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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Eleições chilenas têm embate teológico


No Chile, frente a segunda etapa das eleições presidenciais, as candidatas se desafiam no domínio teológico.
Em resposta às declarações de Evelyn Matthei, candidata da direita, Michelle Bachelet, da Nova Maioria, recordou na quarta-feira que Chile é um país laico, desde sua separação da igreja em 1925.

"Nem o Estado nem esta candidata vão obrigar qualquer igreja nem pessoa que faça nada que vá contra sua consciência", adiantou a candidata centro-esquerda à La Moneda.

Não obstante, depois de se reunir com um grupo de profissionais evangélicos, Bachelet salientou que o Estado é o ente que aproxima o caminho para que todas as igrejas levem adiante o exercício de sua espiritualidade e religião.

Durante a cerimônia celebrada no domingo pelos 100 anos da Catedral Evangélica do Chile, Mattheu se comprometeu diante do mundo evangélico a não fazer nada que contradiga a Bíblia se no próximo 15 de dezembro for eleita nova presidenta, além de lutar contra o laicismo promovido por sua rival.

Da mesma forma, a ex-ministra do Trabalho direitista sublinhou o vínculo matrimonial entre um homem e uma mulher, e que a vida se cuida desde o momento da concepção até a morte natural. "Não ao aborto, não à eutanásia".

Assim, Matthei advertiu a nação chilena que não chore por um Chile absolutamente laico, quando não tratou de parar este movimento mediante as urnas.

No último 17 de novembro, a expresidenta alcançou 46,67% das intenções contra 25,01% de Matthei. Como nenhuma conseguiu maioria absoluta, se realizará a segunda etapa no próximo 15 de dezembro, em um momento em que as pesquisas dão vitória à Bachelet, exgovernante socialista (2006-2010).

domingo, 24 de novembro de 2013

Argentina: GMOs causam graves defeitos em fetos


Argentina se tornou um dos maiores produtores de soja, com a maioria de sua safra sendo composta de organismos geneticamente modificados (GMO). A pulverização agrotóxica no país aumentou consideravelmente nos últimos anos, em 1990 9 milhões de barris de agrotóxicos foram requeridos, comparado aos 84 milhões de barris que hoje se demanda. Incluído nisto está o uso de mais de 200 milhões de litros de herbicidas contendo venenos como glifosfato, principal ingrediente no Roundup. Toda a safra do país, em todas as safras de algodão e milho, se tornou geneticamente modificada nesta última década. Juntamente com o aumento da safra GMO e com o uso de pesticidas, o país recebe um preocupante e alarmante crescimento de defeitos de nascença, estatísticas de câncer, e outras doenças. Isto levou muitos dos cidadãos, incluindo profissionais médicos, a afirmar que pesticidas, GMOs e gigantes de biotecnologia são os únicos culpados.

A menina Camila Veron, de dois anos de idade [na imagem acima], nasceu com problemas múltiplos nos órgãos e gravemente deficiente. Os médicos contaram à família que a culpa é provavelmente dos agrotóxicos. Dezenas de outros casos similares estão preocupando a região. É fortemente pensado que o herbicida usado nas safras geneticamente modificadas agiu no período de gravidez, causando defeitos no cérebro, coração, intestinos, no feto. Em Ituzaingo, um distrito composto de 5 mil pessoas [e rodeado por muitos campos] vivenciaram nos últimos oito anos mais de 300 casos documentados de câncer associados a fumigação e pesticidas. Eles reportaram estatísticas de câncer 41 vezes mais que o padrão nacional.

A Monsanto [não surpreendentemente] negou as reclamações de que seus GMO têm contribuído de alguma forma para o aumento na ocorrência de nascimentos defeituosos no país. Com aquelas dezenas de casos expostos, que ilustram o desuso e ilegalidade de aplicação pesticida, os pesticidas estão aparecendo em estatísticas alarmantes no solo e na água ingerida. De forma perturbadora, em 80% das crianças sobreviventes em um local foram encontrados pesticidas no sangue. Estudos demonstraram que baixa concentração de pesticidas [como o glifosfato] leva a células humanas adoecerem e a causar câncer.

Infelizmente, para o departamento de relações públicas da Monsanto, a Associated Press documentou muitos casos dentro do país onde os venenos foram e estão sendo aplicados de muitas formas proibidas por lei, ou desaconselhável pela ciência. Profissionais de medicina também avisam seus clientes que a aplicação de pesticida no país é a culpada. Não só é o aumento das safras Roundup um risco para os residentes na região, mas um perigo para o meio ambiente, e outros animais que se alimentarão das safras. Na luta contra os gigantes de alimentos geneticamente modificados e tecnologia biotecnológica [protegidos pelo governo], como a Monsanto, é crucial lembrar que os alimentos geneticamente modificados nunca foram seguros para consumo por um período de tempo estendido. Uma única esperança é que as corporações como Monsanto, que destróem vidas e comunidades, sejam responsabilizadas por seu descaso e ações deploráveis.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Maduro põe limites na ganância do capital em toda economia


O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou no Domingo que se ampliariam as baixas dos preços elevados ilegalmente e se limitará a ganância do sistema de produção, se a Assembleia Nacional outorgar poderes especiais.

Em mensagem televisionada, Maduro sustentou que manterá as inspeções de comércios e pedirá severas penas contra a especulação.

"Vou pedir normas e penas de máximo grau que permitam à Constituição este tipo de delitos (de especulação) porque temos que equilibrar o funcionamento da economia (...) Uma vez aprovada a (lei) que habilita na Assembleia Nacional, vou colocar limites porcentuais à ganância do capital em todos os ramos da economia do sistema de produção venezuelano", segundo mensagem do presidente.

A iniciativa do presidente parte de uma campanha de fiscalização de preços, principalmente de produtos importados, que começou na Sexta com uma rede de eletrodomésticos, na qual se reduziu em até 50% a importação de exemplares, elevado de maneira irregular.

Maduro ordenou na Sexta a "ocupação" da rede de lojas de eletrodoméstico Daka, acusada do aumento excessivo e injustificado dos preços de seus produtos. Esta medida forma parte de sua luta contra os planos desestabilizadores da oposição em matéria econômica e pretende defender os consumidores venezuelanos.

Maduro assegurou que seu Governo seguirá controlando os preços das lojas de eletrodomésticos e avançou que esta semana se realizarão inspeções a comércios dedicados aos setores têxtil, calçados, de jogos, ferragens e automobilísticos.

Em 15 de Outubro Maduro solicitou à Assembleia Nacional que aprovasse a "lei habitante" para governar por decreto durante um ano com o objetivo de combater a corrupção a "guerra econômica" da direita contra seu Governo.


Maduro anunciou na última Quarta um pacote de medidas econômicas para combater a especulação, regular as importações e controlar o empréstimo de dólares a preço oficial.

Via Hispantv

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Maduro denuncia ataque do Twitter contra o governo venezuelano

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou nesta Quinta-Feira um ataque da rede social Twitter contra representantes de seu Governo.

Segundo fontes locais, Maduro declarou que parte dos ministros de seu Gabinete foi objeto de ataques de internet contra suas contas do Twitter.

A ministra de Comunicação e Informação, Delcy Rodríguez, informou que mais de 6 mil seguidores foram retirados da conta do representante.

Pouco depois, Maduro disse, em declarações à televisão estatal, “agarramos os autores deste ataque massivo às contas Twitter, mas não vão nos deter”.

“A direita está ensaiando alguma coisa, por isso começaram este ataque contra as contas Twitter”, afirmou Maduro no momento em que acrescentou que “a oposição que faça o que quiser, mas em 8 de Dezembro haverão eleições”.


Não é a primeira vez que isto ocorre. Há alguns meses a conta do presidente e a do Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela foram hackeadas.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

América do Sul culpa EUA por espionagem

Mercosul criticou fortemente os programas de vigilância global dos EUA.

“Condenamos a rede global de espionagem que o governo dos EUA desenvolveu, que incluiu a bisbilhotice sobre a presidente brasileira Dilma Rousseff”, disse nesta Quarta-Feira o Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, em encontro com diplomatas dos países membros do Mercosul na capital Caracas.

“Concordamos em condenar a espionagem mundial feita pelos EUA e discutimos que medidas seriam melhor tomadas pelos governos e sociedades como um todo”, acrescentou Jaua.

O Mercosul é uma união econômica e um acordo político entre Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, fundado em 1991. Seu propósito é promover mercado livre e o fluido movimento de bens, pessoas e dinheiro. Bolívia tornou-se membro em Dezembro de 2012.

O mercado combinado envolve mais de 250 milhões de pessoas e conta com mais de três quartos da atividade econômica no continente, ou um GDP combinado de $1.1 trilhão.

Sua afirmação veio depois de reportado que os EUA andavam bisbilhotando as comunicações da Dilma Rousseff. Os ministros de relações exteriores também discutiram como responder às espionagens massivas dos EUA.

O governo dos EUA ficou sob fogo da comunidade internacional depois das revelações que mostram que andou espionando muitos países, inclusive seus próximos aliados.

Na última semana, Te Guardian reportou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) monitorou as conversações telefônicas de 35 líderes mundiais.

“Um oficial estadounidense proveu a NSA com 200 números telefônicos de 35 líderes...apesar do fato de que a maioria é provavelmente disponível via open source, os PCs (centros de produção de inteligência) notaram 43 telefones anteriormente desconhecidos. Estes números, além de muitos outros, foram requisitados”, de acordo com um documento providenciado pelo denunciante Edward Snowden.

“Esses números providenciaram informações importantes a outros números que também foram logo requisitados”, acrescentou.

Snowden, um ex-empregado da CIA, revelou dois programas secretos de espionagem dos EUA sob o qual a NSA e o Serviço Federal de Investigação (FBI) escutam milhões de telefones estadounidenses e europeus e buscam informações das maiores companhias de internet como Facebook, Yahoo, Google, Apple e Microsoft.

O escândalo da NSA tomou dimensões ainda maiores quando Snowden revelou informação sobre suas atividades de espionagem sobre países aliados.

O presidente da Junta de Chefes dos EUA, o General Martin Dempsey, admitiu em Julho que as exposições de Snowden provocaram danos sérios nas ligações dos EUA com outros países. “Houveram danos. Não penso que nós seremos capazes de calcular o declínio dessa imagem”.

via Presstv/

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CURITIBA/PR: Conferência Ibero-Americana sobre a Quarta Teoria Política



"Estamos frente aos portões de entrada da pós-modernidade. Seus primeiros sinais já se fazem visíveis. A queda do mundo ideológico que marcou toda luta política pelo intenso século XX configura um deserto espiritual em que nada brota no campo do pensamento. É o deserto subpolítico da pós-modernidade. 

Esquerda e direita desaparecem como topográfica política identificável, a primeira endireita-se em matéria de vínculo econômico, e a segunda esquerdiza-se em matéria de valores e cultura. O que resta da direita apodrece na busca de sistemas para otimizar o status quo, e o que resta da esquerda deliberadamente autoaliena-se em simulacros de revoluções. 


Ilusões débeis e apegos anímicos a ideias já carcomidas pelo poder do capital, bandeiras sujas de dólares e símbolos de uma era de seriedade e luta comercializados no mercado negro ideológico.


Pouca coisa é ideologicamente identificável na pós-modernidade, e o ideal do indivíduo emancipado e desobrigado é talvez a principal delas. Este, por sua vez, é a luz destes tempos, que cegou todas as outras chamas ideológicas. Isto marca não menos o liberalismo como o representante completo no campo das ideias deste ideal, e pensamento reinante em todas as esferas.


Marxismo, Fascismo e teorias políticas interligadas, os quais configuraram outrora alternativas ao mundo liberal, hoje já não se representam como forças políticas, senão como meros atores que cumprem determinados papeis inofensivos no jogo da política pós-moderna. Estas são ideologias completamente derrotadas. O fascismo foi pisado e decapitado de forma fulminante, o marxismo foi humilhado e hoje é mantido como escravo ideológico. E uma vez sem inimigos a altura, o liberalismo transmuta a si mesmo em pós-liberalismo e domina a personalidade do Ocidente. Como uma locomotiva globalista e capitalista, passando por cima de todos os povos e nações, o Ocidente americanista e europeu simplesmente expande seu domínio em direção a um mundo comprimido sob o signo do poder militar e cultural que derivam de uma divindade econômica.
         
Assim, diante das possibilidades e das tendências catastróficas que se fazem notar a medida que a era pós-moderna avança irreversivelmente, necessário se torna produzir uma rota de saída, e, a partir dela, um caminho para o enfrentamento.
          
Este é o espírito da Quarta Teoria Política. 

Já está mais do que na hora de uma verdadeira alternativa vir a tona a tudo isso. Corrupção, usura, exploração, opressão, relativismo, já estão em níveis críticos, pois esgotam-se seus meios de velamento.
          
Aquilo que pela insuficiência, impotência e incompetência, mesmo com todo potencial de enfrentamento, foi incapaz  de abater o grande inimigo americano, liberal e globalista, deve ser redefinido, revirado, reposicionado até o ponto de essencialmente não ser mais o que um dia foi. Deve ser, pois, superado.
          
Uma nova frente de batalha está para ser conquistada. Diante de um grande agente que porta o signo da antítese total, que conduz um signo do mal, todo ideal de oposição carrega uma marca de salvação, de destino, de dever, de libertação. E isto é incorporado na proposta de uma quarta posição política que rompe as barreiras ideológicas do fracasso, da manipulação e nos leva a uma vontade irresistível de lutar.
          
A 1ª Conferência Ibero-Americana Sobre a Quarta Teoria Política é um evento que marca em terras austrais uma nova posição político-ideológica, forjada na certeza inegociável de se superar em criatividade e beligerância todas as formas e estratégias um dia criadas para enfrentar a ideologia liberal dominante, e atingir uma posição geopolítica que proteja os povos da América Austral da dominação imperialista do grande capital.
          
No mundo das ideias esta proposta é das mais empolgantes. Desmontar marxismo, perfurar seu núcleo ideológico e observá-lo desde fora, dissecar o fascismo, retirar e examinar seu sujeito histórico, perceber o próprio liberalismo em sua forma expandida, com suas vertentes, globalização, sistema financeiro, leis econômicas e jurídicas, etc, é um ótimo exercício para um espírito disposto ao desafio de pensar e interpretar a realidade.
          
Esperamos com enorme satisfação a participação de todos, que possam superar as dificuldades de todos os tipos e se fazer presentes neste evento.
          
De toda equipe organizadora do evento e amigos ajudantes, um forte abraço a todos.

Nos vemos em Curitiba."
Evento:
A 1ª Conferência Ibero-Americana sobre a Quarta Teoria Política ocorrerá em Curitiba/PR - Brasil, nos dias 15 e 16 de Novembro de 2013.


Inscrições:
A inscrição só passará a ter validade com o pagamento das taxas previamente estipuladas pela Organização do Evento, as quais devem ser pagas por meio de depósito bancário. Para efetuar o pagamento é necessário enviar um e-mail para 4tpbrasil@gmail.com, informando o interesse em participar do Evento. Entraremos em contato informando a conta corrente para o depósito bancário. Após o pagamento, que deve ser informado enviando o comprovante de depósito scanneado ou fotografia com dados legíveis, o inscrito receberá a resposta de confirmação dentro de 3 dias. 

Obs.: Não é necessário o envio de dados pessoais como RG e CPF por email, porém é obrigatória a apresentação do RG para entrar no local.

TAXA DE INSCRIÇÃO: R$ 50,00. 

Localização:
Centro de Convenções de Curitiba
Rua Barão do Rio Branco, 370 - Centro
Curitiba - PR, 80010-180 

Local privilegiado, próximo de vários pontos turísticos da cidade, de fácil acesso no trajeto aeroporto-local, rodoviária-local e com muitos outros hotéis com preços acessíveis ao redor, sendo alguns indicados para os interessados reservarem suas estadias.
Programação:
Em breve. 


Estadia e Alimentação: 
A hospedagem e alimentação para os dois dias do evento são de responsabilidade do inscrito. Serão oferecidos durante todo o evento lanches da tarde durante um pequeno intervalo entre as apresentações Sugerimos alguns hotéis, pousadas e albergues próximos ao local da Conferência, na região central de Curitiba.
  
Sugestões de Hospedagens


Segue abaixo uma relação de hotéis mais econômicos, próximos ao local em que será realizado o encontro:


Hotel Itamaraty

Av. Presidente Afonso Camargo, 279, em frente à Rodoviária http://www.hotelitamaratycwb.com.br

Palace Hotel Paraná

Rua Barão do Rio Branco, 62 http://www.palacehotelpr.com.br/

Aladdin Hotel - Paraná Suite

Rua Lourenço Pinto, 440 http://www.hotelaladdin.com.br/

Hotel Marabá

Rua André de Barros, 435 http://www.marabahoteis.com.br/

L'Avenue Apart Hotel

Rua XV de Novembro, 526 http://www.lavenueaparthotel.com.br

Apart Hotel Paraty

Rua Riachuelo, 30 http://www.hotelparati.com.br/

Hostel Roma

Rua Barão do Rio Branco, 805 http://www.hostelroma.com.br

EuroHotel

Rua João Negrão, 400 http://www.eurohotel.com.br


Alimentação


Na região central de Curitiba, principalmente próximo ao local do evento, há inúmeros bons restaurantes, para todos os gostos, de diferentes tipos de culinárias. 


Palestrantes:

LEONID SAVIN

Formação: Faculdade Sumy de construção de máquinas; faculdade de teologia; Associação Ucraniana de Educação a Distância; Escola Superior de Jornalismo; assim como inúmeros seminários e cursos de treinamentos sobre ONG’s e organização intra-governamentais como a ONU e o Conselho da Europa. 


ALBERTO BUELLA

Professor Licenciado em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires; (DEA) Diplome d'Etudes Approfondies pela Universidade de París - Sorbonne; Doutor em Filosofia pela Universidade de París - Sorbonne.  Nascido em Buenos Aires em 1946, é um filósofo argentino que tem se destacado por seus trabalhos nas áreas de metapolítica, teoria do dissenso e teoria da virtude, tendo sido o fundador da primeira revista de metapolítica ibero-americana, ou hispano-americana, ainda nos anos 90.


Conferência Ibero-Americana sobre a Quarta Teoria Política

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Equador chama boicote mundial contra a petroleira Chevron

O presidente do Equador, Rafael Correa, chamou a um boicote internacional contra a principal companhia petroleira dos Estados Unidos por sua culpa pela contaminação da Selva Amazônica.



"Este é um dos maiores desastres ambientais no mundo", disse Correa esta quarta-feira enquanto iniciava uma campanha para denunciar a contaminação da Amazônia pelas companhias petroleiras estadunidenses que costumavam ter influência dominante no país sul-americano.

"As ferramentas que vamos utilizar para lutar contra a Chevron são a verdade e um chamado à solidariedade dos cidadãos do mundo a não comprar produtos da Chevron", acrescentou o presidente equatoriano.

Equador espera que figuras da música e cinema, assim como renomados eco-ativistas, visitem o Amazonas e ofereçam apoio à causa.

Correa iniciou sua campanha contra a contaminação do meio ambiente na cidade de Aguarico, na província amazônica de Sucumbíos onde a Texaco, gigante petroleiro dos Estados Unidos que se fundiu à Chevron em 2001, operou entre 1964 e 1990.

A Chevron afirma que nunca operou "diretamente" no Equador, portanto não teria "herdado" a acusação de contaminação da Texaco, a qual ainda não pagou a multa de 19 milhões de dólares procedente da acusação.

Assim, durante sua campanha contra a Chevron em Aguarico, Correa pôs sua mão dentro de uma poça de lodo oleosa que se encontrava na região e a ergueu alto diante das câmeras dos meios de comunicação.

"Para poupar alguma quantia em dólares, a Chevron Utilizou as piores técnicas de mineração. Existem cerca de mil poços desse tipo na nossa selva amazônica e que nunca foram assistidos, apenas foram escondidos com uma camada de terra para enganar o Estado equatoriano", disse.

Por sua vez, a Chevron emitiu um comunicado acusando Correa de "proporcionar uma denúncia distorcida e vaga da história desses campos de petróleo e quem é responsável pelo impacto ambiental".

No entanto, grupos indígenas e agricultores locais do Equador processaram a Texaco pela contaminação ambiental depois que abandonou o país em 1990.

Depois de anos de litígio, a Chevron foi condenada em 2012 a pagar 19 milhões de dólares, mas a desisão ainda espera a revisão do Supremo Tribunal do Equador, em resposta a uma ação legal pelo gigante petroleiro.

Via ANN

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Descoberta construção amazônica com mais de 3.000 anos

 Arqueólogos equatorianos e franceses descobriram os restos de uma casa construída há 3.000 anos, a mais antiga da região amazônica.

"Encontramos vestígios de colunas e fogões e um pouco de restos de cerâmica e pedras", conta o arqueólogo Stephen Rostain, diretor da investigação.

Os arqueólogos começaram as escavações em Julho, depois de encontrar ali um fogão há dois anos, explica Rostain. "Os fogões construídos com pedras são em geral muito antigos, do período Formativo (1.800 a 500 a.C). Tiramos amostras que nos remeteram a uma data de 3.000 anos atrás, e este ano abrimos e encontramos todos os vestígios de colunas e um pouco de material, com o qual podemos reconstruir a casa como era", diz.

A casa, encontrada na província de Pastaza, é de 17 metros de largura e 11 de comprimento, com formato oval. "É construída um pouco como a casa atual dos achuar e dos quechua", e a maior diferença é o fogão feito de pedra, salienta Rostain.


Via RT

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Projeto IIRSA, plano de mega-saqueio da América do Sul

IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana) é um conjunto de mais de 500 projetos organizados em dez Eixos de Integração e Desenvolvimento (EID).

Com um custo aproximado de 75 bilhões de dólares, busca eliminar as "barreiras" naturais que impedem a livre circulação de mercadorias entre as diferentes "ilhas" que compõem a região.

Os EID, ademais, se estruturam em sete "processos setoriais" que buscam organizar o espaço geográfico em base ao desenvolvimento de uma infra-estrutura física de transporte terrestre, aéreo e fluvial - projetos que representam 87% do IIRSA - e de oleodutos, gasodutos, portos marítimos e fluviais, linhas de energia e fibra ótica, usinas hidroelétricas, mineração, soja e transgênicos (Monsanto mediador) entre outros.

Segundo dados fornecidos em dezembro de 2010, 75% dos projetos apresentam avanços concretos, com 22% concluídos, 39% em execução e 25% em preparação.



Na realidade e sob esse roupagem de desenvolvimento blabla, se escondem os grandes grupos de poder econômico representados por: Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial; Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos; David Rockefeller, ex-responsável pelo Chase Manhattan Bank; Henry Kissinger, ex-Secretário de Estado dos EUA; Alan Greenspan, governador do Banco da Reserva Federal dos EUA; Rodrigo Rato, diretor gerente do FMI; Jacques Chirac, ex-presidente da França; o multimilionário húngaro George Soros; a Rainha Sofia da Espanha e os Rothschild, uma dinastia européia de origem judaico-alemã alguns de cujos integrantes fundaram bancos e instituições financeiras no final do século XVIII, e acabou convertendo-se, no final do século XIX, em uma das mais influentes linhagens de banqueiros e financistas da Europa; e Bill Gates, os quais são os gestores desse plano sistemático mundial (a famosa Nova Ordem Mundial) de extrativismo, apropriação de bens comuns como água e territórios, para seguir a saga acumulativa, especuladora e elitista que só busca o bem-estar dessa minoria (1%) do mundo "civilizado", em detrimento dos pobres do mundo.

Para o ano de 2008 o IIRSA contava com 51 projetos concluídos, 196 em fase de execução e 107 em fase de preparação e estudos. IIRSA (2008) A construção de infra-estrutura é realizada através do método de mega-projetos que implicaria um custo de 37 bilhões dólares aumentando em 6% a dívida externa da América do Sul. Bartesaghi, et Ali (14:2006).

A ideia da iniciativa é reduzir os custos de produção da EXTRAÇÃO dos recursos naturais do continente. A infra-estrutura (fibra óptica, telecomunicações, etc) é distribuída pelas áreas ricas em recursos estratégicos e é encaminhada através de transportes multimodal até os portos que permitem o comércio extra-regional.

Se privilegia os acesso ao petróleo, os minerais, a água, à produção agrícola e à biodiversidade (o tráfico para os EUA, Canadá, especialmente no contexto americano, e a países de maior consumo mundial como Índia, China, França, Itália, Alemanha e Japão, e em menor medida, o mercado internacional).

É instrutivo a este respeito o anúncio criado pela empresa Syngnta intitulado "República Unida da Soja", no qual mostra um mapa com a região do Cone Sul de soja verde pintado com território autônomo inclusive com uma bandeira que representa uma semente no fundo verde.

O valor da natureza é dirigida diretamente para o mercado e não para serviços ambientais ou sua importância cultural. Projetos anteriores envolveram uma mobilização significativa dos povos indígenas, camponeses a mercê do aumento da concentração de terras e o deslocamento da produção ineficiente.

A biodiversidade é um produto para se apropriar ou como um destino para populações de altos recursos ou por patentes e biopirataria sobre os corpos e os conhecimentos utilizados pelos povos nativos.

O impacto econômico nas grandes cidades será o grande diferencial, por um lado, a burguesia local vai experimentar um aumento dos lucros, graças às suas ligações com o capital internacional. A classe trabalhadora e média se verá beneficiada em primeiro momento pela construção de infra-estrutura por mais mão de obra, mas a medida que começar operar será gerada uma queda na demanda de trabalho, aumentando a eficiência da produção.

Por sua vez, os setores "ineficientes", que exigem grande número de trabalhadores, perderão para a concorrência de novas empresas aumentando a desigualdade e o desemprego. A isso soma-se o aumento das populações urbanas criadas pelo êxodo rural e a inclusão forçada no mercado grandes quantidades de população.

Os impactos podem se dividir segundo as diferentes etapas de implementação do projeto, aumentando o grau dos impactos do mesmo até o fim de sua vida com o esgotamento de recursos e o abandono da região.

Via Unidos X Peron

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fraude nos alimentos: adulteração de leite no RS causa tumulto

Mais uma confusão feita por fraude no leite, desta vez no Rio Grande do Sul. Empresas, produtores e transportadores acrescentam produtos cancerígenos no alimento básico com fim de aumentar o volume e, consequentemente, o lucro na venda.

Os estados do sul do Brasil sofrem de inúmeras fraudes no setor econômico, que cresceram desproporcionalmente além do crescimento da economia. O leite é apenas uma das fraudes que foram postas em público. A grande maioria das fraudes empresariais ficam cobertos pelo sistema político do país, que tende a dar liberdade a investimentos estrangeiros.

Podemos citar um caso muito próximo do setor alimentício e que abrange grande parte da economia e influencia também a política, que é a Monsanto, que provocou um golpe de Estado no Paraguai e escraviza milhares de agricultores na América do Sul, tanto na agricultura quanto na pecuária e laticínios. Muitas destas redes de fraudes circulam na região sul do país, em que o investimento econômico tende a ser foco de globalização com fim de sufocar a liberdade dos povos do Cone Sul.

Com estas fraudes, também acompanham as imigrações ilegais que abundam tanto nas capitais como no interior do país. Tudo para o controle do sistema liberal. As redes de fraudes são internacionais, e atacam os setores mais fundamentais da sociedade, que são o alimentício e o farmacêutico. Abaixo, reportagem com Rachel Sheherazade:

terça-feira, 7 de maio de 2013

Venezuela ultrapassa Colômbia e é a 4ª economia latino-americana


Venezuela foi reconhecida como a quarta economia mais forte da região, depois de ultrapassar a Colômbia, revelou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu mais recente informe de perspectivas para América Latina.

O informe do FMI salienta que o PIB da Venezuela em 2012 chegou a 382,4 bilhões de dólares, enquanto a Colômbia ficou nos 360 bilhões.

O FMI atribui o crescimento venezuelano a políticas "expansivas". Em 2012 a Venezuela cresceu 5%, enquanto a nação vizinha teve acréscimo de 4,7%.

Brasil se mantém no primeiro lugar como a maior economia da América Latina, com um PIB de 2,396 trilhões, enquanto o México, em segundo lugar, informou que seu PIB de 2012 chegou a 1,177 trilhões; Argentina ocupou a terceira posição com PIB de 475 bilhões.

Via AVN

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Uruguai: perto de reverter lei que liberou aborto


Os uruguaios deram um importante passo rumo à reversão da lei que legalizou o aborto no país, aprovada pelo congresso em setembro do ano passado. Conforme informam as agências internacionais, grupos descontentes com a descriminalização da prática conseguiram 67 mil assinaturas para dar início aos trâmites necessários à realização de um referendo que pode anular a legislação vigente desde dezembro. O site HazteOir destaca que o número de adesões foi, inclusive, muito maior do que a obrigatória por lei, que era a de 52 mil assinaturas.

Agora, a Corte Eleitoral tem 45 dias para convocar uma primeira votação na qual ao menos 25% do total de eleitores devem comparecer voluntariamente às urnas e para dizer se querem ou não que ocorra o referendo. Se o “sim” vencer, em até quatro meses a população será enfim convidada a dizer se querem ou não que a liberação do aborto seja anulada.

A conquista, portanto, é inicial, mas já mostra a força de reação do povo uruguaio ao ser ignorado pelos parlamentares numa votação apertadíssima que rachou a classe política. O aborto foi liberado no Uruguai pela diferença de 50 a 49 votos.

Logo que a lei foi aprovada, médicos, políticos e manifestantes pró-vida já haviam adiantado que fariam tudo que estivesse ao seu alcance para revertê-la, conforme contou o vice-presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, Jaime Ferreira Lopes, em artigo publicado na Gazeta do Povo em 28 de outubro de 2012. Na ocasião ele destacou ainda que “o movimento revisionista de leis liberalizantes da prática do aborto torna-se cada vez mais forte em diversos países, como nos Estados Unidos, na Espanha e em Portugal”.

A campanha pela reversão da lei no Uruguai conta com o importante apoio de centenas de ginecologistas que protestaram nas ruas em janeiro, devido às pressões do governo para limitar a objeção de consciência, obrigando-os a fazer abortos. 

Via Gazeta do Povo

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Argentina denuncia que Grã-Bretanha lançará mísseis nas Malvinas

O Ministério de Relações Exteriores Argentino advertiu hoje sobre a "nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas", confirmando que o governo argentino foi informado que, a partir de hoje até 26 de abril, serão realizados novos exercícios militares no território argentino ocupado, incluindo o lançamento de mísseis a partir das Malvinas.



Através de um comunicado, o Ministério advertiu que essa situação "não só constitui uma nova demonstração de desprezo do Reino Unido pelas resoluções das Nações Unidas, que chama ambas partes a retomar as negociações de soberania e absterem-se de introduzir modificações unilaterais na situação enquanto dure a controvérsia, como também uma nova provocação contra a Argentina".

Nesse âmbito, afirmou que "nosso país manifestou sua vocação para encontrar uma solução pacífica e definitiva à disputa mediante negociações bilaterais com o Reino Unido, tendo em conta os interesses dos habitantes das ilhas, em conformidade com o mandato da ONU".

O documento argumenta ainda que ainda que a República Argentina "condene mais uma vez a persistência do Reino Unido na realização de exercícios militares em uma região caracterizada por sua vocação pacifista e que permanece livre de armas nucleares".

Continua que ainda que a Argentina "considere inadmissível essa nova ação unilateral britânica que não faz nada senão confirmar sua força militar justifica sua presença ilegítima no Atlântico Sul, refletindo seu desprezo aos pronunciamentos da comunidade internacional e, em particular, as preocupações manifestadas por toda região, através de vários pronunciamentos do Mercosul e Unasul, assim como a Cúpula Ibero-americana e a Cúpula dos Países Sul-americanos e Países Árabes (ASPA)".

Recorda ainda que, recentemente, a Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, realizada em Montevidéu no último janeiro, se "expressou a grande preocupação diante do reforço da presença militar britânica no Atlântico Sul e o desenvolvimento das atividades ilegítimas de exploração de hidrocarbonetos pelo Reino Unido".

Por outro lado, desde o palácio San Martín se refletiu que "o governo argentino transmitiu ao governo Reino Unido seu mais formal e enérgico protesto diante dos mencionados exercícios e manobras militares, exigindo que se abstenha de realizá-los".

Ao mesmo tempo, relembra que "enviou notas para informar o secretário geral das Nações Unidas, o presidente do Comitê Especial de Descolonização do citado organismo internacional, o secretário geral da Organização Marítima Internacional e as presidências Pro Tempore do Mercosul, da CELAC e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, assim como o secretário geral do Unasul a realização de exercícios militares nas Ilhas Malvinas".

Via Cadena 3

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uruguai e Brasil trabalham para eliminar suas fronteiras a partir de 2014

Enquanto o conflito diplomático entre Argentina e Uruguai pelo último deslize do presidente José Mujica sobre Cristina Kirchner parece se silenciar após o pedido de desculpas de Montevidéu, o pequeno país vizinho avança em passo firme alcançar com o Brasil a eliminação de fronteiras comuns para a livre circulação de bens e pessoas.



Nas últimas horas, Mujica pôs em palavras um acordo firmado com Dilma Rousseff para alcançar esse objetivo.

"Muitos anos atrás o país votou e fizemos o Mercosul, que teve seus altos e baixos, mas nós trabalhamos deliberadamente com o Brasil para que em 2014 não exista mais fronteiras para mercadorias e pessoas", afirmou Mujica em uma conferência aos sindicalistas uruguaios na última quarta-feira.

"É uma política concreta e deliberada, devido a circunstâncias políticas que atravessa o Brasil; não são os documentos que assinaram muito tempo atrás em Assunção", afirmou o presidente ao diferenciar o atual acordo do Tratado de Assunção de 1991, primeiro passo para a criação do Mercosul.

Mujica disse que a iniciativa vai mais além do bloco regional, e que hoje é possível pois há "um vento favorável" ao acordo político que existe com o governo de Rousseff. O presidente confessou que falou com o ex-presidente brasileiro, Lula, dias atrás, quando visitou Montevidéu.

Uma amostra deste tentativa de acordo entre os dois países parece ser a criação de uma Comissão Bilateral de Comércio em 11 de março, sob o acompanhamento da Associação Latino-americana de Integração (Aladi). O corpo vai manter pelo menos uma reunião por semestre a nível de vice-ministros e foi apresentado como objetivos "solucionar dificuldades legais, normativas e operacionais pontuais sobre o acesso a mercados, o estabelecimento de procedimentos de consulta em matéria de origem, defesa comercial, medidas sanitárias e do estabelecimento de um rápido processo de desalfandegamento", conforme publicado pelo site da Presidência uruguaia.

sábado, 6 de abril de 2013

Oposição venezuelana manipula intenção de voto

 
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela aprovou na Sexta-Feira seis averiguações administrativas por violação das normas que regem a campanha eleitoral de parte de vários meios de comunicação, e pediu cumprir com os tempos estabelecidos na normativa eleitoral no que fica de campanha.

As medidas adotadas pelo CNE se aplicam aos meios de comunicação Globovisión, La Prensa de Lara e Diario VEA, assim como as organizações Ciudadanía Activa, Primero Justicia e Unidad Democrática.

De acordo com Prensa Latina, a Ciudadanía Activa se aplicará o processo de averiguação administrativa com medida cautelar de suspensão pela violação da Lei Orgânica de Processos Eleitorais devido à transmissão de material publicitário através do canal de televisão Globovisión com o objetivo de manipular a intensão de voto.

Tal processo também se aplicará contra o Diario VEA e a Prensa de Lara por publicar propaganda eleitoral sem o Registro de Informação Fiscal (RIF), e contra Primero Justicia pela utilização de crianças e adolescentes em anúncios de propaganda eleitoral publicados no jornal últimas Notícias. E por últimos, contra Unidad Democrática pelo uso de imagem de um candidato sem sua autorização em propaganda transmitida através do canal de televisão Televen.

Nas eleições presidenciais previstas para o próximo dia 14 de Abril competirão o presidente encarregado do país, Nicolás Maduro, o candidato opositor Henrique Capriles Radonski e outros cinco candidatos. Apesar das tentativas da oposição de manipular a intensão de voto a favor de seu candidato, as pesquisas mostram a vantagem de Maduro.

Faz uns dias, a integrante do Comando socialista da Venezuela, Blanca Eekhout, denunciou a campanha de agressão da deputada direitista Dinora Figuera contra Maduro.

A pesquisa mais recente publicada na Venezuela pela firma Internacional Consoulting Service (ICS) revelou que o candidato socialista à presidência, Nicolás Maduro, ganhará a eleição eleitoral com 56,9% de votos, enquanto que só 41,1% da população votará a Henrique Capriles, o que marca uma diferença de 15,8% a favor de Maduro.

O CNE recordou às organizações com fins políticos e aos partidos dos candidatos que no 7 de Abril vence o prazo para publicar pesquisas em meios de comunicação social ou outra forma de difusão.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Maioria ausente em reunião da OEA que pretendia honrar Franco


Vinte e um dos trinta e quatro Estados da OEA, entre os onze integrantes da União de Nações Sul-Americanas (UNASUR), se ausentaram hoje da reunião protocolária organizada pelo organismo em honra ao presidente Paraguai, Frederico Franco.

Os representantes do Canadá, Costa Rica, México, Estados Unidos, Barbados, Guatemala, Honduras, Bahamas, Trinidad y Tobago, Belice, Saint Kitts e Nevis, Panamá e Paraguai são os únicos sentados no Salão das Américas da Organização dos Estados Americanos (OEA) no início da recepção.

Franco, que era vice-presidente, assumiu o poder em Junho do ano passado em substituição ao presidente Fernando Lugo, que foi destituído em juizo político no Senado, o que motivou a suspensão do Paraguai na Unasur e no Mercosul.

Os representantes da Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador enviaram uma carta de protesto ao presidente de turno do Conselho Permanente da OEA, o representante panamenho Artur Vallarino, pela organização da reunião.

A carta, publicada em sua conta do Twitter pelo embaixador boliviano, Diego Pary, indica que o debate na OEA sobre a situação do Paraguai "não foi concluída, e a data presente, é um tema pendente nesta organização".

"Expressamos nosso profundo repúdio à realização da sessão protocolar, assim como às declarações do senhor Frederico Franco, e comunicamos que não participaremos em tal sessão e nossas cadeiras estarão vazias", salienta a missiva.

Franco quis "esclarecer" os comentários que fez durante sua estadia nesta semana em Madrid, "por ter sido mal-interpretado, ou por talvez o chanceler venezuelano não lhe tenha chegado a informação", disse.

Durante sua visita nesta semana a Madrid, Franco qualificou de "milagre" o falecimento do comandante da Venezuela Hugo Chávez.

Em um ato na Quinta-Feira em Washiington, Franco matizou seus comentários ao salientar que "não deseja a morte a ninguém", ainda que "evidentemente, o fato de que o presidente Chávez não esteja hoje como presidente faz com que a relação da América, pelo menos o Paraguai, com respeito a Venezuela seja diferente".

Via Cubadebate

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC

 Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

 Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.

O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

Veto imperial

O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.

“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.

Guinada na política externa

O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.

Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.

Bomba! Bomba!

O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.

A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.

Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.

Desarmamento unilateral

A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.

Intervencionismo crescente

O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.

São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.

Via Pragmatismopolitico

terça-feira, 26 de março de 2013

Brasil e China eliminam o dólar do seu comércio


Dois dos gigantes econômicos do mundo, Brasil e China, decidiram na Terça-Feira desfazer-se do dólar estadounidense e comercializar com outra divisa a fim de assegurar seus intercâmbios das flutuações da moeda estadounidense.

A troca de divisas "antidólar", com um valor de 30 bilhões de dólares anuais e formulado para um período de três anos, foi firmado por representantes de ambos os países, a margem da cúpula do grupo BRICS (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), celebrada na cidade sul-africana de Durban.

O ministro brasileiro de Finanças, Guido Mantega, anunciou que oferecerá um acordo similar a presidentes dos outros Estados membros do organismo.

Ao adotar esta medida, o grupo BRICS se aproxima a converter-se em um sólido bloco político, econômico e militar a nível mundial, rivalizando, assim, com os interesses do país norte-americano.

Recentemente, muitos atores no comércio internacional e diferentes atividades econômicos aumentaram seu interesse de se separar do dólar; a República Islâmica do Irã e países latino-americanos, como Brasil, Venezuela e Argentina são alguns exemplos deste caso.

Via Hispantv

domingo, 17 de março de 2013

Um Papa Argentino: Mamma Mia

 Por Alberto Buela
(Traduzido por Álvaro Hauschild)

Se os argentinos somos famosos no mundo por nossa desmedida auto-valorização, o que não vão dizer agora.

A Maradona, Messi, Fangio, Gardel, Perón, Evita, Ché Guevara, Borges e a Rainha Máxima de Holanda, agora somamos um Papa.

Aliás, é o primeiro Papa americano, ainda que alguns jornalistas grosseiros sustentam que é o primeiro não-europeu, ignorando São Pedro e outros muitos.

Agora bem, tem isto alguma significação primeiro para nosso país, logo para América do Sul e a ecumene ibero-americana e logo para o mundo?

É sabido que é muito difícil realizar uma previsão com certo rigor, pois o conhecimento do futuro nos está vedado desde o momento que tal dom se fechou na Caixa de Pandora.

Com esta prevenção e sabendo que vamos falar mais como filodoxos, como amantes da opinião, é que tentaremos algumas observações.

Para Argentina esta eleição como Papa de um de seus filhos é uma exigência de um maior compromisso católico tanto de seu povo como, sobretudo, de seus governantes. Porque tem que ter uma certa proporcionalidade entre o que somos e o que dizemos que somos. Do contrário, vamos tornar verdade aquela velha piada que diz que o melhor negócio do mundo é comprar um argentino pelo que ele vale e vendê-lo pelo que ele diz que vale. E hoje esta eleição do Papa Francisco está dizendo que os argentinos valemos muito. Bom, se é assim, nós como povo e nossos governantes como tais temos que realizar, todos, ações que nos elevem a essa consideração à que nos arrasta a designação de um Papa de nossa nacionalidade.

Com respeito a América do Sul, o fato potencializa a região. Porque as vivências que da região tem o Papa fazem dele um porta-voz privilegiado de suas necessidades e interesses e porque ademais pois possui um conhecimento direto, não mediado ou midiático da região e seus diferentes países.

Com relação à ecumene ibero-americana em seu conjunto, o Papa Francisco tem uma visão integrada ao estilo de Bolívar, San Martin e mais próximos a nós Perón, Vargas ou o recente falecido Chávez. Isso não quer dizer que Francisco seja peronista, mas sim que tem uma completa compreensão deste fenômeno político.

Finalmente, com respeito ao resto do mundo, estimamos que iniciará uma grande campanha de evangelização tentando recuperar a África e as ex-repúblicas soviéticas para a Igreja. E seguramente reclamará pelos reiterados assassinatos de cristãos, em 2011 teve 105.000 mortos, majoritariamente, em países com governos islâmicos.

Em quando seu perfil cultural é um jesuíta formado na época de plena ebulição do Concílio Vaticano II. Isso é, quando começa a decadência da ordem. Não recebe quase informação teológica, mas sociológica de acordo com as pautas da ordem neste momento. Assim, o sacerdote não tinha que "fazer o sagrado", mas "militar e agir politicamente". Os jesuítas se transformaram em sociólogos ao invés de padres. Daqui que a ordem se esvaziou em tão só uma década. Quando o Padre Bergoglio foi provincial da ordem (1973/79), entregou a administração da UNiversidade jesuíta de Salvador aos protestantes (Pablo Franco, Oclander et alii). Enquanto ele se dedicava a assessorar espiritual e politicamente a agrupação Guarda de Ferro, que viria a ser uma espécie de sucursal argentina do Movimiento Comunione e Liberazione. Uma agrupação político-religiosa bicéfala, que era liberacionista na Argentina e conservadora na Itália.

Sua eleição como Pater inter pares, cujo acróstico forma o termo Papa, trouxe tranquilidade à cúria vaticana porque Francisco é filho de italianos por parte de mãe e pai e é nascido e criado em Buenos Aires, essa mega-cidade que fez exclamar o medievalista Franco Cardini: la piu grande citá italiana del mondo. Quer dizer,, estamos falando de um "primo irmão, irmão" dos italianos. Ao mesmo tempo, sua vinculação simpática (com o mesmo pathos) com a comunidade judia argentina, a mais numerosa depois de Israel, assegura ao Vaticano que não terá nenhum sobressalto, "raigalmente católico", por parte de Francisco. Hoje em Buenos Aires todos os rabinos e judeus sem exceção festejam sua designação como Papa. Salvo o caso do jornalista Horacio Verbitsky, difamador profissional e administrador dos "direitos humanos seletivos" do governo de Kirchner.

Como Arcebispo de Buenos Aires e como cardeal primado mostrou sempre uma preferência pelos pobres na linha de João Paulo II e Ratzinger. Ao mesmo tempo que compartilha com eles uma certa ortodoxia.

E desde este lugar se opôs sempre ao governo neoliberal de Menem e ao social-democrata dos Kirchner. Com estes últimos seu enfrentamente foi e é muito forte, não tanto por razões ideológicas, não esqueçamos que os dois se dizem progressistas, mas que se trata de duas personalidades (uma profana e outra religiosa) que creem ser os autênticos intérpretes do povo.

O que nos está permitido esperar? Que Francisco I siga o caminho marcado pelo Vaticano II, por João Paulo II e por Bento XVI sem maiores sobressaltos. A centralidade da Igreja seguirá sendo Roma mas sua filha predileta deixará de ser Europa para ser Iberoamérica, onde vive a maior massa de católicos do mundo.

Hoje desde todos os centros de poder mundano, e os "analfabetos locuazes" (os jornalistas) como seus agentes, pedem que a Igreja mude em tudo para terminar transformando-se em uma "religião política" mais, como são o liberalismo, a socialdemocracia, o marxismo e os nacionalismos. E o lamentável é que o mundo católico aceita isso como necessidade últiima. Esquecendo que o cristianismo é, antes de tudo, um saber de salvação e não um saber social.

E o sagrado, a sacralidade da Igreja, a actio sacra, a sede de sacralidade do povo, o retiro de Deus, o crepúsculo da transcendência?

Ah, não! Isso é pedir demais a um Papa argentino.