará na África do Sul nos próximos 26 e 27 de Março.

Os BRICS planejam aumentar os fluxos de investimento, dado que a necessidade de financiamento dos projetos internos da organização poderia alcançar os 15 bilhões de dólares nas duas próximas décadas. Assim, a aliança espera reduzir sua dependência das principais economias do mundo, eliminando por completo a necessidade do uso do dólar e do euro nas transações internacionais.

Um dos principais argumentos a favor da criação do novo banco foi precisamente a reduzida porcentagem de apoio aos países em desenvolvimento por parte das maiores instituições financeiras controladas pelos EUA e pela União Europeia.

No último mês de Janeiro, um diplomata sul-africano ecarregou-se de organizar a reunião da aliança, anuunciou que os países integrantes do BRICS já estão a poonto de chegar a um acordo para criar uma entidade bancária conjunta. Com essa decisão, segundo concluem alguns analistas, China aspira ampliar o território do uso de sua moeda nacional, e o yuan, Índia pretende atrair ivestidores estrangeiros, enquanto que a Rússia busca fortalecer sua influência geopolítica devido ao crescimento de seus índices econômicos.

Via RT

segunda-feira, 4 de março de 2013

Reservas da China superaram o dobro de reservas mundiais de ouro


As reservas nacionais da China aumentaram a 3,3 bilhões de dólares nos finais de 2012, duplicando a soma das reservas mundiais de ouro, informou Bloomberg, citando seus próprios cálculos.

As reservas da China superaram o valor de todas as reservas de ouro em 2004. Desde então, segundo o FMI e o Conselho Mundial de Ouro, o preço deste metal aumentou 263% até 1580 dólares por onza troy.

Enquanto isso, as reservas chinesas no mesmo período aumentaram 721%. Em comparação, as reservas dos outros países do BRIC - Brasil, Rússia e Índia - cresceram 400% até um valor total de 1,1 bilhões de dólares.

Em outubro-dezembro de 2011 as reservas de divisas da China caíram pela primeira vez desde o segundo trimestre de 1998. O índice se reduziu em 20.000 milhões até 3,18 bilhões de dólares devido à saída de capital em ações em dólares e a revalorização das reservas em moeda estrangeira.

A proporção de ouro nas reservas da China é só de 2% enquanto que por, por exemplo, as reservas dos EUA e da Alemanha contêm 70% do ouro. China ocupa o primeiro luugar em termos de reservas internacionais, seguida pelo Japão, Arábia Saudita, Rússia e Suiça.

Via RT

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Rothschild pretendem deslocar reservas de ouro para o mercado chinês

Jacob Rothschild

 A lendária casa de banqueiros Rotschild está tentando redistribuir as reservas de ouro mundiais para o mercado chinês, opinam os especialistas analizando as recentes atividades da família

Um recente acordo dos Rotschild como assessor financeiro da junta diretiva da empresa de exportação de ouro Spanish Mountain Gold é, junto com os outros dados, uma mostra inequívoca do interesse da dinastia em aumentar seu controle estratégico sobre o ouro, movendo-o aos mercados emergentes e aos bancos centrais por todo o mundo.

Em princípios do século XXI Jacob Rotschild anunciou que sua companhia inversora, RIT Capital Partners, organizaou "carreiras" de preços de ouro, mas ia deixando de fazê-lo para reduzir os preços.

Sem embargo, estas manobras poderiam ser somente parte do plano dos Rotschild para comprar grandes quantidades de ouro quando alcançaram seu preço mínimo. Atualmente, com as principais moedas mundiais muito instáveis, a demanda de ouro vai crescendo e os Rotschild não querem perder sua influência no mundo financeiro.

Ao mesmo tempo, a própria família demonstra assim seu claro interesse nos mercados emergentes orientais e em primeiro lugar a China. O plano chinês de desenvolvimento para os anos 2011-2015 "oferece grandes oportunidades para inversores tanto chineses como nacionais" e "RIT Capital Partners planeja se aproveitar delas", declarou Jacob Rothschild durante uma viagem à China.

O governo chinês aposta em sete ramos da indústria como biotecnologia, energia alternativa, materiais inovadores e novas IT. Atualmente as companhias destes setores aportam uns 3% ao PIB do país, mas para 2020 sua contribuição deve alcançar uns 15%. Por isso a dinastia banqueira de origem alemã poderia utilizar suas reservas de ouro para investir na China.

Via ANN

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

China: onde tudo parece desumano, um cão ensina lealdade

Na China, um cachorro cuidava de seu dono que tinha desmaiado no meio da rua. Os enfermeiros, comovidos com a lealdade do cãozinho, deixaram acompanhar seu dono na ambulância.

O cão se manteve firme e ladrava a todos que se aproximavam do dono desacordado. Depois do dono ser posto na ambulância, o cãozinho o procurou desesperadamente pelo chão, até o farejar na porta da ambulância, quando resolveu pular para dentro e acompanhar seu amo.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

América Latina é mais feliz que o resto, segundo pesquisa



 A New Economics Foundation (NEF) publicou a terceira edição de seu Índice do Planeta Feliz (Happy Planet Index), um ranking em que classifica, a cada dois anos, o nível de felicidade dos países. Costa Rica ocupou o primeiro lugar pela segunda vez consecutiva na lista global, seguida de Vietnã e Colômbia.

Nesta medição, a lista conta com a presença de nove países da região no Top Ten. América-Latina superou em felicidade aos Estados Unidos, China, e Espanha.

El Salvador, Panamá, Nicarágua, Venezuela e Guatemala, entre os primeiros dez lugares dos 151 países analizados. No entanto, Argentina ocupa o posto número 17, Chile aparece com 19, México com 21 e Brasil com 22.

O estudo mede três fatores: bem-estar que os habitantes de uma nação dizem possuir, esperança de vida e interesse ecológico. 

Para Saamah Abdallah, analista do Centro de Bem-Estar do NEF, a região está muitas vezes à frente da Europa em questões ambientais. Salientou que Costa Rica e Colômbia são dois bons exemplos por sua autonomia a nível energético.

"Na América Latina segue tendo pobreza e desigualdade econômica, mas há também outro fator que quase nunca figura nos indicadores econômicos: o capital social, o valor dos laços humanos e das iniciativas comunitárias", agregou. 

A caída da Espanha ao posto de número 62 se deve, sobretudo, à diminuição da "percepção subjetiva do bem-estar" à raiz da crise que vive o Velho Continente, que deslocou também a Grécia ao número 83.

Outros perdedores são Egito e Tunísia, onde a mirada sobre o bem-estar diminuiu depois da onda da Primavera Árabe. Os últimos lugares da lista são Catar, Chad e Botswana.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Orçamento militar: potências asiáticas se armam até os dentes!

Orçamento chinês triplicou em dez anos


Os gastos militares das principais potências asiáticas aumentaram dramaticamente na última década. China lidera a tendência, tendo quadruplicado seu orçamento bélico desde o ano 2000.

O orçamento total de guerra da China e outros quatro países - Índia, Japão, Coréia do Sul e Taiwan - duplicou nos últimos dez anos até os 224 bilhões de dólares em 2011. Se espera que superem os gastos militares da Europa este ano, segundo um estudo revelado nesta Segunda-Feira.

O Centro de Estudos Estratégicos Internacionais, com sede em Washington, previu que estas estatísticas assegurarão que os Estados Unidos cumpra com seu plano para transferir seu foco estratégico para a Ásia-Pacífico.

O orçamento militar da China atualmente é o segundo depois dos Estados Unidos, país que destina mais de 600 bilhões de dólares anualmente de suas arcas para fins militares.

Os gastos da China para a defesa saltaram dos 22,5 bilhões em 2000 aos 89,9 bilhões em 2011, segundo os dados oficiais proporcionados pelo Governo chinês.

Mas o estudo admite, citando várias avaliações independentes, que os gastos militares do gigante asiático poderiam ser muito maiores. Assim o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo situou o orçamento de guerra para 2011 em 142,2 bilhões de dólares.

Analistas de ICD Reasearch estimam que nos próximos cinco anos o país asiático manterá o atual ritmo de aumento de seu orçamento militar, podendo alcançar para 2017 os 174,9 bilhões de dólares.

Nos últimos anos, o crescente gasto militar chinês despertou a desconfiança não só do Japão, Coréia do Sul, Filipinas e Vietnã, que o criticam por sua atitude agressiva e por rivalizar diretamente com eles, mas também os Estados Unidos que tenta expandir seu poderio militar na Ásia.

China salientou que o objetivo deste aumento orçamentário é reduzir a lacuna tecnológica que tem respeito com Estados Unidos e insiste que seu desenvolvimento militar não supõe uma ameaça a nada.

Via RT

Texto completo en: h

sábado, 29 de setembro de 2012

Mapas secretos do mundo antigo

A pesquisadora Charlotte Harris Rees analisa mapas asiáticos que datam de 4.000 anos atrás que mostram as costas das Américas. Pegando o trabalho de seu pai que colecionava esses mapas, ela sugeriu que os antigos chineses eram marinheiros que viajaram para a América muito antes da chegada de Colombo.

Como prova adicional, ela citou marcadores genéticos que são compartilhados apenas por asiáticos e nativos americanos.

Charlotte Harris Rees, autora de Mapas Secretos do Mundo Antigo embarcou em uma emocionante viagem de descoberta depois de descobrir que seu falecido pai, o Dr. Hendon Harris Jr. (o autor de Os Pais asiáticos da América), tinha razão: os chineses estavam centenas de anos na América antes de Colombo. Livro de Charlotte estabelece esmagadora evidência (incluindo testes de DNA) em apoio das conclusões de seu pai. 

Durante anos depois de sua morte, em 1981, a coleção de mapas do Dr. Harris estava esquecida em uma caixa sob a cama de seu filho. Na esperança de verificar a sua precisão, Charlotte e seu irmão levaram os mapas para a Biblioteca do Congresso, em 2003, onde foram estudados nos últimos anos.


Neste segmento emocionante, Charlotte diz-nos como amostras de DNA podem revelar toda a história de migração de um povo, narra suas experiências com a Biblioteca do Congresso, e compartilha suas idéias sobre por que essa descoberta surpreendente foi negligenciada, apesar de ter sido vista. Este é um grande momento para repensar a história.





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